sábado, 16 de junho de 2018

Copa do Mundo de Futibou de Butaum - Grupo A - Primeira Rodada - 16/06/2018

Enfim chegou o grande dia! O sonho virou realidade e a primeira Copa do Mundo de Futibou de Butaum da FIFUBO teve seu pontapé inicial neste sábado. Apesar da chuva constante e do dia frio, o público lotou o Itaquá Dome como nunca antes se viu.

O Itaquá Dome estava lotado. A tribuna de honra contou com autoridades do meio político, membros da FIFUBO e lendas do esporte
A solenidade de abertura contou com um discurso do presidente da Federação, Gabriel Batistuta, que contou o longo caminho percorrido desde a chegada da primeira seleção, o primeiro jogo e as dificuldades encontradas até este momento histórico. Após seu discurso, Batistuta declarou abertos os jogos da Copa do Mundo de Futibou de Butaum 2018.
O presidente da FIFUBO, Gabriel Batistuta, foi ao centro do gramado para o discurso de abertura.
Como toda a história da FIFUBO começou com o Imperatriz, coube a Brasil, presidente deste clube, primeiro jogador da equipe, a honra de dar o pontapé inicial do torneio. Após ser ovacionado pelo público presente, Brasil voltou à tribuna de honra, de onde assistiu o primeiro jogo da Copa.
O presidente da FIFUBO, o lendário atacante Brasil, dá o pontapé inicial, rodeado dos jogadores de Holanda e França, que fariam o primeiro jogo do mundial.

HOLANDA 2x2 FRANÇA

A primeira partida da Copa do Mundo de Futibou de Butaum 2018 foi uma reprise do último amistoso de ambas as equipes antes da competição. Os holandeses, donos de futebol cativante, com muita habilidade, tabelas e velocidade, são favoritos ao título, embora venham de dois jogos sem vitória em amistosos. Os franceses também têm seu favoritismo. Pioneiros na FIFUBO, realizaram o primeiro jogo de seleções da Federação (0x4 Brasil) e foram os primeiros a conquistar um título, levando a Jarra Tropon 2017 (5x4 Brasil). Agora, estão aqui para o primeiro jogo da Copa do Mundo, de olho também em fazer o primeiro gol da História do torneio.

E quis o destino que a França mantivesse o pioneirismo. A partida demorou apenas 30 segundos até os torcedores comemorarem o primeiro gol. Zenden errou a saída e foi desarmado por Zidane. O camisa 10 recuou a Lizarazu, que tocou a Pires mais à frente. O camisa 11 deu ótimo passe para a esquerda, onde encontrou Henry. O camisa 12 fez sua arrancada característica e se viu frente a frente com Heitinga em cima da risca da grande área. Mas, ao invés do tradicional drible para fora, Henry preferiu um chute surpreendente e acabou vencendo Van Der Sar para fazer o primeiro gol da História da Copa do Mundo: França 1x0.

Quem esperava um grande jogo a partir dali se enganou. Os holandeses, perdidos e desorganizados, nada faziam. Os franceses, organizados mas sem conclusão a gol, não levavam perigo. E o primeiro tempo se encerrou desta forma.

No intervalo, Johan Cruyff tirou Numan e Zenden, ambos visivelmente fora de forma, para colocar Triton e Jordi Cruyff, mudando a forma de jogar no 4-3-3. Agora, um triângulo inverso seria montado no meio, com Davids de primeiro volante, Seedorf na direita e Cruyff na esquerda. Stam passaria a ser o capitão. François Zidane também resolveu mudar a forma da França jogar. Tirando Deschamps e Guivarch para colocar Djorkaeff e Trezeguet. Assim, a França iria jogar no 4-4-2 losango e, com a saída do camisa 7, Laurent Blanc passaria a ser o capitão.

O jogo melhorou no segundo tempo, com as duas equipes tendo mais opções para criar as jogadas. A Holanda conseguiu chegar ao empate aos 5 minutos, após falta de Henry em Triton no meio de campo, que o camisa 12 repôs rápido a Bergkamp na direita. O camisa 7 trouxe a bola para o meio e rolou a Kluivert na meia lua. O camisa 9 se viu marcado por Vieira, mas com um drible para o lado conseguiu trazer a bola para o pé esquerdo e chutar no canto de Barthez, fazendo Holanda 1x1.

A França era melhor e não merecia o empate. E a justiça foi feita logo na saída de bola. Zidane, Pires e Djorkaeff foram tabelando, até que o camisa 6 rolou para o 10 dentro da área. Van Der Sar saiu no desespero, derrubou Zidane e o árbitro Dula Rápio marcou pênalti. O próprio Zidane cobrou alto no canto esquerdo e Van Der Sar foi para o outro lado. A França chegava a 2x1 aos 6 minutos.

