sábado, 23 de março de 2013

Copa Olé 2013

Retornando às atividades, parece que a FIFUBO vai engrenar de vez. O processo de "argentinação" está adiantado e até o mês de maio deverão chegar mais dois times (San Lorenzo e Estudiantes), para fazer o Torneio Clausura no segundo semestre, somente com times da Argentina.

Enquanto isso não acontece (e já que não teremos Apertura esse ano), a Copa Olé está de volta, para sua terceira edição. São 4 times jogando todos contra todos e aquele que fizer mais pontos é o campeão.  Se houver empate em pontos, os critérios de desempate são gols pró, gols contra e partida extra. Vamos aos jogos da primeira rodada, disputada neste sábado, 23/03/2013!

RIVER PLATE 5X3 RACING

Em campo duas equipes bem diferentes. O time do River, argolado, dava um tiro no escuro, mas vinha com favoritismo e empolgação, devido a estréia de seu mais novo centroavante:  David Trezeguet. Do outro lado, o Racing, fechado, era uma incógnita. Ninguém sabia como Madeirite ia armar a equipe e como ela se portaria em campo. Graças a técnicas avançadas de medicina, os jogadores do Racing passaram e ser "jogáveis" e reanimaram a FIFUBO com a possibilidade de haver campeonatos e equipes de ponta.

E o que se viu em campo foi que o River não tomou conhecimento do adversário. Logo aos 18 segundos, Gallardo foi lançado na área por Coudet e foi derrubado. Pênalti que Ferrari cobrou sem chances para Saja, fazendo River 1x0.

A partir daí, começou o show de Trezeguet. Aos 2 minutos, o camisa 7 recebeu da intermediária e resolveu arriscar. O chute, fraco, foi no cantinho e Saja falhou: River 2x0.

Aos 4 minutos, Gallardo cobrou escanteio na medida. Trezeguet subiu e cabeceou cruzado, sem chances para Saja: River 3x0.

O Racing não conseguia se organizar, era completamente dominado por uma avalanche millonaria. As poucas oportunidades saíam em tabelas de Martin Simeone e Ruben Capria, mas paravam nas mãos de Carrizo, que fazia grande partida. Ou na sorte do goleiro do River, como na cobrança de escanteio de Ruben Capria que tocou na trave, aos 7 minutos. Placente aliviou e a bola sobrou para Trezeguet, que tabelou com Ortega e recebeu na área para tirar Saja da jogada e completar seu hat-trick: River 4x0.

O Racing ainda teve a chance de se redimir aos 10 minutos, quando Martin Simeone foi derrubado na área por Carrizo. Ruben Capria cobrou no canto, mas o goleiro fez grande defesa, afastando a bola. Esta sobrou para Berizzo, que tocou a Coudet. O camisa 8 lançou Gallardo, que invadiu a área e deslocou Saja, que falhou novamente, fechando o primeiro tempo em inacreditáveis 5x0 para o River.

No intervalo, Francescoli pôs Diego Armando Barrado e Funes Mori nos lugares de Coudet e Trezeguet, para ambos serem aplaudidos pela torcida; Madeirite conversou bastante com os jogadores e tirou Quiroz e Latorre (dois perdidos) para colocar Farina e Hauche.

E o jogo mudou completamente. O River passou a tocar a bola, meter o pé no freio e se poupar para a próxima rodada. O Racing caiu dentro, para diminuir ao máximo a distância para o adversário e não ser eliminado precocemente do torneio.

Quando o primeiro tiro de meta da partida foi concedido ao Racing, aos 3 minutos, a equipe de Avellaneda pôde, enfim, se arrumar em campo. E aí ficou latente como a equipe pode se jogar daqui para a frente. Saja cobrou tiro de meta procurando Ruben Capria no meio de campo. O camisa 10 trouxe para a direita e procurou Acosta. O camisa 9 recebeu, tirou Barrado da jogada e chutou para vencer Carrizo: Racing 1x5.

Novamente um tiro de meta, aos 6 minutos, desta vez para o River. A cobrança foi feita e Martin Simeone recuperou, tocando para Ruben Capria. Novamente, o camisa 10 conseguiu enfiar para Acosta, que invadiu a área e tirou Carrizo da jogada: Racing 2x5.

Aos 9, o Racing encontrou as redes novamente. Martin Simeone reiniciou ataque pela esquerda e, da intermediária de defesa, lançou uma bola milimétrica para Acosta invadir a área e tirar Carrizo novamente, fazendo seu hat-trick e dando números finais ao confronto: Racing 3x5 River.

O jogo mostrou que o River tem um potencial enorme. A presença de Trezeguet no comando de ataque é um indicativo de que o time de Nuñez é favorito a todos os títulos que disputa. Jogam com uma intensidade incrível e dispõem de peças de reposição à altura. Destaque para Trezeguet (autor de 3gols), Coudet (um gigante no meio de campo) e Carrizo (o melhor em campo, mesmo sofrendo 3 gols).

Já o Racing ainda tem trabalho pela frente, mas mostrou que pode ir longe. Destaque para Martin Simeone (que é um excelente apoio na armação) e Ruben Capria (o dono do time), além de Acosta, que foi muito bem marcado no primeiro tempo e se soltou no segundo, mostrando o que um homem-gol faz. Madeirite tem trabalho, mas já mostrou que sabe contornar as adversidades.

BOCA JUNIORS 2X3 INDEPENDIENTE

O segundo jogo colocava frente a frente os campeões de 2011 contra os atuais campeões da Copa Olé. Do lado do Boca, o novo treinador Paralelo demonstrava receio por enfrentar os atuais campeões, mesmo dispondo de jogadores de nível internacional. Do lado do Independiente, o treinador Bayer demonstrava receio diante da reação do Racing (seus eternos rivais) no jogo anterior. Ainda pesava contra a equipe de Avellaneda a tristeza por saber que o auxiliar Cristaldo se despede dos jogadores nesta Copa, indo para o Estudiantes para o Clausura.

E foi o Boca quem saiu na frente, logo aos 3 minutos. Facundo Parra fez falta em Arruabarrena, no campo de defesa. O lateral cobrou rápido para Riquelme, que avançou pelo meio e, mesmo caído, tocou para Cagna. O volante avançou, invadiu a área e tirou Hilário Navarro da jogada, fazendo Boca 1x0.

A equipe de La Boca nem teve tempo de comemorar, pois o Independiente empatou na saída. Gracian recebeu de Fredes, girou e enganou todo mundo, com um belo chute de longe para vencer Abbondanzieri: Independiente 1x1.

A partir daí, o que se viu foi o Independiente partindo para cima, massacrando, e o Boca tentando sair em contra-ataques, acuado. O jogo do Independiente funcionou, mas parava na excelente atuação do goleiro do Boca. Já os comandados de Paralelo não conseguiam encaixar os contra-ataques, torcendo para o primeiro tempo se encerrar.

