sábado, 1 de junho de 2019

Arte e Botões - Fórmula Indy - 01/06/2019

Pra ser sincero, está muito difícil arrumar tempo para tocar a Liga FIFUBO. As semanas vão passando, coisas vão acontecendo e os jogos não ocorrem. O campeonato parou na quinta rodada e não consegui mais retomar. Para piorar, agora no meio do ano ocorre o Mundial de Futibou de Butaum e as seleções pedem passagem para seus amistosos de preparação.

Mas a aventura não vai parar aqui no blog. Vamos apresentar mais uma arte. Desta vez, vamos falar de Fórmula Indy!

Quando programei as duas artes alternativas (F1 e NBA), não imaginei que a de F1 fosse dar tanto retorno (e você pode conferir aqui. Foi um sucesso tremendo, muita gente comentou e disse que adorou a ideia. Assim, pensei em fazer uma arte similar, da F-Indy que rolava na época da F1 cuja arte postei.

Naqueles anos 90 maravilhosos, enquanto McLarens, Williams e Ferraris duelavam nas manhãs de domingo na Globo, as tardes eram reservadas para as Penskes, Lolas e Chip Ganassis nas tardes da Bandeirantes. Bons pilotos, velocidade altíssima em circuitos ovais e diversão garantida na Fórmula Indy. Tivemos alguns anos depois uma geração muito melhor, com Alessandro Zanardi, Gil de Ferran, André Ribeiro e outros. Mas o foco é naquela geração de Fittipaldi, Mansell, Andrettis e afins. São apenas 10 botões, mas cada um com uma história rica.


  • Al Unser Jr - Bicampeão da Indy (1990 e 1994), vencedor das 500 Milhas de Indianapolis (1992 e 1994) e campeão em outras categorias. Aqui, nas cores da Galles/Kraco Racing.
  • Bobby Rahal - Tricampeão da Indy (1986, 1987 e 1992) e vencedor das 500 Milhas em 1986. Aqui, nas cores da Lola Chevrolet.
  • Arie Luyendyk - Com apenas 7 vitórias na F-Indy, não conquistou títulos, mas seu apelido de "O Holandês Voador" era garantia de muita velocidade. Aqui, nas cores da Doug Shierson Racing.
  • Mario Andretti - Nascido na Itália, mas genuinamente americano, campeão da Fórmula 1 (1978) e da Fórmula Indy (1984) e vencedor das 500 Milhas (1969), representa aqui as cores Newman/Haas.
  • Michael Andretti - Filho de Mario, tinha fama de ser um corredor veloz e arrojado, mas era na verdade um maluco. Jogava o carro de qualquer jeito e dava muita sorte. Conquistou o título da F-Indy em 1991. Aqui, representa as cores da Newman/Haas.
  • Eddie Cheever - Piloto mediano, sempre tinha seu nome citado no pelotão, mas nunca entre os primeiros. Por esse motivo, jamais foi campeão. Mas tem um registro histórico com a vitória nas 500 Milhas de Indianapolis em 1996. Aqui, representa a Chip Ganassi.
  • Emerson Fittipaldi - Nosso grande ídolo, o "Ayrton Senna da Fórmula Indy", corria com as mesmas cores da Marlboro que Senna ostentava na McLaren na mesma época. Bicampeão da Fórmula 1 (1972 e 1974) e campeão da Fórmula Indy (1989), curiosamente no mesmo ano em que Senna era campeão na F1. Venceu as 500 Milhas de Indianapolis em duas ocasiões (1989 e 1993) e causou polêmica ao preferir beber suco de laranja de suas fazendas ao invés do tradicional leite dos campeões. Aqui, representando a sua imortal Penske.
  • Paul Tracy - O canadense que surgiu muito bem como segundo piloto e logo engoliu Fittipaldi, ganhou a F-Indy (2003) e a Indy Lights (1990). Aqui, corre pela Penske.
  • Rick Mears - Companheiro de Emerson, era conhecido por alguns como "Gerhard Berger americano", por causa da comparação entre Senna e Fittipaldi. Mas a realidade era bem diferente, pois Mears levou o título da Indy em 3 ocasiões (1979, 1981 e 1982) e as 500 Milhas de Indianapolis em quatro (1979, 1984, 1988 e 1991), todas pela Penske que defende aqui.
  • Raul Boesel - Um piloto fraco, sem a menor expressão. Passou pela F1 sem conquistar um pódio sequer e, na F-Indy, também não fez nada. A não ser a mágica prova das 500 Milhas em 1989, quando terminou em terceiro. Mas era brasileiro e nós torcíamos por ele como torcíamos para Maurício Gugelmin na F1. Aqui, defende as cores da Lola Judd.

