sábado, 31 de janeiro de 2015

Torneio Início do Apertura 2015 - Quartas de final - 31/01/2015

Após a conquista da Copa 3 Corações pelo Imperatriz, os times argentinos mal podiam esperar para ir a campo e começarem sua temporada. Após uma tempestade, que varreu Niterói na madrugada de sexta para sábado, o calor voltou com tudo e fez o famoso efeito "lama seca" no campo do Itaquá Dome. Mesmo assim, o público foi ao estádio para assistir às quartas de final do Torneio Início do Apertura! As 8 equipes que disputarão o Torneio Apertura vieram a campo para jogar partidas de tempo único em 10 minutos. Só há substituição em caso de lesão. O vencedor avança para as semifinais. Em caso de empate, quem tiver mais escanteios é o vencedor. Persistindo o empate, disputa de pênaltis decida quem avança. Vamos aos quatro jogos!

VELEZ SARSFIELD 0x1 HURACÁN

Campeão da Copa Olé e da Supercopa FIFUBO em 2014, o Velez é o grande time neste início de temporada. Visando preparar a equipe para o Apertura, Tripa Seca pede a seus jogadores que adquiram ritmo de jogo, independente do resultado. O Huracán fez boa pré-temporada e tem uma mentalidade de não se apequenar, mas buscar sempre a vitória. Para isso, querem começar o ano com o título do Torneio Início.

A rigor, o Velez jogou melhor. Foi se soltando aos poucos e conseguiu até criar jogadas. Se não conseguia o gol (pecava quase sempre no último passe), arrancou um escanteio que lhe garantia vaga nas semifinais. Tudo ia bem até os 9 minutos, quando Barrientos recuperou a bola e não encontrou ninguém para passar. Assim, avançou pelo meio, tabelou com Ruben Masantonio e chutou da intermediária, para vencer Sosa e fazer Huracán 1x0.

Destaque do jogo: Barrientos. Sempre bem postado à frente da zaga, o volante se arriscou no último minuto e fez o seu primeiro gol com a camisa do Huracán.

RACING 2x0 SAN LORENZO

Após o vice campeonato no Clausura 2014, os jogadores do Racing chegaram à conclusão de que podem sim sonhar em triunfar na liga. Querem o título deste Torneio Início única e exclusivamente para manter a hegemonia, já que ganhou os Torneios Início tanto no Apertura quanto no Clausura em 2014. A ordem de Paralelo é para os jogadores buscarem os passes curtos, sem correr com a bola, para evitar o desgaste. Já o San Lorenzo vive expectativa de dias melhores. Saco de pancadas em 2014, a equipe busca novas formas de jogar e maior participação dos atletas, a fim de não sobrecarregar Romagnoli.

O San Lorenzo começou bem e pressionou, mas o Racing se segurou bem nos primeiros 3 minutos, quando a equipe de Almagro cansou e passou a errar. Em um desses lances, Tulla tentou sair jogando e saiu com bola e tudo pela lateral. Diego Capria repôs rápido para seu irmão, Ruben, que recebeu na entrada da área e chutou cruzado para vencer Migliore, fazendo Racing 1x0, aos 3 minutos.

O gol desanimou o San Lorenzo de vez e o cansaço da correria nos três minutos iniciais cobrou seu preço. Os jogadores já não tinham fôlego e erravam tudo. Para piorar, o Racing começou a tomar terreno e tocar com maestria, dominando a partida. Aos 6 minutos, após Raul 'Pipa' Estevez acertar o travessão e a bola sair para lateral, Diego Capria tocou a Ruben no meio, que lançou Acosta na direita. O camisa 9 foi ao fundo e cruzou para trás, rasteiro, de onde chegou Diego Latorre chutando de primeira, para fazer Racing 2x0.

Destaque do jogo: Ruben Capria. O camisa 10 terminou o ano como artilheiro do Clausura, ao marcar 20 gols, e começou o ano marcando também. Dominou o meio de campo e saiu consagrado.

INDEPENDIENTE 2x1 BOCA JUNIORS

O grande jogo da rodada colocava lado a lado dois times argolados em busca de dias melhores. O Independiente quer o título do Torneio Início a todo custo, uma vez que o vexame do duplo vice campeonato (Apertura e Copa Olé) desanimou a equipe e lhes fez perder o rumo novamente. A única equipe argentina a ter jogado em 2015 (ganhou a Supercopa FIFUBO 2012) quer a vitória a todo custo. Já o Boca quer o título para apagar a má impressão do Clausura, quando fez campanha irregular. Além disso, é o atual campeão do Apertura e, por isso, quer uma boa preparação para poder chegar ao bicampeonato.

Se o Boca queria jogar bem, é bom repensar seus conceitos. Errando muito, a equipe de La Boca não conseguia criar e irritava a torcida. O Independiente dominou o jogo do início ao fim e não demorou a abrir o marcador. Aos 2 minutos, Fredes roubou bola de Palacio, tabelou com Gracián, avançou pelo meio e deu lindo passe para Facundo Parra na direita, já dentro da área. O camisa 17 ajeitou e fuzilou na saída de Abbondanzieri, fazendo Independiente 1x0.

Ainda dominando, a equipe de Avellaneda chegava toda hora ao gol adversário. Aos 4 minutos, após Mattheu desarmar Palermo, a bola sobrou a Gracián, que passou na direita a Vella. O camisa 2 tocou rápido e Fredes recebeu no meio, sozinho. Da entrada da área, o camisa 8 chutou forte e venceu Abbondanzieri, fazendo Independiente 2x0.

A equipe de Avellaneda cansou e passou a tocar a bola para passar o tempo, no que o Boca começou a tomar terreno. Aos 7 minutos, após um erro de passe de Mattheu, Arruabarrena tocou a Palermo, que invadiu a área pela esquerda e fuzilou Hilário Navarro, fazendo Boca 1x2, mas era tarde.

Destaque do jogo: Hernán Fredes. O camisa 8 marcou bem e saiu em velocidade. Deu o passe para o primeiro gol, marcou o segundo e foi o símbolo do esquema do Independiente, de marcação forte e contra ataques letais.

RIVER PLATE 3x0 ESTUDIANTES

Se o Velez, por suas conquistas, era o grande time desse início de temporada, o River é o time que todos querem ver. Campeão invicto do Clausura (15 vitórias e 2 empates), a equipe volta a jogar o vistoso futebol que lhe rendeu a alcunha de "Barcelona do Futebol de Botão". Já o Estudiantes aproveitou as férias para colocar a casa em ordem. Sucessivas reuniões selaram a paz entre as lideranças do time e uniram todos em prol de melhores dias.

Mas bastou um minuto para tudo ir por terra para o Estudiantes. A equipe errava passes em sucessão e via o River sair com a organização de sempre. Em uma delas, o time chegou tocando até a área, onde Federico Fernandez isolou para lateral. Ferrari cobrou para Ortega, que deu mais à frente para Barrado. O camisa 19 invadiu a área e chutou alto, sem chances para Andujar, fazendo River 1x0.

