domingo, 8 de junho de 2014

Torneio Apertura 2014 - Terceira Rodada do Playoff Final - 08/06/2014

Domingo, oito de junho de dois mil e quatorze. A bela tarde de sol e muito calor marcou um dia histórico para a FIFUBO, quando foi realizada a grande final do Torneio Apertura 2014. O jogo foi emocionante e muito disputado, coroando ao final o grande campeão!

INDEPENDIENTE 2x4 BOCA JUNIORS

Com uma campanha de 10 vitórias, 3 empates e 1 derrota, com 53 gols marcados e apenas 29 sofridos e fazendo 33 pontos em 14 jogos, o Independiente foi o grande líder ao final da temporada regular. Nos playoffs semifinais, vitória no primeiro jogo (4x3), empate no segundo (5x5) e acachapante vitória no terceiro (3x0) sobre o River Plate. A equipe ainda tinha o artilheiro do campeonato, que também poderia concorrer ao prêmio de MVP. Para finalizar, o Independiente podia jogar para empatar e sair campeão. Bayer mandou a campo a equipe que havia atuado nos jogos anteriores e mandava seus jogadores marcarem forte e tocarem a bola com calma, pois o tempo era amigo do time de Avellaneda.

Com uma campanha de recuperação com 7 vitórias, 2 empates e 5 derrotas, marcando 48 gols e sofrendo 39, fazendo 23 pontos em 14 jogos, o Boca Juniors chegou a ficar ameaçado de não ir aos playoffs, mas arrancou e terminou a temporada regular em terceiro lugar. Nos playoffs semifinais, após estrear ganhando com autoridade (3x1), empatou os dois últimos jogos com o Estudiantes (2x2 e 3x3), ganhando fôlego para a final. Após perder o segundo jogo, o Boca precisava vencer por dois gols de diferença, mas o calor trouxe ao treinador Paralelo uma dúvida: ou iria para a pressão desde o início, arriscando-se a cansar no final quando o Independiente, normalmente, vence seus jogos, ou segura o primeiro tempo e faz uma pressão intensa no segundo. Porém, se o Independiente abrisse alguma margem no primeiro tempo, a pressão do segundo poderia ser inútil. Paralelo mandava a campo a mesma equipe que havia jogado as últimas partidas.

O equilíbrio era a marca deste playoff final, havendo um empate em 1x1 no primeiro jogo e uma vitória do Independiente por 2x1 no segundo. Na temporada regular, mais equilíbrio, com uma vitória do Boca no primeiro turno (3x2) e uma do Independiente no segundo (4x3).

Jogadores de Independiente, à esquerda, e do Boca, à direita, alinhados para o começo da partida.
Quando a bola rolou, não deu para perceber qual foi a escolha de Paralelo, pois Riquelme tocou a Basualdo, recebeu na frente e foi desarmado por Mareque. O lateral tocou a Busse, que fez o dois-um com Silvera e recebeu na entrada da área, para tocar na saída de Abbondanzieri e fazer Independiente 1x0 logo aos 33 segundos.

Se precisava vencer por dois gols de diferença, o Boca agora precisava marcar três vezes para tirar a vantagem do Independiente. A equipe se organizou e partiu para a pressão, enquanto o Independiente não dava mostras de ser a equipe que tocava a bola com inteligência. Desorganizado, o time de Avellaneda não viu seus jogadores guardando posição e passou a sofrer um sufoco desnecessário. Aos berros, Bayer tentava reorganizar sua equipe, que acabou recuando ante à pressão do Boca. Aos 5 minutos, Riquelme recuperou bola na defesa e tocou a Cagna no meio. O camisa 8 inverteu jogo com um belo lançamento para Serna na esquerda. Palermo chamou a marcação e o camisa 5 trouxe a bola para o meio, chutando cruzado e fazendo seu primeiro gol com a camisa do Boca: 1x1.

O gol incendiou o Boca, que passou a prensar o Independiente ainda mais. Desorganizado e assustado, o time de Avellaneda não parecia a melhor equipe do campeonato, que havia perdido apenas um jogo. Aos 9 minutos, Mattheu tentou sair jogando e perdeu a bola para Arruabarrena. O camisa 3 tocou a Basualdo, que deu rápido a Riquelme. Com um passe de gênio, o camisa 10 lançou Palermo na esquerda, no buraco deixado por Mattheu. Palermo invadiu a área e soltou a bomba para fazer Boca 2x1.

No intervalo, Bayer estava desesperado. Seus apelos para que o time tocasse a bola eram inúteis e a vantagem tinha ido embora ainda no primeiro tempo. Ele trocou Mattheu (pela falha no segundo gol) e Facundo Parra (inútil justo hoje) e colocou Acevedo e Gandin. Já Paralelo tratava de tranquilizar os jogadores. A desvantagem já não existia, bastando manter a pressão para saírem com a taça. Ele trocou Schiavi (que deixou buracos para contra ataques) e Palácio (nulo, novamente) e colocou Battaglia e Guillermo Barros Schelloto, dando a certeza de que iria empurrar o Independiente para dentro de sua meta.

O segundo tempo deveria ser um jogo de xadrez. Quem marcasse sairia campeão. Mas o Independiente continuou jogando muito mal. Seus jogadores cansaram e continuaram errando. Já o Boca, apesar do nervosismo inicial, mantinha a boa marcação e começava a se interessar pelo jogo. Aos 7 minutos, Abbondanzieri cobrou tiro de meta para o meio. Riquelme dominou a bola com folga, ajeitou e deu lindo passe para Schelloto no meio da defesa. Sem ser incomodado, o camisa 13 invadiu a área e, na saída de Navarro, tocou no alto e fez o Boca colocar a mão na taça: 3x1.

Desesperado, o Independiente passou a jogar de forma irracional, arriscando qualquer coisa que aparecesse. Para piorar, abria-se aos contra ataques. E foi essa combinação calma/contra ataque que deu o título ao Boca. Aos 9 minutos, Abbondanzieri repôs a bola para Riquelme na lateral direita. O camisa 10 tocou a Escudero, que procurou Battaglia. O camisa 12 tocou a Serna no meio, que deu a Basualdo mais à frente. Com um toque de gênio, o camisa 11 descobriu a defesa do Independiente aberta, por onde Palermo recebeu, invadiu a área e tocou na saída de Navarro para fazer a torcida xeneize explodir: Boca 4x1.

A torcida do Boca comemorava e nem percebeu quando, nos acréscimos, o Independiente descontou. Gracián deu a saída de bola a Fredes, que avançou e chutou da intermediária para descontar: Independiente 2x4, mas nada disso importava...

BOCA CAMPEÃO DO TORNEIO APERTURA 2014

O capitão do Boca, Maurício Serna, recebe o troféu de prata do Torneio Apertura 2014 das mãos do presidente da FIFUBO, Batistuta, enquanto os jogadores comemoram a conquista.

O jogo mostrou como o Boca arrancou na reta final do campeonato. A equipe soube segurar o Independiente nos dois jogos finais e fazer a diferença no jogo derradeiro. Sobre isso, o artilheiro Martin Palermo falou: "Diziam que nós não chegaríamos, que nosso time era fraco. Mas em campo são 11 contra 11 e nós temos jogadores capazes de desequilibrar. Este título é para os nossos torcedores, que acreditaram no Boca até o final!".