No intervalo, Paralelo trocou Serna, Palacio e Palermo (3 inúteis) por Battaglia, Guillermo Barros Schelloto e Viatri, fazendo um seis por meia dúzia. Bayer tirou Matheu e Parra e pôs Acevedo e Gandin, sinalizando que ia partir para cima com tudo.

E foi isso que aconteceu, mas o jogo melhorou bastante. O Independiente continuava massacrando, em cima, e o Boca conseguia encaixar contra-ataques pra lá de perigosos. O jogo só começou a ser decidido aos 7 minutos, quando Tuzzio saiu da defesa e encontrou campo livre. Ele avançou pelo meio e chutou rasteiro, forte e se chances para Abbondanzieri, fazendo seu primeiro gol com a camisa do Independiente: 2x1.

Aos 9, Battaglia disputou com Silvera e fez falta no camisa 11. Gracian cobrou com maestria, no ângulo, e deu uma vantagem maior ao Independiente: 3x1.

O Boca se desesperou e conseguiu descontar na saída de bola. Riquelme tocou para Cagna e pediu na frente, chutando cruzado e forte para vencer Navarro e fazer Boca 2x3, mas era tarde demais.

Do lado do Boca, muitas críticas ao sistema de jogo covarde de Paralelo. Os contra-ataques não funcionaram com jogadores pesados e as mudanças não surtiram efeito, pois Palermo saiu justamente quando Schelloto entrou. Do lado do Independiente, só elogios à forma como a equipe jogou compacta e saiu organizadamente, pressionando o adversário e vencendo com extrema justiça.

Neste domingo, Racing e Boca fazem o jogo da redenção, enquanto que River e Independiente jogam para praticamente decidir o título.

O San Lorenzo já está encomendado e o Estudiantes deve sê-lo até abril. Com isso, o  Clausura terá 6 equipes, com previsão de 7 ou até 8, se as condições favorecerem as chegadas de Velez e Argentinos. Assim que houver uma definição, nova postagem será feita, com a apresentação das equipes e a forma de disputa do campeonato. A FIFUBO argentinizou e veio para detonar em 2013!

domingo, 16 de setembro de 2012

Copa 27 - Finais e despedida

Neste domingo, 16/09/2012, uma rodada tripla decidiu a colocação final da Copa 27. De quebra, foi a última vez que a Estrada de Itacoatiara 333 viu uma partida de futebol de botão. No próximo sábado, estarei me casando e mudando e, por isso, o domingo foi de despedidas. Vamos começar pelos jogos.

AD NITERÓI 1x3 IMPERATRIZ
Começamos pela disputa do quinto lugar. O ADN empatou com o Byron (1x1) e perdeu para o Rio Cricket (2x4) e vinha para o jogo pensando em preparar o time para futuras competições. A equipe entrou em campo com 1. Khan; 2. Flávio, 3. Manoelzinho, 4. Jorge Luis, 6. Kleber; 5. Zé Ricardo, 8. Dejair, 11. Carango, 10.  Bismarck (c); 9. Tuca, 7. Hernande.

O Imperatriz, de campanha decepcionante - perdeu para Figueira (1x2) e Canto do Rio (1x3) - passa por reformulação.

Após reparar que os jogadores que defendiam sua equipe no campeonato não tinham condições de acompanhar o tipo de botões utilizados pelas outras equipes, o treinador Dircys se reuniu com a diretoria e traçou um perfil da equipe que pretende levar a campo daqui para a frente. A base (99%) é vascaína. Porém, somente 6 jogadores já foram contratados. São eles o zagueiro Anderson Martins, o lateral esquerdo Edu Pina, os meiocampistas Nilton (que será o capitão) e Jeferson e os atacantes Eder Luis e Alecsandro. Como o treinador já tinha adiantado que ia colocar os reservas que não tinham entrado em campo, ele resolveu completá-los no time dos novos contratados.

Assim, a equipe foi a campo com 1. Americano; 4. Brasileiro, 3. Aremithas Saudita, 25. Anderson Martins, 2. Edu Pina; 5. Nilton (c), 31. Ronald de Boer, 11. Jeferson; 7. Eder Luis, 9. Alecsandro, 21. Romário.

Equipes posicionadas. À esquerda, o AD Niterói; à direita e com a saída de bola, o Imperatriz

Assim sendo, a bola rolou e logo nos primeiros toques já ficou claro que os novos contratados do Imperatriz darão um caldo. Jeferson rolou uma bola belíssima para Alecsandro, que chutou por cima.

O Imperatriz continuou dominando e encontrou seu gol na sequência. Zé Ricardo tentou alcançar a bola que Khan lhe rolou e derrubou Alecsandro. Jeferson cobrou a falta com perfeição, encobrindo a barreira e fazendo Imperatriz 1x0, logo a 1 minuto.

O gol desnorteou o ADN e fez o Imperatriz dominar a partida. Desperdiçando chances com Alecsandro, Romário e Anderson Martins (que apóia o ataque com perfeição), o Imperatriz mostrava que o segundo gol era questão de tempo. E assim foi: aos 4 minutos, Brasileiro cobrou lateral para Eder Luis, que fez igual a Euller, trazendo a bola para o meio e chutando por cobertura. O treinador, Dircys, aplaudiu entusiasmado ao ver que o legado Euller continuará.

O Imperatriz continuou dominando, mas levou um gol aos 9 minutos. Carango recebeu de Flávio, avançou pelo buraco deixado por Anderson Martins e chutou forte da entrada da área: 1x2.

No intervalo, o ADN trocou Dejair por Dodoquinha; Imperatriz trocou Ronald de Boer e Romário por Allan Delon e Basílio.

E assim o jogo foi rolando, sem maiores surpresas. O ADN não conseguia organizar jogadas de perigo e o Imperatriz administrava, tocando a bola. Mesmo assim, aos 7 minutos, confirmou o quinto lugar, quando Jeferson rolou para Alecsandro chutar de primeira dentro da área e tirar Khan da jogada: 3x1.

FIGUEIRA 4x1 RIO CRICKET
O jogo seguinte foi a disputa de terceiro e quarto lugares. O Figueira, perdeu para Canto do Rio (1x2) e venceu o Imperatriz (2x1) no grupo B, caindo nas semifinais ante o Byron (0x2). A equipe entrava em campo determinada a vencer e acabar com a síndrome de quarta força. Para o jogo, Seu Pinheiro mandou a campo a seguinte escalação: 1. Quase Nada; 2. Lamparina, 3. Dondinho, 4. Meio Copo (c), 6. Esquerdinha; 5. Cabo Frio, 8. Taíco, 10. Canelinha, 9. Carlos; 7. Naldinho, 11. Zequinha.

Já o Rio Cricket, no grupo A, perdeu para o Byron (1x2) e venceu o AD Niterói (4x2), caindo vergonhosamente ante o Canto do Rio nas semifinais (0x5). A equipe, com problemas internos, tentava se firmar e acabar com as brigas. Para isso, Tripa Seca mandou a campo a seguinte equipe: 1. Capa Preta; 2. Valdetário, 3. Jair Marinho, 4. Catinga, 6. Daniel; 5. Celinho, 8. Zanata, 9. Fábio Augusto, 10. Eduardo Cachaça; 7. Luisinho Lemos (c), 11. Caio Cambalhota.

