domingo, 3 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Terceira Rodada - 03/09/2017

Um lindo domingo de sol e temperatura em elevação para o encerramento da terceira rodada do Clausura. O público percebeu o bom tempo e lotou o Itaquá Dome, sendo brindado com uma chuva de gols. Vamos aos jogos!

ESTUDIANTES 2x3 VELEZ SARSFIELD

O jogo mais interessante do domingo oporia estilos e situações no campeonato. O Estudiantes venceu seus dois primeiros jogos e queria continuar a boa carreira, para não deixar o River se isolar na liderança. Já o Velez, vindo de derrota (2x3 Boca), precisava voltar ao bom futebol para reencontrar o caminho das vitórias.

O primeiro tempo foi muito bom e movimentado. O Estudiantes mostrava a organização que lhes trouxe a surpreendente campanha e o Velez, mesmo sem mostrar a costumeira organização, partia para o ataque com boas chances de abrir o marcador.

O primeiro gol veio aos 3 minutos, na jogada mais estranha do campeonato até aqui. Verón tocou a Enzo Perez no meio e o camisa 7 abriu na direita para Gastón Fernandez. O camisa 10 se atrapalhou com a bola, ficou indeciso entre passar a Boselli no meio ou continuar sozinho pela ponta e, quando decidiu pelo passe, o camisa 9 estava impedido. Assim, Gastón resolveu continuar jogando, mas se atrapalhou novamente. Emiliano Papa percebeu isso e correu para isolar a bola. Chutou em cima de Gastón Fernandez, a bola subiu, ganhou efeito e morreu dentro das redes do Velez: Estudiantes 1x0.

O erro de Papa fez os jogadores do Velez ficarem nervosos. Insua se omitia e preferia delegar a função de armação a outros jogadores, incapazes de levar a equipe adiante. Mas, aos 6 minutos, os irmãos Hussain resolveram assumir a obrigação e levaram o time ao empate. Sosa cobrou o tiro de meta para Insua no meio e o camisa 11, mais uma vez, abriu na direita para Peruzzi. Claudio Hussain pediu a bola, avançou pela intermediária e tocou a seu irmão, Dario. O camisa 10 recebeu, tentou o drible e Marco Rojo o desarmou, saindo com a bola pela lateral. Claudio Hussain repôs rápido e Dario recebeu nas costas do lateral adversário, avançando pela ponta e chutando cruzado do bico da área, para vencer Andujar e fazer Velez 1x1.

No intervalo, Cristaldo tirou Marco Rojo e Gastón Fernandez (este, completamente nulo) para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez. Já Tripa Seca não perdoou os erros de Insua e o tirou, junto com Turco Assad (que não tocou na bola), colocando Cubero e Lucas Pratto. Cubero iria para a cabeça de área e Gago passaria à armação.

Apesar do segundo tempo ter as equipes mais bagunçadas do que no primeiro, a mudança de Tripa Seca fez a diferença e Gago conseguiu armar o jogo com mais maestria que Insua. O Velez ganhou volume de jogo e conseguiu a virada aos 4 minutos. Cubero interceptou passe que ia para Boselli e tocou no meio para Gago. O camisa 5 abriu na direita para Gino Peruzzi, que passou no corredor para Claudio Hussain. O camisa 8 avançou pela ponta, evitou a marcação de Sanchez e, do bico da área, chutou cruzado, como seu irmão havia feito no primeiro tempo: Velez 2x1.

Com a desvantagem no placar, o Estudiantes teve que se lançar ao ataque e até conseguiu chegar com volume, mas Enzo Perez e Leandro Benítez cansaram e não puderam ajudar muito na armação. O Velez, por sua vez, se beneficiou disso para buscar o contra ataque. Aos 8 minutos, Hernan Rodrigo Lopez foi ao fundo e cruzou, mas Cubero afastou. A bola caiu aos pés de Gago, que abriu na direita para Claudio Hussain. O camisa 8 avançou pela ponta direita e, diante da marcação de Federico Fernandez, tocou no meio para Dario Hussain, que recebeu de frente para o gol e tocou na saída de Andujar, fazendo Velez 3x1.

O Estudiantes descontou na saída de bola. Aos 9, Verón fez o 'toca y me voy' com Enzo Perez, viu o goleiro fechar o ângulo e levou a bola mais para o fundo do campo. Sosa voltou rápido e se atirou para evitar o chute, mas Verón mandou a bola alta e no ângulo oposto, no gol mais bonito do jogo: Estudiantes 2x3.

Destaque do jogo: Dario Hussain. Ao lado de seu irmão, o camisa 10 levou um time apático à frente. Se movimentou no campo de ataque, buscou tabelas e conseguiu marcar duas vezes, trazendo a vitória ao Velez.

HURACÁN 2x4 SAN LORENZO

O último jogo da rodada colocaria frente a frente as duas equipes consideradas as mais fracas do campeonato. Embora o Independiente tenha perdido suas 3 partidas, o consenso é o de que, em breve, a equipe vencerá. Como o Estudiantes está bem no campeonato, a aposta é que Huracán e San Lorenzo brigarão nas duas últimas posições do campeonato. O Huracán já conseguiu uma vitória (3x2 Boca, na estreia) e quer voltar a vencer, para pular para a parte de cima da tabela. O San Lorenzo perdeu suas duas primeiras partidas e tomou 4 gols em cada uma delas (1x4 Estudiantes e 0x4 River). Por pegar uma equipe que joga no campo de defesa, o treinador Nilson apostou numa formação ultra ofensiva, com Buffarini e Piatti como volantes encostando em Romagnoli. Com isso, a equipe ataca com 6 jogadores.

Tecnicamente, foi um jogo ruim, mas sobrou emoção. O San Lorenzo buscou ocupar o campo de ataque desde o início e se abriu aos contra ataques. Assim, logo a um minuto, Barrientos interceptou bola que ia para Stracqualursi e tocou a Ruben Masantonio. O camisa 10 percebeu que Piatti se adiantou para roubar a bola e estourou-a no camisa 12, ganhando o córner. Villarruel cobrou o escanteio no primeiro pau e Masantonio desviou de cabeça, fora do alcance de Migliore, fazendo Huracán 1x0.

O San Lorenzo empatou na saída de bola. Romagnoli fez o 'toca y me voy' com Stracqualursi e começou a jogar pela ponta, para tentar tirar do goleiro. Ruben Masantonio o acompanhou e os dois camisas 10 travaram um bom duelo. Romagnoli levou a melhor no pé de ferro, driblou Masantonio e continuou avançando pela ponta, antes de chutar cruzado e vencer Islas. Aos 2 minutos, Romagnoli batia no peito, apontava ao chão e fazia a taunt da Paloma pela primeira vez no campeonato: San Lorenzo 1x1.

O jogo ficou bom e ambas as equipes se fartaram de desperdiçar oportunidades. O San Lorenzo tinha dificuldades para atacar pelas pontas. Romagnoli abria o jogo, mas Raul 'Pipa' Estevez não conseguia acertar os passes e, com isso, passou a ser vaiado pela torcida. Mas, aos 6 minutos, tudo mudaria. Romagnoli abriu para o camisa 7 na direita e os torcedores começaram a protestar. Estevez inverteu o jogo para a esquerda e correu para o meio, fugindo da marcação. Stracqualursi recebeu e devolveu na medida para Estevez, que recebeu de frente e chutou na saída de Islas, fazendo San Lorenzo 2x1.

O Huracán não se acanhou com a derrota e partiu em busca do empate. De tanto tentarem, acabaram sendo premiados aos 10 minutos. Barrientos rebateu bola da área e, no rebote, Masantonio abriu na direita para Danelon. O camisa 2 tocou no corredor para Milano e o camisa 7 avançou, nas costas de Luciatti. Trazendo a bola para o meio, Milano ganhou ângulo e, com um chute rasteiro e cruzado, venceu Migliore, fazendo Huracán 2x2.

No intervalo, Sr Rabina radicalizou. Além de Centurión, tirou Cigogna, que não tocou na bola. Em seus lugares, entraram Erramuspe e Barrales. Já Nilson desfez o 4-3-3, pois Erviti não fez nada em campo. Além do camisa 11, saiu Stracqualursi, que até participava do jogo, mas não fazia a sua função de concluir. Em seus lugares, entraram Reynoso e Bordagaray.

É até difícil dizer isso, mas o 4-4-2 losango funcionou muito melhor que o 4-3-3. A imprensa e os torcedores foram unânimes em pressionar Nilson a adotar a formação com 3 atacantes, mas ao desfazer esse esquema, ele ganhou o jogo. No 4-3-3, Romagnoli é um mero passador de bola e precisa voltar para recompor o meio de campo. No 4-4-2, é protagonista. Se mexe no campo todo, busca tabelas e conclui. Ao entrar em campo, Reynoso impediu os contra ataques do rival e, com isso, Buffarini e Piatti puderam ajudar pelos lados do campo. Ajudou o fato de que o Huracán recuou o time, mas sem uma melhor distribuição em campo, o San Lorenzo jamais chegaria à vitória.

Bem organizado, o time encontrou o seu terceiro gol aos 4 minutos. Após uma blitz, onde Bordagaray, Piatti e Luciatti tentaram e Islas salvou, a bola sobrou na direita para Raul 'Pipa' Estevez. Desta vez, o camisa 7 foi aplaudido ao tocar na bola e, incentivado, se livrou de Erramuspe com um lindo drible, antes de rolar para Romagnoli no meio. O camisa 10 recebeu na meia lua e se aproveitou do fato de ter muita gente na frente de Islas, para chutar rasteiro no canto direito e fazer San Lorenzo 3x2. Novamente, baita no peito, apontava ao chão e fazia a taunt da Paloma...

Com a equipe de Almagro na frente, o Huracán precisou se lançar ao ataque, mas Ruben Masantonio não tinha com quem tabelar. O San Lorenzo anulou completamente as ações do adversário e se lançou no contra ataque. Aos 8 minutos, Masantonio não teve a quem passar e rifou a bola. Reynoso pegou e abriu na esquerda para Piatti. O camisa 12 tocou a Romagnoli no meio e o camisa 10, com liberdade, avançou. Levantando a cabeça, viu Bordagaray livre na esquerda e lhe passou a bola. O camisa 13 recebeu já dentro da área e chutou de primeira na saída de Islas, para dar números finais ao confronto: San Lorenzo 4x2.