A campanha que coroou o título do Boca foi a seguinte:

2x3 e 4x4 River Plate
3x2, 3x4, 1x1, 1x2 e 4x2 Independiente
3x4, 5x2, 3x1, 2x2 e 3x3 Estudiantes
3x1 e 5x2  San Lorenzo
3x1 e 2x3 Racing
3x6 e 6x5 Huracán
2x2 e 4x0 Velez

Muito criticado, o treinador Paralelo se despediu do Boca com o título de campeão. Ainda durante a temporada regular, ele confirmou o acerto com o Racing, enquanto Madeirite irá para o Boca já na Copa Olé. Paralelo comanda a equipe no All Star Game nesta quarta-feira. Sobre a conquista, ele falou o seguinte: "Tivemos dificuldades durante a competição, crescemos na reta final, ganhamos o título em cima da equipe mais badalada. Isso só prova que o campeonato só acaba quando o juiz apita o final do último jogo. Gostaria de agradecer aos jogadores, que foram solidários a mim e se fecharam em torno do bem maior, que é a conquista do título. Não tivemos o artilheiro nem o melhor jogador do campeonato, mas saímos daqui em primeiro lugar. Estão todos de parabéns!".

Destaque do jogo: Martin Palermo. Tal qual havia sido na final do Clausura 2013, o camisa 9 mostrou seu poder de decisão. Assim como na final do ano passado, marcou dois gols, chamou a marcação no tento que igualou a partida e foi presença constante no ataque, mostrando que é um jogador decisivo.

PREMIAÇÃO

Campeão - Boca Juniors (troféu de campeão e prêmio de R$ 1 milhão)
Vice-campeão - Independiente (prêmio de R$ 500 mil)
3° Lugar - Estudiantes
4° Lugar - River Plate
5° Lugar - Huracán
6° Lugar - San Lorenzo
7° Lugar - Racing
8° Lugar - Velez Sarsfield

Artilheiro do campeonato: Nestor Silvera (Independiente) - 22 gols (troféu Van Basten e prêmio de R$ 12 mil)
Vice-artilheiro: Daniel Cigogna (Huracán) - 20 gols (prêmio de R$ 7 mil)
3° artilheiro: David Trezeguet (River Plate) - 16 gols (prêmio de R$ 6 mil)

Nestor Silvera, do Independiente, recebe o troféu Van Basten de artilheiro do campeonato das mãos do diretor de imprensa da FIFUBO, Jorge Mário Trasmonte.

Sobre ter sido artilheiro do certame, Silvera falou o seguinte: "Lógico que fico feliz de ter feito tantos gols, que resultaram em vitórias para o meu time. Mas trocaria este prêmio pelo título de campeão".

MVP do campeonato: Juan Sebastian Verón (Estudiantes) (troféu Brasil e prêmio de R$ 25 mil)

Juan Sebastian Verón, do Estudiantes, recebe o troféu Brasil de MVP do campeonato das mãos do vice presidente da FIFUBO, Ruben Paz.
 
Sobre o prêmio de MVP, Verón falou o seguinte: "É a coroação do bom trabalho feito na pré-temporada. É uma pena não termos ido adiante no campeonato, mas fico muito feliz por ter sido eleito o melhor deste Apertura. Gostaria de dedicar este prêmio ao treinador Cristaldo, que mudou meu posicionamento no campo, e aos jogadores, que fizeram o trabalho deles para que eu pudesse ter liberdade".

Ataque mais positivo do campeonato: Independiente - 70 gols (prêmio de R$ 200 mil)
Defesa menos vazada do campeonato: Velez Sarsfield e San Lorenzo - 41 gols sofridos (prêmio de R$ 200 mil)
Primeiro colocado ao fim da temporada regular: Independiente - 33 pontos (troféu Guterres e prêmio de R$ 50 mil)

Sobre os dois prêmios que o Independiente recebeu como equipe, o treinador Bayer falou: "Fizemos um ótimo campeonato, lideramos com folga e terminamos 8 pontos à frente do segundo colocado. Jogamos partidas memoráveis e estes prêmios são a prova disso. Infelizmente, falei aos meus jogadores que uma única derrota poria todo o trabalho no lixo. E esta derrota veio justo no jogo em que não podíamos perder...".

NOTAS RÁPIDAS

  • A premiação de MVP trouxe dois jogadores empatados: Daniel Cigogna (Huracán) e Juan Sebastian Verón (Estudiantes) haviam sido os melhores em campo em quatro ocasiões, cada. Quando há essa situação, os treinadores dos oito times, mais o presidente e o vice da FIFUBO, além do diretor de imprensa elegem o melhor entre os empatados. Verón ganhou por 6 votos a 5, mostrando o quão apertada foi a decisão.
  • O título classifica o Boca para a Supercopa FIFUBO, juntamente com o Vasco (campeão da Copa 3 Corações).
  • Na quarta-feira, haverá o All Star Game, onde os jogadores do Boca receberão a faixa de campeões e enfrentarão a seleção do campeonato. Após o jogo, será feita uma análise de cada time após o campeonato.
  • Paralelo se despede do Boca com o título de campeão. Ele ainda comandará a equipe no All Star Game e, depois, se apresenta ao Racing visando a Copa Olé. Madeirite sai do Racing e vai para o Boca.
O capitão do Boca, Maurício Serna, conduz o troféu de campeão do Torneio Apertura 2014 e puxa a fila para a volta olímpica. Atrás, os jogadores Arruabarrena e Cagna carregam o treinador Paralelo. Os demais jogadores fazem a festa.

sábado, 7 de junho de 2014

Torneio Apertura 2014 - Segunda Rodada do Playoff Final - 07/06/2014

Finalzinho de sábado, dia já escuro e as duas equipes voltando ao Itaquá Dome para o segundo jogo da final do Apertura 2014. Tal qual o primeiro jogo, aqui não faltou emoção!

BOCA JUNIORS 1x2 INDEPENDIENTE

Paralelo gostou do empate no primeiro jogo. Além de garantir os dois jogos restantes, ainda mostrou que o  Boca pode segurar o poderoso Independiente, dominar o jogo e até buscar a vitória. Aqui, o treinador do Boca queria a vitória para ter a vantagem no último jogo, sem descartar o empate como ótimo resultado. Após acertar a marcação no primeiro jogo, a ordem aqui era botar o pé na forma. O time era o mesmo do primeiro jogo.

Bayer não pensava diferente. O empate no primeiro jogo não deu vantagem a ninguém, muito menos a obrigação de ganhar os dois jogos seguintes. Mas o Independiente vinha para a vitória e, para isso, a defesa precisava se acertar para não depender da trave que o salvou no primeiro jogo. A equipe era a mesma da partida anterior.

O jogo começou e ficou a impressão de que a retranca da primeira partida não se repetiria aqui. Com menos de um minuto, o Independiente já tinha criado uma oportunidade e o Boca já tinha contra atacado, ambas sem perigo, mas mostrando que os jogadores de ambos os lados estavam muito mais dispostos.

O primeiro gol saiu logo aos 2 minutos, quando Riquelme foi desarmado por Fredes. O camisa 8 tocou a Gracián no meio. O camisa 19 avançou marcado por três e recuou a bola para dar um passe genial a Facundo Parra, que se movimentou ao ponto futuro e recebeu dentro da área, pelo meio. Cara a cara com Abbondanzieri, o camisa 17 chutou alto e inaugurou o marcador: Independiente 1x0.

A impressão dada nos dois primeiros minutos, aos poucos, foi se desvanecendo. Gracián ainda tentou mais duas vezes, mas o Boca foi apertando a marcação. Do outro lado, o Boca também sucumbia à forte marcação do time de Avellaneda e o placar no primeiro tempo permaneceu inalterado.

No intervalo, Paralelo tirou Escudero e Palácio, colocando Battaglia e Viatri. A ordem era adiantar a marcação e sair com força para o ataque. Do lado do Independiente, Bayer tirou Vella e colocou Acevedo, aumentando a marcação para sair no contra ataque.

