sábado, 13 de agosto de 2011

Subbuteo

Dando uma pausa no futebol de botão, resolvi começar a jogar Subbuteo e ver no que ia dar. Independente dos benefícios e malefícios de cada uma destas modalidades de futebol, gosto de aprender sobre todas possíveis e estar sempre jogando futebol na mesa (já que não posso jogar no campo mais). Além do que, descobri que Subbuteo é tão divertido quanto futebol de botão e estou adorando ir desvendando aos poucos este jogo.

Jogo na mesa de botão mesmo, o famoso Itaquá Dome, mas no Subbuteo pratico o futebol society, com 7 jogadores na linha e um no gol, toques ilimitados, mas a cada 3 toques na bola, o oponente pode dar um toque com um jogador seu, sem encostar na bola.

Pois bem, neste sábado foi disputado um jogo-teste pra lá de especial. Seria a inauguração do set de árbitros e bolas que comprei de um site inglês e, portanto, resolvi fazer o mais famoso clássico niteroiense da atualidade. Em campo, as rivais equipes do CROL e do Canto do Rio.

O pontapé inicial foi dado por um craque que Niterói revelou: Bismarck.



Antes do jogo, foi respeitado um minuto de silêncio, em memória de Edda Martins Guterres, minha avó, falecida no dia anterior.



Feito isto, equipes em campo, tudo pronto para a bola rolar!





O CROL entrou em campo com: 1. Daniel; 3. Spinardi, 4. Rafinha; 11. Pablo, 10. Iverson (c), 6. Marquinhos; 7. André, 9. Leozinho.

O Canto do Rio entrou em campo com: 1. Areias; 4. Fernando (c); 2. Márcio, 5. Arquibaldo, 6. Helinho, 10. Leanderson; 11. Dondon IV, 9. Geraldino Neto.

A arbitragem ficou por conta de Luis Carlos Felix, auxiliado por Alves Gão e Zé do Galo. O quarto árbitro foi Almir Amarante, o Almirante.

O problema é que o campo está empenado, então cada passe para frente virava um passe violento para trás, obrigando a partida a ser um jogo de 15 minutos apenas. Mas até que tivemos lances de emoção.

O Canto do Rio levava mais perigo. Sua dupla de ataque, composta por Dondon IV (bisneto do famoso Dondon do Andaraí) e Geraldino Neto (neto de Geraldino, artilheiro do campeonato carioca pelo Canto do Rio nos anos 40) dava trabalho à equipe do Rio do Ouro, que tinha justamente na dupla de zaga seu destaque. O goleiro Daniel fez bonitas defesas e garantiu o zero por bom tempo.

Aos 6 minutos, o CROL finalmente conseguiu encaixar uma jogada de ataque. Spinardi roubou de Dondon IV e inverteu para Marquinhos. O camisa 6 avançou pela intermediária e deu um passe em profundidade para André. O camisa 7 driblou a marcação de Márcio e chutou cruzado. Areias se esticou, mas não alcançou: CROL 1x0.

O CROL se animou e passou a dominar o jogo, enquanto que o Canto do Rio não conseguia se organizar. Leanderson (que trocou o CROL pelo Canto do Rio) não cumpriu sua promessa de massacrar o ex-clube e era anulado por Iverson. Restou a Márcio avançar pela direita e Dondon IV voltar para armar, a fim de tentar municiar Geraldino Neto.

De tanto tentar, conseguiram no último lance do jogo. Márcio avançou pela direita, inverteu para Dondon IV, que recuou para Geraldino Neto. O camisa 9 avançou e chutou, deslocando Daniel e saindo para o abraço. Os jogadores do CROL cercaram o árbitro, protestanto por uma falta de Geraldino Neto em Rafinha, mas o resultado foi mantido: CROL 1x1 Canto do Rio.

Novos testes serão feitos e, em duas semanas, teremos já o primeiro torneio interno de Subbuteo da FIFUBO: a Copa Gol de Letra. A conferir.

sábado, 2 de abril de 2011

Conhecendo as equipes - Parte 4

CLUB ATLETICO BOCA JUNIORS



Ligas que disputa: Torneios Apertura e Clausura e Copa Olé.

Por que está na Liga: Parte da "argentinalização" da FIFUBO, o Boca é um dos meus times argentinos preferidos. Sempre esteve para entrar na Liga, desde sua inauguração.

Títulos: Copa Olé 2011.

Esquema de jogo: 4-4-2. O treinador Buchanan's Special Reserve 3 (embaixo, entre os botões 11 e 12) usa um esquema com dois zagueiros e dois laterais mais plantados, 4 jogadores no meio formando um losango, sendo que Basualdo (que joga pela esquerda) sai mais para o jogo para ajudar na armação, e Riquelme atuando centralizado, com mais liberdade para armar o jogo. No ataque, apesar da dupla jogar em linha, Palermo joga mais próximo ao centro (pela esquerda) e Palacio joga mais aberto pela ponta (à direita).

Jogadores: 1. Abbondanzieri, 2. Escudero, 3. Arruabarrena, 4. Ibarra, 5. Serna (c), 6. Schiavi, 7 Viatri, 8. Cagna, 9. Palermo, 10. Riquelme, 11. Basualdo, 12. Battaglia, 13. Guillermo Barros Schelloto, Treinador: Buchanan's Special Reserve 3, Auxiliar Técnico: Buchanan's Special Reserve 7.

Destaque: Riquelme. O camisa 10 é o grande articulador de jogadas da equipe. Com habilidade incomum e visão de jogo extraordinária, municia os atacantes com precisão e se livra da marcação com facilidade.




CLUB ATLETICO INDEPENDIENTE



Ligas que disputa: Torneios Apertura e Clausura e Copa Olé.

Por que está na Liga: Parte da "argentinalização" da FIFUBO, o Independiente é um clube que tenho grande apreço e, por este motivo, foi escolhido para ser o terceiro representante da Argentina na Liga.

Títulos: Não possui.

Esquema de jogo: 4-4-2. O treinador Bayer (o botãozinho vermelho) usa um esquema parecido com o do Boca Juniors, com um losango formado no meio, mas com pequena diferença. Os laterais jogam um pouco mais à frente, com liberdade para atacar e servir os atacantes (principalmente com cruzamentos na área). No meio de campo, os 3 volantes ficam plantados, bem espalhados para fazerem a cobertura da entrada da área e das laterais e deixando Gracián como único homem de armação, mas com bastante liberdade e nenhuma obrigação.

Jogadores: 1. Hilário Navarro, 2. Luciano Vella, 3. Lucas Mareque, 4. Carlos Matheu, 5. Daniel Montenegro, 6. Eduardo Tuzzio (c), 7. Walter Busse, 8. Hernán Fredes, 9. Dario Gandín, 11. Nestor Silveira, 12. Walter Acevedo, 17. Facundo Parra, 19. Leandro Gracián, Treinador: Bayer, Auxiliar técnico: Cristaldo.

