terça-feira, 15 de outubro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Décima Primeira Rodada - 15/10/2013

Novamente, ante à impossibilidade de se jogar no fim de semana, o Torneio Clausura teve que ser jogado numa terça-feira. Menos mal que o solitário jogo, em dia parcialmente nublado, teve como fundo um amistoso de estreia. Vamos aos jogos!

SAN LORENZO 4x3 INDEPENDIENTE
 
O San Lorenzo joga a sua sorte neste campeonato, desfalcado de Reynoso, expulso no lugar do goleiro Migliore contra o River Plate. Em seu lugar, Piatti atuaria como primeiro volante. Já o Independiente joga para alcançar a liderança e, para isso, tem o time completo.
E foi o Independiente quem dominou as ações do primeiro tempo, com toques envolventes, muitas chances, participação de vários atletas nas jogadas de ataque e cinco, sim, eu disse CINCO, bolas na trave. O primeiro gol saiu aos 2 minutos, quando Mareque chutou de muito longe, fraco. Migliore largou e Tula foi dominar para sair jogando, mas pegou na canela e a bola foi parar no fundo das redes: Independiente 1x0 com um gol contra.

Aos 5, linda jogada termina no segundo gol. Montenegro interceptou passe e tocou para Mareque sair pela esquerda. O lateral tocou para Fredes, que encontrou Silvera no meio. Da entrada da área, o camisa 11 ajeitou e chutou cruzado para vencer Migliore e fazer Independiente 2x0. Foi o décimo primeiro gol de Silvera no certame, artilheiro isolado.

Antes do intervalo, o San Lorenzo ainda descontou, em falha de Tuzzio. O camisa 6 se precipitou em tentar lançamento e foi interceptado por Buffarini. O camisa 8 tocou para Stracqualursi dentro da área, onde Tuzzio devia estar, e o camisa 9 só teve o trabalho de tirar Hilário Navarro da jogada e fazer San Lorenzo 1x2.

No intervalo, Nilson tirou Erviti e Raul 'Pipa' Estevez (duas figuras nulas) e pôs Tellechea e Bordagaray. Com isso, Tellechea passava a primeiro volante e Piatti e Buffarini ganhavam liberdade na criação. Já Bayer trocou Busse e Facundo Parra por Acevedo e Gandin.

O jogo continuou à feição do Independiente, que precisou de só dois minutos para ampliar, quando Silvera recuou para Fredes, que tocou para Gracian. O camisa 19 avançou, perdeu um pouco o ângulo, mas mandou de trivela para acertar o ângulo de Migliore e fazer Independiente 3x1.

O jogo estava ganho e só muita besteira faria o Independiente não sair com três pontos. E as besteiras aconteceram! Na saída de bola, aos três, Romagnoli tocou para Buffarini, que chutou fraco e cruzado. Navarro ficou olhando, enquanto a bola morria mansamente no fundo das redes: San Lorenzo 2x3.

Aos cinco minutos, quando Gracian jogou a bola para lateral inexplicavelmente, o San Lorenzo armou linda jogada. Johnathan Ferrari tocou para Romagnoli, que avançou pelo meio e tocou para Buffarini na entrada da área. O camisa 8 recuou para Stracqualursi pegar de primeira e vencer Navarro, fazendo San Lorenzo 3x3.

Aos 9 minutos, o lance mais polêmico da partida. Montenegro avançou pelo meio e chutou.  A bola tocou na trave e no chão, atrás de Migliore, havendo dúvidas se a bola entrou ou não. Chico Lírio, árbitro do jogo, mandou seguir e o San Lorenzo avançou com Romagnoli, que tentou o passe para Stracqualursi, mas Tuzzio desviou para lateral. Romagnoli cobrou rápido para Buffarini, que invadiu a área e tocou na saída de Navarro e fez o impossível: San Lorenzo 4x3. Após o jogo, os jogadores do Independiente partiram para cima do árbitro, que teve que sair de campo escoltado pela polícia.

Destaque do jogo: Júlio Buffarini. O camisa 8 se superou, em uma partida onde Romagnoli não jogou bem. Fez dois gols e deu o passe para os outros dois, sendo o principal responsável por sua equipe ainda ter chances remotas de classificação.

NOTAS RÁPIDAS
 
  • Após o jogo em que o San Lorenzo derrotou o Independiente por 4x3, a equipe de Avellaneda entrou com representação contra o árbitro Chico Lírio no TJB, por conta do gol anulado. Por 2 votos a 1, os auditores decidiram pela condenação do árbitro, suspendendo-o por três jogos, além dos dois onde ele não pode atuar, por conta do regulamento. Assim, Lírio ficará de fora dos próximos cinco sorteios.
  • Na mesma sessão, os auditores isentaram de culpa o auxiliar, Promotor, que escapou sem pena nenhuma.
  • A equipe do San Lorenzo ganha uma sobrevida, mas pode ser desclassificada no último jogo da rodada, quando Huracán e Estudiantes se enfrentam. Só continuará sonhando se o Huracán não pontuar.
VELEZ SARSFIELD 6x5 SÃO PAULO
O jogo de fundo foi o amistoso de estreia do Velez, que não conta como jogo oficial, nem para fins estatísticos. Foi um jogo no melhor estilo de pelada, cujo primeiro tempo terminou 3x3. A ordem dos gols na primeira etapa foi Toninho Cerezo (2), Claudio Hussain (2), Dario Hussain, Catê, respectivamente. No segundo tempo, o Velez ampliou para 5x3 com Dario Hussain e Federico Insua, mas o São Paulo encostou em 4x5, com Elivelton. O Velez ampliou, novamente com Insua, e o São Paulo descontou no finalzinho com Palhinha.

O destaque do jogo foi Claudio Hussain, autor de dois gols, dono de algumas assistências e das melhores jogadas de ataque de sua equipe. O Velez, agora, passa por novo condicionamento físico, e fará mais alguns amistosos quando houverem jogos solitários na Liga.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Décima Rodada - 08/10/2013

Ante à impossibilidade de se jogar nos finais de semana, a décima rodada do Clausura só foi finalizada nesta terça-feira, com dois jogos com intervalo de 3 horas entre um e outro. Ao menos eram as quatro melhores equipes em ação. Vamos aos jogos!