À esquerda, o Figueira; à direita e com a saída de bola, o Rio Cricket
A bola nem bem rolou e o Rio Cricket já abriu o marcador. Fabio Augusto entrou na área com a bola dominada e foi derrubado por Quase Nada. Pênalti que Luisinho Lemos cobrou com cavadinha e fez Rio Cricket 1x0.

O Figueira tomou um susto, mas foi se arrumando em campo. Com um esquema de jogo em que os dois atacantes jogam abertos pelas pontas e os armadores procuram o jogo pelas laterais, tiveram dificuldades para fazer a bola chegar lá. Mas quando conseguiram... aos 3 minutos, Canelinha tocou para Carlos, que fez belo passe em profundidade para Naldinho. O camisa 7 entrou na area e tocou na saída de Capa Preta, que engoliu um frango:1x1.

No intervalo, Seu Pinheiro tirou Esquerdinha e Taíco e colocou Natalino e Zezinho; já o Rio Cricket mudou com Valdetário e Catinga dando lugar a Sodré e Nico. Fábio Augusto ia para a lateral direita e Nico ia para a armação.

A mudança que fez resultado foi a do Figueira, que passou a dominar o jogo. A virada veio aos 3 minutos, em lance polêmico. Zequinha entrou pela direita e chutou. Capa Preta se atrapalhou e tirou a bola de dentro do gol, confirmado pelo árbitro Juan Carlos Loustau: Figueira 2x1. Os jogadores do Rio Cricket cercaram o árbitro, mas a polícia rapidamente isolou o tumulto.

A reclamação aumentou o nervosismo do Rio Cricket e diminuiu a qualidade no toque de bola. Aos 6 minutos, após errar um passe, o time viu o Figueira chegar ao terceiro gol. Dondinho tocou para Naldinho, que trouxe da  ponta para o meio e chutou fraco. Capa Preta engoliu outro frango e a distância aumentou: 3x1.

O Rio Cricket teve a oportunidade de descontar aos 8 minutos, quando Quase Nada derrubou Caio Cambalhota na área, mas Luisinho Lemos cobrou o penal para fora, isolando por cima do gol. O castigo veio no minuto seguinte, quando um contra-ataque de Canelinha encontrou Naldinho livre na área para tirar o goleiro e dar números finais ao confronto: 4x1.

CANTO DO RIO 2x2 BYRON
E chegamos à grande final! Donos do melhor futebol, Canto do Rio e Byron apenas fizeram justiça chegando na decisão do torneio.
O Canto do Rio, que venceu todos os seus jogos - 2x1 no Figueira, 3x1 no Imperatriz e 5x0 no Rio Cricket - vinha a campo a fim de confirmar a condição de gigante do futebol niteroiense. Para tal, a equipe formou com 1. Sidimar; 2. Márcio, 3. Alcides, 4. Fernando (c), 6. Lilico; 5. Arquibaldo, 7. Quirino, 8. Dionísio, 10. Leanderson; 9. Geraldino Neto, 11. Dondom IV.

O Byron, também de campanha invicta - 2x1 no Rio Cricket, 1x1 com o AD Niterói e 2x0 no Figueira - veio com a proposta de mostrar que também é grande no município e, com uma aplicação tática e marcação fortes, queria surpreender o favorito. O time foi a campo com 1. Higuita; 2. Calcinha, 3. Talhadeira (c), 4. Bomba, 6. Orlando; 5. Valter, 8. Jorge, 7. Almir, 10. Miguel; 9. Gonçalo, 11. Toninho.

À esquerda, o Canto do Rio; à direita, com a saída de bola, o Byron.
Quando a bola rolou, o  Byron tomou a iniciativa. Logo a um minuto, Jorge lançou Gonçalo dentro da área, mas o centroavante perdeu a chance. O Canto do Rio ficou preso á marcação dos jogadores do Byron e não conseguiu passar do meio de campo.

Aos 2 minutos, a justiça se fez no placar. Miguel recebeu no meio e tocou para Gonçalo. Arquibaldo veio na marcação e levou desmoralizante drible. Com isso, Gonçalo entrou na área e chutou alto na saída de Sidimar: Byron 1x0.

O Byron continuou dominando. Leanderson era marcado por Miguel e não conseguia municiar Geraldino Neto e Dondom IV. Mas, aos 9 minutos, um lance poderia ter mudado o destino da partida. Dondom IV invadiu a área, tentou driblar Higuita, mas foi derrubado. Geraldino Neto cobrou o penal, mas mandou na trave e o primeiro tempo terminou com Byron 1x0.

No intervalo, o Byron colocou Didi e Padrone nos lugares de Calcinha e Toninho. O Canto do Rio mudou também: saíram Dionísio e Alcides, entraram Mozart e Serafim.

O Byron continuou dominando, mas o Canto do Rio surpreendeu aos 4 minutos. Na única vez em que teve liberdade para trabalhar, Leanderson avançou livre pelo meio e tocou para Geraldino Neto invadir a área e tirar Higuita da jogada: 1x1.

O gol não dava justiça ao que acontecia em campo, tamanha a superioridade do Byron, mas dava justiça ao que as equipes fizeram no campeonato. Como o campeonato era decidido naquele campo, a justiça teve que se refazer. Aos 7 minutos, Jorge tocou para Gonçalo, que inverteu o jogo e encontrou Padrone livre na esquerda. O camisa 19 invadiu a área e chutou forte para vencer Sidimar e fazer Byron 2x1.

Quando os jogadores do Byron já pediam o fim do jogo para celebrar o título, o Canto do Rio tirou um coelho da cartola. No último lance do jogo, já nos acréscimos, Serafim passou do meio de campo e chutou forte. A bola foi rasteira e entrou no cantinho do goleiro Higuita, dando números finais ao jogo: 2x2. Com isso, a partida teria que ser disputada nos pênaltis.

Do lado do Canto do Rio, Geraldino Neto e Quirino mandaram nas mãos de Higuita, com Dondom IV e Fernando convertendo suas cobranças; do lado do Byron, Gonçalo cobrou na trave e Miguel bateu para uma defesaça de Sidimar; com Jorge e Bomba fazendo os gols. Na quinta e última série de cobranças, Almir converteu para o Byron e Leanderson isolou a última cobrança do jogo, dando a vitória e o título para o Byron.

BYRON CAMPEÃO DA COPA 27
Os jogadores celebraram muito a conquista da Copa 27, mesmo sem uma taça para celebrar (era um torneio simbólico), enquanto que os do Canto do Rio lamentavam o azar nas cobranças penais. Naldinho, do Figueira, foi o artilheiro do torneio com 5 gols.

DESPEDIDA DO ITAQUÁ DOME
O título é meio sensacionalista. Na verdade, a despedida é do local onde fica o Itaquá Dome. O endereço da Estrada de Itacoatiara 333 não receberá mais jogos de futebol de botão, mas o Itaquá Dome e o Imperatriz Arena continuarão recebendo partidas de futebol de botão e Subbuteo, no novo endereço: Rua das Rosas 16.