Destaque do jogo: Leandro Romagnoli. Com liberdade, o camisa 10 pôde mostrar seu futebol. Armou o jogo, se apresentou como alternativa e marcou duas vezes, homenageando sua amada pela primeira vez no campeonato. Menção honrosa a Raul 'Pipa' Estevez, que transformou as vaias em aplausos, mas não fosse a liderança de seu camisa 10, o San Lorenzo não teria vencido.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 9 pontos
2° Boca Juniors - 6 pontos, 9 gols
3° Estudiantes - 6 pontos, 8 gols
4° Velez Sarsfield - 6 pontos, 7 gols
5° Huracán - 3 pontos, 5 gols pró, 8 gols contra
6° Racing - 3 pontos, 5 gols pró, 9 gols contra
7° San Lorenzo - 3 pontos, 5 gols pró, 10 gols contra
8° Independiente - 0 ponto

ARTILHARIA

1° Nestor Silvera (Independiente) - 4 gols
2° Diego Buonanotte (River Plate) e Pablo Ferrari (River Plate) - 3 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • O feriadão promete. A previsão é que o dia 7 de setembro traga uma rodada cheia, com destaque para o terceiro jogo, o Superclássico River x Boca, envolvendo os dois primeiros colocados. Na sexta e no sábado, rodada normal, metade em cada dia. No domingo, não haverá jogo.
  • O milestone da rodada vai para os irmãos Hussain. Cada um chegou a 20 gols com a camisa do Velez, sendo que Dario marcou duas vezes, mas o milestone foi anotado no primeiro tento.

sábado, 2 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Terceira Rodada - 02/09/2017

As nuvens se afastaram, o céu ficou azul, mas o vento forte e frio ainda era um obstáculo a quem quisesse comparecer ao Itaquá Dome para a abertura da terceira rodada do Clausura. Mesmo assim, o público foi em bom número, pois os jogos eram cercados de grande expectativa. Vamos a eles!

INDEPENDIENTE 2x3 RIVER PLATE

Nuvens carregadas pairam sobre os céus de Avellaneda. Duas derrotas em dois jogos, um futebol pobre e reforços que não chegam são os ingredientes para o péssimo início de campeonato do Independiente. Ao menos uma coisa empolga os jogadores, pois sua equipe foi a única a derrotar o River no ano, no Torneio Apertura (duas vitórias por 2x1). Já o River também não voa em céu de brigadeiro. Apesar das duas vitórias e da liderança do campeonato, Francescoli não está feliz com a forma como o time vem jogando. O toque de bola característico do River não deu as caras ainda e o treinador pede que seus jogadores voltem à antiga forma rapidamente.

Quem esperava um jogo de erros de passe do Independiente e acertos do River teve que rever suas notas. O time de Avellaneda jogou para cima, procurando tabelas e criando boas oportunidades. O River também não se acanhou e partiu pra cima, brindando os torcedores com uma partida espetacular.

O primeiro gol veio aos 4 minutos, após o Independiente perder uma bola no campo de ataque. Carrizzo jogou na direita para Almeyda, que procurou Gallardo no meio. O camisa 11 abriu a Ortega na direita, que tocou a Trezeguet no meio. O camisa 7 recebeu já dentro da área e, de frente pro gol, chutou. A bola bateu no travessão e Navarro puxou-a de dentro do gol: River 1x0, em sua jogada mais característica.

O Independiente não se desesperou e continuou com seu plano de jogo, partindo para o ataque em busca do empate. Mas o grande problema desta equipe é que, por mais que jogue bem, alguém sempre irá falhar e pôr abaixo todo o bom jogo da equipe. E isso aconteceu aos 7 minutos. Após uma linda jogada de ataque, Silvera chutou na trave e a bola saiu em tiro de meta. Carrizzo tocou a Gallardo, que recuou a Barrado para abrir a Buonanotte e fazer a jogada característica novamente. Mas os dois se atrapalharam nos passes e, com Trezeguet marcado, Buonanotte resolveu arriscar de longe. Para sua sorte, Navarro quis escolher um canto e foi justamente pro lado errado que ele foi. O chute cruzado entrou manso em seu canto esquerdo: River 2x0.

O Independiente descontou aos 9 minutos, em linda jogada coletiva que encheu os torcedores de esperança. Navarro recuperou bola na área e abriu no meio para Busse. O camisa 7 tocou a Silvera na esquerda e o camisa 11 saiu da ponta para o meio, tabelando com Gracián. O último passe do camisa 19 foi no bico da área e Silvera deu lindo drible em Placente, invadindo a área e tocando na saída de Carrizzo para fazer um golaço: Independiente 1x2.

No intervalo, Bayer sacou Matheu e Facundo Parra, para colocar  Acevedo e Gandin. Já Francescoli mudou por conta de cansaço. Tirou Barrado e Ortega e colocou Coudet e Funes Mori.

O River armou uma linda jogada na saída de bola, em troca de passes curtos entre Gallardo, Coudet e Funes Mori, para tirar a bola do goleiro e ganhar ângulo. Gallardo chutou, a bola tocou no travessão e Navarro deu um tapa para tirar. Apesar da pressão dos jogadores do River, o árbitro Dula Rápio não marcou gol. Navarro pegou e lançou para Montenegro no meio. O camisa 5 abriu a Busse na esquerda, que tocou no meio para Gracián. O camisa 19 viu Silvera saindo da ponta para o meio e lhe passou a bola no ponto futuro. O camisa 11 pegou e chutou da entrada da área, mandando no ângulo de Carrizzo e empatando logo a um minuto: Independiente 2x2.

O jogo ficou frenético. O River sentiu o golpe e passou a errar; o Independiente passou a acertar tudo e rondar a área cada vez mais. A virada era questão de tempo, mas como dito anteriormente, por mais que a equipe jogue bem, sempre alguém irá falhar e pôr abaixo todo o bom trabalho. Aos 7 minutos, Berizzo mandou a bola para a frente visando Trezeguet, mas o camisa 7 estava impedido e não foi no lance. Vella correu e ficou com a bola e saiu jogando, mas, mesmo não ameaçado, resolveu fazer uma jogada de corpo para proteger-se de Berizzo. Como resultado, acabou dando uma ombrada no camisa 6 e, como estava dentro da área, o juiz marcou pênalti. Ferrari cobrou no ângulo esquerdo de Navarro, que foi na bola, mas não achou: River 3x2.

Destaque do jogo: José Maria Paz. Se o Independiente vencesse ou empatasse, os dois gols de Silvera lhe dariam o prêmio. Mas como o vencedor foi o River, um jogador de sua equipe deve ser escolhido e receber a honraria. A despeito dos artilheiros e daqueles que se fizeram presentes no campo de ataque, o melhor foi Paz. O camisa 4 se adiantou e, da  entrada da área, desarmou a maior parte dos lances do Independiente. Sempre bem colocado, afastou o perigo pelo seu lado e ainda ajudou na saída de bola, tanto é que os dois gols do adversário não foram pelo seu lado.

BOCA JUNIORS 4x1 RACING

Um duelo muito interessante marcaria o jogo de fundo. O Boca conseguiu sua primeira vitória no campeonato na rodada passada (3x2 Velez), jogando muito bem no segundo tempo. Sr Rússia ousou na escalação e barrou Riquelme, colocando Schelloto no seu lugar. A ordem era mostrar que a vitória sobre o Velez não foi fogo de palha e que a equipe pode sim jogar na parte de cima da tabela. O Racing também vem embalado, após vencer a sua primeira no campeonato (3x2 Independiente), mas com problemas. Saja recebeu o cartão vermelho no Clássico de Avellaneda e o sorteado para cumprir a suspensão em seu lugar foi Pocchetino. Por esse motivo, Fariña ia para o jogo na lateral direita e Diego Capria ia jogar em sua posição de origem, na zaga.

O primeiro tempo foi um massacre do Racing. A equipe chegou, no mínimo, 10 vezes com perigo ao arco de Abbondanzieri. O time de Avellaneda amassou o Boca em seu campo, não deixando os adversários dominarem a bola sem que alguém roubasse e partisse para o ataque. Acosta, Latorre, Ruben Capria, Martin Simeone e Enrique se fartaram de perder oportunidades.

Ao menos conseguiram um gol aos 2 minutos, quando Abbondanzieri cobrou errado o tiro de meta e a bola caiu aos pés de Ruben Capria. O camisa 10 abriu na direita para Pelletieri, que fez o passe em profundidade, no corredor, para Acosta. O camisa 9 deu um drible desmoralizante em Schiavi e entrou na área, tocando na saída de Abbondanzieri e fazendo Racing 1x0.

A despeito do passeio, o Racing não conseguia ampliar a sua vantagem, mas estava com o jogo controlado. O problema é que, aos 9 minutos, o Boca conseguiu encaixar sua única jogada no primeiro tempo. Abbondanzieri abriu na esquerda para Arruabarrena, que tocou a Basualdo no meio. O camisa 11 procurou Schelloto mais à frente e o camisa 13 deu um passe em profundidade na ponta direita para  Palacio. O camisa 19 correu pela ponta, cortou para o meio e chutou cruzado, surpreendendo Saja e fazendo Boca 1x1.

No intervalo, Sr Rússia levantou as mãos pros céus pelo gol de empate e resolveu ousar mais. Além de Schiavi (que levava um baile de Acosta), tirou Palermo, colocando Battaglia e Viatri em seus lugares. Já Paralelo fez a única mudança que podia, colocando Hauche no lugar de Latorre.

Se o primeiro tempo foi uma blitz do Racing, o segundo foi do Boca. Logo na saída de bola, Schelloto e Cagna começaram a tabelar na frente e chutaram 3 vezes, com Saja mandando a escanteio. Schelloto cobrou a quarta tentativa de ataque para a área e Cagna cabeceou sem chances para o goleiro adversário, fazendo Boca 2x1 aos 50 segundos.

Se o empate já era injusto, a virada do Boca parecia o fim do mundo. Mas a equipe de Buenos Aires mostrou que sua vitória não seria mera sorte. Novamente, Sr Rússia mudou o time no intervalo e a equipe anulou o adversário. Viatri também não tocou na bola, como Palermo havia feito no primeiro tempo, mas colou em Acosta e o impediu de jogar. O Racing tentava sair com Martin Simeone e Ruben Capria, mas Ibarra, Serna e Escudero estavam atentos e impediram os oponentes de chegar perto da área.

