sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

All Star Game do Torneio Clausura 2018

A tarde de sexta-feira é aquele momento ideal para jogar uma bola com os amigos. Ao lado da noite de quarta-feira, é o momento onde os problemas são deixados de lado e o relaxamento tem vez, disputando uma boa pelada e esquecendo que o resto do mundo existe. Nem a chuva que caiu durante todo o dia afastou o público de ir ao Itaquá Dome para assistir a "pelada oficial" da FIFUBO, o All Star Game. O jogo festivo, que encerra a Liga em disputa (no caso aqui, o Clausura), é uma partida entre o time campeão (no caso, o River Plate) e a seleção do campeonato.

Se houver jogadores do time campeão na seleção do campeonato, eles são substituídos por jogadores da mesma posição que ficaram logo atrás na eleição dos melhores jogadores. Lembrando que a seleção do campeonato joga no sistema 4-4-2 losango, ou seja, são convocados para o All Star Game um goleiro, um lateral direito, um lateral esquerdo, dois zagueiros, um primeiro volante, dois segundos volantes, um armador, dois atacantes, um reserva para a defesa (lateral, zagueiro ou volante) e um reserva para o ataque (armador ou atacante), que são escolhidos de acordo com a quantidade de jogos em que foram eleitos destaque durante o campeonato. Se houver empate, o treinador da seleção e diretor técnico da FIFUBO, Sr Alemanha, faz a escolha final.

A Seleção do Torneio Clausura 2017 foi a seguinte: 21. Andujar (Estudiantes); 2. Pablo Ferrari (River Plate), 4. José Maria Paz (River Plate), 4. Federico Fernandez (Estudiantes), 3. Enrique; 5. Rodrigo Braña (Estudiantes), 7. Enzo Perez (Estudiantes), 8. Leandro Benítez (Estudiantes), 10. Leandro Romagnoli (San Lorenzo); 7. David Trezeguet (River Plate) e 11. Nestor Silvera (Independiente). Os reservas escolhidos foram 11. Juan Sebastian Verón (Estudiantes) e 9. Daniel Cigogna (Huracán). Os jogadores do River Ferrari, Paz e Trezeguet foram substituídos, respectivamente, por Hugo Ibarra (Boca Juniors), Walter Ferrero (Huracán) e Daniel Cigogna, que passou de reserva a titular. Em seu lugar na reserva foi convocado Turco Assad (Velez Sarsfield).
RIVER PLATE 1x4 SELEÇÃO DO CLAUSURA

O River entrou em campo ovacionado pela sua torcida, mas ciente de que precisava poupar esforços. Após um jogo épico na quarta, onde se sagrou campeão do Clausura, o time de Nuñez tinha que descansar para entrar com força máxima na decisão da Supercopa FIFUBO, que será no domingo.

A Seleção do Clausura, composta por jogadores de todas as equipes que disputaram o campeonato, mostra o equilíbrio que marcou a competição. Eleito o segundo melhor jogador do certame (4 vezes eleito o melhor em campo, contra 6 de Trezeguet), Enzo Perez teve a honra de ser o capitão da equipe. Além dele, Romagnoli (com 97 gols) e Silvera (com 90) queriam fazer gols aqui, pois o All Star Game é chamado de "pelada oficial" porque, apesar de ser um jogo festivo, os gols marcados entram na contabilidade de cada jogador.

Mas não deixa de ser uma pelada, um jogo festivo, onde os jogadores entram em marcha lenta, cansados após um campeonato longo e exaustivo. Outro fator que impede grandes jogadas é o fato de a seleção do campeonato ser uma mistura de jogadores de vários times, prejudicando o entrosamento. Para piorar a situação, o campo estava encharcado. Somando-se isso tudo, o que se viu foi um festival de erros de passe e poucas finalizações.

O River estava visivelmente se poupando, mas é um time que tem no toque de bola sua principal característica. E foi assim, tocando de pé em pé, que abriu o marcador aos 5 minutos. Berizzo tocou a Almeyda, que devolveu a Barrado, que tocou a Ortega, que tocou a Gallardo, que tocou a Ferrari, que tocou a Buonanotte. Em todos esses toques, a bola saiu de um lado para o outro do campo, num zigue-zague que deixou tontos os adversários. Quando Buonanotte recebeu, do lado esquerdo da meia lua, não havia marcação. Ele, então, chutou alto e forte e venceu Andujar, fazendo River 1x0.

O campeão do Clausura iria para o intervalo com a vantagem não fosse uma jogada bem armada no final do primeiro tempo. Aos 9 minutos, Andujar cobrou tiro de meta para Enzo Perez, que recuou a Rodrigo Braña. O camisa 5 procurou Romagnoli mais à frente e o camisa 10 deu lindo passe em profundidade para Cigogna. O camisa 9 recebeu a bola um pouco á frente, na distância ideal para soltar um scopetazzo e mandar a bola e o goleiro adversário para o fundo das redes: Seleção do Clausura 1x1.

No intervalo, Francescoli decidiu poupar dois de seus principais jogadores, Barrado e Trezeguet, colocando Coudet e Funes Mori em seus lugares. Já Sr Alemanha sacou Silvera (que já tinha cartão amarelo) e Rodrigo Braña, colocando Turco Assad e Verón em seus lugares.

O River não mudou no segundo tempo. Os jogadores, cansados e se poupando, jogavam em ritmo de pelada e ninguém se preocupava com tática. Já a Seleção do Clausura melhorou com Verón de primeiro volante, pois tinha qualidade para sair jogando.

Aos 3 minutos, o camisa 11 do Estudiantes roubou a bola de Funes Mori e tocou a Ibarra na direita. O camisa 4 encontrou Romagnoli no meio e o camisa 10 deu ótimo passe na direita para Cigogna. O camisa 9 recebeu a bola novamente naquela distância perfeita para mandar um scopetazzo e, de novo, mandou Carrizzo junto com a bola para o fundo das redes: Seleção do Clausura 2x1.

O River parecia não se importar. Jogava em ritmo de pelada e esperava o tempo passar. A Seleção do Clausura foi ganhando terreno e passou a ter mais chances. Turco Assad e Cigogna desperdiçaram algumas chances até que, aos 8 minutos, Verón tocou a Ibarra na direita. Jogador do Boca quando enfrenta o River já entra com sangue nos olhos, então o camisa 4 avançou pela ponta, se livrou de Paz, invadiu a área e chutou forte na saída de Carrizzo, fazendo Seleção do Clausura 3x1 e comemorando bastante.

O jogo já estava no fim quando Romagnoli, Cigogna e Turco Assad fizeram uma linda triangulação. O camisa 9 do Velez invadiu a área, deu um toque pro lado e foi derrubado por Carrizzo. Como um cavalheiro, entregou a bola para Romagnoli, que cobrou o pênalti no ângulo esquerdo do goleiro, que foi para o outro lado. Romagnoli bateu no peito, apontou ao chão e fez a taunt da Paloma enquanto o juiz encerrava o jogo festivo: Seleção do Clausura 4x1.

Destaque do jogo: Daniel Cigogna. Em um All Star Game, é comum vermos os jogadores mais descontraídos, andando mais do que correndo. Mas o mito do Huracán jogou sério, correu o tempo todo e deixou sua marca duas vezes.

NOTAS RÁPIDAS

  • Com o All Star Game jogado, o Torneio Clausura se encerra oficialmente. Agora, a última competição oficial do ano é a Supercopa FIFUBO, a ser disputada no domingo.
  • Vasco e Bangu se enfrentarão na semifinal, onde o vencedor avança à final (empate leva a disputa para os pênaltis). O vencedor enfrenta o River, que será campeão com vitória ou empate. Ao vencedor da semifinal, só resta derrotar o River para levantar a taça.
  • Em amistoso disputado após o All Star Game, a seleção do Japão estreou vencendo o CROL por 3x2. O destaque foi Kojiro Hyuga, que marcou duas vezes. Tsubasa deu a vitória aos japoneses, ao marcar no último lance do jogo. Para o CROL, marcaram André e Mosquito.
  • O amistoso foi a primeira partida dos japoneses, sendo cedo para fazer qualquer prognóstico. Mas já deu para perceber que Hyuga tem tudo para ser um dos maiores centroavantes da FIFUBO, com seu faro de gol apuradíssimo. Além dele, destacaram-se o lateral direito Ishizaki, o zagueiro Hiroshi e os meias Sawada e Jun Misugi.
  • Na próxima semana, o amistoso que levantará o torcedor é Brasil x França, o primeiro jogo de seleções da História da FIFUBO!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Final - 06/12/2017

Quarta-feira, 6 de dezembro de 2017. Um lindo dia de céu azul e temperatura agradável. O público lotou o Itaquá Dome para assistir à grande final do Torneio Clausura 2017. Estudiantes e River decidiriam quem iria levar para casa o tão cobiçado troféu.

O Estudiantes vive um sonho. Com uma modesta ambição de tentar o sexto lugar no campeonato, acabou a temporada regular em primeiro, com o ataque mais positivo (51 gols) e a defesa menos vazada (29). Perdeu apenas dois jogos na temporada regular e mais um na semifinal. Despachou o Independiente e vinha a campo disposto a conquistas seu primeiro título na FIFUBO.

