domingo, 10 de novembro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Décima Quarta Rodada - 10/11/2013

Domingo de sol forte e céu limpo, perfeito para a prática do futebol de butaum, perfeito para o encerramento da temporada regular do Torneio Clausura 2013, com um jogão que fez jus à alta qualidade do campeonato.

ESTUDIANTES 3x3 INDEPENDIENTE

O Estudiantes, dono de bela campanha no segundo turno e já com o quinto lugar garantido, não tinha muito a aspirar neste jogo. Seu treinador, Cristaldo, chegara a cogitar colocar os reservas em campo, mas a promessa de um bom encerramento de campeonato para dar moral para o Apertura 2014 o fez botar os titulares em campo e os reservas no segundo tempo. Já o Independiente precisava de um empate marcando, no mínimo, 2 gols para se garantir como segundo colocado e ter vantagem nas semifinais. Além disso, Nestor Silvera está na briga pela artilharia, o que levou Bayer a colocar o time que jogou o campeonato inteiro no campo. No primeiro turno, Independiente 5x4 Estudiantes.

Pode-se dizer que foi um jogão pela alta qualidade das jogadas, bons arremates e bolas na trave. O primeiro gol saiu aos 5 minutos e foi uma pintura, que vale ser narrada em sua totalidade. Hilário Navarro cobrou tiro de meta para Busse, que tocou de cabeça para Montenegro.  O camisa 5 tocou na esquerda para Mareque, que avançou e procurou Nestor Silvera. O camisa 11 devolveu para Mareque, que tocou para Gracián. Mesmo marcado, o camisa 19 conseguiu inverter o jogo e encontrar Facundo Parra dentro da área. O camisa 17 chutou de primeira e a bola ainda tocou no travessão antes de ir parar no fundo das redes: Independiente 1x0.

Se tocava bem no ataque, o Independiente vacilava algumas vezes na defesa. Foi assim que cedeu o empate aos 8 minutos, quando Navarro quis repor para Vella na direita, mas acabou jogando para lateral. Marco Rojo tocou para Mauro Boselli na intermediária. O camisa 9 devolveu ao lateral esquerdo, que devolveu novamente a Boselli. O centroavante invadiu a área e chutou forte, de bico, para fazer seu primeiro gol com a camisa do Estudiantes: 1x1.

As duas equipes continuaram jogando bem, para cima, trocando passes, até que o Independiente conseguiu o segundo gol antes do intervalo. Nos acréscimos, Gracián deu novo passe para Parra na área. O camisa 17 dividiu com o goleiro e a bola sobrou nos pés de Gracián, que só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio: Independiente 2x1.

No intervalo, os treinadores cumpriram suas promessas. Cristaldo sacou Rodrigo Braña e Gastón Fernandez e pôs Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez. Com isso, dava moral a Boselli pelo gol marcado. Já Bayer não teve a mesma ideia e sacou Facundo Parra e Vella para colocar Gandin e Acevedo. Silvera se mantinha em campo, para buscar a artilharia, mesmo com a boa partida de Parra. Já Acevedo entrava para atuar na lateral direita.

As mudanças não diminuíram o alto nível do jogo, as duas equipes se mantiveram num ritmo frenético. Infelizmente para o Independiente, as falhas da defesa custaram caro. Em uma delas Acevedo tentou passe para Silvera e errou. Mathias Sanchez interceptou e tocou para Enzo Perez, recebendo de volta na ponta direita, indo à linha de fundo e cruzando para a área, onde Leandro Benítez esperava sozinho para cabecear para o fundo do gol, em linda jogada coletiva aos 4 minutos: 2x2.

O Independiente não se acanhou e conseguiu ficar na frente novamente aos 6, em mais uma bela jogada coletiva. Silvera chamou Mareque na esquerda e o lateral mandou no meio para Montenegro. O camisa 5 jogou na direita para Busse, que avançou em diagonal e chutou cruzado, acertando o ângulo de Andujar: Independiente 3x2.

Quando parecia que o Independiente sairia vitorioso, eis que nova falha da defesa decretou o empate. Aos 8 minutos, Leandro Benítez driblou Tuzzio e invadiu a área, sendo derrubado por Navarro. Verón cobrou o pênalti no canto direito, enquanto o goleiro foi para o esquerdo e a bola morreu no fundo das redes: Estudiantes 3x3.

Silvera ainda teve a chance da vitória nos acréscimos, mas o chute explodiu no travessão, em jogo de altíssimo nível que mereceu os aplausos dos torcedores que compareceram em ótimo número ao Itaquá Dome.

Destaque do jogo: Leandro Benítez. Talvez tenha sido o jogo mais difícil para escolher o destaque, tamanho o nível da apresentação. Mas Benítez fez um gol e sofreu o penal que decretou o placar fina e saiu com a honraria final.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 26 pontos, 12 jogos, 8 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 42 gols pró, 23 gols contra
2° Independiente - 21 pontos, 12 jogos, 6 vitórias, 3 empates, 3 derrotas, 38 gols pró, 33 gols contra
3° Boca Juniors - 21 pontos, 12 jogos, 7 vitórias, 0 empate, 5 derrotas, 36 gols pró, 29 gols contra
4° Huracán - 18 pontos, 12 jogos, 6 vitórias, 0 empate, 6 derrotas, 25 gols pró, 38 gols contra
5° Estudiantes - 14 pontos, 12 jogos, 4 vitórias, 2 empates, 6 derrotas, 32 gols pró, 38 gols contra
6° Racing - 11 pontos, 12 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 7 derrotas, 28 gols pró, 34 gols contra
7° San Lorenzo - 10 pontos, 12 jogos, 3 vitórias, 1 empate, 8 derrotas, 26 gols pró, 32 gols contra

ARTILHARIA

1° Martin Palermo (Boca Juniors) - 12 gols
2° Nestor Silvera (Independiente) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 11 gols
3° Daniel Cigogna (Huracán) e Leandro Gracián (Independiente) - 10 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • A temporada regular se encerra e, com isso, sobram 4 equipes na disputa: River Plate, Independiente, Boca Juniors e Huracán.
  • As semifinais começarão, muito provavelmente, nesta quinta, com Huracán x River Plate e Boca Juniors x Independiente.
  • Os jogos de volta ocorrerão no fim de semana, com Independiente x Boca Juniors e River Plate x Huracán.
  • River Plate e Independiente jogam por resultados iguais, o que significa jogar por dois empates ou vitória e derrota por mesma diferença de gols, o que significa que gol como visitante não é critério de desempate.
  • O Independiente leva a vantagem mesmo empatando em pontos com o Boca, pois o segundo critério de desempate é gols pró e a equipe de Avellaneda levou vantagem (38 x 36).
  • Em 42 jogos, 227 gols foram marcados, o que deu à temporada regular uma média de 5.4 gols por jogo.
  • Os cartões amarelos não são zerados para as semifinais, o que significa que os jogadores Daniel Cigogna e Ruben Masantonio (Huracán) e Leandro Gracián (Independiente) podem ser suspensos se levarem o terceiro amarelo. Mas não há cumulação para campeonato seguinte.

sábado, 9 de novembro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Décima Quarta Rodada - 09/11/2013

Tarde de sábado, sol forte, céu limpo e uma chuva de gols na última rodada do Clausura 2013. Os dois jogos levantaram a média e definiram as semifinais. Vamos a eles!

