sábado, 24 de janeiro de 2015

Supercopa FIFUBO 2012 e Copa 3 Corações 2015

Dentro de campo, a  FIFUBO iniciou o ano de 2015 neste sábado, com uma situação sui generis. Como não houve disputa da Supercopa FIFUBO em 2012, a Federação decidiu fazer o jogo e dar o título simbólico daquele ano ao vencedor da partida. Em seguida, houve o início do ano de 2015 efetivamente, com a primeira partida da Copa 3 Corações. Vamos aos jogos!

INDEPENDIENTE 4x3 IMPERATRIZ

O jogo da Supercopa FIFUBO 2012 foi entre o vencedor da Copa Olé (Independiente) e o da Copa 3 Corações (Imperatriz) naquele ano, visto que não tivemos nenhum outro campeonato em 2012. O Independiente dá o pontapé inicial ao seu projeto de ganhar campeonatos em 2015 com uma preparação forte e a vontade de vencer já este título simbólico. Já o Imperatriz enfrentará uma maratona. Ao jogar com o Independiente no sábado, empurra seus dois compromissos na Copa 3 Corações para o domingo, tendo que jogar duas partidas seguidas.

Quando o jogo começou, ficou latente a falta de ritmo do Imperatriz, que completava um ano de inatividade. Errando muito, a equipe de Niterói não conseguia dar continuidade aos lances e via o Independiente jogar fácil. E foi assim que a equipe de Avellaneda chegou ao primeiro gol logo aos 2 minutos, quando Fredes chutou a bola em Stam e ganhou o lateral. O próprio camisa 8 cobrou rápido para Facundo Parra, que invadiu a área e tocou na saída de Charlie Brown para fazer Independiente 1x0.

O Imperatriz teve a oportunidade do empate na saída de bola. Aos 3 minutos, em boa jogada ensaiada, Zenden rolou para Ramon, que adiantou e invadiu a área. Percebendo a saída de Navarro, o camisa 33 deu um toquinho para o lado e esperou o contato. O juiz Pedro Carlos Bregalda marcou pênalti, que Zenden cobrou à meia altura, no canto esquerdo. Navarro voou e conseguiu espalmar para lateral. O Imperatriz continuou pressionando, mas o goleiro do Independiente salvou todas. Em uma delas, aos 4 minutos, Mattheu aliviou e Gracián deu um leve toque no meio. Fredes recebeu, avançou sem ser incomodado e, da entrada da área, chutou forte e sem chances para Charlie Brown: Independiente 2x0.

Ali, o temor do Imperatriz era de ser goleado. Já o Independiente parecia satisfeito com o resultado e começou a tocar a bola para se poupar. Na roda, o Imperatriz não gostou dos toques desnecessários e apertou a marcação. Rodrigo Pimpão roubou bola que ia para Silveira e tocou para Zenden no meio. O camisa 10 dominou, se livrou de três marcadores e chutou com extrema maestria, para vencer Navarro e fazer Imperatriz 1x2, aos 7 minutos.

O gol assustou o time argentino e fez o Imperatriz acordar de vez. O Independiente saiu para o ataque e se expôs aos contra ataques. Aos 9 minutos, após linda jogada de Gracián terminar nos pés de Silvera e o camisa 11 chutar no travessão, Ramon iniciou o contra ataque, tocando a Zenden no meio. O camisa 10 buscou Etcheverry mais à direita e o capitão do Imperatriz deu passe preciso para Elton no meio da zaga. O camisa 9 recebeu dentro da área e chutou na saída de Navarro, empatando para o Imperatriz: 2x2.

No intervalo, Bayer tirou Fredes e Silvera, cansados, para colocar Acevedo e Gandin. Já Dircys tirou Stam e Denilson (nulos em campo) e colocou Anderson Lima e Dinei.

O jogo caiu de produção, com o Imperatriz voltando a errar. O Independiente percebeu que podia vencer e, aos poucos, foi tomando conta da partida novamente. Aos 7 minutos, Gandin fez linda jogada pela esquerda e tocou para Tuzzio já dentro da área. Quando o camisa 6 ia concluir para o gol, foi atropelado por Charlie Brown. Pênalti que Gracián cobrou no ângulo esquerdo do goleiro, que foi para o lado direito: Independiente 3x2.

Quando se achava que a equipe sairia campeã, o Imperatriz (mesmo batido) tirou um coelho da cartola. Aos 10, Dinei recebeu de Elton, invadiu a área e dividiu com o goleiro. A bola sobrou para Ramon fora da área e o lateral esquerdo chutou sem chances para Navarro, fazendo Imperatriz 3x3.

No último lance do jogo, o Independiente ficou com o título. Gracián deu a saída de bola para Busse, que tocou mais à esquerda para Gandin. O camisa 9 driblou Triton e chutou. Charlie Brown engoliu um frango, deixando a bola passar entre ele e a trave e o Independiente chegou aos 4x3.

Destaque do jogo: Dario Gandin. O gol que marcou nos acréscimos deu o título à sua equipe. A movimentação durante o tempo em que esteve em campo infernizou a defesa rival.

INDEPENDIENTE CAMPEÃO DA SUPERCOPA FIFUBO 2012

O título simbólico coroa a temporada do Independiente de 3 anos atrás e empolga a equipe rumo ao Torneio Apertura desse ano. O vice presidente da FIFUBO, Ruben Paz, foi ao campo parabenizar os jogadores.

VASCO 1x1 DALLAS STARS

Continuando a rodada, iniciou-se a Copa 3 Corações com o jogo entre o campeão do ano anterior (Vasco) e o terceiro colocado (Dallas Stars). Do lado do Vasco, empolgação total para buscar o bi campeonato. Do lado do Dallas, a ordem era todos jogarem para Mike Modano. Além disso, a equipe estreava seus dois novos reforços. Armstrong (atacante norte americano) e Zayas Loyola (defensor cubano) vieram do Imperatriz para ajudar a aumentar o elenco da equipe do Texas.

O jogo em si foi de uma pobreza técnica só. Em início de temporada, as duas equipes mostraram total falta de ritmo e de técnica. O Vasco abriu o marcador aos 4 minutos, quando Edmundo cobrou escanteio para a entrada da área e Marcelinho dominou antes de olhar para o goleiro e deslocá-lo: Vasco 1x0.

Mas o lance da partida ocorreria aos 6 minutos. Após linda jogada na saída de bola, Mike Modano recebeu e invadiu a área. Carlos Germano o derrubou e Dula Rápio marcou pênalti. Tal qual Pelé em seu milésimo gol, Mike Modano cobrou à meia altura no canto esquerdo de um goleiro vascaíno, que se esticou todo e não alcançou: Dallas 1x1.

No intervalo, Antônio Lopes sacou Bruno Lazzaroni e Donizete por Nasa e Marques. Ken Hitchkok trocou Derian Hatcher e Bill Guerin por Zayas Loyola e Armstrong. Mas o resultado permaneceu igual, graças a um péssimo jogo de ambas as equipes.

Destaque do jogo: Mike Modano. A movimentação, as conclusões e o gol histórico fizeram do camisa 9 o melhor em campo.