O Estudiantes foi a campo com a seguinte escalação: 21. Andujar; 2. Angeleri, 3. Desábato, 4. Federico Fernandez, 6. Marco Rojo; 5. Rodrigo Braña, 11. Verón (c), 7. Enzo Perez, 8. Leandro Benítez; 10. Gastón Fernandez, 9. Mauro Boselli. A equipe, treinada por Cristaldo e auxiliado por Douradino, ainda tinha 12. Mathias Sanchez e 13. Hernan Rodrigo Lopez na reserva

Segundo colocado na temporada regular, o River quer conquistar o tricampeonato do Clausura (foi campeão em 2013 e 2014, sendo que em 2015 e 2016 não houve disputa) e, de quebra, a Tríplice Coroa. Com apenas duas derrotas na competição, empatou em pontos com o Estudiantes e só não foi primeiro pelo critério de gols pró (49 a 51). Nas semifinais, venceu os dois jogos e despachou o Velez.

O River foi a campo com 1. Carrizzo; 2. Pablo Ferrari, 3. Placente, 4. José Maria Paz, 6. Berizzo; 5. Almeyda (c), 19. Diego Armando Barrado, 11. Gallardo; 10. Ortega, 7. Francescoli e 30. Buonanotte. O time, treinado por Francescoli e auxiliado por Blue Steel, ainda tinha 8. Coudet e 9. Funes Mori na reserva

Por ter melhor campanha na temporada regular, a única vantagem que o Estudiantes tinha era o mando de campo e a divisão das torcidas, ficando com 60%, contra 40% do rival. As duas equipes foram para o campo com o estádio lotado, tudo pronto para um grande duelo!

A saída pertencia ao Estudiantes

ESTUDIANTES 1x5 RIVER PLATE 

Tão logo a saída foi dada, o Estudiantes partiu para cima. Verón foi auxiliado por Enzo Perez e Leandro Benítez em boas tabelas e chutou a gol para Carrizzo espalmar. Placente não quis inventar e mandou a córner no rebote. Verón cobrou para fora da área, buscando Leandro Benítez, que tabelou com Enzo Perez para receber na meia lua. Benítez chutou em curva e venceu Carrizzo, fazendo Estudiantes 1x0 logo a um minuto.

O gol relâmpago desestruturaria qualquer equipe. Mas o River não ganhou todos os campeonatos disputados em 2017 por se desequilibrar fácil. Na saída de bola, uma linda jogada ensaiada foi armada. Gallardo fez o 'toca y me voy' com Barrado e, mesmo de frente pro gol, preferiu recuar para Ferrari. O camisa 2 tocou a Barrado e, nesta triangulação, a defesa do Estudiantes ficou perdida. Ferrari recebeu de volta dentro da área, livre. Andujar saiu desesperado e derrubou o camisa 2. O próprio Ferrari cobrou o pênalti no ângulo esquerdo de Andujar, que se esticou, mas não alcançou: River 1x1, aos 2 minutos.

A partir daí, o jogo ficou eletrizante. As duas equipes jogaram em alto nível e desperdiçaram oportunidades. Os volantes do River se adiantavam para anular os armadores do Estudiantes. Do outro lado, Rodrigo Braña marcava Trezeguet individualmente e não deixava o camisa 7 receber em condições de concluir. Mas o River foi ganhando campo à medida que o Estudiantes vacilava. Após errar uma saída de bola, Verón sentiu o golpe que quase lhes custou caro e passou a ficar mais no campo de defesa. Com isso, o time do River adiantou a marcação.

Aos 8 minutos, Gallardo tocou a Ortega na direita e o camisa 10 levantou a cabeça para procurar Trezeguet, mas Rodrigo Braña ainda o marcava em cima. Trezeguet correu para o meio e abriu o lado esquerdo, onde Ortega passou a bola. Buonanotte recebeu sem marcação e, da entrada da área, chutou alto e sem chances para Andujar, fazendo River 2x1.

No intervalo, Cristaldo sacou Angeleri e Mauro Boselli, colocando Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez em seus lugares. Pediu, também, que seus jogadores colocassem a bola no chão e tentassem a virada, mas os jogadores pareciam nervosos pela primeira final. Já Francescoli resolveu apostar nos contra ataques. Tirou Ortega e Gallardo e colocou Coudet e Funes Mori em seus lugares.

O fato é que o Estudiantes voltou melhor, mas o River fez um triângulo com seus volantes e impediu o time de La Plata de criar jogadas. O contra ataque se oferecia ao River, mas Verón se recuperou do susto no primeiro tempo e conseguiu impedir que o time de Buenos Aires avançasse.

Mas o River tem uma jogada que é a mais tradicional da FIFUBO. Aos 4 minutos, Carrizzo cobrou tiro de meta para Coudet, que recuou a Barrado. Com ótimo passe em profundidade, ele encontrou Funes Mori livre na direita. Rodrigo Braña teve que sair para bloquear a jogada e Mori, esperto, tocou no meio para Trezeguet. O camisa 7 recebeu de frente, sozinho, e mandou um chute colocado para vencer Andujar e ampliar: River 3x1.

O gol fez os jogadores do Estudiantes se desesperarem. Eles tinham 6 minutos para marcar dois gols e, assim, se lançaram ao ataque. Mas o nervosismo bateu e eles continuaram errando passes. Aos 6 minutos, Gastón Fernandez recuou a Enzo Perez, que titubeou antes de ir para a bola e foi desarmado por Barrado, que tocou a Berizzo na esquerda. O camisa 6 fez ótimo lançamento para Funes Mori na direita e o camisa 9, novamente, rolou para Trezeguet no meio. Livre, o camisa 7 dominou e chutou forte, sem chances para Andujar, aumentando para a sua equipe: 4x1.

Daí em diante, o Estudiantes não conseguiu fazer mais nada. Verón se adiantou e tentou levar a equipe, ao menos, a diminuir o placar. Mas os outros jogadores se desesperaram e assistiram, atônitos, ao rival comemorar. Aos 9 minutos, Verón tentou o passe para Hernan Rodrigo Lopez, mas Ferrari se antecipou e roubou a bola, tocando a Funes Mori na direita. O camisa 9 partiu em velocidade pela ponta, se livrando de Marco Rojo e, da ponta, deu uma caneta desmoralizante em Federico Fernandez para trazer a bola para dentro e chutar cruzado, vencendo Andujar e dando números finais ao confronto: River 5x1.

RIVER CAMPEÃO DO TORNEIO CLAUSURA 2017

A goleada faz jus ao belíssimo futebol praticado pela equipe de Nuñez, que mais uma vez mostrou estar um degrau acima dos demais. O River jogou uma final impecável e, mesmo tomando um gol logo no início do jogo, jamais se desesperou, saindo de campo com a tão sonhada taça.

Destaque do jogo: David Trezeguet. Mais uma vez, o centroavante francês foi perfeito. Anulado por Rodrigo Braña no primeiro tempo, levou o marcador para o outro lado do campo, abrindo espaços para Buonanotte virar o jogo. No segundo tempo, deixou sua marca duas vezes e comemorou mais um título com seus companheiros.

PREMIAÇÃO

Troféu Brasil (MVP do campeonato) - O melhor jogador das Ligas é aquele que mais vezes foi eleito o destaque do jogo. Se houver empate, uma junta técnica composta pelo presidente, o vice presidente e o diretor técnico da FIFUBO decide quem é o MVP. Mas, tal qual no Apertura, não houve dúvidas. O melhor jogador do campeonato foi David Trezeguet, eleito o melhor em campo por 6 vezes. Ele recebe o Troféu Brasil, como já havia sido no Apertura. Depois, houve um empate. Dois jogadores foram eleitos como melhor por 4 vezes. Mas, na decisão da junta técnica, Enzo Perez (Estudiantes) foi eleito o segundo melhor jogador do Torneio, enquanto Nestor Silvera (Independiente) ficou com o terceiro lugar

O presidente do Imperatriz, Brasil, entrega o troféu que leva o seu nome a David Trezeguet, do River Plate, eleito o MVP do Torneio Clausura 2017
Troféu Van Basten (artilheiro do campeonato) - Nas Ligas não há mistério quanto à artilharia. O artilheiro é aquele que marcar mais gols e, se houver empate, o prêmio é dividido. Mas no Clausura (tal qual no Apertura) não teve jeito. Ninguém foi páreo para David Trezeguet. O craque francês terminou o campeonato com incríveis 28 gols e recebeu o prêmio. Em segundo lugar, Nestor Silvera (Independiente) marcou 15 gols. Em terceiro, Martin Palermo (Boca Juniors), Juan Sebastian Verón (Estudiantes) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo) empataram, com 13 gols cada.

A lenda da FIFUBO, Marco Van Basten, entrega o troféu que leva o seu nome a David Trezeguet, artilheiro do campeonato, que recebe a honraria junto com o troféu de MVP.
"Com companheiros como esses, fica fácil ser artilheiro. O time tem um sistema de jogo em que a bola flui de pé em pé até chegar a mim em condições de concluir. Dedico aos meus companheiros esta temporada fantástica" - David Trezeguet.

A medalha de prata fica com o Estudiantes, que é derrotado pelo River na final, mas deixa uma sensação espetacular no campeonato. A evolução da equipe é latente e, mesmo sem o título, os torcedores podem celebrar a posição mais alta já alcançada pelo Estudiantes em um campeonato da FIFUBO.