NOTAS RÁPIDAS

  • Era para a Liga parar na nona rodada para o Mundial, mas o meio do ano chegou, o Mundial pede passagem e a Liga FIFUBO fez sua pausa na quinta rodada.
  • A partir deste domingo, teremos amistosos de preparação e a Liga só retorna após o novo campeão mundial ser coroado. As 9 seleções usarão os próximos dias com amistosos e as equipes farão papel de sparring nessa brincadeira. Algumas serão chamadas para enfrentar as seleções, enquanto outras ficarão em férias forçadas.
  • Na LMC, por outro lado, as coisas continuam funcionando. Neste sábado, começou o Giro D'Italia, o primeiro Grand Slam do ano. Composta por 12 etapas, a difícil competição atravessará a Bota para coroar seu campeão com direito ao tradicional troféu em forma de mola.
  • A primeira etapa foi o contra relógio, que terminou com vitória do espanhol Oscar Freire, da Rabobank, que se emocionou ao ver confirmado seu primeiro triunfo na LMC. Em segundo ficou o brasileiro Murilo Fischer (Française De Jeux) e, em terceiro, o inglês Chris Froome (Sky).

sábado, 18 de maio de 2019

Arte e Botões - Basquete - 18/05/2019

Na FIFUBO é assim. Quando não é a mesa, é a coluna; quando não é a coluna, é o calendário; quando não é o calendário, é virose. Diante disso, mais um final de semana sem jogos. Já se pensa, inclusive, em encurtar o número de rodadas da Liga, para podermos finalizar o campeonato sem problemas, mas isso é coisa para se pensar adiante. Vamos manter o blog agitado com mais uma arte. Hoje, vamos falar de basquete!

Já devo ter comentado aqui sobre o projeto de jogo de basquete que bolei uma vez, que misturava botões e RPG. Mas, agora, posso falar na íntegra. A década de 90 recém começava e o Brasil era varrido por duas febres: a NBA e o RPG (principalmente, Dungeons and Dragons). Com relação à NBA, a Bandeirantes transmitia os jogos e coleções de cards faziam a cabeça dos fãs. Com relação ao RPG, as pessoas varavam a madrugada jogando, rolando dados e também colecionando cards. Foi daí que surgiu a ideia de fazer o jogo.

Os cards da NBA traziam na frente uma foto do jogador e, atrás, as estatísticas da carreira dele (número de pontos, assistências, rebotes, percentuais de arremessos, etc). A minha ideia era fazer um jogo onde a pessoa escolhia cinco daqueles cards para montar o time e utilizava uma prancheta magnética com botões/imãs para simular o jogo. Na hora do arremesso, rolava-se um dado de 20 lados, somava-se ao valor correspondente ao que constava no card e, se desse um número "X", a bola tinha caído na cesta. Vamos tentar exemplificar: para fazer a cesta, precisava de 60 pontos. O jogador que ia arremessar tinha um percentual de arremessos de quadra de 48%. Logo, para fazer a cesta, ele precisaria tirar 12 no dado. O mesmo valia para rebotes e tocos.

O problema era lidar com as variáveis do jogo. Um arremesso de 3 de frente é bem diferente de um arremesso de 3 da zona morta. O mesmo vale se o jogador que arremessa não tem marcação nenhuma ou tem um jogador de 2,10m de altura na sua frente. Isso somado ao fato de não conseguir chegar a um valor exato para a cesta me fez abandonar o projeto. Mas não a arte, ou melhor, as artes!

Como essa ideia surgiu nos anos 90, a maioria dos jogadores são daquela geração. Assim, poderemos aproveitar Michael Jordan, Magic Johnson e companhia. Mas não vamos deixar de lado os astros atuais. Então, LeBron James e James Harden também estão aqui. Isso sem esquecer dos jogadores brasileiros. É difícil encontrar imagens deles, mas temos alguns exemplares aqui. Vamos conferir, então, os astros do basquete mundial!



Os atletas estão aí. Outros tantos podem ser feitos. A ideia do jogo não foi desenvolvida e eu acabei deixando para lá. Mas, se alguém tiver uma ideia de como tocar o projeto, vamos debater. Vai que surge uma nova paixão pela NBA e pelo RPG tantos anos depois...

sábado, 11 de maio de 2019

Liga FIFUBO 2019 - Quinta Rodada - 11/05/2019

Somente 10 dias depois a quinta rodada pôde se encerrar. O sábado teve um lindo dia de sol, temperatura agradável e Imperatriz Arena lotado, para curtir os dois jogos. Vamos ver quem se deu bem.

SAN LORENZO 1x2 HURACÁN

Com uma vitória e dois empates, o San Lorenzo dá sinais de ter uma equipe bem montada para o campeonato. O técnico Nilson manteve a escalação que empatou com o Velez (2x2) na última rodada, em busca do grupo de cima da tabela. Já o Huracán parece ter voltado à sua antiga sina de não ir bem nos campeonatos. Após a goleada sofrida para o Racing (1x4) na última rodada, a ordem é juntar os cacos e tentar voltar a pontuar.

O primeiro tempo foi sofrível. O San Lorenzo saía com Romagnoli, mas não conseguia dar continuidade aos lances, já que seus atacantes atuavam muito mal. À exceção de um chute de Raul 'Pipa' Estevez na trave, o San Lorenzo não chegou. O Huracán não fazia melhor. Sem ligação entre meio de campo e ataque, a equipe tinha Cigogna isolado no ataque e o resto se defendendo.

Sem articulação, o Huracán teve que apelar para a ligação direta. Aos 9 minutos, Islas cobrou tiro de meta para o campo de ataque, na ponta direita. Mauro Milano recebeu, foi ao fundo e cruzou rasteiro. Cigogna se movimentou para o meio da área, virou o pé e deslocou Migliore, fazendo Huracán 1x0.