HURACÁN 1x6 RIVER PLATE

O Huracán, contente com a classificação às semifinais, tinha uma remota chance de terminar inclusive em segundo. Mas sabendo da força de seu adversário, o técnico Sr Rabina apenas quis preparar a equipe para as semifinais. Mesmo mantendo o time que atuou o campeonato inteiro, ele já garantia que faria as mudanças no intervalo para dar ritmo a seus jogadores. Já do lado do River, a derrota ante o Racing no meio da semana (1x3) pesou na caminhada rumo à classificação em primeiro lugar. Francescoli mantinha o time e garantia que faria substituições para todos poderem ter ritmo nas semifinais, mas queria a vitória a todo custo. No primeiro turno, River Plate 4x2 Huracán.

O Huracán começou bem o jogo, avançando e concluindo com rapidez. Aos 2 minutos, Cigogna se desmarcou, recebeu de Minici e avançou pela esquerda, mandando o famoso "escopetazzo" e abrindo o marcador para o Huracán: 1x0.

O River não se acanhou, muito pelo contrário, o gol serviu para fazê-los entrar no jogo. Aos 5 minutos, Gallardo deu belo passe para Trezeguet, que invadiu a área. Islas foi ao seu encontro e afastou a bola, que caiu aos pés de Gallardo. O camisa 11 só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio e fazer River 1x1.

Aos 6 minutos, em erro de saída de bola, o River virou. Masantonio tocou para Villarruel e o camisa 13 tentou devolver. Almeyda recuperou e tocou para Barrado, que avançou pela esquerda e, da entrada da área, mandou belo chute de canhota para fazer River 2x1.

Aos 8, em novo erro do Huracán, o River encontrou o terceiro gol em situação idêntica. Masantonio tentou passar por Placente, mas perdeu a bola. Placente tocou para Almeyda, que lateralizou a Berizzo. O camisa 6 tocou para Diego Armando Barrado no meio e o camisa 19 avançou pela esquerda. Da entrada da área, mandou outro chute forte, desta vez de direita, para fazer River 3x1.

Este gol desestruturou de vez o Huracán, que não acertava mais nada. Aos 9, em jogada maravilhosa de contra ataque, o River transformou o jogo em goleada. Masantonio fez falta em Placente e o camisa 3 tocou rápido para Gallardo. Gallardo, por sua vez, deu a Barrado, que tocou para Berizzo na esquerda. O camisa 6 descobriu Buonanotte, que avançou pela esquerda e, da entrada da área, chutou cruzado para vencer Daniel Islas: River 4x1.

No intervalo, Sr Rabina sacou Barrientos (que falhou na cobertura dos dois gols de Barrado) e Milano (peça nula) para pôr Erramuspe e Barrales. Já Francescoli lançou Coudet e Funes Mori nos lugares de Almeyda e Trezeguet (Ferrari passou a ser o capitão) visando dar polivalência aos jogadores que entravam.

E o jogo continuou perfeito para o River, que tocou a bola e esperou o tempo passar. Mesmo assim ainda teve tempo de encontrar as redes. Aos 5 minutos, em bela jogada de ataque, Gallardo tabelou com Funes Mori. O camisa 9, ao invés de chutar, jogou mais atrás, de onde Ortega veio com um chute violento que estufou as redes de Islas: River 5x1.

Aos 8, o golpe de misericórdia. Em belíssima trama que começou com Placente na defesa, passou por Coudet, Barrado, Gallardo, chegou à esquerda com Buonanotte e teve uma linda inversão do camisa 30 encontrando Ferrari livre na direita, o camisa 2 deu um chute fulminante, sem defesa para Islas: River 6x1.

Destaque do jogo: Diego Armando Barrado. Novamente o volante da camisa 19 foi o grande nome do jogo. Dois gols, jogadas sensacionais, armação de jogadas... no segundo tempo, com a entrada de Coudet, passou a jogar mais recuado e, mesmo assim, se destacou. Além de continuar aparecendo na armação, foi um gigante na defesa.

RACING 1x5 SAN LORENZO

O time do Racing, empolgado pela vitória sobre o líder River Plate, queria encerrar o Clausura com uma vitória e o quinto lugar, além de preparar o time para a Supercopa FIFUBO. Madeirite mantinha a equipe que havia derrotado o líder no meio da semana. Já no San Lorenzo que, mesmo vencendo não sairia do último lugar, Nilson seguia fazendo experiências. Além de manter Bordagaray e Piatti nos lugares de Raul Estevez e Erviti, o treinador barrou Johnathan Ferrari e colocou Tellechea. A ideia aqui era já começar a ver alternativas para o Apertura 2014. No primeiro turno, San Lorenzo 2x1 Racing.

E o jogo foi uma pelada impressionante, com as duas equipes apenas cumprindo tabela. O Racing não repetia a boa atuação do último jogo. Acosta e Martin Simeone voltaram a sumir e desta vez até Ruben Capria havia desaparecido em campo. Já do lado do San Lorenzo, mesmo em clima de pelada o time se arrumou, principalmente com as subidas de Romagnoli.

Aos 6 minutos, o camisa 10 chutou e Saja mandou a corner. O próprio Romagnoli cobrou na cabeça de Bordagaray, que testou para o fundo das redes, fazendo San Lorenzo 1x0.

O gol chocou o Racing, mas não foi capaz de fazê-los reagir e, nos acréscimos, ainda viu o San Lorenzo encontrar as redes novamente. Em falta de Pelletieri em Amelli (o camisa 7 recebeu cartão amarelo por isso), Amelli cobrou para Reynoso, que deu para Luciatti. O lateral esquerdo avançou pelo meio e, da intermediária, chutou no ângulo de Saja para fazer um golaço: San Lorenzo 2x0.

No intervalo, Madeirite sacou Pelletieri e Acosta e colocou Fariña e Hauche. Já Nilson trocou Tellechea e Buffarini por Johnathan Ferrari e Erviti. Mas a grande mudança do intervalo foi do Racing, uma mudança tática. Madeirite pediu aos atacantes que ficassem na marcação e invertessem com os defensores, que iriam ao ataque.