Destaque: Leandro Gracián. O camisa 19 é o articulador de jogadas, o cérebro de uma equipe bem equilibrada e bem distribuída em campo. É o grande responsável por municiar os atacantes e, com grande habilidade e visão de jogo, é a esperança de levar a equipe às vitórias.




CLUB ATLETICO RIVER PLATE



Ligas que disputa: Torneios Apertura e Clausura e Copa Olé.

Títulos: Não possui.

Esquema de jogo: 4-3-3. O treinador Francescoli (entre os botões 11 e 19) usa um esquema parecido com o que jogou no Imperatriz. A única diferença é que joga com 2 cabeças de área dando proteção à zaga e com um único armador (Gallardo), jogando com total liberdade. Ferrari e Berizzo também têm liberdade para atacar, pelas pontas, ajudando Ortega e Buonannote a municiar Funes Mori, que joga centralizado.

Jogadores: 1. Carrizo, 2. Ferrari, 3. Placente, 4. Paz, 5. Almeyda (c), 6. Berizzo, 7. Medina Bello, 8. Coudet, 9. Funes Mori, 10. Ortega, 11. Gallardo, 19. Barrado, 30. Buonannote, Treinador: Francescoli, Auxiliar técnico: Blue Steel.

Destaque: Ariel Ortega. O camisa 10 atua pela ponta e faz excelentes jogadas em parceria com Funes Mori. Além de passar para o centroavante marcar, faz seus gols em boas jogadas pelas pontas.




Independiente 3x0 Fluminense

E a equipe de Avellaneda já fez seu primeiro amistoso neste sábado de sol. Contra o Fluminense (que não disputa mais partidas oficiais), a equipe vermelha teve dificuldades com a posse de bola e o entrosamento, mas foi eficiente em suas finalizações.

O primeiro gol saiu no primeiro chute que a equipe realizou. Fredes saiu do campo de defesa driblando e, da intermediária, chutou forte para vencer o goleiro Fernando Henrique logo aos 4 minutos de jogo.

No intervalo, o Independiente trocou Matheu e Gandín por Acevedo e Parra. O Fluminense trocou Ricardo Rocha, Lira e Roni por Sorley (que passou a ser o capitão), Fabinho e Magno Alves.

O Independiente foi melhorando aos poucos e armando melhores jogadas pelas pontas. O segundo gol também saiu aos 4 minutos, quando Mareque lateralizou cobrança de falta para Silveira, que avançou pela esquerda em velocidade e chutou cruzado para fazer Independiente 2x0.

Aos 10 minutos, em um contra-ataque, Mareque tocou para Silveira, que invadiu a área e, na saída do goleiro, tocou para Facundo Parra empurrar para o gol vazio e dar números finais ao confronto: Independiente 3x0 Fluminense.

Destaque do jogo: Hilário Navarro. O goleiro do Independiente fez 4 defesas espetaculares, em 3 chutes de Fred e um de Magno Alves, que dariam uma cara diferente ao jogo. Foi o grande nome do Independiente.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Torneio Apertura 2011 - Décima Rodada (31/03/2011)

Finalizada a décima rodada do Apertura 2011, no final do mês de março. Vamos aos dois jogos, envolvendo argentinos!

Bangu 3x6 Boca Juniors

O Bangu vinha de derrota nos penais para o CROL, após empate em 3x3 e precisava vencer para ainda ter chances de se classificar. O Boca Juniors, de vitória sobre o Americano (3x0), queria a vitória para recuperar o terceiro posto perdido para o Vasco. No primeiro turno, Bangu 2x2 Boca Juniors (3x2 nos penaltis).

O Bangu começou tomando a iniciativa. Tinha a posse de bola, mas não chutava a gol e o ditado de "quem não faz, leva" fez sentido aqui. Aos 4 minutos, Mendonça fez falta em Cagna. Riquelme cobrou rápido para Palacio, que inverteu para Palermo. O camisa 9 deixou o goleiro Ricardo Cruz fora do lance e chutou para o gol, fazendo Boca Juniors 1x0.

Aos 6 minutos, em novo contra-ataque, o Boca chegou ao segundo. Claudio Adão fez falta em Escudero. Serna cobrou para Ibarra, que fez lindo lançamento para Palacio. O camisa 19 invadiu a área e tocou na saída do goleiro, fazendo Boca Juniors 2x0.

No finalzinho do primeiro tempo, um abatido Bangu conseguiu chegar a seu gol de honra. Marinho recebeu de Zanata pela direita e, mesmo marcado por dois, acertou um chutaço no ângulo para fazer Bangu 1x2.

No intervalo, o Bangu trocou Eduardo Cachaça e Arturzinho por Messias e André Biquinho; o Boca trocou Riquelme por Guillermo Barros Schelloto.

O segundo tempo começou, com o Boca dominando a partida e não demorou para sair o terceiro. Logo com um minuto, Guillermo Barros Schelloto recebeu lindo passe de Cagna, driblou Ricardo Cruz e chutou na trave. No rebote e com o gol aberto, Palacio tocou e correu para o abraço, fazendo Boca Juniors 3x1.

O jogo começou a ficar chato, com o Boca tocando e o Bangu esperando o tempo passar. Mas pegou fogo quando Mendonça avançou pelo meio e chutou de trivela, para acertar o ângulo de Abbondanzieri e fazer Bangu 2x3 aos 3 minutos.

Com a vitória ameaçada, o Boca começou a jogar. Aos 5 minutos, Guillermo Barros Schelloto recebeu passe de Palermo dentro da área e tocou por cobertura para vencer Ricardo Cruz: Boca 4x2.

Aos 9 minutos, quando o jogo já se encaminhava para o seu final, Cagna recebeu passe de Palacio e, da entrada da área, acertou bonito chute no ângulo para fazer Boca 5x2.

Nos acréscimos, o Boca fez mais um. Schiavi se mandou para o ataque, tabelou com Schelloto e chutou rasteiro, cruzado, para fazer Boca 6x2.

Ainda nos acréscimos, Paulo Paiva resolveu copiar Schiavi, indo ao ataque, tabelando com Marinho e chutando de bico, para dar números finais ao confronto: Bangu 3x6 Boca Juniors.

Destaque do jogo: Palacio. O camisa 19 do Boca fez dois gols, deu passe para outros e foi figura de destaque no ataque, empurrando o Bangu a seu campo de defesa.


River Plate 5x2 Americano

O River tentava se reerguer, após perder a liderança para o Imperatriz na rodada anterior nos penais (após 3x3). A ordem de Francescoli era partir para cima e golear, pois a vitória classificaria a equipe aos playoffs. Para isso, tirou Barrado e colocou Coudet. No Americano, o desânimo era latente após a chegada do Independiente, tornando o Apertura a sua última competição. Para piorar, a derrota diante do Boca (0x3) obrigava o Americano a vencer, para não ficar em situação difícil no campeonato.