Ganhar sem jogar absolutamente nada era tudo o que o Huracán queria. A equipe de Buenos Aires ficou esperando o tempo passar e foram seus torcedores quem, aos protestos, fizeram o segundo gol sair. Já corriam os acréscimos do primeiro tempo quando Alexis Ferrero sofreu uma falta em sua área. Enrolando para bater, ouviu os gritos dos torcedores e, assim, resolveu jogar a Masantonio no meio. O camisa 10 esticou a Centurion no campo de ataque e o camisa 8 procurou Milano na direita. O camisa 7 só ajeitou para Centurion que, da meia lua, chegou batendo de primeira e vencendo Migliore, para fazer Huracán 2x0.

No intervalo, Nilson resolveu botar o time para a frente. Tirou Jonathan Ferrari e Stracqualursi para colocar Buffarini (que faria a ala direita) e Bordagaray. Sr. Rabina viu que o time não teria articulação no meio de campo e resolveu apostar nos contra ataques esticados. Tirou Minici e Ruben Masantonio e colocou Barrales e Erramuspe. Assim, ficaria com 3 zagueiros, 4 volantes e 3 atacantes.

E foi nessa loucura que o Huracán jogou o segundo tempo. Se defendendo e esticando para o campo de ataque, o time de Buenos Aires se segurou o quanto pôde e se aproveitou do péssimo jogo que o San Lorenzo realizou. O gol de honra só veio aos 9 minutos, quando Reynoso tocou a Romagnoli no meio e o camisa 10 foi driblando e avançando. Quando a marcação apertou, Romagnoli jogou na esquerda para Erviti. O camisa 11 invadiu a área e chutou rasteiro e cruzado, fazendo San Lorenzo 1x2 e fim de jogo.

Destaque do jogo: Lucas Villarruel. Apesar de Milano ter feito duas assistências na partida, quem se destacou foi o volante da camisa 13. Bem na defesa, desarmou as (poucas) jogadas de ataque do San Lorenzo. No meio de campo, tentou organizar a equipe. E, na frente, chegou a aparecer para concluir com perigo. Ainda conseguiu evitar que Islas fosse expulso, mandando a bola para longe do goleiro.

VELEZ SARSFIELD 0x1 RIVER PLATE

Sem vencer no campeonato, com dois empates e duas derrotas, o Velez parece estar ainda na ressaca da conquista da Copa Olé. Em busca da primeira vitória, os comandados de Pearl Jam precisam superar um adversário que também tem sua crise. O River perdeu para o Imperatriz (1x2) na última rodada, mas a notícia boa foi Trezeguet, voltando a marcar depois de um ano de jejum. A ordem é continuar mandando a bola para seu centroavante.

Com as duas equipes em situação tão ruim no campeonato, a partida só poderia ser ruim como foi. Um primeiro tempo medíocre, com erros de lado a lado e pouquíssimas chances de gol. Ao término, as duas torcidas vaiaram seus jogadores.

No intervalo, Pearl Jam tirou Gino Peruzzi e Turco Assad para colocar Cubero e Lucas Pratto. Já Francescoli mudou o lado direito, tirando Pablo Ferrari e Ortega, que parecia estar fora de forma, para colocar Ponzio e Funes Mori.

Pro Velez, nada mudou. A equipe continuou errando tudo o que tentava e irritando seus torcedores. Mas o River melhorou. A entrada de Funes Mori deu um desafogo pelo lado direito, por onde Gallardo iniciava as jogadas e Trezeguet concluía. A equipe de Nuñez mandou duas bolas na trave, com Gallardo e Funes Mori, mas o gol parecia não querer sair.

Aos 6 minutos, Barrado cobrou córner pro lado direito da área, encontrando Funes Mori. O camisa 9 dominou mal e a bola ficou para Sosa. Ao invés de pegar a bola e sair pro jogo, o goleiro resolveu protegê-la de Funes Mori. Acabou dando uma trombada no atacante e o árbitro Aristeu Tavares marcou pênalti. Ponzio pegou a bola, mas Trezeguet pediu para bater, mostrando que a confiança está de volta. A cobrança foi à meia altura, bem no canto esquerdo de Sosa, que se esticou todo e não achou: River 1x0.

Destaque do jogo: Funes Mori. Se o River saiu com os 3 pontos, pode creditar ao segundo tempo de seu camisa 9. Ao entrar no intervalo, Funes Mori deu movimentação à equipe, infernizou pelo lado direito, sempre em velocidade, serviu aos companheiros, concluiu e sofreu o pênalti que resultou no gol único do jogo.

CLASSIFICAÇÃO

1º Vasco da Gama - 11 pontos;
2º Racing - 10 pontos, 11 gols pró;
3º Imperatriz - 10 pontos, 9 gols pró
4º Estudiantes - 8 pontos;
5º Huracán - 7 pontos;
6º Independiente - 6 pontos, 7 gols pró
7º River Plate - 6 pontos, 4 gols pró
8º San Lorenzo - 5 pontos;
9º Boca Juniors - 3 pontos;
10º Velez Sarsfield - 2 pontos.