E emoção é grande, pois são 22 anos de histórias, partidas e momentos memoráveis. Dos 27 anos que vivi nesta casa, 22 foram jogando botão. Começou em 1990, quando Vasco e Seleção Brasileira fizeram a primeira partida no antigo Estádio Estrelão. Desde então, os anos foram passando e as partidas foram despertando o público. Os botões panelinha, de camisa, de papelaria, de loja, resinados, argolados e feitos em casa desfilaram nos estádios, no chão, na mesa nua, empurrando as bolinhas de disco, dadinho e feltro para as traves de plástico, filó e arame. O que era uma brincadeira de criança evoluiu para passatempo e "esporte oficial".

Para finalizar este processo, foram chamados os 4 botões mais antigos, todos do Imperatriz: os beques São Paulo e Quiñonez e os atacantes Bolinha de Ouro e Brasil. Nesta ordem, cada um fez um gol, cabendo a Brasil (eterno capitão e presidente do Imperatriz FB) a honra de marcar o último gol do futebol de botão neste endereço.

Após isso, o estádio foi fechado e aguarda para ser transportado ao novo endereço onde, espero, ainda receberá muitas e muitas partidas.

Aqui fica meu muito obrigado, de coração, aos meus pais, irmão e amigos que me ajudaram a fazer deste cantinho o melhor local para a prática do futebol de botão.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Copa 27 - Semifinais

Nesta segunda-feira foram disputadas as semifinais da Copa 27, com dois jogos que nos fazem crer que Niterói tem duas equipes começando a despontar como favoritas. Vamos ver os resultados!

BYRON 2x0 FIGUEIRA
O Byron chegava como líder do grupo A, mas sem empolgar ainda. Uma vitória e um empate, 3 gols marcados... já o Figueira vinha empolgado pela vitória sobre o Imperatriz, que evidenciava a evolução da equipe. Os gols saíram só no segundo tempo e já no final da partida.

Aos 7 minutos, Quase Nada cobrou errado um tiro de meta, que caiu aos pés de Miguel. O camisa 10 do Byron avançou pelo meio e chutou rasteiro, para vencer o goleiro que voltava desesperado à sua meta: Byron 1x0.

O Figueira se lançou ao ataque e desperdiçou várias chances, sendo castigado aos 9 minutos, em um belo contra-ataque. Jorge tocou para Padrone na esquerda, que inverteu o jogo para Gonçalo. O camisa 9 invadiu a área e tirou Quase Nada da jogada, fazendo Byron 2x0 e levando o cruzmaltino do Barreto à final;

CANTO DO RIO 5x0 RIO CRICKET
O jogo colocava frente a frente duas equipes muito parecidas. O Canto do Rio é o gigante da cidade e o único que ganhou seus dois jogos com autoridade, mas o Rio Cricket é a equipe dos ex jogadores profissionais e vinha de vitória em cima do maior rival do Canto do Rio (AD Niterói), com muita moral por fazer o maior resultado do campeonato.

Só que todo o equilíbrio se desfez com apenas um minuto de jogo. Quirino avançou pelo meio, tabelou com Geraldino Neto e inverteu a bola com precisão cirúrgica para Dondom IV, que entrou livre na área e chutou para fazer Canto do Rio 1x0.

O Rio Cricket não acertava nada. Eduardo Cachaça e Fabio Augusto não armavam, Luisinho Lemos e Caio Cambalhota não se moviam e Jair Marinho entregava tudo na defesa. O Canto do Rio, por outro lado, avançava com perigo.

O segundo gol saiu quando Quirino avançou sozinho pelo meio, sem ninguém a marcá-lo e, da entrada da área, fez Canto do Rio 2x0, aos 6 minutos. Quirino fazia bem a função que Leanderson não desempenhava até então...

Antes do intervalo, ainda teve tempo para mais um. Fernando saiu da defesa com a bola dominada, ninguém veio atrapalhá-lo. Ele chutou da intermediária e acertou o canto de Capa Preta para fazer Canto do Rio 3x0, aos 10 minutos.

No intervalo, o Canto do Rio trocou Arquibaldo e Dondom IV por Serafim e Mozart. No desespero, o Rio Cricket trocou Valdetário e Celinho por Sodré e Nico.

O fato é que o Canto do Rio continuou dominando o jogo sem nenhum incômodo de um Rio Cricket sem organização nenhuma. O quarto gol saiu aos 4 minutos, quando Mozart recebeu de Leanderson na esquerda e chutou cruzado para fazer 4x0.

O caixão recebeu seu último prego aos 7 minutos, quando Lilico chutou de muito longe e Capa Preta aceitou, num frangaço. O Canto do Rio goleou e chegou à final.

Agora, a disputa do quinto lugar será entre AD Niterói e Imperatriz, a disputa do terceiro lugar é entre Figueira e Rio Cricket e a final é entre Canto do Rio e Byron.

domingo, 9 de setembro de 2012

Copa 27 - Segunda e terceira rodadas

No sábado não houve condições para a realização da segunda rodada da Copa 27, de maneira que este domingo foi uma overdose de futebol de botão, com 4 partidas e o fim da fase de classificação. Vamos aos jogos!

BYRON 1x1 AD NITERÓI
O Byron precisava de um empate para garantir a classificação, após vencer o Rio Cricket na estréia (2x1) e tinha, em tese, uma partida fácil. Apesar de contar com ex jogadores (onde pontificam nomes como Bismarck, Jorge Luis, Hernande e Zé Ricardo), o AD Niterói fazia o seu primeiro jogo e esperava-se um efeito parecido com o do Rio Cricket em sua estréia.

O Byron começou mostrando mais entrosamento e vontade, enquanto que o AD Niterói demorou a entrar no jogo. O primeiro tempo foi uma pelada, pois as equipes logo se desorganizaram e partiram para a tática do bunda lelê. Assim, aos 8 minutos do primeiro tempo, o zagueiro do ADN Manoelzinho se arriscou no ataque, invadiu a área e chutou forte na saída do goleiro para fazer AD Niterói 1x0.

No intervalo, o Byron trocou Valter e Gonçalo por Didi e Padrone, enquanto o AD Niterói trocou o lateral esquerdo Kleber por Dodoquinha.

O AD Niterói melhorou e passou a dominar o jogo, perdendo grandes chances. Foi um festival de bolas na trave de ambos os lados até que o sumido Jorge empatou a partida aos 9 minutos, quando recebeu sua primeira bola no jogo, tabelou com Miguel e chutou no ângulo do goleiro Khan, dando números finais à partida.

FIGUEIRA 2x1 IMPERATRIZ
 O segundo jogo era prova de fogo para o Figueira, derrotado pelo Canto do Rio na estréia (1x2). Caso perdesse, estaria eliminado. Se empatasse, teria que torcer para o Imperatriz não derrotar o Canto do Rio na última rodada. Já o alviverde de Itacoatiara estreava no torneio esperando uma boa participação de seu ponta direita Euller.