Jogadores e comissão técnica do Estudiantes posam em campo após receberem a medalha de prata pelo vice campeonato no Torneio Clausura 2017
"Temos que encarar os fatos. Para quem achava que esta equipe ficaria em penúltimo ou último lugar, terminar a temporada regular em primeiro e só ser parado pela equipe do River na final é um grande feito. É lógico que estamos tristes por chegarmos tão perto da conquista do título, mas já demos um passo enorme com este vice campeonato e, em 2018, daremos um passo maior ainda." - Cristaldo, técnico do Estudiantes
O título fica com o River Plate, que celebra o tricampeonato do Torneio Clausura. Desde que o campeonato passou a ser disputado somente pelos times argentinos, ninguém além do River levou este troféu para casa, o que mostra como a equipe gosta de jogar esta competição.

O presidente da FIFUBO, Batistuta, entrega o troféu do Torneio Clausura ao capitão do River, Mathias Almeyda
O ano de 2017 é para ser lembrado por muito tempo. O River está fazendo história atrás de história. Além da conquista do Clausura, é o primeiro clube da FIFUBO a conquistar a Tríplice Coroa, o troféu dado ao time que vence três competições no mesmo ano (Torneio Início não entra nesta conta).

O presidente da FIFUBO, Batistuta, entrega o troféu da Tríplice Coroa ao capitão do River, Mathias Almeyda
"Este título mostra que o trabalho está sendo bem feito. Vamos admitir. Temos excelentes jogadores, uma comissão técnica competente e uma torcida apaixonada. A isso, se soma a camisa histórica do River e a Tríplice Coroa se justifica." - Enzo Francescoli, treinador do River
E assim o River celebra mais uma conquista em um ano mágico. Por ter vencido o Apertura, a Copa Olé e o Clausura, o time de Buenos Aires espera o vencedor de Vasco (campeão da Copa 3 Corações) e Bangu (campeão da Copa Rio) para decidir a Supercopa FIFUBO. Mas o River, além de já estar na final, será campeão se empatar o jogo decisivo. Antes da Supercopa, disputada em domingo, teremos o All Star Game do Clausura, disputado entre o River Plate e a seleção do Clausura (jogadores do River na seleção serão substituídos), provavelmente na sexta-feira. Após o encerramento oficial do Clausura, o relatório do campeonato será apresentado, em postagem à parte.

Jogadores e comissão técnica do River posam com os troféus do Torneio Clausura 2017 e da Tríplice Coroa.


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Semifinais jogos de volta - 05/12/2017

Sem tempo a perder, a terça-feira se abre para os jogos de volta das semifinais do Clausura. Ao contrário da segunda, o público compareceu em bom número ao Itaquá Dome e foi brindado com pura emoção. Vamos conhecer os finalistas!

ESTUDIANTES 2x3 INDEPENDIENTE

Após a vitória no jogo de ida (5x3), o Estudiantes pode perder por até dois gols de diferença para avançar à inédita final. O treinador Cristaldo pediu aos seus jogadores que continuassem jogando sério, pois pouco mais de 20 minutos lhes separavam da sonhada decisão. Já o Independiente não tem outra alternativa a não ser vencer por 3 gols de diferença. Mareque retornava de suspensão, mas o meio de campo com 4 volantes não retornou. Gracián foi mantido em campo, para que a equipe tivesse volume de jogo. A ordem é atacar desde o início. Os jogos entre as duas equipes até aqui foram Estudiantes 6x2, 2x2 e Estudiantes 5x3.

O Independiente até tentou amassar o Estudiantes contra o seu campo, mas os jogadores do time de La Plata mostraram desde o início por que lideraram o campeonato com uma campanha fantástica. A equipe segurou o ímpeto inicial do Independiente, se organizou em campo e abriu o marcador logo aos 2 minutos. Após uma tentativa de ataque, Rodrigo Braña interceptou o passe que ia para Facundo Parra e tocou a Verón no meio, que inverteu na direita para Enzo Perez. O camisa 7 abriu na direita para Angeleri, que avançou pela ponta. Trazendo para o meio, o camisa 2 ganhou ângulo e chutou cruzado, aproveitando-se do fato de Leandro Benítez atrapalhar Navarro: Estudiantes 1x0.

O Independiente tentou atacar, mas o Estudiantes marcou bem e ficou tocando a bola no campo do adversário. Mesmo assim, o placar não se alterou.

No intervalo, Cristaldo tirou Marco Rojo e Gastón Fernandez para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez. Podendo tomar 3 gols no segundo tempo e, ainda assim se classificar, o time de La Plata começou a fazer experiências já de olho na final. Já Bayer resolveu ir para o tudo ou nada. Saíram os dois volantes que saem mais para o jogo, Fredes e Busse, entrando Acevedo e Gandin em seus lugares. A equipe iria para o 4-3-3, com Acevedo e Montenegro de volantes, Gracián na armação, Gandin e Silvera nas pontas e Facundo Parra de centroavante.

A ousadia de Bayer foi recompensada e, com apenas dois minutos, o time de Avellaneda empatava o jogo. Tuzzio reiniciou o jogo tocando a Mareque, que procurou Gracián no meio. O camisa 19 deu ótimo passe para Silvera, que deu lindo drible em Rodrigo Braña e chutou colocado, sem chances para Andujar: Independiente 1x1.

Nada parecia estragar a festa do Estudiantes, mas o Independiente tinha mais opções de ataque e começou a ocupar o campo do adversário. Aos 5 minutos, Matheu interceptou passe para Boselli e tocou a Montenegro, que deu a Gracián no meio. O camisa 19 abriu na esquerda para Mareque, que deu passe em profundidade para Silvera. Dentro da área, o camisa 11 girou e acertou lindo chute para vencer Andujar  novamente e fazer Independiente 2x1.

O jogo começou a ficar preocupante para o time de La Plata, que viu o Independiente se incendiar de vez. A equipe de Avellaneda desperdiçou algumas chances de ampliar, enquanto Cristaldo berrava exigindo calma de seus jogadores. Aos 8 minutos, Hernan Rodrigo Lopez recebeu bola esticada, mas Tuzzio apareceu e interceptou, tocando a Mareque na esquerda. O camisa 3 tocou no meio para Acevedo, que buscou Gracián mais à frente. O camisa 19 tocou na esquerda para Silvera, que girou, driblou Rodrigo Braña, invadiu a área e chutou forte para bater Andujar, fazendo Independiente 3x1.

Neste momento, o estádio balançava com o barulho das duas torcidas. A do Estudiantes tentava incentivar seus jogadores, enquanto a do Independiente via como possível o milagre da classificação, pois só faltava um gol para a vaga. E é nessas horas que a genialidade de um jogador aparece. Na saída de bola, aos 9, Verón fez o 'toca y me voy' com Enzo Perez, mas não avançou. Ao contrário, 'La Brujita' resolveu recuar e cadenciar o jogo, gastando o tempo. A bola passou pelos pés de Mauro Boselli, Leandro Benítez e Rodrigo Braña, que abriu na esquerda para Mathias Sanchez. O camisa 12 esticou para Verón na meia esquerda e o camisa 11 recebeu com liberdade, avançando quase até a entrada da área para mandar um chute forte e colocado e vencer Navarro: Estudiantes 2x3.

A derrota por um gol de diferença coloca o Estudiantes na final. Seus jogadores comemoraram efusivamente em campo a inédita vaga e, agora, querem o campeonato. Já o Independiente termina em quarto, mas pode celebrar a ótima vitória sobre um adversário que surpreende a todos. O campeonato se encerra aqui para o time de Avellaneda, mas o sentimento é de que o caminho certo para conquistas foi encontrado.

Destaque do jogo: Nestor Silvera. Com um hat trick, o camisa 11 deu esperanças à sua equipe de chegar à final. Termina a fase final do campeonato com incríveis 5 gols em dois jogos e dá a sensação de que se fosse mais bem assessorado, o time poderia estar ainda na disputa.

RIVER PLATE 3x0 VELEZ SARSFIELD

Após vencer o jogo de ida (2x1), o River vai à final com vitória, empate ou derrota por até um gol de diferença, já que tem melhor campanha que o adversário. Francescoli pede concentração e a volta do toque de bola característico da equipe. Para isso, Gallardo tem que jogar o que não jogou no primeiro jogo. Já o Velez precisa vencer por dois gols de diferença, no mínimo, para ir à final. O time tem tempo para tirar a diferença, mas precisa ter volume de jogo e a chave para isso é Insua, que não apareceu no primeiro jogo. Até aqui, os confrontos foram os seguintes: River 5x2, Velez 2x1 e River 2x1.

Se o Velez precisava empurrar o River contra seu campo, não parecia saber como. A equipe mostrou a costumeira falta de organização e dependia dos avanços de Claudio Hussain, que esqueceu suas funções defensivas e se lançou de vez no ataque. Aos 2 minutos, ele concluiu bem, mas acertou a trave. A jogada prosseguiu para o campo de defesa do Velez, onde saiu para lateral. Ferrari cobrou para Trezeguet, que fez o trabalho de pivô e devolveu ao camisa 2, que chutou forte e cruzado e venceu Sosa, fazendo River 1x0.