BOCA JUNIORS 6x3 HURACÁN

 O Boca, vindo de derrota para o Estudiantes (2x4), tinha que vencer para se distanciar na tabela. Seus jogadores, criticados pelo desinteresse em campo, tinham uma conversa exaltada com o treinador Paralelo, pressionado a mudar, mas ainda crente que os atletas poderiam corresponder. Já o Huracán, também vindo de derrota para o Independiente (1x4), tentava voltar ao rumo das vitórias. Seu treinador, Sr Rabina, também era pressionado a barrar Cigogna, apagado nos últimos jogos. No primeiro turno, Huracán 2x1 Boca Juniors.

E o Huracán começou bem, dominando e tocando a bola, chutando muito a gol, mas sem acertar o alvo. Só conseguiram chegar ao gol aos 4 minutos, quando uma bola esticada encontrou Minici. O camisa 6 tocou para Cigogna na esquerda e o camisa 9 tinha a bola ao seu gosto, pronta para o "escopetazo". O chute saiu forte e foi no ângulo oposto de Abbondanzieri: Huracán 1x0.

Dominando o jogo, o Huracán perdeu boas oportunidades. O Boca, em contrapartida, continuava muito mal, com alguns jogadores bem desinteressados. O gol de empate, no entanto, saiu de um festival de lambanças na saída de bola. Riquelme tocou para Cagna, que devolveu ao camisa 10. Riquelme adiantou demais e a bola ficou para Alexis Ferrero. O zagueiro se atrapalhou com o goleiro Daniel Islas, que tocou na bola fora da área: falta em dois lances e expulsão de Islas. O escolhido no sorteio para sair de campo no lugar do goleiro foi Barrientos. Na cobrança de falta, Riquelme e Cagna voltaram a se atrapalhar e a bola sobrou para Islas. Mas o goleiro também fez pixotada e derrubou Cagna na hora de afastar a bola. Pênalti que Palermo cobrou muito bem, deslocando o goleiro e empatando em 1x1 aos 6 minutos.

A expulsão desmontou o esquema do Huracán e foi aí que o Boca cresceu. Em bola que sobrou na defesa, Escudero tocou para Ibarra, que lançou no corredor para Palacio.  O camisa 19 recebeu, avançou até a intermediária e chutou cruzado para vencer Islas, aos 8 minutos, e fazer Boca 2x1.

No intervalo, Paralelo perdeu a paciência com os dois lambões e tirou Riquelme e Cagna, colocando Guillermo Barros Schelloto e Battaglia em seus lugares. Já Sr Rabina tirou Milano e colocou Erramuspe, para recompor o meio de campo, deixando Cigogna isolado no ataque.

O Huracán reequilibrou o jogo com essa mudança e encontrou o empate logo aos dois minutos, quando Ruben Masantonio tocou para Cigogna no meio e o camisa 9 invadiu a área para tirar Abbondanzieri do lance antes de empurrar para o gol vazio: Huracán 2x2.

O empate foi um susto para o Boca, mas a equipe logo voltou a dominar, se aproveitando do espaço no campo. Aos 5 minutos, Schelloto cobrou escanteio na cabeça de Battaglia. Adiantado, Islas viu a bola o encobrir e entrar no fundo das redes, para fazer Boca 3x2.

Com isso, o Boca passou a dominar o jogo e o Huracán se desmontou de vez. Mas ainda assim, neste jogo maluco, o Huracán conseguiu o empate, quando Villarruel roubou bola na intermediária e tocou para Ruben Masantonio. O camisa 10 avançou pela direita e chutou cruzado para vencer Abbondanzieri, fazendo 3x3 no placar, aos 7 minutos.

Aos 8, o Boca novamente se acertou. Battaglia avançou pela direita e deu para Palacio. O camisa 19 inverteu o jogo e pegou Schelloto livre na esquerda. O camisa 13 trouxe para o pé direito e chutou cruzado para vencer Islas e fazer Boca 4x3.

A partir daí, só deu Boca. Com o Huracán batido, a equipe xeneize dominou e chegou ao quinto gol novamente com Battaglia, aos 9 minutos, em jogada de contra-ataque. Ele recebeu de Ibarra, avançou pela direita, invadiu a área e chutou na saída de Islas: Boca 5x3.

Já nos acréscimos, foi a vez de Palermo receber de Schelloto na direita, trazer para o pé esquerdo e chutar cruzado, para dar números finais ao confronto: Boca 6x3.

Destaque do jogo: Sebastián Battaglia. Com dois camisas 9 em campo marcando dois gols e Minici se esforçando o jogo inteiro, como um volante reserva poderia se destacar? Simples: saindo do banco para marcar forte, aparecer como opção na armação e ainda marcando dois gols. Battaglia só não fez chover  porque o céu abriu nesta tarde em Itacoatiara. Cagna terá muito trabalho para se recuperar depois dessa...

INDEPENDIENTE 2x2 RIVER PLATE

O jogo de fundo, que começou só à noite, colocou frente a frente os dois líderes, as duas equipes que apresentavam o melhor futebol até então. Do lado do Independiente, a empolgação em alta e a confiança na artilharia de Nestor Silvera. Do lado do River um problema: cumprindo suspensão no lugar de Carrizzo, Berizzo desfalcava o time e criava um problema para Francescoli. Com Coudet em seu lugar, quem iria para a lateral esquerda, Coudet ou Barrado? O primeiro jogou assim no Superclássico do primeiro turno e foi muito mal. O segundo seria uma opção melhor, mas desfalcaria o meio de campo, onde é o destaque do time. Barrado foi para a lateral. No primeiro turno, River Plate 4x1 Independiente.

Foi um jogo amarrado, com muitos erros de passe e muita marcação no meio de campo. O River não criou quase nada no primeiro tempo e o Independiente se esforçava um pouquinho mais. Não foi à toa que conseguiu sair do primeiro com a vitória parcial. Aos 5 minutos, Vella tocou para Montenegro, que deu a Busse no meio de campo. O camisa 7 deu belo passe para Facundo Parra na direita e o camisa 17 invadiu a área para tocar na saída de Carrizzo e fazer Independiente 1x0.

No intervalo, Bayer trocou Busse, cansado, por Acevedo. Já Francescoli tirou o apagado Trezeguet (autor de um hat trick no primeiro turno) e pôs Funes Mori.

A mudança do River não surtiu efeito, enquanto que o Independiente segurava o resultado numa maior organização. Mas o jogo continuou amarrado até os 4 minutos, quando o time de Avellaneda ampliou. Silvera puxou a marcação e Mareque deu lindo passe em diagonal para Gracián. O camisa 19 avançou pela esquerda, trouxe para o pé direito e chutou cruzado para vencer Carrizzo: Independiente 2x0.