Durante todo o resto do jogo, a Holanda tentou o empate de forma completamente desorganizada. A França, por outro lado, segurava-se lá atrás e saía nos contra ataques de forma organizada. Tudo indicava uma vitória francesa, mas os holandeses conseguiram chegar ao empate aos 9 minutos. Zidane e Djorkaeff tabelavam no campo de ataque quando Davids roubou a bola do camisa 10, tocando a Jordi Cruyff no meio. O camisa 14 avançou atraindo a marcação e tocou a Overmars na esquerda. O camisa 11, marcado, tocou mais à esquerda ainda, onde Van Bronckhorst apareceu em velocidade. O camisa 5 recebeu a bola, invadiu a área em diagonal e chutou na saída de Barthez, fazendo Holanda 2x2 e finalizando a partida.

As duas equipes se enfrentaram em amistoso uma semana antes e o placar foi o mesmo daquele confronto. Ambos os duelos foram mornos, com muitos erros de lado a lado, mas lá cada equipe dominou um tempo e marcou dois gols no seu momento de dominação. Aqui, a França foi superior o jogo inteiro e não merecia sair de campo com outro resultado que não a vitória.

Destaque do jogo: Zinedine Zidane. Se a França foi superior muito se deve ao seu camisa 10. Além de ajudar na marcação, Zidane foi o grande articulador dos ataques franceses. Ao desarmar Zenden com apenas 30 segundos, deu início ao primeiro gol de sua equipe e, ao tabelar com os outros meiocampistas, sofreu o pênalti convertido por ele mesmo.

JAPÃO 3x1 ALEMANHA

Os nipônicos tiveram uma longa preparação, onde fizeram muitos amistosos contra times e seleções, aprendendo com as (muitas) derrotas. Só para se ter uma ideia da evolução, a equipe jogou muito bem seus quatro últimos amistosos e não conseguiu vencer nenhum deles (3 empates e 1 derrota). Agora, o Projeto Supercampeões será testado de verdade, no maior torneio de todos. Já os alemães tiveram pouco tempo para se prepararem, mas apertaram os amistosos e foram evoluindo aos poucos. Hoje, são conhecidos como uma equipe que aguenta a pressão.

O tempo de aprendizado se encerrou e os japoneses aproveitaram muito bem as lições. Desde o pontapé inicial, o Japão dominou a partida, ficando com a bola, criando jogadas e impedindo os alemães de jogarem. Cada jogada que os europeus tentavam, os asiáticos tinham a equipe bem postada em campo para anular ainda na intermediária.

O primeiro gol veio logo aos 3 minutos, quando Shingo Aoi desarmou Klose e tocou a Ishizaki na direita. O camisa 2 tocou a Tsubasa no meio, que abriu na direita a Jun Misugi. O camisa 8 foi ao fundo e cruzou para o segundo pau, de onde Sawada chegou cabeceando com força e vencendo Neuer para fazer Japão 1x0.

O gol fazia justiça ao melhor futebol dos japoneses, mas ainda tinha espaço para mais. Na saída de bola, a Alemanha montou a 'Figura 8' com Muller rolando para Kroos, mas quando o camisa 8 tentou avançar, Tsubasa o desarmou e tocou a Misugi na meia direita. O camisa 8 nipônico avançou pela ponta e, após driblar Badstuber, invadiu a área e chutou cruzado para bater Neuer e fazer Japão 2x0.

Se uma vitória por um gol já era um sonho, estar batendo a poderosa Alemanha por diferença dilatada era a glória. Os japoneses se encheram de brios e continuaram na realização de sua melhor partida desde que chegaram. Os alemães não conseguiam se aproximar da área. Quando chegavam perto, já vinha um japonês para roubar a bola e reiniciar o jogo. Foi assim aos 9 minutos, quando Takasugi roubou a bola de Klose e tocou a Soda na esquerda. O camisa 6 procurou Tsubasa no meio de campo e o camisa 10 tocou a Misugi no campo de ataque. O camisa 8 chamou Tsubasa para a tabela e, quando a marcação chegou, rolou a bola para o camisa 10, próximo à entrada da área. Tsubasa recebeu na posição perfeita e mandou seu tradicional Sky Wing Shoot para vencer Neuer e fazer Japão 3x0.

No intervalo, Bebeto estava maravilhado com seus atletas. A vitória estava quase garantida e, por isso, ele resolveu colocar os reservas para dar ritmo. Saíram Soda e Taro Misaki e entraram Matsuyama e Shun Nitta. Já Lothar Matthaus tentava desesperadamente mudar a situação vexatória em que os alemães se encontravam. Tirou Hummels e Kroos e colocou Mario Gotze e Draxler, levando sua equipe à frente. A equipe iria oscilar entre o 3-4-3 e o 3-3-4.

A Alemanha até voltou melhor no segundo tempo, mas o Japão mostrou uma maturidade ímpar e tocou a bola à espera do apito final. Hyuga estava desesperado para marcar o seu gol, então buscou o jogo desde o campo de defesa e tentou vários chutes, acertando a trave duas vezes e vendo outras duas oportunidades pararem em defesas incríveis de Neuer.