NOTAS RÁPIDAS

  • O Imperatriz joga com o Dallas Stars primeiro e com o Vasco a seguir, neste domingo, para definir a Copa 3 Corações. Em caso de empate entre duas equipes, teremos um jogo extra no próximo final de semana, para definir o campeão. Se as três equipes empatarem, haverá um torneio de pênaltis tão logo acabe Imperatriz x Vasco, para definir o campeão. A tabela será a mesma do torneio.
  • O histórico milestone da rodada vai para Mike Modano. A cobrança de pênalti, nos moldes de Pelé no Maracanã, fez o camisa 9 do Dallas ser o primeiro da Era Profissional da FIFUBO a atingir a marca de 100 gols.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Bootecon 2015

O ano de 2015 já começou na FIFUBO! Neste sábado, o Imperatriz Arena foi o palco do Bootecon, o fórum de futebol de butaum da FIFUBO. Vejamos o que foi discutido na edição deste ano:

Fórum 1 - Estrutura da FIFUBO para 2015 – Palestrante: Batistuta (Presidente da Federação)
O presidente da FIFUBO, Batistuta, e o vice, Ruben Paz, abrem o Bootecon para a platéia de profissionais presentes ao Imperatriz Arena.
O presidente da FIFUBO abriu o evento, dando as boas vindas a todos os presentes e apresentando o calendário da FIFUBO para 2015: Janeiro: Copa 3 Corações e Torneio Início do Apertura; Fevereiro a Junho: Torneio Apertura; Junho/Julho: Copa Olé; Julho: Torneio Início do Clausura; Julho a Novembro: Torneio Clausura; Dezembro: Supercopa FIFUBO.

Batistuta também deu a notícia que todos esperavam: A partir da edição deste ano da Copa Olé, os 4 times brasileiros da federação (Bangu, CROL, Imperatriz e Vasco) estarão presentes. Disputarão a primeira fase contra os 4 piores times do Torneio Apertura. Os 4 melhores no mesmo torneio entrarão direto na segunda fase. Após isso, os 4 semifinalistas da edição deste ano da Copa Olé já entrarão na segunda fase da edição do ano seguinte.

Sr Alemanha apresenta para os presentes o relatório técnico da FIFUBO no ano anterior.
Fórum 2 – Relatório dos aspectos técnicos da FIFUBO em 2014 – Palestrante: Sr Alemanha (Diretor técnico da Federação)

Houve a leitura do relatório técnico dos jogos e das competições em 2014. As tendências notadas seriam debatidas mais tarde, em mesa própria.

Fórum 3 – Relatório dos aspectos disciplinares da FIFUBO em 2014 – Palestrante: Paraguaio (Auditor chefe do TJB)
Paraguaio apresenta aos membros do fórum o relatório dos aspectos disciplinares da FIFUBO em 2014

Houve a leitura do relatório das infrações e punições no ano anterior. As tendências seriam debatidas mais tarde, em mesa própria.

Fórum 4 – Discurso de representantes das equipes que não disputam as ligas – Palestrantes: Antônio Lopes (técnico do Vasco da Gama), Dircys (técnico do Imperatriz F.B.), Madrepérola (técnico do CROL), Buchanan’s Deluxe 14 (técnico do Bangu) e Ken Hitchcok (técnico do Dallas Stars)
Antonio Lopes, Dircys, Madrepérola. Buchanan's Deluxe 14 e Ken Hitchcok discursam para os presentes.
Houve a devolução da Copa 3 Corações, por parte do Vasco, à federação e discurso dos treinadores das equipes. Todos discutiram acerca da inatividade de suas equipes. Em 2014, o Vasco jogou apenas 3 partidas; o Imperatriz, 2; o Dallas Stars, 2. Bangu e CROL não atuaram em 2014. Chamou a atenção o discurso de Ken Hitchcok, uma vez que seu camisa 9, Mike Modano, é o maior artilheiro em atividade na FIFUBO (99 gols), mas não tem tido oportunidades de chegar à marca centenária.

Fórum 5 – Entrega de honraria a representantes do Achrilix e discurso de representantes de outras modalidades de futebol de botão – Palestrantes: Sr. Rússia (ex atleta), Azulino e Cinzento (membros do Botões Rogalls), Kaiser e Rubro Negro (atletas do Achrilix) e FIB (atleta do time da FIB)
Batistuta e Ruben Paz entregam um prêmio em homenagem ao Achrilix, para seus representantes, Kaiser e Rubro Negro.

Houve uma homenagem aos atletas do Achrilix, equipe que faz parte da FIFUBO em seus jogos externos (campeonatos contra outras pessoas). O Achrilix pertence a Pedro Carlos, mas a guarda de suas equipes está em poder da FIFUBO, por conta da falta de um local adequado para tal em sua residência. O Achrilix é membro fundador da FIFUBO, tendo participado de suas primeiras partidas e campeonatos. Receberam a homenagem, em nome da equipe, os atletas Kaiser e Rubro Negro.

Discurso de botões independentes
Houve um discurso dos atletas de outras modalidades de futebol de butaum (pastilha, dadinho, etc), onde houve o pedido para mais jogos destas modalidades. O presidente da FIFUBO recebeu a carta de recomendações dos atletas e prometeu espaço para que eles joguem suas partidas. Porém, o calendário apertado impede torneios oficiais que não sejam aqueles já definidos (Copas 3 Corações e Olé, Torneios Apertura e Clausura e Supercopa FIFUBO), mas isso não impede que os independentes organizem seus torneios (fora do calendário dos jogos) e o façam, mas sem a chancela oficial da FIFUBO.

 Final do evento – Mesas de debates
As 5 mesas de debates
Mesa dos treinadores (embaixo, à direita) – A mais concorrida. Contando com membros de comissão técnica dos times que disputarão os campeonatos da FIFUBO, além do diretor técnico da Federação (Sr. Alemanha) e o antigo diretor técnico da mesma (Valdir Espinoza), discutiu as novas tendências técnicas, táticas e físicas no futebol de botão da FIFUBO.

Mesa da arbitragem (embaixo, à esquerda) – Contando com os árbitros, seus auxiliares e os auditores do TJB, discutiu o aspecto disciplinar da FIFUBO, bem como as técnicas de abordagem dos mesmos.

Mesa da Família Buchanan’s (acima, à direita) – Contando com os membros desta que é a mais tradicional família na FIFUBO, partilhou histórias desta família nos campos e fora deles. Os Buchanan’s são uma família de auxiliares técnicos, mas dois deles (Deluxe e Deluxe 14) também se arriscam como treinadores, formando a comissão de treinadores do Bangu. O patriarca da família, Buchanan’s é um dos membros fundadores da FIFUBO e, desde os anos 90, é auxiliar técnico do Imperatriz.

Mesa da imprensa (acima, à esquerda) – Contando com os profissionais que trabalham na cobertura do dia a dia da FIFUBO, discutiu aspectos técnicos de sua área, bem como partilhou histórias.

Mesa da diretoria (acima, ao centro) – Contando com a direção da FIFUBO (presidente e vice), a comissão diretora do Imperatriz F.B. (presidente, vice e conselheiros), bem como os  botões independentes, partilhou histórias dos 25 anos da FIFUBO, que se completam em 2015, bem como discutiram formas de aproveitar ao máximo todos aqueles que participaram desta História.

domingo, 30 de novembro de 2014

Supercopa FIFUBO 2014 - Final - 30/11/2014

O tempo voltou a fechar. A ameaça constante de chuva, somada ao vento frio e forte, poderiam afastar o público do Itaquá Dome. Mas os 60 mil lugares foram ocupados igualmente pelos torcedores de Velez e Boca, que vieram acompanhar a grande final da Supercopa FIFUBO.

O Velez, campeão da Copa Olé, vinha empolgado após derrubar o River Plate na semifinal (5x3). O treinador, Tripa Seca, aplicou um nó tático no campeão do Clausura e tinha em mente uma nova ideia para aplicar um nó tático no campeão do Apertura e sair campeão da Supercopa.

O Velez foi a campo com 1. Sosa, 2. Peruzzi, 4. Sabia, 6. Sebá Dominguez, 3. Emiliano Papa; 5. Gago, 8. Claudio Hussain (c), 7. Romero, 11. Insua; 10. Dario Hussain, 9. Turco Assad. O treinador, Tripa Seca, auxiliado por Parraguez, levou para o banco 12. Lucas Pratto e 13. Cubero
O Boca, campeão do Torneio Apertura, vinha empolgado também por derrubar um gigante. A vitória sobre o Vasco mostrou que a torcida tem que ter paciência, pois vaiar desde o início só vai atrapalhar a concentração. A ideia é fazer o mesmo que contra o Vasco, minando as forças do adversário para procurar a vitória.