O Estudiantes continuava errando muito. Aos 3 minutos, Andujar cobrou tiro de meta para Leandro Benítez armar a jogada de ataque. Com passes sempre para trás, o camisa 8 e Boselli conseguiram transformar uma boa jogada de ataque em uma jogada sem efeito, que foi voltando até o meio de campo, quando os dois se atrapalharam e a bola saiu para lateral. Ferrari tocou no meio para Gallardo, que abriu na direita para Ortega. O camisa 10 concluiu a jogada clássica do River tocando a Trezeguet no meio e o camisa 7, de frente e dentro da área, só teve que concluir e fazer River 2x0.

A essa hora, Verón já tinha perdido as estribeiras de vez. Aos berros, o camisa 11 tentava lembrar os companheiros da péssima campanha no Clausura, mas foi inútil. Em nova falha coletiva, desta vez no campo de defesa, Rodrigo Braña se atrapalhou e teve que fazer falta em Trezeguet no bico da área. Gallardo cobrou com perfeição e, aos 7 minuto, fez River 3x0.

Destaque do jogo: David Trezeguet. Sempre bem posicionado, o camisa 7 foi o alvo de seus companheiros. Todas as bolas convergiam a ele e uma delas encontrou o caminho das redes.

NOTAS RÁPIDAS

  • As semifinais e a final do Torneio Início se darão neste domingo. River x Racing e Independiente x Huracán são as semifinais e os vencedores decidirão o título.
  • O milestone da rodada vai para Latorre. O gol que selou a vitória sobre o San Lorenzo foi o de número 20 dele com a camisa 11 do Racing.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Copa 3 Corações 2015 - 25/01/2015

Neste domingo, se encerrou a Copa 3 Corações 2015 e o primeiro campeão do ano foi coroado. Por ter jogado pela Supercopa FIFUBO de 2012 no sábado, o Imperatriz teve que enfrentar seus dois adversários neste domingo, com apenas meia hora de diferença entre uma partida e outra. Pelo regulamento, havendo empate entre duas equipes em pontos, gols pró e gols contra, teríamos um jogo extra. Se as três equipes empatassem, teríamos um torneio de pênaltis para definir o grande campeão. Mas nada disso foi necessário...

DALLAS STARS 3x3 IMPERATRIZ

Por ter empatado com o Vasco (1x1) no primeiro jogo, o Dallas não podia pensar em derrota, se quisesse sair campeão. Sydor vinha no lugar de Zubov e, assim, todos os jogadores do Dallas jogaram ao menos um tempo. Do lado do Imperatriz, a péssima partida contra o Independiente (3x4) foi o suficiente para Dircys resolver barrar Denilson. Benjamin jogaria em seu lugar.

O Imperatriz mostrou maior entrosamento nessa partida e dominou completamente os primeiros minutos, rondando a área rival. Assim sendo, o primeiro gol era questão de tempo. Aos 2 minutos, após Marty Turco defender as conclusões de Elton e Rodrigo Pimpão, o rebote sobrou na direita para Triton. O lateral direito adiantou, ganhou no pé de ferro de Morrow e chutou. A bola passou entre o goleiro e a trave e o Imperatriz fazia 1x0.

O jogo era todo da equipe niteroiense, mas a arbitragem resolveu complicar as coisas. Aos 6 minutos, Stam dividiu com Guerin e levou a melhor, ficando com a bola. Mas o árbitro Pedro Carlos Bregalda marcou falta, no bico esquerdo da grande área. Mike Modano cobrou com perfeição e venceu Charlie Brown, fazendo Dallas 1x1.

O erro da arbitragem abalou o Imperatriz, mas a equipe não diminuiu o ritmo. Pecava somente nas finalizações, após boas triangulações. Mas, aos 9 minutos, não teve jeito. Zenden cobrou escanteio para Elton, que perdeu o ângulo. O camisa 9 percebeu Rodrigo Pimpão livre na direita e tocou. O camisa 11 recebeu, viu o goleiro abrindo o ângulo e mandou rasteiro, para fazer Imperatriz 2x1.

Na saída de bola, já nos acréscimos, novo erro de arbitragem permitiu ao Dallas empatar o jogo. Modano tocou para Bill Guerin, que tentou o drible em Etcheverry e não conseguiu. Fazendo falta, o camisa 12 do Dallas recuperou a bola e, enquanto a equipe do Imperatriz pedia a infração e o juiz ignorava, Guerin foi até a entrada da área para soltar a bomba e fazer Dallas 2x2.

No intervalo, Ken Hitchkok tirou Matvichuk e Jason Arnott para colocar Zayas Loyola e Armstrong. Já Dircys sacou Elton e Etcheverry para colocar Vander Carioca e Paulo Isidoro.

O nível do jogo caiu e muitos erros de passe foram vistos. Não só pelo cansaço, mas também pela marcação apertada que as duas equipes passaram a fazer. Porém, aos 7 minutos, Stam fez uma lambança, ao tentar driblar Modano, e perdeu a bola para o camisa 9. Modano girou, viu o posicionamento do goleiro e chutou cruzado, fazendo Dallas 3x2.

No desespero, o Imperatriz partiu para cima e se abriu aos contra ataques.  A sorte foi que o Dallas estava cansado e, por isso, suas jogadas não surtiram efeito. Assim, aos 9 minutos, o Imperatriz conseguiu o empate num bate-rebate na área, quando a bola sobrou para Rodrigo Pimpão empurrar para o gol vazio: Imperatriz 3x3.

Destaque do jogo: Mike Modano. O camisa 9 voltou a mostrar seu faro de maior artilheiro da FIFUBO, mostrando classe em frente à baliza, ao marcar duas vezes.

IMPERATRIZ 6x1 VASCO

A situação ficou assim. O Imperatriz seria campeão vencendo ou empatando por mais de um gol. Para isso, a equipe tinha modificações. Após falhar em dois jogos seguidos, Stam foi barrado, com Anderson Lima entrando em seu lugar. Já no lugar de Benjamin, Dinei jogaria.

Para o Vasco ser campeão, só a vitória interessava. Após anunciar que poderia mudar a equipe. Antonio Lopes manteve o time que empatou com o Dallas.

O Dallas também podia ser campeão, bastando que Imperatriz e Vasco empatassem em zero. Se empatassem em um gol, o time do Texas decidiria o título em jogo extra contra o Imperatriz. O torneio de pênaltis estava descartado nesse momento.

O Imperatriz mostrou outra atitude nesse jogo. Marcando forte e saindo com bons passes, o time de Niterói não deu chance ao Vasco, novamente com problemas na armação. Logo aos 2 minutos, Leo Lima fez falta em Dinei na intermediária. Etcheverry cobrou com força, a bola ganhou altura e foi morrer no ângulo de Carlos Germano, fazendo Imperatriz 1x0.

O Vasco não acordou com a desvantagem e continuou assistindo ao baile do Imperatriz. Aos 6 minutos, Elton recebeu de Rodrigo Pimpão e chutou de primeira. A bola bateu no travessão, no chão e saiu. O juiz Chico Lírio não validou o gol, no que o time de verde e branco reclamou veementemente.