O gol fez bem ao jogo e, depois disso, as duas equipes se lançaram ao ataque. O Velez correu para buscar os três gols necessários para a vaga e o River resolveu continuar em cima, para tentar ampliar a vantagem. Turco Assad uma vez e Trezeguet, duas, acertaram a trave. Carrizzo e Sosa fizeram boas defesas e o primeiro tempo terminou com apenas um gol.

No intervalo, Francescoli tirou Almeyda e Buonanotte, colocando Coudet e Funes Mori em seus lugares, com Ferrari passando a ser o capitão do time. Já Tripa Seca arriscou tudo. Tirou Gino Peruzzi e Romero e colocou Lucas Pratto e Cubero em seus lugares. A equipe iria para o 4-3-3 com Cubero na lateral direita, Claudio Hussain e Gago de volantes, Insua armando, Dario Hussain e Turco Assad nas pontas e Lucas Pratto no meio.

O Velez melhorou bastante com a mudança e teve mais volume de jogo. Com apenas um minuto, Insua desperdiçou ótima chance, chutando para fora. Na cobrança de tiro de meta, o River mostrou sua clássica jogada. Carrizzo cobrou para Gallardo no meio e o camisa 11 abriu na direita para Ortega. Livre, o camisa 10 tocou no meio para Trezeguet, que chutou de primeira com força para vencer Sosa e fazer River 2x0.

O Velez se lançou de vez ao ataque, pois agora precisava de 4 gols para se classificar. O River, tranquilo, esperava o erro do adversário para matar o jogo. Aos 6 minutos, Coudet roubou bola de Turco Assad e sofreu falta. Ele repôs para Gallardo, que tocou a Ortega na direita. Novamente, o camisa 10 rolou no meio para Trezeguet que, novamente, chutou forte e de primeira para vencer Sosa, fazendo River 3x0 na tradicional jogada da equipe.

Gallardo mandou a bola para fora nos acréscimos e os jogadores do River celebraram a vaga na final e, agora, avançam para fazerem história. Se conquistarem o Clausura, conquistam também a inédita Tríplice Coroa da FIFUBO e vencerão todos os torneios disputados no ano, já que também ganharam os dois Torneios Início. Já o Velez, apesar da péssima campanha no segundo turno que culminou com a crise entre jogadores e comissão técnica, encerra o Clausura em terceiro lugar. Fica a sensação de que, superados os problemas internos, o time pode disputar títulos novamente.

Destaque do jogo: Diego Armando Barrado. Apesar dos dois gols de Trezeguet levarem o River à final, a tranquilidade da equipe para segurar o adversário se deve ao camisa 19, que tomou conta da intermediária defensiva, impedindo os avanços do Velez e reiniciando as jogadas de ataque.

ARTILHARIA

1° David Trezeguet (River Plate) - 26 gols
2° Nestor Silvera (Independiente) - 15 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors), Juan Sebastian Verón (Estudiantes) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 13 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Agora é a grande final! Estudiantes e River Plate decidem, nesta quarta-feira, quem será o campeão do Torneio Clausura 2017!
  • O Estudiantes celebra a inédita classificação à final e, depois de ter sido líder na temporada regular, tenta agora sua primeira conquista. Já o River, campeão em 2013 e 2014, busca o tricampeonato, já que não tivemos Clausura em 2015 e 2016.
  • Pelo regulamento do Clausura, não há vantagem na final. A equipe de melhor campanha tem o mando de campo e esta é sua única vantagem. Quem vencer, leva o título. Se houver empate, o campeão será decidido nos pênaltis.
  • O milestone da rodada vai para Nestor Silvera. O incrível hat trick marcado contra o Estudiantes o fez chegar a 90 gols com a camisa do Independiente e abrir contagem para o centésimo gol. Em 2018, teremos muitas celebrações, com Silvera, Palermo e Romagnoli à beira dos 100 gols!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Semifinais jogos de ida - 04/12/2017

15 dias após o término da temporada regular e nada de jogos! Mas a segunda-feira veio e as semifinais foram jogadas na marra. O tempo nublado não ajudou a encher o Itaquá Dome, mas os jogos foram disputados.

INDEPENDIENTE 3x5 ESTUDIANTES

Após a heroica classificação, virando de 0x2 para 3x2 contra o Huracán, o Independiente queria um empate, para poder decidir no jogo de volta e tencionava continuar usando o meio de campo com 4 volantes. Mas Mareque foi expulso na última rodada e cumpria suspensão. Com isso, Acevedo ia para a lateral esquerda, Montenegro seria o primeiro volante e Gracián voltaria ao time, na armação. Já o Estudiantes quer continuar vivendo seu conto de fadas após terminar a fase de classificação em primeiro. Na temporada regular, Estudiantes 6x2 e 2x2.

O jogo foi bem movimentado. Perdido, o Independiente demorou a se encontrar em campo e, quando se encontrou, já tinha uma enorme desvantagem. O Estudiantes, por sua vez, mostrava toda a organização vista durante a temporada regular.

O primeiro gol veio aos 3 minutos, quando Rodrigo Braña roubou a bola de Facundo Parra e sofreu falta do camisa 17. Braña cobrou a Leandro Benítez na esquerda e o camisa 8 inverteu para Gastón Fernandez na direita. O camisa 10 foi ao fundo e cruzou rasteiro. Mauro Boselli matou a bola e chutou no ângulo esquerdo, deslocando Navarro e fazendo Estudiantes 1x0.

O gol fazia justiça ao melhor futebol do Estudiantes. Bem postado em campo, o time não dava espaços para o Independiente trocar passes e, com isso, roubava a bola e partia no contra ataque. Aos 5 minutos, Rodrigo Braña desarmou Facundo Parra novamente e, novamente, Parra lhe fez falta. Braña cobrou na direita desta vez, onde Gastón Fernandez tabelou rápido com Enzo Perez e encontrou uma avenida para avançar e chutar na saída de Navarro, fazendo Estudiantes 2x0.

O planejamento do Independiente foi todo pro espaço com essa desvantagem. Os jogadores tentavam diminuir o prejuízo, mas o Estudiantes dominava por completo. Aos 8 minutos, Rodrigo Braña desarmou Gracián e tocou a Enzo Perez, que tocou no meio para Verón. O camisa 11 abriu na esquerda para Leandro Benítez, que avançou até a meia lua, de onde chutou forte e colocado e venceu Navarro, fazendo Estudiantes 3x0.

O Independiente encontrou o gol de honra no último lance do primeiro tempo. Fredes chutou por cima do gol, mas Andujar derrubou Gracián para tentar chegar na bola. Silvera cobrou o pênalti no canto direito do goleiro, que se esticou mas não alcançou a bola: Independiente 1x3.

No intervalo, Bayer colocou Gandin (seu único jogador à disposição) no lugar de Facundo Parra. Já Cristaldo, contente com o resultado, resolveu dar ritmo aos reservas, colocando Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez nos lugares de Angeleri e Boselli.

A mudança de Bayer deu novo ânimo ao Independiente, que passou a jogar de forma organizada e em velocidade. Gandin entrou muito bem e, aos 2 minutos, recebeu de Vella na direita, avançou pela ponta, foi ao fundo e rolou atrás para Gracián pegar de primeira e surpreender Andujar: Independiente 2x3.

As mudanças de Cristaldo não funcionaram e o time caiu de produção. Com o crescimento do Independiente, o jogo virou um ataque contra defesa. Aos 6 minutos, Vella repôs o lateral para Fredes, que procurou Busse na esquerda. O camisa 7 rolou a Gracián no meio e o camisa 19 avançou, dando um lindo passe no meio da zaga para Silvera. O camisa 11 se livrou da marcação de Desábato e, de dentro da área, chutou colocado para vencer Andujar e fazer Independiente 3x3

O jogo ganhou em emoção e virou um toma-lá-dá-cá impressionante. Melhor para o Estudiantes, que conta com a genialidade de Verón. Aos 9 minutos, ele avançou pelo meio, driblou dois marcadores, tabelou com Gastón Fernandez e recebeu de volta dentro da área para desferir um chute incrível e vencer Navarro, fazendo Estudiantes 4x3.

O Independiente tentou buscar o empate, mas Rodrigo Braña desarmou Gracián na hora do chute, tocando a Marco Rojo na esquerda. O camisa 6 tocou a Hernan Rodrigo Lopez, que resolveu arriscar de muito longe. Adiantado, Navarro fez pouco caso do chute do adversário e apenas observou a bola alta começar a cair e morrer no fundo de sua meta: Estudiantes 5x3.

Destaque do jogo: Rodrigo Braña. Em uma partida com 8 gols, o destaque não fez nenhum, mas evitou vários e iniciou a jogada de, pelo menos, 3. Braña foi incrível na cabeça da área, desarmando o adversário e reiniciando o jogo para sua equipe.

VELEZ SARSFIELD 1x2 RIVER PLATE

Embalados pela classificação vencendo o próprio River (2x1), os jogadores do Velez querem continuar a boa carreira e convencerem Tripa Seca a desistir da demissão. Já o River não se abala. Mesmo com a derrota, o time fechou em segundo e tem vantagem nas semifinais. Com Trezeguet já consagrado artilheiro (é praticamente impossível alguém tirar a diferença de 11 gols em três jogos), os olhos estão voltados para a classificação à final. Na temporada regular, River 5x2 e Velez 2x1.