O que parecia uma festa para o time millonario, se tornou um pesadelo a um minuto de jogo. Ortega fez falta tripla e foi expulso. Mesmo com 10, o time argentino caiu dentro e dominou a partida. Logo aos 2 minutos, Gallardo inverteu bola, com um passe maravilhoso para Buonannote que, livre da esquerda, chutou cruzado e fez belo gol: River 1x0.

Aos 4 minutos, o time argentino mostrou que joga tão bem com 10 quanto com 11. Desta vez, Gallardo tocou para Buonannote na esquerda, mas o camisa 30 inverteu o jogo. Funes Mori recebeu livre, invadiu a área e fuzilou: River 2x0.

Ao 7 minutos, falta de Camilo em Funes Mori. Gallardo cobrou encobrindo a barreira e fazendo River 3x0.

Aos 9 minutos, ninguém lembrava que o River jogava com 10. Tantos eram os espaços em campo, que Placente saiu da defesa, tabelou com Funes Mori e chutou fraco. Mas Caetano aceitou e o River goleou: 4x0.

No intervalo, o River trocou Coudet e Funes Mori por Barrado e Medina Bello (passando a jogar sem centroavante) e o Americano trocou Pelica, Januário e Camilo por Pachola, Butti e Jack Jones (passando a jogar no 4-4-2).

O Americano melhorou e começou a ganhar terreno, descontando aos 3 minutos, quando Placente fez falta em Wederson na entrada da área. Célio Silva cobrou com violência e descontou: 1x4.

Aos 4, o Americano recuperou uma bola mal tocada pelo River e Rondinelli tocou para Ronaldo avançar e soltar a bomba da intermediária para fazer Americano 2x4.

O River passou a marcar mais forte e o Americano perdeu espaços, com o jogo se arrastando na intermediária. Aos 9, porém, o River fez mais um. Paz recuperou uma bola e inverteu para a direita. Ferrari avançou como se fosse o ponta e chutou. A bola passou no meio das pernas de Rondinelli e matou Caetano: River Plate 5x2 Americano.

Destaque do jogo: Buonannote. Com a expulsão de Ortega, o camisa 30 precisou se desdobrar para municiar Funes Mori. Mas o camisa 30 fez mais, muito mais. Fez gol, deu passes, apareceu nas duas pontas e terminou o jogo exausto, porém consagrado.


Classificação:

1° Imperatriz - 9 vitórias, 1 derrota, 43 gols pró, 26 gols contra
2° River Plate - 8 vitórias, 2 derrotas, 41 gols pró, 25 gols contra
3° Boca Juniors - 6 vitórias, 4 derrotas, 36 gols pró, 24 gols contra
4° Vasco - 6 vitórias, 4 derrotas, 32 gols pró, 30 gols contra
5° CROL - 3 vitórias, 7 derrotas, 22 gols pró, 33 gols contra
6° Americano - 3 vitórias, 7 derrotas, 19 gols pró, 33 gols contra
7° Bangu - 2 vitórias, 8 derrotas, 25 gols pró, 34 gols contra
8° São Paulo - 2 vitórias, 8 derrotas, 24 gols pró, 36 gols contra

Artilharia:

1° Elton (Imperatriz) - 12 gols
2° Funes Mori (River Plate) - 11 gols
3° Gallardo (River Plate) - 10 gols

Notas rápidas:

* O Independiente chegou! A equipe de Avellaneda deve fazer um amistoso de apresentação contra o Fluminense neste sábado (não há rodada do campeonato) e terá uma postagem extra, mostrando sua equipe, destaques, etc.

* Com 4 rodadas ainda por jogar neste Apertura, Bangu e São Paulo já não têm mais condições de chegar aos playoffs. Por outro lado, como Imperatriz e River Plate já estão classificados, restam apenas duas vagas. Porém, Vasco e Boca Juniors têm, cada, 3 vitórias a mais que Americano e CROL e podem garantir vaga na próxima rodada. O problema é que Boca e Vasco se enfrentam, então CROL e Americano têm que perder para que as duas equipes anteriores se classifiquem.

* Milestones da rodada: Marinho (20 gols), Célio Silva e Gallardo (10 gols).

domingo, 27 de março de 2011

Torneio Apertura 2011 - Décima Rodada (27/03/2011)

Neste domingo, iniciou-se a décima rodada do Apertura 2011, com dois jogos. Vamos a eles!

Imperatriz 4x3 São Paulo

O Imperatriz podia ser o primeiro time a garantir vaga nos playoffs e vinha de vitória nos pênaltis sobre o River Plate (após empate em 4x4). O São Paulo, em crise e queda vertiginosa, precisava vencer, pois uma derrota significava a eliminação precoce do torneio. Para piorar, além de vir de derrota para o Vasco (4x7), a declaração de seu treinador, Paralelo, após o jogo contra o Vasco ("não sou de pedir demissão. Vou cumprir meu contrato com o São Paulo até o fim do Apertura") indicava que ele já teria aceitado a proposta do Boca Juniors. A situação azedou ainda mais quando a torcida o xingou nominalmente e Rivaldo mostrava descontentamento com o comandante. No primeiro turno, São Paulo 2x3 Imperatriz.

Mas bastou a bola rolar para qualquer favoritismo desaparecer. Raí tocou para Palhinha, recebeu na frente e chutou de bico para, aos 13 segundos, fazer São Paulo 1x0.

O Imperatriz não se abateu e manteve o plano de jogo. Foi recompensado com um minuto de partida. Elton dividiu com Rogério Ceni, a bola espirrou e sobrou para Rodrigo Pimpão. O camisa 21 passou com muita facilidade por Rivaldo (corpo mole?) e ele chutou de longe, por cobertura, para vencer o capitão sãopaulino: Imperatriz 1x1.

Na saída de bola, aos 2 minutos, o São Paulo voltou a ficar na frente, em jogada idêntica à do primeiro gol. Raí tocou para Palhinha, recebeu na frente e chutou de bico para fazer São Paulo 2x1.

O Imperatriz continuou seu plano de jogo e empatou aos 5 minutos, quando Etcheverry se multiplicou em campo. Ele tocou para Elton, que perdeu a bola. O próprio Etcheverry correu, recuperou a bola, saiu da esquerda para a direita, trouxe a bola para o pé esquerdo e mandou belíssimo chute, para fazer Imperatriz 2x2.

A partir daí, a fênix apareceu. Zenden, apagado e substituído nos últimos jogos, resolveu chamar para si o jogo. Serviu Elton, Ramon, Denilson em várias oportunidades até que, aos 10 minutos, resolveu arriscar. Recuperou uma bola pela esquerda, tabelou com Denilson e mandou chute ao seu gosto, com extrema categoria. Rogério Ceni pulou, mas a bola insistiu em fugir dele: Imperatriz 3x2.