Esse novo erro de arbitragem deu mais brios ao Imperatriz, que continuou atacando em bloco, pressionando o Vasco de tudo quanto era lado. Aos 9 minutos, Rodrigo Pimpão foi ao fundo e cruzou, com Tinho afastando. A bola sobrou para Triton, que entregou rápido a Etcheverry na direita. O camisa 7 trouxe a bola para o pé esquerdo e soltou um chute espetacular, fazendo Imperatriz 2x0.

No intervalo, Dircys tirou Ramon e Zenden (de longe, a decepção do campeonato) e colocou Numan e Rodrigo Souto. Antonio Lopes finalmente decidiu que o meio de campo não funcionava e sacou Marcelinho e Petkovic, para colocar Allan Delon e Dominguez.

O panorama não mudou. O Imperatriz continuou soberano e construiu um jogo dos sonhos para conquistar o título. Aos 2 minutos, em jogada muito bem ensaiada de tiro de meta, Charlie Brown jogou na direita para Rodrigo Pimpão, que tocou de primeira no meio para Elton. O camisa 9 chutou de primeira e, dessa vez, a arbitragem não teve como não validar o gol: Imperatriz 3x0.

Perdido, o Vasco entrou na roda. Enquanto a torcida do Imperatriz gritava "olé", o time tocava a bola e o adversário perdia a cabeça. Assim, Bruno Lazzaroni atingiu Elton perto da entrada da área. Etcheverry cobrou com maestria e fez seu hat trick: Imperatriz 4x0, aos 5 minutos.

Ainda na base do chocolate, o Imperatriz continuou tocando bonito e chegando ao ataque. Foi assim que Numan tocou no meio para Etcheverry, que tocou a Rodrigo Souto mais à direita. O camisa 19 deu mais à frente para Elton, que invadiu a área e tocou na saída de Carlos Germano para fazer seu segundo gol: Imperatriz 5x0, aos 7 minutos.

Aos 9, o Vasco descontou. Tinho se lançou ao ataque, ganhou de Elton no pé de ferro, ajeitou o corpo e chutou forte e rasteiro para vencer Charlie Brown e fazer Vasco 1x5.

Mas, na saída de bola, o desfecho perfeito para o jogo. Elton tocou a Rodrigo Souto, que driblou Dominguez e Bruno Lazzaroni para chutar da entrada da área e fazer Imperatriz 6x1.

Destaque do jogo: Etcheverry. Com um hat trick, o capitão do Imperatriz coroou sua tarde de gala levando o time ao título.

IMPERATRIZ CAMPEÃO DA COPA 3 CORAÇÕES 2015
O presidente da FIFUBO, Batistuta, entrega a taça da Copa 3 Corações ao capitão do Imperatriz, Etcheverry.
O título é o terceiro do Imperatriz na competição (fora campeão também em 2003 e 2012) e vem a coroar uma exaustiva campanha invicta. De quebra, ainda viu Etcheverry dividir a artilharia da competição com Mike Modano, do Dallas Stars, com 3 gols.
Jogadores e comissão técnica do Imperatriz, com o troféu de campeão.
O Dallas Stars terminou na segunda colocação, com 2 pontos, enquanto o Vasco terminou em terceiro, com apenas 1 ponto. Sobre a partida, Elton falou o seguinte: "É especial, meu primeiro título com a camisa do Imperatriz em cima do meu ex clube e ainda marcando dois gols! Voltamos no meio do ano para a disputa da Copa Olé, mas já estamos garantidos na Supercopa FIFUBO e o torcedor pode ter certeza que novas exibições de gala como essa virão!".
Jogadores e comissão técnica do Imperatriz dão a volta olímpica com o troféu da Copa 3 Corações 2015. O técnico Dircys é carregado nos ombros por Rodrigo Pimpão e Elton.
NOTAS RÁPIDAS
  • O Imperatriz se iguala ao Vasco com 3 conquistas da Copa 3 Corações, em 6 edições da competição. De quebra, se classifica para a Supercopa FIFUBO.
  • O milestone da rodada vai para 2 jogadores, no mesmo jogo. O primeiro gol contra o Dallas foi o de número 10 de Rodrigo Pimpão com a camisa do Imperatriz. Já o polêmico gol de empate nos acréscimos do primeiro tempo foi o de número 40 de Bill Guerin com a camisa do Dallas Stars.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Supercopa FIFUBO 2012 e Copa 3 Corações 2015

Dentro de campo, a  FIFUBO iniciou o ano de 2015 neste sábado, com uma situação sui generis. Como não houve disputa da Supercopa FIFUBO em 2012, a Federação decidiu fazer o jogo e dar o título simbólico daquele ano ao vencedor da partida. Em seguida, houve o início do ano de 2015 efetivamente, com a primeira partida da Copa 3 Corações. Vamos aos jogos!

INDEPENDIENTE 4x3 IMPERATRIZ

O jogo da Supercopa FIFUBO 2012 foi entre o vencedor da Copa Olé (Independiente) e o da Copa 3 Corações (Imperatriz) naquele ano, visto que não tivemos nenhum outro campeonato em 2012. O Independiente dá o pontapé inicial ao seu projeto de ganhar campeonatos em 2015 com uma preparação forte e a vontade de vencer já este título simbólico. Já o Imperatriz enfrentará uma maratona. Ao jogar com o Independiente no sábado, empurra seus dois compromissos na Copa 3 Corações para o domingo, tendo que jogar duas partidas seguidas.

Quando o jogo começou, ficou latente a falta de ritmo do Imperatriz, que completava um ano de inatividade. Errando muito, a equipe de Niterói não conseguia dar continuidade aos lances e via o Independiente jogar fácil. E foi assim que a equipe de Avellaneda chegou ao primeiro gol logo aos 2 minutos, quando Fredes chutou a bola em Stam e ganhou o lateral. O próprio camisa 8 cobrou rápido para Facundo Parra, que invadiu a área e tocou na saída de Charlie Brown para fazer Independiente 1x0.

O Imperatriz teve a oportunidade do empate na saída de bola. Aos 3 minutos, em boa jogada ensaiada, Zenden rolou para Ramon, que adiantou e invadiu a área. Percebendo a saída de Navarro, o camisa 33 deu um toquinho para o lado e esperou o contato. O juiz Pedro Carlos Bregalda marcou pênalti, que Zenden cobrou à meia altura, no canto esquerdo. Navarro voou e conseguiu espalmar para lateral. O Imperatriz continuou pressionando, mas o goleiro do Independiente salvou todas. Em uma delas, aos 4 minutos, Mattheu aliviou e Gracián deu um leve toque no meio. Fredes recebeu, avançou sem ser incomodado e, da entrada da área, chutou forte e sem chances para Charlie Brown: Independiente 2x0.