E foi por causa dessa mudança que a equipe de Avellaneda fez uma blitz nos dois primeiros minutos, até encontrar o gol com Quiroz. O camisa 5 pegou rebote de um chute de Diego Capria para mandar para o gol vazio e fazer seu primeiro gol com a camisa do Racing.

Mas o ímpeto do Racing foi freado no minuto seguinte, quando Romagnoli tocou para Erviti e viu a redenção do camisa 11, que avançou e chutou forte, rasteiro, para vencer Saja: San Lorenzo 3x1.

O gol acabou com o Racing, que resolveu deixar o tempo passar e tentar a sorte em dezembro. Mas o azar deles estava ali no campo ainda. O San Lorenzo continuou em cima e conseguiu transformar em goleada aos 7 minutos, quando Stracqualursi cobrou corner na cabeça de Bordagaray. Revendo o filme do primeiro gol, Saja se desesperou e se atirou em cima do camisa 13, cometendo pênalti. A cobrança foi de Romagnoli, que jogou no ângulo esquerdo, enquanto Saja pulava para o canto direito. Batida no peito, aponta para o chão e Romagnoli faz a taunt da Paloma: San Lorenzo 4x1.

Nos acréscimos, o golpe de misericórdia em chutão de Reynoso. Stracqualursi invadiu e chutou prensado contra Saja. A bola sobrou para Luciatti empurrar para o gol vazio: San Lorenzo 5x1.

Destaque do jogo: Leandro Romagnoli. Em tarde de gala, o camisa 10 comandou a sua equipe na despedida do time de Almagro no campeonato. Avançou, pediu a bola, deu passes, chutou, levou perigo e ainda marcou em cobrança de pênalti. Só não fez chover.

NOTAS RÁPIDAS

  • Com a vitória do River Plate, as semifinais ficaram definidas, restando apenas o resultado de Estudiantes x Independiente neste domingo para saber se a equipe de Avellaneda ficará em segundo ou terceiro.
  • Mas já é sabido que River e Huracán farão a primeira semifinal, com vantagem para o River, e Boca e Independiente farão a segunda semifinal, com vantagem ainda a ser decidida.
  • A vitória sobre o Huracán também deu ao River a certeza de jogar com mando de campo caso passe à final.
  • O milestone da rodada vai para Daniel Cigogna. O gol marcado no início do jogo contra o River foi o décimo do mito com a camisa do Huracán.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Décima Terceira Rodada - 05/11/2013

O tempo virou nesta terça-feira, com uma frente fria chegando. Chuva fina, muito vento e temperatura em queda poderiam atrapalhar uma partida de futebol. Mas equipes argentinas estão acostumadas a este "clima de montanha", então a décima terceira rodada do Clausura foi encerrada com um jogão de bola. Vamos a ele!

RIVER PLATE 1x3 RACING

Precisando de apenas um ponto em dois jogos para garantir a liderança ao final da temporada regular (e todas as vantagens nos playoffs), o River foi para este jogo bem despreocupado. Com os retornos de Gallardo e Almeyda, Francescoli tinha equipe completa e ainda garantia que iria colocar todos os jogadores em ação no jogo de hoje, para já prepará-los para os playoffs. Já o Racing, fazendo temporada decepcionante, vinha despreocupado. O único intuito da equipe de Avellaneda era preparar os jogadores para a Supercopa FIFUBO (que o Racing tem vaga garantida, por ter vencido a Copa Olé). Madeirite também adiantou que usaria todos os seus atletas, para dar ritmo. No primeiro turno, Racing 2x3 River Plate.

Pode-se dizer, com inteira justiça, que foi o melhor jogo das últimas rodadas. Duas equipes partindo para cima, jogando com agressividade e criando jogadas sensacionais. Criticados, Acosta e Martin Simeone pareciam disputar a partida de suas vidas e, ao lado de Ruben Capria e Enrique, criavam jogadas perigosas de ataque, enquanto Quiroz, Pocchetino e Gamboa davam proteção à zaga. Do outro lado, Gallardo armava com precisão, Ortega e Buonanotte tinham o auxílio de Ferrari e Berizzo nas jogadas pelas pontas e Trezeguet finalizava com perigo. Foi um festival de bolas na trave e defesas excelentes dos goleiros.

Aos 4 minutos, o River inaugurou o marcador, quando uma jogada de pura inteligência encontrou as redes. Gallardo avançou pela direita e percebeu que Ortega atrapalhava propositalmente a visão do goleiro. Saja abriu o canto e achou que Gallardo fosse chutar lá, mas o camisa 11 chutou onde o goleiro estava anteriormente. Quando Saja percebeu, já era tarde: River 1x0.

No intervalo, os treinadores mantiveram suas promessas. Francescoli sacou Barrado e Trezeguet e pôs Coudet e Funes Mori. Madeirite tirou Diego Capria e Latorre e pôs Fariña e Hauche.

O jogo continuou de altíssimo nível, mas os quatro minutos finais foram eletrizantes. Aos 6 minutos, Enrique tocou para Martin Simeone, que tocou para Hauche. O camisa 13 perdeu a passada e recuou para Martin Simeone, que avançou pela esquerda e, da intermediária, chutou forte para, finalmente, vencer Carrizzo: Racing 1x1.

Aos 8 minutos, Coudet errou passe para Buonanotte e a bola saiu para lateral. Fariña tocou para Ruben Capria, que tabelou com Pelletieri, recebeu na frente e, de trivela, mandou um chute em curva para tirar do alcance de Carrizzo: Racing 2x1.

Aos 9, num erro de saída de bola de Coudet, Martin Simeone tocou para Ruben Capria, que fez passe em profundidade para Pelletieri. O camisa 7 invadiu a área e tocou na saída de Carrizzo para dar números finais ao confronto: Racing 3x1.

Destaque do jogo: Ruben Capria. Até os 8 minutos do segundo tempo, Carrizzo levava o prêmio, pois o River não perdia até então graças às defesas sensacionais do goleiro. Martin Simeone e Acosta foram grandes nomes, participando ativamente o jogo inteiro. Mas Ruben Capria se superou. Tendo com quem dialogar, o camisa 10 esteve no campo inteiro, armou jogadas, marcou um gol e ainda deu uma assistência para garantir a terceira vitória de sua equipe em 12 jogos.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 23 pontos
2° Boca Juniors - 21 pontos
3° Independiente - 20 pontos
4° Huracán - 18 pontos
5° Estudiantes - 13 pontos
6° Racing - 11 pontos
7° San Lorenzo - 7 pontos

ARTILHARIA

1° Martin Palermo (Boca Juniors) - 12 gols
2° Nestor Silvera (Independiente) - 11 gols
3° Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 10 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • A última rodada da temporada regular se inicia neste final de semana. Se tudo der certo, os dois primeiros jogos serão no sábado e o último no domingo. Se não, dois jogos no domingo e o último jogo durante a semana.
  • Caso a temporada regular se encerre neste final de semana, o primeiro jogo das semifinais ocorrerá no meio da semana.
  • Após o encerramento da temporada regular, será publicada a tabela completa de classificação. Tabela completa de artilheiros, prêmios e resumo das equipes, só no final do campeonato.

domingo, 3 de novembro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Décima Terceira Rodada - 03/11/2013

Domingo de céu limpo, sol forte e muito calor. Dia ideal para jogar futebol de botão. Como houve rodada no sábado, com as duas equipes que atuaram naquele dia atuando aqui também, a décima terceira rodada do Clausura só ocorreu à tarde, quando o calor já era menor. Vamos aos jogos!

