A maior prova do ciclismo mundial chegou! O Tour de France 2026 convoca os ciclistas para rasgarem as ruas da França na busca por eternizarem seus nomes. E você confere aqui, etapa a etapa, como foi a competição desse ano.
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| É hora do Tour de France! |
1ª Etapa
No
dia 02 de julho, começava a maior prova do ciclismo mundial. O Tour de France
2026 se iniciava com um contra relógio em um lindo dia de céu azul e
temperatura agradável.
Foi
uma prova paradoxal. Ao mesmo tempo que teve bom nível, as decepções foram
justamente os favoritos, mas o saldo é positivo, afinal, tivemos a primeira
dobradinha logo na primeira corrida. Danilo Di Luca (Liquigás) foi o vencedor,
com o suíço Fabian Cancellara (Saxo Bank) em segundo, e completando a
dobradinha italiana no pódio, Filippo Pozzato (Acqua & Sapone) em terceiro.
A
37ª vitória de Danilo Di Luca na LMC lhe rendeu a primeira camisa amarela do
Tour.
2ª Etapa
No dia 04, se iniciou a primeira corrida de linha do Tour de France 2026. Totalmente plana, era um paraíso para os sprinters e foi disputada em um dia nublado e com ameaça constante de chuva.
Com certeza, essa foi a pior etapa de um Tour de France em 8 anos de competição. Um festival de quedas do início ao fim, sendo que o boliche logo na largada já fez o público abandonar as ruas. Como alguém tem que vencer, nada mais justo que o ciclista que vem se destacando na temporada. O alemão Andre Greipel (Lotto Belisol) se impôs ante um pelotão que lhe desafiava no sprint final e venceu a etapa, com o belga Tom Boonen (Quickstep) em segundo e o espanhol Alejandro Valverde (Caja Rural).
A emocionante chegada em sprint não apagou a péssima corrida e o expressivo número de quedas vistas ao longo do percurso. A decepção maior ficou por conta de Thibaut Pinot, a maior esperança dos torcedores locais de finalmente verem um francês conquistar o título da competição, mas que deixou a corrida na metade. O principal nome do ciclismo francês nas provas por etapas foi o primeiro a abandonar o Tour de France.
A vitória na segunda etapa fez Andre Greipel se juntar a Danilo Di Luca na liderança. Ambos vestem a camisa amarela ao final da corrida.
3ª Etapa
No dia 05, os ciclistas alinharam para a terceira etapa do Tour, quase totalmente plana, com apenas uma leve inclinação de 5% na metade do percurso e chegada em sprint, além das primeiras metas volante do Tour.
Disputada em um dia frio e chuvoso, a corrida teve um bom nível. Várias tentativas de fuga, mas o pelotão acompanhava sempre de perto, preparando uma emocionante chegada em sprint. Ao final, melhor para o norueguês Thor Hushovd. Terceiro em 2020, o ciclista da Credite Agricole se impôs aos adversários e conquistou a vitória nesta etapa. Em segundo chegou o italiano Damiano Cunego (Lampre) e, em terceiro, o espanhol Oscar Freire (Rabobank), em uma corrida que terminou sem abandonos.
A vitória na etapa e em metas volante deram a Thor Hushovd a camisa amarela.
4ª Etapa
No dia 06, tivemos uma etapa bem parecida com a anterior. Quase totalmente plana, tinha apenas uma leve inclinação de 5% no início da prova e farta distribuição de pontos em metas volante, além do final em sprint.
A corrida se deu em um dia gelado e nublado, e teve um bom nível. Dessa vez, o pelotão não deixou uma fuga ser formada, andando em bom ritmo para evitar qualquer tentativa e preparando mais uma eletrizante chegada em sprint.
Ao final, Marcel Kittel se impôs aos demais. O ciclista da Katusha não deu chances aos adversários e voltou a vencer a etapa que já havia conquistado em 2024. Em segundo chegou o italiano Vincenzo Nibali (Astana), repetindo o lugar no pódio que conquistara em 2022. Em terceiro, finalizando a dobradinha alemã no pódio, André Greipel (Lotto Belisol).
