domingo, 23 de novembro de 2014

Torneio Clausura 2014 - Final - 23/11/2014

O domingo foi chuvoso, mas o público não quis ficar longe do Itaquá Dome, onde seria disputada a grande final do Torneio Clausura 2014. O campeonato, que começou em 19 de julho, encontrou seu ponto final aqui, com os dois primeiros colocados se enfrentando em jogo único, onde o vencedor ficaria com a taça. Em caso de empate, o campeão seria escolhido nos pênaltis. As duas equipes haviam se enfrentado duas vezes na temporada regular, com vitórias do River por 5x3 e 4x2.

Ao terminar a temporada em primeiro lugar, invicto, o River vinha como grande favorito. A equipe de Nuñez assumiu a liderança na quarta rodada e não largou mais, se classificando com algumas rodadas de antecedência. Terminou a fase de classificação em primeiro, com 38 pontos (12 vitórias e 2 empates), 53 gols marcados e 27 gols sofridos, tendo o melhor ataque e a melhor defesa da competição. Nas semifinais, atropelou o Independiente, vencendo os dois jogos (4x1 e 4x2), chegando à final com incríveis 14 vitórias e 2 empates em 16 jogos. De quebra, ainda tinha o vice-artilheiro da competição (Trezeguet, com 16 gols). Depois de jogar muito mal o Apertura, Francescoli mudou a equipe física, tática, técnica e mentalmente. Arrumou a casa e conseguiu uma incrível campanha até a final.
  
Jogadores do River formados antes da partida com 1. Carrizzo; 2. Ferrari, 3. Placente, 4. Paz, 6. Berizzo; 5. Almeyda (c), 19. Barrado, 11. Gallardo; 10. Ortega, 7. Trezeguet e 30. Buonanotte. O treinador é Francescoli e seu auxiliar é Blue Steel. No banco de reservas, 8. Coudet e 9. Funes Mori.
Ao terminar em segundo lugar na competição, com 28 pontos (8 vitórias, 4 empates e 2 derrotas), 45 gols marcados e 35 sofridos, o Racing vinha em posição inferior ao rival. Para piorar, Fariña havia sido expulso no jogo contra o Boca e cumpria suspensão aqui, deixando a equipe com apenas um atleta no banco. Nas semifinais, após massacrar o Boca no jogo de ida (5x0), administrou e perdeu no jogo de volta (2x3). Como trunfos, além do artilheiro do campeonato (Ruben Capria, com 20 gols), a equipe de Avellaneda vinha credenciada por ter vencido os dois Torneios Inícios do ano, sendo que o do Clausura foi com vitória sobre o River na final (2x0). O treinador Paralelo, que assumiu a equipe após o Apertura, mudou a cara da equipe e fez o Racing jogar como grande uma liga, campeonato que a equipe jamais havia conseguido sequer entrar no G4. Credenciado pelo título do Apertura, Paralelo ainda mostrou a seus jogadores que eles são capazes de jogar na adversidade, após vencerem a Copa Olé 2013 (com vitória de 5x0 sobre o Independiente na final), a Supercopa FIFUBO 2013 (com vitória nos pênaltis após empate em 4x4 com o River) e os Torneios Inícios do Apertura e do Clausura em 2014.

O Racing, formado antes da partida. A equipe veio a campo com 1. Saja; 2. Diego Capria, 4. Gamboa, 6. Pocchetino, 3. Enrique; 5. Quiroz, 7. Pelletieri, 8. Martin Simeone, 10. Ruben Capria (c); 9. Acosta, 11. Latorre. O treinador é Paralelo, auxiliado por Buchanan's Special Reserve 3, tendo apenas 13. Hauche no banco.

RIVER PLATE 5x2 RACING

Jogadores em campo, antes da bola rolar. A saída pertenceu ao Racing.

A bola rolou e o famoso nervosismo de se jogar uma final logo foi visto. As equipes arriscavam pouco, marcavam muito e tentavam encontrar espaços no campo. Nisso, a variação tática do River foi mais eficiente. Com os atacantes marcados, coube aos laterais Ferrari e Berizzo aparecerem na frente para tentar as jogadas. Outro nó tático bem aplicado por Francescoli foi Gallardo marcando Ruben Capria e Buonanotte marcando Acosta, anulando assim as jogadas do Racing. Coube a Barrado atuar na armação e o River começou a se soltar assim.

O Racing tinha muitas dificuldades, pois sempre que um jogador pegava a bola e levantava a cabeça, já tinha um do River em cima para roubar-lhe a bola e foi assim que surgiu o primeiro gol, aos 3 minutos. Pelletieri cobrou lateral para Ruben Capria próximo ao bico esquerdo da área do River. Quando o camisa 10 virou de costas para devolver a Pelletieri, Paz já havia se colocado entre eles e ficou com a bola, tocando a Almeyda para reiniciar o ataque. O camisa 5 tocou a Barrado, que buscou Ortega no campo de ataque. Pegando a defesa do Racing de calças curtas, o camisa 10 avançou, invadiu a área e tocou na saída de Saja, fazendo River 1x0.

O gol não mudou muito o panorama. O Racing tentou sair para empatar e ficou preso à forte e eficiente marcação do River. Aos 6 minutos, Ruben Capria recebeu uma bola esticada dentro da área, mas quando levantou a cabeça, Carrizzo já estava em cima. O goleiro conseguiu afastar para o meio, onde Almeyda abriu na direita para Ferrari. O camisa 2 lançou a Barrado na entrada da área, que viu Saja adiantado e mandou por cobertura: River 2x0.

O gol desesperou o Racing, que errou na saída de bola. Martin Simeone tentou fazer fila, mas Ferrari lhe roubou a bola e foi empurrado. O próprio Ferrari cobrou no meio para Barrado, que abriu a Ortega na direita. O camisa 10 tocou no meio para Trezeguet, que avançou em velocidade, driblou Quiroz e chutou na saída de Saja, fazendo River 3x0, aos 8 minutos.

A essa altura, o Racing estava perplexo e é assim que o River gosta de jogar. Aos 9, a equipe de Avellaneda errou a saída de bola novamente. Martin Simeone adiantou demais e Placente lhe roubou a bola, tocando a Almeyda. O camisa 5 tocou para Ferrari na direita e o camisa 2 procurou Barrado no meio. Com bom passe para a direita, Barrado tocou a Ortega, que deu lindo drible em Pocchetino e chutou cruzado, vencendo Saja e fazendo River 4x0.

No intervalo, com uma das mãos e metade dos dedos da outra na taça, Francescoli resolveu segurar o resultado. Tirou Gallardo e Buonanotte e colocou Coudet e Funes Mori. A intenção era redobrar a marcação em Ruben Capria e tocar a bola para o tempo passar. Perplexo e abatido, Paralelo tentou reorganizar o time. Tirou Acosta e colocou Hauche, mas o sentimento era de que 10 minutos era muito pouco tempo para marcar 4 gols contra o único invicto do campeonato.

O River diminuiu o ritmo e passou a tocar a bola e o Racing se aproveitou para ganhar terreno. Mas a marcação apertada lhes mostrava que não seria fácil encontrar o caminho das redes. Teria que ser um esforço coletivo para tal intento e isso ocorreu aos 3 minutos, quando Saja cobrou tiro de meta para Ruben Capria no meio. O camisa 10 recuou a Martin Simeone e correu para a direita. Hauche recebeu o lançamento de Simeone e deixou atrás para Ruben Capria. O camisa 10 chutou de pé esquerdo, a bola pegou uma curva e enganou Carrizzo: Racing 1x4.

A equipe de Avellaneda tentou se empolgar, mas o River apertou e mostrou que não ia deixar que isso acontecesse. E ainda forçava o erro do Racing, como o de Martin Simeone, que se afobou para tentar pegar a bola e fez falta dupla na entrada da própria área. Simeone recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso na sequência. Se pudesse piorar, piorava. Mas podia piorar! Almeyda cobrou falta no lado oposto ao da barreira e, quando Saja percebeu, o capitão do River já comemorava: River 5x1, aos 6 minutos.

A empolgação do River deu lugar a gritos de "olé" e "é campeão" e os jogadores se empolgaram com isso. Ortega tentou fazer um lançamento de efeito aos 8 minutos, pegou mal e a bola foi para trás, encontrando Hauche livre. O camisa 13 recebeu na entrada da área e chutou na saída de Carrizzo, fazendo Racing 2x5, mas era tarde.