Batido, o River parecia ter entregue os pontos, enquanto o Independiente passou a tocar a bola mais ainda. Mas, aos 8 minutos, tudo mudou. Gallardo cobrou lateral dentro da área para Almeyda. No elemento surpresa, o capitão do time invadiu e chutou de pé esquerdo para vencer Navarro e fazer River 1x2.

O gol e as palavras de Almeyda incendiaram o River, que passou a buscar o empate. E conseguiu nos acréscimos, quando Buonanotte avançou pela esquerda e tentou tocar para Funes Mori no meio, mas o passe saiu para trás. Gallardo consertou e acertou o passe para o camisa 9, que ajeitou o corpo e chutou no ângulo oposto de Navarro, no contrapé, fazendo River 2x2.

O empate foi um castigo ao Independiente, que jogou melhor e foi mais organizado. A escolha de Francescoli em pôr Barrado na lateral matou a criatividade do time, mas conseguiu um empate na sorte.

Destaque do jogo: Gallardo. Ante à mediocridade do River, o camisa 11 se destacou. Além de duas assistências, foi o único que criou alguma coisa e ainda mandou três bolas na trave.

CLASSIFICAÇÃO

1°  Boca Juniors - 18 pontos.
2° Independiente - 17 pontos, 30 gols pró.
3° River Plate - 17 pontos, 27 gols pró.
4° Huracán - 15 pontos.
5° Estudiantes - 10 pontos.
6° Racing - 5 pontos.
7° San Lorenzo - 4 pontos.

ARTILHARIA

1° Nestor Silvera (Independiente) - 10 gols
2° Martin Palermo (Boca Juniors) - 9 gols
3° Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 8 gols

sábado, 5 de outubro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Décima Rodada - 05/10/2013

Neste sábado de céu encoberto e vento gelado, um único jogo abriu a rodada de número 10 do Clausura, ante à impossibilidade do mesmo jogo ter ocorrido no meio da semana. Mas, além deste jogo, tivemos uma grande surpresa, que saberemos a seguir.

ESTUDIANTES 4x1 RACING

O Estudiantes, fazendo campanha de recuperação no segundo turno, era o favorito. Além do bom futebol que vem desenvolvendo, ainda contava com a empolgação de uma vitória sobre o Boca (4x2) em seu último jogo. Já o Racing, em clima de fim de festa, jogava todas as suas fichas nesta partida, pois uma derrota significaria o fim do sonho da classificação à fase final. No primeiro turno, Racing 2x2 Estudiantes.

E o Racing começou a mil por hora, com velocidade e bons toques. Antes de um minuto, Ruben Capria já havia chutado para a defesa de Andujar e, no rebote, havia tocado para Latorre invadir a área e tirar o goleiro da jogada, para fazer Racing 1x0 logo aos 48 segundos.

O gol relâmpago surpreendeu o Estudiantes, cujos jogadores nem haviam saído de suas posições iniciais. Ao errar uma saída de bola, o time de La Plata viu o Racing voltar em velocidade a armar boa jogada de ataque, desperdiçando com Ruben Capria. A equipe tocava bem, seus jogadores envolviam o time de La Plata, mas um erro lhes causou o empate. Pocchetino saiu da defesa para ajudar no ataque e tocou para Enrique, que tocou a Latorre. O camisa 11 quis recuar para Quiroz, mas errou o passe. A bola caiu aos pés de Enzo Perez, que girou, adiantou a bola e chutou forte para vencer Saja e fazer Estudiantes 1x1, aos 2 minutos.

O gol foi bom para o Estudiantes, que conseguiu frear o ímpeto do Racing e equilibrar as ações. As duas equipes tocavam a bola com qualidade, mas os jogadores foram saindo de suas posições e ocasionando uma zorra no campo. Melhor para o time de La Plata, que mesmo assim conseguiu marcar bem. Em dado momento, Pocchetino virou atacante e deixou novo buraco na defesa, mas o ataque do Estudiantes se adiantou e obrigou o Racing a rifar a bola. Desábato pegou, tocou para Angeleri na direita, o lateral encontrou Rodrigo Braña no meio e este deu belo passe em profundidade para Federico Fernandez. O zagueiro, que se aventurava na ponta direita, recebeu, invadiu a área e chutou na saída de Saja para fazer Estudiantes 2x1 aos 5 minutos.

No intervalo, Cristaldo trocou Boselli (figura nula em campo) e pôs Hernan Rodrigo Lopez, sendo criticado por manter Leandro Benítez em campo, pois este tinha encontrado uma faixa passiva do campo e permaneceu ali. Já Madeirite não suportou as duas falhas de Pocchetino e a passividade de Acosta (que destoava do resto do time) e pôs Fariña e Hauche.

A genialidade de Cristaldo foi vista na saída de bola, quando Verón tocou e Benítez deu bela matada na direita, trazendo a bola para o pé esquerdo e chutando para difícil defesa de Saja. Os dois times continuaram jogando bem, mas os goleiros aparavam as bolas que lhes vinham.

Isso ocorreu até o 7° minuto, quando Enzo Perez recebeu na direita e deu lindo passe entre dois marcadores para pegar Marco Rojo livre na esquerda. O lateral chutou de primeira e venceu Saja para fazer Estudiantes 3x1.

A partir daí, o Racing desanimou e o Estudiantes passou a tocar a bola, sob os gritos de "olé" de sua torcida. E foi assim que chegou à goleada, aos 9 minutos. Em linda trama que contou com toques de Verón, Braña, Marco Rojo, Gastón Fernandez e Enzo Perez, o camisa 7 chutou no travessão e, no rebote, Leandro Benítez mandou para o gol vazio, para fazer Estudiantes 4x1 e mostrar que seu treinador acertou em mantê-lo em campo.

O belo futebol coletivo do Estudiantes fez a equipe encostar no grupo de cima, enquanto que a derrota eliminou o Racing do campeonato. A partir de agora, seus três próximos jogos serão apenas para cumprir tabela e começar a pensar no ano que vem.

Destaque do jogo: Mariano Andujar. O excelente trabalho coletivo do Estudiantes os levou a marcar 4 gols. Mas a vitória só veio graças aos milagres operados por seu goleiro. Em três lances no fim do primeiro tempo, o camisa 1 voou e tocou com a ponta dos dedos para mandar a bola a corner, sendo que o último foi um milagre, com Latorre concluindo dentro da área. Quando a bola passou por ele (no lance que originou o último gol do jogo), o chute de Ruben Capria encontrou a trave. No fim, no último lance da partida, ainda espalmou chute de Martin Simeone e saiu ovacionado pela torcida.