No intervalo, o Imperatriz trocou Etcheverry (Leão passou a ser o capitão), Anderson Lima e Denilson por Romagnoli, Triton e Benjamin. O São Paulo trocou Antonio Carlos e Rivaldo (que saiu com cara de poucos amigos) por Pintado e Elivelton.

O jogo seguiu equilibrado, com um festival de bolas na trave de ambos os lados até que, aos 4 minutos, Raí recebeu de Elivelton em um contra-ataque e, de novo de bico, fuzilou e venceu Charlie Brown: São Paulo 3x3.

Quando o empate parecia ser o resultado, a fênix voou alto. Zenden tocou para Romagnoli, que tocou a Elton. O camisa 9 fez o pivô e devolveu para Zenden, que invadiu a área pela esquerda e tocou na saída de Rogério Ceni para fazer Imperatriz 4x3. O Imperatriz está classificado aos playoffs com 4 rodadas de antecedência e o São Paulo não tem mais chances de chegar aos playoffs.

Destaque do jogo: Raí. Mesmo com sua equipe eliminada, o hat-trick do camisa 10 tricolor o fez sair de campo como o melhor.


Vasco 3x2 CROL

O Vasco continua tentando se posicionar bem na briga pelos playoffs e se distanciar do quinto colocado. Antonio Lopes arrumou a equipe e quer a vitória contra o CROL, que precisa ganhar para ainda sonhar com a vaga e quer repetir a sua melhor atuação na temporada, justamente contra o Vasco, quando ganhou de 4x1 no primeiro turno. No lugar do suspenso André, joga Mosquito.

O jogo foi parelho, com as duas equipes marcando forte. O Vasco não contava com sua principal jogada, já que as pontas eram bem marcadas, se limitando a tentar chutes de longe. O CROL partia para o contra-ataque, mas não finalizava.

O panorama começou a mudar aos 4 minutos, quando Gilberto resolveu se arriscar no ataque. Ele tabelou com Marcelinho, recebeu na esquerda e chutou cruzado, para vencer Hobson e fazer Vasco 1x0.

O CROL não desanimou e partiu para buscar o empate, o que aconteceu aos 5 minutos, na saída de bola. Iverson chutou forte, Pablo colocou o pé no meio do caminho e a bola foi para o lado oposto ao de Carlos Germano. Gol de Pablo: CROL 1x1.

O primeiro tempo continuou com boas opções de lado a lado, mas o gol não saiu. Edmundo teve duas chances claras, mas Hobson salvou ambas.

No intervalo, o Vasco mudou algumas figuras no meio de campo. Saíram Bruno Lazaroni, Leo Lima e Petkovic e entraram Nasa, Beto e Allan Delon. O CROL mudou a mudança em cima da hora. Ia sair Rafinha (que deixava Edmundo entrar livremente na área) para entrar Ratinho, mas quem saiu para a entrada do 12 foi Mosquito (que jogava bem). Com isso, Ratinho foi para a lateral direita e Ma Luca foi para o ataque. Além de Mosquito, saíram Nélcio e Iverson (Dr L passou a ser o capitão) e entraram TV e Mateus.

O fato é que a mudança não fez efeito. Ma Luca não jogou bem no ataque, TV não foi tão incisivo quanto Nélcio e, principalmente, Rafinha continuou deixando buracos. Com um minuto do segundo tempo isso ficou latente, quando Beto e Marcelinho tabelaram e Marcelinho entrou livre na área, no buraco deixado pelo zagueiro do CROL. O camisa 8 tocou na saída de Hobson e o Vasco foi à frente: 2x1.

Aos 3 minutos, nova falha de Rafinha, em contra-ataque vascaíno. De novo Beto e Marcelinho tabelaram, de novo o camisa 19 tocou para o 8, que driblou Rafinha e chutou na saída de Hobson, para fazer Vasco 3x1.

O gol desmontou de vez as pretensões do CROL, que atacava desordenadamente e dava espaços para os contra-ataques. Aos 10 minutos, Ma Luca cobrou escanteio curto para Marquinhos, que invadiu a área e foi derrubado por Carlos Germano. O próprio Marquinhos cobrou o penal, deslocando o goleiro vascaíno e descontando para 2x3. Mas já era tarde...

Destaque do jogo: Marcelinho. O camisa 8 vascaíno foi a principal figura da partida, dando o passe para o primeiro gol e fazendo os outros 2 de sua equipe, selando a vitória.


Notas rápidas:

* O milestone da rodada ficou por conta de Etcheverry. Jogador mais antigo em atividade, o capitão do Imperatriz chegou aos 40 gols na carreira com o tento marcado ante o São Paulo.

* Já está nas mãos da arquiteta o projeto de duas concentrações para 3 equipes (cada) da FIFUBO. Agora é aguardar a viabilidade do projeto e executá-lo.

sábado, 26 de março de 2011

Torneio Apertura 2011 - Nona Rodada (26/03/2011)

Finalizada a nona rodada, quase uma semana após iniciada.

São Paulo 4x7 Vasco

O São Paulo ganhou seu último jogo (4x3 Bangu) e precisa continuar vencendo, pois só pode perder um jogo no returno se ainda quer sonhar com a classificação. Já o Vasco vem em situação até confortável, mas precisa vencer para garantir o mais cedo a classificação. No primeiro turno, Vasco 5x2 São Paulo.

E o Vasco começou a mil por hora. Sem dar espaços ao time do Morumbi, os garotos de São Januário não demoraram a abrir o marcador. Com apenas 1 minuto de jogo, Edmundo tabelou com Marcelinho e recebeu no bico da grande área, para chutar cruzado e fazer Vasco 1x0.

O São Paulo tentou sair, mas não conseguiu, pois a marcação vascaína era forte, além da apatia tricolor. Aos 3 minutos, em belíssima jogada, a bola circulou pelo meio até sair na ponta. Rivaldo tocou a bola para fora bisonhamente. Maricá cobrou para Marcelinho, que deu a bola mais atrás para Bruno Lazaroni. O camisa 12 tocou para Petkovic na esquerda, que deu mais atrás a bola em Gilberto. O lateral tocou no corredor para Donizete, que trouxe da ponta para o meio e descobriu Edmundo livre na direita. O camisa 10 invadiuu a área e tocou na saída de Rogério Ceni para fazer Vasco 2x0.

Aos 6, Petkovic recebeu de Marcelinho na intermediária e chutou rasteiro. Rogério Ceni não alcançou e o Vasco fez 3x0.

O Vasco continuou dominando o jogo, mas vacilou aos 9 minutos, quando Rivaldo ganhou dividida com Tinho e, da entrada da área, chutou no ângulo de Carlos Germano, fazendo São Paulo 1x3 Vasco e mandando a torcida tricolor (que o vaiava) calar a boca.