A Alemanha encontrou seu gol de honra aos 7 minutos, em jogada de pura raça. Schweinsteiger foi ao ataque, tabelou com Muller e abriu na esquerda para Klose. O camisa 11 correu para pegar a bola, se livrou da marcação de dois adversários e, com um chute seco, venceu Wakabayashi para fazer Alemanha 1x3.

Os europeus ainda tiveram outras chances, mas foi a vez de Wakabayashi brilhar. O goleiro japonês apareceu em três oportunidades para operar verdadeiros milagres e segurar o placar como estava. O Japão comemora a vitória e larga na frente no grupo A.

Curiosamente, as duas equipes também se enfrentaram na semana anterior, em partida amistosa. E lá o Japão também jogou melhor, estando na frente duas vezes. Mas a Alemanha venceu no final, por 4x3. Aqui, o jogo japonês foi perfeito. Wakabayashi fez ótimas defesas; Ishizaki, Hiroshi, Takasugi e Soda foram perfeitos na defesa; Shingo Aoi foi um gigante na entrada da área; Sawada e Misugi armaram o jogo de forma maravilhosa; Tsubasa, Hyuga e Misaki levaram perigo constante ao gol alemão; as entradas de Matsuyama na defesa e Nitta no ataque mantiveram o nível alto. Por esse motivo, os japoneses comemoraram uma bela vitória.

Destaque do jogo: Jun Misugi. A evolução do camisa 8 é incrível. Nos últimos amistosos, já vinha aparecendo bem na armação de jogo. Aqui, foi presença constante no campo de ataque, distribuindo o jogo e participando dos três gols da equipe, ao dar a assistência no primeiro e no terceiro e fazendo ele mesmo o segundo gol.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Lançamento oficial da Copa do Mundo de Futibou de Butaum 2018

A tarde desta quarta-feira, 13/06/2018, foi histórica. O Imperatriz Arena foi palco da cerimônia de lançamento oficial da Copa do Mundo de Futibou de Butaum 2018, a primeira da história da FIFUBO.

Estiveram presentes no evento os membros da diretoria da FIFUBO (presidente, vice, diretor de seleções, diretor técnico, membros do TJB, árbitros e auxiliares), os capitães e treinadores de cada seleção participante, jornalistas e o homenageado, Mike Modano, além dos membros da diretoria do Imperatriz F.B., anfitrião do evento.

Jogadores, treinadores, dirigentes, jornalistas e outros presentes ao Imperatriz Arena
O primeiro ato foi o discurso do presidente da FIFUBO, Gabriel Batistuta, apresentando os troféus da competição. Ao campeão, será reservado o cobiçado troféu de ouro World Heavyweight Championship. O MVP da competição ganhará um troféu em cristal, chamado Prêmio Lothaire Bluteau. Já o artilheiro da competição ganhará uma placa de ouro, batizada de troféu Mike Modano, em homenagem ao artilheiro do Dallas Stars, primeiro jogador argolado da FIFUBO a atingir a marca de 100 gols oficiais.


Ao final de cada partida, a diretoria técnica da FIFUBO decidirá quem foi o melhor em campo. Somente um jogador será eleito em cada partida, podendo ser tanto da equipe vencedora, quanto da perdedora. Ao final da competição, o jogador que tiver sido eleito o melhor em campo mais vezes será o MVP do campeonato. Se houver empate, o presidente, o vice, o diretor de seleções e o diretor técnico decidirão por voto direto quem foi o MVP.

O artilheiro da Copa do Mundo será aquele que marcar mais gols em toda a competição, excetuando-se jogos-desempate (que serão explicados mais à frente). Se houver empate, o prêmio será dividido.

Atrás, da esquerda para a direita, Ruben Paz (vice presidente da FIFUBO), Gabriel Batistuta (presidente da FIFUBO) e Sr Concha Marítima (diretor de seleções da FIFUBO). Abaixo, da esquerda para a direita, o Prêmio Lothaire Bluteau (MVP do campeonato), o troféu de campeão da Copa do Mundo e o troféu Mike Modano (artilheiro do campeonato)
O segundo ato foi o discurso do diretor de seleções da FIFUBO, Sr Concha Marítima, que trouxe o regulamento da competição. As oito seleções se dividirão em dois grupos (A e B), com quatro seleções cada. As seleções disputam partidas dentro de seu grupo, em turno único, e as duas melhores avançam às semifinais, cruzando o primeiro de um grupo com o segundo de outro. A partida do primeiro colocado do grupo A será a primeira semifinal, cabendo ao primeiro do grupo B fazer a partida de fundo. Os perdedores disputarão o terceiro e quarto lugares e os vencedores, a final.

Na fase de grupos, será mandante quem tiver a posição mais elevada em seu grupo (cabeça de chave, divisão 1, divisão 2 e divisão 3). Nas semifinais, a equipe de melhor campanha terá o mando de campo. Nestas duas fases, não há troca de lado no intervalo da partida. O mandante fica do lado esquerdo do campo o jogo inteiro. Na disputa de terceiro lugar e na final, sorteio definirá quem terá o mando de campo no placar, uma vez que as partidas são disputadas em campo neutro, seguindo as regras da Supercopa FIFUBO, com troca de lado de campo no intervalo.