CONHECENDO A NOVA EQUIPE DO CAMPEONATO ARGENTINO

A felicidade deste sábado ficou completa quando, antes da bola rolar, o novo time que irá disputar as competições da FIFUBO se apresentou no gramado do Itaquá Dome.

VELEZ SARSFIELD
Os atletas do Velez são: 1. Sebastian Sosa, 2. Gino Peruzzi, 3. Emiliano Papa, 4. Juan Sabia, 5. Fernando Gago, 6. Sebá Dominguez, 7. Lucas Romero, 8. Claudio Hussain (c), 9. Turco Assad, 10. Dario Hussain, 11. Federico Insua, 12. Lucas Pratto, 13. Fabian Cubero, Treinador: Valdir Espinoza, Auxiliar técnico: Parraguez
Equipe composta somente por botões fechados, o Velez disputará os torneios Apertura, Clausura e a Copa Olé. Seu treinador, Valdir Espinoza, confirmou os rumores de que deixaria o cargo de observador técnico da Federação para assumir a equipe (seu último trabalho havia sido à frente do Fluminense) e, auxiliado por Parraguez (que deixou o comando do São Paulo), utilizará o esquema 4-4-2 losango, sendo que utilizará 3 volantes mais defensores, deixando a cargo de Insua a armação livre e a missão de municiar o ataque. Além disso, contará com os avanços dos laterais constantemente, principalmente na esquerda, por onde Papa passará em velocidade. Ainda sem partidas oficiais, a equipe não contabiliza nenhum título.

DESTAQUE
Claudio Hussain. Em um time recheado de craques, o capitão e volante é o grande destaque pela sua versatilidade. Além de marcar, sabe sair para o jogo e pode jogar nas laterais (principalmente na direita) e na zaga. Ao lado do irmão, Dario, forma uma dupla que atua com muito entrosamento.
Assim sendo, o Velez atuará em alguns amistosos, pois só poderá disputar competições oficiais a partir do ano que vem. O primeiro jogo será ainda nesta semana, contra o São Paulo.

sábado, 28 de setembro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Nona Rodada - 28/09/2013

Sábado de céu azul, sem nenhuma nuvem, mas com um vento forte e gelado, o que atrasou o início dos jogos em cinco horas. Mas nada impediu o fechamento da nona rodada do Clausura 2013. Vamos aos jogos!

HURACÁN 1x4 INDEPENDIENTE

As duas equipes vinham empolgadas com a chance de assumir a liderança, graças ao tropeço do River na abertura da rodada (4x4 com o San Lorenzo). O Huracán, vindo de vitória sobre o mesmo San Lorenzo na primeira rodada, tinha um sério problema: seu maior ídolo Cigogna não anotava há 4 jogos. Mesmo assim, Sr Rabina o mantinha na equipe. Do lado do Independiente, o empate com o Racing em jogo eletrizante e a possibilidade de assumir a liderança eram o combustível de uma equipe que não passava sustos no campeonato, apesar de jogar muito bem num jogo e pessimamente em outro.

Mas quem começou em cima foi o Huracán. Com apenas um minuto de jogo, um erro infantil da defesa do Independiente fez a equipe de Buenos Aires inaugurar o marcador. Tuzzio e Mareque saíram para o ataque e deixaram um buraco no lado esquerdo da defesa. Alexis Ferrero cobrou falta para Danelon ainda em seu campo de defesa e o lateral avançou pelo corredor aberto. Danelon descobriu Mauro Milano livre na direita e passou-lhe a bola, no que o camisa 7 recebeu, invadiu a área e fez Huracán 1x0. O treinador do Independiente, Bayer, ficou enfurecido com este lance.

O jogo ficou à feição do Huracán, que marcava forte e saía em contra-ataques perigosos, enquanto que o Independiente não conseguia se organizar (estava em seu dia ruim). Mas, aos 8 minutos, a equipe de Avellaneda finalmente chegou ao empate. Em uma bola esticada na esquerda, Mareque correu e conseguiu chegar, passando para Silvera no meio. O camisa 11 recebeu, ajeitou para o pé direito e chutou forte para vencer Islas e fazer Independiente 1x1.

No intervalo, Sr Rabina tirou Centurión e colocou Erramuspe, mas não teve peito para tirar Cigogna. Já Bayer mostrou que tem peito. Além da bronca nos defensores do lado esquerdo, tirou Tuzzio e Facundo Parra, colocando Acevedo e Gandín. Com a saída de Tuzzio, Montenegro passou a ser o capitão do time.

As mudanças surtiram efeito e o Independiente voltou completamente mudado (passou a ser o dia bom). Com apenas 13 segundos, chegou à virada, quando Gracián deu a saída de bola para Fredes, que avançou com dificuldade (o campo estava muito empoeirado, dificultando a movimentação) e chutou de pé esquerdo, de bico, para vencer Islas: Independiente 2x1.

A partir daí, o Independiente passou a apertar a marcação e sair em bons ataques. Sempre com dois homens a marcar Cigogna, impedia os avanços do Huracán. Aos 7 minutos, o terceiro gol saiu, quando Acevedo se lançou ao ataque, tabelou com Gracián e deixou o camisa 19 livre no meio para ajeitar, escolher o canto e desviar Islas: Independiente 3x1.

Com o jogo à sua feição, o Independiente transformou em goleada aos 9 minutos, quando Fredes cobrou lateral para Silvera, o camisa 11 saiu da marcação de Villarruel e Danelon e, com extrema categoria, mandou um chute colocado no ângulo de Islas para marcar um golaço e dar números finais ao jogo: Independiente 4x1.

Destaque do jogo: Nestor Silvera. Em um jogo amarrado por conta da ventania e da poeira no campo, o camisa 11 se superou, ao se deslocar e dar opções de conclusão de jogadas. Seus dois gols foram fundamentais para se isolar na artilharia do certame.

RACING 1x3 BOCA JUNIORS

O jogo de fundo, mesmo com a ventania fria que ainda varria o Itaquá Dome, atraiu bom público, por ser o clássico da rodada. Do lado do Racing, a certeza de que não havia mais espaço para erros. Do lado do Boca, vindo de derrota para o Estudiantes (2x4), a certeza de que alguns jogadores tinham que se encaixar no esquema mais rápido para não dar sopa para o azar.
Mas os jogadores do Boca não entraram no esquema. O jogo foi todo à feição do Racing, embora as duas equipes errassem muitos passes, tornando o jogo ruim de se ver. Mas, aos 6 minutos, o Racing conseguiu um escanteio que Martin Simeone cobrou na cabeça de Latorre para o camisa 11 abrir o placar: Racing 1x0.