RIVER PLATE CAMPEÃO DO TORNEIO CLAUSURA 2014

A goleada imposta ao oponente na final deu ao River o bicampeonato do Torneio Clausura (2013/14), desta vez de forma invicta, vindo a coroar o belo campeonato praticado pela equipe de Francescoli.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

Campeão - River Plate - 16 jogos, 14 vitórias, 2 empates, 0 derrota, 66 gols marcados, 32 gols sofridos
Vice-campeão - Racing - 9 vitórias, 4 empates, 4 derrotas, 54 gols marcados, 43 gols sofridos
3° Lugar - Boca Juniors - 7 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, 42 gols marcados, 38 gols sofridos
4° Lugar - Independiente - 5 vitórias, 5 empates, 6 derrotas, 50 gols marcados, 51 gols sofridos
5° Lugar - Velez Sarsfield - 5 vitórias, 4 empates, 5 derrotas, 46 gols marcados, 41 gols sofridos
6° Lugar - Huracán - 4 vitórias, 3 empates, 7 derrotas, 27 gols marcados, 39 gols sofridos
7° Lugar - Estudiantes - 2 vitórias, 2 empates, 10 derrotas, 30 gols marcados, 46 gols sofridos
8° Lugar - San Lorenzo - 2 vitórias, 1 empate, 11 derrotas, 27 gols marcados, 52 gols sofridos

ARTILHARIA

1° Ruben Capria (Racing) - 21 gols
2° David Trezeguet (River Plate) - 17 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors) e Leandro Gracián (Independiente) - 15 gols
5° Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 14 gols
6° Nestor Silvera (Independiente) e Martin Simeone (Racing) - 12 gols
8° Juan Roman Riquelme (Boca Juniors), Daniel Cigogna (Huracán) e Dario Hussain (Velez) - 10 gols
11° Funes Mori (River Plate) e Federico Insua (Velez) - 9 gols
13° Facundo Parra (Independiente), Pablo Ferrari (River Plate), Claudio Hussain (Velez) e Lucas Pratto (Velez) - 8 gols
18° Juan Sebastian Verón (Estudiantes), Hernan Fredes (Independiente), Ariel Ortega (River Plate) e Marcelo Gallardo (River Plate) - 7 gols
21° Diego Latorre (Racing) e Diego Buonanotte (River Plate) - 6 gols
23° Enzo Perez (Estudiantes), Gastón Fernandez (Estudiantes) e Acosta (Racing) - 5 gols
26° José Basualdo (Boca Juniors), Leandro Benítez (Estudiantes), Centurión (Huracán) e Fernando Gago (Velez) - 4 gols
30° Martin Arruabarrena (Boca Juniors), Mauro Boselli (Estudiantes), Mauro Milano (Huracán), Nicolás Minici (Huracán), Walter Busse (Independiente), Diego Capria (Racing), Diego Armando Barrado (River Plate), Eduardo Coudet (River Plate), Matias Almeyda (River Plate), Denis Stracqualursi (San Lorenzo), Ignácio Piatti (San Lorenzo), Emiliano Papa (Velez) e Turco Assad (Velez) - 3 gols
43° Lucas Viatri (Boca Juniors), Rodrigo Palacio (Boca Juniors), Leandro Desábato (Estudiantes), Lucas Villarruel (Huracán), Ruben Masantonio (Huracán), Dario Gandin (Independiente), Walter Acevedo (Independiente), Enrique (Racing), Hauche (Racing), Fariña (Racing), Eduardo Berizzo (River Plate), Luciatti (San Lorenzo) e Bordagaray (San Lorenzo) - 2 gols
56° Diego Cagna (Boca Juniors), Escudero (Boca Juniors), Guillermo Barros Schelloto (Boca Juniors), Ibarra (Boca Juniors), Serna (Boca Juniors), Abbondanzieri (Boca Juniors), Hernán Rodrigo Lopez (Estudiantes), Angeleri (Estudiantes), Mathias Sanchez (Estudiantes), Danelón (Huracán), Barrales (Huracán), Erramuspe (Huracán), Luciano Vella (Independiente), Pelletieri (Racing), Buffarini (San Lorenzo), Raul 'Pipa' Estevez (San Lorenzo), Juan Sabia (Velez) e Lucas Romero (Velez) - 1 gols
76° Schiavi (Boca Juniors), Battaglia (Boca Juniors), Federico Fernandez (Estudiantes), Andujar (Estudiantes), Marco Rojo (Estudiantes), Rodrigo Braña (Estudiantes), Alexis Ferrero (Huracán), Islas (Huracán), Barrientos (Huracán), Walter Ferrero (Huracán), Matheu (Independiente), Montenegro (Independiente), Tuzzio (Independiente), Navarro (Independiente), Mareque (Independiente), Quiroz (Racing), Gamboa (Racing), Pocchetino (Racing), Saja (Racing), Placente (River Plate), Paz (River Plate), Carrizzo (River Plate), Ameli (San Lorenzo), Tula (San Lorenzo), Tellechea (San Lorenzo), Erviti (San Lorenzo), Jonathan Ferrari (San Lorenzo), Migliore (San Lorenzo), Reynoso (San Lorenzo), Cubero (Velez), Peruzzi (Velez), Domingues (Velez), Sosa (Velez).

NOTAS RÁPIDAS

  • Com o título, o River Plate é o último time a garantir vaga na Supercopa FIFUBO, que acontecerá no próximo fim de semana. A equipe de Nuñez se junta a Vasco (campeão da Copa 3 Corações), Boca Juniors (campeão do Apertura) e Velez Sarsfield (campeão da Copa Olé). Um sorteio durante a semana definirá os confrontos nas semifinais.
  • No meio da semana ocorrerá o All Star Game do Torneio Clausura 2014. O River Plate enfrentará a seleção do campeonato, com reservas no lugar dos indicados do River Plate. Ao contrário do Apertura, a seleção do campeonato não terá reservas, apenas os 11 titulares.
  • Uma nova equipe se juntará à FIFUBO e jogará os campeonatos em 2015. Em breve, mais informações.
  • O milestone da rodada vai para David Trezeguet. Além de sair com o título do Clausura, o francês chegou a 50 gols com a camisa do River, ao marcar na final.
PREMIAÇÃO DO CAMPEONATO

Troféu Van Basten - Ruben Capria (Racing) leva o troféu de artilheiro, ao marcar 21 gols no campeonato.
Ruben Capria recebe de Mike Modano, maior artilheiro em atividade na FIFUBO (99 gols), o troféu Van Basten de artilheiro do campeonato, sendo seguido por David Trezeguet (River), Martin Palermo (Boca) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo). Gracián não pôde comparecer ao evento.
Troféu Brasil - Martin Palermo (Boca Juniors) foi eleito o MVP do campeonato, indicado como melhor em campo em 6 ocasiões.

Martin Palermo recebe do capitão do Imperatriz, Etcheverry, o troféu Brasil, de melhor jogador do campeonato.

Campeão - O River Plate se sagrou campeão do Torneio Clausura 2014, de forma invicta.

Mathias Almeyda, capitão do River Plate, recebe o troféu de campeão do Torneio Clausura 2014 das mãos de Batistuta (presidente da FIFUBO) e Ruben Paz (vice presidente da FIFUBO).
O River Plate também levou a premiação por ter o ataque mais positivo, a defesa menos vazada e por terminar em primeiro a temporada regular

Jogadores e comissão técnica do River Plate com o troféu do Torneio Clausura 2014
Vice-campeão - O Racing não levou troféu, mas seus jogadores recebem a medalha de prata pelo segundo lugar no campeonato.

Jogadores e comissão técnica do Racing, vice-campeão do Torneio Clausura 2014
E assim se encerra o Torneio Clausura 2014. A FIFUBO agradece a todos que leram as histórias neste blog e parabeniza o River Plate pelo bicampeonato do certame!

Jogadores do River Plate dão a volta olímpica após a conquista do Torneio Clausura 2014.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Torneio Clausura 2014 - Jogos de volta das semifinais - 17/11/2014

O sol forte que iluminou a segunda-feira trouxe também os jogos de volta das semifinais do Clausura 2014. O público compareceu em bom número, mesmo com os finalistas praticamente definidos.

RIVER PLATE 4x2 INDEPENDIENTE

Podendo perder por até 3 gols de diferença, coisa que jamais aconteceu neste campeonato (perder, principalmente!), o River já tinha os dois pés na final, restando apenas terminar de pisar com um dos calcanhares para ficar inteiro lá. Francescoli levou a campo os titulares, mas adiantou que iria colocar os reservas no segundo tempo, a fim de evitar lesões, suspensões e para dar ritmo. Do outro lado, o desânimo por, mais uma vez, morrer na praia. O Independiente lutou para estar nas semifinais e, logo de cara, tomou uma goleada que praticamente lhe tirou da final. Tirar a invencibilidade do River era a única coisa que lhes restava e Bayer também confirmou titulares, garantindo os reservas no intervalo. Nos três jogos neste Clausura, o River venceu por 5x3 e 4x1 e empatou em 4x4.

O jogo foi arrastado, bem ao nível de pelada. As duas equipes não tinham muito interesse em se esforçar e uma sucessão de erros de passe foi vista. Ao menos o Independiente abriu o marcador aos 4 minutos, quando Mareque avançou pela esquerda e lateralizou para Gracián. Com um corte, o camisa 19 se livrou de Ferrari e trouxe a bola para o pé direito, antes de chutar cruzado e fazer Independiente 1x0.

O jogo continuou amarrado, sem as duas equipes criarem. Mas, aos 6 minutos, Fredes derrubou Gallardo próximo à entrada da área. O próprio Gallardo cobrou com categoria e empatou para o River: 1x1.

O Independiente errou a saída e o River recuperou a bola. Gracián fez falta em Gallardo, que cobrou rápido para Ferrari na direita. O camisa 2 avançou e tocou em profundidade para Trezeguet, que tocou na saída de Navarro e fez River 2x1.