Ali, o temor do Imperatriz era de ser goleado. Já o Independiente parecia satisfeito com o resultado e começou a tocar a bola para se poupar. Na roda, o Imperatriz não gostou dos toques desnecessários e apertou a marcação. Rodrigo Pimpão roubou bola que ia para Silveira e tocou para Zenden no meio. O camisa 10 dominou, se livrou de três marcadores e chutou com extrema maestria, para vencer Navarro e fazer Imperatriz 1x2, aos 7 minutos.

O gol assustou o time argentino e fez o Imperatriz acordar de vez. O Independiente saiu para o ataque e se expôs aos contra ataques. Aos 9 minutos, após linda jogada de Gracián terminar nos pés de Silvera e o camisa 11 chutar no travessão, Ramon iniciou o contra ataque, tocando a Zenden no meio. O camisa 10 buscou Etcheverry mais à direita e o capitão do Imperatriz deu passe preciso para Elton no meio da zaga. O camisa 9 recebeu dentro da área e chutou na saída de Navarro, empatando para o Imperatriz: 2x2.

No intervalo, Bayer tirou Fredes e Silvera, cansados, para colocar Acevedo e Gandin. Já Dircys tirou Stam e Denilson (nulos em campo) e colocou Anderson Lima e Dinei.

O jogo caiu de produção, com o Imperatriz voltando a errar. O Independiente percebeu que podia vencer e, aos poucos, foi tomando conta da partida novamente. Aos 7 minutos, Gandin fez linda jogada pela esquerda e tocou para Tuzzio já dentro da área. Quando o camisa 6 ia concluir para o gol, foi atropelado por Charlie Brown. Pênalti que Gracián cobrou no ângulo esquerdo do goleiro, que foi para o lado direito: Independiente 3x2.

Quando se achava que a equipe sairia campeã, o Imperatriz (mesmo batido) tirou um coelho da cartola. Aos 10, Dinei recebeu de Elton, invadiu a área e dividiu com o goleiro. A bola sobrou para Ramon fora da área e o lateral esquerdo chutou sem chances para Navarro, fazendo Imperatriz 3x3.

No último lance do jogo, o Independiente ficou com o título. Gracián deu a saída de bola para Busse, que tocou mais à esquerda para Gandin. O camisa 9 driblou Triton e chutou. Charlie Brown engoliu um frango, deixando a bola passar entre ele e a trave e o Independiente chegou aos 4x3.

Destaque do jogo: Dario Gandin. O gol que marcou nos acréscimos deu o título à sua equipe. A movimentação durante o tempo em que esteve em campo infernizou a defesa rival.

INDEPENDIENTE CAMPEÃO DA SUPERCOPA FIFUBO 2012

O título simbólico coroa a temporada do Independiente de 3 anos atrás e empolga a equipe rumo ao Torneio Apertura desse ano. O vice presidente da FIFUBO, Ruben Paz, foi ao campo parabenizar os jogadores.

VASCO 1x1 DALLAS STARS

Continuando a rodada, iniciou-se a Copa 3 Corações com o jogo entre o campeão do ano anterior (Vasco) e o terceiro colocado (Dallas Stars). Do lado do Vasco, empolgação total para buscar o bi campeonato. Do lado do Dallas, a ordem era todos jogarem para Mike Modano. Além disso, a equipe estreava seus dois novos reforços. Armstrong (atacante norte americano) e Zayas Loyola (defensor cubano) vieram do Imperatriz para ajudar a aumentar o elenco da equipe do Texas.

O jogo em si foi de uma pobreza técnica só. Em início de temporada, as duas equipes mostraram total falta de ritmo e de técnica. O Vasco abriu o marcador aos 4 minutos, quando Edmundo cobrou escanteio para a entrada da área e Marcelinho dominou antes de olhar para o goleiro e deslocá-lo: Vasco 1x0.

Mas o lance da partida ocorreria aos 6 minutos. Após linda jogada na saída de bola, Mike Modano recebeu e invadiu a área. Carlos Germano o derrubou e Dula Rápio marcou pênalti. Tal qual Pelé em seu milésimo gol, Mike Modano cobrou à meia altura no canto esquerdo de um goleiro vascaíno, que se esticou todo e não alcançou: Dallas 1x1.

No intervalo, Antônio Lopes sacou Bruno Lazzaroni e Donizete por Nasa e Marques. Ken Hitchkok trocou Derian Hatcher e Bill Guerin por Zayas Loyola e Armstrong. Mas o resultado permaneceu igual, graças a um péssimo jogo de ambas as equipes.

Destaque do jogo: Mike Modano. A movimentação, as conclusões e o gol histórico fizeram do camisa 9 o melhor em campo.

NOTAS RÁPIDAS

  • O Imperatriz joga com o Dallas Stars primeiro e com o Vasco a seguir, neste domingo, para definir a Copa 3 Corações. Em caso de empate entre duas equipes, teremos um jogo extra no próximo final de semana, para definir o campeão. Se as três equipes empatarem, haverá um torneio de pênaltis tão logo acabe Imperatriz x Vasco, para definir o campeão. A tabela será a mesma do torneio.
  • O histórico milestone da rodada vai para Mike Modano. A cobrança de pênalti, nos moldes de Pelé no Maracanã, fez o camisa 9 do Dallas ser o primeiro da Era Profissional da FIFUBO a atingir a marca de 100 gols.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Bootecon 2015

O ano de 2015 já começou na FIFUBO! Neste sábado, o Imperatriz Arena foi o palco do Bootecon, o fórum de futebol de butaum da FIFUBO. Vejamos o que foi discutido na edição deste ano:

Fórum 1 - Estrutura da FIFUBO para 2015 – Palestrante: Batistuta (Presidente da Federação)
O presidente da FIFUBO, Batistuta, e o vice, Ruben Paz, abrem o Bootecon para a platéia de profissionais presentes ao Imperatriz Arena.
O presidente da FIFUBO abriu o evento, dando as boas vindas a todos os presentes e apresentando o calendário da FIFUBO para 2015: Janeiro: Copa 3 Corações e Torneio Início do Apertura; Fevereiro a Junho: Torneio Apertura; Junho/Julho: Copa Olé; Julho: Torneio Início do Clausura; Julho a Novembro: Torneio Clausura; Dezembro: Supercopa FIFUBO.

Batistuta também deu a notícia que todos esperavam: A partir da edição deste ano da Copa Olé, os 4 times brasileiros da federação (Bangu, CROL, Imperatriz e Vasco) estarão presentes. Disputarão a primeira fase contra os 4 piores times do Torneio Apertura. Os 4 melhores no mesmo torneio entrarão direto na segunda fase. Após isso, os 4 semifinalistas da edição deste ano da Copa Olé já entrarão na segunda fase da edição do ano seguinte.

Sr Alemanha apresenta para os presentes o relatório técnico da FIFUBO no ano anterior.
Fórum 2 – Relatório dos aspectos técnicos da FIFUBO em 2014 – Palestrante: Sr Alemanha (Diretor técnico da Federação)

Houve a leitura do relatório técnico dos jogos e das competições em 2014. As tendências notadas seriam debatidas mais tarde, em mesa própria.