Na saída de bola, Leo Lima tocou bola longa para Marcelinho, que driblou Rogério Ceni e foi atingido. Pênalti que Petkovic cobrou na trave, finalizando o primeiro tempo. O Vasco sai aplaudido, assim mesmo, e o São Paulo sai vaiado pela própria torcida e aos gritos de "Fora Paralelo".

No intervalo, sob vaias Rivaldo sai, junto com Hernanes. Entraram Elivelton e Pintado. No Vasco, saíram Mauro Galvão, Gilberto e Bruno Lazaroni e entraram Rogério Pinheiro (que passou a ser o capitão), Siston e Nasa.

O Vasco começou a administrar a vitória e o São Paulo melhorou consideravelmente, passando a marcar no campo do Vasco e tentar mais chutes a gol. Aos 2 minutos, conseguiu mais um gol, quando Antonio Carlos foi ao ataque, recebeu de Raí dentro da área e tirou de Carlos Germano com extrema categoria para fazer São Paulo 2x3.

Mas o Vasco não se fez de rogado e, na saída de bola, mostrou quem manda. Leo Lima tocou para Petkovic e o sérvio chutou bonito da intermediária, sem chances para Rogério Ceni: Vasco 4x2.

Aos 5 minutos, o Vasco aumentou novamente. Petkovic cobrou escanteio curto para Siston, que rolou para Leo Lima na entrada da área. O camisa 7 chutou alto e venceu Rogério Ceni: Vasco 5x2.

O Vasco continuou em cima e o São Paulo se encolheu novamente. Aos 6 minutos, Maricá roubou bola na direita, tocou para Marcelinho que lançou Edmundo. O camisa 10 trouxe da ponta para o meio e chutou rasteiro para vencer o goleiro sãopaulino novamente e fazer seu hat-trick: Vasco 6x2.

O São Paulo conseguiu mais um gol de honra após jogada boba de Tinho, que empurrou Serginho na entrada da área quando tinha a bola dominada. Raí cobrou, Carlos Germano falhou e o São Paulo descontou: 3x6, aos 8 minutos.

Aos 9, na saída de bola, o Vasco aumentou. Leo Lima tabelou com Petkovic e, da intermediária, chutou do jeito que gosta e também fez seu hat-trick: Vasco 7x3.

Na saída, foi a vez de Raí tocar para Cerezo, receber de volta e chutar rasteiro. Carlos Germano falhou e o São Paulo descontou: 4x7.

Destaque do jogo: Edmundo. O camisa 10 vascaíno foi o dono do jogo. Com excelentes jogadas pela direita, 3 gols e perigo constante à defesa do São Paulo, saiu de campo ovacionado.


Imperatriz 4x4 River Plate

Choque de líderes no campeonato! O vencedor pode garantir vaga nos playoffs na próxima rodada. O Imperatriz, empolgado pela vitória sobre o Vasco nos pênaltis (após 1x1), queria se vingar da única derrota sofrida no campeonato, logo na segunda rodada. O River, mais que empolgado pela vitória no Superclássico nos pênaltis (após 3x3) queria mais uma vitória sobre o Imperatriz. No primeiro turno, River Plate 4x3 Imperatriz.

E com apenas 10 segundos de jogo, já parecia que teríamos um vencedor. Elton tocou para Etcheverry na saída de bola, recebeu na intermediária e chutou rasteiro para vencer Carrizo e fazer Imperatriz 1x0.

O gol pareceu desnortear o River, que não conseguia se organizar em campo, enquanto que o Imperatriz partia com tudo para o ataque. Aos 3 minutos, Etcheverry ganhou na corrida de Almeyda, tocou para Zenden e o camisa 10 devolveu de primeira. Etcheverry também tocou de primeira, por cobertura, para fazer Imperatriz 2x0.

O River foi, aos poucos, se encontrando na partida. Aos 6 minutos Ramon perdeu bola para Ferrari, que puxou contra-ataque pela ponta. O camisa 2 tocou para Ortega, que invadiu a área e tocou na saída de Charlie Brown, para fazer River 1x2.

Aos 9, Cristovão não percebeu a aproximação de Funes Mori, que roubou a bola e recuou para Buonannote chutar cruzado e empatar o jogo: River 2x2.

No intervalo, só o Imperatriz mudou. Saíram Ramon, Zenden e Denilson e entraram Triton, Romagnoli e Dinei.

O jogo recomeçou com o River mais bem organizado. Aos 3 minutos, a virada aconteceu, em lance polêmico. Elton recebeu bola de Denilson, ganhou de Barrado e ia entrar na área, quando o juiz Juan Carlos Loustau marcou falta de Elton. Paz cobrou para Ferrari, que descobriu Gallardo no meio. O camisa 11 avançou pela intermediária e deu bonito passe para Funes Mori na direita. O camisa 9 invadiu a área e chutou cruzado para fazer River 3x2, de virada.

O Imperatriz só foi empatar 2 minutos depois, quando Elton fez boa jogada pela ponta e recuou para Rodrigo Pimpão, que chutou sem ângulo e fez um golaço: Imperatriz 3x3.

Aos 7, o River voltou a ficar em vantagem, quando Gallardo cobrou escanteio e Funes Mori cabeceou para fazer River Plate 4x3.

Mas, na saída de bola, Elton empatou. Ele tabelou com Romagnoli, recebeu na frente e chutou rasteiro: 4x4.

Nos pênaltis, a despeito de Ortega ter acertado a terceira cobrança, os outros 3 cobradores do River acertaram a trave. Gallardo, Ferrari e Buonannote carimbaram a trave, enquanto Etcheverry, Romagnoli e Anderson Lima acertaram. O Imperatriz vence por 3x1 e é o líder isolado.

Destaque do jogo: Elton. De novo, o camisa 9 do Imperatriz foi onipresente. Esteve na defesa, no meio e no ataque. Armou, desarmou e finalizou, fazendo 2 gols e saindo a rodada como artilheiro.


Classificação:

1° Imperatriz - 8 vitórias, 1 derrota, 39 gols pró, 23 gols contra
2° River Plate - 7 vitórias, 2 derrotas, 36 gols pró, 23 gols contra
3° Boca Juniors - 5 vitórias, 4 derrotas, 30 gols pró, 21 gols contra
4° Vasco - 5 vitórias, 4 derrotas, 29 gols pró, 28 gols contra
5° CROL - 3 vitórias, 6 derrotas, 20 gols pró, 30 gols contra
6° Americano - 3 vitórias, 6 derrotas, 17 gols pró, 28 gols contra
7° Bangu - 2 vitórias, 7 derrotas, 22 gols pró, 28 gols contra
8° São Paulo - 2 vitórias, 7 derrotas, 21 gols pró, 32 gols contra

Artilharia:

1° Elton (Imperatriz) - 12 gols
2° Funes Mori (River Plate) - 10 gols
3° Riquelme (Boca Juniors), Romagnoli (Imperatriz) e Gallardo (River Plate) - 9 gols

Notas rápidas:

* O milestone da rodada ficou por conta de Leo Lima. Com o hat-trick anotado no São Paulo, o meia do Vasco ultrapassou a marca dos 50 gols na carreira.