O jogo foi bem pobre tecnicamente, bem diferente da partida anterior. Os dois armadores não estavam bem, obrigando os volantes e laterais a tentarem organizar o jogo. Com isso, o que se viu foi muitos erros de passe e poucos lances de emoção.

Esta situação durou até os 6 minutos, quando Berizzo resolveu se arriscar na armação e acertou um lindo passe no corredor para Buonanotte. O camisa 30 recebeu a bola, invadiu a área e chutou na saída de Sosa, fazendo River 1x0.

No intervalo, Tripa Seca sacou Insua e Turco Assad para colocar Cubero e Lucas Pratto. Assim, Gago iria armar o jogo. Já Francescoli tirou Gallardo e Ortega, colocando Coudet e Funes Mori em seus lugares.

Os dois times passaram a jogar com 4 volantes, o que dificultou bastante a armação de jogadas no segundo tempo. Mesmo assim, as equipes tinham mais volume que na primeira etapa e, com isso, boas jogadas foram tramadas.

Aos 4 minutos, Trezeguet fez o papel de pivô e rolou atrás para Buonanotte. Antes que o camisa 30 tentasse a conclusão, Sosa tentou se posicionar melhor e empurrou Barrado. O pênalti foi cobrado por Ferrari, no ângulo esquerdo de Sosa, que foi para o outro lado: River 2x0.

O jogo começava a ficar ruim para o Velez, que tinha uma desvantagem muito grande para tirar no jogo de volta. Os irmãos Hussain começaram a se lançar ao ataque em tabelas, mas Carrizzo fazia milagres. Ele só não conseguiu evitar aos 8 minutos, quando Dario Hussain cobrou córner e Claudio Hussain desviou de cabeça, fazendo Velez 1x2, mas já era tarde para reverter.

Destaque do jogo: Juan Pablo Carrizzo. O Velez não tinha organização para fazer boas jogadas de ataque, mas quando chegou viu suas tentativas pararem nas defesas do goleiro do River. Com verdadeiros milagres, ele garantiu a apertada vitória de sua equipe e uma boa vantagem para o jogo de volta.

ARTILHARIA

1° David Trezeguet (River Plate) - 24 gols
2° Martin Palermo (Boca Juniors) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 13 gols
3° Enzo Perez (Estudiantes), Juan Sebastian Verón (Estudiantes), Daniel Cigogna (Huracán) e Nestor Silvera (Independiente) - 12 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Com o enorme rombo aberto no calendário, a FIFUBO terá que correr com seus jogos. Os jogos de volta das semifinais estão previstos para esta terça ou, no mais tardar, quarta. A final acontece logo a seguir e a Supercopa FIFUBO será disputada em um único dia, no domingo.
  • Já começaram as negociações para a FIFUBO conseguir mais uma seleção ainda esse ano. A conferir.
  • O milestone da rodada vai para Diego Buonanotte. O gol que abriu o marcador contra o Velez foi o de número 50 dele com a camisa do River.

domingo, 19 de novembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Décima Quarta Rodada - 19/11/2017

Aquelas ironias do destino... não foi possível realizar jogos no sábado e, por isso, o domingo se ofereceu para rodada cheia. Como era a última rodada da temporada regular, o dia estava perfeito para todas as equipes jogarem e decidirem no mesmo dia os classificados às semifinais. Vamos ver quem se classificou!

BOCA JUNIORS 2x4 ESTUDIANTES

Uma vitória colocaria o Boca nas semifinais. Um empate ou uma derrota faria a equipe depender de outros resultados. Sr Rússia não queria dar chance para o azar e, para isso, pediu aos jogadores que empurrassem o Estudiantes para o seu campo. Já a equipe de La Plata precisava da vitória para poder encerrar a temporada regular na liderança (desde que o River perdesse). Mas como o Clausura dá vantagem só nas semifinais e aos dois primeiros, a classificação final não importa muito. Por esse motivo, Cristaldo manteve as experiências. Desta vez, Mathias Sanchez ia jogar na zaga (no lugar de Desábato) e Hernan Rodrigo Lopez iria para o lado direito do ataque (no lugar de Gastón Fernandez). No primeiro turno, Estudiantes 4x2 Boca.

Se a ideia do Boca era empurrar o Estudiantes contra o seu campo, esqueceram de avisar aos jogadores. O time era o mesmo que jogou o ano inteiro, completamente decepcionante, sem organização. Já o Estudiantes continuou mostrando por que é o fenômeno do Clausura. Bem organizado, esperava o Boca errar e saía em contra ataques rápidos.

Aos 3 minutos, Rodrigo Braña pegou passe errado de Schelloto e tocou a Leandro Benítez. O camisa 8 saiu da esquerda pro meio e deu um passe no meio da zaga para Enzo Perez. O camisa 7 invadiu a área e chutou na saída de Abbondanzieri, fazendo Estudiantes 1x0.

O resultado não agradava ao Boca, mas nem a possibilidade da eliminação fez os jogadores se mexerem. Mal posicionado, o time lançava mão dos chutões e, aos 6 minutos, a situação complicou ainda mais, quando uma rifada de bola caiu nos pés de Federico Fernandez. O camisa 4 tocou a Marco Rojo, que fez tabelou com Enzo Perez, recebeu de volta na frente e, da entrada da área, chutou forte e alto para fazer Estudiantes 2x0.

A torcida começou a vaiar os jogadores e foi só aí que o Boca conseguiu organizar uma jogada no primeiro tempo. Aos 9 minutos, Abbondanzieri cobrou tiro de meta para Riquelme, que tocou a Schelloto, recebeu de volta e deu lindo passe no meio para Palermo. O camisa 9 protegeu com o corpo, ganhou de Rodrigo Braña e chutou de pé esquerdo para vencer Andujar, fazendo Boca 1x2.

No intervalo, Sr Rússia resolveu radicalizar. Tirou Arruabarrena e Cagna e colocou Palacio e Viatri. O time iria jogar no 4-3-3. Basualdo seria o lateral esquerdo, Serna ficaria como único volante, Riquelme e Schelloto armariam o jogo e Palacio, Viatri e Palermo fariam o trio de ataque. Já Cristaldo tirou Federico Fernandez e Boselli para colocar Desábato e Gastón Fernandez.

O Boca até voltou melhor, mas a pressão era intensa e, com isso, os jogadores sempre erravam no último passe. Já o Estudiantes, bem mais tranquilo, tocava a bola de pé em pé, esperando o tempo passar. E foi assim que ampliaram aos 4 minutos. A bola foi roubada por Desábato, que iniciou uma linda jogada coletiva com Rodrigo Braña, Mathias Sanchez, Marco Rojo, Leandro Benítez e Hernan Rodrigo Lopez. Assim, de pé em pé, os jogadores foram tocando, até que Lopez recebeu já dentro da área e só completou para o gol aberto, fazendo Estudiantes 3x1.

A torcida do Boca se desesperou e começou a xingar os jogadores e o treinador. O Estudiantes, por sua vez, aproveitou para dar toques mais requintados ainda. O quarto gol foi uma pintura, após cobrança de tiro de meta de Andujar para Verón, que deu um toque de primeira para Leandro Benítez. O camisa 8 descobriu Hernan Rodrigo Lopez na esquerda. O camisa 13 foi ao fundo e cruzou para Gastón Fernandez cabecear e fazer Estudiantes 4x1, aos 6 minutos.

A torcida do Boca já tinha abandonado o estádio quando, aos 9 minutos, Schelloto abriu na direita para Palacio, ele foi ao fundo e cruzou para Palermo cabecear forte e vencer Andujar. O Boca descontava para 2x4, mas já era tarde.

Destaque do jogo: Leandro Benítez. Ele não marcou nenhum gol, mas foi o grande maestro da equipe, distribuindo o jogo, organizando a equipe e servindo aos companheiros.

INDEPENDIENTE 3x2 HURACÁN

De todos os jogos na rodada, o único que poderia ser considerado uma partida de 6 pontos era esse. Empatados em pontos, quem vencesse garantiria a classificação. Se houvesse empate, o Independiente seria eliminado. O time de Avellaneda quer esquecer o campeonato ruim e focar nos últimos 3 jogos, quando conseguiu 2 vitórias e um empate. O meio de campo com 4 volantes foi mantido. Já o Huracán não quer empatar, quer logo a vitória para se garantir de uma vez. No primeiro turno, Huracán 1x2 Independiente.

O time de Avellaneda até montou uma boa saída de bola, mas o forte do Huracán é a defesa, partindo rápido no contra ataque. Assim, Barrientos cercou e Danelón roubou a bola de Montenegro, tocando a Ruben Masantonio, que abriu na esquerda para Minici. O camisa 6 tocou a Centurión, que avançou em velocidade e, da entrada da área, fuzilou, para fazer Huracán 1x0 com apenas 50 segundos.

O jogo foi muito ruim. O Independiente não tinha a menor vontade de jogar e o Huracán estava contente com o resultado. Mas, para piorar a situação do time de Avellaneda, Mareque foi expulso aos 8 minutos.