O Boca, com todas as dificuldades e erros de passe, ainda conseguia alguma coisa com os avanços de Arruabarrena pela esquerda. Em dois lances o lateral passou para Palermo carimbar o travessão. Do lado do Racing, uma melhor organização e boa participação de Ruben Capria faziam o time chegar com perigo, o que fez de Abbondanzieri figura importantíssima na partida. Mesmo assim, o intervalo ainda apontava Racing 1x0.

No intervalo, Madeirite parecia satisfeito com sua equipe, mas tirou Pelletieri e colocou Fariña, porque o camisa 7 era o único que destoava no meio. Já Paralelo não pensou duas vezes antes de sacar Palacio e Riquelme e colocar Viatri e Guillermo Barros Schelloto.

A mudança de Paralelo foi vital no jogo. O Boca passou a dominar e conseguiu o empate logo a um minuto, quando Basualdo tocou para Schelloto no meio e o camisa 13 avançou sem marcação, chutando da intermediária e contando com o golpe de vista de Saja para a bola entrar mansa no canto: Boca 1x1.

A partir daí, só quem errava passes era o Racing. O Boca, com a entrada de Schelloto, passou a ser outro time. O gol da virada, no entanto, veio somente aos 4 minutos, quando em meio a uma desorganização geral no campo, Arruabarrena avançou livre pela esquerda e só viu Pocchetino pela frente. Com um drible fácil, o lateral avançou até a entrada da área e chutou forte na saída de Saja para fazer Boca 2x1.

Mesmo com erros de passe, o Racing ainda teve chances que pararam nas mãos de Abbondanzieri, ou no caso da única que passou por ele, a trave salvou, em cobrança de falta de Ruben Capria. Como quem não faz, leva, o Racing sofreu o terceiro gol aos 9 minutos, em novo contra ataque. Escudero recebeu de Schelloto, trouxe para o meio e chutou fraco. Saja fez novo golpe de vista e engoliu novo frango: Boca 3x1.

Destaque do jogo: Roberto Abbondanzieri. Em um jogo com muitos erros de passe, é incrível que as equipes ainda chutassem a gol. Mas ocorreram alguns chutes e se o Boca venceu é por conta de seu goleiro, que fez ótimas defesas e foi a grande figura da partida.

CLASSIFICAÇÃO:

1° Independiente - 16 pontos, 28 gols pró
2° River Plate - 16 pontos, 25 gols pró
3° Boca Juniors - 15 pontos, 24 gols pró
4° Huracán - 15 pontos, 16 gols pró
5° Estudiantes - 7 pontos
6° Racing - 5 pontos
7° San Lorenzo - 4 pontos

ARTILHARIA:
1° Nestor Silvera (Independiente) - 10 gols
2° Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 8 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors) - 7 gols

NOTAS RÁPIDAS:
  • A próxima rodada é a decisiva, pois San Lorenzo e Racing só têm chances de chegar, respectivamente, a 16 e 17 pontos e os últimos na zona de classificação (Boca e Huracán) têm 15 pontos.
  • A negociação para a aquisição de mais um time chega a seu ponto final. É esperado que a rodada do próximo sábado já traga a revelação de quem é este time e quais são seus jogadores, treinadores e esquema.
  • Aliás, o treinador já é conhecido. Valdir Espinoza assumirá a equipe, inclusive já pediu desligamento da Federação, onde atuava como consultor técnico.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Nona Rodada - 18/09/2013

Nesta quarta-feira de chuva fina foi aberta a nona rodada do Torneio Clausura 2013, com um jogo repleto de emoção. Vamos a ele!

RIVER PLATE 4x4 SAN LORENZO

O que esperar de um jogo onde de um lado está o líder do campeonato, que se manteve na liderança mesmo sem jogar na rodada anterior, e do outro está o último campeonato, praticamente eliminado e já pensando no ano que vem? O correto seria uma vitória fácil do líder, mas não foi isso que aconteceu.
O River, empolgado pela boa campanha, vinha tranquilo para mais uma fácil vitória. Francescoli mantinha a equipe que vinha atuando nos últimos jogos. Sua torcida ocupava boa parte do Itaquá Dome, mesmo com a chuva fina que caía no estádio. Já o San Lorenzo, pensando no ano que vem, vinha tranquilo e fazendo testes. Nilson pensou em barrar Erviti, mas manteve o camisa 11. No primeiro turno, San Lorenzo 0x2 River Plate.

Curiosamente, quem começou em cima foi o San Lorenzo. A equipe começou a chutar a gol, com a trave e o goleiro Carrizzo salvando o River, até que a bola sobrou para Luciatti na esquerda. O lateral trouxe um pouco mais para o meio e chutou a bola rente a grama, pegando velocidade quando tocou na grama molhada e vencendo Carrizzo para fazer San Lorenzo 1x0, logo aos 2 minutos. Antes do gol, um lance polêmico. Os jogadores do River reclamaram de falta de Romagnoli em Barrado, mas José Roberto Wright mandou o lance seguir.

Quando se esperava que o gol fosse incendiar o San Lorenzo, que não deixava o River jogar, foi exatamente o oposto que aconteceu. Como o meio era marcado, o River começou a sair pelas pontas, com boas tabelas entre Ortega e Ferrari do lado direito e Berizzo e Buonanotte no lado esquerdo. Assim, o River foi criando oportunidades e passou a bombardear o gol de Migliore, que fez defesas maravilhosas e foi salvo pela trave, como na linda tabela entre Ortega e Gallardo que o camisa 11 chutou no ângulo, mas a bola bateu no travessão e saiu.

Com tanta pressão, o gol era questão de tempo. E saiu aos 6 minutos. Após mais uma blitz, a zaga do San Lorenzo conseguiu afastar para o meio de campo e Luciatti fez falta em Gallardo, recebendo o cartão amarelo por isso. O camisa 11 cobrou rápido para Buonanotte, que recebeu sozinho na entrada da área, ajeitou, girou, trouxe para o pé esquerdo e chutou sem chances para Migliore, empatando para o River Plate: 1x1.