No intervalo, Francescoli tirou Barrado e Ortega e colocou Coudet e Funes Mori. Bayer, por sua vez, tirou Montenegro e Parra e colocou Acevedo e Gandin.

O River voltou melhor e logo tomou as rédeas da partida. Logo aos 3 minutos, Trezeguet puxou um contra ataque com extrema habilidade e driblou Navarro com facilidade. Ao goleiro só restou atropelar o camisa 7. Ferrari cobrou o pênalti no ângulo e Navarro não alcançou: River 3x1.

A partir daí, o Independiente desanimou e ficou esperando o jogo acabar. O River diminuiu o ritmo e tocou a bola, sob gritos de olé. Aos 6 minutos, após linda troca de passes, Buonanotte deixou Berizzo livre dentro da área e o camisa 6 não perdoou: River 4x1.

Os gritos de olé continuaram e o único que ainda tentou alguma coisa foi Silvera. Nos acréscimos, ele correu na roda de bobo, recuperou a bola, avançou e chutou de longe. Carrizzo fez golpe de vista e falhou: Independiente 2x4.

Destaque do jogo: David Trezeguet. Mesmo sem jogar bem, deixou sua marca e ainda sofreu um penal, que ajudou o time a ir à final e manter a invencibilidade.

RACING 2x3 BOCA JUNIORS

Se o River já tinha os dois pés na final, o Racing tinha os pés e o corpo inteiro. A vaga estava tão garantida, que Paralelo poupou Quiroz e Acosta, colocando Fariña e Hauche em seus lugares. Precisando vencer por 6 gols de diferença, o Boca também já tinha jogado a toalha. Madeirite sacou Cagna, Riquelme e Palácio, colocando Battaglia, Schelloto e Viatri. Nos 3 jogos neste Clausura, o Racing venceu por 4x2 e 5x0 e empatou em 2x2.

Se o jogo anterior foi arrastado, esse aqui foi mais ainda. Muitos erros de passe e desinteresse total. Mas até a displicência cobra o seu preço. Logo com um minuto, Saja tocou na bola fora da área, levando o cartão vermelho. No sorteio, Fariña foi o escolhido para sair em seu lugar, ficando de fora da final.

O Boca não aproveitou muito a vantagem, continuando a errar passes. Mesmo assim, o espaço deixado por Fariña era grandioso e foi assim que a equipe de Buenos Aires abriu o marcador. Aos 4 minutos, Palermo trocou de lugar com Arruabarrena e recebeu a bola no campo de defesa, tocando em profundidade para o camisa 3. Arruabarrena avançou e, da entrada da área, soltou a bomba para vencer Saja e fazer Boca 1x0.

O Racing acordou com o gol e logo chegou ao empate. Aos 6 minutos, os irmãos Capria fizeram uma linda tabela e foram até a entrada da área. Diego tocou para Ruben, que chutou rasteiro e sem chances para Abbondanzieri: Racing 1x1.

O jogo continuou amarrado, mas as jogadas de perigo foram mais numerosas. Aos 9 minutos, Arruabarrena foi ao fundo e cruzou. Palermo dominou com muita categoria, girou e chutou com perfeição, fazendo Boca 2x1.

Nos acréscimos, um erro de Serna levou o Boca para o intervalo com o empate. Ele foi dividir com Ruben Capria e não calculou bem, saindo da jogada e deixando o camisa 10 livre. Capria viu  Abbondanzieri adiantado e mandou por cobertura, com extrema categoria: Racing 2x2.

No intervalo, Paralelo recompôs a zaga. Trocou Latorre e Hauche por Acosta e Quiroz. Já Madeirite tirou Serna e Schelloto, colocando Cagna e Riquelme. Palermo passou a ser o capitão.

O Racing até voltou melhor, mas não conseguiu transformar a superioridade em gol. Melhor para o Boca que, aos 7 minutos, partiu para a vitória em boa jogada de Riquelme. Com um passe cheio de efeito, o camisa 10 tocou para Viatri, que se aproveitou da indecisão de Saja e tocou por cima, fazendo Boca 3x2.

Destaque do jogo: Martin Palermo. Em jogo desinteressante, a entrega do camisa 9 foi fundamental. Fez um gol, deu o passe para outro, armou e concluiu e ainda foi escolhido capitão do time quando Serna saiu, por sua liderança.

ARTILHARIA

1° Ruben Capria (Racing) - 20 gols
2° David Trezeguet (River Plate) - 16 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors) e Leandro Gracián (Independiente) - 15 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Com os resultados de hoje, River Plate e Racing decidirão o Torneio Clausura 2014 no próximo fim de semana, em jogo único. Por ter melhor campanha, o River será o mandante na decisão, mas esta será sua única vantagem. Em caso de empate, o campeão será conhecido nos pênaltis.
  • O MVP do campeonato será aquele que mais vezes tiver sido eleito o melhor em campo durante o campeonato e será premiado ao final do jogo decisivo. Até aqui, Martin Palermo é o favorito, por ter sido o melhor em campo em 6 ocasiões, mas David Trezeguet foi o destaque em 5 jogos e, se for o melhor da final, empatará com o artilheiro do Boca. Se isso acontecer, os treinadores das oito equipes, mais o presidente e o vice da FIFUBO (Batistuta e Ruben Paz) e o diretor do Grupo Olé (Jorge Mario Trasmonte) decidirão em votação secreta quem, dentre os dois, receberá o prêmio.
  • A FIFUBO corrigiu sua tabela de campeões dos Torneios Apertura e Clausura, Copas Olé e 3 Corações e Supercopa FIFUBO e descobriu que não houve campeão da Supercopa nos anos de 2010, 2011 e 2012 mesmo tendo havido ao menos uma competição finalizada naqueles anos.
  • Assim sendo, o Imperatriz (campeão dos Torneios Apertura e Clausura em 2010) e o Boca Juniors (campeão da Copa Olé em 2011) foram declarados campeões da Supercopa nos respectivos anos.
  • Já em 2012, o Imperatriz levou a Copa 3 Corações e o Independiente levou a Copa Olé, mas não houve jogo decisivo pela Supercopa. Assim sendo, ao término da Supercopa deste ano, as duas equipes se enfrentarão para definir o campeão daquela competição em 2012, sem levantar troféu, apenas colocando o nome na história.
  • Dois jogadores atingiram milestone na rodada. A cobrança perfeita de pênalti deu a Ferrari seu 20° gol com a camisa do River. Já o gol que finalizou a participação de sua equipe no Clausura 2014 foi o de número 50 de Silvera com a camisa do Independiente.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Torneio Clausura 2014 - Jogos de ida das semifinais - 14/11/2014

Como será feriado no sábado, os jogos de ida das semifinais do Clausura foram antecipados para esta sexta-feira. O público compareceu em bom número ao Itaquá Dome mesmo com a chuva fina que insistia em cair e os jogadores retribuíram com dois bons jogos.

INDEPENDIENTE 1x4 RIVER PLATE

Depois da arrancada espetacular que o tirou das últimas posições na virada do turno até o gol no último lance do returno que o levou às semifinais, o Independiente vinha embalado. Para dar mais ritmo, a equipe de Avellaneda foi uma das duas únicas a conseguir arrancar um empate com o rival. O único problema é que Acevedo havia sido expulso contra o Velez e cumpria suspensão automática aqui. Do outro lado, ordem é manter os pés no chão e continuar jogando como o fez durante o campeonato. O exemplo é do próprio Independiente, que fez campanha espetacular no Apertura e perdeu justamente na final. Na temporada regular, o River venceu por 5x3 e empatou em 4x4.

O River não se classificou com antecedência como líder, invicto, melhor ataque e melhor defesa à toa. A equipe é intensa o tempo todo, não dá tempo nem do adversário respirar. E foi assim que deram a saída de bola e partiram para sufocar o Independiente. Quando Busse conseguiu aliviar para lateral, o River mostrou todo o seu entrosamento em uma jogada ensaiada chamada "Lateral de rúgbi". Trezeguet foi para a cobrança e dois jogadores partiram em linha. Barrado correu para próximo da bola e chamou toda a marcação, enquanto Gallardo corria paralelo, só que mais longe. A bola foi para o camisa 11, que recebeu livre e chutou de primeira. Quando Navarro percebeu, a bola já passava a linha do gol, aos 30 segundos: River 1x0.

A equipe de Nuñez continuou em cima, sem deixar o Independiente chegar até o meio de campo. O River chutava, a zaga ou o goleiro rebatia e a bola saía para lateral, para o River chutar de novo. O Independiente conseguiu segurar essa pressão e sair aos poucos, mas quando se aproximava da área, a marcação forte do adversário os impedia de concluir. Aos 9 minutos, Trezeguet avançou pela ponta direita e cruzou para a área. Almeyda entrou como elemento surpresa e cabeceou sem chances para Navarro, fazendo River 2x0.

No intervalo, Bayer tentava juntar os cacos. Tirou Facundo Parra e colocou Gandin para tentar alguma coisa no segundo tempo. Já Francescoli tirou Buonanotte, que decepcionou, e colocou Funes Mori.