O Independiente voltou muito recuado e desorganizado. Tuzzio insistia em abandonar a defesa e se arriscar no ataque, como já havia feito durante a temporada regular. Numa dessas, logo a um minuto, perdeu a bola e o Boca contra atacou com Cagna. Montenegro foi obrigado a fazer a falta na entrada da área. Riquelme cobrou com extrema maestria, no contrapé de Navarro, e empatou o jogo: Boca 1x1.

O jogo ganhou em emoção, mas se repetiu o primeiro jogo. Muita marcação e poucas saídas de ataque. Mesmo assim, o Boca ainda acertou a trave duas vezes (com Palermo e Cagna) e Abbondanzieri fez ótimas defesas, principalmente com Facundo Parra. Silvera aceitava a marcação passivamente.

Mas o matador precisa de apenas uma bola para decidir. Aos 9 minutos, Ibarra foi ao ataque, tabelou com Riquelme e recebeu na frente, impedido. Hilário Navarro repôs rápido para Mareque, que deu lindo passe em profundidade para Silvera, no buraco deixado por Ibarra do lado direito do Boca. O camisa 11 correu e recebeu dentro da área, chutando de primeira na saída de Abbondanzieri e dando números finais ao confronto: Independiente 2x1.

Destaque do jogo: Leandro Gracián. O camisa 19 teve uma noite de gala. Deu um passe de gênio para o gol de Parra, quase fez outro de pura maestria e ainda liderou as principais jogadas de sua equipe. No segundo tempo, caiu um pouco de produção ao recuar para ajudar na marcação, mas ainda assim conseguiu levar perigo.

ARTILHARIA

1° Nestor Silvera (Independiente) - 22 gols
2° Daniel Cigogna (Huracán) - 20 gols
3° David Trezeguet (River Plate) - 16 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Com a vitória, o Independiente entra com enorme vantagem para o terceiro e último jogo do campeonato, neste domingo. A equipe de Avellaneda sairá campeã se vencer ou empatar a partida. Se perder por um gol de diferença, a decisão será nos pênaltis. Já ao Boca só resta uma vitória por 2 ou mais gols de diferença para se sagrar campeã.
  • Após o jogo deste sábado, foi feita a contagem dos melhores em campo rodada a rodada. Dois jogadores estão empatados, após terem sido os melhores em quatro ocasiões. Mais dois jogadores, que atuarão na final, foram eleitos os melhores em três ocasiões. Assim, logo após o jogo final, uma eleição envolvendo os treinadores dos 8 times que disputaram o campeonato, o presidente e o vice da FIFUBO, o diretor de imprensa e o diretor de arbitragem decidirá quem foi o melhor jogador do campeonato. Se houver empate nesta eleição, o voto de Minerva será do presidente da FIFUBO, Batistuta.
  • Durante a semana ficou acertado que, provavelmente na quarta-feira, acontecerá o All Star Game, uma partida envolvendo o campeão do Apertura e a seleção do campeonato (formada por jogadores dos outros 7 times) para a entrega das faixas ao campeão. A seleção do campeonato terá dois times, cada um atuando um tempo.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Torneio Apertura 2014 - Primeira Rodada do Playoff Final - 04/06/2014

Tarde de quarta-feira, céu limpo e temperatura baixa. Foi com essas condições que o Itaquá Dome viu o primeiro jogo da final do Torneio Apertura 2014. O público, que compareceu em bom número, estava na expectativa de um grande jogo. E, de certa forma, não se decepcionou.

INDEPENDIENTE 1x1 BOCA JUNIORS

Líder do campeonato, classificado para os playoffs com 3 rodadas de antecedência, classificado para a final com uma imponente vitória em cima do River (3x0), jogando o futebol mais bonito e organizado do certame e com apenas uma derrota no campeonato. Essas são as credenciais do Independiente para a decisão. Bayer, seu treinador, disse aos jogadores que isso não significava nada se a equipe perdesse duas partidas agora, pois o esforço teria sido imenso para o título ir para outro lado. Para isso, queria que Riquelme não tivesse liberdade, além de destacar Fredes para não deixar espaços para Palermo.

Classificado em terceiro lugar após um início ruim de campeonato, o Boca Juniors passou pelo Estudiantes com grande autoridade no primeiro jogo, empatando os dois seguintes. Sabendo que pegava uma equipe com um currículo muito mais impressionante, os comandados de Paralelo sabiam que, ao menos, a única derrota do adversário no campeonato havia sido para o Boca. A estratégia era evitar o toque de bola pelas pontas, marcando forte para evitar as chegadas de Parra e Silvera. As duas equipes se enfrentaram na temporada regular, com uma vitória para cada lado (3x2 para o Boca no turno e 4x3 para o Independiente no returno).

O jogo começou nervoso, com muita marcação e erros de passe. Gracián se limitava a ficar parado no meio de campo e mal tocava na bola. Já Riquelme até tentava se movimentar, mas errava todos os passes. Com isso, restava aos volantes e laterais tentarem levar os times ao ataque. O Boca saía pela esquerda, com Arruabarrena procurando Palermo, enquanto Schiavi fazia a cobertura, mas sem sucesso. O Independiente esperava o erro do Boca e partia ao contra ataque e foi assim que chegou ao seu gol.

Aos 5 minutos, Mattheu roubou bola, tocou a Gracián e recebeu na frente, avançando pela direita. Aproveitando-se do buraco deixado pela equipe do Boca, o camisa 4 invadiu a área, onde viu Abbondanzieri saindo desesperado. Mattheu deu um toque pro lado para driblá-lo e foi derrubado. Pênalti que Silvera cobrou no canto direito, com Abbondanzieri indo para o lado esquerdo: Independiente 1x0.

No intervalo, Bayer tirou Fredes (que parecia fora de forma) e Parra para colocar Acevedo e Gandin, visando jogar no contra ataque. Já Paralelo sacou Schiavi e Palácio e pôs Battaglia e Guillermo Barros Schelloto.

O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro foi jogado. Muita marcação de lado a lado, nervosismo, erros de passe. O Boca buscava o ataque e o Independiente contra atacava. O Boca jogou um pouco melhor e chegou a mandar quatro bolas na trave, com Palermo (3 vezes) e Cagna.

O Independiente já cantava vitória quando, aos 9 minutos, um vaiado Riquelme pegou a bola no meio. Ele trouxe para a meia esquerda e, com um passe de gênio, inverteu o jogo para a direita no meio de três marcadores. Schelloto percebeu que o goleiro esperava uma bola por cima e chegou batendo por baixo, mandando-a no contrapé de Navarro e empatando a partida: Boca 1x1.

Destaque do jogo: Maurício Serna. Em um jogo cujo mote foi a marcação, o camisa 5 foi o grande destaque, fechando a entrada da área, desarmando e reiniciando as jogadas.

ARTILHARIA

1° Nestor Silvera (Independiente) - 21 gols
2° Daniel Cigogna (Huracán) - 20 gols
3° David Trezeguet (River Plate) - 16 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Com o empate, fica consagrado que a final terá 3 jogos. Assim sendo, Boca e Independiente voltam a se enfrentar no sábado e Independiente e Boca decidem no domingo. A equipe que marcar mais pontos ou tiver o melhor saldo de gols é a campeã. Se persistir o empate, o campeão será decidido nos pênaltis.
  • Após o jogo, as duas equipes reclamaram muito do árbitro, Dula Rápio. Do lado do Boca, a reclamação foi sobre uma bola que tocou na trave e, segundo alegam, o goleiro Navarro tirou de dentro do gol. Do lado do Independiente, vários escanteios escandalosos não marcados. Como o juiz tem que ficar de fora de duas partidas para voltar a concorrer no sorteio, ele não pode mais atuar, o que tornaria uma suspensão algo inútil. Mesmo assim, o TJB o advertiu.

domingo, 1 de junho de 2014

Torneio Apertura 2014 - Terceira Rodada dos Playoffs Semifinais - 01/06/2014

Tarde de domingo, dia nublado e muita emoção no Itaquá Dome. Os finalistas foram conhecidos. Vamos aos jogos!