A quarta etapa foi a primeira dessa edição do Tour em que o TCB foi acionado, após uma disputa no sprint terminar com Tom Boonen sendo tocado por Murilo Fischer. O Tribunal decidiu da forma mais polêmica possível, eliminando Fischer do Tour de France, uma mancha a mais na competição que começa a melhorar o nível. E o pior de tudo, o TCB tirou da disputa o atual campeão, uma decisão bastante criticada e que deixou a Française De Jeux ficou sem ciclistas no restante da disputa.
A corrida não teve abandonos e, ao seu final, Andre Greipel volta a vestir a camisa amarela.
5ª Etapa
No dia 09, os ciclistas encarariam uma subida mais difícil neste Tour, na metade do percurso e com 7% de inclinação, além das metas volante logo no início e de uma chegada em sprint.
Disputada em um dia gelado e de céu azul, foi a pior etapa dessa edição do Tour até aqui. A tradição foi mantida e, logo na largada, um boliche levou vários ciclistas ao chão e atrasou outros tantos, que precisavam desviar. Ao longo do percurso, novas quedas, problemas e atendimentos foram vistos. O ritmo foi tão baixo que o número total de pontos de esforço foi 300 a menos do que a média das etapas até agora.
Do lado positivo, tivemos uma boa briga entre Danilo Di Luca e Vincenzo Nibali durante boa parte do percurso, com uma fuga controlada por um grupo perseguidor que os alcançou no trecho final e protagonizou uma emocionante chegada em sprint.
Ao final, a vitória sorriu para o espanhol Alberto Contador (Astana). O suíço Fabian Cancellara (Saxo Bank), terceiro em 2019 e primeiro em 2020, foi o segundo colocado. O italiano Danilo Di Luca (Liquigás) terminou em terceiro e, somado aos pontos conquistados nas metas volante, voltou a vestir a camisa amarela, mas não sozinho, pois o seu duelo com Vincenzo Nibali se deu na disputa das metas volante e na reta final, quando o italiano da Astana terminou em quarto. Assim, os dois lideram a disputa, em uma prova de baixíssimo nível, mas que terminou sem abandonos.
6ª Etapa
No dia 10, duas subidas, traziam um gostinho do que estava por vir ao final da primeira metade do Tour. A última etapa antes das montanhas trazia uma subida logo no início, com 6% de inclinação, e outra mais dura, com 7%, antes do final em sprint.
O dia gelado de céu azul trouxe uma prova de bom nível e um duelo interessante entre Alberto Contador e Greg Van Avermaet até a última montanha, quando Avermaet não aguentou o ritmo e dropou. No final, o espanhol da Astana se impôs aos demais para vencer a segunda etapa consecutiva, onde havia vencido em 2023. O restante do pódio foi o mesmo de 2019, com o brasileiro Luciano Pagliarini (Saunier Duval) em segundo e o esloveno Primoz Roglic (Imperatriz) em terceiro.
Infelizmente, uma prova de bom nível foi estragada pelo TCB, novamente. Em disputa no sprint, Thor Hushovd foi tocado, se desequilibrou e terminou em décimo terceiro. Já sob críticas por tirar o atual campeão da competição, o Tribunal foi acionado e resolveu da mesma forma polêmica, eliminando Sylvain Chavanel e Rafael Andriato do Tour de France. O público vaiou bastante a decisão de tirar outro local da competição, contribuindo ainda mais para essa ser a pior edição do Tour na história da LMC.
A segunda vitória consecutiva deu a Alberto Contador a camisa amarela, em uma corrida que terminou sem abandonos.
7ª Etapa
No dia 11, se iniciava a segunda metade do Tour de France, com as etapas de montanha. Esta já seria difícil, nos Pirineus, começando plana, mas com as subidas vindo na sequência, primeiro com 6%, depois chegando a 10% e terminando em 7%.