INDEPENDIENTE 2x1 BOCA JUNIORS

O Independiente vinha com a obrigação de ganhar. Quarto colocado na competição, se for assim para os playoffs não conseguirá vantagem alguma. Bayer traçou para a equipe uma meta de cinco vitórias (as duas restantes pela temporada regular, as semifinais e a final) e, para isso, não poupou ninguém. Já o Boca, que jogava a última partida da temporada regular (folga na última rodada) tinha a vitória como meta, para ultrapassar o River e tentar se classificar em primeiro. Para isso, Paralelo cancelou as mudanças que faria (Acevedo no lugar de Serna, Viatri no lugar de Palermo, Palácio de volta ao ataque e Schelloto no meio, no lugar de Riquelme) e manteve a equipe que derrotou o San Lorenzo no sábado. Schelloto atuaria no ataque, para poder segurar Silvera, artilheiro do certame ao lado de Palermo. No primeiro turno, Boca Juniors 2x3 Independiente

O jogo foi sensacional no primeiro tempo, com inúmeras bolas na trave e defesas difíceis dos goleiros, mas não saiu do 0x0. No intervalo, Bayer tirou Fredes e Parra e pôs Acevedo e Gandin. Já Paralelo sacou Cagna e Riquelme (novamente nulo em campo) e colocou Battaglia e Palácio. Com isso, Schelloto iria para a armação.

E foi assim que o jogo ganhou cores. Logo aos 2 minutos, em boa jogada de contra ataque pela direita, Schelloto chutou e Hilário Navarro espalmou a corner. Na cobrança, Schelloto mandou na cabeça de Palermo, que cabeceou forte e finalmente venceu Navarro para fazer Boca 1x0.

O Independiente não se acanhou e continuou tentando o empate, mas foi graças a uma falha da defesa que conseguiu chegar lá, aos 5 minutos. Serna fez falta infantil em Silvera, próximo à entrada da área. Gracián cobrou com perfeição, no canto de Abbondanzieri. Quando o goleiro percebeu, já era tarde para pular: Independiente 1x1.

Aos 6 minutos, em nova falha, o Independiente chegou à virada. O Boca errou a saída e Gracián tocou rápido para Busse. O camisa 7 avançou e chutou prensado com Serna. Abbondanzieri preferiu fazer golpe de vista e a bola entrou mansa em seu gol, dando números finais ao confronto: Independiente 2x1.

Destaque do jogo: Hilário Navarro. Se o Independiente ganhou, pode creditar na conta do goleiro. Com grandes defesas, algumas de ponta de dedo, Navarro saiu consagrado como o melhor em campo.

SAN LORENZO 1x3 ESTUDIANTES

Se o primeiro jogo valia para a ordem dos classificados, o jogo de fundo não valia muita coisa, pois ambas as equipes já estavam classificadas. Mas com disputa pela artilharia, pois Romagnoli e Benítez estão marcando em muitos jogos. Nilson manteve Piatti no lugar de Erviti, mas lançou nova mudança neste jogo, sacando Raul 'Pipa' Estevez e colocando Bordagaray em campo, jogando assim com dois centroavantes. Já Cristaldo mantinha a equipe, pois dizia que tinha uma moral para manter em alta. No primeiro turno, Estudiantes 4x2 San Lorenzo.

O jogo foi uma pelada horrível, uma coisa de dar dó. Ninguém guardava posição ou estava preocupado em tabelar. Romagnoli atuou como volante, por opção própria, o que matou as opções de ataque do San Lorenzo. Isso foi até os 5 minutos, quando Marco Rojo lançou Verón na área e o camisa 11 foi derrubado por Migliore. Pênalti que o próprio Verón cobrou no alto, tirando do alcance de Migliore: Estudiantes 1x0.

O San Lorenzo empatou na saída de bola, aos 6. Romagnoli tocou para Buffarini, recebeu de volta e, da intermediária, chutou forte para vencer Andujar, bater no peito, apontar para o chão e fazer a taunt da Paloma: San Lorenzo 1x1.

No intervalo, Nilson tirou os laterais Jonathan Ferrari e Brian Lucatti e pôs Tellechea e Erviti. Já Cristaldo tirou Angeleri e Boselli e colocou Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez.

A mudança que surtiu efeito foi a de Cristaldo, pois logo aos 2 minutos, Enzo Perez avançou pela esquerda e inverteu para a direita, onde Mathias Sanchez pegou de primeira, cruzado, e venceu Migliore para fazer seu primeiro gol com a camisa do Estudiantes: 2x1.

A partir daí, o que se viu foi o San Lorenzo sem organização e o Estudiantes com organização, ambos esperando o tempo passar. E o tempo foi passando até os acréscimos, quando o criticado Gastón Fernandez recebeu bola vadia, avançou pelo meio e chutou. A bola desviou em Amelli e matou Migliore: Estudiantes 3x1.

Destaque do jogo: Federico Fernandez. O zagueiro da camisa 4 foi um gigante em campo. Marcou firme, desarmou e ainda se arriscou no ataque, participando da jogada do segundo gol da equipe.

NOTAS RÁPIDAS:

  • Em sessão no TJB, foram julgados o árbitro Dula Rápio e o auxiliar, Promotor, por não comparecerem ao gramado antes dos atletas no jogo San Lorenzo 1x3 Estudiantes. Por unanimidade, os auditores decidiram condenar os dois a um jogo de suspensão. Assim, tanto Dula Rápio quanto o Promotor só podem participar do sorteio no último jogo da temporada regular.
  • A Federação decidiu o calendário para o restante da temporada. A décima terceira rodada se encerra no meio da semana (terça, 05/11), a décima quarta rodada se inicia no final de semana (provavelmente domingo, 10/11) e se encerra no meio da semana (terça, 12/11), as semifinais ocorrerão no final de semana (provavelmente domingo, 17/11) e  no meio da semana (terça, 19/11) e a finalíssima é no sábado (23/11) ou domingo (24/11). Se isso vai ocorrer ou não, é complicado saber.
  • Assim, dezembro fica com apenas uma data oficial, para a disputa da Supercopa FIFUBO. Além disso, ocorrerá o Bootecon, o fórum de futebol de botão da FIFUBO, com debates sobre os mais variados temas.

sábado, 2 de novembro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Décima Segunda Rodada - 02/11/2013

Sábado de sol e muito vento. E foi neste feriado de finados que houve o encerramento da décima segunda rodada do Clausura 2013, em jogo que devia ter sido disputado durante a semana. Vamos a ele!