O Boca foi a campo com 1. Abbondanzieri, 4. Ibarra, 2. Escudero, 6. Schiavi, 3. Arruabarrena; 5. Serna (c), 8. Cagna, 11. Basualdo, 10. Riquelme; 19. Palacio, 9. Palermo. O treinador, Madeirite, auxiliado por Buchanan's Special Reserve 7, levou para o banco de reservas 7. Viatri, 12. Battaglia e 13. Guillermo Barros Schelloto.
VELEZ SARSFIELD 2x0 BOCA JUNIORS
O Velez à direita e o Boca à esquerda. A saída foi do Boca.
O jogo começou nervoso, com muita marcação e pouco espaço para jogar, típicos de uma final. Logo ficou clara a estratégia do Velez, de marcar forte e superpovoar o meio de campo, sem dar espaços para o Boca. Aos 3 minutos, Cagna tentou ir ao ataque e Romero lhe tomou a frente, roubando a bola. Cagna, então, fez falta no camisa 7. Romero cobrou para Claudio Hussain, que devolveu a Emiliano Papa atrás e saiu correndo pela esquerda. Papa avançou trazendo a bola para o meio e puxou a marcação. Com um toque, deu a Claudio Hussain livre na esquerda e o camisa 8 avançou, invadiu a área e chutou na saída de Abbondanzieri, fazendo Velez 1x0.

No intervalo, Tripa Seca tirou Romero e Dario Hussain para colocar Lucas Pratto e Cubero. Já Madeirite tirou Riquelme e Palácio e colocou Schelloto e Viatri.

A estratégia do Velez era clara. Não deixar o adversário jogar com uma marcação forte e tentar sair em contra ataques. O Boca se viu preso a essa armadilha e não conseguiu jogar.

Exemplo da marcação do Velez, em estilo Chapéu de Bruxa, impedindo o Boca de avançar.
O Boca se viu preso e o Velez tocou a bola para esperar o tempo passar. Aos 10 minutos, Cubero levou a bola para a lateral e os jogadores do Boca o cercaram para roubar a bola. Com um toque, Cubero tocou para Claudio Hussain, que entrou na área do Boca driblando, até ser derrubado por Abbondanzieri. Insua cobrou o pênalti no canto esquerdo, para onde o goleiro do Boca pulou, mas não chegou: Velez 2x0.

VELEZ SARSFIELD CAMPEÃO DA SUPERCOPA FIFUBO 2014

O título coroa o belíssimo trabalho feito por Tripa Seca para esta competição, pensando em estratégias jogo a jogo e conseguindo triunfar brilhantemente. O Velez ganha, com isso, a alcunha de Rei de Copas, que também pertence ao Racing, por encerrar o ano com o título das duas copas disputadas no ano (Olé e FIFUBO).

O capitão do Velez, Claudio Hussain, recebe o troféu das mãos do presidente da FIFUBO, Batistuta
Tripa Seca falou após o jogo: "Essa competição mostra uma nova tendência do futebol. Pensar jogo a jogo, estratégia personalizada. Estou muito orgulhoso de fazer parte dessa história. Disputar quatro competições, no ano de estreia, e ganhar dois títulos, é maravilhoso! Os jogadores estão de parabéns!"

Jogadores do Velez fazem a festa com as taças da Supercopa FIFUBO e da Copa Olé 2014
NOTAS RÁPIDAS

  • O ano de 2014 se encerra para a FIFUBO. No próximo final de semana, Independiente e Imperatriz decidirão o simbólico e estatístico título da Supercopa FIFUBO de 2012.
  • Federico Insua, do Velez, terminou como artilheiro da Supercopa FIFUBO, com 4 gols.
  • O jogo de hoje foi dedicado a Roberto Gomes Bolaños, que tantas alegrias deu a todos e nos fez rir quando não tínhamos motivos para tal. A FIFUBO agradece ao eterno Chaves, Chapolin, Chompiras e tantos outros por seu trabalho.

sábado, 29 de novembro de 2014

Supercopa FIFUBO - Semifinais - 29/11/2014

A frente fria começa a se afastar. Algumas nuvens ainda cobrem o Itaquá Dome e a temperatura está perfeita para o começo da Supercopa FIFUBO. O público compareceu em bom número ao estádio e foi brindado com duas partidas com muita emoção.

BOCA JUNIORS 4x3 VASCO DA GAMA

Campeão do Torneio Apertura, o Boca se credenciou em uma campanha onde ficou latente que sua torcida é a mais  impaciente de toda a FIFUBO. A torcida não apoiou o time e pressionou a diretoria a demitir o treinador, até o anúncio de que Madeirite iria comandar a equipe no segundo semestre ser feito com o campeonato ainda em andamento. Resultado: Paralelo levou o time à conquista do Apertura e Madeirite assumiu assim mesmo, demorando a dar uma cara à equipe e fazendo com que o Boca ficasse um bom tempo sem vencer. A campanha no Clausura foi pra lá de irregular e as duas derrotas no Superclássico foram a cereja do bolo para que a torcida voltasse a protestar. Mesmo assim, a diretoria garante Madeirite, pelo menos, até o final de 2015.

Campeão da Copa 3 Corações, o Vasco é um time temido. Até o ano passado, quando se formou a "argentinização" da Liga, a equipe dividia com o Imperatriz todos os títulos, conquistando um total de oito troféus até então. Mas a equipe só fez 2 jogos esse ano, justamente os dois da Copa 3 Corações em janeiro e, por isso, o ritmo de jogo poderia ser prejudicado.

Quando a bola rolou, ficou claro por quê o Vasco é tão temido. A equipe marcou em cima e saiu em contra ataques ordenados, com um toque de bola bonito e eficiente. Demorou apenas um minuto para encontrar as redes. Palácio foi ao ataque e adiantou demais a bola, sendo desarmado por Mauro Galvão. O capitão tocou para Bruno Lazaroni, que tocou a Petkovic mais à frente. O camisa 20 tabelou com Marcelinho, que lhe devolveu no meio da zaga, já dentro da área. Com um toque de extrema categoria, Petkovic mandou por cobertura na saída de Abbondanzieri e fez Vasco 1x0.

O gol assustou o Boca, pela rapidez com que o Vasco desarma a jogada do adversário e encontra as redes. Assim sendo, aos 2 minutos, o Boca errou novamente na saída. Cagna tentou driblar Leo Lima e perdeu a bola para o camisa 7, que passou a Marcelinho. Marcado por 3, o camisa 8 conseguiu um excelente passe para Petkovic, que pegou a defesa do Boca aberta. O camisa 20 invadiu a área e, desta vez, chutou rasteiro na saída de Abbondanzieri, fazendo Vasco 2x0.

O domínio do time carioca era impressionante, mas um erro pôs tudo a perder. Aos 4 minutos, em linda jogada coletiva, Donizete se atrapalhou na hora de concluir e fez falta tripla, sendo expulso. O esquema de Antonio Lopes foi desfeito e o Boca conseguiu se organizar. Adiantando a marcação, a equipe de La Boca conseguiu evitar a avalanche vascaína e começou a se soltar com seus laterais. Aos 9 minutos, o Boca descontou ao fazer uma blitz na área do Vasco, chutando inúmeras bolas para defesas de Carlos Germano e sucessivas cobranças de córner. Em uma delas, Basualdo cobrou e Ibarra cabeceou sem chances para o goleiro vascaíno, fazendo Boca 1x2.

No intervalo, Madeirite tirou Cagna e Palácio e colocou Battaglia e Guillermo Barros Schelloto. Já Antonio Lopes, percebendo que sua equipe perdia o meio de campo, reforçou a marcação. Tirou Tinho e Leo Lima e colocou Rogério Pinheiro e Beto.