Foi mais uma etapa para confirmar o pior Tour de France da história da LMC. Uma corrida que teve bons momentos e ciclistas se esforçando, mas a maioria em baixíssimo nível, novo festival de quedas, atendimentos e decepções fortíssimas.
Como alguém tem que vencer, o inglês Mark Cavendish (T-Mobile) se apresentou para a tarefa e conseguiu o primeiro triunfo na temporada. Em segundo chegou o belga Tom Boonen (Quickstep) e, em terceiro, o espanhol Oscar Pereiro Sio (Caisse D’Epargne).
Essa etapa teve dois abandonos que mostram que esta edição do Tour não é feita de heróis, mas de decepções. O primeiro a deixar a competição foi Alberto Contador, o então camisa amarela e que despontava como favorito após vencer as duas etapas anteriores. O segundo foi Romain Bardet, a esperança francesa após o abandono de Thibaut Pinot. O público merecia um melhor esforço por parte daqueles que são considerados seus ídolos.
Com o abandono de Alberto Contador, Danilo Di Luca e Vincenzo Nibali herdaram a camisa amarela e voltaram a liderar, mesmo sem pontuar na corrida. Mark Cavendish é o primeiro a vestir a camisa branca de bolinhas.
8ª Etapa
No dia 12, ainda nos Pirineus, os ciclistas teriam mais dificuldades do que na prova anterior, já começando com uma subida em 7% e chegando a 11% na linha de chegada, o temido Col du Tourmalet.
A corrida se deu em um dia parcialmente nublado e de calor. Dois ciclistas usando uma camisa amarela herdada após o abandono do então líder, outros tantos no automático, uma disputa que parecia boa só para decepcionar no final. A mediocridade dessa edição do Tour de France é o símbolo perfeito do velório de uma Liga que durante quase uma década trouxe emoção e entretenimento, mas que hoje só entrega decepção. A oitava etapa conseguiu ser pior do que a anterior e mostra que o nível está caindo, com 2/3 da competição disputada.
Novamente, alguém tinha que vencer e este foi o alemão Marcel Kittel (Katusha), novamente um sprinter vencendo em etapas de montanha. Em segundo chegou o vencedor de 2025, o norte-americano Lance Armstrong (USPS), e em terceiro, o espanhol Oscar Freire.
A corrida teve mais um abandono, com Philippe Gilbert sequer alinhando para largar e contribuindo ainda mais para justificar o desinteresse do público pela LMC. A mediocridade de Danilo Di Luca e Vincenzo Nibali, com Di Luca pedindo atendimento várias vezes durante a corrida, não lhes tirou a camisa amarela. Mas, agora, eles a dividem com Marcel Kittel. Já Mark Cavendish continua com a camisa branca de bolinhas.
9ª Etapa
No dia 13, os ciclistas deixaram os Pirineus para trás, para enfrentar os Alpes franceses. As montanhas ficam piores a cada etapa e, aqui, já começavam em 10%, mas a chegada seria em 7%.
O dia frio e chuvoso só serviu para complicar mais as coisas daquilo que já nem pode mais ser chamado de corrida, mas de passeio ciclístico. Da segunda etapa (a primeira de linha) para a nona, houve uma queda de mais de 500 pontos de esforço, que vai diminuindo etapa a etapa. Os ciclistas não se esforçam nem um pouco para dar um fim digno ao principal evento do ciclismo mundial.
De novo, alguém tem que vencer e este foi o espanhol Oscar Pereiro Sio (Caisse D’Epargne), com o italiano Domenico Pozzovivo (AG2R) em segundo e o norte-americano Lance Armstrong (USPS) em terceiro, em uma etapa sem abandonos.
Essa etapa começou com três ciclistas vestindo a camisa amarela e um com a de bolinhas, e nenhum deles conseguiu chegar antes do décimo terceiro lugar, com a agravante de Mark Cavendish ser o último. Assim, o terceiro lugar e os pontos em metas volante fizeram de Lance Armstrong o líder não só no geral como em montanha, vestindo as duas camisas.