Terá melhor classificação na fase de grupos a equipe que somar mais pontos nas partidas. Se houver empate em pontos, os critérios de desempate seguirão esta ordem: número de gols marcados, número de gols sofridos, número de vitórias, número de empates e menor número de derrotas. Se ainda assim houver empate, um sorteio definirá quem leva a vantagem na classificação. Nas semifinais, disputa de terceiro lugar e na final, não há vantagem para time de melhor campanha. Se não houver vencedor ao final do tempo regulamentar de jogo, este será definido nos pênaltis.

A classificação será do primeiro ao oitavo lugar. As posições de quinto, sexto, sétimo e oitavo colocados serão das seleções eliminadas na primeira fase, observando o critério dito anteriormente. Se duas equipes empatarem em todos os critérios, para qualquer posição, haverá um jogo-desempate. As duas equipes jogarão esta partida somente para definir quem ficará à frente na classificação, sem escolha de melhor em campo e sem os gols contarem para artilharia. Se três ou quatro equipes empatarem em todos os critérios, sorteio definirá a posição final, sem necessidade de jogo-desempate.

Como se trata da primeira Copa do Mundo, não há critério para definição de cabeças de chave, divisão 1, divisão 2 e divisão 3. Todas as equipes terão as mesmas chances no sorteio (que será explicado mais à frente). Mas, a partir do próximo mundial, a posição deste indicará onde a seleção se situará no torneio seguinte. O campeão e o vice serão cabeças de chave; o terceiro e o quarto, divisão 1; o quinto e o sexto, divisão 2; o sétimo e o oitavo, divisão 3. Se novas seleções chegarem, se posicionarão atrás dos últimos colocados do mundial anterior.

Com relação ao aspecto disciplinar, a regra é a mesma de qualquer competição da FIFUBO. O jogador (ou treinador) será suspenso da partida seguinte ao levar o terceiro cartão amarelo ou após levar um cartão vermelho. No caso de expulsão direta de jogadores, o número de partidas aumenta dependendo do número de adversários atingidos. Exemplo: um jogador recebe o cartão vermelho se fizer uma falta atingindo, no mínimo, três adversários (direta ou indiretamente). Neste caso, a expulsão resulta em suspensão de um jogo. Se a falta atingir quatro adversários, a suspensão é de dois jogos. Conforme aumenta o número de adversários atingidos, aumenta em um jogo a suspensão.

O diretor de seleções da FIFUBO, Sr Concha Marítima, explica o regulamento do campeonato.
O terceiro ato foi o discurso do vice presidente da FIFUBO, Ruben Paz, que tratou do protocolo da Copa do Mundo. O presidente do Imperatriz F.B., Brasil, dará o pontapé inicial da competição antes do jogo de abertura. Somente neste momento haverá solenidade. Na final, o protocolo de entrega de prêmios é o mesmo dos campeonatos da FIFUBO, sendo que Mike Modano entregará o troféu que leva o seu nome ao artilheiro; o diretor de seleções, Sr Concha Marítima, entregará o prêmio de MVP; e o presidente Gabriel Batistuta entregará o troféu de campeão.

O vice presidente da FIFUBO, Ruben Paz, discursa sobre o protocolo do torneio.
Por fim, o quarto ato foi o sorteio que definiu os grupos. Aqui, não há qualquer critério de classificação para o sorteio, já que é a primeira competição. O vice presidente da FIFUBO, Ruben Paz, chamou os capitães das seleções para retirarem números de 1 a 8. Os quatro primeiros números indicariam as seleções do grupo A e os quatro últimos, do grupo B. As seleções que ficassem com os números 1 e 5 seriam cabeças de chave; as que tirassem 2 e 6, divisão 1; as que tirassem 3 e 7, divisão 2; e as que tirassem 4 e 8, divisão quatro. Após o sorteio, assim ficaram os dois grupos da Copa do Mundo:

Grupo A - Holanda, Japão, Alemanha, França

Grupo B - Camarões, Brasil, Inglaterra, Argentina

Os capitães das oito seleções participantes, nos locais relativos à posição de cada equipe nos grupos.
E assim, ficou pronta a tabela da primeira Copa do Mundo de Futibou de Butaum da FIFUBO. Lembrando que o grupo A fará os dois jogos da rodada em um dia e o grupo B, no dia seguinte, sempre alternando os grupos. Os jogos, em seus respectivos grupos e rodadas serão os seguintes:

Grupo A:

Holanda x França
Japão x Alemanha

Holanda x Alemanha
Japão x França

Holanda x Japão
Alemanha x França

Grupo B:

Camarões x Argentina
Brasil x Inglaterra

Camarões x Inglaterra
Brasil x Argentina

Camarões x Brasil
Inglaterra x Argentina

Desta maneira, se encerrou a solenidade de lançamento oficial da Copa do Mundo de Futibou de Butaum 2018. Agora, é só esperar a bola rolar e ver quem vai levantar o troféu!

terça-feira, 12 de junho de 2018

Conhecendo as seleções - 12/06/2018

A oitava e última seleção da FIFUBO para a Copa do Mundo desembarcou em Niterói neste dia 12 de junho, uma romântica data para os apaixonados por futibou de butaum. Foi aos 48 do segundo tempo, bem em cima da Copa do Mundo, que terá sua solenidade de lançamento oficial nesta quarta-feira, com a apresentação das seleções, regulamento, sorteio de grupos e mais. Mas, até lá, vamos apresentar a última seleção deste torneio.

CAMARÕES

Vindos da África, os Leões Indomáveis vêm com toda a alegria e futebol "descompromissado" característicos dos africanos. Mas isso não quer dizer que eles são desorganizados. Há tática no futebol dos camaroneses, mas o estilo de jogo mais solto, envolvendo o adversário com velocidade e boas trocas de passe está aqui, com uma das seleções mais carismáticas do planeta buscando encantar o mundo da bolinha e da palheta.

A equipe joga no 4-5-1, com variações quando tem ou não tem a bola. Os quatro defensores se arriscam pouco no ataque e, a eles, se juntam dois volantes. Na armação, três jogadores têm a missão de levar a bola ao único atacante, que não fica parado no centro. Também cai pelas pontas, buscando tabelas rápidas e variando com os meiocampistas, que surgem como elemento surpresa na conclusão. Quando tem a bola, Camarões joga no que hoje se chama de 4-2-3-1, com três meias vindos de trás, para ajudar o atacante. Sem a bola, os meias abertos recuam mais um pouco, deixando somente o armador central mais à frente, para puxar os contra ataques. A equipe joga em passes curtos, tendo somente um jogador (Mfede) com habilidade para arriscar lançamentos longos. O ponto forte da  equipe é a velocidade e a troca rápida de passes. O ponto fraco é a excessiva alegria, que faz com que os jogadores não tenham tanta concentração, o que pode ser fatal.

Os jogadores de Camarões são os seguintes: 2. Stephen Tataw, 3. Bertin Ebwelle, 4. Benjamin Massing, 5. Kana Biyik, 6. Emmanuel Kunde (c), 7. François Oman Biyik, 8. Emile Mbouh, 9. Roger Milla, 10. Louis Mfede, 11. Jean Claude Pagal, 12. Viktor Ndip, 16. Thomas Nkono, 20. Cyrille Makanaky. O treinador, Arenoso, é auxiliado por Azuleiro.

Uma dupla vinda dos Botões Rogals, dos primórdios da FIFUBO, Arenoso e Azuleiro se completam e esperam trazer este entrosamento para o futebol camaronês. Antigo zagueiro daquela equipe, Arenoso se acostumou a ver o jogo lá de trás e, dono de um senso de posicionamento ímpar, cai como uma luva no esquema tático da equipe, de forte marcação. Já seu auxiliar, Azuleiro, era atacante no Botões Rogals e, com larga experiência no campo de ataque, pode ajudar no posicionamento ofensivo da equipe e nas tramas em velocidade. Como se vê, Camarões tem uma comissão técnica formada por experts tanto na defesa quanto no ataque.

DESTAQUE

Roger Milla. É até curioso que este seja o destaque da equipe, uma vez que ainda não há definição de quem será o atacante titular e, ao que parece, Oman Biyik larga na frente na disputa. Mas o veterano camisa 9 é sim o destaque da equipe, pois é a essência do futebol de Camarões. Jogador de velocidade, com bom faro de gol e movimentação constante, Milla também ajuda a equipe no desarme, aparecendo de surpresa e roubando a bola do adversário. Seu sorriso característico mostra bem o que se espera dos africanos na FIFUBO.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Guaraná Antárctica e Futebol de Botão

O longo hiato entre a final da Copa Olé e a Copa do Mundo de Futibou de Butaum deixou este espaço mortinho. Sem jogos oficiais, não há postagem. Então, resolvi fazer um post especial, para falar da promoção do Guaraná Antárctica para a Copa do Mundo da Rússia.

Desde 1998, quando a Coca-Cola fez a promoção dos minicraques, onde você juntava um certo número de tampinhas e mais uma pequena quantia e trocava por um jogador da seleção brasileira, não há nada do gênero no país. Apaixonado por futebol de botão, desde 2000 imagino uma promoção deste tipo. Você juntava um número tal de tampinhas ou rótulos ou selos mais uma quantia em dinheiro e trocava por uma das 32 seleções da Copa do Mundo em questão. Podia ser botão do tipo "panelinha" mesmo, o que importa é ter a promoção, fazer as pessoas que não jogam começarem a se interessar por futebol de botão e, lógico, aumentar as vendas do produto. Parei de tomar todo e qualquer tipo de refrigerante em 2002 (tanto que nem sei o gosto de H2OH) e prometi que só voltaria a consumir aquela bebida se houvesse a promoção do futebol de botão. Volto a beber com vontade, para juntar as tampinhas e trocar feliz da vida por uma equipe.