BOCA JUNIORS 3x2 SAN LORENZO

Já classificado, o Boca tinha a obrigação de ganhar por dois motivos: para devolver a confiança à torcida, após derrota no Superclássico com dois jogadores a mais, e para seguir na tentativa de terminar o campeonato em primeiro. Mesmo assim, a classificação antecipada deu a Paralelo o poder de fazer experiências no time e, finalmente, ceder aos apelos da torcida e crítica e tirar Palácio para pôr Guillermo Barros Schelloto. Já Nilson não tinha muita ambição a não ser preparar o time para o ano que vem e fazer suas próprias experiências. Para isso, sacou Erviti e colocou Piatti. No primeiro turno, San Lorenzo 3x4 Boca Juniors.

E foi esta mudança que deu resultado logo aos 39 segundos. O Boca saiu mal, quando Cagna tentou driblar Romagnoli. O camisa 10 do San Lorenzo o desarmou e avançou, chutando bonito no travessão. No rebote, Piatti viu o gol aberto (Abbondanzieri tinha pulado no chute de Romagnoli) e completou de chapa para fazer seu primeiro gol com a camisa do San Lorenzo: 1x0.

O Boca não se acanhou e partiu para cima, mesmo com o clima de pelada que reinava no campo de jogo. A equipe xeneize mandou várias bolas na trave de Migliore até conseguir vazá-lo nos acréscimos. Ibarra cobrou lateral para Cagna, que descobriu Schelloto no bico da área. O camisa 13 deu um lindo drible em Ameli e chutou cruzado, para vencer Migliore e fazer Boca 1x1.

No intervalo, Paralelo trocou Serna e Palermo por Battaglia e Viatri, com Schiavi passando a ser o capitão. Já Nilson trocou Raul Estevez e Ameli por Bordagaray e Tellechea.

As mudanças no intervalo foram benéficas para o Boca, que continuou dominando, se aproveitando da péssima partida de Romagnoli. Aos 4 minutos, Schelloto recebeu de Basualdo dentro da área, virou de costas para o gol e ajeitou para Viatri. O camisa 7 veio correndo e chutou no ângulo de Migliore, para fazer Boca 2x1.

O gol desestruturou completamente o San Lorenzo e deu ao Boca tranquilidade para tocar a bola. Romagnoli era facilmente anulado por Escudero; o camisa 2 era aplaudido pela torcida a cada desarme. E foi num desses desarmes que o Boca encontrou seu terceiro gol, aos 6 minutos. Escudero tomou de Romagnoli e  chutou a bola nas canelas do camisa 10. A bola saiu para lateral e Escudero cobrou para Cagna no meio de campo. O camisa 8 avançou livre, sem marcação nenhuma, até chutar cruzado e forte. Migliore não alcançou e o Boca chegou a 3x1.

A partir daí, o Boca passou a tocas a bola e esperar o jogo passar. Nos acréscimos, Escudero tentou tocar para Schelloto, mas o passe caiu nos pés de Romagnoli. O camisa 10 ajeitou e chutou forte, sem chances para Abbondanzieri. Romagnoli bateu no peito, apontou para o chão e fez a taunt da Paloma: San Lorenzo 2x3.

Apesar disso, o San Lorenzo não conseguiu empatar. Quando Romagnoli arriscou de longe e isolou, o juiz José Roberto Wright encerrou a partida.

Destaque do jogo: Guillermo Barros Schelloto. A torcida pedia o camisa 13 no lugar de Palácio, mas Paralelo preferia mantê-lo como opção para o segundo tempo, no ataque ou na armação. Desta vez, ao dar oportunidade a ele, não se arrependeu. Com um gol e uma assistência, além de  armar jogadas e mandar alguns chutes na trave, Schelloto foi o grande nome da partida.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 23 pontos
2° Boca Juniors - 21 pontos
3° Huracán - 18 pontos
4° Independiente - 17 pontos
5° Estudiantes - 10 pontos
6° Racing - 8 pontos
7° San Lorenzo - 7 pontos

ARTILHARIA

1° Martin Palermo (Boca Juniors) e Nestor Silvera (Independiente) - 11 gols
2° Daniel Cigogna (Huracán) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 9 gols
3° Leandro Benítez (Estudiantes) e Leandro Gracián (Independiente) - 8 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Neste domingo, será aberta a décima terceira rodada, com os jogos Independiente x Boca Juniors e San Lorenzo x Estudiantes. O ideal é que uma equipe não jogue em dois dias seguidos, mas diante da dificuldade de se fazer partidas durante a semana, Boca e San Lorenzo terão que voltar a campo em tão pouco tempo.
  • Em partida amistosa disputada após Boca x San Lorenzo, Velez Sarsfield e Americano de Campos empataram em 2x2. Os gols do Velez foram de Romero e Claudio Hussain, enquanto Pelica e Ronaldo marcaram para o Americano. A partida foi encerrada aos 5 minutos do segundo tempo, por conta dos fortes ventos.

domingo, 27 de outubro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Décima Segunda Rodada - 27/10/2013

Domingo de tempo estranho. Ora fazia sol forte, ora ficava nublado, às vezes uma chuva fraca caía. Mas nada impediu os torcedores de irem ao Itaquá Dome para assistirem à abertura da décima segunda rodada do Clausura 2013, pois os dois jogos do dia poderiam embolar o campeonato, classificar mais um time, dois ou todos os quatro para as semifinais. Vamos aos jogos!

RACING 2x0 HURACÁN

O Racing, já desclassificado, era uma incógnita. Ninguém sabia ao certo o que a equipe de Avellaneda poderia aprontar no jogo, já que podia muito bem entrar sem pressão e fazer um bom jogo, ou entrar sem nenhuma responsabilidade e deixar o jogo rolar. A única certeza é que Madeirite iria fazer todas as substituições a que teria direito, para dar chances a todos os jogadores. Já o Huracán precisava empatar ou vencer para garantir a vaga nas semifinais com antecipação. Vindo de uma virada épica contra o Estudiantes (6x5) e com Cigogna voltando a marcar, a equipe de Buenos Aires tinha uma empolgação extra para o jogo. No primeiro turno, Huracán 2x5 Racing.

O Racing marcou logo aos 20 segundos. Na saída de bola, Ruben Capria esticou para Pelletieri. Walter Ferreiro correu para interceptar, pisou na bola e caiu. A bola sobrou limpa para Pelletieri, do bico da área, chutar forte e cruzado para vencer Islas e fazer Racing 1x0.