No intervalo, Bayer radicalizou. Tirou Fredes e Busse e colocou Gandin e Gracián. A equipe jogaria com Acevedo e Montenegro de volantes, Gracián armando, Gandin, Parra e Silvera na frente, sem lateral esquerdo. Sr Rabina tirou Villarruel e Milano, colocando Erramuspe e Barrales em seus lugares. Cigogna passaria para o lado direito, a fim de explorar o buraco aberto com a expulsão de Mareque.

O Independiente demorou a se adaptar ao esquema. Errando muito, a equipe não conseguia fazer o jogo fluir. Facundo Parra era o centroavante, mas sempre errava o passe ou a finalização e isso irritava a torcida. Aos 5 minutos, um passe de Silvera e Parra não conseguiu dominar. Barrientos jogou para Centurión, que procurou Erramuspe na direita. O camisa 12 passou no corredor para Ruben Masantonio, que invadiu a área e chutou cruzado, fazendo Huracán 2x0.

O erro fez a torcida pegar no pé de Parra. Toda vez que o camisa 17 pegava na bola, os torcedores vaiavam. Mas, aos 7 minutos, após Silvera chutar e Islas mandar a lateral, Vella repôs para Parra. O camisa 17 recebeu debaixo de vaias, invadiu a área e chutou colocado, no canto do goleiro, para fazer Independiente 1x2.

O Huracán tentou tocar a bola, mas o Independiente adiantou a marcação e conseguiu roubar-lhes. Aos 8 minutos, Ruben Masantonio foi desarmado por Silvera, que tocou a Gracián no meio. O camisa 19 abriu a Parra na direita e o camisa 17 avançou em velocidade pela ponta. Da entrada da área, chutou por cobertura e venceu Islas, empatando o jogo em 2x2.

A partir daí, a partida ficou dramática. O Huracán tentou manter a bola longe de sua área e o Independiente assumiu todos os riscos em busca do único resultado que poderia mantê-los no campeonato. Já nos acréscimos, Centurión fez um lindo passe para Ruben Masantonio, mas Navarro saiu e abafou o lance. A bola sobrou para Acevedo na entrada da área e o camisa 12 tocou a Vella na direita. O camisa 2 avançou e fez um passe no corredor para Facundo Parra. Começou a chover neste exato momento e o camisa 17, com o campo molhado, percebeu que a defesa se deslocava para a ponta, a fim de impedir o seu avanço. Com a quebra de asa, Parra saiu da ponta para o meio, ajeitou o corpo e arriscou da entrada da área. A bola encobriu Islas e o Independiente virou: 3x2.

Destaque do jogo: Facundo Parra. Vaiado, o camisa 17 acordou e fez um hat trick, virando espetacularmente a partida e classificando o Independiente às semifinais.

RIVER PLATE 1x2 VELEZ SARSFIELD

Com os jogos disputados até então, Boca e Huracán já estavam eliminados e o Estudiantes havia recuperado a liderança. O River precisava vencer para manter o Racing na disputa e tentar voltar à liderança, mas Francescoli resolveu dar ritmo aos reservas. Com isso, Almeyda e Trezeguet foram para o banco, enquanto Coudet e Funes Mori iriam jogar. Ferrari seria o capitão. Já o Velez tinha uma situação muito difícil. A equipe não vence o River há 10 jogos (a última vitória foi na Supercopa FIFUBO de 2014) e a crise que se abateu com o pedido de demissão de Tripa Seca pareciam ser ingredientes mais que explosivos para dinamitar o clube de vez. Um empate basta, mas os últimos 4 jogos terminaram com derrota. No primeiro turno, Velez 2x5 River.

Os jogadores do Velez pareciam disputar o jogo da vida deles. Se atiravam na grama, desarmavam os jogadores adversários, corriam, trocavam passes e concluíam com perigo. O River entrou em marcha lenta e errou tudo.

Aos 6 minutos, Carrizzo cobrou tiro de meta para Gallardo, mas Turco Assad correu e roubou-lhe a bola. O camisa 9 conseguiu girar e dar um belo passe para Dario Hussain na direita. O camisa 10 ajeitou a bola e chutou cruzado, sem chances para Carrizzo, fazendo Velez 1x0.

No intervalo, Francescoli tirou Gallardo e Funes Mori, colocando Almeyda e Trezeguet em seus lugares. Coudet jogaria mais adiantado, armando o jogo. Tripa Seca sabia que a vitória parcial não era garantia de triunfo final e, por isso, resolveu colocar o time pra frente. Tirou Romero e Insua, colocando Cubero e Lucas Pratto em seus lugares, armando um 4-3-3 com 3 volantes.

As mudanças melhoraram o jogo e as duas equipes começaram a trocar bons passes, criando boas jogadas. Melhor para o Velez, que ampliou aos 4 minutos. Gago interceptou passe de Ortega para Trezeguet e tocou a Claudio Hussain. O camisa 8 tocou a Turco Assad na esquerda, o camisa 9 foi ao fundo e cruzou rasteiro para o meio da área. Lucas Pratto fuzilou o goleiro Carrizzo e fez Velez 2x0.

O River ainda descontou aos 8 minutos, quando finalmente encaixou sua jogada tradicional. Carrizzo repôs para Almeyda, que tocou a Coudet no meio. O camisa 8 abriu na direita para Ortega, que rolou no meio para Trezeguet. O camisa 7 recebeu dentro da área e, de frente pro gol, chutou no canto direito de Sosa, para fazer River 1x2. Mas o Velez se segurou e conseguiu a classificação suada às semifinais.

Destaque do jogo: Turco Assad. Com movimentação constante, o camisa 9 fez o jogo de sua vida. Não fez gol, mas foi a principal peça ofensiva do Velez, dando o passe para os dois gols que levaram sua equipe às semifinais.

SAN LORENZO 1x2 RACING

Com o resultado do jogo anterior, a última partida da temporada regular serviu apenas para cumprir tabela. O San Lorenzo, eliminado com antecedência, resolveu ousar e atuar no estilo super ofensivo. Os laterais Johnathan Ferrari e Luciatti foram para o banco, com Buffarini e Erviti atuando em seus lugares. Com isso, Raul 'Pipa' Estevez, Stracqualursi e Bordagaray formariam o trio de ataque, com Romagnoli e Piatti armando o jogo. A equipe teria 7 jogadores de frente. Já o Racing foi acometido de um desânimo profundo. Até o jogo anterior, ainda havia chances de classificação, desde que o Velez perdesse para o River. Como o resultado não aconteceu, os jogadores entraram em campo abatidos. No primeiro turno, Racing 5x3 San Lorenzo.

O abatimento era latente. O Racing ficou apenas olhando o San Lorenzo dar a saída de bola e marcar o primeiro gol com 50 segundos de jogo. Romagnoli recebeu de Piatti e resolveu arriscar de muito longe. Saja resolveu arriscar o canto esquerdo e, quando viu que a bola iria para o outro lado, tentou voltar e escorregou no gramado molhado, engolindo um frango incrível enquanto Romagnoli batia no peito, apontava ao chão e fazia a taunt da Paloma: San Lorenzo 1x0.

O jogo continuou muito ruim o primeiro tempo inteiro, com as duas equipes errando tudo. Mas o Racing conseguiu encaixar uma boa jogada aos 9 minutos e, assim, empatou o jogo. Martin Simeone tocou a Acosta na direita e o camisa 9 arriscou. A bola tocou no travessão e nas costas de Migliore, saindo da área. Acosta correu, pegou o rebote já na linha de fundo e tocou atrás para Latorre. O camisa 11 cruzou rasteiro para a área e encontrou Ruben Capria, que girou o corpo e chutou de pé esquerdo no contrapé de Migliore, fazendo Racing 1x1.

No intervalo, Nilson desfez o time super ofensivo e tirou Buffarini e Bordagaray, colocando Johnathan Ferrari e Luciatti em seus lugares. O time voltaria a jogar no 4-3-3 comum. Já Paralelo tirou Pelletieri e Latorre, colocando Fariña e Hauche em campo.

As mudanças melhoraram um pouco a situação pro Racing, mas o time ainda pecava na hora de concluir. A virada veio num golpe de sorte. Aos 6 minutos, Enrique foi ao fundo e cruzou para a área. Migliore saiu olhando para a bola, Erramuspe percebeu e deixou o corpo para o contato. O juiz Pedro Carlos Bregalda viu e marcou pênalti, que Ruben Capria cobrou na parede esquerda da rede, apesar de Migliore se esticar todo: Racing 2x1.

Destaque do jogo: Ruben Capria. Em um jogo de baixo nível técnico e muito desânimo, o camisa 10 conseguiu se destacar ao levar o time à frente e marcar duas vezes.