Aí só deu River e a virada veio aos 8 minutos, em linda jogada. O San Lorenzo mandou uma bola para lateral. Berizzo cobrou para Buonanotte, que devolveu ao lateral esquerdo. Berizzo, então, inverteu o jogo para a direita e pegou Trezeguet livre. O camisa 7 invadiu a área e tocou na saída de Migliore, para fazer River 2x1.

No intervalo, somente o San Lorenzo mudou. Nilson tirou os apagadíssimos Erviti e Stracqualursi e colocou Piatti e Bordagaray.

Porém, o drama aumentou com apenas um minuto, quando Migliore saiu da área e tocou na bola. Pela regra da FIFUBO, isso é falta em dois lances e cartão vermelho para o goleiro. Como o goleiro não pode ser expulso, é sorteado um jogador para sair em seu lugar e pegar a suspensão automática e o escolhido foi justamente o volante central Salvador Reynoso.

A partir daí, tudo ficou mais fácil para o River, que chegou ao terceiro gol aos 3 minutos, em mais uma linda jogada. Almeyda tocou para Ferrari na direita. O lateral tocou bola longa para Ortega, que encontrou Buonanotte livre na esquerda. O toque foi preciso e o camisa 30 só precisou ajeitar e chutar para fazer seu segundo gol no jogo: River 3x1.

O River passou a administrar o resultado e ver como o San Lorenzo não reagia. Mas tudo mudou no mesmo feitiço que o time de Almagro caiu. Após uma cobrança de lateral de Johnathan Ferrari, Carrizzo tocou na bola fora da área, sendo expulso. Berizzo foi o sorteado para sair em seu lugar e o River também ficou com 10, aos 5 minutos.

Aos 7 minutos, o San Lorenzo descontou em boa jogada de Piatti, que foi avançando pelo meio e tocou para Romagnoli na direita. O camisa 10 recebeu, avançou e chutou cruzado para vencer Carrizzo e fazer San Lorenzo 2x3. Na comemoração, bateu no peito, apontou para o chão e fez a taunt da Paloma.

O gol acordou o San Lorenzo e deixou o time do River nervoso. Placente levou cartão amarelo por reclamação e coube ao apagado Diego Armando Barrado tentar controlar o time, mas foi em vão. Aos 9 minutos, Migliore cobrou tiro de meta para o meio de campo. Romagnoli ajeitou a bola com categoria, trouxe para o pé direito e fez lindo passe em profundidade para Raul 'Pipa' Estevez. O camisa 7 invadiu a área e chutou forte, cruzado, para empatar o jogo para o San Lorenzo: 3x3.

Com o tempo regulamentar estourado, o River fez uma saída desesperada e conseguiu encontrar as redes. Gallardo tocou para Trezeguet, recebeu na frente e, da intermediária, deu um chute de mestre. A bola entrou no ângulo de Migliore e os jogadores do River celebraram o 4x3.

Mas o que parecia uma suada vitória virou um empate num jogão. Na saída do San Lorenzo, Romagnoli foi enfileirando até ser derrubado por José Maria Paz na entrada da área. O zagueiro recebeu o cartão amarelo e Romagnoli ajeitou a bola. A cobrança saiu perfeita e venceu Carrizzo, enquanto Romagnoli batia no peito, apontava para o chão e fazia a taunt da Paloma para celebrar o seu 25° gol com a camisa do San Lorenzo: 4x4.

Na saída de bola, no último lance do jogo, o River repetiu a jogada do quarto gol. Gallardo tocou para Trezeguet, recebeu na frente e, da intermediária, deu um chute de mestre. Mas essa bola tocou na trave e o empate foi mantido, em um jogo em que a trave foi carimbada diversas vezes, vimos grandes jogadas, defesas e oito gols.

Destaque do jogo: Leandro Romagnoli. Para começar, menção honrosa a Buonanotte, que fez dois gols e deu assistência para mais um, e Trezeguet, que fez um e foi presença constante no ataque. Mas o camisa 10 do San Lorenzo estava inspirado. Para uma equipe praticamente eliminada e enfrentando o líder do campeonato, o San Lorenzo precisava de alguém que fizesse mágica e Romagnoli foi esse cara. Com jogadas geniais, marcação na saída de bola, lindas assistências e dois gols de mestre, o camisa 10 se iguala a Silvera na artilharia do campeonato e homenageia sua amada.

sábado, 14 de setembro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Oitava Rodada - 14/09/2013

Sábado de calor e céu azul também é sábado de Torneio Clausura 2013! A oitava rodada foi encerrada com dois jogos, um deles com emoção de sobra e muita polêmica! Vamos aos jogos!

INDEPENDIENTE 5x5 RACING

De um lado, uma equipe que apresentava um futebol consistente e vinha empolgada pela ótima colocação ao final do primeiro turno. O Independiente tinha problemas só no banco de reservas, pois Acevedo cumpria suspensão por conta da expulsão contra o Estudiantes. Do outro, uma equipe que vinha como favorita, mas que vinha apresentando um futebol decepcionante. Madeirite conversou a semana inteira com seus atletas, a fim de colocar o time nos eixos para uma arrancada. Esses eram os ingredientes do Clássico de Avellaneda, que lotava o Itaquá Dome.  No turno, Racing 2x4 Independiente.

E a conversa de Madeirite deu resultado. O Racing abriu o marcador com apenas 20 segundos. Ruben Capria trocou passes com Martin Simeone. O camisa 8, então, passou a tocar com Pelletieri e recebeu na frente. Com uma bela matada, Martin Simeone ajeitou para um chute certeiro, que venceu a marcação de Hilario Navarro e fez Racing 1x0.

O Independiente ficou perdido e não conseguiu se organizar a bola direito. Assim, Montenegro e Navarro se atrapalharam e Matheu teve que jogar para corner, aos 2 minutos. Ruben Capria cobrou na cabeça de Latorre, que mandou para o fundo das redes: Racing 2x0.

O Independiente, aos poucos, foi tentando se acertar e conseguiu organizar jogadas de ataque.  Em uma delas, aos 4 minutos, Vella tocou para Facundo Parra, que invadiu a área pela direita. Quando Saja saiu, ele tocou para Nestor Silvera empurrar para o gol vazio e recolocar o Independiente no jogo: 1x2.

O gol incendiou o Independiente, que partiu para cima. Em lindo passe de Gracián, Facundo Parra invadiu a área pela direita e chutou. Saja defendeu e a bola tocou na trave, mas há dúvidas se cruzou a linha do gol antes de sair.