ARTILHARIA

1º Gastón Fernandez (Estudiantes) e Maikon Leite (Imperatriz) - 5 gols;
2º Daniel Cigogna (Huracán), Acosta (Racing), Leandro Romagnoli (San Lorenzo) e Erviti (San Lorenzo) - 4 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors), Centurion (Huracán), Leandro Gracián (Independiente) e Martin Simeone (Racing)  - 3 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Neste domingo é o dia das mães. Por conseguinte, não teremos jogos na Liga, que retorna na semana que vem, que - espero - não dê problemas para fazer a sexta rodada inteira, com 3 jogos em um dia e 2 no outro.
  • O sábado também foi de ciclismo, com a Clássica Milan Sanremo. Frank Schleck, ciclista de Luxemburgo e da equipe Saxo Bank venceu a prova e conquistou seu segundo título na LMC (já havia conquistado a Real Liga), sua quinta vitória na carreira. O inglês da T-Mobile, Mark Cavendish, ficou em segundo e ficou com a fama de "Vice das Clássicas", já que também tinha ficado em segundo na Paris Roubaix (no total, já tem seis segundos lugares). Em terceiro ficou o brasileiro Rafael Andriato, que comemorou muito o primeiro pódio conquistado pela equipe de ciclismo do Imperatriz F.B.
  • Após esta Clássica, os ciclistas voltam as baterias para a primeira joia da Tríplice Coroa da LMC. O Giro d'Italia é a próxima competição e terá em um contra relógio a primeira de suas doze etapas.
  • Damiano Cunego lidera o ranking da LMC, com 79 pontos. Em segundo, Mark Cavendish, com 77 e, em terceiro, Mark Cavendish, com 75 pontos.
O ciclista vencedor da Milan Sanremo, Frank Schleck, ladeado pelo segundo colocado, Mark Cavendish, e o terceiro, Rafael Andriato.

domingo, 5 de maio de 2019

Arte e Botões - Fórmula 1 - 05/05/2019

Mais um final de semana sem jogos, o campeonato vai apertando, as rodadas se atrasam. Mas a atividade não vai parar aqui no blog e, por isso, vamos de Arte e Botões, hoje falando de F1!

Em 21 de setembro de 2018, postei uma arte sobre ciclismo, que você pode conferir clicando aqui. Ali, eu falava de minha paixão naquele esporte e finalizava dizendo que a arte podia ser usada para fazer times de futebol de botão; ser utilizada como botões/peões em um jogo de tabuleiro; ou desenhar um circuito no chão e utilizar os botões com palhetadas/petelecos, criando uma corrida. O mesmo vale para a arte de hoje.

A Fórmula 1 já foi muito divertida. Na época de Ayrton Senna, cuja morte completou 25 anos tem alguns dias, o brasileiro acordava cedo no domingo para assistir às corridas e não só torcer para o nosso campeão, mas também para ver os embates incríveis dele com Alain Prost e Nigel Mansell. Depois, veio a Era Schumacher, onde vimos a História sendo feita, mas sem alguém à altura do alemão para competir com ele. E, atualmente, embora tenhamos um bom duelo entre Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, a falta de um brasileiro para disputar pódios nos faz não querer acompanhar muito o espetáculo.

Então, a maioria das 15 figuras que fiz é da época de ouro de Senna, Prost e companhia. Mas alguns dos maiores campeões pós-anos 90 também estão aqui. Na arte, podemos ver o piloto, seu nome, a nacionalidade e o escudo e cores da escuderia por onde ele mais se destacou.