Fórum 3 – Relatório dos aspectos disciplinares da FIFUBO em 2014 – Palestrante: Paraguaio (Auditor chefe do TJB)
Paraguaio apresenta aos membros do fórum o relatório dos aspectos disciplinares da FIFUBO em 2014

Houve a leitura do relatório das infrações e punições no ano anterior. As tendências seriam debatidas mais tarde, em mesa própria.

Fórum 4 – Discurso de representantes das equipes que não disputam as ligas – Palestrantes: Antônio Lopes (técnico do Vasco da Gama), Dircys (técnico do Imperatriz F.B.), Madrepérola (técnico do CROL), Buchanan’s Deluxe 14 (técnico do Bangu) e Ken Hitchcok (técnico do Dallas Stars)
Antonio Lopes, Dircys, Madrepérola. Buchanan's Deluxe 14 e Ken Hitchcok discursam para os presentes.
Houve a devolução da Copa 3 Corações, por parte do Vasco, à federação e discurso dos treinadores das equipes. Todos discutiram acerca da inatividade de suas equipes. Em 2014, o Vasco jogou apenas 3 partidas; o Imperatriz, 2; o Dallas Stars, 2. Bangu e CROL não atuaram em 2014. Chamou a atenção o discurso de Ken Hitchcok, uma vez que seu camisa 9, Mike Modano, é o maior artilheiro em atividade na FIFUBO (99 gols), mas não tem tido oportunidades de chegar à marca centenária.

Fórum 5 – Entrega de honraria a representantes do Achrilix e discurso de representantes de outras modalidades de futebol de botão – Palestrantes: Sr. Rússia (ex atleta), Azulino e Cinzento (membros do Botões Rogalls), Kaiser e Rubro Negro (atletas do Achrilix) e FIB (atleta do time da FIB)
Batistuta e Ruben Paz entregam um prêmio em homenagem ao Achrilix, para seus representantes, Kaiser e Rubro Negro.

Houve uma homenagem aos atletas do Achrilix, equipe que faz parte da FIFUBO em seus jogos externos (campeonatos contra outras pessoas). O Achrilix pertence a Pedro Carlos, mas a guarda de suas equipes está em poder da FIFUBO, por conta da falta de um local adequado para tal em sua residência. O Achrilix é membro fundador da FIFUBO, tendo participado de suas primeiras partidas e campeonatos. Receberam a homenagem, em nome da equipe, os atletas Kaiser e Rubro Negro.

Discurso de botões independentes
Houve um discurso dos atletas de outras modalidades de futebol de butaum (pastilha, dadinho, etc), onde houve o pedido para mais jogos destas modalidades. O presidente da FIFUBO recebeu a carta de recomendações dos atletas e prometeu espaço para que eles joguem suas partidas. Porém, o calendário apertado impede torneios oficiais que não sejam aqueles já definidos (Copas 3 Corações e Olé, Torneios Apertura e Clausura e Supercopa FIFUBO), mas isso não impede que os independentes organizem seus torneios (fora do calendário dos jogos) e o façam, mas sem a chancela oficial da FIFUBO.

 Final do evento – Mesas de debates
As 5 mesas de debates
Mesa dos treinadores (embaixo, à direita) – A mais concorrida. Contando com membros de comissão técnica dos times que disputarão os campeonatos da FIFUBO, além do diretor técnico da Federação (Sr. Alemanha) e o antigo diretor técnico da mesma (Valdir Espinoza), discutiu as novas tendências técnicas, táticas e físicas no futebol de botão da FIFUBO.

Mesa da arbitragem (embaixo, à esquerda) – Contando com os árbitros, seus auxiliares e os auditores do TJB, discutiu o aspecto disciplinar da FIFUBO, bem como as técnicas de abordagem dos mesmos.

Mesa da Família Buchanan’s (acima, à direita) – Contando com os membros desta que é a mais tradicional família na FIFUBO, partilhou histórias desta família nos campos e fora deles. Os Buchanan’s são uma família de auxiliares técnicos, mas dois deles (Deluxe e Deluxe 14) também se arriscam como treinadores, formando a comissão de treinadores do Bangu. O patriarca da família, Buchanan’s é um dos membros fundadores da FIFUBO e, desde os anos 90, é auxiliar técnico do Imperatriz.

Mesa da imprensa (acima, à esquerda) – Contando com os profissionais que trabalham na cobertura do dia a dia da FIFUBO, discutiu aspectos técnicos de sua área, bem como partilhou histórias.

Mesa da diretoria (acima, ao centro) – Contando com a direção da FIFUBO (presidente e vice), a comissão diretora do Imperatriz F.B. (presidente, vice e conselheiros), bem como os  botões independentes, partilhou histórias dos 25 anos da FIFUBO, que se completam em 2015, bem como discutiram formas de aproveitar ao máximo todos aqueles que participaram desta História.

domingo, 30 de novembro de 2014

Supercopa FIFUBO 2014 - Final - 30/11/2014

O tempo voltou a fechar. A ameaça constante de chuva, somada ao vento frio e forte, poderiam afastar o público do Itaquá Dome. Mas os 60 mil lugares foram ocupados igualmente pelos torcedores de Velez e Boca, que vieram acompanhar a grande final da Supercopa FIFUBO.

O Velez, campeão da Copa Olé, vinha empolgado após derrubar o River Plate na semifinal (5x3). O treinador, Tripa Seca, aplicou um nó tático no campeão do Clausura e tinha em mente uma nova ideia para aplicar um nó tático no campeão do Apertura e sair campeão da Supercopa.

O Velez foi a campo com 1. Sosa, 2. Peruzzi, 4. Sabia, 6. Sebá Dominguez, 3. Emiliano Papa; 5. Gago, 8. Claudio Hussain (c), 7. Romero, 11. Insua; 10. Dario Hussain, 9. Turco Assad. O treinador, Tripa Seca, auxiliado por Parraguez, levou para o banco 12. Lucas Pratto e 13. Cubero
O Boca, campeão do Torneio Apertura, vinha empolgado também por derrubar um gigante. A vitória sobre o Vasco mostrou que a torcida tem que ter paciência, pois vaiar desde o início só vai atrapalhar a concentração. A ideia é fazer o mesmo que contra o Vasco, minando as forças do adversário para procurar a vitória.

O Boca foi a campo com 1. Abbondanzieri, 4. Ibarra, 2. Escudero, 6. Schiavi, 3. Arruabarrena; 5. Serna (c), 8. Cagna, 11. Basualdo, 10. Riquelme; 19. Palacio, 9. Palermo. O treinador, Madeirite, auxiliado por Buchanan's Special Reserve 7, levou para o banco de reservas 7. Viatri, 12. Battaglia e 13. Guillermo Barros Schelloto.
VELEZ SARSFIELD 2x0 BOCA JUNIORS
O Velez à direita e o Boca à esquerda. A saída foi do Boca.
O jogo começou nervoso, com muita marcação e pouco espaço para jogar, típicos de uma final. Logo ficou clara a estratégia do Velez, de marcar forte e superpovoar o meio de campo, sem dar espaços para o Boca. Aos 3 minutos, Cagna tentou ir ao ataque e Romero lhe tomou a frente, roubando a bola. Cagna, então, fez falta no camisa 7. Romero cobrou para Claudio Hussain, que devolveu a Emiliano Papa atrás e saiu correndo pela esquerda. Papa avançou trazendo a bola para o meio e puxou a marcação. Com um toque, deu a Claudio Hussain livre na esquerda e o camisa 8 avançou, invadiu a área e chutou na saída de Abbondanzieri, fazendo Velez 1x0.