As mudanças do Vasco não surtiram efeito e o Boca continuou melhor. Somado à isso, uma bela jogada ensaiada na saída de bola para o segundo tempo fez o jogo ficar empatado. Riquelme tocou para Basualdo e correu para a direita. Basualdo driblou para a esquerda e jogou a bola mais para a ponta, enquanto o Vasco esperava que ele fosse trazer para o meio. Arruabarrena surgiu como elemento surpresa, chutando de primeira e surpreendendo Carlos Germano, para fazer Boca 2x2 aos 13 segundos.

O Vasco não é um dos maiores vencedores da FIFUBO à toa. Mesmo na adversidade, a equipe consegue tirar um coelho da cartola. E foi assim aos 5 minutos, quando o Boca partia com tudo para o ataque. Rogério Pinheiro roubou a bola e tocou para Maricá, que jogou mais à frente para Petkovic. O sérvio viu Edmundo livre no meio e tocou e o camisa 10 ajeitou antes de chutar no ângulo de Abbondanzieri, fazendo Vasco 3x2.

O Boca não se acanhou e descontou na saída de bola. Riquelme fez o "toca y me voy" com Basualdo, recebeu na frente e chutou no ângulo de Carlos Germano, fazendo Boca 3x3, aos 6 minutos.

A partir daí, as duas equipes passaram a arriscar menos, pois um erro poderia ser fatal. Mas o Vasco tinha um jogador que atuou muito bem no primeiro tempo e errou tudo no segundo e seu nome é Bruno Lazaroni. O camisa 12 resolveu se arriscar no ataque e armar jogadas. Em apenas um lance, conseguiu irritar Edmundo, ao enfeitar e errar o passe 3 vezes seguidas. Na última delas, Serna roubou e tocou a Arruabarrena na esquerda. O lateral viu Palermo livre e lançou. O camisa 9 recebeu, invadiu a área e soltou a bomba na saída de Carlos Germano, para fazer Boca 4x3 aos 9 minutos.

Destaque do jogo: Martin Arruabarrena. O lateral esquerdo foi uma grata surpresa no nó tático aplicado por Madeirite. Apareceu no ataque armando jogadas e ainda fez um gol em linda jogada ensaiada.

RIVER PLATE 3x5 VELEZ SARSFIELD

Campeão invicto do Torneio Clausura, jogando futebol do mais alto quilate, o River é o grande nome dessa Supercopa. Invicto a 17 jogos, o time de Francescoli mostra como um verdadeiro campeão deve jogar. Intensidade, marcação forte e bom toque de bola são as marcas deste time.

Campeão da Copa Olé, o Velez vive uma temporada de decepções e surpresas. Último colocado no Torneio Apertura, o time demitiu Valdir Espinoza, contratando Tripa Seca para o seu lugar e, logo de cara, conquistou a Copa Olé, entrando como favorito para uma das 4 vagas no Clausura. Após um bom início, a equipe começou a cair no campeonato, mas se manteve no G4 até ser eliminado na última bola da temporada regular. Mesmo assim, o saldo é positivo e a esperança de um nó tático que derrube o invicto existia.

E o nó tático também existiu. O Velez deu a saída de bola e Insua tentou driblar Barrado, que deu um carrinho e mandou a bola para lateral. Na cobrança, o Velez fez a jogada conhecida como "lateral de rúgbi". Dario Hussain cobrou, Insua chamou a marcação e a bola foi para Lucas Romero mais atrás. O camisa 7 chutou de primeira e venceu Carrizzo para fazer Velez 1x0 logo aos 30 segundos.

O River não se incomodou com o gol, pois a partida estava só começando e havia muito tempo para a virada. Mas o nó tático não se resumiu a um lateral de rúgbi. A grande chave de mestre foi Lucas Romero, que foi o responsável pela marcação da última bola do River. E assim foi aos 4 minutos, quando o River cobrou o tiro de meta em sua jogada característica. Carrizzo deu a Gallardo no meio, que procurou Ortega na direita. O camisa 10 trouxe para o meio e passou a Trezeguet, mas Romero se antecipou e interceptou a bola, tocando a Insua no meio. O camisa 11 tocou mais à frente para Turco Assad, que pegou a defesa do River desprevenida e chutou cruzado na saída de Carrizzo, fazendo Velez 2x0.

1x0 não era preocupante, mas 2 já era demais. O River começou a apressar jogadas, para tentar descontar, mas o Velez era muito intenso, com marcação forte. Romero estava sempre no lugar certo para interceptar e a equipe saía jogando com toques curtos e rápidos. E foi assim que chegou ao terceiro gol, quando Romero desarmou Gallardo e tocou a Dario Hussain. O camisa 10 tabelou com Turco Assad, que tocou a Insua no meio. O camisa 11 chegou de surpresa e deslocou Carrizzo para fazer Velez 3x0 aos 7 minutos.

A essa altura do jogo, tudo o que o River queria era que o primeiro tempo acabasse, para Francescoli arrumar a casa. Mas o Velez continuou em cima, para matar o jogo logo e, no último minuto do primeiro tempo, transformou o drama milionário em goleada. Dario Hussain cobrou escanteio curto para Turco Assad e recebeu de volta já dentro da área, sem ângulo. Ele tentou driblar Carrizzo e foi derrubado. Insua cobrou o pênalti no canto esquerdo, Carrizzo foi para o direito e o Velez foi para o intervalo com 4x0.

No intervalo, Tripa Seca resolveu dar ritmo aos reservas. Tirou Peruzzi e Dario Hussain e colocou Cubero e Lucas Pratto. Já Francescoli teve que mudar a forma de jogar. Tirou Barrado e Gallardo e colocou Coudet e Funes Mori. Com isso, Ortega passaria a armar e Funes Mori iria para a ponta direita, se aproximando mais de Trezeguet. Além disso, a ordem era botar o pé na forma, uma vez que o River mandou 3 bolas na trave do Velez, que poderiam equilibrar melhor o jogo.

O River continuou errando muito. Afobado, sempre passava errado e tinha que correr atrás do Velez que, mesmo cansado, continuava jogando melhor. Assim foi aos 2 minutos, quando Coudet errou um passe e Berizzo teve que fazer falta em Lucas Pratto na ponta direita. Insua cobrou com curva. Carrizzo foi para um lado e, quando percebeu que a bola mudou de direção, não teve como voltar: Velez 5x0.

A partir daí, a torcida do River começou a deixar o estádio e a do Velez gritava "olé". O River passou a jogar de qualquer jeito e foi aí que encontrou as redes. Aos 5 minutos, Paz saiu do campo de defesa e foi avançando. Tocou a Ortega, que se atrapalhou e perdeu a bola. O próprio Paz recuperou, avançou pela ponta direita e chutou cruzado para vencer Sosa, fazendo River 1x5.

Aos 9 minutos, em nova jogada "bumba meu boi", o River voltou a marcar. Trezeguet foi desarmado por Gago, que foi desarmado por Coudet. O camisa 8 viu Funes Mori entrando na área e tocou por cima. O camisa 9 dominou com categoria e chutou na saída de Sosa, fazendo River 2x5.

Nos acréscimos, o Velez errou a saída de bola. Almeyda tocou a Buonanotte, que girou bonito em cima de Lucas Pratto e chutou de muito longe. A bola entrou no ângulo de Sosa e o River descontava para 3x5. Mesmo assim, a invencibilidade de 17 jogos caía por terra.

Destaque do jogo: Federico Insua. Com uma menção honrosíssima para Romero, pela sua função tática importantíssima, o hat trick do camisa 11 levou o Velez à inédita final da Supercopa FIFUBO.