* A FIFUBO estuda a contratação de policiais para fazer a proteção dos árbitros, visando evitar incidentes como o de domingo passado, quando Pedro Carlos Bregalda foi agredido por André após marcação polêmica. Atualmente, a Federação conta apenas com dois seguranças do presidente Batistuta, que atuam em momentos de tensão após o jogo, mas que nada podem fazer durante as partidas. A força policial estaria presenta em volta do campo, garantindo proteção aos árbitros no momento da confusão.

* Outra medida em estudo é a construção de prédios populares, para abrigar 3 equipes. Atualmente, os ônibus não estão dando conta do número de times, além de haver a obrigação de deslocar vários por rodada. Com essa medida, apenas as equipes que possuem alojamento próprio (Vasco e Imperatriz) continuariam em suas instalações. As outras 6 equipes da Liga dividiriam-se em duas concentrações.

domingo, 20 de março de 2011

Torneio Apertura 2011 - Nona Rodada (20/03/2011)

A nona rodada do Apertura 2011 começou neste domingo, com muita polêmica, e deve se encerrar na quinta-feira. Vamos aos dois jogos de hoje!

Americano 0x3 Boca Juniors

O time de Campos, empolgado pela vitória sobre o CROL na rodada anterior (4x2), vinha para cima, com o retorno de seu capitão Célio Silva, que cumpriu suspensão nas duas últimas rodadas. O Boca Juniors, por outro lado, vinha sem empolgação após perder o Superclássico nos pênaltis (após 3x3) e sem seu treinador Buchanan's Special Reserve 3, expulso contra o River. No primeiro turno, Boca Juniors 3x1 Americano.

Mas foi só a bola rolar para se ver que aquele seria um jogo diferente. Logo com 50 segundos de jogo, Basualdo cobrou lateral para Riquelme, que devolveu a Basualdo na entrada da área. O camisa 11 trouxe para o pé direito e chutou cruzado com extrema categoria, fazendo Boca 1x0.

O Boca continuou mandando no jogo e fez o segundo gol aos 3 minutos. Schiavi recuperou bola esticada para Luciano Viana e inverteu o jogo com maestria para Palacio. O camisa 19 avançou até a intermediária e soltou a bomba, vencendo Caetano e fazendo Boca 2x0.

No intervalo, após um massacre do Boca (que mandou inúmeras bolas na trave), a equipe xeneize trocou Palermo e Riquelme por Viatri e Guillermo Barros Schelloto. O Americano, totalmente dominado, trocou Wederson, Ronaldo e Camilo por Pachola, Butti e Jack Jones, passando a jogar no 4-4-2.

Não adiantou. O Boca continuou dominando. Marcando forte e saindo em ataques com excelente toque de bola, o time argentino fez por merecer a vitória, que foi coroada nos acréscimos, quando 8 jogadores estavam no campo de ataque. Odvan tocou com a mão na bola, Palacio cobrou rápido para o meio da área e Basualdo chutou de primeira para vencer Caetano novamente e dar números finais ao confronto: Boca 3x0.

Destaque do jogo: Schiavi. O zagueiro jogou com extrema categoria. Sem ter quem marcar (já que o Americano não passava do meio de campo), foi ao ataque e armou várias jogadas. Se multiplicou em campo e saiu como o grande nome da partida.


CROL 3x3 Bangu

O clássico do ônibus cinza era, também, o clássico dos desesperados. O CROL via seus sonhos de se classificar aos playoffs ruirem, diante da derrota na rodada anterior (2x4 para o Americano) e ao chegar ao último lugar no campeonato. O Bangu também vinha de derrota (3x4 para o São Paulo) e queria se classificar aos playoffs naquele que pode ser seu último campeonato.

O CROL começou o jogo a mil por hora, partindo para cima e com a máxima de que a melhor defesa é o ataque. Logo com 1 minuto de jogo, Pablo invadiu a área e foi derrubado por Ricardo Cruz. Pênalti que Marquinhos cobrou na trave e, no rebote, Pablo mandou de bico para o fundo das redes para fazer CROL 1x0.

A equipe do Rio do Ouro continou em cima e não deixou o Bangu respirar. Muito mal, a equipe de Moça Bonita não conseguia organizar jogadas, já que Mendonça errava tudo o que tentava. Aos 3 minutos, Dr L recuperou bola que tinha Claudio Adão como endereço. Ele tocou rápido para Pablo na direita, que deu a Iverson no meio. O camisa 10 conduziu a bola e deu lindo passe para André na esquerda. O camisa 7 recebeu a bola dentro da área e tirou Ricardo Cruz da jogada, fazendo um lindo gol: CROL 2x0.

No intervalo, o CROL não mexeu, visivelmente contente com o bom futebol apresentado pela equipe. Já o Bangu trocou Borçato e Mendonça (que saiu vaiado) por Messias e André Biquinho.

O Bangu melhorou com as substituições. Mais bem plantado em campo, o time não dava mais espaços para o time do CROL e ainda saía em boas jogadas para o ataque. Com dois minutos, Messias tocou para Marinho, que trouxe a bola da ponta para o meio, driblou Dr L e, da entrada da área, chutou para fazer bonito gol: Bangu 1x2.

O Bangu se inflamou com o gol e chegou ao empate em lance polêmico. Claudio Adão recebeu de Marinho na direita, invadiu a área e chutou. A dúvida estava no ar se a bola bateu na trave e saiu ou bateu na trave, dentro do gol e saiu. O juiz Pedro Carlos Bregalda validou o gol e a confusão começou. Os jogadores do CROL partiram para cima dele e André empurrou o árbitro para fora de campo, sendo expulso na sequência: Bangu 2x2.

Com um a menos, a vantagem anulada e os nervos em frangalhos, o time do CROL precisou se superar em campo. Mas aí surgiu o futebol de Ma Luca. O lateral direito (que é atacante de origem) foi ao ataque ocupar o lugar de André quando o time tinha a bola e virava lateral quando o time não tinha a pelota. Assim, aos 6 minutos, Spinardi saiu driblando Claudio Adão com extrema categoria e lateralizou para Ma Luca. O camisa 2 avançou pela ponta, tabelou com Leozinho e recebeu na área, para tocar na saída de Ricardo Cruz e fazer CROL 3x2.

A equipe se trancou na defesa e não quis mais sair para o jogo, enquanto o Bangu ganhou terreno e atacou com tudo o que podia. Aos 10 minutos, foi recompensado, quando Macula avançou, tabelou com André Biquinho e chutou com violência da entrada da área, para empatar a partida: 3x3.