No intervalo, Tripa Seca tirou Romero e Dario Hussain para colocar Lucas Pratto e Cubero. Já Madeirite tirou Riquelme e Palácio e colocou Schelloto e Viatri.

A estratégia do Velez era clara. Não deixar o adversário jogar com uma marcação forte e tentar sair em contra ataques. O Boca se viu preso a essa armadilha e não conseguiu jogar.

Exemplo da marcação do Velez, em estilo Chapéu de Bruxa, impedindo o Boca de avançar.
O Boca se viu preso e o Velez tocou a bola para esperar o tempo passar. Aos 10 minutos, Cubero levou a bola para a lateral e os jogadores do Boca o cercaram para roubar a bola. Com um toque, Cubero tocou para Claudio Hussain, que entrou na área do Boca driblando, até ser derrubado por Abbondanzieri. Insua cobrou o pênalti no canto esquerdo, para onde o goleiro do Boca pulou, mas não chegou: Velez 2x0.

VELEZ SARSFIELD CAMPEÃO DA SUPERCOPA FIFUBO 2014

O título coroa o belíssimo trabalho feito por Tripa Seca para esta competição, pensando em estratégias jogo a jogo e conseguindo triunfar brilhantemente. O Velez ganha, com isso, a alcunha de Rei de Copas, que também pertence ao Racing, por encerrar o ano com o título das duas copas disputadas no ano (Olé e FIFUBO).

O capitão do Velez, Claudio Hussain, recebe o troféu das mãos do presidente da FIFUBO, Batistuta
Tripa Seca falou após o jogo: "Essa competição mostra uma nova tendência do futebol. Pensar jogo a jogo, estratégia personalizada. Estou muito orgulhoso de fazer parte dessa história. Disputar quatro competições, no ano de estreia, e ganhar dois títulos, é maravilhoso! Os jogadores estão de parabéns!"

Jogadores do Velez fazem a festa com as taças da Supercopa FIFUBO e da Copa Olé 2014
NOTAS RÁPIDAS

  • O ano de 2014 se encerra para a FIFUBO. No próximo final de semana, Independiente e Imperatriz decidirão o simbólico e estatístico título da Supercopa FIFUBO de 2012.
  • Federico Insua, do Velez, terminou como artilheiro da Supercopa FIFUBO, com 4 gols.
  • O jogo de hoje foi dedicado a Roberto Gomes Bolaños, que tantas alegrias deu a todos e nos fez rir quando não tínhamos motivos para tal. A FIFUBO agradece ao eterno Chaves, Chapolin, Chompiras e tantos outros por seu trabalho.

sábado, 29 de novembro de 2014

Supercopa FIFUBO - Semifinais - 29/11/2014

A frente fria começa a se afastar. Algumas nuvens ainda cobrem o Itaquá Dome e a temperatura está perfeita para o começo da Supercopa FIFUBO. O público compareceu em bom número ao estádio e foi brindado com duas partidas com muita emoção.

BOCA JUNIORS 4x3 VASCO DA GAMA

Campeão do Torneio Apertura, o Boca se credenciou em uma campanha onde ficou latente que sua torcida é a mais  impaciente de toda a FIFUBO. A torcida não apoiou o time e pressionou a diretoria a demitir o treinador, até o anúncio de que Madeirite iria comandar a equipe no segundo semestre ser feito com o campeonato ainda em andamento. Resultado: Paralelo levou o time à conquista do Apertura e Madeirite assumiu assim mesmo, demorando a dar uma cara à equipe e fazendo com que o Boca ficasse um bom tempo sem vencer. A campanha no Clausura foi pra lá de irregular e as duas derrotas no Superclássico foram a cereja do bolo para que a torcida voltasse a protestar. Mesmo assim, a diretoria garante Madeirite, pelo menos, até o final de 2015.

Campeão da Copa 3 Corações, o Vasco é um time temido. Até o ano passado, quando se formou a "argentinização" da Liga, a equipe dividia com o Imperatriz todos os títulos, conquistando um total de oito troféus até então. Mas a equipe só fez 2 jogos esse ano, justamente os dois da Copa 3 Corações em janeiro e, por isso, o ritmo de jogo poderia ser prejudicado.

Quando a bola rolou, ficou claro por quê o Vasco é tão temido. A equipe marcou em cima e saiu em contra ataques ordenados, com um toque de bola bonito e eficiente. Demorou apenas um minuto para encontrar as redes. Palácio foi ao ataque e adiantou demais a bola, sendo desarmado por Mauro Galvão. O capitão tocou para Bruno Lazaroni, que tocou a Petkovic mais à frente. O camisa 20 tabelou com Marcelinho, que lhe devolveu no meio da zaga, já dentro da área. Com um toque de extrema categoria, Petkovic mandou por cobertura na saída de Abbondanzieri e fez Vasco 1x0.

O gol assustou o Boca, pela rapidez com que o Vasco desarma a jogada do adversário e encontra as redes. Assim sendo, aos 2 minutos, o Boca errou novamente na saída. Cagna tentou driblar Leo Lima e perdeu a bola para o camisa 7, que passou a Marcelinho. Marcado por 3, o camisa 8 conseguiu um excelente passe para Petkovic, que pegou a defesa do Boca aberta. O camisa 20 invadiu a área e, desta vez, chutou rasteiro na saída de Abbondanzieri, fazendo Vasco 2x0.

O domínio do time carioca era impressionante, mas um erro pôs tudo a perder. Aos 4 minutos, em linda jogada coletiva, Donizete se atrapalhou na hora de concluir e fez falta tripla, sendo expulso. O esquema de Antonio Lopes foi desfeito e o Boca conseguiu se organizar. Adiantando a marcação, a equipe de La Boca conseguiu evitar a avalanche vascaína e começou a se soltar com seus laterais. Aos 9 minutos, o Boca descontou ao fazer uma blitz na área do Vasco, chutando inúmeras bolas para defesas de Carlos Germano e sucessivas cobranças de córner. Em uma delas, Basualdo cobrou e Ibarra cabeceou sem chances para o goleiro vascaíno, fazendo Boca 1x2.

No intervalo, Madeirite tirou Cagna e Palácio e colocou Battaglia e Guillermo Barros Schelloto. Já Antonio Lopes, percebendo que sua equipe perdia o meio de campo, reforçou a marcação. Tirou Tinho e Leo Lima e colocou Rogério Pinheiro e Beto.