INDEPENDIENTE 3x0 RIVER PLATE

Se classificando com vitória ou empate, o Independiente vinha tranquilo e apreensivo. Tranquilo pela situação, mas apreensivo pois no Torneio Clausura 2013 também tinha a vantagem e foi eliminado no último jogo pelo Boca. Bayer pedia marcação forte a seus jogadores, que não deixassem o adversário jogar. Do lado do River, a classificação viria com vitória por dois gols de diferença, mas uma vitória simples levava o jogo para os penais. Francescoli pediu a seus jogadores que mantivessem a pegada do segundo jogo, quando começaram arrasando. As duas equipes se enfrentaram 4 vezes,com 3x3 e Independiente 4x3 na temporada regular e Independiente 4x3 e 5x5 nos playoffs.

O Independiente amarrou o jogo, povoando o meio de campo e marcando forte. Com isso, o River teve dificuldades para jogar. Mesmo assim, a equipe ainda tocava a bola e levava perigo, tendo acertado a trave de Navarro duas vezes. O jogo ficou truncado, com o River buscando espaços e o Independiente saindo em contra ataques. E foi assim que encontrou as redes. Tuzzio rebateu bola que iria para Trezeguet e Montenegro pegou o rebote, tocando a Vella na direita. O camisa 2 tocou para Fredes que deu linda enfiada de bola para Facundo Parra. O camisa 17 recebeu já dentro da área e deu lindo toque de cobertura na saída de Carrizzo e fez Independiente 1x0.

Contente com a eficiência de sua equipe, Bayer não mexeu. Francescoli, por sua vez, sacou o inútil Berizzo e Buonanotte e colocou Coudet e Funes Mori. Com isso, Barrado ia para a lateral esquerda para tentar armar melhor as jogadas naquele setor.

O Independiente voltou disposto a tocar a bola e se aproveitar do desespero do River. Colocando o adversário na roda, a equipe chegou ao segundo gol logo a 1 minuto. Tuzzio desarmou Ortega e tocou a Mareque na esquerda. O lateral tocou a Busse e recebeu de volta, invertendo para Montenegro. O camisa 5 tocou a Fredes, que fez o dois-um com Gracián e recebeu próximo à entrada da área para chutar forte e vencer Carrizzo, fazendo Independiente 2x0.

O River se desesperou e passou a tentar qualquer coisa, mas a marcação do Independiente era assaz eficiente e, com isso, o River não criava nada. O Independiente, por sua vez, tocava a bola para delírio de sua torcida, que gritava "olé!". E foi assim que criaram mais um lindo lance que terminou em gol. Aos 7 minutos, Mattheu tocou a Montenegro, que deu a Gracián no meio. O camisa 19 tocou a Fredes na intermediária de ataque, que deu a Vella. O lateral driblou Almeyda e recuou o jogo, encontrando Silvera livre. O camisa 11 recebeu, ajeitou e chutou sem chances para Carrizzo, levando seu time à final: Independiente 3x0.

Destaque do jogo: Hilário Navarro. Em uma partida onde toda a equipe se destacou, tanto na marcação quanto no ataque, fica difícil escolher um só. Como é regra da FIFUBO, a honraria vai para Navarro, pois quando o River conseguia criar algo, as defesas espetaculares do goleiro garantiam a vitória do Independiente.

ESTUDIANTES 3x3 BOCA JUNIORS

Obrigado a vencer por 3 gols de diferença para se classificar ou 2 para levar para os pênaltis, o Estudiantes tinha uma situação muito complicada. Cristaldo queria pressão desde o início para conseguir o placar desejado. Já o Boca, podendo perder por um gol para se classificar, tinha a melhor situação dos quatro times nos playoffs. Paralelo pediu a seus jogadores que fizessem como o Independiente, marcando e não deixando o adversário jogar. Nos 4 jogos entre as duas equipes até então, uma vitória para cada lado na temporada regular (Estudiantes 4x3 e Boca 5x2), Boca 3x1 e 2x2 nos playoffs.

O Estudiantes cumpriu o que prometeu e sufocou o Boca, empurrando-o para a sua área desde o início. A estratégia suicida deu certo logo aos dois minutos, quando Enzo Perez recebeu e tocou em profundidade para Gastón Fernandez. Com uma quebra de asa, o camisa 10 deixou Arruabarrena sentado no chão e chutou com extrema categoria para fazer Estudiantes 1x0.

Se o gol assustou o Boca, nem deu para notar, porque o Estudiantes já partia para o ataque novamente. E, aos 5 minutos, saiu o segundo gol. Gastón Fernandez tocou a Angeleri, que foi ao fundo e cruzou. Enzo Perez chegou testando forte e venceu Abbondanzieri: Estudiantes 2x0.

A vantagem tinha ido para o espaço, mas o Boca tinha que lutar. E, aos 6 minutos, conseguiu descontar. Riquelme tocou para Basualdo, recebeu na frente e chutou na saída de Andujar, fazendo Boca 1x2.

Mas o Estudiantes não se abalou e continuou no gás. Aos 9 minutos, Marco Rojo chegou na bola antes de Palermo e tocou em profundidade. Verón recebeu já dentro da área e chutou na saída de Abbondanzieri, fazendo Estudiantes 3x1.

Com a desvantagem anulada, Cristaldo queria a classificação sem pênaltis. Tirou Boselli e colocou Hernán Rodrigo Lopez, levanto o time à frente. Já Paralelo, aos berros, tentava consertar a equipe. Tirou Schiavi (o buraco por onde saíram dois gols) e Palácio (o nulo) e colocou Battaglia e Guillermo Barros Schelloto.

O Estudiantes cansou no segundo tempo, fruto do declínio físico notado durante o returno. Mas, mesmo assim, ainda levou perigo e empurrou o Boca, que não acertava nada. Palermo e Arruabarrena eram vaiados a cada erro e, assim, só um milagre salvaria o Boca. E milagres acontecem na FIFUBO! Aos 5 minutos, Riquelme recuperou uma bola e tocou na direita para Cagna. Aos gritos de "arrisca! Arrisca!", Riquelme exortou Cagna a chutar. O camisa 8 estava longe da área, mas fechou o olho e mandou a bomba. Não pegou muito bem na bola, que saiu pererecando, mas pegou Andujar no contrapé, entrando mansa: Boca 2x3.

O gol desanimou o Estudiantes, que não tinha pernas, mas tentava ainda alguma coisa. Se abrindo, dava espaços aos contra ataques e foi assim que o Boca empatou. Em bola esticada para Gastón Fernandez, Abbondanzieri se jogou e tirou. Arruabarrena dominou e tocou para Battaglia, que viu uma avenida para seguir e assim fez, até invadir a área e chutar alto na saída de Andujar, levando o Boca à final: 3x3.

Destaque do jogo: Federico Fernandez. O zagueiro foi a melhor figura em campo. Marcou bem e ainda foi ao ataque, organizando jogadas e tentando conclusões. Quando a equipe caiu fisicamente no segundo tempo, suou sangue para tentar levar o time à final. Não conseguiu, mas saiu de campo aplaudido pela torcida.