NOTAS RÁPIDAS

  • Após os jogos, por sorteio ficou decidido que o jogo final será Velez x Boca, mas o campo é neutro. No intervalo, as equipes trocarão de lado.
  • O Velez luta pelo título inédito. Já o Boca luta por sua segunda conquista de Copa Olé, sendo a primeira em campo. A conquista de 2011 foi outorgada outro dia, quando se notou que só teve um campeonato naquele ano, vencido pelo Boca.
  • Os jogadores do Vasco reclamaram muito da ausência de jogos no ano. Contando com a semifinal da Copa Olé, a equipe jogou apenas 3 vezes em 2014 e o ritmo diminuiu bastante. Com isso, juntou-se a Imperatriz, Bangu e CROL para assinar uma petição, pedindo que as quatro equipes sejam incluídas na Copa Olé a partir de 2015. O resultado de tal deliberação será apresentado no Bootecon 2015, que ocorrerá em janeiro.
  • Três jogadores atingiram milestone na rodada. O gol que levou o seu time à final foi o de número 70 de Palermo com a camisa do Boca. Já Turco Assad chegou a 10 com a camisa do Velez, enquanto Insua ultrapassou os 20 gols com a mesma camisa, no hat trick anotado contra o River.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

All Star Game do Torneio Clausura 2014

Jogo no meio da semana, à tarde, com uma chuva caindo e prometendo ganhar força... o público não compareceu em bom número ao Itaquá Dome para prestigiar a apoteose do Torneio Clausura 2014, com o campeão do torneio (River Plate) e a seleção do campeonato, com reservas nos lugares dos jogadores do River eleitos.

RIVER PLATE 4x0 SELEÇÃO DO CLAUSURA

Campeão invicto, com 15 jogos, 13 vitórias e apenas 2 empates. Melhor ataque, melhor defesa, show de bola em quase todos os jogos, incluindo a final. O River estava nas nuvens para este confronto.

Os campeões do Torneio Clausura, posando com a taça antes da partida. A equipe do River foi a campo com 1. Carrizzo; 2. Ferrari, 3. Placente, 4. Paz, 6. Berizzo; 5. Almeyda (c), 19. Diego Armando Barrado, 11. Gallardo; 10. Ortega, 7. Trezeguet e 30. Buonanotte. O treinador Francescoli, auxiliado por Blue Steel, levou para o banco 8. Coudet (defesa) e 9. Funes Mori (ataque).
 A seleção do campeonato foi escolhida com base no número de indicações como melhor em campo dos jogadores, preservando as posições em um 4-4-2 losango, ou seja, um goleiro, 2 laterais (um direito e um esquerdo), 2 zagueiros (independente de lado), 1 volante de contenção, 2 volantes de movimentação, 1 armador e 2 atacantes (independente de lado ou posição). O treinador é o diretor técnico da FIFUBO, Sr. Alemanha. Caso houvesse empate entre jogadores da mesma posição em indicações para melhor do jogo, caberia ao Sr. Alemanha definir quem dentre eles é o eleito para a seleção do campeonato. Exemplo: para goleiro, 4 jogadores foram eleitos melhores em campo uma vez (Navarro, Islas, Carrizzo e Saja). Coube ao Sr. Alemanha escolher Saja como o melhor goleiro do campeonato.

A Seleção do Clausura 2014 formou com 1. Saja, 2. Angeleri (substituindo Pablo Ferrari), 6. Tuzzio, 4. Federico Fernandez, 3. Emiliano Papa (substituindo Berizzo); 5. Serna, 8. Claudio Hussain, 8. Martin Simeone, 10. Ruben Capria; 9. Daniel Cigogna (substituindo Trezeguet), 9. Palermo (c). O treinador, Sr Alemanha, não levou reservas, uma vez que o regulamento da FIFUBO diz que somente uma equipe pode ser formada. Palermo foi o capitão por ter sido o MVP do campeonato.
Tal qual no Apertura, o All Star Game foi um jogo desinteressante. O time das estrelas não se esforçou e o clima de pelada prevaleceu. Mas o River não ganhou o Clausura invicto à toa. É um time intenso do início ao fim e tinha como principal objetivo manter-se em forma para a Supercopa FIFUBO (que acontecerá neste final de semana).

Logo aos 3 minutos, Trezeguet fez um carnaval na defesa adversária, invadiu a área e perdeu o ângulo. Saja não quis saber e voou em cima do francês, derrubando-o. Pênalti que Ferrari cobrou no ângulo direito de Saja, que se esticou mas não alcançou: River 1x0.

O time das estrelas não despertou para a partida e continuou errando. No clima de pelada que se instaurou, a seleção do campeonato não guardava posição, abusava dos passes errados e abria espaços para contra ataques. Foi assim que, aos 6 minutos, Placente roubou bola de Martin Simeone e lançou Ferrari na direita. Com um toque de primeira, o camisa 2 deu no meio para Trezeguet, que invadiu a área sem ser incomodado e chutou de cobertura na saída de Saja: River 2x0.

O time de Nuñez estava monumental e manteve-se em cima. Aos 9 minutos, Papa cobrou lateral para Federico Fernandez no campo de defesa e o zagueiro cochilou. Gallardo se antecipou, roubou-lhe a bola e tocou a Trezeguet dentro da área. O camisa 7 chutou no ângulo direito de Saja, que nem se mexeu: River 3x0.

No intervalo, Francescoli resolveu fazer experiências. Tirou Almeyda e Trezeguet (que saiu aplaudido de pé) e colocou Coudet e Funes Mori. Ferrari passou a ser o capitão. Por não ter reservas, a seleção do campeonato não fez mudanças.

O jogo caiu um pouco de ritmo, mas o River continuou comandando. Chegou à goleada aos 5 minutos, quando Placente roubou bola de Ruben Capria e tocou para Ferrari na direita. O camisa 2 fez um lançamento magistral para Barrado na entrada da área. Com um drible de corpo, o camisa 19 se livrou de Serna e Tuzzio e chutou de pé esquerdo, sem chances para Saja: River 4x0.

Destaque do jogo: David Trezeguet. O camisa 7 jogou como se disputasse uma final de campeonato. Sofreu o penal do primeiro gol, marcou os dois seguintes e saiu no intervalo ovacionado.

NOTAS RÁPIDAS

  • As negociações para a aquisição do nono time argentino continuam. Até o meio de dezembro, tudo estará resolvido.
  • A Supercopa FIFUBO terá suas semifinais neste sábado e a final no domingo. O sorteio dos duelos será mais pro final da semana.

domingo, 23 de novembro de 2014

Torneio Clausura 2014 - Final - 23/11/2014

O domingo foi chuvoso, mas o público não quis ficar longe do Itaquá Dome, onde seria disputada a grande final do Torneio Clausura 2014. O campeonato, que começou em 19 de julho, encontrou seu ponto final aqui, com os dois primeiros colocados se enfrentando em jogo único, onde o vencedor ficaria com a taça. Em caso de empate, o campeão seria escolhido nos pênaltis. As duas equipes haviam se enfrentado duas vezes na temporada regular, com vitórias do River por 5x3 e 4x2.

Ao terminar a temporada em primeiro lugar, invicto, o River vinha como grande favorito. A equipe de Nuñez assumiu a liderança na quarta rodada e não largou mais, se classificando com algumas rodadas de antecedência. Terminou a fase de classificação em primeiro, com 38 pontos (12 vitórias e 2 empates), 53 gols marcados e 27 gols sofridos, tendo o melhor ataque e a melhor defesa da competição. Nas semifinais, atropelou o Independiente, vencendo os dois jogos (4x1 e 4x2), chegando à final com incríveis 14 vitórias e 2 empates em 16 jogos. De quebra, ainda tinha o vice-artilheiro da competição (Trezeguet, com 16 gols). Depois de jogar muito mal o Apertura, Francescoli mudou a equipe física, tática, técnica e mentalmente. Arrumou a casa e conseguiu uma incrível campanha até a final.
  