Pois foi com grande alegria que descobri desta iniciativa muito interessante do Guaraná Antárctica. Para quem ainda não sabe, você vai num dos postos autorizados, compra 15 reais em produtos do Guaraná e, com mais R$ 7,90, você leva para casa uma das 5 seleções brasileiras campeãs mundiais (58, 62, 70, 94 e 2002) ou a seleção atual. Se preferir, na mesma compra, ainda pode juntar mais R$ 12,90 e levar uma mesa exclusiva. São três mesas, uma imitando um campo de grama, a outra imitando um campo de terra e a última imitando uma quadra de cimento. Ou, se preferir, você pode comprar diretamente no site (R$ 30,00 o time, R$ 40,00 a mesa). Meu sonho se tornando realidade! Já estou com água na boca, doido para voltar a sentir o gosto de guaraná! Já faz mais de 15 anos que não jogo com botões "panelinha", mas quero todos e, no mínimo, a quadra de cimento!

Mas aí começam os problemas. Moro em Niterói e, aqui, só há dois postos de troca (ambos no Centro da cidade, bem distantes de minha casa). Mas tudo bem, pelo meu sonho eu faço qualquer coisa! A greve dos caminhoneiros complicou a minha vida, mas ainda assim eu estava planejando ir ao Guanabara, fazer a minha sonhada compra. No dia 29/05, resolvi ligar para o dito supermercado, em busca de informações e, para minha surpresa, ninguém sabia a respeito da promoção. Achei estranho, mas pensei que a greve tivesse atrasado a entrega dos kits. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que a promoção começou duas semanas antes, em 15/05! E ninguém sabe de nada até agora? Conversando com amigos de outros estados, o mesmo problema foi relatado. E ninguém viu um comercial na TV, ouviu no rádio ou recebeu um panfleto do mesmo!

Para piorar a situação, nem a própria Ambev tem informações. A muito custo, descobri (pasmo) que os kits com as equipes não vinham com 10 botões, mas com 5! Tudo bem, pode ser uma tentativa de lançar uma tendência society, 5-a side, futsal, beleza. Até porque, tem uma mesa que imita quadra de cimento, certo? Mas e a mesa? É feita de que? Quais as dimensões? Ninguém sabe! O que está havendo?

Um amigo, depois de bater a cabeça milhões de vezes, descobriu que uma loja em São Paulo chamada Empório da Cerveja está vendendo os kits e as mesas. Sem precisar comprar guaraná, você gasta R$ 19,90 para levar uma equipe ou R$ 24,90 para levar uma mesa. É mais barato que os R$ 22,90 e R$ 27,90 dos postos de troca ou os R$ 30 e R$ 40 do site. Como assim? Comprar no Empório da Cerveja é mais barato e menos trabalhoso que do próprio Guaraná Antárctica? Sem problemas! O único incômodo é que você não tem direito a escolher. O Empório da Cerveja manda o time e a mesa que bem entender.

A questão é a seguinte: depois de toda a euforia de ver esta promoção sendo lançada, ter dor de cabeça para descobrir informações mínimas a respeito e mais dor de cabeça por não ter resposta da própria Ambev (o SAC está com problemas e a caixa de email, lotada), ainda vale a pena correr atrás de alguma coisa tão pequena? Será que vale "dar um gás" no Empório da Cerveja por um produto de qualidade duvidosa, só para dizer que você participou da promoção?

Depois de tanta decepção, desisti da promoção. O desrespeito da Ambev e do Guaraná Antárctica me tiraram toda a empolgação de correr atrás disso. Tinha ideia até de entrar em contato com os fabricantes, após a Copa, e pedir uma nova leva da promoção, com as equipes que disputam o campeonato brasileiro. Boa forma de manter o interesse no futebol de botão e me fazer consumir guaraná. Mas, após o desrespeito mostrado pelos promotores da empresa, desisti completamente de correr atrás disso.

Quando a Coca-Cola fez a coleção de minicraques, em qualquer padaria, cantina de colégio ou até farmácia você encontrava o produto. Mas no Brasil de hoje, os postos de troca são de difícil acesso, quando tem algum no seu município. Quando a Coca-Cola lançou a coleção de garrafinhas de plástico, os moradores de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e adjacências tinham que ir até um único ponto no Centro do Rio para poder fazer a troca. Oras, você consome o produto, junta dinheiro, gasta passagem intermunicipal, passa horas em trânsito para sair com uma mera garrafinha de plástico? Isso é uma forma ímpar de desrespeitar o consumidor! Mas, infelizmente, virou regra. E, agora, o Guaraná Antárctica segue a "fórmula de sucesso" da rival.