10ª Etapa
No dia 16, chegava a Etapa Rainha do Tour. Ainda nos Alpes, os ciclistas subiriam o Mont Ventoux. O começo da prova foi em 9% e o final, em 12%. Jamais tivemos menos de 9% de inclinação nesta etapa duríssima, a não ser um trecho plano na metade.
O dia gelado de céu azul não fez muita diferença na corrida, que foi protocolar. Esperava-se uma etapa de montanha, ainda mais na principal, com fugas, pequenos grupos se formando e ataques dentro de si, mas o que se viu foi o pelotão andando junto, cumprindo tabela.
Só no final houve um ataque, e o seu protagonista acabou premiado. O brasileiro Luciano Pagliarini (Saunier Duval) deixou o pelotão para trás e venceu no Mont Ventoux. Na disputa do “sprint pra cima”, o belga Tom Boonen (Quickstep) chegou em segundo e o espanhol Oscar Freire (Rabobank) foi o terceiro, pela terceira vez nesta edição do Tour, em uma etapa sem abandonos.
Os pontos distribuídos nas metas volante e na classificação final trouxeram um triplo empate na camisa amarela. Agora, além de Lance Armstrong, Tom Boonen e Luciano Pagliarini estão na liderança. Lance Armstrong também manteve a camisa branca de bolinhas, numa mostra do baixíssimo nível desse Tour de France. Somente na décima etapa os líderes conseguiram igualar os pontos de Alberto Contador, que abandonara na sétima.
11ª Etapa
No dia 17, o Tour de France deixou as montanhas e entrou em sua reta final. Esta prova tinha as duas últimas metas volantes deste Tour e duas colinas, com apenas 5% de inclinação para dar alguma dificuldade aos ciclistas.
Disputada em mais um dia gelado e de céu azul, a corrida também foi mais do mesmo, uma procissão sem graça do início ao fim, com uma fuga formada, um grupo perseguidor e o pelotão, todos andando próximos e no mesmo ritmo. No final, a vitória ficou com o italiano Filippo Ganna (Acqua & Sapone), terceiro em 2023. Em segundo chegou o inglês Chris Froome (Sky), vencedor em 2019 e segundo em 2021. Em terceiro, pela quarta vez neste Tour de France, o espanhol Oscar Freire (Rabobank).
O único momento de tensão aconteceu quando Peter Sagan era apanhado por um pelotão que sprintava, se desequilibrou e terminou em décimo primeiro lugar. Isso significava nova intervenção do TCB que, se não eliminou os ciclistas do Tour desta vez, não deixou barato e tirou 2 pontos de Oscar Freire, Luciano Pagliarini e Damiano Cunego, mexendo na classificação geral.
Ao final da etapa, que não teve abandonos apesar das inúmeras quedas, Lance Armstrong e Tom Boonen mantiveram a camisa amarela, agora sem a companhia de Luciano Pagliarini por conta da punição do Tribunal. Lance Armstrong se manteve com a camisa branca de bolinhas.
12ª Etapa
Domingo, 19 de julho de 2026. Os 33 ciclistas remanescentes pedalaram até Paris para dar as três voltas em um circuito fechado, com chegada na Avenida Champs Elysées, para a última etapa do Tour de France 2026, em uma corrida totalmente plana e com chegada de frente para o Arco do Triunfo.
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| Os ciclistas chegam a Paris para a última etapa do Tour de France. |
Domingo, 19 de julho de 2026. Os 33 ciclistas remanescentes pedalaram até Paris para dar as três voltas em um circuito fechado, com chegada na Avenida Champs Elysées, para a última etapa do Tour de France 2026, em uma corrida totalmente plana e com chegada de frente para o Arco do Triunfo.
Nesta etapa, sem metas volante, 13 competidores ainda tinham chances de título, fruto de uma edição sem protagonistas. O dia de céu azul e temperatura em elevação propôs o cenário ideal para o desfecho de mais uma Grande Volta, mas os ciclistas entregaram mais do mesmo, ou melhor, não entregaram nada.