Jogadores do River formados antes da partida com 1. Carrizzo; 2. Ferrari, 3. Placente, 4. Paz, 6. Berizzo; 5. Almeyda (c), 19. Barrado, 11. Gallardo; 10. Ortega, 7. Trezeguet e 30. Buonanotte. O treinador é Francescoli e seu auxiliar é Blue Steel. No banco de reservas, 8. Coudet e 9. Funes Mori.
Ao terminar em segundo lugar na competição, com 28 pontos (8 vitórias, 4 empates e 2 derrotas), 45 gols marcados e 35 sofridos, o Racing vinha em posição inferior ao rival. Para piorar, Fariña havia sido expulso no jogo contra o Boca e cumpria suspensão aqui, deixando a equipe com apenas um atleta no banco. Nas semifinais, após massacrar o Boca no jogo de ida (5x0), administrou e perdeu no jogo de volta (2x3). Como trunfos, além do artilheiro do campeonato (Ruben Capria, com 20 gols), a equipe de Avellaneda vinha credenciada por ter vencido os dois Torneios Inícios do ano, sendo que o do Clausura foi com vitória sobre o River na final (2x0). O treinador Paralelo, que assumiu a equipe após o Apertura, mudou a cara da equipe e fez o Racing jogar como grande uma liga, campeonato que a equipe jamais havia conseguido sequer entrar no G4. Credenciado pelo título do Apertura, Paralelo ainda mostrou a seus jogadores que eles são capazes de jogar na adversidade, após vencerem a Copa Olé 2013 (com vitória de 5x0 sobre o Independiente na final), a Supercopa FIFUBO 2013 (com vitória nos pênaltis após empate em 4x4 com o River) e os Torneios Inícios do Apertura e do Clausura em 2014.

O Racing, formado antes da partida. A equipe veio a campo com 1. Saja; 2. Diego Capria, 4. Gamboa, 6. Pocchetino, 3. Enrique; 5. Quiroz, 7. Pelletieri, 8. Martin Simeone, 10. Ruben Capria (c); 9. Acosta, 11. Latorre. O treinador é Paralelo, auxiliado por Buchanan's Special Reserve 3, tendo apenas 13. Hauche no banco.

RIVER PLATE 5x2 RACING

Jogadores em campo, antes da bola rolar. A saída pertenceu ao Racing.

A bola rolou e o famoso nervosismo de se jogar uma final logo foi visto. As equipes arriscavam pouco, marcavam muito e tentavam encontrar espaços no campo. Nisso, a variação tática do River foi mais eficiente. Com os atacantes marcados, coube aos laterais Ferrari e Berizzo aparecerem na frente para tentar as jogadas. Outro nó tático bem aplicado por Francescoli foi Gallardo marcando Ruben Capria e Buonanotte marcando Acosta, anulando assim as jogadas do Racing. Coube a Barrado atuar na armação e o River começou a se soltar assim.

O Racing tinha muitas dificuldades, pois sempre que um jogador pegava a bola e levantava a cabeça, já tinha um do River em cima para roubar-lhe a bola e foi assim que surgiu o primeiro gol, aos 3 minutos. Pelletieri cobrou lateral para Ruben Capria próximo ao bico esquerdo da área do River. Quando o camisa 10 virou de costas para devolver a Pelletieri, Paz já havia se colocado entre eles e ficou com a bola, tocando a Almeyda para reiniciar o ataque. O camisa 5 tocou a Barrado, que buscou Ortega no campo de ataque. Pegando a defesa do Racing de calças curtas, o camisa 10 avançou, invadiu a área e tocou na saída de Saja, fazendo River 1x0.

O gol não mudou muito o panorama. O Racing tentou sair para empatar e ficou preso à forte e eficiente marcação do River. Aos 6 minutos, Ruben Capria recebeu uma bola esticada dentro da área, mas quando levantou a cabeça, Carrizzo já estava em cima. O goleiro conseguiu afastar para o meio, onde Almeyda abriu na direita para Ferrari. O camisa 2 lançou a Barrado na entrada da área, que viu Saja adiantado e mandou por cobertura: River 2x0.

O gol desesperou o Racing, que errou na saída de bola. Martin Simeone tentou fazer fila, mas Ferrari lhe roubou a bola e foi empurrado. O próprio Ferrari cobrou no meio para Barrado, que abriu a Ortega na direita. O camisa 10 tocou no meio para Trezeguet, que avançou em velocidade, driblou Quiroz e chutou na saída de Saja, fazendo River 3x0, aos 8 minutos.

A essa altura, o Racing estava perplexo e é assim que o River gosta de jogar. Aos 9, a equipe de Avellaneda errou a saída de bola novamente. Martin Simeone adiantou demais e Placente lhe roubou a bola, tocando a Almeyda. O camisa 5 tocou para Ferrari na direita e o camisa 2 procurou Barrado no meio. Com bom passe para a direita, Barrado tocou a Ortega, que deu lindo drible em Pocchetino e chutou cruzado, vencendo Saja e fazendo River 4x0.

No intervalo, com uma das mãos e metade dos dedos da outra na taça, Francescoli resolveu segurar o resultado. Tirou Gallardo e Buonanotte e colocou Coudet e Funes Mori. A intenção era redobrar a marcação em Ruben Capria e tocar a bola para o tempo passar. Perplexo e abatido, Paralelo tentou reorganizar o time. Tirou Acosta e colocou Hauche, mas o sentimento era de que 10 minutos era muito pouco tempo para marcar 4 gols contra o único invicto do campeonato.

O River diminuiu o ritmo e passou a tocar a bola e o Racing se aproveitou para ganhar terreno. Mas a marcação apertada lhes mostrava que não seria fácil encontrar o caminho das redes. Teria que ser um esforço coletivo para tal intento e isso ocorreu aos 3 minutos, quando Saja cobrou tiro de meta para Ruben Capria no meio. O camisa 10 recuou a Martin Simeone e correu para a direita. Hauche recebeu o lançamento de Simeone e deixou atrás para Ruben Capria. O camisa 10 chutou de pé esquerdo, a bola pegou uma curva e enganou Carrizzo: Racing 1x4.

A equipe de Avellaneda tentou se empolgar, mas o River apertou e mostrou que não ia deixar que isso acontecesse. E ainda forçava o erro do Racing, como o de Martin Simeone, que se afobou para tentar pegar a bola e fez falta dupla na entrada da própria área. Simeone recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso na sequência. Se pudesse piorar, piorava. Mas podia piorar! Almeyda cobrou falta no lado oposto ao da barreira e, quando Saja percebeu, o capitão do River já comemorava: River 5x1, aos 6 minutos.

A empolgação do River deu lugar a gritos de "olé" e "é campeão" e os jogadores se empolgaram com isso. Ortega tentou fazer um lançamento de efeito aos 8 minutos, pegou mal e a bola foi para trás, encontrando Hauche livre. O camisa 13 recebeu na entrada da área e chutou na saída de Carrizzo, fazendo Racing 2x5, mas era tarde.