CLASSIFICAÇÃO

1° Estudiantes - 32 pontos, 10 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 51 gols pró, 29 gols contra
2° River Plate - 32 pontos, 10 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 49 gols pró, 33 gols contra
3° Velez Sarsfield - 21 pontos, 7 vitórias, 0 empate, 7 derrotas, 32 gols pró, 38 gols contra
4° Independiente - 19 pontos, 6 vitórias, 1 empate, 7 derrotas, 27 gols pró, 32 gols contra
5° Racing - 18 pontos, 6 vitórias, 0 empate, 8 derrotas, 31 gols pró, 31 gols contra
6° Boca Juniors - 17 pontos, 5 vitórias, 2 empates, 7 derrotas, 34 gols pró, 37 gols contra
7° Huracán - 16 pontos, 5 vitórias, 1 empate, 8 derrotas, 34 gols pró, 40 gols contra
8° San Lorenzo - 8 pontos, 2 vitórias, 2 empates, 10 derrotas, 29 gols pró, 47 gols contra

ARTILHARIA

1° David Trezeguet (River Plate) - 24 gols
2° Martin Palermo (Boca Juniors) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 13 gols
3° Enzo Perez (Estudiantes) e Daniel Cigogna (Huracán) - 12 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • O milestone da rodada vai para Gastón Fernandez. Ao aplicar a goleada sobre o Boca, ele chegou a 30 gols com a camisa do Estudiantes.
  • As novas seleções já foram reparadas e devem chegar durante a semana. Provavelmente, em duas semanas já teremos o primeiro jogo de seleções na história da FIFUBO.
  • Após o encerramento da temporada regular, o Torneio Clausura avança às semifinais! No próximo final de semana, Independiente x Estudiantes e Velez x River se enfrentarão. No dia seguinte, Estudiantes x Independiente e River x Velez definirão quem vai à final.
  • Vale lembrar que, por terem melhor campanha, Estudiantes e River têm a vantagem de jogar por dois resultados iguais em saldo. Já a grande final, disputada em jogo único, não dá vantagem a qualquer equipe.

domingo, 12 de novembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Décima Terceira Rodada - 12/11/2017

Se o sábado foi de chuva forte e temperatura baixa, o domingo foi de sol, céu azul e temperatura em elevação. Os torcedores puderam sair de casa sem medo e lotaram o Itaquá Dome no encerramento da penúltima rodada do Clausura. Vamos aos jogos!

ESTUDIANTES 2x2 INDEPENDIENTE

Após a derrota na última rodada (3x5 River), o Estudiantes perdeu a liderança para o River e, agora, vê com muitas dificuldades recuperar o posto. Cristaldo, então, resolveu dar ritmo aos reservas e colocou Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez como titulares. O Independiente mudou o meio de campo e passou a jogar com 4 volantes. Com isso, engrenou duas vitórias e renovou as esperanças de se classificar às semifinais. Bayer manteve Gracián no banco e o meio com os 4 volantes. No primeiro turno, Independiente 2x6 Estudiantes.

A nova formação de meio de campo do Independiente realmente mudou a forma da equipe jogar e, com isso, o time passou a ter mais presença em campo. Melhor que o Estudiantes, o time de Avellaneda dominou o início da partida e encontrou o primeiro gol aos 2 minutos. Em boa jogada de contra ataque, Mareque tocou a Montenegro, que abriu na esquerda para Silvera. O camisa 11 avançou em velocidade pela ponta e chutou na saída de Andujar, para fazer Independiente 1x0.

O Estudiantes não jogava mal, mas tinha problemas na armação. Leandro Benítez e Enzo Perez não tinham a prestação das ultimas partidas e, com isso, a bola demorava a chegar aos atacantes. Verón teve que se adiantar para armar o jogo e, assim, o time de La Plata conseguiu o empate. Aos 6 minutos, o camisa 11 recebeu de Mathias Sanchez e avançou, tabelando primeiro com Angeleri e, depois, com Gastón Fernandez. Ao receber a bola, o camisa 10 viu dois marcadores à frente. Gastón driblou Mareque e, diante de Acevedo, chutou rápido. A bola passou pelo camisa 12 e, com velocidade, surpreendeu Navarro, que só percebeu quando já estava balançando as redes: Estudiantes 1x1.

No intervalo, Cristaldo tirou Desábato e Hernan Rodrigo Lopez e colocou Rodrigo Braña e Mauro Boselli. Sanchez iria jogar na zaga, enquanto Braña faria a cabeça de área. Já Bayer teve que promover o retorno de Gracián, que entrou junto com Gandin nos lugares de Facundo Parra e Tuzzio. Montenegro passaria a ser o capitão na ausência de Tuzzio, que tinha jogado muito mal.

O jogo continuou de alto nível e Boselli precisou de apenas um minuto para fazer o que Lopez não tinha feito em 10. Na saída de bola, Verón e Leandro Benítez foram tabelando, mas Vella tirou para lateral. Verón repôs para Boselli rápido e o camisa 9 invadiu a área em velocidade, para driblar o goleiro e empurrar para o gol: Estudiantes 2x1.

O Independiente não se acanhou e partiu em busca do empate. Ele veio aos 6 minutos, após falta de Gastón Fernandez em Mareque no campo de defesa. O camisa 3 tocou a Gracián, que procurou Silvera na esquerda. O camisa 11 driblou Angeleri e Verón, invadiu a área pela ponta e deu um lindo toque de categoria na saída de Andujar, para dar números finais a um bom jogo: Independiente 2x2.

Destaque do jogo: Nestor Silvera. Com dois gols, o camisa 11 fez com que sua equipe chegasse ao terceiro jogo seguido sem derrota e manteve vivas as chances de classificação às semifinais.

BOCA JUNIORS 2x2 SAN LORENZO

De todos os jogos da rodada, o do Boca era um caminho livre rumo à classificação. A equipe pegava o único time já desclassificado, esgotado fisicamente e fazendo experiências para a próxima temporada. Sr Rússia resolveu dar uma chance a Viatri e o colocou em campo. O Boca iria jogar com dois centroavantes, para garantir a vitória de uma vez. Já o San Lorenzo, como dito anteriormente, nada tem a fazer no campeonato. Nilson chegou a pensar em colocar o time ultra ofensivo com Buffarini e Erviti nas laterais; Romagnoli na armação; e Raul Estevez, Stracqualursi e Bordagaray no ataque. Mas o Boca é uma equipe que ataca bem pelas pontas e, com isso, o treinador optou por manter os laterais originais. Bordagaray jogaria na ponta direita, no lugar do 'Pipa', e Tellechea atuaria na defesa, no lugar de Ameli. No primeiro turno, San Lorenzo 3x4 Boca.

Ao contrário do 2x2 anterior, que foi um excelente jogo, o daqui foi uma pelada vergonhosa. As duas equipes não tinham arrumação tática e erravam muitos passes. Surpreende que o Boca, precisando da vitória e tendo um adversário desmotivado, não tinha ânimo para buscar o triunfo.

Na única vez em que se organizou, aos 4 minutos, o Boca conseguiu o gol. Após passe errado de Tellechea, Cagna tocou a Riquelme, que passou a Palermo na esquerda. O camisa 9 trouxe para o meio, protegeu com o corpo e chutou de pé direito no ângulo de Migliore, que ainda tocou na bola: Boca 1x0.

O jogo continuou uma pelada, com o San Lorenzo buscando o único objetivo de armar o jogo para Romagnoli concluir. E assim foi aos 7 minutos, quando Johnathan Ferrari tocou a Piatti, que viu um buraco na entrada da área do Boca. Romagnoli se deslocou para lá e recebeu em ótimas condições para chutar da meia lua e empatar o jogo, enquanto batia no peito, apontava ao chão e fazia a taunt da Paloma: San Lorenzo 1x1.

No intervalo, Sr Rússia resolveu sacar Cagna e Viatri e colocou Palacio e Guillermo Barros Schelloto. Já Nilson arriscou o time ultra ofensivo, sacando Johnathan Ferrari e Luciatti e colocando Raul 'Pipa' Estevez e Buffarini.

O jogo não melhorou e a pelada continuou altíssima. Aos 2 minutos, Romagnoli recebeu dentro da área, sem ângulo para o chute, mas viu Abbondanzieri saindo freneticamente. O camisa 10 deu só um toque para o lado e esperou o goleiro lhe derrubar. Romagnoli cobrou o pênalti no canto esquerdo, enquanto Abbondanzieri ia para o outro lado: San Lorenzo 2x1.

O time do Boca era vaiado por sua torcida e sentiu o golpe, mas continuou tentando o empate, embora de forma desordenada. Aos 5 minutos, Riquelme dividiu com Tulla e o zagueiro mandou a córner. O próprio Riquelme cobrou no primeiro pau e Basualdo desviou de cabeça, dando números finais ao confronto: Boca 2x2.

Destaque do jogo: Leandro Romagnoli. Na pelada horrorosa que se viu, o talento do camisa 10 é uma ilha. Atuou bem, marcou dois gols, homenageou a amada e, agora, está a apenas 4 gols de marcar o centésimo.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 32 pontos
2° Estudiantes - 29 pontos
3° Velez Sarsfield - 18 pontos
4° Boca Juniors - 17 pontos
5° Huracán - 16 pontos, 32 gols pró
6° Independiente - 16 pontos, 24 gols pró
7° Racing - 15 pontos
8° San Lorenzo - 8 pontos

ARTILHARIA

1° David Trezeguet (River Plate) - 23 gols
2° Daniel Cigogna (Huracán) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 12 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors), Enzo Perez (Estudiantes) e Juan Sebastian Verón (Estudiantes) - 11 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • A última rodada da temporada regular do Clausura promete pegar fogo! O River praticamente garantiu a liderança, mas só tem um gol a mais que o Estudiantes, ou seja, se perder e a equipe de La Plata ganhar, o Estudiantes pode finalizar como líder.
  • A disputa pelas duas vagas restantes é eletrizante. O Velez está em terceiro e só precisa de um empate contra o River para assegurar a vaga, já que Huracán e Independiente, que também podem chegar a 19 pontos, se enfrentam. O Boca enfrente o Estudiantes  e precisa pontuar, torcendo para que Huracán, Independiente e Racing não vençam. Mas o Racing enfrenta o San Lorenzo e pode terminar até em terceiro. Ou seja, a emoção vai até o apito final!

sábado, 11 de novembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Décima Terceira Rodada - 11/11/2017

Muita chuva neste sábado, público reduzido no Itaquá Dome. Mas emoção de sobra em campo, pois a penúltima rodada da temporada regular do Clausura se iniciou neste dia. Vamos aos jogos!