  • Alain Prost - A antimatéria de Ayrton Senna, o talentosíssimo francês tem 4 títulos (1985, 1986, 1989 e 1993), sendo os três primeiros pela McLaren (base da arte) e o último pela Williams. Ainda correu na Ferrari e venceu muitas corridas.
  • Ayrton Senna - O ídolo eterno dos brasileiros enfileirou vitórias e pole positions, além de um talento incrível para correr na chuva. Correu pela Lótus, McLaren e Williams, quando veio a falecer. Conquistou três títulos (1988, 1990 e 1991), todos pela McLaren, e sabe-se que conquistaria muito mais se a Tamburello não o tivesse levado para longe de nós.
  • Gerhard Berger - O carismático austríaco não conquistou títulos, mas venceu algumas provas e subiu ao pódio várias vezes. Tem um lugar especial em nosso coração por ter sido o fiel escudeiro de Ayrton Senna durante tantos anos. Também correu na Benetton e Ferrari.
  • Alessandro Nannini - O italiano audacioso não conquistou títulos e venceu poucas corridas (talvez duas, no máximo), mas era figurinha carimbada nos pódios nos anos 80 e 90, a maioria das vezes em terceiro lugar. Sua vitória mais famosa foi no GP do Japão de 1989, quando Ayrton Senna foi desclassificado para Alain Prost ser campeão. Nannini herdou a vitória, ofuscada pelo escândalo que foi a corrida. Perdeu a mão em um acidente de helicóptero e quando Nelson Piquet quase perdeu os pés num acidente em Indianápolis, o italiano lhe mandou flores com um cartão "vamos voltar a pilotar? Eu acelero e você guia". Fez fama correndo pela Benetton.
  • Thierry Boutsen - O belga de estilo elegante de dirigir nunca foi campeão. Mas ganhou algumas corridas, sempre de forma segura. Também frequentou o pódio algumas vezes. Correu pouco tempo na Williams. Seu maior destaque foi na Benetton.
  • Damon Hill - Se Berger foi o escudeiro de Senna, o tranquilo inglês foi o escudeiro dos campeões da Williams. Segurou as pontas para Mansell e Prost se esbaldarem na escuderia inglesa e fazia o mesmo com Senna quando este morreu. Famoso por pilotar o carro 0, Hill conseguiu um título em 1996.
  • Nigel Mansell - O leão inglês era um cara que ganhava muitas corridas e frequentava o pódio regularmente. Mas lhe faltava o título para se firmar de vez como um dos maiores de todos os tempos. Em 1992, sua vez finalmente chegou, a bordo de uma Williams Renault. Depois, foi para a Fórmula Indy e repetiu o sucesso. Voltou à F1 sem brilho, na McLaren e também passou pela Ferrari.
  • Nelson Piquet - Único capaz de dividir o coração dos brasileiros, o tricampeão (1981, 1983 e 1987) passou por várias equipes, com destaque para Brabham, Lótus, Williams e Benetton, onde colecionou vitórias e polêmicas. Mas o que fica é o seu estilo genial de guiar.
  • Riccardo Patrese - O italiano é pouco lembrado, pois sempre foi coadjuvante. Mas tinha um talento fora do comum para estar sempre entre os primeiros. Escudeiro de Mansell durante um tempo, conquistou vitórias e pódios, mas nunca ganhou um título.
  • Fernando Alonso - Símbolo da guinada esportiva que a Espanha deu na virada do século, Dom Fernando levou dois títulos (2005 e 2006) e colocou a Renault no mapa da Fórmula 1, ajudando também a fazer da montadora francesa uma alternativa para os brasileiros, que passaram a comprar seus carros em grande número.
  • Jean Alesi - Um francês arrojado. Estreou numa equipe pequena e liderou a corrida inteira, sem deixar Senna passar. O brasileiro conseguiu no finalzinho, mas o que chamou a atenção foi aquele jovem estreante, já em segundo lugar. Dali, conseguiu um lugar na Ferrari, foi escudeiro de Prost e ganhou algumas provas. Mas o título tão esperado jamais veio...
  • Michael Schumacher - Se Ayrton Senna não tivesse morrido, ele não teria vencido tanto. Se corresse na época de Senna, Prost e afins, não teria vencido um título sequer. Se não tivesse o carro mais potente da categoria, não ganhava. Se Rubinho não fosse um banana, não teria metade dos títulos. É muito "se", mas ninguém consegue derrubar o alemão. Sete títulos (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004), recordes de vitórias, poles, voltas mais rápidas e muita coisa mais. Pelos números, é o melhor de todos os tempos. E ponto final.
  • Kimi Raikkonen - Frio como a sua Finlândia natal, o talentoso campeão de 2007 pela Ferrari deixou muitas saudades quando largou a categoria para se dedicar ao Rally. Ao voltar à categoria, não conseguiu repetir o brilho.
  • Lewis Hamilton - O inglês chamou a atenção pela cor de sua pele, mas as vitórias foram se acumulando e rapidamente se esqueceram deste detalhe. Chama a atenção mais pelas cores do capacete, que diz ter copiado de seu ídolo, Senna. Mas não só o capacete. O estilo, a garra, as vitórias e os títulos. São cinco (2008, 2014, 2015, 2017 e 2018) e uma rivalidade com o nosso próximo piloto que mantém a categoria. Ainda ajudou a colocar a Mercedes no mapa da F1.
  • Sebastian Vettel - Quando este talentoso alemão apresentou as cores da Red Bull ao circo, muitos diziam que seria maior que Schumacher. Também, o cara ganhou os títulos de 2010, 2011, 2012 e 2013! Quem iria parar o simpático alemão? Lewis Hamilton, lógico! Lá se vão 6 temporadas e SebVet não conseguiu mais um título. Trocou a Red Bull pela Ferrari, continua frequentando o pódio, mas ainda sem conseguir levantar o troféu ao final da temporada.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Liga FIFUBO 2019 - Quinta Rodada - 01/05/2019

Quarta-feira, feriado do dia do trabalhador, tempo parcialmente nublado, temperatura amena e, ao que parece, Imperatriz Arena liberado. Então vamos aproveitar e dar continuidade à quinta rodada da Liga FIFUBO 2019! Mais dois jogos atraíram um bom público ao estádio. Vamos ver como foram as partidas:

INDEPENDIENTE 1x1 ESTUDIANTES

Vindo de uma vexaminosa derrota para o Boca (0x4), o Independiente precisa urgentemente da vitória, para não ver o grupo de cima se distanciar. Para tentar melhorar o meio de campo, Mauro Burruchaga joga no lugar de Gracián. Já o Estudiantes vem de um empate com o Vasco (1x1) com sabor de vitória, já que conseguiu jogar de igual para igual com o líder do campeonato e com um jogador a menos. Expulso no lugar do goleiro Andujar, Marco Rojo cumpre suspensão automática e, em seu lugar, joga Mathias Sanchez.

O Independiente entrou com uma missão: parar o artilheiro do campeonato, Gastón Fernandez. Assim, Mareque atuou como um zagueiro pelo lado esquerdo, auxiliando Tuzzio na entrada da área e ainda tendo a ajuda de Busse, que não saiu para o jogo. Nisso, o Independiente foi muito efetivo, evitando que a bola chegasse no camisa 10 adversário. Mas a equipe de Avellaneda perdeu muito na saída de bola e, com isso, não atacava. O Estudiantes, sem ter a quem marcar, ia à frente e dominava as ações. Por diversas vezes, Verón formou um triângulo ofensivo na intermediária adversária e as bolas iam muito para o lado esquerdo, onde Boselli se fartou de perder gols. Assim, o primeiro tempo terminou 0x0.