RIVER PLATE CAMPEÃO DO TORNEIO CLAUSURA 2014

A goleada imposta ao oponente na final deu ao River o bicampeonato do Torneio Clausura (2013/14), desta vez de forma invicta, vindo a coroar o belo campeonato praticado pela equipe de Francescoli.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

Campeão - River Plate - 16 jogos, 14 vitórias, 2 empates, 0 derrota, 66 gols marcados, 32 gols sofridos
Vice-campeão - Racing - 9 vitórias, 4 empates, 4 derrotas, 54 gols marcados, 43 gols sofridos
3° Lugar - Boca Juniors - 7 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, 42 gols marcados, 38 gols sofridos
4° Lugar - Independiente - 5 vitórias, 5 empates, 6 derrotas, 50 gols marcados, 51 gols sofridos
5° Lugar - Velez Sarsfield - 5 vitórias, 4 empates, 5 derrotas, 46 gols marcados, 41 gols sofridos
6° Lugar - Huracán - 4 vitórias, 3 empates, 7 derrotas, 27 gols marcados, 39 gols sofridos
7° Lugar - Estudiantes - 2 vitórias, 2 empates, 10 derrotas, 30 gols marcados, 46 gols sofridos
8° Lugar - San Lorenzo - 2 vitórias, 1 empate, 11 derrotas, 27 gols marcados, 52 gols sofridos

ARTILHARIA

1° Ruben Capria (Racing) - 21 gols
2° David Trezeguet (River Plate) - 17 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors) e Leandro Gracián (Independiente) - 15 gols
5° Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 14 gols
6° Nestor Silvera (Independiente) e Martin Simeone (Racing) - 12 gols
8° Juan Roman Riquelme (Boca Juniors), Daniel Cigogna (Huracán) e Dario Hussain (Velez) - 10 gols
11° Funes Mori (River Plate) e Federico Insua (Velez) - 9 gols
13° Facundo Parra (Independiente), Pablo Ferrari (River Plate), Claudio Hussain (Velez) e Lucas Pratto (Velez) - 8 gols
18° Juan Sebastian Verón (Estudiantes), Hernan Fredes (Independiente), Ariel Ortega (River Plate) e Marcelo Gallardo (River Plate) - 7 gols
21° Diego Latorre (Racing) e Diego Buonanotte (River Plate) - 6 gols
23° Enzo Perez (Estudiantes), Gastón Fernandez (Estudiantes) e Acosta (Racing) - 5 gols
26° José Basualdo (Boca Juniors), Leandro Benítez (Estudiantes), Centurión (Huracán) e Fernando Gago (Velez) - 4 gols
30° Martin Arruabarrena (Boca Juniors), Mauro Boselli (Estudiantes), Mauro Milano (Huracán), Nicolás Minici (Huracán), Walter Busse (Independiente), Diego Capria (Racing), Diego Armando Barrado (River Plate), Eduardo Coudet (River Plate), Matias Almeyda (River Plate), Denis Stracqualursi (San Lorenzo), Ignácio Piatti (San Lorenzo), Emiliano Papa (Velez) e Turco Assad (Velez) - 3 gols
43° Lucas Viatri (Boca Juniors), Rodrigo Palacio (Boca Juniors), Leandro Desábato (Estudiantes), Lucas Villarruel (Huracán), Ruben Masantonio (Huracán), Dario Gandin (Independiente), Walter Acevedo (Independiente), Enrique (Racing), Hauche (Racing), Fariña (Racing), Eduardo Berizzo (River Plate), Luciatti (San Lorenzo) e Bordagaray (San Lorenzo) - 2 gols
56° Diego Cagna (Boca Juniors), Escudero (Boca Juniors), Guillermo Barros Schelloto (Boca Juniors), Ibarra (Boca Juniors), Serna (Boca Juniors), Abbondanzieri (Boca Juniors), Hernán Rodrigo Lopez (Estudiantes), Angeleri (Estudiantes), Mathias Sanchez (Estudiantes), Danelón (Huracán), Barrales (Huracán), Erramuspe (Huracán), Luciano Vella (Independiente), Pelletieri (Racing), Buffarini (San Lorenzo), Raul 'Pipa' Estevez (San Lorenzo), Juan Sabia (Velez) e Lucas Romero (Velez) - 1 gols
76° Schiavi (Boca Juniors), Battaglia (Boca Juniors), Federico Fernandez (Estudiantes), Andujar (Estudiantes), Marco Rojo (Estudiantes), Rodrigo Braña (Estudiantes), Alexis Ferrero (Huracán), Islas (Huracán), Barrientos (Huracán), Walter Ferrero (Huracán), Matheu (Independiente), Montenegro (Independiente), Tuzzio (Independiente), Navarro (Independiente), Mareque (Independiente), Quiroz (Racing), Gamboa (Racing), Pocchetino (Racing), Saja (Racing), Placente (River Plate), Paz (River Plate), Carrizzo (River Plate), Ameli (San Lorenzo), Tula (San Lorenzo), Tellechea (San Lorenzo), Erviti (San Lorenzo), Jonathan Ferrari (San Lorenzo), Migliore (San Lorenzo), Reynoso (San Lorenzo), Cubero (Velez), Peruzzi (Velez), Domingues (Velez), Sosa (Velez).

NOTAS RÁPIDAS

  • Com o título, o River Plate é o último time a garantir vaga na Supercopa FIFUBO, que acontecerá no próximo fim de semana. A equipe de Nuñez se junta a Vasco (campeão da Copa 3 Corações), Boca Juniors (campeão do Apertura) e Velez Sarsfield (campeão da Copa Olé). Um sorteio durante a semana definirá os confrontos nas semifinais.
  • No meio da semana ocorrerá o All Star Game do Torneio Clausura 2014. O River Plate enfrentará a seleção do campeonato, com reservas no lugar dos indicados do River Plate. Ao contrário do Apertura, a seleção do campeonato não terá reservas, apenas os 11 titulares.
  • Uma nova equipe se juntará à FIFUBO e jogará os campeonatos em 2015. Em breve, mais informações.
  • O milestone da rodada vai para David Trezeguet. Além de sair com o título do Clausura, o francês chegou a 50 gols com a camisa do River, ao marcar na final.
PREMIAÇÃO DO CAMPEONATO

Troféu Van Basten - Ruben Capria (Racing) leva o troféu de artilheiro, ao marcar 21 gols no campeonato.
Ruben Capria recebe de Mike Modano, maior artilheiro em atividade na FIFUBO (99 gols), o troféu Van Basten de artilheiro do campeonato, sendo seguido por David Trezeguet (River), Martin Palermo (Boca) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo). Gracián não pôde comparecer ao evento.
Troféu Brasil - Martin Palermo (Boca Juniors) foi eleito o MVP do campeonato, indicado como melhor em campo em 6 ocasiões.

Martin Palermo recebe do capitão do Imperatriz, Etcheverry, o troféu Brasil, de melhor jogador do campeonato.

Campeão - O River Plate se sagrou campeão do Torneio Clausura 2014, de forma invicta.

Mathias Almeyda, capitão do River Plate, recebe o troféu de campeão do Torneio Clausura 2014 das mãos de Batistuta (presidente da FIFUBO) e Ruben Paz (vice presidente da FIFUBO).
O River Plate também levou a premiação por ter o ataque mais positivo, a defesa menos vazada e por terminar em primeiro a temporada regular

Jogadores e comissão técnica do River Plate com o troféu do Torneio Clausura 2014
Vice-campeão - O Racing não levou troféu, mas seus jogadores recebem a medalha de prata pelo segundo lugar no campeonato.

Jogadores e comissão técnica do Racing, vice-campeão do Torneio Clausura 2014
E assim se encerra o Torneio Clausura 2014. A FIFUBO agradece a todos que leram as histórias neste blog e parabeniza o River Plate pelo bicampeonato do certame!

Jogadores do River Plate dão a volta olímpica após a conquista do Torneio Clausura 2014.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Torneio Clausura 2014 - Jogos de volta das semifinais - 17/11/2014

O sol forte que iluminou a segunda-feira trouxe também os jogos de volta das semifinais do Clausura 2014. O público compareceu em bom número, mesmo com os finalistas praticamente definidos.

RIVER PLATE 4x2 INDEPENDIENTE

Podendo perder por até 3 gols de diferença, coisa que jamais aconteceu neste campeonato (perder, principalmente!), o River já tinha os dois pés na final, restando apenas terminar de pisar com um dos calcanhares para ficar inteiro lá. Francescoli levou a campo os titulares, mas adiantou que iria colocar os reservas no segundo tempo, a fim de evitar lesões, suspensões e para dar ritmo. Do outro lado, o desânimo por, mais uma vez, morrer na praia. O Independiente lutou para estar nas semifinais e, logo de cara, tomou uma goleada que praticamente lhe tirou da final. Tirar a invencibilidade do River era a única coisa que lhes restava e Bayer também confirmou titulares, garantindo os reservas no intervalo. Nos três jogos neste Clausura, o River venceu por 5x3 e 4x1 e empatou em 4x4.