Com isso, o Boca tinha o contra ataque à sua disposição e foi assim que chegou a mais um gol. Aos 5 minutos, Enrique foi ao fundo e cruzou para a área, mas Escudero afastou. Serna mandou para Ibarra na direita e o camisa 4 procurou Schelloto no meio. O camisa 13 deu um passe em profundidade para Palacio, que invadiu a área, tocou de lado e foi derrubado por Saja. Schelloto cobrou o pênalti no canto direito do goleiro, que foi para o lado oposto: Boca 3x1.

Neste momento, o Racing jogava no automático, sabendo que a derrota era certa. O Boca aproveitou para tocar a bola e esperar o jogo encerrar. E foi assim, de pé em pé, que chegaram à goleada. Aos 8 minutos, Serna tocou a Basualdo, que abriu a Viatri na esquerda. O camisa 7 recuou a Arruabarrena, que procurou Schelloto no meio. O camisa 13 inverteu para a direita, encontrando Ibarra. O camisa 4 tocou a Palacio na ponta e o camisa 19 deu um leve toque, procurando Cagna como elemento surpresa. O camisa 8 recebeu sem oposição e, da entrada da área, chutou cruzado e encerrou uma linda jogada: Boca 4x1.

Destaque do jogo: Diego Cagna. Com 2 gols e presença constante no ataque, o camisa 8 teve uma tarde de gala e fez os torcedores não sentirem falta de Riquelme.

NOTAS RÁPIDAS

  • Em partida amistosa na sexta-feira, o Imperatriz derrotou o Vasco por 2x1. A equipe da Colina abriu o marcador com Edmundo no primeiro tempo, mas o time de Niterói virou no segundo, com gols de Elton e Rodrigo Pimpão.
  • Dois jogadores atingiram milestones na rodada. Ao cobrar o pênalti com perfeição, Ferrari chegou a 30 gols com a camisa do River. Já o primeiro gol do jogo não só abriu o placar, mas fez Trezeguet chegar a incríveis 90 gols com a camisa do River. A contagem pro centésimo começou!

domingo, 27 de agosto de 2017

Torneio Clausura 2017 - Segunda Rodada - 27/08/2017

Um belo domingo, com céu azul e temperatura amena, era o dia ideal para o encerramento da segunda rodada do Clausura 2017. O público lotou o Itaquá Dome, pois o primeiro clássico do campeonato seria disputado neste dia. Vamos aos jogos!

RACING 3x2 INDEPENDIENTE

Pela sétima vez no ano veríamos o Clássico de Avellaneda, mas desta vez, as duas equipes entravam em busca da vitória para afastar a crise. Vencedor em quatro ocasiões, o Racing havia perdido para o River na primeira rodada (1x3), mas as 3 semanas sem jogos serviram para os jogadores descansarem e treinarem. O Independiente venceu as outras duas partidas, mas estreou com derrota no Clausura (1x2 Velez) e precisava da vitória de qualquer jeito, para afastar a crise que ronda o clube desde o início do ano.

Assim que a bola rolou, o Racing mostrou que as 3 semanas sem jogos foram mais que suficientes. Descansados, os jogadores voavam em campo. Bem física e tecnicamente, o time azul e branco rondou a área do Independiente e concluiu diversas vezes, acertando a trave em algumas ocasiões e obrigando Navarro a afastar as outras. Aos 2 minutos, após uma dessas bolas ser afastada pelo goleiro, Tuzzio isolou para o outro lado do campo. Enrique pegou a bola e inverteu para o lado direito, encontrando Acosta. O camisa 9 recuou para Diego Capria e correu pela ponta para receber. Mas o camisa 2 passou para o meio, onde Martin Simeone recebeu livre, invadiu a área e chutou na saída de Navarro, para fazer Racing 1x0.

Aos 4 minutos, um lance poderia mudar tudo. Saja tocou na bola fora da área e recebeu o cartão vermelho. Por sorteio, Pocchetino foi escolhido para sair e cumprir a suspensão no lugar do goleiro. Mas nem isso mudou o panorama do jogo. Gracián errou na cobrança em dois lances e devolveu a bola para o Racing. Os erros de passe do Independiente faziam parecer que era a equipe vermelha quem tinha não um, mas vários jogadores a menos. Já o Racing se multiplicava em campo e jogava uma partida perfeita.

Aos 6 minutos, mais um passe errado do Independiente resultou no segundo gol do adversário. Quiroz recuperou e tocou a Martin Simeone mais à frente. O camisa 8 tocou a Ruben Capria, que lançou Acosta na direita. O camisa 9 foi ao fundo e cruzou rasteiro. Latorre chutou de primeira, da marca do pênalti, e pegou Navarro no contrapé: Racing 2x0.

Enquanto a torcida do Independiente protestava, a do Racing gritava 'olé' a cada toque de seus jogadores. A única jogada criada pela equipe vermelha foi aos 9 minutos e terminou em gol. Navarro repôs para Busse no meio e o camisa 7 procurou Gracián mais à frente. O camisa 19 lançou Facundo Parra na direita e o camisa 17 foi ao fundo para cruzar para a marca do pênalti. Silvera chutou de primeira e venceu Saja, num gol parecido com o do rival: Independiente 1x2.

Nem deu tempo de comemorar. Na saída de bola, Ruben Capria fez um 'toca y me voy' com Pelletieri, recebeu na intermediária e, vendo Navarro adiantado, deu lindo chute de cobertura para fazer Racing 3x1.

No intervalo, Paralelo recompôs a defesa. Tirou Acosta e Latorre para colocar Fariña e Hauche. Fariña iria para a lateral direita, Diego Capria voltaria à sua posição de origem na zaga e Hauche ficaria isolado como centroavante. Já Bayer tirou Fredes e Parra e colocou Acevedo e Gandin.

O Racing tinha apenas um jogador na frente e, com isso, o Independiente anulou-o fácil. Acevedo e Montenegro colaram em Hauche e o impediram de receber os passes. O cansaço também bateu e os jogadores do Racing tocaram a bola para o tempo passar. Os do Independiente tentavam ir à frente, mas não tinham organização para tal.

Somente aos 9 minutos o Independiente conseguiu descontar. Gracián tocou a Acevedo na direita e o camisa 12 lançou Gandin na ponta. O camisa 9 foi ao fundo e se aproveitou que Silvera correu para o meio da área, puxando a marcação. Com isso, Gandin cruzou para trás, para fora da área, onde Mareque recebeu sozinho e chutou de primeira, fazendo Independiente 2x3. Mas era tarde.

Destaque do jogo: Martin Simeone. No início do jogo, atuou como um segundo armador, auxiliando Ruben Capria na armação de jogadas e marcando o seu gol. Após a expulsão de Pocchetino, ficou mais no campo de defesa e anulou a maioria das jogadas do adversário. Terminou o jogo exausto, mas consagrado.

SAN LORENZO 0x4 RIVER PLATE

Vindos de uma humilhante derrota na primeira rodada (1x4 Estudiantes), os jogadores do San Lorenzo tinham uma preocupação, pois precisavam vencer um adversário acostumado a aplicar goleadas neste confronto. Já o River, embora tenha vencido na primeira rodada (3x1 Racing), jogou mal e queria melhorar seu volume de jogo. Francescoli pregava o respeito, mas o adversário era o ideal para o bom futebol do River voltar a brilhar.

O San Lorenzo surpreendeu no início do jogo e, com muitos jogadores no campo de ataque, chegou várias vezes. Na primeira, aos 30 segundos, Stracqualursi correu e concluiu uma boa jogada coletiva, para Carrizzo se esticar e mandar a córner. No início, foram 5 chegadas com perigo, com duas conclusões na trave. O River nem parecia se preocupar com esse barulho e ia, aos poucos, se organizando, esperando a melhor hora para fazer seu gol.

Aos 5 minutos, Barrado se esticou e desarmou Erviti, tocando a Ferrari na direita. O camisa 2 lançou para o lado esquerdo e encontrou Trezeguet. O camisa 7 fez o mesmo e inverteu para a ponta direita, onde encontrou Buonanotte. O camisa 30 recebeu com o pé direito e avançou. Do bico da área, chutou de pé esquerdo, de trivela, e viu a bola fazer uma curva incrível e entrar no ângulo oposto de Migliore, no gol mais bonito da rodada: River 1x0.

O gol desanimou o San Lorenzo, mas os seus jogadores ainda assim partiram para cima. O problema é que a vantagem no placar tranquilizou ainda mais os jogadores do River, que fizeram uma marcação impecável e não deixaram o time de Almagro chegar próximo à área. E, melhor, passaram a contar com os erros do adversário para puxar o contra ataque.

Aos 8 minutos, Placente recuperou uma bola mal esticada para Erviti e inverteu na esquerda para Paz. O camisa 4 tocou a Berizzo na lateral e o camisa 6 tocou a Barrado mais à frente. Com um bom passe em profundidade, o camisa 19 encontrou Buonanotte livre e o camisa 30 foi avançando sem oposição até a entrada da área, para chutar na saída de Migliore e fazer River 2x0.

No intervalo, Francescoli tirou os apagados Ortega e Gallardo para colocar Coudet e Funes Mori. Já Nilson, desanimado, tentou levar o time à frente. Tirou Johnathan Ferrari e Reynoso para colocar Piatti e Tellechea. Embora os substituídos estivessem bem, a intenção era lançar a equipe à frente e tentar empatar a partida.

Não funcionou. Logo na saída de bola, Romagnoli fez o 'toca y me voy' com Buffarini, mas o camisa 8 errou o passe. Barrado recuperou e tocou na direita para Trezeguet, que lançou rápido para a esquerda. Coudet recebeu e avançou sem oposição, para chutar da entrada da área e fazer River 3x0, logo aos 30 segundos.

Tomar o terceiro gol antes de um minuto foi o banho de água fria que os jogadores do San Lorenzo precisavam para jogar a toalha. Mas outros fatores contribuíram, principalmente o cansaço dos jogadores e a marcação impecável do River. Assim, a equipe de Nuñez tocou a bola à espera do fim do jogo e de mais uma vitória.