Porém, o que se viu foi um Imperatriz acuado, que não conseguia trocar 3 passes seguidos. O Figueira dominou as ações com uma marcação forte do volante Cabo Frio e uma boa armação do camisa 9 Carlos e encontrou seu gol quando Lamparina lançou Naldinho na ponta direita. O camisa 7 avançou pela ponta e chutou rasteiro, contando com a falha do goleiro Americano para fazer Figueira 1x0 aos 3 minutos.

O primeiro tempo terminou assim e, enquanto o Figueira trocava Taíco e Lamparina por Natalino e Zezinho, o Imperatriz lançou Quilherme e Allan Delon nos lugares de Van Basten e Tostão.

O Imperatriz continuou sem conseguir fazer uma jogada decente, enquanto o Figueira explorava os contra-ataques com inteligência. No momento em que Euller recebeu a única bola em condições, aos 5 minutos, descobriu Quilherme livre na área e o centroavante não perdoou: 1x1.

O Imperatriz ainda celebrava o empate quando Americano falhou de novo, em chute fraco de Naldinho aos 7 minutos. O Figueira chegou ao segundo gol e saiu com a vitória.

AD NITERÓI 2x4 RIO CRICKET
A terceira e decisiva rodada foi feita na sequência, para recuperar o tempo perdido. Pelo grupo A, o AD Niterói precisava só do empate para se classificar, enquanto ao Rio Cricket só a vitória interessava.
E o ADN chegou ao gol logo aos 3 minutos, quando Hernande dominou a bola e chutou de bico, rasteiro, para vencer a marcação do goleiro Capa Preta para fazer ADN 1x0.

O Rio Cricket demorou a entrar no jogo, mas com uma armação de Fabio Augusto e Eduardo Cachaça, a equipe logo chegou ao empate. Eduardo lançou Fabio Augusto, que dominou na intermediária e viu o goleiro Higuita adiantado. Fabio, então, chutou por cobertura e acertou o ângulo, num golaço que determinou o placar do primeiro tempo em 1x1.

 No intervalo, o ADN trocou Dodoquinha por Dejair e o Rio Cricket lançou Nico no lugar de Valdetário. Fábio Augusto passaria a jogar na lateral direita e Nico iria para a armação.

E foi com essa mudança que o Rio Cricket dominou o segundo tempo. Logo aos dois minutos, Zanata tocou para Nico, que driblou Zé Ricardo e chutou rasteiro para vencer Khan: Rio Cricket 2x1.

Aos 5 minutos, Eduardo recebeu dentro da área e, ao tirar o goleiro, foi derrubado. Pênalti que Luisinho Lemos cobrou deslocando Khan e fazendo Rio Cricket 3x1.

A equipe descansou após fazer o terceiro gol e já celebrava a classificação, quando Carango recebeu lançamento de Flávio, avançou pelo meio e chutou de trivela para acertar o ângulo de Capa Preta, descontando para o ADN aos 8 minutos: 2x3.

Mas, aos 9 minutos, Nico fez um gol igual ao segundo, ao receber de Zanata, driblar Zé Ricardo e chutar rasteiro. O Rio Cricket venceu por 4x2 e ficou com a vaga, junto do Byron.

IMPERATRIZ 1x3 CANTO DO RIO
O Imperatriz precisava vencer marcando, no minimo, 2 gols. Após o número de pontos, o número de gols marcados é o critério de desempate. Se o Imperatriz vencesse por 2x1, os 3 clubes empatariam em todos os quesitos e as vagas seriam distribuídas por sorteio. O Canto do Rio entrou tranquilo, pois sabia que um empate bastava.
E o Imperatriz continuou jogando muito mal. Sem conseguir organizar-se em campo, via somente nas subidas de Frank de Boer uma oportunidade de criar alguma coisa. Já o Canto do Rio tocava a bola e esperava o tempo passar e assim o primeiro tempo terminou em 0x0.

No intervalo, o Imperatriz trocou Gullit e Reiziger por Ronald de Boer e Brasileiro (Cruyff passou a ser o capitão). Já o Canto do Rio trocou Lilico e Alcides por Mozart e Serafim.

O Imperatriz continuou jogando muito mal e o Canto do Rio resolveu não segurar o empate, saindo em boas jogadas de ataque. Além de um período em que as duas equipes amassaram as traves, o Canto do Rio dominou o jogo. Mas foi só aos 6 minutos que o placar foi inaugurado. Geraldino Neto recebeu pela direita, em contra-ataque, invadiu a área e chutou na saída de Americano para fazer Canto do Rio 1x0.

O desespero bateu a porta do Imperatriz e os jogadores se lançaram ao ataque, mas ainda sem organização. E assim, tomavam contra-ataques potentes, como aquele aos 8 minutos onde Dionísio lançou Geraldino Neto, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro para fazer Canto do Rio 2x0, num gol muito parecido com o primeiro.

O Imperatriz desistiu do jogo por completo e ainda viu o placar tomar ares de goleada, quando Dionísio bateu Euller com facilidade e chutou de longe para fazer Canto do Rio 3x0, aos 9 minutos.

Somente aos 10 minutos o Imperatriz conseguiu encaixar boa jogada.  Ronald de Boer rolou para Van Basten, que driblou Serafim e invadiu a área para chutar com força e fazer Imperatriz 1x3.

Assim, classificaram-se no grupo B o Canto do Rio e o Figueira. As semifinais serão Byron x Figueira e Canto do Rio x Rio Cricket. No dia seguinte, AD Niterói e Imperatriz fazem a disputa do 5° lugar e, na sequência, teremos a decisão do 3° lugar e a final.

Este campeonato mostrou que os jogadores atuais do Imperatriz não estão em condições de disputar de igual para igual com os botões vigentes. Aposentados há 10 anos, os atletas do Imperatriz não conseguem jogar em alto nível, de maneira que o treinador Dircys está reunido com a diretoria para traçar o perfil da nova equipe e indicar nomes. Ao que parece, será uma base vascaína, sendo mantido somente o goleiro Americano, do atual elenco.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Copa 27

As equipes da futura Liga Niteroiense já estão prontas. Só falta fazer uma nova equipe para o CROL e para o Oliveiras e colar os escudinhos em ambas e uma nova fase na FIFUBO será iniciada. Enquanto isso, as outras 6 equipes já disputam amistosos e torneios e o primeiro campeonato é a Copa 27, justo no dia da independência. Explico:

Estou para me casar e me mudar, conquistar minha independência (por isso o campeonato começou no dia da independência). Foram 27 anos morando nesta casa (por isso o nome Copa 27), varando infância, adolescência e início da fase adulta. Como faltam 15 dias para a minha saída definitiva, resolvi fazer um torneio festivo para celebrar todas as boas memórias que possuo aqui.