Por outro lado, o Racing continuava jogando bem e chegou ao terceiro gol aos 9 minutos. Em bonita jogada, Martin Simeone tocou para Ruben Capria, que descobriu Latorre na esquerda. O camisa 11 recebeu, invadiu a área e chutou, tirando Navarro da jogada e fazendo Racing 3x1.

Quando se achava que o Independiente iria para o intervalo com uma desvantagem grande, eis que Gracián finalmente apareceu, na saída de bola. Ele tocou para Busse, recebeu na frente e chutou no ângulo de Saja, fazendo Independiente 2x3.

O jogo estava tão bom, que nenhuma das duas equipes mexeu no intervalo. Apenas aquele bate-papo para o Independiente tentar a virada e para o Racing manter o resultado.

Se estava bom, melhorou ainda mais no segundo tempo. O Independiente passou a dominar o jogo e partir para cima. O empate veio quando Fredes recebeu livre de Mareque no meio, invadiu a área e, ao invés de chutar, tentou o drible, sendo derrubado por Saja. Pênalti que Silvera cobrou com imensa categoria e venceu Saja para empatar o jogo: 3x3, aos 2 minutos.

O gol incendiou o Independiente, que passou a buscar a virada. E ela veio, aos 5 minutos. Gracián perdeu o controle da bola, Acosta veio para estourar e a bola caiu aos pés do próprio Gracián que, da entrada da área, chutou com precisão cirúrgica e acertou o ângulo de Saja para fazer Independiente 4x3.

O Racing se perdeu por completo com esse gol. Na saída de bola, Martin Simeone passou curto e Gracián dominou. Ruben Capria tentou roubar a bola e fez falta. Gracián cobrou rápido para Busse, que avançou até a intermediária e soltou bonito chute, no ângulo oposto de Saja, para fazer Independiente 5x3.

Ali, o Racing viu que ou acordava ou ia perder as chances de ainda disputar uma vaga nas semifinais. E passou a ir ao ataque no abafa. Aos 8 minutos, Enrique pegou uma bola vadia e arrancou. Tabelou com Martin Simeone e continuou em velocidade, até chutar cruzado da entrada da área e vencer Navarro, fazendo Racing 4x5.

O gol trouxe um toque maior de dramaticidade ao jogo, porque o Racing passou a buscar o ataque freneticamente e o Independiente tentava tocar a bola para o tempo passar. Só que o Racing conseguiu roubar a bola e organizar uma última tentativa de ataque. Ruben Capria tentou passar para Latorre na área, Matheu rechaçou e a bola sobrou para Martin Simeone. O camisa 8 chutou cheio de efeito, Navarro tocou na bola, a bola tocou na trave e Navarro tirou, mas ficou a dúvida se dentro do gol ou não. O juiz, Pedro Carlos Bregalda, validou o gol e o Racing empatou em 5x5, enquanto os jogadores do Independiente partiram para cima do árbitro.

Destaque do jogo: Martin Simeone. Sumido até então, o camisa 8 foi peça fundamental neste clássico sensacional. Assim como Latorre, Silvera e Gracián, fez 2 gols. Mas a entrega, a marcação e a organização de jogadas foram o diferencial deste jogador que, enfim, mostra o futebol que o consagrou na Copa Olé.

SAN LORENZO 1x2 HURACÁN

O segundo jogo já começava com um alvo nas costas, por conta do belíssimo clássico que vimos anteriormente. E foi um jogo fraco tecnicamente. Do lado do San Lorenzo, a quase certeza de que o campeonato estava perdido. Nilson escalava a mesma equipe que havia atuado o campeonato inteiro e esperava que Romagnoli mantivesse o belo futebol que o levou a dividir a artilharia com Palermo e Silvera na virada do turno. Já do lado do Huracán o futebol surpreendente que foi mostrado no primeiro turno era a esperança de classificação no segundo. Sr Rabina mantinha as esperanças nos gols de Cigogna. No primeiro turno, Huracán 2x1 San Lorenzo.

O San Lorenzo não jogou absolutamente nada o primeiro tempo inteiro, cabendo ao Huracán organizar as jogadas e levar perigo ao gol adversário. O primeiro gol saiu aos 5 minutos, quando uma sucessão de besteiras na defesa do San Lorenzo fez a torcida do Globo delirar. Tula tentou desarmar Cigogna e saiu jogando errado. A bola sobrou nos pés de Minici, que trouxe para o meio, tocou para Milano e recebeu na meia lua para dar um chute de extrema categoria e vencer Migliore: Huracán 1x0.

O segundo gol foi aos 8, em bonita trama que começou no tiro de meta. Daniel Islas tocou na direita para Danelón, que fez bom passe no corredor para Mauro Milano. O camisa 7 trouxe a bola para o meio, invadiu a área e tocou por cobertura, fazendo um golaço: Huracán 2x0.

No intervalo, o San Lorenzo trocou Tula e Erviti por Tellechea e Piatti. Além disso, Nilson deu uma bronca nos volantes, que abriram as pontas, por onde saiu o segundo gol do Huracán. Já Sr Rabina tirou o cansado Villarruel e colocou Erramuspe, mantendo Cigogna, que jogava muito mal.

O Huracán continuou dominando o jogo, mas passou a tocar a bola e administrar o resultado. O San Lorenzo, com Romagnoli jogando muito mal, não conseguia chegar à área. Na única boa jogada, aos 6 minutos, Buffarini tocou em profundidade para Stracqualursi invadir a área e chutar cruzado, fazendo seu primeiro gol com a camisa do time de Almagro: San Lorenzo 1x2.