Mas ainda deu tempo de transformar em goleada. Aos 6 minutos, uma linda jogada coletiva começou com Ferrari na direita, passou por Placente, Paz e Berizzo na esquerda. O camisa 6 procurou Almeyda no meio, que passou mais à frente para Coudet. A torcida gritava 'olé' quando o camisa 8 tocou a Funes Mori na direita. O camisa 9 tocou a Trezeguet no meio e o camisa 7, de frente pro gol, não desperdiçou. Chutou no canto direito de Migliore e finalizou o jogo: River 4x0.

Destaque do jogo: Diego Buonanotte. Mesmo com Gallardo fraco na armação e Ortega nulo no ataque, o River conseguiu chegar à vitória. Buonanotte armou o jogo, se movimentou pelo campo de ataque inteiro e deu opções. Marcou os dois primeiros gols, sendo um de cada lado do campo, e foi a principal figura da partida.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 6 pontos, 7 gols pró
2° Estudiantes - 6 pontos, 6 gols pró
3° Boca Juniors - 3 pontos, 5 gols pró
4° Velez Sarsfield - 3 pontos, 4 gols pró, 4 gols contra
5° Racing - 3 pontos, 4 gols pró, 5 gols contra
6° Huracán - 3 pontos, 3 gols pró
7° Independiente - 0 ponto, 3 gols pró
8° San Lorenzo - 0 ponto, 1 gol pró

ARTILHARIA

1° Juan Riquelme (Boca Juniors), Martin Palermo (Boca Juniors), Mauro Boselli (Estudiantes), Daniel Cigogna (Huracán), Nestor Silvera (Independiente), Diego Buonanotte (River Plate), Pablo Ferrari (River Plate), Federico Insua (Velez Sarsfield), Turco Assad (Velez Sarsfield) - 2 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • As 3 semanas sem jogos complicaram muito a tabela, que já era para estar na quarta ou quinta  rodada. A previsão é que a terceira rodada seja disputada no próximo final de semana e, no feriado, uma rodada seja disputada num único dia. Se tudo der certo, em duas semanas já recuperaremos o tempo perdido.
  • A aquisição de um novo jogador para o Independiente já está fechada, mas ainda depende de uns detalhes para poder ser concretizada. Se tudo der certo, até outubro tudo estará acertado.

sábado, 26 de agosto de 2017

Torneio Clausura 2017 - Segunda Rodada - 26/08/2017

19 dias. Este foi o exato período sem jogos na FIFUBO. Como dito anteriormente, o mês de agosto seria complicado e, após a primeira rodada, foram quase 3 semanas sem que o Clausura tivesse um jogo sequer. Mas a FIFUBO está empenhada em cumprir seu calendário e apertou a tarde de sábado para poder retomar a Liga. O Itaquá Dome teve um dia de sol e vento forte, mas o público não se importou com as condições climáticas e fez deste um sábado familiar, lotando o estádio. Vamos aos jogos!

HURACÁN 0x2 ESTUDIANTES

O eficiente esquema defensivo voltou neste Clausura e os jogadores do Huracán sabem disso. Na primeira rodada, o Boca dominou, teve posse de bola e o Huracán roubou e encaixou os contra ataques precisos para vencer. Cigogna voltou a marcar. Tudo isso contribuiu para fazer a confiança voltar e, agora, eles querem voltar a este eficiente esquema, para vencer a segunda. O Estudiantes, por sua vez, teve a melhor exibição na primeira rodada, ao bater o San Lorenzo por 4x1. A ordem é manter o ritmo e, com cada um na sua posição e sem inventar, engrenar a segunda. Vale lembrar que a meta do time de La Plata no campeonato é vencer, no mínimo, duas partidas e conseguir, no mínimo, a sexta posição.

O Estudiantes propôs o jogo o tempo todo e o Huracán ficou fechado em seu campo, buscando uma oportunidade para contra atacar. Mas Milano estava muito mal fisicamente e, por isso, a saída em velocidade ficou prejudicada. Já o Estudiantes, bem postado em campo, conseguia ficar com a bola e tocar com calma até chegar a Boselli, que desperdiçou duas chances, ao chutar por cima na primeira e o goleiro fazer ótima defesa na segunda.

O castigo parecia se desenhar e, aos 6 minutos, Villarruel interceptou passe que ia para Boselli, tocando a Masantonio no meio. O camisa 10 deu lindo drible em Desábato e invadiu a área, sendo derrubado por Andujar. Com confiança, Cigogna se apresentou para a cobrança, mas o scopetazzo no canto direito encontrou as mãos de Andujar, que espalmou para o lado e impediu a injustiça.

O lance empolgou a equipe de La Plata, que voltou a se organizar e, enfim, conseguiu seu gol. Já nos acréscimos, Angeleri roubou de Minici e protegeu com o corpo, sofrendo falta no campo de defesa. Ele repôs para Enzo Perez no meio e o camisa 7 levantou a cabeça antes de inverter para o lado esquerdo. Boselli recebeu, avançou em diagonal, fintou Alexis Ferrero e chutou com categoria da entrada da área para vencer Islas e fazer Estudiantes 1x0.

No intervalo, Sr Rabina tirou Centurión (que não marcava nem armava) e Milano (muito mal fisicamente) para colocar Erramuspe e Barrales. Já Cristaldo tirou Angeleri e Gastón Fernandez (ambos mal fisicamente) para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez.

O Huracán voltou tentando ocupar o campo de ataque, mas a marcação do Estudiantes era impecável e os jogadores do time de La Plata tocavam com calma, em busca da melhor jogada para concluir. Com isso, o jogo caiu um pouco de ritmo, mas continuou interessante. O Huracán tentava chegar à área e o Estudiantes marcava com maestria.

Assim foi até os 8 minutos, quando Rodrigo Braña desarmou Barrales e reiniciou com Mathias Sanchez na direita. O camisa 12 tocou a Enzo Perez, que buscou Leandro Benítez na esquerda. O camisa 8 avançou pela ponta até quase a entrada da área, quando foi derrubado por Danelon. Enquanto armava a barreira, Islas era atrapalhado por Boselli e, irritado, empurrou o camisa 9. O árbitro Dula Rápio viu e marcou pênalti. Verón, que ajeitava a cobrança da falta, colocou a bola debaixo do braço e foi para a marca da cal. A cobrança foi rasteira, no canto esquerdo e, apesar de Islas ter se esticado todo, não conseguiu alcançar: Estudiantes 2x0.

Destaque do jogo: Rodrigo Braña. Criticado por abandonar a marcação e deixar um buraco na entrada da área, o camisa 5 resolveu fazer a sua função e foi muito bem. Anulou Cigogna, roubou bolas e reiniciou o jogo, sendo peça fundamental para sua equipe cumprir o objetivo inicial com apenas 2 rodadas.

VELEZ SARSFIELD 2x3 BOCA JUNIORS

No Apertura, o Velez fez algumas das partidas mais memoráveis, mas não conseguiu ir muito longe. No Clausura, os jogadores não se importam de jogar mal e vencer e isso ficou claro na vitória na primeira rodada (2x1 no Independiente). Já o Boca tem uma pressão intensa. Após o fracasso no Apertura, a derrota na final da Copa Olé para o maior rival e a eliminação precoce no Torneio Início, a promessa era de um Clausura bem diferente. Mas, apesar do bom esquema e da posse de bola, acabaram derrotados pelo Huracán (2x3) e, com isso, a pressão aumentou.

Se até uma semana antes alguém dissesse que Huracán x Estudiantes e Velez x Boca seriam os jogos da rodada, haveria uma unanimidade de que o primeiro jogo seria ruim e o segundo, bom. Mas, aqui, as coisas se inverteram. A despeito do quão bom foi o primeiro jogo, Velez e Boca fizeram um espetáculo pobre, de intermediária a intermediária e muitos erros de passe.

As torcidas já ensaiavam as primeiras vaias quando o Boca encaixou uma jogada, a única criada em todo o primeiro tempo. Aos 2 minutos, em jogada de contra ataque, Serna recebeu de Abbondanzieri e tocou a Basualdo no meio. O camisa 11 inverteu para a direita para Palacio, que avançou em velocidade, sem oposição. O camisa 19 invadiu a área e, na saída de Sosa, tocou por cobertura e fez um bonito gol: Boca 1x0.

O gol empolgou os jogadores xeneizes, que passaram a tocar com qualidade. Mas a empolgação traz o erro e se transformou em decepção. Uma boa tabela começou no campo de defesa, com Escudero, Schiavi, Arruabarrena e Basualdo, até o camisa 11 tocar a Riquelme. O camisa 10 se atrapalhou com a bola e teve que agarrar Gino Peruzzi. A falta era próxima do bico direito da área e Insua, até então nulo, cobrou com categoria, por cima da barreira, para fazer Velez 1x1.

A partir daí, a torcida do Boca passou a vaiar Riquelme a cada vez que ele tocava na bola, mas a sua sorte é que não foram muitos momentos. Basualdo passou a armar o jogo, ao perceber que o camisa 10 tinha sentido o erro e as vaias. Mas o próprio Basualdo se encarregaria de cometer um erro e propiciar ao Velez a virada. Aos 9 minutos, ele adiantou demais a bola e errou um passe para Palacio. Gago recuperou a bola e tocou na esquerda para Romero. O camisa 7 recebeu, levantou a cabeça e fez um passe em profundidade para Turco Assad, que recebeu já dentro da área e chutou de primeira, na saída de Abbondanzieri: Velez 2x1.  A equipe não jogava nada e vencia...

No intervalo, Tripa Seca tirou Insua e Dario Hussain, duas peças nulas, para colocar Cubero e Lucas Pratto. Gago iria para a armação, mas o meio de campo ficaria mais recuado. Já Sr Rússia tirou os dois vaiados, Riquelme e Basualdo, para colocar Battaglia e Schelloto.

O Velez voltou melhor e criou umas boas oportunidades até o meio do segundo tempo. Nesse momento, Palermo começou a gritar com seus jogadores e o jogo começou a ser decidido. Aos 5 minutos, Palermo gritou a Schelloto para voltar e buscar o jogo. O camisa 13 fez isso e avançou, mas esqueceu a bola. Por sorte, Battaglia vinha atrás e passou-lhe de volta antes de gago chegar. O camisa 13 recebeu da esquerda e deu um lindo passe para o meio, onde Palermo recebeu, de frente para o gol. Cubero correu para bloquear, mas o camisa 9 deu um chute perfeito, no ângulo esquerdo de Sosa, que foi pego no contrapé: Boca 2x2.