O River diminuiu o ritmo no ataque, mas continuou com marcação forte. Tocava a bola como que contente com o resultado. Assim, na única jogada que criou o jogo todo, aos 3 minutos, o Independiente encontrou o gol. Após falta no meio de campo, Fredes cobrou rápido para Gracián, que chutou de primeira e pegou Carrizzo de surpresa: Independiente 1x2.

Quem achava que a equipe de Avellaneda ia se empolgar e partir pra cima de vez, se enganou. O River continuou com uma marcação muito forte, onde se sobressaiu o zagueiro Paz, sempre pronto para desarmar o adversário. Aos 5 minutos, Placente interceptou passe que iria para Silvera e tocou para Paz. O camisa 4 lateralizou a Berizzo, que deu lindo passe em profundidade para Funes Mori. O camisa 9 avançou sem ser incomodado e, da entrada da área, chutou sem chances para Navarro e fez River 3x1.

A partir daí, o Independiente jogou a toalha e o River passou a tocar a bola com calma, esperando o tempo passar. Ainda assim, encontrou mais um gol nos acréscimos, quando Funes Mori viu que Ferrari pedia na área e fez um "Cruzamento Fagner", em que consiste fazer um cruzamento forte demais para surpreender o goleiro. Quando Hilário Navarro percebeu que o camisa 9 cruzaria para Ferrari, saiu para cortar, mas Funes Mori cruzou com demasiada força e a bola acabou encobrindo o goleiro e entrando no gol alheio: River 4x1.

Destaque do jogo: Funes Mori. O camisa 9 substituiu Buonanotte, que vem sendo o destaque do River no campeonato, e fez dois gols para mostrar que também tem valor para jogar neste time.

BOCA JUNIORS 0x5 RACING

Novamente, as duas equipes enfrentavam seus ex treinadores. Do lado do Boca, apesar da classificação antecipada e sem sustos, as críticas ao trabalho de Madeirite são grandes. Uma equipe inconstante, de altos e baixos, ninguém sabe ao certo se fará um grande jogo ou se a apatia dominará. Do lado do Racing, os jogadores e torcedores festejam o trabalho de Paralelo, que foi o primeiro a classificá-los para uma semifinal de Liga, com antecedência, jogando um futebol refinado e contando com o artilheiro do campeonato. O retorno de Hauche ao banco, após cumprir suspensão de 3 jogos, era um atrativo a mais para a equipe de Avellaneda. Na temporada regular, após empate em 2x2 no primeiro turno, o Racing levou a melhor no segundo, por 4x2.

O jogo começou meio truncado, com muitos erros de passe. Mas o Racing foi se acertando aos poucos e botando a bola no chão, enquanto o Boca continuava lento e desorganizado. Com isso, aos 4 minutos, a equipe de Avellaneda começou o seu massacre. Após boa jogada de Acosta, Schiavi aliviou para lateral. Diego Capria cobrou para seu irmão Ruben na intermediária, pela direita. O camisa 10 trouxe para o pé esquerdo e chutou de bico, sem chances para Abbondanzieri, fazendo Racing 1x0.

O gol não acordou o Boca, mas empolgou os jogadores do Racing, que partiram para cima de vez. Aos 7 minutos, uma linda jogada começou na esquerda com Enrique tocando para Ruben Capria, que inverteu na direita para Gamboa, que tocou a Pelletieri. O camisa 7 abriu para Acosta na direita e o camisa 9 avançou. Já dentro da área, Acosta chutou em arco e a bola foi ganhando efeito até entrar fora do alcance de Abbondanzieri, que se esticou todo: Racing 2x0.

Como o Boca continuava jogando mal e irritando sua torcida, ainda havia tempo para mais um. Já nos acréscimos, Diego Capria arrancou pela direita e adiantou muito a bola. Basualdo inflou o peito para dar um bico para longe e escorregou na hora H, furando incrivelmente. Assim, Diego Capria ficou cara a cara com Abbondanzieri e só teve o trabalho de empurrar por baixo, vencendo o goleiro e fazendo Racing 3x0.

No intervalo, Madeirite tirou Palácio e Basualdo para colocar Guillermo Barros Schelloto e Battaglia. Já Paralelo, vendo que o jogo estava decidido, resolveu dar ritmo aos seus reservas, colocando Fariña e Hauche nos lugares de Pelletieri e Latorre.

O Racing não deu tempo do Boca mostrar algum serviço, marcando logo aos 12 segundos. Ruben Capria saiu o jogo com Martin Simeone, que driblou Riquelme, trouxe para o pé direito e mandou uma bomba de longe, sem chances para Abbondanzieri: Racing 4x0.

O Boca entregou os pontos de vez, se esquecendo que o saldo faz diferença. O Racing, por sua vez, parecia muito contente com a goleada e tocava a bola, sob gritos de olé. Foi aos 6 minutos que deu números finais à partida, em nova jogada de pé em pé, que passou por Martin Simeone a Acosta, que tocou para Enrique. O camisa 3 dominou e bateu rasteiro com o lado interno do pé para vencer Abbondanzieri: Racing 5x0.

Destaque do jogo: Acosta. O camisa 9 fez um gol, deu assistências e correu o campo todo, saindo consagrado como o melhor da partida.

ARTILHARIA

1° Ruben Capria (Racing) - 18 gols
2° David Trezeguet (River Plate) - 15 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors), Leandro Gracián (Independiente), Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 14 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Com os resultados de hoje, a final ficou praticamente decidida. O Independiente tem que vencer o River por 4 gols de diferença; já o Boca tem que conseguir uma diferença de 6 gols para o Racing. Caso este milagre não ocorra, River e Racing decidirão o Torneio Clausura 2014.
  • O milestone da rodada vai para Funes Mori. Aos sair do banco e marcar o terceiro gol do River, ele chegou a 30 com a camisa 9 do time millonario.

domingo, 9 de novembro de 2014

Torneio Clausura 2014 - Décima Quarta Rodada - 09/11/2014

O domingo foi de tempo fechado, mas com temperatura ainda elevada. Nada disso impediu o público de comparecer em bom número ao Itaquá Dome, para assistir a dois jogos bem mais interessantes que os do dia anterior:

BOCA JUNIORS 2x4 RIVER PLATE

O Superclássico não tinha aplicação prática para a tabela do campeonato, mas só ser o Superclássico já lhe garante a promessa de espetáculo. Do lado do Boca, além de uma derrota aqui e uma vitória do Velez lhe colocar em quarto lugar, ser o único a derrotar o maior rival poderia desestabilizar o River e empolgar o Boca de vez para a arrancada final. Do lado do River, as únicas empolgações eram terminar invictos e desestabilizar os rivais para as semifinais. No primeiro turno, River 3x2 Boca.

As equipes demoraram a se adaptar à nova bola, mas não erraram tanto quanto os times dos jogos de sábado. O River percebeu mais cedo e tocou a bola curto. Jogando assim, só demorou 2 minutos para encontrar o gol. Buonanotte saiu da ponta para o meio, tabelou com Ortega e, com um passe de gênio, tirou toda a zaga da jogada e tocou a Trezeguet. Livre na área, o camisa 7 chutou. A bola tocou no travessão, tocou no chão e o River comemorava 1x0. Os jogadores do Boca partiram para cima do árbitro, mas este validou corretamente o gol e ainda advertiu o treinador Madeirite pela invasão.

O Boca se enervou e demorou muito a voltar para o jogo. Quando o fez, o River já tinha ampliado. Aos 5 minutos, após Palacio esticar bola e dividir com Carrizzo, Gallardo pegou e puxou o contra ataque, tabelando com Trezeguet. O último passe foi muito esticado e Abbondanzieri saiu para dividir. Mas Trezeguet percebeu e, ao invés de chutar prensado, devolveu atrás a Gallardo. O camisa 11 pegou de frente, com o gol aberto, e só teve o trabalho de empurrar e comemorar: River 2x0.

No intervalo, Madeirite tentou acalmar seus jogadores. Tirou Palacio e Cagna, que erravam tudo, colocando Battaglia e Guillermo Barros Schelloto em seus lugares. Já Francescoli, feliz com o resultado e a boa apresentação, tirou Ferrari e Buonanotte para colocar Coudet e Funes Mori. Não que seus atletas estivessem mal, mas para dar ritmo aos reservas.

O River continuou dominando, jogando fácil. Já o Boca, continuou errando muito, querendo fugir às suas características. Melhor para o rival de Nuñez, que não fugiu às suas e continuou tocando a bola do meio para a ponta e da ponta para o meio. Assim, aos 2 minutos, Schelloto tentou driblar Almeyda e perdeu a bola. O camisa 5 tocou a Gallardo no meio e o camisa 11 abriu a Ortega na ponta. O camisa 10 avançou e tocou a Trezeguet no meio, já dentro da área, e o francês não perdoou, com belo chute no canto de Abbondanzieri: River 3x0.

O River se empolgou de vez e partiu para massacrar o maior rival. Aos 5 minutos, em novo erro do Boca, Placente recuperou e tocou a Paz na linha de zaga. O camisa 4 abriu na esquerda para Berizzo, que fez lindo lançamento para Funes Mori. O camisa 9 recebeu livre na entrada da área, invadiu e mandou por cobertura, fazendo River 4x0.