Destaque do jogo: Mauro Milano. O jogo foi todo do camisa 7. Com Cigogna jogando muito mal, era para Milano que as jogadas de ataque convergiam. Além disso, deu o passe para o primeiro gol e fez o segundo, mantendo Barrales no banco no intervalo.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 15 pontos, 21 gols pró
2° Huracán - 15 pontos, 15 gols pró
3° Independiente - 13 pontos
4° Boca Juniors - 12 pontos
5° Estudiantes - 7 pontos
6° Racing - 5 pontos
7° San Lorenzo - 3 pontos

ARTILHARIA

1° Nestor Silvera (Independiente) - 8 gols
2° Martin Palermo (Boca Juniors) - 7 gols
3° Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 6 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Após o jogo em que Independiente e Racing empataram em 5x5, ação impetrada pelo Independiente por conta da anulação de um gol próprio e validação de outro do oponente, os membros do TJB decidiram por 2 votos a 1 condenar o árbitro Pedro Carlos Bregalda a um jogo de suspensão. Assim, além dos 2 jogos em que ele deve ficar de fora por conta do regulamento, ele ficará suspenso por mais um, ficando fora da nona rodada.
  • Já o árbitro Dula Rápio, que voltava de suspensão na partida entre San Lorenzo e Huracán foi absolvido da acusação de irregularidades na súmula da partida. Por 2 votos a 1, os auditores do TJB decidiram que não houve irregularidade alguma.
  • O milestone da rodada ficou por conta de Nestor Silvera. Com o primeiro gol marcado contra o Racing, o camisa 11 do Independiente chegou a 10 na carreira.
  • As negociações para a aquisição do oitavo e último time da Liga Argentina já começaram! Em breve, novos desdobramentos. Porém, a equipe só poderá atuar a partir do Torneio Início do Apertura, em 2014. Até lá, só poderá disputar amistosos.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Torneio Clausura 2013 - Oitava Rodada - 05/09/2013

O returno do Torneio Clausura deveria ter se iniciado na última quarta-feira. Porém, as fortes chuvas que caíram em Itacoatiara deixaram o gramado do Itaquá Dome encharcado, impedindo a realização da partida. Com a leve melhora do tempo nesta quinta, o jogo pôde rolar e nós vamos a ele!

BOCA JUNIORS 2x4 ESTUDIANTES

Um jogo um tanto quanto curioso. O Boca, vindo de derrota para o Independiente (2x3), mas mantendo sua segunda colocação no campeonato, queria a vitória para tirar a liderança do River. Já o Estudiantes, mesmo vindo de derrota (4x5, também para o Independiente) vinha empolgado pela recuperação de seu futebol. No primeiro turno, o Boca havia vencido por 5x1, mas nem os jogadores do Boca, nem os do Estudiantes, tinham o sentimento de que tal resultado se repetiria. Para isso, tanto Paralelo quanto Cristaldo mantinham as equipes que vinham atuando o campeonato inteiro.
O jogo começou truncado, com o Estudiantes desorganizado e o Boca tentando se soltar e foi só aos 5 minutos que as coisas começaram a esquentar. Palacio recebeu de Ibarra na direita e chutou cruzado. Andujar espalmou e a bola saiu para lateral. O próprio Palacio cobrou para Martin Palermo. O camisa 9 trouxe para o meio e, de frente, não tinha como desperdiçar. O chute saiu forte e venceu Andujar para fazer Boca 1x0, o sétimo gol de Palermo em sete jogos, artilheiro isolado do certame.

O gol desorganizou o Estudiantes e fez o Boca se soltar mais e isso foi muito bom, pois a equipe de La Plata perdeu a bola, que sobrou a Arruabarrena e este lançou a Basualdo. O camisa 11 invadiu pela esquerda e chutou e Andujar fez uma belíssima defesa, com a bola tocando no travessão e saindo pela lateral. Basualdo cobrou o lateral para Cagna, que invadiu pelo meio e, com um toque de muita categoria, deslocou Andujar e fez Boca 2x0 aos 7 minutos, em gol idêntico ao primeiro.

O Estudiantes continuou desorganizado, mas passou a tentar algo e arriscar de longe. Foi assim que conseguiu o gol, aos 9 minutos. Rodrigo Braña roubou no meio e tabelou com Leandro Benítez. Braña arriscou de longe e acertou belíssimo chute, no ângulo de Abbondanzieri, fazendo Estudiantes 1x2.

O primeiro tempo terminou quando Federico Fernandez avançou pela esquerda e chutou cruzado. A bola tocou no pé da trave e saiu, dando um toque de emoção a um jogo maravilhoso. No intervalo, Paralelo tirou Schiavi e Riquelme e colocou Battaglia e Guillermo Barros Schelloto. Já Cristaldo trocou Angeleri e Boselli por Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez.

As mudanças do Estudiantes fizeram efeito com apenas 1 minuto, quando Leandro Benítez avançou pela esquerda e deu belo passe invertendo o jogo para a direita. Enzo Perez recebeu livre e chutou cruzado para empatar o jogo em 2x2.

Logo ficou latente a mudança tática de Cristaldo. Ao colocar um volante no lugar do lateral direito, além de melhorar a saída de bola e marcar bem o lado direito, ele tinha mais um reforço para fazer bloqueio no lado em que Palermo caía. A marcação do Estudiantes melhorou e o Boca ficou preso, sem conseguir criar. O único ponto negativo eram os atacantes, em fase ruim. Mas um time com um elenco que se ajuda tem alternativas para este problema.

E isso ficou claro aos 4 minutos, quando uma sucessão de contra-ataques resultou na virada do Estudiantes. Os defensores do Boca foram apoiar o ataque, para tentar furar o bloqueio no meio, mas deixaram um buraco na defesa. Primeiro, Rodrigo Braña tocou para Leandro Benítez, que invadiu pela esquerda e chutou para a defesa de Abbondanzieri. Depois, Rodrigo Braña roubou novamente e tocou para Marco Rojo. O lateral esquerdo avançou pela esquerda e chutou forte, desta vez vencendo o goleiro xeneize e fazendo Estudiantes 3x2.

O Boca se desestruturou de vez, as mudanças não surtiram efeito e Palermo parou de receber bolas. Assim, o Estudiantes chegou ao quarto gol, aos 7 minutos. Hernan Rodrigo Lopez cobrou escanteio na cabeça de Leandro Benítez, que mandou no canto de Abbondanzieri e deu números finais ao confronto: Estudiantes 4x2.

O Boca mostrou que continua sendo uma equipe que esquenta aos poucos, mas desta vez houve uma apatia geral. Mesmo marcando dois gols iguais e se aproveitando da ótima fase de Palermo, cansou e foi dominado, sem ter opções para sair da forte marcação.

Já o Estudiantes mostrou nos últimos dois jogos que tem um estilo parecido com o do Boca, vai esquentando aos poucos. Hoje, perdendo de 2x0, foi se acertando e conseguiu uma virada muito boa, para iniciar bem o segundo turno.

Destaque do jogo: Rodrigo Braña. Embora Leandro Benítez tenha se saído um armador sensacional, o destaque foi o volante Rodrigo Braña. Enquanto o time estava perdido, ele era o porto seguro. Sempre bem posicionado, interceptou passes, desarmou os jogadores do Boca, armou jogadas e fez o primeiro gol.