sábado, 23 de março de 2013

Copa Olé 2013

Retornando às atividades, parece que a FIFUBO vai engrenar de vez. O processo de "argentinação" está adiantado e até o mês de maio deverão chegar mais dois times (San Lorenzo e Estudiantes), para fazer o Torneio Clausura no segundo semestre, somente com times da Argentina.

Enquanto isso não acontece (e já que não teremos Apertura esse ano), a Copa Olé está de volta, para sua terceira edição. São 4 times jogando todos contra todos e aquele que fizer mais pontos é o campeão.  Se houver empate em pontos, os critérios de desempate são gols pró, gols contra e partida extra. Vamos aos jogos da primeira rodada, disputada neste sábado, 23/03/2013!

RIVER PLATE 5X3 RACING

Em campo duas equipes bem diferentes. O time do River, argolado, dava um tiro no escuro, mas vinha com favoritismo e empolgação, devido a estréia de seu mais novo centroavante:  David Trezeguet. Do outro lado, o Racing, fechado, era uma incógnita. Ninguém sabia como Madeirite ia armar a equipe e como ela se portaria em campo. Graças a técnicas avançadas de medicina, os jogadores do Racing passaram e ser "jogáveis" e reanimaram a FIFUBO com a possibilidade de haver campeonatos e equipes de ponta.

E o que se viu em campo foi que o River não tomou conhecimento do adversário. Logo aos 18 segundos, Gallardo foi lançado na área por Coudet e foi derrubado. Pênalti que Ferrari cobrou sem chances para Saja, fazendo River 1x0.

A partir daí, começou o show de Trezeguet. Aos 2 minutos, o camisa 7 recebeu da intermediária e resolveu arriscar. O chute, fraco, foi no cantinho e Saja falhou: River 2x0.

Aos 4 minutos, Gallardo cobrou escanteio na medida. Trezeguet subiu e cabeceou cruzado, sem chances para Saja: River 3x0.

O Racing não conseguia se organizar, era completamente dominado por uma avalanche millonaria. As poucas oportunidades saíam em tabelas de Martin Simeone e Ruben Capria, mas paravam nas mãos de Carrizo, que fazia grande partida. Ou na sorte do goleiro do River, como na cobrança de escanteio de Ruben Capria que tocou na trave, aos 7 minutos. Placente aliviou e a bola sobrou para Trezeguet, que tabelou com Ortega e recebeu na área para tirar Saja da jogada e completar seu hat-trick: River 4x0.

O Racing ainda teve a chance de se redimir aos 10 minutos, quando Martin Simeone foi derrubado na área por Carrizo. Ruben Capria cobrou no canto, mas o goleiro fez grande defesa, afastando a bola. Esta sobrou para Berizzo, que tocou a Coudet. O camisa 8 lançou Gallardo, que invadiu a área e deslocou Saja, que falhou novamente, fechando o primeiro tempo em inacreditáveis 5x0 para o River.

No intervalo, Francescoli pôs Diego Armando Barrado e Funes Mori nos lugares de Coudet e Trezeguet, para ambos serem aplaudidos pela torcida; Madeirite conversou bastante com os jogadores e tirou Quiroz e Latorre (dois perdidos) para colocar Farina e Hauche.

E o jogo mudou completamente. O River passou a tocar a bola, meter o pé no freio e se poupar para a próxima rodada. O Racing caiu dentro, para diminuir ao máximo a distância para o adversário e não ser eliminado precocemente do torneio.

Quando o primeiro tiro de meta da partida foi concedido ao Racing, aos 3 minutos, a equipe de Avellaneda pôde, enfim, se arrumar em campo. E aí ficou latente como a equipe pode se jogar daqui para a frente. Saja cobrou tiro de meta procurando Ruben Capria no meio de campo. O camisa 10 trouxe para a direita e procurou Acosta. O camisa 9 recebeu, tirou Barrado da jogada e chutou para vencer Carrizo: Racing 1x5.

Novamente um tiro de meta, aos 6 minutos, desta vez para o River. A cobrança foi feita e Martin Simeone recuperou, tocando para Ruben Capria. Novamente, o camisa 10 conseguiu enfiar para Acosta, que invadiu a área e tirou Carrizo da jogada: Racing 2x5.

Aos 9, o Racing encontrou as redes novamente. Martin Simeone reiniciou ataque pela esquerda e, da intermediária de defesa, lançou uma bola milimétrica para Acosta invadir a área e tirar Carrizo novamente, fazendo seu hat-trick e dando números finais ao confronto: Racing 3x5 River.