A partir daí, a equipe de Nuñez passou a tocar a bola para segurar o resultado, aos gritos de "olé" de sua torcida. A torcida do Boca começou a deixar o estádio e não viu quando Basualdo descontou na saída de bola. Riquelme tocou a ele, que driblou Gallardo e Almeyda antes de chutar em curva aos 6 minutos: Boca 1x4.

O Boca ainda faria mais um, aos 8 minutos, quando Riquelme abriu na direita para Schelloto e o camisa 13 inverteu para Palermo. O camisa 9 chutou no ângulo de Carrizzo e fez Boca 2x4. Mas, no Superclássico, o River mostrou o futebol superior aos demais e saiu com merecida goleada.

Destaque do jogo: David Trezeguet. Ao marcar dois gols e dar o passe para mais um, o camisa 7 coroou sua tarde de gala e saiu de campo como o melhor.

VELEZ SARSFIELD 3x4 INDEPENDIENTE

O único jogo que valia alguma coisa nesta última rodada era justamente o que encerrava a temporada regular. O Velez precisava de uma vitória ou empate para se classificar às semifinais, podendo inclusive ficar em terceiro. Já para o Independiente, só a vitória interessava. No primeiro turno, Independiente 3x3 Velez.

O Independiente mostrou que queria a classificação e partiu para cima desde o início. Antes dos dois minutos, já tinha obrigado o goleiro a fazer duas lindas defesas, uma delas em cobrança de falta de Gracián que Sosa voou para mandar a córner. Na cobrança, Gracián mandou para a área e Tuzzio subiria livre para cabecear, mas Sosa tentou impedi-lo e acabou derrubando-o. Pênalti que Silvera cobrou no canto direito. Sosa foi no canto esquerdo e o Independiente fazia 1x0 aos 2 minutos.

A equipe de Avellaneda continuou em cima e acertou a trave de Sosa algumas vezes. Seguindo a lógica do "quem não faz, leva", o Velez começou a se soltar e empatou aos 5 minutos. Após Papa chutar e Navarro defender para lateral, Claudio Hussain repôs para seu irmão Dario na entrada da área. O camisa 10 chutou no ângulo de Navarro e deixou tudo igual: Velez 1x1.

O Independiente fez o segundo logo na saída de bola. Gracián tocou a Fredes e os dois se atrapalharam na tabela. Busse gritou para tocarem atrás e chutou de primeira ao receber. Conseguiu acertar um chute Adhemar, a bola subiu e desceu dentro do gol: Independiente 2x1 aos 6 minutos.

No intervalo, Tripa Seca tirou Romero e Turco Assad, colocando Cubero e Lucas Pratto. Já Bayer trocou Montenegro e Facundo Parra por Acevedo e Gandin.

O Independiente continuou mandando no jogo e ampliou aos 3 minutos. Fredes recebeu de Busse em jogada de contra ataque e, da entrada da área, mandou uma bola no ângulo de Sosa, colocando o Independiente cada vez mais nas semifinais: 3x1.

Mas a equipe se deu por satisfeita e parou de jogar. O Velez foi, aos poucos, se soltando e se organizando para buscar o empate. O Independiente passou a irritar sua torcida, pois não saía jogando, mas sim mandando a bola a lateral. Assim, aos 7 minutos, após Tuzzio mandar para lateral, Emiliano Papa cobrou para Insua. O camisa 11 se livrou de Acevedo e chutou em curva para vencer Navarro e fazer Velez 2x3.

O Independiente se desesperou e errou a saída. O Velez armou o ataque rápido e Insua rolou para Lucas Pratto dentro da área. O camisa 12 tentou driblar Navarro e foi derrubado. Pênalti que o próprio Lucas Pratto cobrou no canto esquerdo do goleiro, que tentou ir na bola mas não a encontrou: Velez 3x3.

O empate classificava o Velez e o Independiente partiu desesperadamente para o ataque, sob críticas de sua torcida. Mas, neste jogo eletrizante, a classificação teria que ser decidida na última bola, já nos acréscimos. Sebá Dominguez fez falta em Gandin na lateral da área. Gracián cobrou encobrindo o goleiro e a bola entrou no ângulo oposto: Independiente 4x3.

Destaque do jogo: Leandro Gracián. Em uma partida onde ninguém se destacou de fato, resta àquele que classificou sua equipe na última bola tal honraria. Gracián era o mais criticado pela torcida, mas sua cobrança de falta magistral levou o Independiente às semifinais.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 38 pontos, 12 vitórias, 2 empates, 0 derrota, 53 gols pró, 27 gols contra
2° Racing - 28 pontos, 8 vitórias, 4 empates, 2 derrotas, 45 gols pró, 35 gols contra
3° Boca Juniors - 21 pontos, 6 vitórias, 3 empates, 5 derrotas, 39 gols pró, 31 gols contra
4° Independiente - 20 pontos, 5 vitórias, 5 empates, 4 derrotas, 47 gols pró, 43 gols contra
5° Velez Sarsfield - 19 pontos, 5 vitórias, 4 empates, 5 derrotas, 46 gols pró, 41 gols contra
6° Huracán - 15 pontos, 4 vitórias, 3 empates, 7 derrotas, 27 gols pró, 39 gols contra
7° Estudiantes - 8 pontos, 2 vitórias, 2 empates, 10 derrotas, 30 gols pró, 46 gols contra
8° San Lorenzo - 7 pontos, 2 vitórias, 1 empate, 11 derrotas, 27 gols pró, 52 gols contra

ARTILHARIA

1° Ruben Capria (Racing) - 17 gols
2° David Trezeguet (River Plate) - 15 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 14 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • As semifinais começam nesta sexta, com Independiente x River e Boca x Racing. No domingo, os jogos de volta com o mando invertido e, no outro fim de semana, a grande final do Torneio Clausura 2014!
  • Por terem melhor campanha na primeira fase, River e Racing jogam por resultados iguais, sem vantagem de gol marcado fora de casa. Ou seja, se um dos dois vencer por 2x1 e perder por 1x0, por exemplo, irá à final.
  • O River terminou em primeiro na temporada regular e, por isso, é o vencedor do Troféu Guterres, que receberá antes do jogo contra o Independiente pelas semifinais.
  • O River também teve o melhor ataque da temporada (53 gols), a melhor defesa (27 gols sofridos), foi a equipe que mais venceu (12 vitórias) e a única equipe a terminar invicta.
  • A equipe que menos venceu foi o San Lorenzo (2 vitórias), além de ser a que menos empatou (1 vez) e a que mais perdeu (11 vezes), dividindo o pior ataque com o Huracán (cada um marcou 27 gols), mas sendo a defesa mais vazada (52 gols sofridos).
  • O milestone da rodada vai para Lucas Pratto. Sua equipe não chegou às semifinais, mas o gol de pênalti foi o seu décimo com a camisa do Velez.
  • Em agitada sessão no TJB, os auditores puniram o árbitro Juan Carlos Loustau por um sorteio, por conta da confusão ao validar o primeiro gol do River no Superclássico. Não pela validação do gol, que é um ato soberano, mas por conta da confusão que causou e que desequilibrou os jogadores do Boca.
  • Também puniram o árbitro Pedro Carlos Bregalda por um sorteio, por irregularidades na súmula do jogo entre Velez e Independiente.
  • O Independiente atuou como mandante, ao invés de visitante e, por isso, foi multado pelo TJB em 9.330 reais.

sábado, 8 de novembro de 2014

Torneio Clausura 2014 - Décima Quarta Rodada - 08/11/2014

O sábado chegou com um forte calor e tempo parcialmente encoberto. Com campanha de vacinação e Enem no mesmo dia em que quatro equipes cumpriam tabela, o Itaquá Dome não recebeu bom público, mas os jogadores também não se esforçaram para fazer um bom espetáculo.

HURACÁN 1x2 RACING

Já desclassificado e com o sexto lugar garantido na tabela, o Huracán nada tinha a almejar neste jogo. Ruben Masantonio retornava de suspensão, mas Milano (expulso contra o Velez) desfalcava a equipe e, em seu lugar, Barrales atuaria. Do outro lado, já classificado e com o segundo lugar garantido na tabela, o Racing também não tinha nada a almejar, apenas preparar a equipe para as semifinais. Ainda sem Hauche (que cumpria o último dos três jogos de suspensão), a equipe de Avellaneda vinha tranquila para cumprir tabela, sem esforços. No primeiro turno, Racing 3x1 Huracán.

E o jogo foi sem esforços mesmo! Com muitos erros de passe, ficava difícil ver jogadas sendo tramadas. Menos mal que algumas bolas foram chutadas em direção à trave. Mesmo assim, o Racing ainda conseguiu encontrar um gol aos 4 minutos, quando Quiroz abriu a Diego Capria na direita e o camisa 2 tocou a Pelletieri no meio. O camisa 7 tocou mais à frente para Ruben Capria, que avançou até a entrada da área e chutou em curva, vencendo Islas e fazendo Racing 1x0.