São 6 equipes divididas em dois grupos. As 3 equipes jogam entre si, em turno único dentro de seus grupos e se classificam as duas melhores para as semifinais, que cruzarão com o grupo oposto, sem vantagem para qualquer equipe. Cada equipe terá direito a jogar uma partida como mandante e outra como visitante na primeira fase. No grupo A estão Rio Cricket, Byron e AD Niterói. No grupo B, Canto do Rio, Figueira e Imperatriz. Vamos aos dois jogos iniciais!

RIO CRICKET 1x2 BYRON
O Rio Cricket é a equipe dos ex-jogadores de Niteróí. Lá pontificam nomes como Luisinho Lemos, Caio Cambalhota, Eduardo Cachaça, Zanata e Jair Marinho. Mas foi a última equipe a ficar pronta e fazia seu primeiro aquecimento e jogo justamente na estréia do torneio. Para piorar, seu goleiro (Capa Preta) e seu treinador (Tripa Seca) só foram apresentados uma hora antes da partida.

Já o Byron foi a primeira equipe a ficar pronta e já havia feito três amistosos, mas sem vitória ainda (5x5 Imperatriz, 3x3 CROL e 1x3 Figueira). Uma equipe sem estrelas, mas com uma força coletiva imensa, além do entrosamento.

E a lógica permaneceu. O melhor entrosamento do Byron se fez notar desde o início da partida. A equipe marcou o primeiro gol logo com um minuto de jogo, quando Almir chutou e Miguel desviou a bola, que entrou no ângulo de Capa Preta para fazer Byron 1x0.

Almir dominava o meio de campo e armava ótimos ataques que eram desperdiçados por Toninho e Gonçalo. De tanto ver seus companheiros desperdiçando oportunidades, resolveu jogar sozinho e conseguiu encontrar o caminho das redes. Aos 5 minutos, recebeu de Jorge, tabelou com Miguel e avançou até a entrada da área, onde chutou forte e rasteiro para fazer Byron 2x0.

Apesar de continuar em cima e desperdiçar algumas bolas, o Byron não conseguiu ampliar e o primeiro tempo terminou com 2x0. No intervalo, o Byron mudou a ala esquerda, com as saídas de Orlando e Toninho para as entradas de Didi e Padrone. Já o Rio Cricket trocou Valdetário por Nico. Assim, o jogador que entrou foi para o meio e Fabio Augusto foi para a lateral direita.

A mudança tática fez o Rio Cricket melhorar. Nico armou o jogo, procurou os atacantes e levou a sua equipe à frente. Já o Byron parecia feliz com o resultado. Quando Higuita derrubou Caio dentro da área, Luisinho já pegou a bola. A cobrança do pênalti foi à meia altura, mas Higuita não a alcançou: Rio Cricket 1x2.

O jogo ficou dramático, mas o Byron conseguiu segurar as pontas e venceu. Agora, a equipe enfrenta o AD Niterói (outra equipe que fará seu primeiro jogo justo no campeonato) e precisa de um empate para passar de fase.

CANTO DO RIO 2x1 FIGUEIRA
 A segunda partida foi a inaugural do grupo B. De um lado, o todo poderoso de Niterói, o Canto do Rio, do craque Leanderson e do artilheiro Geraldino Neto, empolgado pela vitória no último amistoso (4x1 no Imperatriz).

Do outro lado, o Figueira vinha a campo também empolgado, após vencer o Byron por 3x1 em amistoso recente. Canelinha, camisa 10 da equipe, era a grande aposta. Neto de um jogador que fez história no Canto do Rio, Canelinha dizia que era a grande oportunidade de mostrar o que o azul e branco do Centro perdeu ao não aproveitá-lo.

Mas Canelinha mostrou-se nervoso com a partida e, logo com um minuto, errou um domínio de bola. Quirino pegou a bola errante e mandou chute rasteiro que venceu as defesas de Quase Nada, fazendo Canto do Rio 1x0.

Na saída de bola, Canelinha se redimiu e Quirino devolveu a gentileza, ao furar na intermediária. Canelinha pegou a bola, avançou até a entrada da área e chutou rasteiro, empatando para o Figueira: 1x1.

O jogo continuou bom, com as duas equipes desperdiçando chances. O goleiro do Canto do Rio, Sidimar, estava doido para entregar o ouro, enquanto que o trio de ataque cantorriense composto por Geraldino Neto, Dondom IV e Leanderson mandava bolas na trave do Figueira. Mas o primeiro tempo terminou em 1x1 mesmo.

No intervalo, Nilson tirou Dionísio e Alcides e colocou Mozart e Serafim, enquanto que seu Pinheiro mudou no Figueira as peças Lamparina e Taíco, colocando Natalino e Zezinho para melhorar a marcação.

O jogo continuou bom, com as equipes se abrindo mais para buscar o resultado e os goleiros trabalhando bem. Quando o jogo parecia se encaminhar para o empate, o craque fez a diferença. Geraldino Neto fez boa jogada pela direita e sofreu falta de Meio Copo, na lateral direita da área. Leanderson cobrou com perfeição no ângulo oposto e deu números finais ao confronto: Canto do Rio 2x1.

O próximo jogo do grupo é entre Figueira e Imperatriz e à equipe do Figueira só resta a vitória.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Mudanças e jogo-contra

Quem me conhece sabe que meu tipo preferido de botão é o argolado. Desde criança, quando eu jogava com os panelinhas no início dos anos 90, já sonhava em ter aqueles botões argolados lindos e brilhantes, que via em reportagens. Dos panelinhas, fui para os de acrílico, de papelaria. Dos de acrílico, fui para os resinados. Dos resinados finalmente cheguei aos argolados.

Porém, este tipo de botão é extremamente caro. Hoje em dia, um time com 12 botões, o goleiro e o frete não sai por menos de 150 reais. Quando um deles pega de mal jeito e voa da mesa então... se lasca um botão desses, não tem conserto. Apesar de serem os meus preferidos, são os mais frágeis. Fora isso, a mesa que disponho não é da regra 12 toques, tornando difícil um jogo decente. São muitos problemas para atuar com os botões de que tanto gosto.

Pensando nesse negócio, resolvi "voltar às origens", voltar a jogar com botões dito "amadores" e adaptar minha liga a eles. Entrei em contato com 2 fabricantes conhecidos desta linha e fui solenemente ignorado, então pensei: "se eles sabem fazer botões, eu também posso fazê-los". Fui na base do erro e acerto, conseguindo fazer 2 times e meio. Foi na base do molde, lixa d´água e muito reparador de ponta de cabelo que os botões tomaram uma forma ainda primitiva. Faltava o teste de campo, num jogo. Se aprovados, os botões continuariam a ser feitos e daí nasceria a Liga Niteroiense da FIFUBO. Os jogos-teste, ou jogos-contra (como são chamadas as peladas de fim de semana), foram realizadas nesta sexta-feira, 31/08/2012. Vamos aos jogos!

IMPERATRIZ x BYRON
De um lado, o meu tradicional time do Imperatriz F.B. trazia de volta os jogadores que tantas glórias trouxeram ao clube na época pré-profissionalismo da FIFUBO. Do outro lado, o simpático Byron, o time cruzmaltino do bairro do Barreto, que eu descobri recentemente no excelente blog  www.escudinhosdebotao.blogspot.com.