O gol empolgou a equipe xeneize e os jogadores começaram a aceitar a liderança de Palermo. Schelloto e Palacio avançaram, a marcação se adiantou e o Boca começou uma blitz na área de Sosa. Schelloto chutou e o goleiro defendeu. Palacio chutou e acertou a trave. Palermo chutou e o goleiro mandou a córner. Palacio cobrou, Schelloto cabeceou no canto e Sosa mandou, novamente, a córner. Desta vez, Schelloto cobrou para o meio da área para Palermo. O camisa 9 matou no peito e invadiu, mas Sosa o empurrou e o juiz Pedro Carlos Bregalda marcou pênalti. O próprio Palermo cobrou no alto, no canto esquerdo e, desta vez, Sosa foi pro lado direito: Boca 3x2, aos 8 minutos.

Destaque do jogo: Martin Palermo. Num jogo de péssimo nível técnico, chamou a atenção a liderança do camisa 9. Aos berros, arrumou sua equipe, os levou à frente e marcou os dois gols que garantiram a vitória.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Torneio Clausura 2017 - Primeira Rodada - 07/08/2017

Finalmente! Depois de mais de uma semana, a primeira rodada do Clausura pôde ser finalizada. Os finais de semana foram intensos e, por isso, foi impossível realizar os jogos, mas a segunda-feira chegou como um dia de folga e o Itaquá Dome abriu as portas para um público mediano assistir a dois bons jogos. Vamos a eles!

BOCA JUNIORS 2x3 HURACÁN

Desanimados após a derrota na Copa Olé para o maior rival, os torcedores do Boca dão crédito a Sr Rússia, que diz que a equipe terá outra atitude neste Clausura. A ordem é dominar o jogo desde o início e frequentar a parte de cima da tabela sempre, vencendo os jogos e não se importando com o que vem pela frente. Já o Huracán quer apenas sair da situação incômoda em que está atualmente. Acostumado a incomodar os adversários na zona de classificação, o time fez campanha péssima no ano e jamais se portou como uma equipe que poderia ameaçar nas competições. A ordem é não se defender, mas recuperar o forte contra ataque.

A atitude pregada por Sr Rússia se fez vista no jogo todo. O Boca dominou o jogo desde o pontapé inicial e ficou com a bola. Palacio atuava como segundo atacante, mais para o meio (ao invés da ponta), dando opções de ataque. O Huracán, por sua vez, se fechava bem na defesa e esperava o Boca errar para partir para o contra ataque.

E foi assim que surgiu o primeiro gol. Aos 2 minutos, Cagna lançou Palacio, que chutou no travessão de Islas e a bola saiu para lateral. Danelon cobrou a Barrientos no meio, que inverteu a Centurión. O camisa 8 foi rápido no passe e deu no meio para Ruben Masantonio. O camisa 10 recebeu, se livrou de Serna, invadiu a área e chutou na saída de Abbondanzieri, que demorou a se mexer: Huracán 1x0.

Nem teve tempo de medir o efeito do gol, já que o Boca empatou na saída de bola, aos 3 minutos. Riquelme fez o 'toca y me voy' com Cagna, que esticou mais forte para o camisa 10. Islas saiu para fechar o ângulo, mas foi driblado por Riquelme, que só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio: Boca 1x1.

Apesar de estar mais para pelada do que para uma partida organizada, o jogo ganhou em emoção. As duas equipes jogavam bem, para a frente, desperdiçando ótimas oportunidades num toma lá, dá cá incrível. Aos 8 minutos, no entanto, novo erro do Boca permitiu ao Huracán voltar a dominar o marcador. Riquelme abriu na direita para Palacio, para o camisa 19 procurar Palermo no meio da defesa. Mas Palacio ficou enfeitando a jogada e, a cada toque de efeito, Centurión aparecia mais perto até que conseguiu roubar-lhe a bola. Palacio o agarrou e o juiz marcou falta. Enquanto Palacio reclamava, Centurión tocou rápido para Ruben Masantonio no meio, que viu Cigogna nas costas da zaga. O passe foi preciso e o camisa 9 recebeu na entrada da área, à sua feição para mandar o scopetazzo e fazer Huracán 2x1.

Se o Boca ainda precisa de tempo e jogos para assimilar as táticas de seu novo treinador, ao menos já tem jogadas ensaiadas na saída de bola e foi assim que empatou, aos 9 minutos. Novamente, Riquelme fez o 'toca y me voy' com Cagna, mas o camisa 8 devolveu mais curto desta vez. Riquelme recebeu na intermediária, percebeu Islas adiantado e mandou um lindo chute colocado, sem chances para o goleiro, que se esticou todo: Boca 2x2.

No intervalo, Sr Rússia não perdoou a indolência de Palacio e o trocou por Guillermo Barros Schelloto. Também tirou Arruabarrena e colocou Battaglia. Já Sr Rabina tirou Danelon e Milano para colocar Erramuspe e Barrales, visando trocar Cigogna de lado.

O jogo continuou bom no segundo tempo, sendo que o Boca dominou as ações e conseguiu marcar os contra ataques do Huracán. Mesmo cansado, Riquelme ainda conseguia armar o jogo e, com a entrada de Schelloto, ganhou uma companhia na armação do jogo para Palermo. Mas, do outro lado, Islas fazia defesas impossíveis e mantinha o jogo empatado.

Isso foi até os 7 minutos, quando o Huracán armou uma jogada em tiro de meta. Islas cobrou no meio para Masantonio, que abriu na esquerda para Barrales. Recuando para sair da ponta para o meio, o camisa 11 levantou a cabeça e viu Cigogna livre do lado direito. O passe foi preciso e, novamente da entrada da área, o camisa 9 pôde soltar o scopetazzo tradicional e vencer Abbondanzieri: Huracán 3x2.

Destaque do jogo: Daniel Cigogna. Jogando livre no ataque e recebendo passes dos companheiros, o mito pôde fazer o que mais sabe. Marcou dois gols e levou seu time a uma surpreendente vitória.

ESTUDIANTES 4x1 SAN LORENZO

As duas piores equipes se enfrentavam no jogo que fechava a rodada. Em todas as competições, a disputa entre eles é ver quem será o último e quem será o penúltimo. Mesmo assim, a torcida deu crédito para este jogo. O Estudiantes tem uma meta bastante modesta para este Clausura. Ao invés de tentar vaga nos playoffs, o time de La Plata quer vencer duas partidas (já que só venceu uma no Apertura) e tentar terminar o campeonato em sexto. Os treinos de finalização se intensificaram. Já o San Lorenzo quer sair do incômodo último lugar no último Apertura e rondar a parte de cima da tabela. Sem meta fixa, quer consolidar seu esquema 4-3-3 e começar a transformar o bom futebol em vitórias e, mais importante, pontos.

O início de jogo foi o pior possível. As duas equipes erravam demais. Romagnoli resolveu jogar de centroavante e deixar a armação para Stracqualursi, o que fez com que nada fosse produzido do lado de Almagro. O Estudiantes, ao menos, tinha Verón. Após Rodrigo Braña tentar sair armando e errar um passe, o camisa 11 lhe deu uma bronca e mandou que ele fizesse a posição original de volante, marcando apenas. Melhor ainda aconteceria aos 3 minutos, quando Enzo Perez recebeu uma bola para armar o jogo em contra ataque e ficou dando toques inúteis na bola. Verón se aproximou, pediu a bola e inverteu em lançamento magistral para Boselli. O camisa 9 recebeu, invadiu a área e tocou na saída de Migliore, fazendo Estudiantes 1x0. Enquanto Boselli corria para a torcida, Verón cobrava empenho de Enzo Perez.

As broncas deram resultado e isso ficou visível aos 6 minutos. Erviti passou a Stracqualursi no meio e Rodrigo Braña, em sua posição original, roubou-lhe a bola e recuou ao goleiro Andujar, que abriu na direita da área com Federico Fernandez. O camisa 4 procurou Angeleri na direita, que procurou Verón no meio. O camisa 11 viu Enzo Perez partindo pela direita e lhe passou a bola. Perez recebeu, avançou, invadiu a área e chutou cruzado na saída de Migliore, fazendo Estudiantes 2x0. Desta vez, não houve broncas, apenas abraços.

Com 2x0, o Estudiantes dominou o jogo e jogou por música. O terceiro gol veio aos 9 minutos, quando Marco Rojo desarmou Romagnoli e tocou a Enzo Perez no meio. O camisa 7 tocou a Verón mais à frente e o camisa 11 abriu brilhantemente para Leandro Benítez na esquerda. O camisa 8 recebeu ao seu estilo, na meia esquerda, avançou e, da entrada da área, chutou colocado e fez Estudiantes 3x0.

Maravilhado com o jogo de sua equipe, Cristaldo não queria mudar. Mas sabia que sua equipe iria cansar e, por isso, escolheu Federico Fernandez e Gastón Fernandez para darem lugar a Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez. Já que Federico insistia em armar jogadas e errava passes, que entrasse alguém que soubesse passar. Já Gastón passou apagado o primeiro tempo inteiro. Do lado do San Lorenzo, Nilson parecia desesperado. Desfez o 4-3-3 ao tirar Raul 'Pipa' Estevez (nulo em campo) e Stracqualursi (que insistia em jogar na armação) e colocou Bordagaray e Piatti. Assim, Erviti iria jogar como segundo atacante e, caso as coisas complicassem, podia voltar ao meio e fazer um 4-5-1.

O Estudiantes continuou jogando em altíssimo nível, apesar do cansaço. A equipe tocava a bola com inteligência e desperdiçava chances. O San Lorenzo, perdido, conseguiu um gol de honra na única vez que conseguiu armar alguma jogada. Romagnoli recebeu reposição de Migliore no meio e recuou a Piatti. O camisa 12 abriu na esquerda para Erviti, que saiu da ponta para o meio e fez um lançamento magistral para Bordagaray do lado direito. O camisa 13 invadiu a área e chutou forte na saída de Andujar, para fazer San Lorenzo 1x3 aos 6 minutos. Parecia não mais que um gol de honra...