As mudanças do Vasco não surtiram efeito e o Boca continuou melhor. Somado à isso, uma bela jogada ensaiada na saída de bola para o segundo tempo fez o jogo ficar empatado. Riquelme tocou para Basualdo e correu para a direita. Basualdo driblou para a esquerda e jogou a bola mais para a ponta, enquanto o Vasco esperava que ele fosse trazer para o meio. Arruabarrena surgiu como elemento surpresa, chutando de primeira e surpreendendo Carlos Germano, para fazer Boca 2x2 aos 13 segundos.

O Vasco não é um dos maiores vencedores da FIFUBO à toa. Mesmo na adversidade, a equipe consegue tirar um coelho da cartola. E foi assim aos 5 minutos, quando o Boca partia com tudo para o ataque. Rogério Pinheiro roubou a bola e tocou para Maricá, que jogou mais à frente para Petkovic. O sérvio viu Edmundo livre no meio e tocou e o camisa 10 ajeitou antes de chutar no ângulo de Abbondanzieri, fazendo Vasco 3x2.

O Boca não se acanhou e descontou na saída de bola. Riquelme fez o "toca y me voy" com Basualdo, recebeu na frente e chutou no ângulo de Carlos Germano, fazendo Boca 3x3, aos 6 minutos.

A partir daí, as duas equipes passaram a arriscar menos, pois um erro poderia ser fatal. Mas o Vasco tinha um jogador que atuou muito bem no primeiro tempo e errou tudo no segundo e seu nome é Bruno Lazaroni. O camisa 12 resolveu se arriscar no ataque e armar jogadas. Em apenas um lance, conseguiu irritar Edmundo, ao enfeitar e errar o passe 3 vezes seguidas. Na última delas, Serna roubou e tocou a Arruabarrena na esquerda. O lateral viu Palermo livre e lançou. O camisa 9 recebeu, invadiu a área e soltou a bomba na saída de Carlos Germano, para fazer Boca 4x3 aos 9 minutos.

Destaque do jogo: Martin Arruabarrena. O lateral esquerdo foi uma grata surpresa no nó tático aplicado por Madeirite. Apareceu no ataque armando jogadas e ainda fez um gol em linda jogada ensaiada.

RIVER PLATE 3x5 VELEZ SARSFIELD

Campeão invicto do Torneio Clausura, jogando futebol do mais alto quilate, o River é o grande nome dessa Supercopa. Invicto a 17 jogos, o time de Francescoli mostra como um verdadeiro campeão deve jogar. Intensidade, marcação forte e bom toque de bola são as marcas deste time.

Campeão da Copa Olé, o Velez vive uma temporada de decepções e surpresas. Último colocado no Torneio Apertura, o time demitiu Valdir Espinoza, contratando Tripa Seca para o seu lugar e, logo de cara, conquistou a Copa Olé, entrando como favorito para uma das 4 vagas no Clausura. Após um bom início, a equipe começou a cair no campeonato, mas se manteve no G4 até ser eliminado na última bola da temporada regular. Mesmo assim, o saldo é positivo e a esperança de um nó tático que derrube o invicto existia.

E o nó tático também existiu. O Velez deu a saída de bola e Insua tentou driblar Barrado, que deu um carrinho e mandou a bola para lateral. Na cobrança, o Velez fez a jogada conhecida como "lateral de rúgbi". Dario Hussain cobrou, Insua chamou a marcação e a bola foi para Lucas Romero mais atrás. O camisa 7 chutou de primeira e venceu Carrizzo para fazer Velez 1x0 logo aos 30 segundos.

O River não se incomodou com o gol, pois a partida estava só começando e havia muito tempo para a virada. Mas o nó tático não se resumiu a um lateral de rúgbi. A grande chave de mestre foi Lucas Romero, que foi o responsável pela marcação da última bola do River. E assim foi aos 4 minutos, quando o River cobrou o tiro de meta em sua jogada característica. Carrizzo deu a Gallardo no meio, que procurou Ortega na direita. O camisa 10 trouxe para o meio e passou a Trezeguet, mas Romero se antecipou e interceptou a bola, tocando a Insua no meio. O camisa 11 tocou mais à frente para Turco Assad, que pegou a defesa do River desprevenida e chutou cruzado na saída de Carrizzo, fazendo Velez 2x0.

1x0 não era preocupante, mas 2 já era demais. O River começou a apressar jogadas, para tentar descontar, mas o Velez era muito intenso, com marcação forte. Romero estava sempre no lugar certo para interceptar e a equipe saía jogando com toques curtos e rápidos. E foi assim que chegou ao terceiro gol, quando Romero desarmou Gallardo e tocou a Dario Hussain. O camisa 10 tabelou com Turco Assad, que tocou a Insua no meio. O camisa 11 chegou de surpresa e deslocou Carrizzo para fazer Velez 3x0 aos 7 minutos.

A essa altura do jogo, tudo o que o River queria era que o primeiro tempo acabasse, para Francescoli arrumar a casa. Mas o Velez continuou em cima, para matar o jogo logo e, no último minuto do primeiro tempo, transformou o drama milionário em goleada. Dario Hussain cobrou escanteio curto para Turco Assad e recebeu de volta já dentro da área, sem ângulo. Ele tentou driblar Carrizzo e foi derrubado. Insua cobrou o pênalti no canto esquerdo, Carrizzo foi para o direito e o Velez foi para o intervalo com 4x0.

No intervalo, Tripa Seca resolveu dar ritmo aos reservas. Tirou Peruzzi e Dario Hussain e colocou Cubero e Lucas Pratto. Já Francescoli teve que mudar a forma de jogar. Tirou Barrado e Gallardo e colocou Coudet e Funes Mori. Com isso, Ortega passaria a armar e Funes Mori iria para a ponta direita, se aproximando mais de Trezeguet. Além disso, a ordem era botar o pé na forma, uma vez que o River mandou 3 bolas na trave do Velez, que poderiam equilibrar melhor o jogo.

O River continuou errando muito. Afobado, sempre passava errado e tinha que correr atrás do Velez que, mesmo cansado, continuava jogando melhor. Assim foi aos 2 minutos, quando Coudet errou um passe e Berizzo teve que fazer falta em Lucas Pratto na ponta direita. Insua cobrou com curva. Carrizzo foi para um lado e, quando percebeu que a bola mudou de direção, não teve como voltar: Velez 5x0.

A partir daí, a torcida do River começou a deixar o estádio e a do Velez gritava "olé". O River passou a jogar de qualquer jeito e foi aí que encontrou as redes. Aos 5 minutos, Paz saiu do campo de defesa e foi avançando. Tocou a Ortega, que se atrapalhou e perdeu a bola. O próprio Paz recuperou, avançou pela ponta direita e chutou cruzado para vencer Sosa, fazendo River 1x5.

Aos 9 minutos, em nova jogada "bumba meu boi", o River voltou a marcar. Trezeguet foi desarmado por Gago, que foi desarmado por Coudet. O camisa 8 viu Funes Mori entrando na área e tocou por cima. O camisa 9 dominou com categoria e chutou na saída de Sosa, fazendo River 2x5.