O Imperatriz foi a campo com: 1. Americano; 2. Reiziger (depois 13. Brasileiro), 3.  Frank de Boer, 14. Cruyff, 6. Argentino; 19. Francescoli, 29. Tostão (depois 11. Ronald de Boer), 10 Gullit (depois 28. Allan Delon); 7. Euller (depois 5. Aremitas, o Saudita); 9. Van Basten (depois 20. Quilherme) e 17. Basílio (depois 21. Romário Silveira). O treinador do Imperatriz é o imortal Dircys. O jogador Romário, homônimo do famoso artilheiro, é jogador do Oliveiras (clube que pretendo fazer futuramente). Está no Imperatriz treinando até seu clube ser feito.
 
O 11 inicial do Imperatriz
O Byron alinhou com: 1. Higuita; 2. Calcinha, 3. Bomba, 4. Talhadeira, 6. Orlando; 5. Valter (depois 12. Didi), 7. Almir, 8. Jorge, 10. Miguel; 9.  Gonçalo, 11. Toninho. O treinador do Byron é o senhor Galindo.

O quadro do Byron, posando para foto antes do jogo.
Foi uma partida bem interessante, pois o Imperatriz usava botões industrializados, com mais técnica e melhor deslize no campo. Já o Byron não deslizava tão bem em campo, mas tocava muito bem a bola e marcava com eficiência, além de os botões serem maiores e, por isso, bloquearem melhor o toque do Imperatriz.

O primeiro tempo terminou em 4x3 para o Imperatriz, mas no segundo tempo as coisas mudaram e o Byron fez 2x1, finalizando 5x5. Para o Imperatriz, marcaram Van Basten (2), Gullit, Francescoli e Ronald de Boer; para o Byron marcaram Gonçalo (2), Miguel (2) e Jorge.

O grande destaque da partida foi o camisa 8 do Byron, Jorge. Mostrou ser um meia armador de ótima qualidade. Marca bem, passa bem e ainda arrisca bons chutes de longe. O placar foi dilatado porque os gols utilizados são os famosos gols de filó, mais altos e largos.

CANTO DO RIO x COMBINADO FIGUEIRA - FIFUBO

O segundo jogo colocou frente a frente o todo-poderoso niteroiense Canto do Rio e um combinado entre os jogadores do Figueira já concluídos e alguns jogadores independentes da FIFUBO para completar o time. De quebra, houve a troca dos gols de filó pelos de arame, menores, que impediriam de se repetir o "placar de handebol" do jogo anterior.

O Canto do Rio formou com: 1. Sidimar; 2. Marcio, 3. Alcides (depois 13. Serafim), 4. Fernando, 6. Lilico; 5. Arquibaldo, 7. Quirino, 8. Dionísio (depois 12. Mozart), 10. Leanderson; 9. Geraldino Neto, 11. Dondom IV. O técnico do Canto do Rio é Nilson.

O quadro do Canto do Rio que iniciou a peleja

Já o Figueira começou a ser feito a partir dos jogadores que saíram defeituosos e foram refeitos para poder atuar. Como somente 6 desses jogadores estavam disponíveis (alguns deles ainda com defeitos), 4 jogadores tiveram que ser chamados para completar a equipe. O Figueira formou com: 1. Quase Nada; 2. Paulo Miranda, 12. Natalino, 4. Leonardo Inácio, 6. Roberto Carlos; 17. Zezinho, 21. Recoba, 9. Carlos, 10. Canelinha; 7. Naldinho, 11. Zequinha. O treinador do Figueira é o seu Pinheiro.

Este jogo foi especial, pois além de ser o que teve mais jogadores fabricados em casa, também pôs duas situações opostas no gramado. O Canto do Rio foi uma equipe feita e aprimorada à exaustão, para fazer valer seu favoritismo na cidade. Conta com aquele que é considerado o melhor jogador da cidade (o camisa 10 Leanderson, cuja história será contada em uma postagem futura), o neto do único jogador do clube que já foi artilheiro do campeonato carioca (Geraldino Neto), bem como o descendente de quarta geração de um dos maiores craques do futebol do Andaraí (Dondom IV).

Já o Figueira era considerada a quarta força do futebol niteroiense. Porém, não contabiliza títulos (o máximo que conseguiu foi ser vice-campeão duas vezes) e só teve sua equipe iniciada porque os jogadores que estavam para ser descartados foram refeitos e aprovados. Mas não tinham nem recebido uma primeira demão de reparador de pontas de cabelo, que faz o botão deslizar melhor na mesa. Além disso, seu treinador foi tirado da sarjeta no dia anterior, lavado cuidadosamente e posto ao sol para secar. Fazia sua estréia depois de quase ir parar no lixo.

O jogo terminou com vitória do Canto do Rio por 2x0, com gols de Fernando e Geraldino Neto, ambos no primeiro tempo. O Figueira demorou a entrar no jogo, mas mandou algumas bolas na trave. Na equipe perdedora, se sobressaiu o ponta esquerda Zequinha, autor de boas jogadas. Já na bem armada equipe do Canto do Rio, Leanderson mostrou categoria e Geraldino Neto mostrou faro de gol.

Enfim, é isso. Aprovados num primeiro teste, os jogadores precisam agora de um bom polimento, para deslizarem melhor. Fora isso, a arte com escudinhos está em fase de produção e, em breve, os botões estarão uniformizados e prontos para entrar em campo.

Quando atingir o número de 8 equipes, a Liga Niteroiense será lançada. Mas isso deve acontecer só no ano que vem. Até lá, amistosos e mini-torneios serão realizados e novas equipes serão feitas. Na medida do possível, vou postando as novas artes aqui e, quando as equipes da Liga estiverem todas finalizadas, eu vou postar aqui mais um tópico de "conhecendo as equipes", com fotos, escalação, esquema e curiosidades.

sábado, 9 de junho de 2012

LIESA

A FIFUBO, através da sua sub-divisão de Subbuteo, promoveu neste sábado, 09/06/2012, a vigésima edição da LIESA, o torneio de futsal em que as equipes representam escolas de samba do Rio de Janeiro.

Rememorando as regras, a primeira fase é composta por 6 equipes, que se dividem em 2 grupos com 3 equipes cada. Os times jogam entre si dentro de seus grupos, em turno único, com os dois melhores se classificando às semifinais e e cruzando com o grupo oposto. Se houver empate entre duas ou três equipes no mesmo grupo, o critério de desempate é a colocação no campeonato anterior.

A segunda fase é composta por jogos decisivos. Primeiramente, as duas equipes eliminadas na série B anterior fazem uma semifinal e a vencedora pega a equipe rebaixada no último torneio. O vencedor ali é o campeão da série B e sobe para a LIESA no campeonato seguinte.

A seguir, as duas equipes que não se classificaram às semifinais disputam o quinto lugar. O perdedor é rebaixado para a série B. Na sequência, há a disputa da medalha de bronze entre os perdedores das semifinais e, em seguida, a grande final, com os vencedores das semifinais.