ARTILHARIA

1° Daniel Cigogna (Huracán) e Nestor Silvera (Independiente) - 20 gols
2° David Trezeguet (River Plate) - 16 gols
3° José Basualdo (Boca Juniors) - 13 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Com os resultados deste domingo, Independiente e Boca Juniors farão o playoff final do Apertura 2014, começando na quarta-feira à noite e terminando no sábado à tarde e no domingo (se necessário), com o Independiente jogando com o mando de campo na primeira e terceira partidas.
  • A fórmula segue à dos playoffs semifinais, com o campeão sendo o que marcar mais pontos ou tiver melhor saldo ao final dos três jogos. Em caso de empate, teremos o título decidido nos pênaltis.

sábado, 31 de maio de 2014

Torneio Apertura 2014 - Segunda Rodada dos Playoffs Semifinais - 31/05/2014

Sábado com sol, poucas nuvens e temperatura agradável. O dia ideal para dois jogos excelentes no playoff semifinal do Apertura 2014. Vamos a eles!

RIVER PLATE 5x5 INDEPENDIENTE

Após perder o primeiro jogo, o River é obrigado a ganhar os dois seguintes para se classificar, ou empatar um e ganhar o outro para levar para os pênaltis. Francescoli não queria o péssimo início de jogo que a equipe fez no primeiro jogo, adiantando a zaga para evitar a aproximação do Independiente. Do lado do Independiente, uma vitória o classificaria direto à final, sem necessidade do terceiro jogo e era nisso que Bayer se fiava. Ele pedia aos seus jogadores que fizessem uma pressão ao time adversário e que se lembrassem do histórico neste campeonato contra o rival: 3 jogos e nenhuma derrota (4x3, 3x3 e 4x3).

Bastou o jogo começar para se ter a impressão de que teríamos jogo no domingo. O River começou muito bem, marcando forte e tocando a bola, lembrando seus melhores dias. A equipe forçava o adversário a se desfazer da bola e buscava no seu tradicional toque para Gallardo no meio, dele para as pontas e das pontas para Trezeguet, a jogada de ataque ideal. E foi assim aos 2 minutos, quando Gracián adiantou demais e Carrizzo saiu para ficar com a bola. Ele repôs para Gallardo no meio, que abriu a Ortega na direita. O camisa 10 deu a Trezeguet no meio. Mesmo marcado por Montenegro, o centroavante francês conseguiu acertar belo chute e vencer Navarro, fazendo River 1x0.

O gol deu tranquilidade ao River, que sabia que dominava o adversário e continuava a rondar a área do Independiente. Aos 5 minutos, Mareque deu carrinho e mandou a bola a lateral. Trezeguet cobrou para Gallardo, que deu um giro de extrema categoria e chutou cruzado para vencer Navarro, fazendo um golaço: River 2x0.

No primeiro jogo foi assim, só que com o Independiente. Mas a equipe de Avellaneda não liderou o campeonato e se classificou com folgas à toa. Sem se importar com a adversidade, eles sabiam que só tinham um caminho a tomar e este era para a frente. Gracián passou a se movimentar e levar o time à frente e foi assim que a equipe chegou ao gol. Aos 7 minutos, Busse desarmou Ortega e tocou a Fredes na direita. O camisa 8 deu a Gracián mais à frente e o camisa 19 arriscou de muito longe. A bola ganhou efeito e enganou Carrizzo, entrando em sua meta: Independiente 1x2.

O gol incendiou a equipe, que passou a povoar o campo de ataque. De tanto tentarem, acabaram premiados aos 9 minutos. Gracián recebeu de Montenegro e deu lindo passe para Facundo Parra dentro da área. O camisa 17 chutou, Carrizzo defendeu e o rebote se ofereceu aos pés de Gracián, que empurrou para o gol aberto e fez Independiente 2x2.

No intervalo, Francescoli estava satisfeito com o rendimento da equipe e não mexeu, limitando-se a dar ordens táticas para buscar a vitória. Já Bayer trocou o lado direito, curiosamente o que levou à vitória no jogo passado: sacou Vella e Parra e colocou Acevedo e Gandin.

O jogo continuou excelente. Logo a um minuto, Almeyda cobrou falta na barreira. O rebote caiu aos seus pés e o camisa 5 driblou os marcadores antes de chutar no canto aberto de Navarro e fazer seu primeiro gol no campeonato: River 3x2.

O Independiente não se acanhou e partiu para cima. Aos 4 minutos, Acevedo roubou bola de Buonanotte e tocou a Gandin na direita. O camisa 9 avançou e entregou a Gracián no meio. O camisa 19 dominou, trouxe para o pé esquerdo e chutou no canto de Carrizzo, fazendo seu hat trick: Independiente 3x3.

A ótima partida de Gracián inflamou seus companheiros, que se movimentavam e corriam como nunca. O River, aos poucos, foi se desarmando ante à movimentação do time adversário. E o jogo se incendiou aos 7 minutos. Gracián desarmou Trezeguet e tabelou com Busse. O camisa 19 recebeu à frente e deu lindo passe para a esquerda, onde Silvera recebeu livre, invadiu a área e tocou na saída de Carrizzo para colocar o Independiente pela primeira vez na frente: 4x3.

O River se desesperou, mas continuou indo para cima. Aos 8 minutos, Ferrari roubou bola na direita, tabelou com Gallardo e deu passe em profundidade. Trezeguet recebeu já dentro da área e girou para chutar cruzado, fazendo River 4x4.

Na saída de bola, aos 9, Gracián tocou para Busse, recebeu na frente, se livrou de Berizzo e Almeyda e chutou cruzado. Carrizzo se esticou, mas não alcançou: Independiente 5x4.

Na saída, já nos acréscimos, Gallardo tocou para Trezeguet, que esticou mal. Gallardo recuperou a bola e tocou atrás a Trezeguet. O francês ajeitou de longe e soltou a bomba, na última bola do jogo. Navarro foi com tudo, mas não alcançou e o jogo ganhou números finais: River 5x5.

Destaque do jogo: Leandro Gracián. O hat trick de Trezeguet não passou despercebido, mas Gracián foi disparado o melhor. Marcou 4 gols, deu o passe para o outro, levou sua equipe ao ataque e teve uma tarde de gala no Itaquá Dome.

BOCA JUNIORS 2x2 ESTUDIANTES

Por ter vencido como visitante e por dois gols de diferença, o Boca entrava como franco favorito a vencer de novo e carimbar o passaporte à final sem precisar jogar a terceira partida. Paralelo pedia a seus jogadores que continuassem o jogo que os levou até ali, certo da classificação. Já o Estudiantes dá mostras de cansaço. Após um primeiro turno excepcional, a impressão que dá é que os jogadores deram todo o gás naquele turno e, por isso, as atuações estão aquém das esperadas. Mesmo assim, Cristaldo fez questão de frisar que se a equipe perdesse hoje, jogava todo o campeonato fora.

As palavras de Cristaldo surtiram efeito e o Estudiantes pressionou desde o início, tomando a iniciativa. A equipe rondou o gol de Abbondanzieri 4 vezes antes do primeiro minuto e encontrou seu gol aos 2. Palácio tentou passar para Palermo e Braña interceptou, passando a Verón no meio. O camisa 11 mandou para o ataque para Boselli, que recuou a Gastón Fernandez. O camisa 10 acertou um chute no ângulo de Abbondanzieri e comemorou com seus companheiros: Estudiantes 1x0.

O time de La Plata jogava uma partida perfeita. A marcação irritava os jogadores do Boca. Quando um atleta da equipe xeneize pegava a bola, não via ninguém desmarcado para passar e um jogador do adversário em cima, que lhe tomava a bola, saindo rápido para o contra ataque. Foi assim aos 5, quando o Estudiantes montou uma blitz e chutou de várias formas, com Abbondanzieri defendendo todas. Numa delas, Escudero mandou para fora. Boselli cobrou o lateral para Leandro Benítez, que ajeitou para o pé esquerdo e chutou cruzado para fazer Estudiantes 2x0.