Nos pênaltis, mais polêmica. Após Macula chutar e Hobson defender, foi a vez de Iverson ir para a cobrança. O capitão do CROL cobrou o penal com violência e ficou a dúvida se a bola bateu na trave ou na parte interna da rede e saiu. O juiz Pedro Carlos Bregalda validou o gol. Na série seguinte, Rafinha perdeu para o CROL mas, na última série, Marinho chutou para fora e Nélcio fez o gol que garantiu a vitória do CROL por 4x3. O juiz teve que ser escoltado pelos seguranças da Federação.

Destaque do jogo: Pablo. Novamente, a melhor opção do CROL para armar o jogo. Além de armar, sofreu o pênalti que originou o primeiro gol (marcado por ele mesmo), chutou inúmeras bolas na trave e ainda converteu o seu nas cobranças de pênalti.


Notas rápidas:

* Dois jogadores do CROL conseguiram milestones após marcarem contra o Bangu. Tanto Pablo quanto André chegaram aos 30 gols na carreira.

* O TJB foi muito acionado neste domingo. Primeiro, não deu provimento ao recurso do CROL de mudar a pena de André de suspensão para multa. Os juízes entenderam que o camisa 7 foi expulso por agressão ao árbitro e deram a ele um jogo de suspensão.

* O TJB também não reconheceu o recurso do CROL de suspender o árbitro Pedro Carlos Bregalda por ter validado o segundo gol do Bangu, em lance que originou a expulsão de André. Segundo despacho, por ter ganho o jogo, o CROL não foi tão prejudicado com o lance.

* Porém, no terceiro recurso a ser julgado, o TJB reconheceu o recurso do Bangu contra o árbitro Pedro Carlos Bregalda, pelo penal de Iverson que teria batido na trave. O Tribunal suspendeu Bregalda por um sorteio em votação por 2x1. Causa ganha pelo advogado Leitoso.

domingo, 13 de março de 2011

Torneio Apertura 2011 - Oitava Rodada (12/03/2011)

Domingo de Superclássico, para encerrar a oitava rodada do Apertura 2011.

Americano 4x2 CROL

O Americano segue sua temporada de despedida. Sem Célio Silva (suspenso por mais um jogo), o time tinha Pachola improvisado na zaga e Odvan como capitão. Já o time do CROL tinha uma missão. Precisava ganhar a todo custo, para encostar no Vasco. Após o primeiro turno, o treinador Cinzerado pediu compromisso dos jogadores e disse que dava perfeitamente para brigar por vaga nos playoffs. Segundo Cinzerado, o CROL não faria figuração no campeonato.

Mas bastou a bola rolar para tudo ruir. Com 15 segundos de jogo, Pelica tabelou com Camilo, recebeu na frente e chutou alto e forte. Hobson não achou a bola e o Americano fez 1x0.

O CROL não se abateu e começou a tomar a iniciativa como se o jogo estivesse 0x0. Começou a desperdiçar oportunidades com Nélcio, Iverson, Pablo e Leozinho. Mas, aos 3 minutos, Rondinelli fez falta em Leozinho, que cobrou para Pablo na lateral da área. O camisa 11 foi ao fundo e devolveu para Leozinho, que tocou na saída de Caetano para fazer CROL 1x1.

A equipe se empolgou, mas ficou com aquela triste sina de "jogamos como nunca, perdemos como sempre" mais uma vez. Caetano se desdobrava no gol do Americano para parar as jogadas do time do Rio do Ouro e, na única jogada que o Americano encaixou, saiu o segundo gol. Luciano Viana fez boa jogada pela direita e chutou cruzado. Hobson pulou, mas não encontrou e o Americano fez 2x1, aos 7 minutos.

O CROL continuou caindo dentro e Caetano continuou salvando a equipe. Aos 9, o Americano encaixou um contra-ataque pela esquerda, quando Pachola desarmou Leozinho e tocou para Rondinelli. O camisa 8 encontrou Ronaldo, que avançou livre e chutou forte, para fazer Americano 3x1.

No intervalo, o Americano trocou Luciano Viana e Camilo por Jack Jones e Butti; o CROL trocou as peças nulas de sua equipe. Saíram André e Ma Luca e entraram Mosquito e Ratinho.

Mas nem deu para dizer se o time ia engrenar, pois Pablo brigou com Nélcio para dar a saída de bola. O camisa 11 saiu jogando, perdeu a bola e o Americano encaixou rápido o contra-ataque. Januário rolou para Pelica, que lançou Butti na direita. O camisa 17 invadiu e chutou cruzado, sem chances para Hobson, com 50 segundos do segundo tempo dar ares de goleada: Americano 4x1.

A partir daí, uma violenta discussão entre Nélcio e Pablo desmoronou de vez o time do Rio do Ouro, que não conseguiu mais jogar. O Americano, feliz com a vitória, tocava a bola.

Aos 7 minutos, o CROL fez o seu gol de honra. Dr L avançou pelo meio, ignorou Iverson (que pedia a bola na entrada da área) e chutou forte. Caetano voou, mas essa ele não conseguiu impedir: CROL 2x4.

Destaque do jogo: Caetano. O goleiro do Americano foi figura decisiva na partida, ao pegar várias oportunidades do CROL durante o primeiro tempo.


River Plate 3x3 Boca Juniors

Após a preliminar, é hora de Superclássico! Os corações argentinos dispararam com a chegada das duas equipes. E ambos tinham problemas para a partida.

Do lado do River Plate, a derrota para o Vasco era um princípio de problema, pois o time não só perdeu a invencibilidade, como também a liderança. Para não se repetir a derrota para o Vasco, Coudet foi barrado. Em seu lugar, entrou Diego Armando Barrado.

Do lado do Boca Juniors, o problema não vinha em campo (a equipe venceu seus últimos 2 jogos), mas fora dele. Com a infelicidade da diretoria, de avisar que faria proposta por Paralelo ao final do campeonato, os irmãos Buchanan's Special Reserve se sentiram desvalorizados. Eles também tentaram surpreender, sacando Palacio do time e colocando Guillermo Barros Schelloto.

E foi um jogão, digno da magnitude deste Superclássico. As duas equipes jogaram para frente e desperdiçaram inúmeras chances. Logo com 2 minutos de jogo, o Boca saiu na frente. Após Riquelme desperdiçar uma chance, acertando o travessão, Basualdo recebeu bola idêntica, no mesmo lugar. Ibarra veio pelo meio e inverteu bola perfeita para o camisa 11, que pegou de primeira dentro da área e explodiu a torcida xeneize ao fazer Boca Juniors 1x0.

O River acordou após levar o gol e passou a jogar de forma mais ordenada. Empatou aos 4 minutos, quando Gallardo recebeu bola de Buonannote na meia esquerda e chutou cruzado, de pé esquerdo, para vencer Abbondanzieri, explodindo a torcida millonaria: River Plate 1x1.

