sábado, 29 de setembro de 2018

Arte e Botões - Newcastle Gol! - 29/09/2018

Sábado é dia de arte, a última de setembro. E lá vamos nós com mais uma grande história por trás dela. A equipe de hoje é o Newcastle, mas não é qualquer um. Vamos falar do Newcastle do romance Gol!, de Robert Rigby.

Em 2005, o inglês Robert Rigby lançou esta deliciosa história, chamada Gol!, que virou filme e livro. O livro eu costumo dizer que é uma "trilogia de dois livros", porque embora os filmes tenha sido feitos normalmente, o terceiro livro foi deixado de lado. Só foi publicado muito mais tarde e, ao que parece, não foi traduzido para o português. A história fala de Santiago Muñez, um mexicano que vive com o pai, a avó e o irmão mais novo nos Estados Unidos e trabalha com o pai em uma firma de jardinagem. Muñez é apaixonado por futebol e sonha em jogar profissionalmente. Como bom mexicano tentando viver o sonho americano, o pai de Santiago acha uma besteira a ideia fixa do filho pelo futebol e quer que ele se concentre em cortar grama. A avó, por outro lado, o incentiva. E assim, do time amador Americanitos de Los Angeles, Santiago consegue um teste no Newcastle, da Inglaterra. No teste com os reservas, Santiago descobre as dificuldades de fugir das botinadas dos marcadores e do preconceito e, com o seu talento, consegue chegar ao time de reservas. O destino lhe dá uma mãozinha e ele chega ao time principal, onde o treinador da equipe, Erik Dornhelm, tenta dar uma cara à equipe e levá-la à Liga dos Campeões da Europa. O Newcastle contratou uma estrela do futebol inglês para usar a camisa 10, o garoto prodígio Gavin Harris, mas ele só quer saber de festas e vive chegando atrasado. Harris não dá o retorno esperado e Dornhelm tenta fazer com que Santiago Muñez seja o parceiro ideal para Harris mostrar seu futebol.

A história do primeiro livro (Gol! Todo sonho tem um começo) gira em torno disso, com Santiago se firmando na equipe e chamando a atenção do mundo da bola. As dificuldades com a fama, o romance com uma garota timida, os gols e todo o drama de classificar o Newcastle para a UCL no último lance do campeonato estão aqui. A segunda história (Gol 2 - Vivendo o sonho) foi publicado em 2007 e trata de um Santiago já consagrado se transferindo para o Real Madrid e jogando com os Galáticos, numa sacada espetacular do autor, que usou a transferência real de Michael Owen, do Real para o Newcastle, como motivo para, na história, Santiago ir para o time espanhol. O terceiro livro deveria sair em 2009, mas foi só em 2010 que Gol 3 - Dias de glória foi lançado. Aqui, Santiago retorna ao Newcastle e é convocado para defender o México na Copa da África do Sul, mas uma lesão em partida pré-Copa pode por seu sonho no chão.

Esta história é leitura obrigatória para todo fã de futebol. Quem não gosta de ler pode conferir nos filmes toda a magia da arte de Robert Rigby, embora os livros sejam muito melhores do que os filmes. O autor mistura personagens reais com os fictícios, criando uma atmosfera maravilhosa em torno de algo que nós não temos aqui no Brasil. Embora seja difícil para entendermos o que é um campeonato de reservas, conseguimos visualizar claramente Santiago treinando no centro menor do Newcastle enquanto admira Shearer, Jenas e outros brilhando no espetacular St James Park. O Newcastle foi escolhido como o time da história porque era mais fácil e barato rodar o filme lá, mas acabou caindo como uma luva. Depois de ler a história, ganhei uma simpatia forte pelo time de Newcastle upon Tyne, mais próximo de Edimburgo (Escócia) do que de Londres, a capital inglesa.

O time que irei apresentar aqui tem os jogadores criados por Robert Rigby e os verdadeiros atletas citados na história, para criar um time base. Como a maioria dos atletas de verdade citados são jogadores de ataque (Carr e Given são os únicos defensores citados), tive que recorrer ao Newcastle da temporada 2005-06 para buscar a linha de defesa. O único defensor que aparece mesmo é Hughie McGowan, um zagueiro fictício dos reservas, que torna a vida de Santiago bem difícil e, depois, vira amigo dele. Eu pretendia colocá-lo no time, mas não achei imagem dele no filme e, por isso, ele ficou de fora (infelizmente). Então, vamos conhecer o Newcastle Gol!

A equipe joga no 4-4-2 em linha, tradicional no futebol inglês. Os laterais formam uma linha com os zagueiros e não vão muito ao ataque. O meio campo tem dois jogadores pelo meio e dois abertos nas pontas, não há aquela divisão de volantes e meias. Os atacantes também jogam em linha.

No gol, o irlandês Shay Given passa tranquilidade ao time, com sua segurança. Fiz uma arte um pouco diferente, colocando-o voando e, ao fundo, o estádio de St James Park, onde o Newcastle manda seus jogos para mais de 50 mil pessoas. A defesa tem Stephen Carr e Eliott nas laterais e Ramage e Taylor como zagueiros. Como disse anteriormente, são jogadores que busquei no elenco da temporada 2005-06 (quando se passa a história), então não posso dizer muita coisa sobre eles.

O meio de campo é composto por Santiago Muñez, Jermaine Jenas, Kieron Dyer e Lee Bowyer. Jenas e Dyer jogam pelo centro, com Jenas mais recuado e iniciando as jogadas, enquanto Dyer atua mais à frente, dando o último passe para os atacantes. Dyer é um ídolo do Newcastle, sua presença faz com que o time cresça bastante durante os jogos. O fictício Muñez joga aberto na direita, tal qual David Beckham, mas é mais driblador, conduz bem a bola e aparece na área para concluir. Na esquerda, Bowyer é um jogador que não tem muita velocidade, mas tem boa habilidade para levar a bola aos atacantes.

O ataque é composto por Gavin Harris e Alan Shearer. O camisa 10 é o fictício garoto-problema, que joga pela direita, tem boa habilidade e um chute forte e colocado. Já o camisa 9 é, talvez, o maior ídolo da História do clube. Shearer é um artilheiro nato, que faz gols de qualquer jeito e ainda sabe armar o jogo. Também é o capitão da equipe e a referência para qualquer um que vista essa camisa.

Na reserva, Lee Clark joga em qualquer posição no setor defensivo, enquanto Nicky Butt é meiocampista central. Sua entrada obriga o time a se rearrumar. Se substituir um atacante, Muñez vai para o ataque, Dyer pode ir para a direita e Butt fica pelo meio.

Ainda fiz o treinador Erik Dornhelm, para aumentar a diversão colocando-o na beira do campo e vendo-o comandar a equipe. Quando se trata de treinadores do Newcastle, gosto mais de Kevin Keegan, mas Robert Rigby criou Dornhelm e deu a ele uma personalidade muito interessante e, por esse motivo, preferi colocá-lo na arte.

Então é isso. Temos aí um time inglês, meio à vera, meio à brinca, para montar e iniciar um campeonato inglês. Afinal, como diz o próprio título, todo sonho tem um começo!

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