E era só isso mesmo. O gol não desanimou o Estudiantes, que ampliou logo na saída de bola. Aos 7 minutos, a equipe fez a 'figura 8', com Verón tocando a Leandro Benítez e saindo para a esquerda. O camisa 8 tocou na direita para Angeleri, que invadiu a área e chutou na saída de Migliore. O goleiro conseguiu defender, mas a bola caiu aos pés de Hernan Rodrigo Lopez, que chutou o rebote para o gol vazio: Estudiantes 4x1.

Destaque do jogo: Enzo Perez. Verón receberia a honraria, por organizar a equipe com a bola nos pés e com as palavras. Mas o prêmio acabou indo para um dos "disciplinados" pelo camisa 11. Perez assimilou as broncas de Verón e partiu para o jogo. Após participar (ainda que desleixadamente) do primeiro gol, marcou o segundo e participou do terceiro (desta vez, ativamente). Se movimentou o tempo todo e se apresentou como legítimo armador que é.

CLASSIFICAÇÃO

1° Estudiantes - 3 pontos, 4 gols pró
2° River Plate - 3 pontos, 3 gols pró, 1 gol contra
3° Huracán - 3 pontos, 3 gols pró, 2 gols contra
4° Velez Sarsfield - 3 pontos, 2 gols pró
5° Boca Juniors - 0 ponto, 2 gols pró
6° Independiente - 0 ponto, 1 gol pró, 2 gols contra
7° Racing - 0 ponto, 1 gol pró, 3 gols contra
8° San Lorenzo - 0 ponto, 1 gol pró, 4 gols contra

ARTILHARIA

1° Juan Roman Riquelme (Boca Juniors), Daniel Cigogna (Huracán) e Pablo Ferrari (River Plate) - 2 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Diante da dificuldade de se realizar jogos, a primeira rodada só foi encerrada nesta segunda (já era para ter encerrado a segunda rodada). Mas o próximo final de semana promete ser cheio, então não há previsão de quando a segunda rodada será feita. Provavelmente, um mutirão será feito e todos os jogos poderão ser realizados no mesmo dia.
  • A mudança dos times argolados de mais de 15 anos de uso para times fechados pode render mais frutos. Depois do Imperatriz, é o Vasco quem pretende "trocar a frota". Caso seja realizado, contratará, ainda, os 3 jogadores argolados do Imperatriz que ainda atuam (Ramon, Elton e Rodrigo Pimpão). As negociações estão andando e mais surpresas podem vir por aí.
  • Dois jogadores atingiram milestones na rodada. Ao ampliar a vantagem de sua equipe, Enzo Perez chegou a 20 gols com a camisa do Estudiantes. Já o gol de honra no mesmo jogo foi o décimo de Fabian Bordagaray com a camisa do San Lorenzo.

sábado, 29 de julho de 2017

Torneio Clausura 2017 - Primeira Rodada - 29/07/2017

E chega o momento de darmos o pontapé inicial da última Liga do ano, o Torneio Clausura 2017! Um belo sábado de céu claro, porém com vento frio. Mesmo assim, o público lotou o Itaquá Dome para assistir ao início do campeonato. O sentimento é de que é um torneio 'todos contra o River' e, justamente, a equipe a ser batida iria para a partida inaugural. Vamos ver como se desenvolveu esta jornada esportiva.

RIVER PLATE 3x1 RACING

Campeão de tudo o que foi disputado até agora (Torneios Início do Apertura e do Clausura, Torneio Apertura e Copa Olé), o River é o time a ser batido neste Clausura, mas não é uma tarefa fácil. Ao poupar os titulares no Torneio Início, Francescoli conseguiu 'recarregar as baterias' e entrar com o time descansado e pronto para o longo campeonato. Já o Racing quer acabar com o sentimento de ser apenas um time para entreter. Dono de um futebol envolvente, com cinco jogadores na seleção do Apertura, o time passa o ano sem registrar nenhum título e quer neste Clausura acabar com esse sentimento. Ao perder o Apertura pro River empatando os dois jogos finais, o time de Paralelo percebeu que se tivesse a melhor campanha, poderia ter saído campeão, então este é o objetivo: dominar desde o início.

Mas não foi isso que aconteceu. Embora o River demorasse a se posicionar no campo, o Racing não oferecia perigo, pois seus jogadores pareciam fora de forma, algo comum em início de campeonato. Assim, o River foi dominando o jogo desde o início, embora não levasse perigo algum. Somente aos 5 minutos, quando Ortega resolveu incomodar sozinho a defesa do Racing, a equipe chegou ao gol. O camisa 10 driblou dois adversários e chutou da entrada da área, para boa defesa de Saja, que espalmou para lateral. O próprio Ortega cobrou, mandando a bola para uma zona que não tinha ninguém. Barrado apareceu de surpresa, pegou a bola e invadiu a área, sendo rasteirado pelo goleiro adversário. Ferrari cobrou o pênalti no ângulo direito de Saja, que até foi na bola, mas não evitou o primeiro gol do campeonato: River 1x0.

O gol parecia prenunciar o Racing saindo pro jogo e o River se aproveitando nos contra ataques, mas nada disso aconteceu. A equipe de Avellaneda ainda estava mal fisicamente e nada produzia. O time de Buenos Aires, contente com o resultado, tocava a bola. Mas, já nos acréscimos, o Racing teve a oportunidade de se organizar, quando teve um tiro de meta a seu favor. Saja cobrou no meio de campo para Ruben Capria que, pela primeira vez no jogo, pôde colocar a bola no pé e levantar a cabeça para organizar sua equipe. Assim, percebeu Acosta se movimentando livre na direita. O passe foi preciso e o camisa 9 recebeu já levando para dentro da área, para deslocar Carrizzo e empatar o jogo: Racing 1x1.

No intervalo, Francescoli tirou Gallardo e Ortega, que estavam bem mas tinham cartão amarelo, para colocar Coudet e Funes Mori. Isso obrigaria o River a mudar sua forma de jogar. Já Paralelo sacou os inoperantes Pelletieri e Latorre para colocar Fariña e Hauche.

O Racing voltou pro segundo tempo ainda às voltas com seus problemas físicos e o River, com suas dificuldades de armar. A equipe até tinha peças para chegar ao ataque, mas Coudet jogava muito recuado e isso obrigava Trezeguet a voltar e armar o jogo.

A equipe só conseguiu alguma coisa efetiva aos 4 minutos, quando Buonanotte voltou para armar o jogo e lançou Coudet na esquerda. O camisa 8 recebeu, trouxe pro pé direito e armou o chute, que não levou perigo. Mas, na preparação da jogada, Saja estava encoberto por Ferrari e empurrou o camisa 2 para melhorar a visão do lance. O juiz Juan Carlos Loustau viu o empurrão e marcou o pênalti. Ferrari cobrou novamente no ângulo direito de Saja, que se esticou todo, mas não chegou lá: River 2x1.

O Racing tentou deixar os problemas físicos de lado e partir pro ataque, o que foi perfeito pro River, que tinha o contra ataque ao seu dispor e uma equipe cansada do outro lado. Assim, aos 8 minutos, finalizaram o jogo em boa jogada. Placente protegeu no campo de defesa e sofreu falta de Hauche. O camisa 3 cobrou para Coudet no meio, que lançou Almeyda  na ponta direita. O camisa 5 recebeu, trouxe pra dentro e se aproveitou do fato de Trezeguet obstruir a visão de Saja para chutar cruzado. Quando o goleiro percebeu, Almeyda já comemorava: River 3x1.

Destaque do jogo: Pablo Ferrari. O camisa 2 não foi o melhor só porque cobrou bem os dois pênaltis, mas porque se apresentou como opção ofensiva constante. Além de ter sofrido o segundo pênalti, apareceu na armação, voltou para defender e mostrou que quando os jogadores de ataque têm dificuldades, os defensores podem resolver.

INDEPENDIENTE 1x2 VELEZ SARSFIELD

Duas das maiores decepções da temporada se enfrentariam no jogo de fundo. O Independiente prometia uma arrancada espetacular no ano, que foi derrubada logo na primeira rodada do Apertura (0x4 Boca) e, depois, fez uma campanha decepcionante. Mesmo assim, conseguiram o terceiro lugar no Apertura, para decepcionar novamente na Copa Olé. Enquanto seu esperado reforço para o meio de campo não chega, a equipe precisa de Gracián em forma. Já o Velez conseguiu fama ao conquistar o bicampeonato da Copa Olé e da Supercopa FIFUBO (2014 e 2016) e prometia ser  a sensação da temporada. Mas, apesar de fazer jogos memoráveis, o resultado positivo não vinha e, muitas vezes, um amargo empate era apresentado ao final dos jogos. O insosso quarto lugar no Apertura e a eliminação na rodada inaugural da Copa Olé mostram que a equipe vem jogando abaixo do que pode e cabe aos comandados de Tripa Seca mostrarem que podem mais.

O jogo começou maravilhoso. Com um minuto de jogo, cada equipe já tinha desperdiçado uma boa chance. Gracián corria o campo todo e parecia disposto a mostrar que será outro jogador neste Clausura. E foi de seus pés que a equipe inaugurou o marcador. Aos 2 minutos, Navarro cobrou tiro de meta e Insua ficou com a bola. Busse voou em um carrinho e roubou-lhe a bola, passando a Gracián. O camisa 19 avançou pelo meio e deu um bom passe na esquerda para Silvera. O camisa 11 recebeu de costas para a defesa, deu um lindo giro e desferiu um potente chute da intermediária. A bola ganhou altura e morreu no ângulo, surpreendendo Sosa: Independiente 1x0.

O gol deu tranquilidade à equipe de Avellaneda, que passou a dominar as ações, mas o gol não saía. Aí, aquela velha máxima do futebol resolveu dar as caras. Aos 5 minutos, Sabia desarmou Silvera e reiniciou o jogo, tocando a Gago. O camisa 5 inverteu para Sebá Dominguez na esquerda e o camisa 6 procurou Insua no meio. O camisa 11 abriu a Claudio Hussain na direita, que encontrou Turco Assad se movimentando para o meio. O camisa 9 recebeu a bola, driblou Montenegro e, da entrada da área, chutou forte de pé esquerdo, no canto de Navarro, para fazer Velez 1x1.

O jogo parecia bom, mas depois desse lance, as duas equipes recuaram e deixaram o tempo correr.

No intervalo, Bayer tirou Busse e Facundo Parra, que nada produziam, para colocar Acevedo e Gandin. Já Tripa Seca tirou Romero e Dario Hussain para colocar Cubero e Lucas Pratto.