No intervalo, Paralelo tratou de acalmar os ânimos e trocar o lado direito. Tirou Ibarra e Palácio (que não saiu do lugar no primeiro tempo) e colocou Battaglia e Viatri. Já Cristaldo, satisfeito com o rendimento de sua equipe, não mudou.

A impressão de antes da bola rolar se manteve no segundo tempo. O Estudiantes fez um jogo perfeito e os jogadores cansaram na segunda etapa. Mesmo assim, a equipe de La Plata continuou dominando o jogo, muito por conta da partida ruim que o Boca realizava. Assim sendo, o Boca só marcaria por conta de golpes de sorte. E eles estavam presentes! Aos 5 minutos, o lado esquerdo do Estudiantes partiu para o ataque com Federico Fernandez, Marco Rojo e Mauro Boselli. Schiavi conseguiu rebater a bola para a entrada da área, onde Serna tocou a Cagna. O camisa 8 tocou mais à frente para Viatri, que recebeu a bola e invadiu a área com muita calma, tocando no canto de Andujar e descontando para o Boca: 1x2.

Naquele momento, uma derrota por um gol de diferença ou o empate eram a mesma coisa, pois o Boca ganhara a primeira partida por dois gols de diferença. O Estudiantes, então, partiu para o ataque para tentar voltar a ficar em vantagem, mas o Boca melhorou e se defendeu com competência. Aos 9 minutos, numa bola lançada para a área, Abbondanzieri saiu de soco e Escudero deu um bico para longe. A bola caiu aos pés de Viatri na entrada da área. O camisa 7 girou, ajeitou o corpo e chutou no canto de Andujar, empatando a partida: Boca 2x2.

No último lance do jogo, Riquelme roubou de Benítez e tocou a Cagna. O camisa 8 chutou da intermediária e a bola iria no ângulo, mas Andujar voou e evitou o gol que desclassificaria sua equipe do campeonato.

Destaque do jogo: Lucas Viatri. Numa partida em que sua equipe não atuou bem, saiu do banco para marcar dois gols e manter a vantagem do Boca sobre o Estudiantes.

ARTILHARIA

1° Daniel Cigogna (Huracán) - 20 gols
2° Nestor Silvera (Independiente) - 19 gols
3° David Trezeguet (River Plate) - 16 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Com os resultados do sábado, se faz necessário o terceiro jogo, neste domingo. Independiente e Boca se classificam vencendo ou empatando seus jogos, sendo que o Boca ainda pode perder por um gol de diferença que avança à final. Já River e Estudiantes só vão à final vencendo seus duelos, sendo que o River precisa vencer por dois gols de diferença, pois diferença de um leva para os pênaltis, e o Estudiantes precisa de vitória com margem de 3 gols. Se vencer por 2 gols de diferença, teremos pênaltis.
  • O milestone desta rodada vai para três jogadores: O primeiro gol marcado contra o Boca foi o décimo de Gastón Fernandez com a camisa do Estudiantes. Já Trezeguet e Gallardo chegaram, respectivamente, a 30 e 40 gols com a camisa do River, com seus gols marcados contra o Independiente.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Torneio Apertura 2014 - Primeira Rodada dos Playoffs Semifinais - 28/05/2014

Nesta quarta-feira chuvosa e de muito frio, foi iniciada a primeira das três rodadas do playoff semifinal, com dois jogos de pura emoção. Vamos a eles!

INDEPENDIENTE 4x3 RIVER PLATE

Dono de melhor campanha na temporada regular, o Independiente chega aos playoffs como franco favorito ao título. Mas Bayer quer evitar o oba-oba e focar seus jogadores na conquista do título. Lembrou que o River perdia para o Huracán por 2x0 na última rodada e conseguiu virar e chegar aos playoffs. Do lado do River, Francescoli usava o mesmo jogo para incentivar seus jogadores. Dizendo que playoffs são um novo campeonato, o treinador queria mostrar que quando o River colocava a bola no chão, era imbatível. Nos dois jogos na temporada regular, o Independiente empatou em 3x3 e venceu por 4x3.

Bastou a bola rolar e o Independiente mostrou por que é o favorito ao título. Com apenas 22 segundos, Gracián tocou para Busse, que driblou Gallardo e levou para a ponta. Com um leve toque, ele continuou puxando a zaga para a ponta direita e a bola ficou parada, à espera de Vella. O lateral veio como elemento surpresa e chutou de primeira, acertando o ângulo de Carrizzo e fazendo um golaço em jogada ensaiada: Independiente 1x0.

O gol assustou o River, que não conseguiu se organizar e viu o Independiente continuar tocando bem. Aos 2 minutos, Mattheu desarmou Buonanotte e tocou a Vella na direita. O lateral deu mais à frente para Fredes, que avançou pela ponta e deu um leve toque para o meio. Facundo Parra recebeu e chutou cruzado. Carrizzo fez golpe de vista e a bola entrou no cantinho: Independiente 2x0.

2x0, com apenas dois minutos, é para assustar qualquer um. O River continuou vendo o Independiente dominar a partida sem dar chance. Forçando a equipe de Nuñez a se desfazer da bola e saindo com velocidade pelas pontas, o time de Avellaneda mostrava todo seu poderio. E, aos 5 minutos, o terceiro gol surgiu em jogada de contra ataque. Montenegro tocou a Busse na esquerda e o camisa 7 inverteu para Vella na direita. Com um passe no corredor, o camisa 2 encontrou Facundo Parra, que invadiu a área pelo bico e chutou cruzado para vencer Carrizzo e fazer Independiente 3x0.

A partir daí, o temor era uma goleada que tornasse impossível reverter nos dois próximos jogos. Então, o River começou a plantar jogadores na defesa para tentar segurar o ataque do Independiente e, se possível, encaixar um contra ataque. E foi assim que, aos 8 minutos, o River encontrou seu gol. Placente rebateu bola para a frente, Trezeguet puxou a marcação para o meio e Barrado encontrou Gallardo na direita. O camisa 11 recebeu na entrada da área e contou com o zagueiro Paz a atrapalhar o goleiro para chutar no canto e descontar: River 1x3.

No intervalo, Bayer trocou Montenegro por Acevedo para evitar lesões. Já Francescoli procurou acertar o posicionamento, fazer alguma mudança tática e tirar Trezeguet para colocar Funes Mori.

As mudanças de Francescoli deram resultado e o River voltou muito melhor para o segundo tempo. Com a zaga mais adiantada para impedir os avanços, a equipe de Nuñez passou a ter o controle do jogo e rondar mais a área do Independiente. Aos 2 minutos, Paz forçou o Independiente a se desfazer da bola e tocou para Berizzo. O camisa 6 tocou a Placente, que buscou o passe para Funes Mori.  O camisa 9 perdeu, mas a bola voltou para Placente, que tocou para a esquerda, encontrando Diego Armando Barrado. O camisa 19 dominou, avançou e, da entrada da área, deu um toque de categoria que surpreendeu Navarro e fez River 2x3.

Vendo o filme do último jogo do River se repetir, o Independiente se acovardou e passou a ver o placar com bons olhos. Mas o River queria mais e pressionou a equipe de Avellaneda para o seu campo. Aos 5 minutos, uma blitz termina em empate. Gallardo tentou e a zaga bloqueou. Funes Mori tentou e a zaga bloqueou. Ferrari pegou o rebote e tocou para Ortega já dentro da área. Desta vez a zaga não bloqueou e o camisa 10 deu um belo toque para empatar a partida: River 3x3.