Os jogos são disputados em um tempo de 10 minutos ou dois gols. O único jogo que é disputado em 10 minutos sem limite de gols é a final. Em caso de empate em jogos decisivos, há uma disputa de pênaltis 1x1, ou seja, se um time marcar e o outro perder, a disputa acaba ali.

Diante disso, as equipes entraram em campo para a disputa da vigésima edição da LIESA. Como é praxe no Subbuteo, as edições que são múltiplos de 10 são especiais e contam com a participação de uma celebridade do futebol, que atua como árbitro na grande decisão. Na décima edição, o escolhido foi Donizete. Desta vez, o convidado foi Gonçalves.

Equipes de Tijuca e Tradição formadas para o primeiro jogo do certame.

O primeiro jogo do certame foi Tijuca x Tradição, entre o atual tetracampeão e o campeão da série B. Os jogos da primeira fase foram os seguintes:

Grupo A: Tijuca 0x2 Tradição, Beija Flor 2x1 Tradição, Tijuca 2x1 Beija Flor. Classificaram-se Tradição e Beija Flor.

Grupo B: Mangueira 2x0 Imperatriz, Viradouro 0x2 Imperatriz, Mangueira 1x0 Viradouro. Classificaram-se Mangueira e Imperatriz.

Semifinais: Tradição 2x1 Imperatriz, Mangueira 2x0 Beija Flor.

Na sequência, foi feita a fase final, que foi aberta com Salgueiro 0x2 Vila Isabel, no jogo que garantiu a Vila na decisão da série B, diante da Mocidade

Pontapé inicial de Mocidade x Vila Isabel, com Nerinho e Dudu, da Vila

Mocidade e Vila Isabel fizeram um jogo que durou apenas 2 minutos. Com 1 minuto, Ronan fez Vila 1x0 e, com 2, Nerinho fez o segundo e deu números finais à partida, classificando a Vila Isabel para a LIESA pela primeira vez. A partida foi arbitrada por Zé do Galo.

Pontapé inicial de Tijuca x Viradouro, com Bruninho e Alô, do Tijuca
Em seguida, Tijuca e Viradouro decidiram quem seria rebaixado. A Tijuca venceu por 2x0, em cinco minutos, com gols de Dr L (cobrando penalidade) e Bruninho. Atual tetracampeã e maior vencedora da LIESA, a Tijuca escapou, rebaixando a equipe do Viradouro. A partida foi arbitrada por Alves Gão.

Pontapé inicial de Beija Flor x Imperatriz, com Guga e Felipe Dias, da Beija Flor

A medalha de bronze foi disputada por Beija Flor e Imperatriz. A Imperatriz levou a medalha, ao derrotar seus oponentes em 9 minutos, com gols de Leozinho e Felippe.

Da esquerda para a direita, os jogadores da Mangueira (André, Fabrício, Ma-Luca, Pablo e o goleiro Daniel), Gonçalves (árbitro convidado) e os jogadores da Tradição (o goleiro Macaco, Ralf, Igor, Matthäus e Vitor)
Por fim, chegamos à grande final! De um lado, a atual bi-vice, Mangueira. Do outro, a atual campeã da série B, Tradição, cujos jogadores haviam vencido, na semana anterior, a Real Liga de Handebol de Botão, sob o nome de Colegial.

Lance da final da Real Liga de Handebol de Botão, com Igor, do Colegial, arremessando contra o gol do time oponente, Juvenil.
A saída de bola pertenceu à Tradição, que deu o toque inicial a uma partida muito nervosa. A primeira metade do jogo foi muito estudada, sem lances de emoção. Mas a metade final teve emoção de sobra. Aos 6 minutos, em linda trama da equipe mangueirense, Ma-Luca tocou para Fabrício, que deu lindo toque para André nas costas da defesa. O camisa 7 invadiu a área e tocou na saída de Macaco para fazer Mangueira 1x0.

À Tradição só restava partir para o ataque, mas seus jogadores esbarraram nas excelentes defesas de Daniel. O título estava à feição da Mangueira, mas aos 10 minutos, Fabrício e André preferiram a firula ao gol, em contra-ataque que teria sido fatal. Ralf roubou a bola deles e lançou para Igor. O camisa 5 avançou e deu passe em profundidade para Matthäus no meio da zaga. O camisa 4 invadiu a área e tirou Daniel do lance para empatar o jogo e levar a decisão para os pênaltis.

Pablo se prepara para cobrar seu penal.
Como dito anteriormente, as cobranças são alternadas de cara. Se um perder e o outro fizer, o jogo acaba. E foi isso que aconteceu. Pablo inaugurou as cobranças para a Mangueira, mas cobrou para fora.
Matthäus se preparando para a sua cobrança.
Matthäus veio na sequência, chutou fraco, mas deslocou Daniel. A bola ainda tocou na trave e foi parar no fundo do gol. Final de jogo, Tradição campeã da LIESA 20. Foi o primeiro título da Tradição na primeira divisão da LIESA e a primeira vez que uma equipe saiu da série B e venceu a LIESA seguinte.

Iniciada a premiação, foram chamados os artilheiros do campeonato, todos com 3 gols. Da esquerda para a direita, Matthäus e Vitor (ambos da Tradição), André (Mangueira) e Leozinho (Imperatriz).
Da esquerda para a direita: Ronan, Braya, Dudu, o goleiro Rafinha e Nerinho
 Em seguida, foram chamados os campeões da série B, Vila Isabel. A partir daí, foram chamados os três primeiros colocados, para a entrega de medalhas. Começando pela Imperatriz, medalha de bronze.
Da esquerda para a direita: Felippe, Rato, o goleiro TV, Spina e Leozinho.
Na sequência, a equipe da Mangueira veio, sem muita empolgação, receber a terceira medalha de prata consecutiva.
Da esquerda para a direita: o goleiro Daniel, Fabrício, Pablo, Ma-Luca e André
Da esquerda para a direita: Matthäus, Ralf, o goleiro Macaco, Igor e Vitor
Por fim, os campeões da Tradição vieram, com muita festa, receber sua inédita medalha de ouro. A partir de agora, com os títulos do futsal e do handebol unificados, passaram a atuar com um alvo nas costas.

Com isso, a galeria de campeões passou a ser a seguinte:

1. Tijuca (10 títulos, 3 vices, 1 terceiro lugar, 1 título da Série B)
2. Imperatriz (4 títulos, 5 vices, 4 terceiros lugares)
3. Mangueira (2 títulos, 6 vices, 4 terceiros lugares, 2 título da Série B)
4. Mocidade (2 títulos, 3 vices, 3 terceiros lugares, 3 títulos da Série B)
5. Viradouro (1 título, 2 vices, 3 terceiros lugares, 4 títulos da Série B)
6. Tradição (1 título, 2 terceiros lugares, 5 títulos da Série B)
7. Beija Flor (1 vice, 3 terceiros lugares, 2 títulos da Série B)
8. Salgueiro (2 títulos da Série B)
9. Vila Isabel (1 título da Série B)