Gracián cansou e o Independiente parou de produzir no segundo tempo. Já o Velez tinha dificuldades, pois Insua não tinha liberdade para jogar e Lucas Pratto errava tudo. A única coisa positiva foi a marcação do Velez, muito eficiente. Com isso, o jogo parecia fadado ao empate. Apenas parecia...

Aos 8 minutos, Gago fez um desarme espetacular em cima de Gandin e reiniciou o jogo para Gino Peruzzi na direita. O camisa 2 tocou a Claudio Hussain, que levantou a cabeça e olhou os atacantes. Como ambos estavam marcados nas pontas, Insua se movimentou pelo meio e foi ali que Hussain lhe passou a bola. Insua recebeu na meia lua, de frente pro gol, e mandou um ótimo chute, que tocou no travessão e quicou dentro do gol. Navarro deu um tapa para tirar, mas o juiz já anotava o gol: Velez 2x1.

Destaque do jogo: Turco Assad. Num jogo que tinha tudo para ser ótimo mas foi preguiçoso, a entrega do camisa 9 foi essencial. Marcou um gol, obrigou Navarro a ótima defesa em outro lance e se movimentou o tempo todo, mostrando ser uma boa opção para o Velez.

NOTAS RÁPIDAS

  • A primeira rodada se encerra neste domingo à noite ou na segunda-feira, já que o calendário do mês de agosto está meio apertado.
  • O milestone da rodada foi para Turco Assad. Ao empatar o jogo contra o Independiente, ele chegou a 30 gols com a camisa do Velez.
  • Em amistoso preparatório da nova equipe, o Imperatriz derrotou o CROL por 3x1, com dois gols de Ronaldo e um de Zidane, de pênalti. Leozinho fez para o time do Rio do Ouro. Os novos jogadores do Imperatriz estão passando por sucessivas sessões de aprimoramento físico, pois os botões estão "arranhando" na mesa.

sábado, 22 de julho de 2017

Torneio Início Clausura 2017

O sábado teve sol, mas temperatura amena. As condições ideais para a realização do Torneio Início do Clausura 2017, o momento de dar os últimos acertos antes da última Liga do ano. Os torcedores compareceram em bom número ao Itaquá Dome e saíram com um ótimo programa de final de semana. Lembrando que as partidas do Torneio Início são disputadas em tempo único de 10 minutos, onde quem marcar mais gols avança. Se houver empate, quem tiver mais escanteios avança e, persistindo o empate, a disputa será nos pênaltis. Vamos curtir as partidas!

RIVER PLATE 1x0 SAN LORENZO

Campeão do Torneio Apertura, o River faz a partida inaugural, mas vencer a Liga não é a sua única credencial. Além de ter vencido, também, o Torneio Início do Apertura, o time de Nuñez conquistara a Copa Olé na semana anterior, levando todos os torneios disputados pelos times argentinos no ano. Obedecendo à promessa feita aos jogadores, Francescoli colocou os reservas em campo. Trezeguet e Gallardo descansaram, enquanto Coudet atuaria na armação e Funes Mori, de centroavante. Último colocado no Apertura, o San Lorenzo mudou o esquema tático, adotou de vez o 4-3-3 e passou a jogar melhor, saindo da Copa Olé nas semifinais, ao perder nos pênaltis para o River. A meta é ajeitar bem o time e conquistar algo melhor que o último lugar no Clausura.

O San Lorenzo jogou bem, no campo de ataque do River, chegando bem em algumas oportunidades, mas a diferença entre um time esforçado e um efetivo é que o efetivo sabe esperar a oportunidade certa para vencer. E assim fez o River, que esperou até os 3 minutos, quando Paz cercou a bola e recebeu falta no seu campo de defesa. A cobrança encontrou Coudet no meio, que recuou para Almeyda. O camisa 5 tocou a Ferrari na direita e o lateral viu Placente indo para o ataque. O camisa 3 recebeu no meio, chamou a marcação e tocou nas costas da zaga para Ortega, que invadiu pela direita e, da entrada da área, deu um chute colocado, sem chances para Migliore, dando números finais ao confronto: River 1x0.

RACING 0x0 ESTUDIANTES

Entre o orgulho e a decepção ficou o Racing no primeiro semestre. Orgulho de ter sido vice campeão do Apertura, com uma equipe que foi considerada a melhor do torneio (cedeu 5 jogadores para a seleção do campeonato), mas decepcionado pela eliminação nas semifinais da Copa Olé, ao perder para o Boca (2x3). O sentimento é de que não adianta dominar os jogos e não ser campeão, então o título do Clausura virou uma obsessão para os jogadores do time de Avellaneda. Já o Estudiantes sabe de suas limitações. O time joga bem, mas vacila justamente na hora de fazer o gol. Cristaldo intensificou os treinamentos de conclusão nesta inter temporada, visando melhorar a situação do time. A meta é conseguir, ao menos, 2 vitórias no Clausura e superar a marca de um único triunfo no Apertura, que lhes rendeu o sétimo lugar.

A sina do Estudiantes é essa mesma. A equipe até atuou bem, trocou bons passes, mas não conseguiu concluir. O Racing, por sua vez, dominou as ações desde o início. Ruben Capria e Martin Simeone tomaram conta do meio de campo e fizeram tabelas incríveis, passando para Acosta e Latorre concluírem, mas o jogo não saiu do 0x0. O Racing avançou, por ter tido 1 escanteio, contra nenhum do Estudiantes.

INDEPENDIENTE 2x2 HURACÁN

O decepcionante semestre do Independiente é um contraste com as previsões de que o time iria ser a sensação de 2017. Apesar de encerrar o Apertura em terceiro, a equipe de Avellaneda já começou a decepcionar na primeira rodada, ao tomar uma sonora goleada pro Boca (0x4) e encerrar os 16 jogos da competição com 9 vitórias e 7 derrotas. Na Copa Olé, o vexame não acabou e o time foi eliminado logo de cara, pro maior rival (0x3). A diretoria se preocupa com a falta de interesse de Gracián em municiar os atacantes e já se movimenta para contratar um novo armador, na esperança de que o Independiente volte a ver as vitórias. Do outro lado, a decepção ficou por conta do primeiro turno do Apertura. O Huracán não ganhou uma partida sequer, sendo a única equipe a conseguir tal feito. O segundo turno foi um pouco melhor, mas a campanha ruim no primeiro fez a diferença e o time terminou a competição na sexta colocação. Na Copa Olé, uma derrota por 1x3 para o San Lorenzo os tirou do torneio logo de cara. A má fase de Cigogna é a explicação e os jogadores do Huracán começaram a se incomodar com a fama inabalável do mito. O único que ainda demonstra ter interesse em jogar é Ruben Masantonio mas, sozinho, não pode fazer muita coisa.

Parece que os problemas pessoais foram deixados de lado nesta inter temporada. O Huracán partiu pra cima do Independiente e ocupou o campo de ataque desde o início do jogo, conseguindo um escanteio logo de cara. O gol veio logo a seguir. Aos 3 minutos, Minici tocou a Ruben Masantonio, que lançou em profundidade para Centurión. O camisa 8 invadiu a área e foi derrubado por Hilário Navarro. Ruben Masantonio olhou para Cigogna, mas o mito nem se mexeu para a cobrança, então o próprio camisa 10 cobrou, no canto esquerdo de Navarro, que foi para o outro lado: Huracán 1x0.

O Independiente estava meio atônito com a pressão do Huracán e ficou mais ainda quando se viu em desvantagem. Gracián, novamente, nada produzia e isso irritou a torcida, que passou a vaiá-lo cada vez que tocava na bola. Assim, Fredes e Vella resolveram armar o jogo a partir do lado direito e foi assim que conseguiram o empate. Aos 5 minutos, Fredes recebeu do camisa 2 na direita e avançou pelo meio. A marcação apertou e ele passou a Facundo Parra, que se livrou da marcação de Barrientos e, da entrada da área, chutou cruzado, sem chances para Islas: Independiente 1x1.

O jogo ganhou em emoção, pois a equipe de Avellaneda também empatou em escanteios (1x1), mas o Huracán estava inspirado. Aos 8 minutos, uma linda jogada foi feita de pé em pé, só com toques de primeira, deixando os marcadores do Independiente completamente zonzos. Cigogna tocou a Minici na esquerda, que tocou a Masantonio no meio, que voltou a tocar na esquerda para Centurión. O camisa 8 recebeu na área, deu um toque pro lado e recebeu uma rasteira de Navarro. Dessa vez, quem pegou a bola foi Cigogna. O mito mandou um scopetazzo no canto esquerdo de Navarro, que escolheu novamente o direito: Huracán 2x1.

A torcida já vaiava o Independiente quando veio o empate. Aos 10 minutos, Montenegro tocou a Busse na esquerda e o camisa 7 procurou Gracián no meio. O camisa 19 recebeu debaixo de vaias, levantou a cabeça e não viu ninguém se mexendo, então resolveu avançar. Quando Barrientos apareceu para bloqueá-lo, ele deu um tapa seco na bola, que ganhou efeito e entrou no ângulo do goleiro Islas: Independiente 2x2. Na comemoração, Gracián fez gestos raivosos em direção à torcida e se recusou a cumprimentar os companheiros.

Nos pênaltis, Facundo Parra desperdiçou a terceira cobrança do Independiente, ao chutar para a defesa de Islas. Mas Minici acertou a trave esquerda de Navarro, que ainda viria a pegar a penalidade de Milano. Assim, Silvera cobrou a quinta penalidade do Independiente e converteu, não dando chances a Cigogna de cobrar o dele. O Independiente venceu por 4x2 e avançou às semifinais.

VELEZ SARSFIELD 3x1 BOCA JUNIORS

Extremamente decepcionados ficaram os jogadores do Velez com a campanha no Apertura. Considerados favoritos ao título, foram eliminados pelo River nas semifinais e saíram com um amargo quarto lugar. Na Copa Olé, novamente encontraram o time de Nuñez e, novamente, foram eliminados (1x2). Então, se empenharam profundamente na inter temporada para triunfarem no Torneio Clausura. Já o Boca se divide entre o orgulho e a decepção, após a vexaminosa eliminação precoce no Apertura (onde terminaria em quinto lugar). A campanha na Copa Olé foi maravilhosa, mas a derrota na final foi contra o River. Embora a recuperação seja latente (e perdeu a Copa nos pênaltis, terminando invicto), o time ainda carece de confiança e o torcedor não aguenta mais ver o River sapateando em cima dele.