O gol não empolgou nenhuma das equipes, que continuaram errando muito e foi graças a um erro desses que o Huracán empatou já nos acréscimos. Acosta ficou prendendo a bola, fazendo firula e, quando quis passar para Ruben Capria, o passe saiu errado, aos pés de Barrientos. O camisa 5 tocou a Minici na esquerda e o lateral se aproveitou do fato de Saja ter a visão bloqueada por vários atletas. O chute foi rasteiro e cruzado e o goleiro só percebeu quando a torcida do Huracán comemorava: 1x1.

No intervalo, Sr Rabina tirou Centurión e colocou Erramuspe, seu único reserva disponível. Já Paralelo sacou Enrique (nulo em campo) e colocou Fariña.

O jogo continuou horroroso e só um lance merece registro, aos 9 minutos. Barrientos se atrapalhou com a bola na hora de reiniciar o ataque e fez falta em Acosta. Ruben Capria cobrou por cima da barreira, no ângulo de Islas e deu a vitória à sua equipe: Racing 2x1.

Destaque do jogo: Ruben Capria. Em um jogo tão ruim tecnicamente, os dois gols do artilheiro do campeonato lhe dão o prêmio de melhor em campo.

ESTUDIANTES 3x4 SAN LORENZO

Se o jogo anterior, com o segundo colocado em campo, já tinha sido de um nível técnico sofrível, o que esperar do jogo entre os dois últimos colocados? Do lado do Estudiantes, uma reunião na sexta à noite parece ter selado a paz entre Verón, Gastón Fernandez e Cristaldo. O treinador mandou a campo o time titular, mas adiantou que faria mudanças, para todos terem chance. Foi a mesma ideia de Nilson ao mandar o San Lorenzo a campo. Último colocado, com apenas uma vitória e um futebol sofrível, o time de Almagro vinha sem expectativa nenhuma para o jogo. Bordagaray vinha a campo no lugar de Raul 'Pipa' Estevez, barrado. No primeiro turno, San Lorenzo 0x3 Estudiantes.

Mas o San Lorenzo jogou como nunca e se enganou quem achava que o jogo seria horrível. Logo a um minuto, após Enzo Perez carimbar o travessão de Migliore, a bola saiu para lateral. Romagnoli cobrou a Luciatti, que puxou contra ataque sem ser incomodado, invadiu a área e soltou uma bomba na saída de Andujar, fazendo San Lorenzo 1x0.

O gol assustou o Estudiantes e o San Lorenzo passou a dominar. O segundo gol veio aos 4 minutos, em nova e boa jogada de contra ataque. Ameli desarmou Verón e tocou a Tulla, que deu mais à frente para Reynoso. O camisa 5 tocou a Piatti, que abriu na esquerda para Luciatti. O camisa 6 tocou para Bordagaray, que tocou de primeira e surpreendeu Andujar: San Lorenzo 2x0.

O Estudiantes ficou completamente perdido ante ao lindo toque de bola do San Lorenzo, mas a equipe de Almagro não é a última colocada no campeonato por jogar bem, mas sim por fazer besteiras em profusão. Em uma delas, aos 7 minutos, Reynoso foi proteger a bola, que era inteiramente de seu time, e acabou derrubando Leandro Benítez. Falta que Verón cobrou por cima da barreira, no ângulo oposto ao do goleiro, fazendo Estudiantes 1x2. A contar neste lance, Verón correu para abraçar Gastón Fernandez, sendo repetido por todo o time e apontando à torcida que a reunião deu resultado.

Mas o San Lorenzo não queria saber de gestos bonitos, mas sim de vencer. A equipe ainda encontrou as redes aos 9 minutos, quando Reynoso desarmou Boselli e tocou a Piatti, que deu a Romagnoli mais à frente. O camisa 10 tocou para Reynoso, que apareceu como elemento surpresa e chutou de longe, acertando o ângulo de Andujar, se redimindo da besteira anterior e fazendo seu primeiro gol com a camisa do San Lorenzo: San Lorenzo 3x1.

No intervalo, nova mostra de que a reunião deu resultado. Cristaldo tirou Gastón Fernandez e Verón, que saíram aplaudindo a torcida. Nos seus lugares, entraram Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez. Federico Fernandez passou a ser o capitão do time. No San Lorenzo, Nilson mudou os volantes, saindo Buffarini e Piatti e entrando Tellechea e Erviti.

Bastaram 16 segundos para o "novo Verón" dar suas credenciais. Mathias Sanchez deu a saída de bola para Leandro Benítez, fazendo o "toca y me voy" para receber na frente e chutar cruzado na saída de Migliore: Estudiantes 2x3.

A equipe de La Plata voltou melhor do intervalo, pois continuou dominando o jogo e buscando o empate. E ele veio aos 3 minutos. Enzo Perez tocou para Angeleri, que inverteu o jogo magistralmente para  Leandro Benítez. O camisa 8 recebeu, ajeitou para o pé esquerdo e chutou em curva, acertando o ângulo de Migliore e fazendo Estudiantes 3x3.

A equipe de Almagro se perdeu completamente e a de La Plata dominou o jogo. Mas sempre errava no último passe e, nisso, o San Lorenzo foi se segurando. Isso foi até os 8 minutos, quando a bola saiu a córner e Romagnoli cobrou na cabeça de Bordagaray, que mandou sem chances para Andujar e fez San Lorenzo 4x3.

Destaque do jogo: Fabian Bordagaray. O camisa 13 recebeu uma chance como titular e não decepcionou seu treinador. Fez dois gols e saiu de campo consagrado.

NOTAS RÁPIDAS

  • A rodada se encerra neste domingo, com Boca x River e Velez x Independiente. As semifinais começarão, provavelmente, na sexta-feira e se encerrarão no domingo. A final é no final de semana seguinte.
  • O baixo nível das duas partidas pode ser explicado, em parte, à estreia das novas bolas Migué. Mais leves que a Spongos (a então bola oficial), estão sendo testadas desde já, levando um tempo para os jogadores se adaptarem.
  • Villarruel e Johnathan Ferrari receberam o terceiro cartão amarelo e cumpririam suspensão. Mas suas equipes foram eliminadas do campeonato e os cartões não são levados para a próxima competição.

domingo, 2 de novembro de 2014

Torneio Clausura 2014 - Décima Terceira Rodada - 02/11/2014

Dia de finados, o sol ficou meio escondido entre nuvens, mas seu calor continua sendo sentido. Isso fez o público sair de casa e ir ao Itaquá Dome, para assistir a dois grandes jogos. Vamos a eles!

RACING 3x2 ESTUDIANTES

Depois de se classificar sem entrar em campo, os jogadores do Racing ficaram muito mais tranquilos. Jogavam para cumprir tabela, mas de olho na vitória que lhes garantiria o segundo lugar ao final da temporada regular. Do outro lado, o clima de fim de festa que terminou mais cedo devido a uma briga era o que ditava o ritmo. Os jogadores do Estudiantes já pensam nas férias, onde acertarão as contas para voltar a brilhar. No primeiro turno, Estudiantes 0x4 Racing.

O clima de pelada tomou conta do jogo desde o início. Os jogadores não guardavam posição e tentavam jogadas de efeito. O único que quis jogar sério criou a jogada do primeiro gol logo a um minuto. Ruben Capria recebeu no meio de três jogadores e, de canto de olho, descobriu Latorre correndo livre pela esquerda. O passe foi preciso e o camisa 11 invadiu a área antes de tocar na saída de Andujar, fazendo Racing 1x0.

Se esperava uma goleada da equipe de Avellaneda, mas o clima de pelada continuou e, com isso, ninguém é de ninguém. O Estudiantes se aproveitou disso e foi se soltando. Aos 4 minutos, Marco Rojo cobrou lateral para Leandro Benítez, que tocou mais à frente para Boselli. O camisa 9 avançou até o bico esquerdo da área, de onde acertou belo e raro chute cruzado para vencer Saja e fazer Estudiantes 1x1.

No intervalo, Paralelo tirou Diego Capria e colocou Fariña, seu único reserva disponível (Hauche cumpria o segundo de três jogos de suspensão), mas armou uma jogada para o início do segundo tempo. Já Cristaldo tirou Gastón Fernandez e Desábato para colocar Hernan Rodrigo Lopez e Mathias Sanchez.

A jogada do início do segundo tempo era uma figura oito. Ruben Capria tocou para Martin Simeone e correu para um lado. O camisa 8 tocou para Fariña e correu para outro. O camisa 12, que havia acabado de entrar, pegou de primeira e acertou o ângulo de Andujar em seu primeiro toque na bola, aos 30 segundos: Racing 2x1.

O Estudiantes não se abateu com o gol e com o clima de pelada ainda reinante e continuou se arriscando. Sem Gastón em campo, Verón resolveu participar muito mais, talvez para mostrar que o camisa 10 não é necessário ali. E foi assim que a equipe de La Plata empatou aos 3 minutos.  Leandro Benítez tocou a Enzo Perez, que descobriu Verón na direita. O camisa 11 ganhou no pé de ferro contra Enrique, ficou com a bola e chutou rasteiro, cruzado, para vencer Saja: Estudiantes 2x2.