Não sou formador de opinião nem as massas me seguem para eu pedir um boicote geral à promoção. Cada um faz o que quer. Só peço que reflitam se o desrespeito da empresa e os gastos valerão tão pouco, trocar por meio time de botão. Só sei que, de mim, eles não conseguirão fazer nada.

Infelizmente, uma jogada genial do Guaraná Antárctica terminou com um tremendo gol contra. Perde a empresa, perdem os fãs de futebol de botão, perde a desacreditada seleção brasileira, patrocinada pela marca e carente dos fãs brasileiros. Lamentável.

NOTAS RÁPIDAS

  • Em duas semanas começa a Copa do Mundo de Futebol. Seguindo o rastro, a Copa do Mundo de Futibou de Butaum também começará na época. Entre os dias 09 e 11 de junho, a FIFUBO fará o lançamento oficial do torneio, com a apresentação dos troféus, divulgação das regras e o sorteio dos grupos. E o leitor poderá acompanhar a resenha do evento aqui, no site oficial da Federação.
  • A solenidade contará com os treinadores e capitães das seleções participantes, mas um atraso na produção impediu a chegada da oitava e última seleção (Camarões). Se isso persistir até o dia do evento, o lançamento oficial terá a presença do treinador daquela equipe, mas sem o capitão.
  • Até lá, as seleções seguem fazendo os últimos aprontos para a estreia na Copa do Mundo. Nesta sexta-feira, em partidas amistosas, Brasil e Alemanha empataram em 3x3. Para o Brasil, marcaram Juninho, Rivaldo e Ronaldo e, para os alemães, Lahm, Schweinsteiger (de pênalti) e Götze. A partida foi de altíssimo nível e prendeu a respiração dos torcedores até o último lance, quando Rivaldo cobrou um pênalti no ângulo, mas Neuer voou e fez a defesa. As duas equipes saíram de campo aplaudidas pelo belo espetáculo. Na partida de fundo, a Argentina teve sua melhor apresentação até aqui e goleou o Vasco por 4x1. A equipe da Colina saiu na frente, com Marcelinho Carioca, mas tomou a virada com gols de Scocco, Messi (de pênalti) e Conca (2 vezes). A evolução da equipe argentina foi nítida, com boa movimentação, troca de passes e muitas jogadas ensaiadas. Dario Conca foi o destaque absoluto da partida.
  • No domingo passado, a Inglaterra conheceu sua primeira derrota, ao perder para a Holanda por 2x0 (gols de Zenden e Bergkamp), enquanto Japão e França ficaram no 2x2. Tsubasa (de pênalti) e Misugi marcaram para os asiáticos, enquanto Pires e Guivarch fizeram os gols dos europeus.
  • No sábado ou domingo haverá nova rodada dupla de amistosos. A Holanda, única invicta entre as seleções, enfrentará a embalada Argentina. Na partida de fundo, a Inglaterra enfrentará o Japão. Os amistosos continuam até o próximo final de semana e, depois disso, a Copa do Mundo de Futibou de Butaum tomará conta da FIFUBO!

terça-feira, 1 de maio de 2018

Copa Olé 2018 - Final - 01/05/2018

Terça-feira, primeiro de maio, feriado do dia do trabalho. Céu azul, temperatura agradável e Itaquá Dome lotado. Ingredientes perfeitos para a grande final da Copa Olé 2018.

Campeão em 2011, o Boca quer a segunda conquista. Após o vexame em 2017, quando foi a primeira equipe argentina argolada a não se classificar para playoff em ligas (tanto no Apertura quanto no Clausura), o Boca mudou o treinador e trouxe um especialista em Copa Olé. Bicampeão com o Velez (2014 e 2016), Tripa Seca ainda tenta dar uma cara à equipe, mas definiu um provisório sistema de contra ataque para vencer os três jogos e levantar o troféu. Após estrear vencendo o Velez (2x1), passou pelo San Lorenzo (3x1) nas semifinais e mostrou estar em ascensão.

O Boca foi a campo com 1. Abbondanzieri; 4. Ibarra, 2. Escudero, 6. Schiavi, 3. Arruabarrena; 5. Serna (c), 8. Cagna, 11. Basualdo, 10. Riquelme; 19. Palacio e 9. Palermo. O treinador, Tripa Seca, auxiliado por Buchanan's Special Reserve 7, tinha no banco de reservas 7. Viatri, 12. Battaglia e 13. Guillermo Barros Schelloto.

Campeão em 2012, o Independiente também busca sua segunda conquista. Nos últimos anos, a história se repete. A equipe de Avellaneda entra como favorita, perde logo de cara, faz um campeonato morno, consegue a vaga nos playoffs e cai logo nas semifinais, terminando com um terceiro ou quarto lugar que não empolga o público. Há dois anos, o Independiente busca um armador para fazer sombra a Gracián e, com a chegada de Mauro Burruchaga, o torcedor voltou a se empolgar e acreditar em título. A estreia na Copa Olé foi no Clássico de Avellaneda, contra o Racing, quando empatou em 1x1 e venceu nos pênaltis (5x4). Nas semifinais, bateu o favorito Estudiantes (3x1). Agora, chega à final com os torcedores esperançosos de que Burruchaga volte a desequilibrar. Além disso, se Silvera anotar um hat trick, chegará aos 100 gols com a camisa vermelha.