O gol desestruturou o Huracán e empolgou o Racing, que foi para cima com belos toques e boas jogadas. Aos 2 minutos, Ruben Capria recebeu e se preparou para invadir a área. No desespero de bloquear o lance, Daniel Islas empurrou Pelletieri e o juiz Dula Rápio marcou pênalti. Ruben Capria cobrou no canto direito, mas Islas voou e conseguiu fazer a defesa. Era o que o Huracán precisava para entrar no jogo. Porém, uma marcação forte do Racing impedia os avanços do time de Buenos Aires e o primeiro tempo terminou mesmo 1x0 para o time de Avellaneda.

No intervalo, Madeirite cumpriu o prometido. Tirou Diego Capria e Diego Latorre (duas figuras nulas) e colocou Fariña e Hauche. Já Sr Rabina trocou Villarruel e Mauro Milano por Erramuspe e Diego Barrales.

O jogo continuou da mesma forma. O Huracán, desinteressado, não conseguia furar a bela marcação do Racing, que buscava tocar a bola na espera de um contra ataque mortal. E este só veio aos 6 minutos, em jogada magistral da equipe de Avellaneda. Pocchetino recuperou bola na defesa e tocou para Martin Simeone, que conseguiu um domínio difícil e tabelou com o camisa 6. Com um lançamento magistral, ele conseguiu inverter o jogo e encontrar Acosta livre na direita. O camisa 9 só ajeitou e chutou forte, na saída de Islas, para dar números finais ao confronto: Racing 2x0.

Destaque do jogo: Martin Simeone. O camisa 8 jogou sua melhor partida até aqui. Marcando com aplicação e desafogando a equipe na saída de bola, foi o gigante que se esperou o campeonato inteiro. O lançamento para o segundo gol foi de uma maestria ímpar.

ESTUDIANTES 1x5 RIVER PLATE

Para o jogo de fundo, o Huracán jogou a batata quente nas mãos do Estudiantes, pois um empate tirava a equipe de La Plata do campeonato. O Estudiantes, empolgado pelas boas partidas (mesmo com derrota em algumas), jogava nesta partida a sua sorte no campeonato. Cristaldo resistia à pressão da torcida, que pedia Hernan Rodrigo Lopez no lugar de Boselli, que não fez um gol no campeonato. Mas o artilheiro uruguaio permanecia no banco. Já o River, único classificado e empolgado com a vitória no Superclássico (3x2), tinha problemas para a partida de hoje. Com Gallardo e Almeyda suspensos no lugar de Carrizzo, era óbvio que Coudet e Funes Mori entrariam, pois eram os únicos reservas da equipe. O problema era a alteração tática. Ortega passava a atuar na armação e Funes Mori (centroavante de origem) jogava na ponta direita. Com Coudet, Barrado atuaria mais recuado. Ferrari era o capitão da equipe, na ausência de Almeyda. No primeiro turno, River Plate 5x1 Estudiantes.

Em nenhum momento do jogo, o Estudiantes tomou a dianteira. Tocando a bola com inteligência (para não cansar os jogadores) e marcando forte, o River deixava para a equipe de La Plata a missão de abrir buracos para tentar armar jogadas de ataque. Assim, a equipe de Nuñez tinha os contra ataques à sua disposição e foi assim que conseguiram o primeiro gol logo aos dois minutos. Paz recuperou bola na área e saiu pela esquerda com Berizzo. O camisa 6 tocou no corredor para Buonanotte, que avançou pela esquerda e chutou forte, da entrada da área. A bola ainda tocou no travessão antes de quicar para dentro: River 1x0.

O Estudiantes tinha dificuldades e contava com Veron para armar a equipe, pois Leandro Benítez era figura nula em campo. Mesmo assim, aos 5 minutos, eles conseguiram o empate, em jogada parecida com a do gol do River. Federico Fernandez recuperou bola na área e saiu pela esquerda com Marco Rojo. O camisa 6 tocou no corredor para Enzo Perez, que avançou e chutou da intermediária. Carrizzo espalmou com dificuldades para o meio da área e a bola, pererecando, sobrou para Veron. O capitão do time mergulhou de peixinho e tocou de cabeça para o fundo das redes. Os jogadores do River reclamaram impedimento, mas José Maria Paz dava condições a Veron: 1x1.

No minuto seguinte o River conseguiu voltar a ficar na frente. Diego Armando Barrado saiu com a bola dominada da sua intermediária, tabelou primeiro com Berizzo, depois com Trezeguet, e da entrada da área chutou com força para vencer Andujar, aos 6 minutos: River 2x1.

No intervalo, somente o Estudiantes fez alterações (o River não tinha reservas à disposição). Cristaldo trocou Leandro Benítez e Mauro Boselli por Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez. Com isso, Veron passava a ter liberdade total na armação. Cristaldo sabia que o campeonato seria jogado em apenas 10 minutos...

Mas a mudança não surtiu efeito. O River continuou dominando. Marcando forte e saindo em contra ataques, encontrou o terceiro gol logo a um minuto, quando Ferrari recuperou bola esticada na direita, tocou para Coudet e o camisa 8 descobriu Trezeguet livre no meio. O camisa 7 francês ganhou no pé de ferro contra Mathias Sanchez e, com chute forte, venceu Andujar, fazendo River 3x1.

Este gol derrubou a equipe de La Plata de vez, pois dava a impressão de que nada que fizessem seria bom o suficiente para derrubar o gigante River Plate. E, realmente, nada poderia derrubar a forte marcação e o contra ataque mortal, como ficou provado aos 4 minutos. Angeleri, assustado com a presença de Buonanotte em seu encalço, jogou a bola para lateral na intermediária. Berizzo tocou, Buonanotte deixou para Ortega e o camisa 10 chutou cruzado para vencer Andujar, fazendo River 4x1.

Este gol, além de sepultar qualquer chance de classificação do Estudiantes, ainda trouxe de volta o fantasma da goleada sofrida no primeiro turno. Piedoso quanto a isso, o time do River passou a tocar a bola com muita lentidão, para fazer o jogo passar e o Estudiantes não sofrer mais. Mas Angeleri estava assustado e, vendo Trezeguet em seu encalço, jogou a bola para fora novamente, desta vez a corner, aos 6 minutos. Berizzo tocou para Trezeguet curtinho e o camisa 7, vendo o goleiro adiantado, chutou por cobertura, fazendo um golaço sem ângulo, praticamente um gol olímpico: River 5x1.

Destaque do jogo: Diego Armando Barrado. Apesar dos dois gols de centroavante marcados por Trezeguet, o destaque do jogo foi o volante Barrado. Peça fundamental na marcação forte e principal armador da equipe, o camisa 19 foi o responsável por dar velocidade aos contra ataques da equipe. E ainda marcou um belo gol.