Mas não foi dessa vez que o orgulho boquense retornou. O Velez dominou o jogo inteiro, desde o início, sem dar chance para reação do adversário. O primeiro gol veio logo a um minuto, quando o Boca se lançou ao ataque e perdeu a bola. Sebá Dominguez pegou a bola e tocou a Papa na esquerda. O camisa 3 foi avançando até perceber o deslocamento de Dario Hussain. O passe foi preciso, no meio da zaga, e o camisa 10 chutou de primeira na saída de Abbondanzieri, fazendo Velez 1x0.

O gol desmontou qualquer estratégia que o Boca tivesse pensado. A equipe não conseguia dar sequência às jogadas e irritava com a displicência. Pior ainda que o Velez continuava a jogar muito bem e chegava ao ataque com facilidade. Aos 6 minutos, Dario Hussain recebeu de Insua, invadiu a área e foi derrubado por Abbondanzieri. Gago cobrou o pênalti no canto direito, mas o goleiro do Boca espalmou para lateral. Emiliano Papa cobrou na esquerda para Turco Assad e o camisa 9 chamou a marcação ao levar para a ponta. Com isso, deu um toque para o meio e encontrou Papa livre. O camisa 3 trouxe para o meio e chutou cruzado, sem chances para Abbondanzieri: Velez 2x0.

Perdido, o time do Boca ouvia a torcida adversária gritar "olé". E, de pé em pé, o Velez encontrou mais um gol. Aos 9 minutos, a bola foi sendo tocada de pé em pé por Gago, Gino Peruzzi, Claudio Hussain, Dario Hussain, invertida para o outro lado onde Romero recebeu e tocou a Turco Assad e o camisa 9 tocou no bico da área para Insua. Novamente em liberdade, o camisa 11 dominou, viu o posicionamento de Abbondanzieri e chutou por cobertura, sem chances para o goleiro: Velez 3x0.

O Boca descontou na saída de bola, quando Riquelme fez o 'toca y me voy' com Basualdo, recebeu na direita e deu lindo toque de categoria para encobrir Sosa, mas a torcida vaiou ao invés de comemorar: Boca 1x3.

RIVER PLATE 2x1 VELEZ SARSFIELD

Pela sexta vez no ano, as duas equipes se enfrentavam. O River venceu as 5 anteriores (4x3, 3x1, 2x1, 4x3 e 2x1) e aproveitava a classificação para continuar o rodízio de titulares. Gallardo e Trezeguet voltavam, mas Almeyda e Ortega saíam (Ferrari foi o capitão nesse jogo). O Velez também colocou reservas. Cubero e Lucas Pratto jogaram nos lugares de Romero e Turco Assad.

Os dois jogadores do River que estreavam no Torneio Início deram muito trabalho. Gallardo se movimentou o campo inteiro e Trezeguet procurava seu espaço no ataque. O Velez, cansado pela batalha anterior e envolvido pelo adversário, tentava se defender. Com esse ataque contra defesa, o primeiro gol veio logo aos 2 minutos. Trezeguet voltou ao campo de defesa para desarmar Lucas Pratto e tocou a bola para Ferrari, que devolveu ao camisa 7 mais à frente. Trezeguet foi avançando com a bola dominada e viu Gallardo saindo do meio para a direita. O passe foi preciso e Gallardo recebeu já dentro da área, chutando na saída de Sosa e fazendo River 1x0.

O gol fazia justiça ao melhor futebol do River, mas a equipe de Nuñez resolveu tocar a bola para deixar o tempo passar. Com isso, o Velez foi se soltando. Aos 6 minutos, Insua recebeu com liberdade e correu para a esquerda. Vendo que Trezeguet vinha para tentar desarmá-lo, deu o corpo para receber a falta. No bico da área, para Insua, é pênalti. A cobrança foi perfeita, encobriu a barreira e entrou no ângulo de Carrizzo: Velez 1x1.

Com o empate, o River teve que se soltar novamente e foi tocando de pé em pé até chegar ao gol. Aos 8 minutos, Buonanotte recebeu na esquerda e esticou para Trezeguet. O camisa 7 tocou mais atrás para Gallardo, que viu Coudet entrando livre na direita. O passe foi preciso e o camisa 8 recebeu na entrada da área, para chutar rasteiro e vencer Sosa novamente, fazendo River 2x1.

INDEPENDIENTE 0x1 RACING

Também pela sexta vez no ano, o Clássico de Avellaneda aparecia para os fãs da FIFUBO. O Racing venceu 3 vezes (3x1, 2x1 e 3x0) e o Independiente, duas (4x0 e 2x1). O Independiente promoveu mudanças no time. Saíram Fredes e Facundo Parra e entraram Acevedo e Gandin. O Racing foi na onda e deixou Pelletieri e Latorre descansarem nesse jogo, com Fariña e Hauche jogando em seus lugares.

O Racing abriu o marcador logo na saída de bola. Ruben Capria fez o 'toca y me voy' com Martin Simeone, recebeu na frente, girou com maestria e desferiu um chute espetacular no ângulo de Navarro, para fazer Racing 1x0.

O gol relâmpago desmontou o time do Independiente, que assistiu a um passeio dos adversários. Com Martin Simeone atuando com liberdade, o time do Racing chegava ao ataque tocando de pé em pé. Ruben Capria atuava um pouco mais à frente e levava perigo sempre. Aos 3 minutos, Martin Simeone fez um lindo passe para Hauche, que foi derrubado por Navarro. Ruben Capria cobrou no canto esquerdo do goleiro, que voou para pegar. Mesmo assim, o Racing continuou dominando o jogo e derrotou seus rivais novamente, avançando à grande final!

RIVER PLATE 2x0 RACING

O jogo derradeiro do Torneio Início do Clausura seria uma reedição da final do Torneio Apertura. O campeão River Plate contra o vice campeão Racing, sendo que os jogos finais do Apertura terminaram em empate (o River foi campeão por ter melhor campanha). Do lado de Nuñez, o rodízio continuava. Dessa vez, Buonanotte e Barrado descansaram. Coudet foi fazer a volância do lado esquerdo e Funes Mori foi para a ponta esquerda. Já o Racing tinha a volta de Latorre e Pelletieri nos lugares de Fariña e Hauche.

O cansaço do Racing ficou latente. A equipe empregou uma forte marcação, mas não tinha pernas para atacar. Martin Simeone até tentava armar, mas Ruben Capria estava exausto e isso facilitava as coisas para o River. Porém, quando o time de Buenos Aires ia para o ataque, trocando passes como é de seu feitio, encontrava Quiroz marcando Trezeguet com maestria. O camisa 7 não conseguia receber a bola de jeito nenhum.

Dois lances idênticos e seguidos começaram a selar o Torneio Início. Aos 5 minutos, Martin Simeone fez boa jogada pelo meio e tocou a Latorre na esquerda. O camisa 11 foi ao fundo e cruzou na cabeça de Acosta. O cabeceio tocou na trave e Carrizzo voou para tirar a bola em cima da linha. O goleiro pegou a bola e chutou para o campo de ataque, onde Ortega pegou na direita, avançou, foi ao fundo e cruzou. Nesta jogada, quem cabeceou foi Funes Mori e, desta vez, Saja nada pôde fazer: River 1x0.

Com a mão no título, o time do River passou a tocar a bola e o Racing se lançou desesperadamente, num último gás para tentar o empate. Até teve oportunidades, mas faltavam pernas para chutar com eficiência. Assim, o River foi segurando até finalizar a partida aos 9 minutos. Placente tocou a Almeyda, que abriu na direita para Ferrari. O camisa 2 pegou a bola com calma, viu os jogadores do Racing correrem pra cima dele e deixarem sua área livre. Ferrari, então, fez um lançamento primoroso pro bico esquerdo da área, onde Trezeguet matou e trouxe a bola pro chão. Sozinho, diante de Saja, o camisa 7 chutou rasteiro e o goleiro nada pôde fazer: River 2x0.

RIVER PLATE CAMPEÃO DO TORNEIO INÍCIO CLAUSURA 2017

A pergunta que não quer calar é: quem vai parar o River Plate? Eles venceram todos os torneios envolvendo times argentinos no ano (Torneio Início do Apertura, Torneio Apertura, Copa Olé e Torneio Início do Clausura), fora o fato de já estarem classificados para a final da Supercopa FIFUBO. Neste Torneio Início, Francescoli resolveu poupar jogadores, por conta do cansaço demonstrado desde a final do Torneio Apertura (na verdade, fez uma promessa de que se o time vencesse a Copa Olé, os reservas jogariam o Torneio Início) e, mesmo assim, a equipe foi trucidando seus adversários, jogando com facilidade e tranquilidade impressionantes. O River vence mais uma competição e entra como favorito absoluto para levar o Torneio Clausura.

Os campeões do Torneio Início posam no centro do gramado, após a conquista.
NOTAS RÁPIDAS

  • A artilharia do Torneio Início foi para Dario Insua (Velez Sarsfield), com 2 gols.
  • Insua também conseguiu um milestone na competição. Ao encerrar o passeio sobre o Boca, ele chegou a 40 com a camisa do Velez. Outro jogador que conseguiu milestone foi Ruben Masantonio que, ao cobrar com categoria o pênalti contra o Independiente, chegou a 20 com a camisa do Huracán.
  • O Torneio Clausura começa no próximo final de semana. Serão 14 rodadas e as 4 melhores equipes se classificam para as semifinais, com as equipes de melhor campanha jogando por resultados iguais em saldo. Na final, não há vantagem. Se terminar em empate, o campeão será decidido nos pênaltis.
  • A Copa do Mundo de Futibou de Butaum da FIFUBO é, ainda, um sonho distante. Mas está caminhando a passos largos. Em um mês, a FIFUBO espera apresentar mais uma seleção.
  • Na sexta-feira, foi feito um jogo amistoso, entre os novos jogadores do Imperatriz e os jogadores que se aposentaram quando o novo time foi apresentado. Os novos jogadores venceram por 4x3. Rivaldo marcou duas vezes, com Zidane e Denilson completando o marcador. Zenden, Vander Carioca e Paulo Isidoro marcaram para os jogadores aposentados.