quarta-feira, 3 de junho de 2020

Arte e Botões - Escócia 1990 - 03/06/2020

Quarta-feira é dia de arte. Como a Irlanda da semana passada fez muito sucesso (e você pode conferir clicando aqui), resolvi continuar na região e apresentar mais uma seleção sem conquistas, que não bate em ninguém, mas que tem lá a sua história. Vamos falar da Escócia da Copa de 1990!


A Copa da Itália, disputada em 1990, foi a última com o sistema de 24 seleções divididas em 6 grupos de 4 equipes. O grupo C teria o favorito Brasil, a outra favorita Suécia, a alegre Costa Rica e a... digamos... sem graça Escócia. Mas o time da terra do uísque chegou com méritos para o Mundial. Se teve uma campanha de altos e baixos nas eliminatórias (4 vitórias, 2 empates e 2 derrotas), pôde ao menos dizer que ficou com a vaga em um grupo que tinha Iugoslávia (que também foi ao Mundial), França (que seria campeã 8 anos depois) e Noruega (que surpreenderia na Copa seguinte), além do saco de pancadas Chipre.

A Escócia ganhou apertado de Chipre (3x2 e 2x1), mas conseguiu um empate com a Iugoslávia (1x1) e venceu Noruega (2x1) e França (2x0), além de ter empatado com a Noruega na volta (1x1). Mas quando perdeu, foi por placares mais dilatados (1x3 Iugoslávia e 0x3 França). Assim, os escoceses foram para a Copa do Mundo surpreendentemente.

Na estreia, perderam para a Costa Rica (0x1) e foram para o jogo seguinte precisando vencer a poderosa Suécia. E eles conseguiram, em um 2x1 com gols de McCall e Johnston. No jogo derradeiro, o Brasil venceu por 1x0 e eliminou os escoceses. Eles ficariam de fora da Copa de 1994, mas voltariam para a de 1998, a última vez em que jogaram um Mundial.

Antes disso, a Escócia jogou as Copas de 1954, 1958, 1974, 1978, 1982 e 1986. Na Eurocopa, tiveram somente duas participações, em 1992 e 1996. Nunca participou de uma competição de futebol nas Olimpíadas, porque não é considerado membro individual do COI.

Suas maiores conquistas são os 24 títulos da British Home Cup (o primeiro em 1884 e o último em 1977), a Copa Kirin de 2006 e a Copa Qatar Airways de 2015. Como se vê, os escoceses têm troféu para contar história...

A força do futebol escocês vem, em grande parte, graças aos seus dois maiores clubes. A rivalidade entre os dois é considerada a maior do mundo entre clubes e envolve, além do futebol, religião e muita violência.

O Glasgow Rangers tem incríveis 54 títulos nacionais, além de 33 copas da Escócia e 27 copas da liga escocesa, além de uma Recopa Europeia em 1971/72 e já teve craques do quilate de Paul Gascoigne e Brian Laudrup.

Já o Celtic tem 51 títulos nacionais, 39 copas da Escócia e 19 copas da liga escocesa, mas seu maior triunfo foi a Uefa Champions League de 1966/67. Nakamura, Dembelé, Robbie Keane, Paolo Di Canio e muitos outros craques já vestiram a tradicional camisa verde e branca.

Vamos, então, à arte de hoje! A seleção é a que disputou a Copa de 1990, com poucas alterações nos números dos jogadores. Mas aqui estão craques do porte de Stuart McCall, Gary McAllister, Murdo Macleod, Keith Gillespie e Gordon Durie. Mas o que mais me deu prazer colocar nessa equipe foi o goleiro Jim Leighton, porque ele tem uma história especial.

James "Jim" Leighton tem, atualmente, 61 anos. Goleiro de destaque no Aberdeen, atuou também no Manchester United, Arsenal e outras equipes. Jogou até os 41 anos e não foi assim um goleiro para ficar na História da FIFA como um dos maiores. Mas ele era feio, muito feio! Banguela (como você pode notar na arte) e com uma testa proeminente, fazia altas caretas quando defendia uma bola. Como Copa de 90 foi a primeira que assisti e mergulhei de cabeça mesmo, era comum em minha mente de criança imaginar que os jogadores tinham "poderes especiais", no melhor estilo Supercampeões. E eu costumava brincar com meu irmão que quando um jogador chegava próximo à área da Escócia, Leighton fazia uma careta e o assustava, fazendo com que ele errasse o chute. Coisas de criança...


Bom, aí estão o goleiro, os 13 jogadores de linha e o treinador. Espero que tenha gostado da história de hoje, porque é o máximo que consegui extrair da Escócia. Mas fica mais uma seleção aí para o nosso imaginário e, quem sabe, algum dia a FIFUBO não veja em seu campo esta simpática equipe.

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