O Racing não queria empatar, mesmo já classificado, e partiu pra cima. Aos 8 minutos, em boa jogada pelo lado esquerdo que começou com Pocchetino e passou por Enrique, Latorre recebeu, trouxe para o pé direito na entrada da área e chutou cruzado para dar a vitória à sua equipe: Racing 3x2.

Destaque do jogo: Diego Latorre. O jogo não teve muita tática, o clima de pelada reinou. Mas o camisa 11 do Racing procurou o ataque o tempo todo e foi premiado com 2 gols, que deram ao seu time o triunfo.

HURACÁN 2x7 VELEZ SARSFIELD

O jogo de fundo colocava o Huracán em situação complicadíssima. Precisando vencer ou empatar para ainda ter chances remotas, a equipe não tinha Ruben Masantonio, suspenso por três cartões amarelos. Para não fugir à característica defensiva da equipe, Sr Rabina optou por colocar Erramuspe e fazer um meio de campo com 4 volantes encaixotando a entrada da área. Do outro lado, a vitória era obrigação, uma vez que se o Independiente não perdeu para o River, ao menos não ganhou. Era a oportunidade para recuperar a quarta posição. No primeiro turno, Velez 2x3 Huracán.

Quando a bola rolou, o Velez mostrou bem sua estratégia. Marcando pressão e correndo atrás da bola, a equipe forçava o erro do Huracán e saía rápido no contra ataque. Foi assim que chegou ao primeiro gol logo a um minuto. Sebá Dominguez roubou a bola de Milano e tocou a Gago, que abriu na ponta para Peruzzi. O camisa 2 tocou mais à frente para Claudio Hussain. O camisa 8 avançou até a intermediária e se aproveitou do posicionamento de Insua, que atrapalhava a visão de Islas. Hussain, então, tocou por cobertura e fez Velez 1x0.

Se esperava que a equipe dominasse o jogo completamente, ainda mais depois da expulsão de Milano aos 2 minutos. Mas uma sucessão de erros fez o jogo ficar dramático. Aos 3 minutos, Gago resolveu pegar a bola, mas trombou com Sosa. Os dois caíram e a bola sobrou para Erramuspe tocar para o gol vazio: Huracán 1x1.

A partir daí, não só Gago, mas Turco Assad também era vaiado, tamanha a quantidade de erros que cometia. Curiosamente, foram os dois vaiados que recolocaram o Velez na frente. Aos 8 minutos, Gago roubou bola de Erramuspe e inverteu para Insua. O camisa 11 tocou na direita para Dario Hussain, que foi ao fundo e cruzou para Turco Assad testar para dentro do gol e mandar a torcida calar a boca: Velez 2x1.

O Huracán empatou na saída de bola, em linda tabela aos 9 minutos. Centurión e Villarruel foram tabelando sem serem incomodados, até que Centurión recebeu livre dentro da área, driblou Sosa e empurrou para o gol vazio: Huracán 2x2.

No intervalo, Sr Rabina preferiu não mudar. Como só tinha Barrales  no banco, não iria tirar Cigogna. A ordem era se trancar na defesa e deixar o mito livre para fazer as jogadas na frente. Já Tripa Seca tirou os vaiados Gago e Turco Assad e colocou Cubero e Lucas Pratto, além de criar jogadas para aproveitar que a equipe tinha um homem a mais.

A tática de Tripa Seca deu certo e o Velez conseguiu o terceiro gol logo a um minuto. Cubero estourou com Erramuspe e ganhou a bola. Sebá Dominguez saiu da zaga para cobrir o volante e tocou a Insua. O camisa 11 tabelou com Claudio Hussain, até que o camisa 8 recebeu sozinho dentro da área para chutar na saída de Islas e fazer seu segundo gol no jogo: Velez 3x2.

O Huracán ainda tentou se reerguer, mas caiu na armadilha do Velez. Lucas Pratto não procurava jogo, mais preocupado em marcar Cigogna e, com isso, o Huracán não teve mais opções de ataque. Para piorar, o Velez jogava do outro lado, onde havia um buraco. Foi ali que Gino Peruzzi começou jogada, tabelando com Claudio Hussain até o camisa 8 descobrir o irmão Dario livre no bico da área. O camisa 10 ajeitou para o pé direito e chutou com efeito, sem chances para Islas, fazendo Velez 4x2 aos 4 minutos.

Na saída de bola, aos 5, a jogada polêmica da partida. Villarruel tentou sair jogando e foi desarmado por Romero, que tocou rápido a Peruzzi na direita. O camisa 2 procurou Claudio Hussain novamente e o camisa 8 tocou a Dario, que bateu cruzado. A bola tocou no alto da rede e saiu, mas o juiz validou o gol. Os jogadores do Huracán partiram para cima dele, alegando bola na trave, mas o placar já estava consolidado: Velez 5x2.

Com um jogador a menos, sem o armador, perdendo de 5x2 e irritado com o juiz, o time do Huracán nada mais tinha a fazer. Apenas olhou o baile do Velez, que encontrou o sexto gol aos 8 minutos, quando Gino Peruzzi foi ao fundo e cruzou para Juan Sabia testar e fazer seu primeiro gol com a camisa do Velez: 6x2.

Quando se achava que não podia piorar, nova bola isolada pelo Huracán encontrou Sabia. O camisa 4 tocou a Gino Peruzzi na direita, que tocou a Claudio Hussain mais à frente. Com um passe preciso, o camisa 8 encontrou Dario livre dentro da área e o camisa 10 só teve o trabalho de tocar na saída de Islas, para fazer Velez 7x2 aos 10.

Destaque do jogo: Dario Hussain. O lado direito do Velez foi perfeito, com os dois gols e participação de Claudio Hussain em outros, os cruzamentos de Peruzzi e as subidas de Sabia ao ataque. Mas o hat trick de Dario Hussain foi o grande destaque.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 35 pontos
2° Racing - 25 pontos
3° Boca Juniors - 21 pontos
4° Velez Sarsfield - 19 pontos
5° Independiente - 17 pontos
6° Huracán - 15 pontos
7° Estudiantes - 8 pontos
8° San Lorenzo - 4 pontos

ARTILHARIA

1° Ruben Capria (Racing) - 15 gols
2° Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 14 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors) e David Trezeguet (River Plate) - 13 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • A vitória sobre o Estudiantes deu ao Racing a classificação definitiva em segundo lugar, uma vez que o Boca só pode chegar a 24 pontos. Assim sendo, o time de Avellaneda joga por dois resultados com o mesmo saldo nas semifinais e terá o mando de campo na final, caso o River não se classifique.
  • Por outro lado, a derrota do Huracán garantiu também o Boca Juniors. A equipe chega aos 21 pontos e não pode mais ser alcançada pelo quinto colocado, hoje o Independiente.
  • A derrota também consolidou a sorte do Huracán no campeonato. A equipe do Globo não pode mais alcançar o quarto colocado, hoje o Velez, por ter uma diferença de quatro pontos.
  • Assim sendo, Velez e Independiente disputam a última vaga  nas semifinais. Curiosamente, as duas equipes fecham a última rodada, bastando ao Velez empatar para conseguir a vaga.
  • O milestone da rodada vai para Dario Hussain. O primeiro gol marcado contra o Huracán foi o décimo dele com a camisa 10 do Velez.
  • Em reunião no TJB após a rodada, os auditores resolveram suspender novamente o árbitro Wilson Neca por dois sorteios. Pesaram contra o árbitro (processado pelo Huracán por ter validado um gol supostamente irregular) a reincidência e algumas irregularidades na súmula.

sábado, 1 de novembro de 2014

Torneio Clausura 2014 - Décima Terceira Rodada - 11/01/2014

Voltando à normalidade, o sábado chegou e trouxe a abertura da penúltima rodada do Clausura 2014. O público compareceu em bom número ao Itaquá Dome, num dia de sol forte e muito calor. Os jogadores se esforçaram para dar um espetáculo à altura dos seus torcedores e o resultado foi o esperado.

RIVER PLATE 4x4 INDEPENDIENTE

Líder, único invicto, sem mais nada a almejar nesta temporada regular. Isso é o que pensa o torcedor do River. O treinador, Francescoli, quer que a equipe se mantenha invicta e sabe que seus dois últimos jogos serão complicados (Independiente e Boca), o que lhe trouxe dúvidas: Se esforçar e cansar os jogadores antes das semifinais ou se poupar e se arriscar a perder os jogos e a moral justamente para as semifinais, onde poderá pegar um destes rivais?

Do lado do Independiente, não há dúvidas. Em quarto lugar e sendo ameaçado pelo Velez e pelo Huracán, o time não pode olhar para a invencibilidade do River. Tem que partir pra cima e afastar de vez qualquer ameaça. No primeiro turno, Independiente 3x5 River Plate.

O jogo começou e o River caiu dentro, roubando a bola e fazendo pressão desde o início. O Independiente se segurou como pôde e, quando conseguiu um alívio, encontrou seu gol. Após quatro chutes do River encontrarem a trave ou a defesa de Navarro, Tuzzio aliviou para o meio e Gracián deu lindo passe em profundidade para Busse. O camisa 7 avançou sem ser incomodado, invadiu a área e soltou a bomba na saída de Carrizzo, fazendo Independiente 1x0 com um minuto de jogo.