No intervalo, Bayer sacou Fredes e Facundo Parra, colocando Acevedo e Gandin em seus lugares. Pretendia melhorar a marcação no lado direito e ter alguém de velocidade para levar a bola a Silvera. Já Cristaldo colocou em campo seu único jogador à disposição. Hernan Rodrigo Lopez entrou no lugar de Boselli, para tentar aproveitar as bolas que eram passadas para aquele lado.

O panorama do jogo não mudou. O Estudiantes continuava dominando as ações e perdendo oportunidades. O Independiente continuava muito longe da área adversária, mas tinha Nestor Silvera. E, num golpe de sorte, conseguiu seu gol.

Aos 6 minutos, eram três jogadores marcando Gastón Fernandez, por isso, Angeleri se mandou ao campo de ataque para tentar tabelar com Enzo Perez. Mas Montenegro roubou-lhe a bola e tocou a Mauro Burruchaga no meio. O camisa 10 abriu na esquerda para Silvera, mas o camisa 11 não tinha com quem tabelar. Por isso, voltou ao meio de campo, tocou a Gandin, recebeu de volta pelo meio e, da intermediária, resolveu arriscar um chute. A bola ganhou um efeito incrível, subiu, desceu e morreu atrás do goleiro Andujar: Independiente 1x0.

O gol era uma daquelas ironias do futebol. Uma equipe dominando as ações e outra jogando por uma bola. O Estudiantes partiu desenfreadamente em busca do empate e o Independiente se retraiu ainda mais, satisfeito pelo resultado. Mas as ironias ainda estavam por vir.

Já corriam os acréscimos quando uma bola sem perigo estava pererecando na área do Independiente. Matheu poderia sair com tranquilidade, mas se afobou, adiantou demais e tentou tirar com um bico. Acabou acertando Hernan Rodrigo Lopez e o árbitro Howard Webb marcou pênalti. Verón cobrou à meia altura, no canto esquerdo de Navarro, que se esticou e não achou: Estudiantes 1x1.

Destaque do jogo: Mauro Burruchaga. Apesar do Estudiantes ter dominado a partida, foi o camisa 10 do Independiente quem se destacou. Com movimentação intensa, organizou a defesa, articulou no meio de campo e apareceu no ataque, desperdiçando oportunidades ou servindo os companheiros. Aproveitou bem a chance que lhe foi dada.

RACING 2x0 BOCA JUNIORS

O jogo de fundo trazia duas equipes empolgadas por goleadas na rodada anterior. O Racing vitimou o Huracán (4x1) e tem em Acosta uma figura de destaque. O Boca, que goleou o Independiente (4x0), quer provar que foi apenas a primeira de muitas vitórias. Para explorar o fato de o Racing usar muito seus volantes, Palacio deixou a equipe e Viatri entrou, formando uma dupla de centroavantes com Palermo.

Mas para este esquema funcionar, é necessário que o Boca tenha alguém para armar o jogo. E Riquelme errou tudo o que tentou. A bola parecia queimar em seu pé e nada que passava por ele tinha sequência. O Racing dominou as ações desde o início e, sem ameaça, Martin Simeone se lançou ao ataque, buscando tabelar com Acosta e Ruben Capria e desperdiçando muitas chances. Mas o placar não saiu do zero no primeiro tempo.

No intervalo, Paralelo tirou Martin Simeone e Latorre para colocar Fariña e Hauche. Apesar de estar buscando o jogo, Simeone errava muito e Latorre ficava muito longe da área, deixando Acosta sozinho no ataque. Já Tripa Seca tirou Serna e Riquelme, muito vaiados. Entraram Battaglia e Guillermo Barros Schelloto. Palermo passou a ser o capitão.

As mudanças de Paralelo foram cruciais para mudar o panorama da partida. Com a entrada de Fariña, Pelletieri passou a jogar mais adiantado e, com isso, a equipe ganhou em armação. O Boca, por sua vez, não conseguiu melhorar. Schelloto entrou afobado e não conseguiu levar a bola para o ataque. Conseguiu, sim, um cartão amarelo logo no início da segunda etapa.

E o gol do Racing não demorou a sair. Aos 2 minutos, Pelletieri esticou uma bola para Acosta, mas Schiavi chegou antes. O problema é que o camisa 6 tentou sair driblando e acabou saindo com a bola. Com isso, a entrada da área ficou aberta e Acosta, livre. Pelletieri cobrou o lateral para o camisa 9, que deixou a bola correr, fez que ia soltar uma bomba e acabou dando um toque por cobertura, vencendo Abbondanzieri e fazendo Racing 1x0.

O gol dava justiça ao melhor futebol do Racing e obrigou o Boca a sair para o jogo. Mas a equipe de Buenos Aires não conseguiu se organizar e, ao invés de buscar o empate, sofreu o segundo gol. Aos 4 minutos, Basualdo tentou passar a Palermo, mas errou e quem ficou com a bola foi Gamboa. O camisa 4 tocou a Pelletieri, que esticou a Fariña na direita. O camisa 12 chegou antes de Arruabarrena, driblou o camisa 3, invadiu a área e chutou cruzado, fazendo Racing 2x0 e dando números finais ao jogo.

Destaque do jogo: Acosta. Apesar do ótimo segundo tempo de Pelletieri, quem se destacou no jogo todo foi Acosta. O camisa 9 voltou para buscar o jogo, armou, tabelou, concluiu. No segundo tempo, mais próximo da área, abriu o caminho para a vitória com um gol de pura classe.