O River melhorou na partida e Abbondanzieri teve que trabalhar. O Boca se encolheu e começou a explorar contra-ataques, sendo desta forma que chegou ao segundo gol, aos 8 minutos. Cagna recolheu passe mal dado do River e tocou rápido para Riquelme. O camisa 10 avançou pelo meio e inverteu jogo para a esquerda, encontrando Palermo livre dentro da área. O camisa 9 chutou na saída de Carrizo e explodiu novamente a torcida xeneize ao fazer Boca Juniors 2x1.

Quando tudo indicava que o Boca sairia vitorioso no primeiro tempo, o River Plate empatou. Buonannote inverteu jogada da esquerda para a ponta direita e encontrou Ortega. O camisa 10 avançou pela ponta e tocou rápido para o meio, encontrando Funes Mori livre. O camisa 9 do River invadiu a área e chutou por baixo de Abbondanzieri para empatar novamente o jogo e fazer a torcida millonaria delirar: River Plate 2x2.

No intervalo, o River não fez mudança. Francescoli apenas acertou a cabeça de área e a zaga, onde o Boca entrava com facilidade. O Boca mudou, saindo Serna e Schelloto (Palermo passou a ser o capitão) e entrando Battaglia e Palacio.

O jogo continuou em altíssimo nível, com chances iguais sendo desperdiçadas de ambos os lados. Se o River metesse uma bola na trave, o Boca também metia; se Carrizo operava um milagre, Abbondanzieri também o fazia. Mas, em um jogo tão perfeito, a arbitragem também tinha que aparecer. Carrizo tocou com a mão fora da área e seria expulso, mas José Roberto Wright marcou falta de Riquelme antes e lhe deu cartão amarelo, o que resultou em reclamação por parte dos jogadores do Boca, aos 2 minutos.

Aos 6 minutos, outro lance mudou o rumo do Superclássico. Buonannote fez linda jogada pela esquerda e tocou no meio para Funes Mori. O camisa 9 não girou, mas tocou rápido para a direita, encontrando Ortega livre. O camisa 10 invadiu a área e chutou cruzado na saída de Abbondanzieri, explodindo a torcida millonaria e fazendo River Plate 3x2.

O treinador do Boca, Buchanan's Special Reserve 3, invadiu o campo para reclamar com seu sistema defensivo após o gol e foi expulso de campo pelo juiz, José Roberto Wright. Segundo informação da presidência da FIFUBO, o auxiliar Buchanan's Special Reserve 7, não poderia ficar no lugar do treinador expulso e o Boca ficou sem ninguém para comandar a equipe.

Com isso, o River passou a tocar a bola e esperar o jogo encerrar e o Boca partiu com tudo para o ataque. O juiz deu 2 minutos de acréscimo e foi neste momento que o Boca conseguiu um empate impossível. Gallardo errou um passe para Funes Mori, interceptado por Cagna. Ele jogou rápido para Riquelme no meio, que avançou e tocou para Palacio na ponta direita. O camisa 19 invadiu a área pela direita e chutou cruzado, vencendo Carrizo e fazendo Boca Juniors 3x3, para delírio da torcida xeneize.

Com isso, o jogo foi para os pênaltis. Na primeira série de cobranças, o River Plate acertou todas, exceto a terceira. Abbondanzieri pegou a cobrança de Almeyda. O Boca Juniors acertou todas, exceto a última. Palermo chutou na trave. Nas cobranças extras, Berizzo cobrou, Abbondanzieri tocou na bola e ela bateu em um suporte dentro do gol, saindo em seguida. Apesar do Boca protestar que a bola teria batido na trave, José Roberto Wright confirmou o gol. Na cobrança seguinte, Battaglia cobrou e Carrizo pegou. Comemoração dos jogadores do River, jogadores do Boca partindo para cima do árbitro, que saiu escoltado pela segurança da Liga.

Destaque do jogo: Diego Armando Barrado. O camisa 19 do River entrou de última hora no lugar de Coudet e se firmou. No primeiro tempo, foi a principal opção de armação da equipe e, no segundo tempo, passou a jogar mais recuado e ajudou a fechar a entrada da área. Foi a melhor opção, tanto defensiva quanto ofensiva e saiu do Superclássico como o melhor em campo.

Comentário do Superclássico:

Este foi o terceiro jogo entre as duas equipes na história da FIFUBO e, de longe, foi o mais parelho. As duas equipes perdiam as mesmas chances e até os gols tiveram suas semelhanças. O primeiro gol de Boca e River foi marcado pelos seus camisas 11. O segundo foi dos 9 e o terceiro foi dos atacantes que jogam pela direita.

Do lado do River, as boas opções ofensivas da equipe deixavam espaços na defesa. A cabeça de área foi um buraco. Além disso, Ferrari não foi a opção pela direita que Francescoli desejava. No intervalo, a equipe se organizou e o meio de campo funcionou perfeitamente. Além disso, a equipe joga exatamente como pede seu treinador, saindo pelas pontas e invertendo o jogo para concluir.

Do lado do Boca, Riquelme não foi a peça ofensiva que se esperava, se omitindo do jogo em alguns momentos. Mas, nestes momentos, Basualdo aparecia em seu lugar, como excelente opção de armação. A equipe saiu bem pela esquerda, com Arruabarrena, mas não saiu bem pela direita, onde Ibarra se limitou a defender. Destaque para Palermo, que fez excelentes jogadas e foi ameaça constante.


Classificação:

1° Imperatriz - 7 vitórias, 1 derrota, 35 gols pró, 19 gols contra
2° River Plate - 7 vitórias, 1 derrota, 32 gols pró, 19 gols contra
3° Boca Juniors - 4 vitórias, 4 derrotas, 27 gols pró, 21 gols contra
4° Vasco - 4 vitórias, 4 derrotas, 22 gols pró, 24 gols contra
5° Americano - 3 vitórias, 5 derrotas, 17 gols pró, 25 gols contra
6° Bangu - 2 vitórias, 6 derrotas, 19 gols pró, 25 gols contra
7° São Paulo - 2 vitórias, 6 derrotas, 17 gols pró, 25 gols contra
8° CROL - 2 vitórias, 6 derrotas, 17 gols pró, 27 gols contra

Artilharia

1° Elton (Imperatriz) - 10 gols
2° Riquelme (Boca Juniors), Romagnoli (Imperatriz) e Gallardo (River Plate) - 9 gols
3° Funes Mori (River Plate) - 8 gols


Notas rápidas:

* Após o Superclássico, o Boca Juniors entrou com recurso no TJB contra o árbitro José Roberto Wright, pela não expulsão de Carrizo e pelo gol polêmico de pênalti. Em ambas as situações, o árbitro foi absolvido, por jurisprudência formada no caso Vasco x Imperatriz (no primeiro caso) e por tira-teima (no segundo caso).

* O treinador do Boca, Buchanan's Special Reserve 3, foi suspenso por um jogo, pela sua expulsão no Superclássico.

* O milestone deste domingo foi para Leozinho que, com o gol contra o Americano, chegou aos 40 gols na carreira.