O que se viu aqui foi uma corrida medíocre, para não dizer horrorosa. Novamente, os atletas fizeram um passeio ciclístico de péssima qualidade, com decepções desde a largada, quando Lance Armstrong, líder no geral e na montanha, alegou dores e sequer saiu, abandonando os dois prêmios que só precisava cruzar a linha de chegada para conquistar.
Ao final, a vitória sorriu (?) para o esloveno Primoz Roglic, com o belga Greg Van Avermaet (CCC) em segundo e o inglês Mark Cavendish (T-Mobile) em terceiro.
A corrida foi decepcionante do início ao fim, inclusive na definição dos campeões. Com o abandono de Lance Armstrong na largada, Tom Boonen ficou como único líder. Ele já vinha tentando desde o início se posicionar entre os primeiros, para ter os pontos necessários para o título. Quando soube que Armstrong não continuava na disputa, sentou no selim e aguardou a linha de chegada para comemorar. Ainda estava na disputa de sprint e poderia ter feito algo mais, mas preferiu cruzar em sétimo, de forma melancólica, para sair com o título.
TOM BOONEN CAMPEÃO DO TOUR DE FRANCE 2026
Essa conquista é uma redenção do Tour de 2020, quando Boonen vinha liderando desde o início, mas foi obrigado a abandonar na nona etapa. O mundo do ciclismo se compadeceu do belga da Quickstep, que chorou muito ao ver o sonho de ganhar a maior prova do ciclismo no mundo ir por água abaixo após uma queda. O título daquele ano caiu no colo de Fabian Cancellara, mas só se falava de Tom Boonen. Agora, o título cai no colo dele, após líderes abandonarem e manobras de bastidores trocarem a camisa amarela de mãos.
O espanhol Oscar Freire (Rabobank) foi o vice-campeão, a um ponto de abrir e fechar o Tour da LMC com o título, já que foi o primeiro campeão (2019). E em terceiro ficou o brasileiro Luciano Pagliarini (Saunier Duval), que poderia ser campeão se o Tribunal não lhe tirasse dois pontos na etapa anterior.
Um exemplo claro da bagunça que foi esta competição, o título de montanha já estava sentenciado para Lance Armstrong, mas o ciclista norte-americano desistiu na largada, então o prêmio foi entregue ao melhor pontuador que cruzou a linha de chegada. Essa apuração levou muito tempo, pois ninguém sabia quem estava na vice-liderança. Ao final, descobriram que houve um empate e, assim, Oscar Pereiro Sio e Luciano Pagliarini são os campeões de montanha do Tour de France 2026. O espanhol da Caisse D’Epargne conquistou seu primeiro título no ano, o primeiro de uma Grande Volta e o décimo segundo na LMC. O brasileiro da Saunier Duval fez história na LMC e se tornou o primeiro a conquistar um título especial da Liga, ao conquistar a Tríplice Montanha, título dado ao ciclista que conquistar os prêmios de montanha das três Grandes Voltas. Com essas conquistas, ele chega a 3 na temporada e a 11 na LMC.
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| O espanhol Oscar Pereiro Sio (Caisse D'Epargne) e o brasileiro Luciano Pagliarini (Saunier Duval), com o troféu de campeões de montanha do Tour de France 2026. |
Tom Boonen não conquistou uma vitória neste Tour, mas foi segundo por 3 vezes, pontuou em 5 etapas e cruzou a linha de chegada, o mínimo que se espera de alguém que quer conquistar um título. Mas, infelizmente, foi o pior campeão de uma competição em 8 temporadas de LMC, uma vez que jamais foi protagonista, apenas o menos pior. Este foi o primeiro título de Boonen na temporada, o primeiro em uma Grande Volta oitavo na LMC. Também foi o primeiro Tour de France da Bélgica.
“Essa conquista é incrível. Finalmente consegui exorcizar o fantasma de 2020!” - Tom Boonen, após levantar o troféu.