NOTAS RÁPIDAS

  • Ao que parece, o problema do mofo está sanado. Com isso, o Imperatriz Arena está liberado para jogos e, assim, a Liga segue sem problemas. Agora, o calendário é quem pressiona. No próximo sábado, dois jogos encerram a quinta rodada. Mas, no domingo, não teremos jogo novamente.
  • A FIFUBO está fazendo um estudo para criar o Projeto Perebas Internacional. A conferir.
  • Na LMC, a temporada de Clássicas segue. Até o final da semana, os ciclistas devem disputar a prestigiosa Milan San Remo.

domingo, 28 de abril de 2019

Arte e Botões - Chelsea - 28/04/2019

Notícias ruins e notícias boas na FIFUBO nesta semana. A ruim é que o Imperatriz Arena ainda sofre com o mofo, deixando um cheiro horrível não só no campo, mas se espalhando pela casa. Assim, a cancha parou neste final de semana, para tratamento que, espero, dê um fim a esse problema. Provavelmente, já estará liberado no feriado, para o complemento da quinta rodada da Liga FIFUBO.

A notícia boa é que o computador voltou a funcionar e, assim, os dados suspensos da  FIFUBO e  da LMC foram recuperados. Desta forma, na LMC, podemos saber o número de títulos, vitórias, segundos e terceiros lugares de cada ciclista, além do Regulamento Geral de Competições. E, na FIFUBO, podemos retomar uma sessão muito gostosa do site, de Arte e Botões. Tenho dois projetos de botões fora do futebol, que pretendo fazer e apresentar nos próximos dias. Mas, como o domingo está curto, vamos mostrar uma antiga, que está aqui para ser lançada há muito tempo. Vamos falar do Chelsea!

Não é o Chelsea atual, mas sim aquela máquina montada por Roman Abramovich, que abocanhou algumas das principais estrelas do futebol mundial e foi base da seleção inglesa que, como já disse aqui, considero a melhor geração daquele país. Este Chelsea começou a ser montado quando o bilionário russo comprou-o em 2003, começando uma Era de bilionários soviéticos e árabes comprando clubes medianos do futebol europeu e mudando a ordem do mundo da bola.

No início, Abramovich resolveu se divertir. Contratou alguns jogadores de boa qualidade, mas de qualidade duvidosa para transformar o mediano clube londrino numa potência mundial. Reza a lenda que o russo trouxe aqueles jogadores porque gostava deles. Desta forma, Del Horno, Duff e outros vestiram a famosa camisa azul. Se fosse comigo, Allan Delon, Euller, Etcheverry, Nei e outros teriam jogado a Premier League...

Depois de se divertir um pouco, o dono do Chelsea resolveu que era hora de ganhar títulos e começou a investir em atletas de ponta, além do treinador de classe mundial José Mourinho. Ali, começou a enfileirar títulos ingleses, copas, supercopas e chegou ao ápice na temporada 2011-12, quando levou a tão sonhada (e única) Liga dos Campeões da Europa.

A equipe que irei apresentar é aquela que reúne o elenco com o maior número de jogadores que eu gostei de ver em um só time do Chelsea (não é uma seleção do período). A numeração está modificada, para caber dentro daquela de 1 a 11, que é a que eu gosto. Obviamente, teremos casos de jogadores que mantiveram sua camisa original, já que se consagraram com ela. Vamos apresentar a equipe!

O goleiro é o espetacular Petr Cech. Na lateral direita, sigo o exemplo da seleção inglesa que fiz e uso o reserva canhoto Wayne Bridge, já que a lateral esquerda é ocupada por um dos maiores especialistas da posição em todos os tempos, Ashley Cole. A dupla de zaga tem o português Ricardo Carvalho e o eterno capitão John Terry. No meio, fazendo a tradicional linha inglesa, os jogadores dos extremos jogam em velocidade. Ali, Shawn Wright-Phillips joga na direita e Joe Cole, na esquerda. No centro, Frank Lampard e Michael Ballack garantem a qualidade do passe para a bola chegar em condições perfeitas no ataque, onde Anelka e Drogba formam uma dupla maravilhosa, se alternando entre a saída da área e a posição de centroavante. Na reserva, Paulo Ferreira pode jogar na zaga, nas laterais ou de volante, enquanto Malouda pode armar o jogo pelo meio ou pela esquerda ou até jogar como segundo atacante. E como há um gênio para montar esta grande equipe, José Mourinho está lá, à beira do campo orientando o poderoso Chelsea.



Talvez durante a semana, já consiga montar outras artes. E, talvez, o feriado já possa ajudar a desafogar um pouco o calendário. Depende da mesa estar em condições para os atletas entrarem em campo e darem o máximo de si para entreter os torcedores da FIFUBO.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Liga FIFUBO 2019 - Quinta Rodada - 23/04/2019

Terça feira, feriado de São Jorge, dia parcialmente nublado e muito calor. Esses são os ingredientes de mais um dia de futibou de butaum, com a abertura da quinta rodada da Liga FIFUBO 2019. Partida única, o público lota o Imperatriz Arena e nós vamos curtir toda a emoção deste grande jogo!