O jogo mostrou que o River tem um potencial enorme. A presença de Trezeguet no comando de ataque é um indicativo de que o time de Nuñez é favorito a todos os títulos que disputa. Jogam com uma intensidade incrível e dispõem de peças de reposição à altura. Destaque para Trezeguet (autor de 3gols), Coudet (um gigante no meio de campo) e Carrizo (o melhor em campo, mesmo sofrendo 3 gols).

Já o Racing ainda tem trabalho pela frente, mas mostrou que pode ir longe. Destaque para Martin Simeone (que é um excelente apoio na armação) e Ruben Capria (o dono do time), além de Acosta, que foi muito bem marcado no primeiro tempo e se soltou no segundo, mostrando o que um homem-gol faz. Madeirite tem trabalho, mas já mostrou que sabe contornar as adversidades.

BOCA JUNIORS 2X3 INDEPENDIENTE

O segundo jogo colocava frente a frente os campeões de 2011 contra os atuais campeões da Copa Olé. Do lado do Boca, o novo treinador Paralelo demonstrava receio por enfrentar os atuais campeões, mesmo dispondo de jogadores de nível internacional. Do lado do Independiente, o treinador Bayer demonstrava receio diante da reação do Racing (seus eternos rivais) no jogo anterior. Ainda pesava contra a equipe de Avellaneda a tristeza por saber que o auxiliar Cristaldo se despede dos jogadores nesta Copa, indo para o Estudiantes para o Clausura.

E foi o Boca quem saiu na frente, logo aos 3 minutos. Facundo Parra fez falta em Arruabarrena, no campo de defesa. O lateral cobrou rápido para Riquelme, que avançou pelo meio e, mesmo caído, tocou para Cagna. O volante avançou, invadiu a área e tirou Hilário Navarro da jogada, fazendo Boca 1x0.

A equipe de La Boca nem teve tempo de comemorar, pois o Independiente empatou na saída. Gracian recebeu de Fredes, girou e enganou todo mundo, com um belo chute de longe para vencer Abbondanzieri: Independiente 1x1.

A partir daí, o que se viu foi o Independiente partindo para cima, massacrando, e o Boca tentando sair em contra-ataques, acuado. O jogo do Independiente funcionou, mas parava na excelente atuação do goleiro do Boca. Já os comandados de Paralelo não conseguiam encaixar os contra-ataques, torcendo para o primeiro tempo se encerrar.

No intervalo, Paralelo trocou Serna, Palacio e Palermo (3 inúteis) por Battaglia, Guillermo Barros Schelloto e Viatri, fazendo um seis por meia dúzia. Bayer tirou Matheu e Parra e pôs Acevedo e Gandin, sinalizando que ia partir para cima com tudo.

E foi isso que aconteceu, mas o jogo melhorou bastante. O Independiente continuava massacrando, em cima, e o Boca conseguia encaixar contra-ataques pra lá de perigosos. O jogo só começou a ser decidido aos 7 minutos, quando Tuzzio saiu da defesa e encontrou campo livre. Ele avançou pelo meio e chutou rasteiro, forte e se chances para Abbondanzieri, fazendo seu primeiro gol com a camisa do Independiente: 2x1.

Aos 9, Battaglia disputou com Silvera e fez falta no camisa 11. Gracian cobrou com maestria, no ângulo, e deu uma vantagem maior ao Independiente: 3x1.

O Boca se desesperou e conseguiu descontar na saída de bola. Riquelme tocou para Cagna e pediu na frente, chutando cruzado e forte para vencer Navarro e fazer Boca 2x3, mas era tarde demais.

Do lado do Boca, muitas críticas ao sistema de jogo covarde de Paralelo. Os contra-ataques não funcionaram com jogadores pesados e as mudanças não surtiram efeito, pois Palermo saiu justamente quando Schelloto entrou. Do lado do Independiente, só elogios à forma como a equipe jogou compacta e saiu organizadamente, pressionando o adversário e vencendo com extrema justiça.

Neste domingo, Racing e Boca fazem o jogo da redenção, enquanto que River e Independiente jogam para praticamente decidir o título.

O San Lorenzo já está encomendado e o Estudiantes deve sê-lo até abril. Com isso, o  Clausura terá 6 equipes, com previsão de 7 ou até 8, se as condições favorecerem as chegadas de Velez e Argentinos. Assim que houver uma definição, nova postagem será feita, com a apresentação das equipes e a forma de disputa do campeonato. A FIFUBO argentinizou e veio para detonar em 2013!

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