NOTAS RÁPIDAS
- Pode-se dizer tranquilamente que esta foi a pior edição de um Tour de France de toda a história da LMC. E mais, a pior edição de uma Grande Volta e, também, bem capaz de ter sido a pior competição de toda a LMC;
- O nível técnico foi baixíssimo. Entre a segunda e a décima segunda etapa houve uma queda de mais de 500 pontos de esforço, mostrando como o ritmo diminuiu absurdamente;
- Outro argumento que mostra o péssimo espetáculo (se é que “espetáculo” é a palavra certa para esse lixo) foi a ausência de heróis e a sobra de vilões. Ciclistas e cartolas roubaram a cena, e não do jeito positivo;
- Talvez o argumento mais forte seja o dos abandonos enquanto lideravam. Após duas vitórias, Alberto Contador vestia a camisa amarela e despontava como futuro campeão, só para abandonar na etapa seguinte. E Lance Armstrong, líder no geral e em montanha, precisando apenas completar a última etapa para ficar com os dois títulos, sequer largou. Isso mostra que este Tour de France não teve campeões, mas perdedores. Como alguém tem que ganhar, os que levaram os prêmios não os conquistaram, mas herdaram após abandonos;
- 10 ciclistas diferentes venceram nesta edição, com Alberto Contador e Marcel Kittel foram os que mais ocuparam o lugar mais alto do pódio, duas vezes cada;
- No total, 21 ciclistas foram ao pódio. Oscar Freire foi a presença mais constante no pódio, 4 vezes;
- Entre as equipes, 10 venceram e 19 foram ao pódio . As maiores vencedoras foram a Astana e a Katusha, 2 vezes cada. A Rabobank foi a que mais foi ao pódio, 4 vezes;
- Entre as nações, 7 venceram e 10 foram ao pódio. A Alemanha foi a que mais venceu, 3 vezes. A Espanha foi a que mais conquistou pódios, 9 vezes;
- Tivemos duas dobradinhas neste Tour de France. A Itália conseguiu uma na primeira etapa, com a vitória de Danilo Di Luca e o terceiro lugar de Filippo Pozzato, e a Alemanha conquistou a sua na quarta etapa, com a vitória de Marcel Kittel e o terceiro lugar de André Greipel;
- Os ciclistas locais estiveram entre as maiores decepções deste Tour de France, começando pelo abandono de Thibaut Pinot logo na segunda etapa, o primeiro desta edição. A maior esperança do ciclismo francês para uma prova por etapas novamente abandona uma competição, mostrando que, na verdade, é a maior decepção. Depois dele, Sylvain Chavanel deixou a competição na sexta etapa, eliminado pelo TCB. Por fim, a segunda maior esperança de título, Romain Bardet, abandonou na sétima etapa, deixando toda a esperança francesa na bicicleta de Julian Alaphilippe, que sempre correu entre os últimos e saiu do Tour sem um ponto sequer. Uma decepção completa;
- Foram 5 abandonos neste Tour, um a menos que 2025, mas extremamente dolorosos, com dois líderes e dois ciclistas locais deixando a competição;
- Infelizmente, um dos maiores protagonistas deste Tour foi o TCB. Super criticado em decisões anteriores, o Tribunal tomou para si o papel de maior vilão do pior Tour de France da história da LMC, sendo acionado 3 vezes e interferindo diretamente no rumo da competição em todos eles. Primeiro, eliminou Murilo Fischer, então campeão. Depois, eliminou o local Sylvain Chavanel junto com Rafael Andriato. Por fim, tirou pontos de Luciano Pagliarini na penúltima etapa que não só lhe arrancaram a camisa de líder como impediram de conquistar o título, já que empataria com Tom Boonen;
- Por conta disso tudo que foi falado, não tivemos algumas decepções; o Tour de France 2026 foi a grande decepção;
- Em uma competição que foi decepcionante do início ao fim, não tivemos destaques. Podemos, no máximo, falar que Tom Boonen saiu como campeão e Luciano Pagliarini, mesmo sem o título do GC, saiu com o prêmio de montanha e conquistou a Tríplice Montanha;
- Após o Tour de France, André Greipel permanece na liderança do ranking, com 151 pontos.


















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