O jogo pegou fogo e as duas equipes passaram a ter chances. O River partiu para uma virada histórica e o Independiente passou a jogar para não pagar vexame. O jogo ficou aberto e sobrou emoção. Até que, aos 9 minutos, Tuzzio desarmou Ortega e tocou para Acevedo. O camisa 12 tocou mais à frente para Gracián, que deu um toque para a esquerda, encontrando Silvera. Apagado no jogo, o camisa 11 avançou pela ponta e invadiu a área, chutando cruzado e mostrando que precisa de apenas uma bola para decidir: Independiente 4x3.

Destaque do jogo: Facundo Parra. Com os dois gols que marcou no primeiro tempo, o camisa 17 foi a principal força ofensiva da equipe e cimentou a vitória no primeiro jogo dos playoffs.

ESTUDIANTES 1x3 BOCA JUNIORS

Depois de um primeiro turno de sonhos e um segundo de pesadelos, o Estudiantes arrancou duas vitórias nos acréscimos de seus dois últimos jogos e conseguiu a vaga em segundo. Mas Cristaldo alertou seus jogadores de que as péssimas exibições não seriam perdoadas nos playoffs. Do lado do Boca, a empolgação pela temporada de recuperação que o levou a golear o Velez no último jogo (4x0) e terminar em terceiro. Na temporada regular, uma vitória para cada lado: Estudiantes 4x3 no turno e Boca 5x2 no returno.

O Estudiantes começou bem e buscou o ataque, obrigando Abbondanzieri a fazer boas defesa. O Boca, por sua vez, jogava em contra ataques e também levava perigo. O jogo ficou assim até os 5 minutos, quando Enzo Perez chutou, Abbondanzieri defendeu e Schiavi aliviou para a esquerda. Arruabarrena pegou a bola e avançou pela ponta, dando um belo passe em profundidade para Palermo. O camisa 9 invadiu a área e soltou a bomba na saída de Andujar, fazendo Boca 1x0.

O Estudiantes tentou se reorganizar, mas se desorganizou. Aos 7 minutos, Enzo Perez tentou driblar Serna e foi desarmado. O camisa 5 tocou para Arruabarrena na esquerda e o lateral avançou sem ser incomodado, driblando Desábato e chutando para Andujar defender. A bola sobrou nos pés do próprio Arruabarrena, que empurrou para o gol vazio e fez Boca 2x0.

No intervalo, Cristaldo tirou Marco Rojo (que não se mexeu) e Boselli (que se esforçou, mas pouco fez) e colocou Mathias Sanchez e Hernán Rodrigo Lopez (que ninguém entendeu por que começou no banco, se fez 3 gols no último jogo). Já Paralelo tirou Ibarra e Palácio e colocou Battaglia e Guillermo Barros Schelloto.

O Boca continuou dominando o jogo, se aproveitando de um Estudiantes desarrumado, cuja torcida vaiava Enzo Perez a cada tentativa. Mas o Boca tocava mais a bola, esperando o tempo passar e tentando um ataque aqui e outro acolá. Só que a confiança deu lugar à apreensão aos 6 minutos, quando Gastón Fernandez fez boa jogada pela esquerda e chutou para Abbondanzieri espalmar. A bola sobrou aos pés de Hernán Rodrigo Lopez e Abbondanzieri voou para tentar pegar a bola, derrubando o uruguaio. Pênalti que Federico Fernandez cobrou no meio do gol, com Abbondanzieri indo para o canto esquerdo: Estudiantes 1x2.

O jogo ganhou emoção e, mesmo desordenado, o Estudiantes partiu ao ataque, levando perigo. O Boca se limitou a defender e tentar contra ataques esporádicos. O jogo ficou assim até os acréscimos, quando Leandro Benítez cobrou escanteio e Schiavi rechaçou. A bola sobrou para Riquelme no meio e o camisa 10 lançou rápido para Palermo. O camisa 9 invadiu a área e deu um toque por cima de Andujar, vendo a bola tocar no travessão antes de entrar: Boca 3x1.

Destaque do jogo: Roberto Abbondanzieri. Palermo fez dois gols e Arruabarrena fez uma partida excepcional, mas o Boca não sairia vencedor sem seu goleiro. Sem culpa no gol de pênalti, Pato fez lindas defesas, que deram ao time xeneize a primeira vitória neste playoff.

ARTILHARIA

1° Daniel Cigogna (Huracán) - 20 gols
2° Nestor Silvera (Independiente) - 18 gols
3° José Basualdo (Boca Juniors) e David Trezeguet (River Plate) - 13 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • O milestone da rodada vai para Facundo Parra. Os dois gols que marcou contra o River o fizeram chegar a 10 com a camisa do Independiente.
  • Os playoffs continuam no sábado. Se Independiente e Boca vencerem, não há necessidade do terceiro jogo, com a final começando no domingo mesmo.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Torneio Apertura 2014 - Décima Quarta Rodada - 26/05/2014

Com o domingo cheio, a última rodada do Apertura 2014 teve que ser disputada na tarde desta segunda-feira, com tempo instável, mas sem chuva. E não faltou emoção!

RIVER PLATE 3x3 HURACÁN

Pra falar a verdade, o campeonato inteiro dependia deste jogo, de maneira que todas as atenções da última rodada se concentraram aqui. Com 21 pontos e em terceiro, o River Plate só precisava do empate para se classificar, pois manteria o Huracán (o quinto) atrás de si. Francescoli pediu a seus jogadores que se dedicassem ao máximo para conseguir a classificação. Do lado do Huracán, Sr Rabina estava confiante. Com 19 pontos, somente a vitória interessava, pois o Boca (o quarto) tinha 20. Os gols de Cigogna eram a arma. No turno, Huracán 4x4 River Plate.

Quando a bola rolou, o que se viu foi o River do campeonato. À exceção de uma jogada criada antes dos dois minutos, o time não fez mais nada a não ser irritar sua torcida. Trezeguet se arrastava em campo, talvez sabendo que não poderia ser substituído (Funes Mori cumpria suspensão, por expulsão no jogo anterior). Com isso, o Huracán foi se acertando e buscando o ataque, mas Cigogna era marcado de perto e isso afastava a equipe do ataque. Somente aos 7 minutos, conseguiu marcar. Trezeguet foi cobrar lateral no campo de defesa e mandou para a entrada da área. A bola caiu aos pés de Danelon, que chutou sem a menor chance para Carrizzo, fazendo seu primeiro gol com a camisa do Huracán: 1x0.
 
Desesperado, desarrumado e vaiado por sua torcida, o River não conseguia se organizar. Ortega tentava levar o time pela direita, mas não encontrava ninguém à frente para concluir. Para piorar, em nova falha da equipe, o Huracán encontrou as redes. Aos 9 minutos, Trezeguet errou passe e Islas saiu, tocando a Centurión no meio. Com um passe de gênio, o camisa 8 inverteu o jogo e encontrou Danelon livre. O lateral avançou pela direita sem ser incomodado e, da entrada da área, chutou sem chances para Carrizzo, fazendo Huracán 2x0.

No intervalo, um desesperado Francescoli tentava organizar o time. Aos berros, explicava o que queria e falava sobre a eminente ameaça de desclassificação. Sacou Ferrari (que foi muito vaiado) e colocou Coudet, que iria para o meio e empurrava Barrado para a lateral direita. Já Sr Rabina, contente com a atuação de sua equipe, tirou Villarruel e Milano porque cansaram, colocando Erramuspe e Barrales para manter o nível.

O River voltou como outra atitude. A equipe começou a buscar o ataque e pressionar o Huracán para dentro de seu campo. Aos 2 minutos, Ortega fez boa jogada pela esquerda e foi derrubado por Alexis Ferrero. Gallardo cobrou a falta com perfeição e venceu Islas: River 1x2.