O jogo foi arrastado, bem ao nível de pelada. As duas equipes não tinham muito interesse em se esforçar e uma sucessão de erros de passe foi vista. Ao menos o Independiente abriu o marcador aos 4 minutos, quando Mareque avançou pela esquerda e lateralizou para Gracián. Com um corte, o camisa 19 se livrou de Ferrari e trouxe a bola para o pé direito, antes de chutar cruzado e fazer Independiente 1x0.

O jogo continuou amarrado, sem as duas equipes criarem. Mas, aos 6 minutos, Fredes derrubou Gallardo próximo à entrada da área. O próprio Gallardo cobrou com categoria e empatou para o River: 1x1.

O Independiente errou a saída e o River recuperou a bola. Gracián fez falta em Gallardo, que cobrou rápido para Ferrari na direita. O camisa 2 avançou e tocou em profundidade para Trezeguet, que tocou na saída de Navarro e fez River 2x1.

No intervalo, Francescoli tirou Barrado e Ortega e colocou Coudet e Funes Mori. Bayer, por sua vez, tirou Montenegro e Parra e colocou Acevedo e Gandin.

O River voltou melhor e logo tomou as rédeas da partida. Logo aos 3 minutos, Trezeguet puxou um contra ataque com extrema habilidade e driblou Navarro com facilidade. Ao goleiro só restou atropelar o camisa 7. Ferrari cobrou o pênalti no ângulo e Navarro não alcançou: River 3x1.

A partir daí, o Independiente desanimou e ficou esperando o jogo acabar. O River diminuiu o ritmo e tocou a bola, sob gritos de olé. Aos 6 minutos, após linda troca de passes, Buonanotte deixou Berizzo livre dentro da área e o camisa 6 não perdoou: River 4x1.

Os gritos de olé continuaram e o único que ainda tentou alguma coisa foi Silvera. Nos acréscimos, ele correu na roda de bobo, recuperou a bola, avançou e chutou de longe. Carrizzo fez golpe de vista e falhou: Independiente 2x4.

Destaque do jogo: David Trezeguet. Mesmo sem jogar bem, deixou sua marca e ainda sofreu um penal, que ajudou o time a ir à final e manter a invencibilidade.

RACING 2x3 BOCA JUNIORS

Se o River já tinha os dois pés na final, o Racing tinha os pés e o corpo inteiro. A vaga estava tão garantida, que Paralelo poupou Quiroz e Acosta, colocando Fariña e Hauche em seus lugares. Precisando vencer por 6 gols de diferença, o Boca também já tinha jogado a toalha. Madeirite sacou Cagna, Riquelme e Palácio, colocando Battaglia, Schelloto e Viatri. Nos 3 jogos neste Clausura, o Racing venceu por 4x2 e 5x0 e empatou em 2x2.

Se o jogo anterior foi arrastado, esse aqui foi mais ainda. Muitos erros de passe e desinteresse total. Mas até a displicência cobra o seu preço. Logo com um minuto, Saja tocou na bola fora da área, levando o cartão vermelho. No sorteio, Fariña foi o escolhido para sair em seu lugar, ficando de fora da final.

O Boca não aproveitou muito a vantagem, continuando a errar passes. Mesmo assim, o espaço deixado por Fariña era grandioso e foi assim que a equipe de Buenos Aires abriu o marcador. Aos 4 minutos, Palermo trocou de lugar com Arruabarrena e recebeu a bola no campo de defesa, tocando em profundidade para o camisa 3. Arruabarrena avançou e, da entrada da área, soltou a bomba para vencer Saja e fazer Boca 1x0.

O Racing acordou com o gol e logo chegou ao empate. Aos 6 minutos, os irmãos Capria fizeram uma linda tabela e foram até a entrada da área. Diego tocou para Ruben, que chutou rasteiro e sem chances para Abbondanzieri: Racing 1x1.

O jogo continuou amarrado, mas as jogadas de perigo foram mais numerosas. Aos 9 minutos, Arruabarrena foi ao fundo e cruzou. Palermo dominou com muita categoria, girou e chutou com perfeição, fazendo Boca 2x1.

Nos acréscimos, um erro de Serna levou o Boca para o intervalo com o empate. Ele foi dividir com Ruben Capria e não calculou bem, saindo da jogada e deixando o camisa 10 livre. Capria viu  Abbondanzieri adiantado e mandou por cobertura, com extrema categoria: Racing 2x2.

No intervalo, Paralelo recompôs a zaga. Trocou Latorre e Hauche por Acosta e Quiroz. Já Madeirite tirou Serna e Schelloto, colocando Cagna e Riquelme. Palermo passou a ser o capitão.

O Racing até voltou melhor, mas não conseguiu transformar a superioridade em gol. Melhor para o Boca que, aos 7 minutos, partiu para a vitória em boa jogada de Riquelme. Com um passe cheio de efeito, o camisa 10 tocou para Viatri, que se aproveitou da indecisão de Saja e tocou por cima, fazendo Boca 3x2.

Destaque do jogo: Martin Palermo. Em jogo desinteressante, a entrega do camisa 9 foi fundamental. Fez um gol, deu o passe para outro, armou e concluiu e ainda foi escolhido capitão do time quando Serna saiu, por sua liderança.

ARTILHARIA

1° Ruben Capria (Racing) - 20 gols
2° David Trezeguet (River Plate) - 16 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors) e Leandro Gracián (Independiente) - 15 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Com os resultados de hoje, River Plate e Racing decidirão o Torneio Clausura 2014 no próximo fim de semana, em jogo único. Por ter melhor campanha, o River será o mandante na decisão, mas esta será sua única vantagem. Em caso de empate, o campeão será conhecido nos pênaltis.
  • O MVP do campeonato será aquele que mais vezes tiver sido eleito o melhor em campo durante o campeonato e será premiado ao final do jogo decisivo. Até aqui, Martin Palermo é o favorito, por ter sido o melhor em campo em 6 ocasiões, mas David Trezeguet foi o destaque em 5 jogos e, se for o melhor da final, empatará com o artilheiro do Boca. Se isso acontecer, os treinadores das oito equipes, mais o presidente e o vice da FIFUBO (Batistuta e Ruben Paz) e o diretor do Grupo Olé (Jorge Mario Trasmonte) decidirão em votação secreta quem, dentre os dois, receberá o prêmio.
  • A FIFUBO corrigiu sua tabela de campeões dos Torneios Apertura e Clausura, Copas Olé e 3 Corações e Supercopa FIFUBO e descobriu que não houve campeão da Supercopa nos anos de 2010, 2011 e 2012 mesmo tendo havido ao menos uma competição finalizada naqueles anos.
  • Assim sendo, o Imperatriz (campeão dos Torneios Apertura e Clausura em 2010) e o Boca Juniors (campeão da Copa Olé em 2011) foram declarados campeões da Supercopa nos respectivos anos.
  • Já em 2012, o Imperatriz levou a Copa 3 Corações e o Independiente levou a Copa Olé, mas não houve jogo decisivo pela Supercopa. Assim sendo, ao término da Supercopa deste ano, as duas equipes se enfrentarão para definir o campeão daquela competição em 2012, sem levantar troféu, apenas colocando o nome na história.
  • Dois jogadores atingiram milestone na rodada. A cobrança perfeita de pênalti deu a Ferrari seu 20° gol com a camisa do River. Já o gol que finalizou a participação de sua equipe no Clausura 2014 foi o de número 50 de Silvera com a camisa do Independiente.