NOTAS RÁPIDAS

  • Com a vitória do River em cima do Estudiantes, a equipe de La Plata não pode mais se classificar para as semifinais, pois só pode chegar aos 16 pontos, enquanto o Independiente (o quarto colocado) já tem 17 pontos.
  • Com isso, River, Boca, Huracán e Independiente garantem vaga nas semifinais, restando agora decidirem a posição de cada um na tabela final.
  • O milestone da rodada vai para David Trezeguet. Com o primeiro gol marcado contra o Estudiantes, o atacante francês chega a 10 na carreira.
  • A péssima campanha do Racing no campeonato tem um dado curioso. Suas duas únicas vitórias no certame foram em cima do Huracán, terceiro colocado e já classificado para as semifinais.
  • A rodada se encerra no meio da semana, com Boca Juniors x San Lorenzo e um amistoso do Velez, com adversário ainda a ser definido, como jogo bônus.

sábado, 19 de outubro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Décima Primeira Rodada - 19/10/2013

Sábado de céu azul e temperatura em elevação, o dia ideal para um Superclássico! Ideal também para o fechamento da décima primeira rodada do campeonato, com dois jogos dos mais emocionantes do ano. Vamos a eles!

RIVER PLATE 3x2 BOCA JUNIORS

O Superclássico vem capturando a atenção das torcidas a semana inteira. O River, desta vez em baixa após dois empates e a perda da liderança, vinha com equipe completa após Berizzo cumprir suspensão contra o Independiente, no lugar de Carrizzo (que não pode ser expulso por ser goleiro). O Boca, com a confiança em alta após recuperar a liderança em grande estilo, também tinha equipe completa. Em entrevista durante a semana, Abbondanzieri dizia que nem a baixa produtividade de alguns jogadores (principalmente Riquelme) era capaz de atrapalhar a empolgação da equipe, pois ele sabia que o camisa 10 e os outros cresceriam neste clássico. No primeiro turno, Boca Juniors 4x3 River Plate.

E foi um jogão de bola! As duas equipes tocando com classe, utilizando todo o tempo para tramar jogadas, com boa participação de todos os atletas e um bom revezamento na liderança da partida. O primeiro gol, no entanto, só saiu aos 5 minutos, quando Basualdo avançou pela esquerda e deu belo passe em profundidade para Palermo dentro da área. O camisa 9 chutou, Carrizzo defendeu e, no rebote, o próprio Palermo empurrou para o gol vazio, incendiando o Itaquá Dome: Boca 1x0.

O River não se intimidou e continuou buscando o empate, tramando boas jogadas e sendo premiado aos 9 minutos, quando Placente saiu da defesa em velocidade e deu bom passe no meio da zaga para Gallardo, que se aproveitava do buraco deixado pelo volante Serna. Gallardo avançou até a entrada da área e chutou rasteiro, sem chances para Abbondanzieri para empatar: River 1x1.

No intervalo, Francescoli fez apenas uma mudança, ao tirar Buonanotte e colocar Funes Mori. Já Paralelo tirou Serna (imperdoável pelo buraco deixado no gol de empate) e Palacio (novamente apagado) e pôs Battaglia e Viatri em seus lugares. Palermo passou a ser o capitão do Boca e a postura dos dois treinadores, de tirar atacante de movimentação para pôr centroavante, indicava um jogo mais ofensivo no segundo tempo.

Mas uma coisa que aconteceu com 42 segundos mudou a história do Superclássico. Carrizzo tocou na bola fora da área e foi expulso. Gallardo foi o sorteado para sair em seu lugar e, com isso, Francescoli foi obrigado a mudar toda a logística da equipe. Ortega deixou a ponta direita e passou a armar o jogo, Funes Mori deixou a ponta esquerda e passou a dividir o centro de ataque com Trezeguet, sendo que o francês foi para a esquerda e o argentino atuou na direita.

Essa mudança demorou a surtir efeito para o River e o Boca se aproveitou disso para pressionar, criando as melhores situações, em uma verdadeira blitz. De tanto tentarem, conseguiram a virada aos 2 minutos, quando Arruabarrena cobrou lateral para Basualdo, que invadiu a área e foi derrubado por Carrizzo. Pênalti que Palermo cobrou deslocando Carrizzo e acabando de vez com a má fama em cobranças penais: Boca 2x1.

Com um a menos e em desvantagem no placar, o River tinha que se expor e tentar o empate. E ele veio aos 4 minutos, quando Cagna fez falta em Barrado no meio de campo. José Maria Paz cobrou rápido para Trezeguet, que inverteu para a direita e fim de encontrar Funes Mori. O camisa 9 invadiu a área e se aproveitou de falha de Abbondanzieri, que abriu o corredor para ele chutar. A bola entrou mansa e o River empatou: 2x2.

O River cresceu com o gol e passou a acreditar na vitória, mas seu goleiro fez nova lambança aos 7 minutos. Carrizzo, novamente, tocou na bola fora da área e foi expulso pela segunda vez no jogo. Sorteado em seu lugar, Almeyda saiu (Ferrari passou a ser o capitão) e o River ficou completamente perdido, pois nessa brincadeira perdeu dois dos três meio campistas que tinha no jogo.  Francescoli não mudou, apenas plantou Barrado e liberou Ortega de vez. O River passou a marcar pressão, para afastar o Boca da área e segurar o empate.

Mas se os deuses do futebol jogaram para o Boca no primeiro turno, desta vez jogaram a favor do River. Aos 9 minutos, Schiavi fez falta em Funes Mori no bico da área. Sem os dois cobradores oficiais, demorou-se a definir quem cobraria a falta, até que Ortega se apresentou, ajeitou e chutou por cima da barreira, no ângulo de Abbondanzieri: River Plate 3x2.

Destaque do jogo: Martin Palermo. Independente da derrota, o centroavante foi a grande figura do clássico. Dois gols, movimentação intensa e uma ameaça constante ao gol do River. Pena que estava do lado derrotado...

HURACAN 6x5 ESTUDIANTES

A situação do jogo era a seguinte: vitória ou empate do Huracán eliminava o San Lorenzo, mas mantinha uma chance mínima do Estudiantes. Vitória do Estudiantes embolava a disputa por completo, pois diminuiria a distância para o quarto colocado (o próprio Huracán) para apenas 2 pontos, com 9 ainda em disputa.

O Huracán, além disso, tinha um desfalque seriíssimo. Barrientos não atuaria, expulso no lugar de Daniel Islas no último jogo. Em seu lugar entrava Erramuspe. Já o Estudiantes, vindo de duas vitórias no returno, tinha a empolgação pela arrancada e o time completo. Cristaldo pediu aos dois atacantes, Gastón Fernandez e Mauro Boselli, que se movimentassem pelo ataque todo, para confundir Erramuspe.