VELEZ SARSFIELD 0x3 RACING

Duas equipes em crise, vindas de 3 derrotas seguidas. O Velez não vence desde a segunda rodada do returno (4x2 Boca) e ainda viu a crise arrombar as suas portas na última rodada, quando perdeu pro San Lorenzo (3x4) após estar vencendo por 3x0, o que levou o treinador Tripa Seca a pedir demissão ainda no campo de jogo. Os jogadores o convenceram a ficar, pelo menos, até o final do campeonato. Mas a diretoria já se mexe para encontrar não só um novo treinador, como um novo auxiliar. Já o Racing venceu pela última vez também na segunda rodada do returno, justamente no Clássico de Avellaneda (2x0 Independiente) e, desde então, só perdeu e despencou para a última colocação. Agora, precisa vencer os dois jogos e ainda torcer por uma combinação de resultados para não ser eliminado antes do fim da temporada regular. No primeiro turno, Racing 2x3 Velez.

Bastou a bola rolar para a torcida perceber que o Racing estava empenhado em se manter vivo e o Velez continuaria a cometer seus erros. A equipe de Avellaneda fez uma linda jogada ensaiada na saída de bola, com Ruben e Diego Capria correndo lado a lado, confundindo a marcação. Martin Simeone escolheu passar a bola para Ruben, que viu Sosa mal posicionado e chutou por cobertura. A bola passou fácil pelo goleiro (que nada fez) e o juiz Pedro Carlos Bregalda viu-a bater na parede da rede. Os jogadores do Velez reclamaram que foi na trave, mas o gol foi mantido, aos 35 segundos de jogo: Racing 1x0.

O fato é que mesmo que a bola não tivesse entrado, o Velez nada fez para mostrar que poderia vencer. Os jogadores não se esforçavam, erravam os passes e não corriam atrás da bola. O Racing pegava a sobra, se organizava e partia para o ataque com muita tranquilidade. O segundo gol veio aos 6 minutos, em nova falha entre Papa e Turco Assad. O camisa 9 tentou inverter para Dario Hussain, mas acabou errando o passe. Martin Simeone recebeu o rebote de Pocchetino e puxou o contra ataque, tabelando com Latorre. Da entrada da área, o camisa 11 devolveu a Simeone, que chutou com incrível efeito e venceu Sosa, fazendo Racing 2x0.

Tripa Seca não se descabelou, nem buscou incentivar seus jogadores, mostrando que perdeu a confiança em seus comandados. Tirou Papa e Turco Assad, colocando Cubero e Lucas Pratto em seus lugares. Já Paralelo, feliz com o resultado, tirou Pelletieri e Latorre para colocar Fariña e Hauche, visando dar ritmo aos reservas e descansar os titulares.

O Racing viu que o Velez não iria reagir no segundo tempo e tocou a bola pro tempo passar. O terceiro gol veio de forma preguiçosa, aos 5 minutos, quando Dario Hussain tentou chegar numa bola e derrubou Quiroz. Ruben Capria voltou para cobrar e fez um lindo lançamento a Pocchetino na esquerda. O camisa 6 deu um ótimo passe na área para Hauche e o camisa 13 invadiu, ajeitou e chutou cruzado, sem chances para Sosa, fazendo Racing 3x0. Neste momento, os pouquíssimos torcedores do Velez que ainda estavam no estádio abandonaram o time.

Destaque do jogo: Ruben Capria. O camisa 10 voltou a chamar a responsabilidade para si. Fez o primeiro gol, em linda jogada individual, e se movimentou o jogo inteiro, organizando e levando a equipe ao ataque.

HURACÁN 2x3 RIVER PLATE

Vindo de três vitórias, o Huracán saiu da penúltima posição para a quinta, na beira da zona de classificação. Os jogadores já veem as semifinais chegando e, por isso, mantêm a empolgação para buscar a vaga. Já o River começa a dar chance aos reservas, para dar o mesmo ritmo a todos os jogadores. Depois de recuperar a primeira posição na última rodada, Francescoli resolveu poupar Gallardo e Buonanotte e colocar Coudet e Funes Mori em seus lugares. No primeiro turno, River 6x3 Huracán.

Quando a bola rolou, o Huracán abandonou sua tradicional formação defensiva e se lançou ao ataque. O River se segurou como pôde e se lançou em contra ataque. Islas salvou a equipe duas vezes e a trave, uma. Isso aconteceu até os 8 minutos, quando Paz recuperou a bola e passou a Berizzo. O camisa 6 demorou a ir e Villarruel se antecipou, interceptando o passe e passando a Minici, no bico direito da área do River. O camisa 6 girou, trazendo a bola pro pé esquerdo, para desferir potente chute no ângulo de Carrizzo e fazer Huracán 1x0.

O River tentou se reorganizar e buscar o empate. Na saída de bola, Trezeguet fez um 'toca y me voy' com Barrado, mas Barrientos se antecipou e roubou a bola que ia para o camisa 7, tocando a Cigogna na esquerda. O mito avançou em velocidade e, da intermediária, resolveu soltar um scopetazzo de pé esquerdo. A bola bateu no travessão, tocou no chão e o juiz Chico Lírio deu gol, debaixo de protestos dos jogadores do River, que acharam que a bola não entrou: Huracán 2x0, aos 9 minutos.

No intervalo, Sr Rabina tirou Danelon e Milano, colocando Erramuspe e Barrales em seus lugares. Já Francescoli recolocou os titulares e fez uma formação ousada pro segundo tempo. Saíram Coudet e Barrado e entraram Gallardo e Buonanotte. Os dois fariam a armação, com Ortega e Funes Mori nas pontas e Trezeguet de centroavante, atacando com 5 jogadores.

A mudança de Francescoli foi genial e, com isso, o River passou a ocupar o campo de ataque. Gallardo e Buonanotte entraram com vontade e tomaram conta do meio de campo, armando o jogo para os atacantes e desmontando a marcação do adversário. Aos 3 minutos, Carrizzo cobrou tiro de meta, Cigogna interceptou, mas Gallardo roubou a bola, tocando a Ortega na direita. O camisa 10 procurou Trezeguet no meio e o camisa 7 encarou Barrientos de frente, driblando-o, invadindo a área e chutando forte, sem chances para Islas, na jogada mais tradicional do River: 1x2.

O gol deu novo ânimo ao River, que empurrou o Huracán para a área de Islas e um bombardeio começou. O camisa 1 salvou sua equipe várias vezes, mas nada pôde fazer aos 5 minutos. Após o Huracán isolar a bola, Paz recuperou e tocou a Almeyda, que procurou Buonanotte mais à frente. O camisa 30 avançou e deu um lindo passe no meio da zaga para Trezeguet. O camisa 7 recebeu dentro da área e chutou na saída de Islas, fazendo River 2x2.

O empate ainda era bom para o Huracán, mas o River se empolgou e buscou a virada de qualquer jeito. De tanto martelarem, conseguiram aos 10 minutos. Cigogna recebeu de Ruben Masantonio, mas estava impedido. Gallardo cobrou rápido a Trezeguet, que foi tabelando com Almeyda até a intermediária do Huracán, quando o camisa 7 trouxe para o pé direito e chutou forte. A bola foi no ângulo de Islas, que se esticou mas nada pôde fazer: River 3x2.

Destaque do jogo: David Trezeguet. O primeiro tempo de Barrientos o colocava em condições de ser eleito o melhor em campo, mas o segundo tempo veio, o River teve mais peças na frente e aí surgiu o futebol do melhor jogador da temporada. Trezeguet anotou um hat trick, virou o jogo para a sua equipe e ainda fez questão de encarar seus marcadores de frente, para que estes o forçassem a atuar cada vez melhor. Só não fez chover porque a chuva já caía.

NOTAS RÁPIDAS

  • Se der tudo certo, a rodada se encerra neste domingo, com Estudiantes x Independiente e Boca x San Lorenzo.
  • O sábado foi tão bom para o Clausura, que quatro jogadores alcançaram milestones na rodada. A vitória sobre o Velez foi ótima para o Racing, pois além de manter vivo o sonho das semifinais, o time ainda viu seus três artilheiros alcançarem marcas históricas. Ruben Capria chegou a 70; Martin Simeone, a 40; e Hauche, a 10 gols com a camisa azul e branca. Já o craque Trezeguet, depois de alcançar a incrível marca de 100 gols, não quis parar. O gol de empate contra o Huracán foi o de número 110 dele com a camisa do River,  caminhando a passadas largas para se tornar o maior artilheiro da História da FIFUBO.
  • As seleções da França e do Japão foram enviadas para reparos nesta terça-feira. Espera-se que retornem em breve, para a FIFUBO fazer seu primeiro jogo de seleções em todos os tempos.