VASCO 1x1 IMPERATRIZ

Logo de cara, líder e vice líder se enfrentam. O Vasco, que vem de empate com o Estudiantes (1x1), tem preocupação com a forma de alguns jogadores, tanto é que fez treino extra no domingo, para recuperar todos. Já o Imperatriz, empolgado com a vitória sobre o River (2x1), tem em Maikon Leite o símbolo de uma equipe em ascensão. Prenúncio de um jogão!

Mas não foi isso que aconteceu. Nervosas, as duas equipes erravam muito no início do jogo. O meio de campo de ambos os lados não funcionava, obrigando os zagueiros a se arriscarem na armação e resultando em muitos erros de passe de lado a lado. Não parecia que haviam 29 títulos em campo, sendo 15 do Imperatriz e 14 do Vasco.

Curiosamente, o Imperatriz concentrava seu jogo no lado direito, deixando Maikon Leite sem a bola, do outro lado do campo. O camisa 17 reclamava muito dessa postura da equipe com o armador Douglas, o que obrigou Robinho a sair da ponta direita e tentar o jogo pelo meio, de onde poderia distribuir para o lado esquerdo e procurar o destaque da equipe. Foi só assim que o Imperatriz conseguiu chegar na área do adversário.

E foi jogando desta forma que saiu o primeiro gol, já nos acréscimos do primeiro tempo. Eder Luis recebeu na ponta direita e viu Ramon se movimentando para o meio. O camisa 7 passou a bola ao lateral, que dominou mal e viu Emerson afastar. A bola acabou nos pés de Robinho no meio de campo, que abriu na ponta esquerda para Maikon Leite. O camisa 17 dominou, partiu para cima da marcação, se livrou de Dedé para entrar na área e chutou cruzado, sem chances para Carlos Germano: Imperatriz 1x0.

No intervalo, Antonio Lopes não perdoou os erros de Ramon e o sacou, junto com Adriano, novamente apagado. Em seus lugares, entraram Allan e Bernardo. Já Dircys mudou no meio de campo, tirando Mendieta e Douglas para colocar Yago Pikachu e Dagoberto.

Com Pikachu fazendo a volância pelo lado direito, Emerson foi para o outro lado e deixou Dagoberto para armar o jogo, mais próximo dos atacantes. Mas foi o Vasco quem acertou nas táticas, com Allan entrando na lateral esquerda e Bernardo indo para a ponta esquerda, com Diego Souza centralizado e mais recuado que um centroavante. Assim, a equipe da Colina ganhou terreno e conseguiu se equilibrar em busca do empate.

O Imperatriz ganhou mobilidade na frente e viu Maikon Leite ter mais oportunidades. Em uma delas, aos 6 minutos, o camisa 17 recebeu de Robinho, invadiu a área e chutou colocado. Carlos Germano se atrapalhou e deu um tapa na bola. Os jogadores do Imperatriz alegam que a bola já havia ultrapassado a linha, mas o árbitro Chris Kavanagh mandou o jogo seguir.

E foi neste contra ataque que surgiu o empate. Após Anderson Martins afastar, Nilton tocou a Allan na ponta esquerda e o camisa 2 puxou o contra ataque. Com um passe para o meio, encontrou Bernardo, que chamou a marcação de Vitor Ramos e abriu na esquerda novamente, encontrando Felipe. O camisa 6 invadiu a área e chutou na saída de Charlie Brown, para dar números finais ao jogo: Vasco 1x1.

Destaque do jogo: Maikon Leite. Apesar do jogo fraco tecnicamente e das boas entradas de Allan e Bernardo no segundo tempo, o camisa 17 do Imperatriz sobrou novamente em campo. Com boas arrancadas pelo lado esquerdo e participação também pelo centro do ataque, marcou um gol, chutou a bola da discórdia no empate vascaíno e teve a chance da vitória nos acréscimos, que Carlos Germano evitou. Saiu, novamente, aplaudido de campo.

NOTAS RÁPIDAS


  • Em sessão após a rodada, o TJB se reuniu para analisar a ação do Imperatriz, que se sentiu prejudicado porque a bola que teria entrado (seria 2x0) não foi validada pelo árbitro, virou contra ataque e o Vasco empatou.
  • Os auditores acolheram a denúncia do Imperatriz por unanimidade e condenaram não só o árbitro do jogo, Chris Kavanagh, mas também seu auxiliar, Luis Carlos Felix, a duas rodadas de suspensão. Desta forma, na sexta e sétima rodadas, dois juízes atuarão em duplicidade.
  • Se não conseguiu vencer em campo, o Imperatriz teve dupla vitória nos tribunais. Além de ter sua ação contra os árbitros acatada, viu seus ciclistas serem liberados para atuarem livremente na LMC, disputando todas as provas do calendário. As provas já disputadas não darão pontos aos atletas, mas daqui para a frente, eles entrarão no ranking normalmente.
  • E a primeira prova depois desta vitória foi a Paris Roubaix, a Clássica conhecida como O Inferno do Norte! Em uma prova duríssima, a vitória sorriu para o ciclista italiano Damiano Cunego, da Lampre. Em segundo lugar, ficou o ciclista inglês Mark Cavendish, da T-Mobile, com o espanhol Alberto Contador, da Astana, em terceiro. Estreantes, Gaizka Lejarreta (14º) e Rafael Andriato (18º) fizeram uma boa prova e aguentaram o máximo desta corrida tão difícil.
O segundo colocado, Mark Cavendish e o terceiro, Alberto Contador, ladeiam o grande vencedor da Paris Roubaix, Damiano Cunego.