E o jogo foi todo do Estudiantes, que avançou feito rolo compressor, com boa participação de Verón, Benítez e Perez na articulação de jogadas. Logo a um minuto, Verón deu belo passe para Leandro Benítez, que avançou pela esquerda e chutou cruzado, no ângulo de Islas, para fazer Estudiantes 1x0.

O gol foi ótimo para o Estudiantes mostrar sua recuperação no segundo turno e o segundo não demorou a sair, em nova trama do trio de armadores. Verón tocou para Benítez na esquerda, que chamou toda a marcação e inverteu na direita para Enzo Perez. O camisa 7 recebeu na diagonal e chutou cruzado para vencer Islas e fazer Estudiantes 2x0 aos 3 minutos.

Aos 4, no erro de saída do Huracán, o Estudiantes partiu em velocidade com Verón tocando para Benítez na esquerda. O camisa 8 avançou e chutou. Islas deu rebote e a bola sobrou nos pés de Verón, que empurrou para o gol vazio: Estudiantes 3x0.

Com este resultado em tão pouco tempo, a goleada já estava desenhada. Embora Cigogna se movimentasse, o Huracán não tinha como fazê-lo chegar à área para concluir e isso prejudicava o andamento da equipe de Buenos Aires. Só um momento espírita poderia fazer o jogo mudar. E ele aconteceu aos 7 minutos. Verón arrancou pelo meio e chutou forte, rasteiro. Islas defendeu com o pé esquerdo e a bola foi indo, indo, indo sem oposição, até entrar mansamente no gol de Andujar. Foi o segundo gol de Daniel Islas com a camisa do Huracán.

Para o Estudiantes e seu bom jogo, não foi mais que um gol de honra, tanto que a equipe continuou jogando seu belo futebol, mas os deuses do futebol não estavam muito contentes com a estada em La Plata e resolveram mudar de lado. Aos 9 minutos, Cigogna voltou ao meio de campo para buscar jogo e tabelou com Centurión e Minici. Vendo que não poderia avançar muito, o mito recebeu passe de Minici à sua feição e mandou um escopetazo de longe, acertando o ângulo de Andujar: Huracán 2x3.

No intervalo, ambos mudaram suas peças nulas de ataque. Sr Rabina tirou Milano e pôs Barrales; Cristaldo tirou Boselli (que ainda não marcou com a camisa do Estudiantes) e pôs Hernan Rodrigo Lopez.

Não foram as mudanças que deram uma virada no jogo, mas o que os treinadores falaram. Com uma nova postura, o Huracán anulou o Estudiantes e virou de forma espetacular. Logo aos 13 segundos, na saída de bola, Ruben Masantonio tocou para Centurión, que avançou pela direita. Com a bola caindo mais do lado direito, só restava ao camisa 8 o chute de trivela e Andujar se preparou para isso. Mas Centurión virou o corpo e chutou de chapa, deslocando Andujar e vendo a bola tocar na trave antes de entrar: Huracán 3x3.

O gol desconcertou totalmente o Estudiantes e o Huracán partiu para cima em busca da vitória. Aos 2 minutos, em linda jogada que começou com tiro de meta de Islas para Erramuspe, passe no meio para Ruben Masantonio, que passou no meio de dois jogadores no meio de campo e deu linda bola para Cigogna nas costas da zaga, o camisa 9 invadiu a área e tirou do alcance de Andujar para virar o jogo para o Huracán: 4x3.

A partir daí, um show da equipe de Buenos Aires. Aos 3 minutos, em erro de saída do Estudiantes, foi a vez de Minici receber de Walter Ferreiro à sua feição: de longe pela esquerda. O chute saiu forte e cruzado e venceu Andujar, com Minici comemorando o quinto gol de sua equipe: Huracán 5x3.

Entregue, o Estudiantes errava bolas fáceis e via o seu lindo toque de bola dos primeiros 5 minutos de jogo passar para o lado do Huracán. Aos 5, em nova jogada maravilhosa de Walter Ferreiro para Minici na esquerda; de Minici para Centurión no meio; de Centurión para Barrales na entrada da área; de Barrales para Masantonio e de Masantonio de volta para Barrales, só restava ao camisa 11 o chute sem goleiro para fazer Huracán 6x3.

Parecia um castigo muito grande para o belo futebol do Estudiantes no segundo turno, então as coisas teriam que ficar mais equilibradas, para não ficar tão feio. Aos 7 minutos, Leandro Benítez recebeu de Hernan Rodrigo Lopez pela esquerda, avançou em velocidade e chutou cruzado para fazer Estudiantes 4x6.

Aos 9 minutos, em jogada idêntica, quem tocou foi Benítez e quem avançou foi Hernan Rodrigo Lopez, para chutar cruzado e vencer Islas: Estudiantes 5x6.

A partir daí, o time de La Plata cresceu e a equipe de Buenos Aires se desesperou, mas foi no momento em que brilhou a estrela de Daniel Islas, com duas defesas de ponta de dedo para garantir a vitória nos acréscimos.

Destaque do jogo: Daniel Cigogna. Se o jogo terminasse aos 5 minutos do primeiro tempo, o prêmio iria para Verón. Poderia também ser dado a Islas, autor de milagres em campo e de um gol de goleiro. Mas o mito merece o prêmio pelos dois golaços que fez e pela movimentação constante, o que resultou na inflamação de sua equipe em busca de uma virada.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 20 pontos
2° Boca Juniors - 18 pontos, 32 gols pró
3° Huracán - 18 pontos, 24 gols pró
4° Independiente - 17 pontos
5° Estudiantes - 10 pontos
6° San Lorenzo - 9 pontos
7° Racing - 5 pontos

ARTILHARIA

1° Martin Palermo (Boca Juniors) e Nestor Silvera (Independiente) - 11 gols
2° Daniel Cigogna (Huracán) - 9 gols
3° Leandro Benítez (Estudiantes), Leandro Gracián (Independiente) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 8 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • A vitória no Superclássico deu ao River Plate a classificação antecipada para as semifinais. A equipe de Nuñez chegou aos 20 pontos e o Estudiantes, o primeiro fora da lista de classificação, só pode chegar a 19.
  • Por outro lado, a vitória do Huracán eliminou o San Lorenzo. A equipe de Almagro, agora, só pode chegar a 16 pontos e o Independiente (o primeiro na lista de classificação) já tem 17.
  • O Estudiantes tem jogo crucial contra o River Plate no próximo fim de semana, pois sua situação é complicadíssima. A equipe de La Plata só pode chegar a 19 pontos. Nos dois jogos que lhes restam, Boca e Huracán não podem fazer mais que um ponto e o Independiente (que folga na rodada) não pode fazer mais que dois. Mesmo assim, uma derrota ou empate do Estudiantes põe um ponto final na sua arrancada rumo à classificação.