O River não se acanhou e partiu pra cima, mas o Independiente não se encolheu também e também fez suas jogadas. Em ambos os lados, a trave era o destino preferido das jogadas de ataque. Somente aos 8 a rede foi encontrada, quando Paz desarmou Silvera e tocou a Almeyda no meio. O camisa 5 tocou para Gallardo, que deu lindo passe em profundidade para Buonanotte. Da entrada da área, o camisa 30 chutou de pé esquerdo e a bola foi no ângulo de Navarro: River 1x1.

Quando se pensava que o primeiro tempo terminaria em igualdade, a sorte mostrou estar em Avellaneda. O Independiente deu a saída de bola e tramou boa jogada, com Busse passando a Montenegro, que mandou para dentro da área. Gracián recebeu, Carrizzo saiu e os dois trombaram. A bola subiu e tocou em Almeyda, antes de entrar no gol aberto, no primeiro gol contra do campeonato: Independiente 2x1, aos 10 minutos.

Quando se pensava que o primeiro tempo terminaria em 2x1, a sorte mostrou que ainda morava em Avellaneda. O River tentou a saída e Mattheu desarmou Gallardo, iniciando jogada de contra ataque que passou pelos pés de Montenegro, Busse, Mareque, Silvera e encontrou Gracián. O camisa 19 avançou, invadiu a área e viu Carrizzo sair para a trombada novamente. Com um toquinho de Gracián para o lado, Carrizzo não pôde alcançar a bola e acabou derrubando o armador do Independiente. Pênalti que Silvera cobrou no canto esquerdo, com o goleiro do River indo para o lado direito: Independiente 3x1.

Vendo que a invencibilidade estava indo pro saco, Francescoli fez mudanças que já estava programadas desde antes de a bola rolar. Almeyda e Gallardo saíram para as entradas de Coudet e Funes Mori. A entrada de Coudet nada tinha a ver com o gol contra do camisa 5, mas sim em entrosá-lo com Barrado na cabeça de área, uma vez que os dois não atuam muito juntos. Já Funes Mori foi para a ponta esquerda, com Buonanotte sendo testado na armação desta vez (no outro jogo tinha sido Ortega o armador). Ferrari passou a ser o capitão, com a saída de Almeyda. A grande mudança, no entanto, era de ordem tática, com um novo estilo de jogo sendo tramado para o segundo tempo.

Do outro lado, Bayer estava contente ao ver que "El secreto de sus rojos" estava voltando a aparecer. Ele tirou Busse, que não estava bem fisicamente para colocar Acevedo.

As ordens de Francescoli logo surtiram efeito. Bastaram 30 segundos para o River dar a saída de bola e encontrar o gol. Buonanotte fez o "toca y me voy" com Coudet, recebendo no bico esquerdo da área, girando e fazendo belo chute para vencer Hilário Navarro: River 2x3.

A equipe de Nuñez passou a pressionar o Independiente. Com uma marcação em cima do meio de campo, o River não deixava o adversário passar para o ataque e ainda roubava a bola para sair em contra ataques mortais. Foi assim aos 2 minutos, quando Berizzo roubou bola de Parra na esquerda e tocou a Barrado no meio. O camisa 19 tocou a Buonanotte, que lançou Coudet. Como elemento surpresa, o camisa 8 invadiu a área e só foi parado após ser derrubado pelo goleiro. Pênalti que Ferrari cobrou no canto direito, o mesmo onde Navarro foi, mas a bola foi no ângulo e o River chegou à igualdade: 3x3.

O River percebeu o bom momento e continuou pressionando o Independiente. A sorte passou a morar em uma mansão monumental, em Nuñez, permitindo à equipe que lidera o certame virar o jogo aos 4 minutos. Em nova jogada em que Berizzo roubou e tocou a Barrado, que deu a Buonanotte e lançou a Coudet, desta vez na esquerda, o camisa 8 trouxe para o pé direito e chutou para Navarro se esticar todo e defender com a ponta dos dedos. Montenegro veio na corrida para mandar a bola a córner, mas se atrapalhou e acabou mandando contra a própria meta, no segundo gol contra do campeonato: River 4x3.

A partir daí, o River cansou e parou a correria. Mas não deixou de marcar bem e tocar inteligentemente, à procura de uma brecha para ampliar. Dominou o jogo, mas a brecha não veio e, ironia do destino, a sorte não esqueceu de sua casinha em Avellaneda e voltou para lá. Nos acréscimos, Buonanotte tentou driblar Gracián no meio e acabou fazendo falta no camisa 19. A cobrança foi rápida para o lado esquerdo, onde Silvera chutou de primeira em curva e venceu Carrizzo, dando números finais ao confronto: Independiente 4x4.

Destaque do jogo: Diego Buonanotte. Em um jogo em que cada lado fez um gol de pênalti, cada time teve seu camisa 5 fazendo um gol contra e o atacante que joga do lado esquerdo de cada lado fez 2 gols, fica difícil escolher o melhor. Gracián fez um belo primeiro tempo, Coudet mudou o jogo no segundo, Silvera fez dois gols. Mas o único que foi intenso a partida inteira foi Buonanotte, merecidamente eleito o melhor em campo.

SAN LORENZO 1x3 BOCA JUNIORS

Sem nada a almejar no campeonato, o San Lorenzo deixou de lado as experiências. A ordem agora é ajudar Romagnoli a ser artilheiro. Já o Boca queria a vitória para se consolidar de vez em terceiro e se preparar para o Superclássico. No primeiro turno, Boca 5x1 San Lorenzo.

O jogo foi de uma pobreza só, um contraste com a partida anterior. Em ritmo de pelada, os jogadores do San Lorenzo pareciam não estarem muito interessados em buscar o gol. Se poupando por conta do calor e pensando que a vitória viria de qualquer jeito, os jogadores do Boca também não se esforçavam e irritavam sua torcida com muitos erros.

A torcida xeneize ficou mais irritada ainda ao 2 minutos, quando Migliore afastou bola da área, Romagnoli recebeu no meio e deu um passe de precisão cirúrgica para Luciatti, no meio da zaga. O camisa 6 invadiu a área na jogada de contra ataque e fuzilou na saída de Abbondanzieri, fazendo San Lorenzo 1x0.

O Boca tinha dificuldades em jogar e sua torcida não ajudava. Errando muito, a equipe só ia à frente graças aos gritos de Palermo, que instava seus companheiros a não desistirem. De tanto gritar, acabou premiado. Riquelme cobrou escanteio e a zaga afastou. Serna pegou o rebote e tocou para Palermo já dentro da área. O camisa 9 girou e acertou belo chute rasteiro nos acréscimos e fez Boca 1x1.

No intervalo, Nilson tirou Piatti e Raul 'Pipa' Estevez para colocar Erviti e Bordagaray. Já Madeirite tirou Cagna e Riquelme, que saíram vaiados, para colocar Battaglia e Guillermo Barros Schelloto.

As mudanças não alteraram o panorama da partida, que continuou com um nível técnico baixíssimo. Em certos momentos, o San Lorenzo dominou, mas Romagnoli não estava em boa tarde e acabou desperdiçando as chances. Como quem não faz, leva, o Boca se aproveitou de uma distração do time de Almagro para virar o jogo aos 5 minutos. Serna afastou bola da área e Schelloto puxou contra ataque. Com um bom passe para a direita, o camisa 13 encontrou Palacio livre e o camisa 19 invadiu a área para chutar no ângulo de Migliore e fazer Boca 2x1.

Com a vitória assegurada, a equipe de La Boca passou a tocar a bola (e continuar errando muito). Já o San Lorenzo se deu por satisfeito, uma vez que precisava ganhar os dois jogos e torcer para o Estudiantes não pontuar mais para não terminar em último. Mesmo assim, o Boca voltou a marcar já nos acréscimos, em nova jogada de contra ataque. Schiavi aliviou para a esquerda e Arruabarrena avançou sem ser incomodado. Quando a marcação chegou, ele deu um toquinho para o lado e Palermo, já dentro da área, chutou no canto de Migliore e fez Boca 3x1.

Destaque do jogo: Martin Palermo. Além dos dois gols, o camisa 9 foi peça fundamental. Aos berros, fez a equipe acordar e ajustou o posicionamento. Buscou o jogo o tempo todo e foi premiado, tendo seu nome gritado pela torcida.

NOTAS RÁPIDAS

  • Com o empate do Independiente, quem comemora é a torcida rival. O Racing não pode mais ser alcançado pelo Velez ou pelo Independiente (que se enfrentam na última rodada) e garantiu a classificação às semifinais.
  • Já o Boca está a um ponto de também se classificar. Se o Huracán não passar pelo Velez neste domingo, a equipe xeneize garante sua vaga às semifinais sem entrar em campo.
  • Por outro lado, o San Lorenzo não pode mais alcançar o Estudiantes e, com isso, está matematicamente classificado como o último colocado. Assim sendo, no Apertura 2015, a equipe de Almagro será aquela que fechará as rodadas.