Nos acréscimos, o Velez errou a saída de bola. Almeyda tocou a Buonanotte, que girou bonito em cima de Lucas Pratto e chutou de muito longe. A bola entrou no ângulo de Sosa e o River descontava para 3x5. Mesmo assim, a invencibilidade de 17 jogos caía por terra.

Destaque do jogo: Federico Insua. Com uma menção honrosíssima para Romero, pela sua função tática importantíssima, o hat trick do camisa 11 levou o Velez à inédita final da Supercopa FIFUBO.

NOTAS RÁPIDAS

  • Após os jogos, por sorteio ficou decidido que o jogo final será Velez x Boca, mas o campo é neutro. No intervalo, as equipes trocarão de lado.
  • O Velez luta pelo título inédito. Já o Boca luta por sua segunda conquista de Copa Olé, sendo a primeira em campo. A conquista de 2011 foi outorgada outro dia, quando se notou que só teve um campeonato naquele ano, vencido pelo Boca.
  • Os jogadores do Vasco reclamaram muito da ausência de jogos no ano. Contando com a semifinal da Copa Olé, a equipe jogou apenas 3 vezes em 2014 e o ritmo diminuiu bastante. Com isso, juntou-se a Imperatriz, Bangu e CROL para assinar uma petição, pedindo que as quatro equipes sejam incluídas na Copa Olé a partir de 2015. O resultado de tal deliberação será apresentado no Bootecon 2015, que ocorrerá em janeiro.
  • Três jogadores atingiram milestone na rodada. O gol que levou o seu time à final foi o de número 70 de Palermo com a camisa do Boca. Já Turco Assad chegou a 10 com a camisa do Velez, enquanto Insua ultrapassou os 20 gols com a mesma camisa, no hat trick anotado contra o River.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

All Star Game do Torneio Clausura 2014

Jogo no meio da semana, à tarde, com uma chuva caindo e prometendo ganhar força... o público não compareceu em bom número ao Itaquá Dome para prestigiar a apoteose do Torneio Clausura 2014, com o campeão do torneio (River Plate) e a seleção do campeonato, com reservas nos lugares dos jogadores do River eleitos.

RIVER PLATE 4x0 SELEÇÃO DO CLAUSURA

Campeão invicto, com 15 jogos, 13 vitórias e apenas 2 empates. Melhor ataque, melhor defesa, show de bola em quase todos os jogos, incluindo a final. O River estava nas nuvens para este confronto.

Os campeões do Torneio Clausura, posando com a taça antes da partida. A equipe do River foi a campo com 1. Carrizzo; 2. Ferrari, 3. Placente, 4. Paz, 6. Berizzo; 5. Almeyda (c), 19. Diego Armando Barrado, 11. Gallardo; 10. Ortega, 7. Trezeguet e 30. Buonanotte. O treinador Francescoli, auxiliado por Blue Steel, levou para o banco 8. Coudet (defesa) e 9. Funes Mori (ataque).
 A seleção do campeonato foi escolhida com base no número de indicações como melhor em campo dos jogadores, preservando as posições em um 4-4-2 losango, ou seja, um goleiro, 2 laterais (um direito e um esquerdo), 2 zagueiros (independente de lado), 1 volante de contenção, 2 volantes de movimentação, 1 armador e 2 atacantes (independente de lado ou posição). O treinador é o diretor técnico da FIFUBO, Sr. Alemanha. Caso houvesse empate entre jogadores da mesma posição em indicações para melhor do jogo, caberia ao Sr. Alemanha definir quem dentre eles é o eleito para a seleção do campeonato. Exemplo: para goleiro, 4 jogadores foram eleitos melhores em campo uma vez (Navarro, Islas, Carrizzo e Saja). Coube ao Sr. Alemanha escolher Saja como o melhor goleiro do campeonato.

A Seleção do Clausura 2014 formou com 1. Saja, 2. Angeleri (substituindo Pablo Ferrari), 6. Tuzzio, 4. Federico Fernandez, 3. Emiliano Papa (substituindo Berizzo); 5. Serna, 8. Claudio Hussain, 8. Martin Simeone, 10. Ruben Capria; 9. Daniel Cigogna (substituindo Trezeguet), 9. Palermo (c). O treinador, Sr Alemanha, não levou reservas, uma vez que o regulamento da FIFUBO diz que somente uma equipe pode ser formada. Palermo foi o capitão por ter sido o MVP do campeonato.
Tal qual no Apertura, o All Star Game foi um jogo desinteressante. O time das estrelas não se esforçou e o clima de pelada prevaleceu. Mas o River não ganhou o Clausura invicto à toa. É um time intenso do início ao fim e tinha como principal objetivo manter-se em forma para a Supercopa FIFUBO (que acontecerá neste final de semana).

Logo aos 3 minutos, Trezeguet fez um carnaval na defesa adversária, invadiu a área e perdeu o ângulo. Saja não quis saber e voou em cima do francês, derrubando-o. Pênalti que Ferrari cobrou no ângulo direito de Saja, que se esticou mas não alcançou: River 1x0.

O time das estrelas não despertou para a partida e continuou errando. No clima de pelada que se instaurou, a seleção do campeonato não guardava posição, abusava dos passes errados e abria espaços para contra ataques. Foi assim que, aos 6 minutos, Placente roubou bola de Martin Simeone e lançou Ferrari na direita. Com um toque de primeira, o camisa 2 deu no meio para Trezeguet, que invadiu a área sem ser incomodado e chutou de cobertura na saída de Saja: River 2x0.

O time de Nuñez estava monumental e manteve-se em cima. Aos 9 minutos, Papa cobrou lateral para Federico Fernandez no campo de defesa e o zagueiro cochilou. Gallardo se antecipou, roubou-lhe a bola e tocou a Trezeguet dentro da área. O camisa 7 chutou no ângulo direito de Saja, que nem se mexeu: River 3x0.

No intervalo, Francescoli resolveu fazer experiências. Tirou Almeyda e Trezeguet (que saiu aplaudido de pé) e colocou Coudet e Funes Mori. Ferrari passou a ser o capitão. Por não ter reservas, a seleção do campeonato não fez mudanças.

O jogo caiu um pouco de ritmo, mas o River continuou comandando. Chegou à goleada aos 5 minutos, quando Placente roubou bola de Ruben Capria e tocou para Ferrari na direita. O camisa 2 fez um lançamento magistral para Barrado na entrada da área. Com um drible de corpo, o camisa 19 se livrou de Serna e Tuzzio e chutou de pé esquerdo, sem chances para Saja: River 4x0.

Destaque do jogo: David Trezeguet. O camisa 7 jogou como se disputasse uma final de campeonato. Sofreu o penal do primeiro gol, marcou os dois seguintes e saiu no intervalo ovacionado.

NOTAS RÁPIDAS

  • As negociações para a aquisição do nono time argentino continuam. Até o meio de dezembro, tudo estará resolvido.
  • A Supercopa FIFUBO terá suas semifinais neste sábado e a final no domingo. O sorteio dos duelos será mais pro final da semana.