O gol assustou o Huracán e incendiou o River, que passou a ser o River consagrado na FIFUBO, forçando o adversário a se desfazer da bola e saindo no toque. Aos 5 minutos, Paz desarmou Barrales e tocou a Placente, que deu a Almeyda no meio, que tabelou com Barrado. Almeyda tocou a Trezeguet, que foi vaiado assim que encostou na bola. Para piorar, estava muito longe da área, mas resolveu arriscar assim mesmo. A bola ganhou velocidade e altura e entrou no ângulo de Islas, fazendo as vaias virarem aplausos: River 2x2.

O resultado já era o suficiente para o River se classificar, mas a torcida começou a apoiar e os jogadores se inflamaram. O Huracán, então, foi cada vez mais pressionado e errou muito. Aos 7 minutos, Barrado roubou bola de Barrales e tocou a Gallardo. O camisa 11 lançou Trezeguet, que deu um leve toque na bola, encontrando Buonanotte livre. O camisa 30 invadiu a área e deu lindo toque de cobertura, vencendo Islas e virando para o River: 3x2.

A torcida já comemorava a classificação quando novo erro do River os deixou apreensivos. Ortega tentou recuar para Almeyda, mas acertou um belo passe para Cigogna. O mito invadiu a área e soltou o escopetazzo para empatar o jogo, mas já era tarde: Huracán 3x3.

Destaque do jogo: Alexis Danelon. Embora o Huracán não tenha conseguido a vaga, os 2 gols do lateral fizeram dele o nome da partida. Além disso, suas constantes subidas pela direita infernizaram a vida do River.

VELEZ SARSFIELD 0x4 BOCA JUNIORS

O último jogo da temporada regular tinha gosto de despedida para o Velez. Após a partida, Valdir Espinoza deixaria o cargo da equipe na qual dirigiu por 6 meses. Para isso, ele queria uma despedida de gala, com uma vitória em jogo que não valia praticamente nada. Já classificado, o Boca precisava da vitória apenas para terminar em terceiro e pegar o Estudiantes, ao invés do Independiente. Paralelo, que também já tem prazo para deixar o comando da equipe, queria dar ritmo aos demais jogadores, pois os playoffs começam ainda essa semana. No primeiro turno, Boca 2x2 Velez.

O Velez até começou bem, com Insua se movimentando e chutando a gol para difíceis defesas de Abbondanzieri. Mas, aos poucos, foi diminuindo o ritmo e o Boca foi ganhando terreno. Aos 6 minutos, saiu seu primeiro gol. Insua fez boa jogada e chutou, para Abbondanzieri espalmar. A bola sobrou para Schiavi, que tocou a Arruabarrena na esquerda. Com visão apurada do jogo, o camisa 3 fez um lançamento para a esquerda, onde Palermo recebeu livre e foi indo até invadir a área e tocar na saída de Sosa: Boca 1x0.

O gol desanimou o Velez, que viu a "despedida de gala" se tornar mais um filme de terror. Com isso, o time parou de produzir e passou a irritar a sua torcida, principalmente com o excesso de toques inúteis dos irmãos Hussain. Já nos acréscimos do primeiro tempo, Dario Hussain tentou chutar de longe, aproveitando Abbondanzieri fora do gol, mas Serna pulou e bloqueou o chute. A bola sobrou para Arruabarrena, que saiu pela esquerda e deu novo passe para Palermo, que recebeu livre. Desta vez, o camisa 9 não entrou na área, chutando de sua entrada e vencendo Sosa: Boca 2x0.

No intervalo, Valdir Espinoza estava sereno e resignado. Apenas trocou Romero e Turco Assad por Cubero e Lucas Pratto, para que os dois reservas também entrassem em campo no último jogo do campeonato. Já Paralelo sacou Schiavi (que já tinha cartão amarelo) e Palácio (nulo em campo) para colocar Battaglia e Viatri. Guillermo Barros Schelloto só não entrou porque a equipe não pode fazer 3 substituições.

O jogo continuou sem a presença do Velez. O Boca só tocava a bola para aguardar o tempo acabar, visivelmente poupando jogadores. Mesmo assim, ainda encontrou o terceiro gol aos 5 minutos. Escudero afastou bola da área e Palermo pegou no meio de campo. O camisa 9 recuou a Arruabarrena, que deu um passe rápido para Basualdo. O camisa 11 avançou sem ser incomodado e, da entrada da área, mandou com efeito para vencer Sosa: Boca 3x0.

Aos gritos de olé, a equipe xeneize tocava a bola e esperava o apito final. O Velez, cansado e desanimado, também esperava o fim de um campeonato melancólico. Mas, sua fama de "rei das goleadas" ainda tinha que aparecer e foi assim aos 8 minutos, quando Battaglia roubou bola de Lucas Pratto, tocou a Serna e recebeu na frente, tocou a Riquelme e recebeu mais à frente, invadiu a área e chutou na saída de Sosa: Boca 4x0.

Destaque do jogo: Martin Palermo. Tudo bem que Arruabarrena deu o passe para os três primeiros gols, com genialidade. Mas os dois gols de Palermo no primeiro tempo deram tranquilidade ao Boca para fechar a temporada regular com goleada.

CLASSIFICAÇÃO

1° Independiente - 33 pontos, 14 jogos, 10 vitórias, 3 empates, 1 derrota, 53 gols pró, 29 gols contra
2° Estudiantes - 25 pontos, 14 jogos, 8 vitória, 1 empate, 5 derrotas, 41 gols pró, 38 gols contra
3° Boca Juniors - 23 pontos, 14 jogos, 7 vitórias, 2 empates, 5 derrotas, 48 gols pró, 39 gols contra
4° River Plate - 22 pontos, 14 jogos, 5 vitórias, 7 empates, 2 derrotas, 44 gols pró, 36 gols contra
5° Huracán - 20 pontos, 14 jogos, 6 vitórias, 2 empates, 6 derrotas, 44 gols pró, 43 gols contra
6° San Lorenzo - 14 pontos, 14 jogos, 4 vitórias, 2 empates, 8 derrotas, 31 gols pró, 41 gols contra
7° Racing - 12 pontos, 14 jogos, 3 vitórias, 3 empates, 8 derrotas, 32 gols pró, 42 gols contra
8° Velez Sarsfield - 6 pontos, 14 jogos, 1 vitória, 3 empates, 10 derrotas, 17 gols pró, 41 gols contra

ARTILHARIA

1° Daniel Cigogna (Huracán) - 20 gols
2° Nestor Silvera (Independiente) - 17 gols
3° José Basualdo (Boca Juniors) e David Trezeguet (River Plate) - 13 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Finalizada a temporada regular, quatro equipes continuam na disputa, nos playoffs. Os jogos são Independiente x River Plate e Estudiantes x Boca Juniors, em melhor de três. Por terem melhor campanha, Independiente e Estudiantes jogam a primeira e terceira partidas em casa, restando a River e Boca serem mandantes apenas no segundo jogo.
  • A equipe de melhor campanha em cada semifinal, ao final dos três jogos, se classifica para o playoff final. Isso significa que vai à final quem fizer mais pontos nesses três jogos. Se houver empate nos pontos, os critérios de desempate são gols pró e gols contra, nesta ordem. Persistindo o empate, haverá disputa de pênaltis no último jogo.
  • Se uma equipe ganhar os dois primeiros jogos, não há necessidade de se disputar uma terceira partida.
  • Em sessão no TJB após a rodada, o árbitro Dula Rápio e seu assistente, Promotor, foram suspensos por um sorteio, por irregularidades na súmula do jogo River Plate 3x3 Huracán.
  • O milestone da rodada vai para dois jogadores do Boca Juniors. O terceiro gol da equipe contra o Velez foi o de número 30 de Basualdo com a camisa xeneize. Já Palermo, com os dois que marcou contra a mesma equipe, chegou a 50 com a camisa do Boca.