O Independiente foi a campo com 1. Navarro; 2. Vella, 4. Matheu, 6. Tuzzio (c), 3. Mareque; 5. Montenegro, 8. Fredes, 7. Busse, 19. Gracián; 17. Facundo Parra e 11. Nestor Silvera. O técnico, Bayer, auxiliado por Madrepérola B, tinha no banco de reservas 9. Gandin, 10. Mauro Burruchaga e 12. Acevedo.

E foi com estes ingredientes que as duas equipes entraram em campo, rumo ao título da Copa Olé 2018. O Itaquá Dome lotado saudou os atletas e aguardou o apito inicial de Chico Lírio, para mais um grande espetáculo.

Equipes em campo, a saída pertencia ao Boca.

BOCA JUNIORS 3x3 INDEPENDIENTE

Pois bastou o apito inicial para a emoção começar. Com apenas 40 segundos de jogo, o Boca já abriu o marcador. Riquelme, Basualdo e Ibarra deram a saída fazendo a jogada conhecida como 'figura 8', que terminou com Ibarra rolando dentro da área para Riquelme. Navarro saiu do gol e abafou a jogada, mas o rebote caiu aos pés de Palacio, que rolou para Basualdo empurrar para o gol vazio e fazer Boca 1x0.

O início de jogo arrasador do Boca era claramente uma jogada ensaiada por Tripa Seca e se provou um duro golpe para o Independiente. A equipe precisava lutar pela igualdade e sabia que o adversário jogaria nos contra ataques. Mas a equipe de Avellaneda mostrou uma organização ímpar entre todos os setores e, aos poucos, foi reequilibrando as ações.

Aos 4 minutos, após Palacio chutar torto uma jogada de ataque, Navarro repôs o tiro de meta no meio para Gracián. O camisa 19 trouxe para a meia esquerda, avançou até a intermediária e deu lindo passe em profundidade para Silvera. O camisa 11 recebeu dentro da área, trouxe para o pé direito e chutou na saída de Abbondanzieri, fazendo Independiente 1x1.

O jogo era de altíssimo nível. As duas equipes atacavam com inteligência e os goleiros faziam verdadeiros milagres para impedir os gols. Um toma lá dá cá eletrizante se instalou no gramado do Itaquá Dome, com o Independiente mais organizado e o Boca, mais na base da empolgação, mas conseguindo chegar lá da mesma forma.

Melhor para o time mais organizado, que tinha Gracián se movendo pelo meio de campo e chegando ao ataque. Aos 7 minutos, Facundo Parra desarmou Basualdo e tocou a Gracián no meio. Com um drible de corpo, o camisa 19 se livrou de Serna e trouxe o jogo para a meia esquerda, abrindo na ponta para Silvera. O camisa 11 driblou Escudero, invadiu a área pela lateral e chutou cruzado para vencer Abbondanzieri, virando o jogo para sua equipe: Independiente 2x1.

O jogo continuou espetacular, mas o Boca pecava nas finalizações. Algumas, bem tortas, não ofereciam perigo nenhum ao gol de Navarro e ainda davam ao adversário a oportunidade de se organizar em tiro de meta. E foi assim que, nos acréscimos, a equipe de Avellaneda chegou ao terceiro gol. Navarro cobrou o tiro de meta para Gracián no meio e o camisa 19 recuou a Busse na esquerda. O camisa 7 inverteu para Fredes na direita e o camisa 8 fez lindo passe em profundidade para Facundo Parra. Dentro da área, o camisa 17 só teve que chutar na saída de Abbondanzieri e comemorar uma vantagem importantíssima: Independiente 3x1.

No intervalo, Tripa Seca se deparou com uma situação quase impossível. A equipe que jogava nos contra ataques, agora, tinha que ditar o ritmo do jogo e se impor se quisesse buscar a igualdade. Assim, ele resolveu ousar. Tirou Cagna e Palermo (que, inexplicavelmente, não fez nada) e colocou Schelloto e Viatri. O camisa 13, atacante acostumado a jogar na armação, deveria atuar como volante, visando dar mais opções ofensivas ao time. Já Bayer, feliz com o resultado e a exibição, tinha como preocupação os ataques do Boca pelo seu lado esquerdo. Por esse motivo, colocou Acevedo no lugar de Busse, que jogava bem. Além disso, fez uma mudança que parecia incoerente, mas que levantou o público. Tirou Gracián, que era um dos melhores em campo, para colocar Mauro Burruchaga.

Gol no início do primeiro tempo, gol no início do segundo. Tripa Seca organizou nova jogada ensaiada na saída de bola, uma mistura de 'toca y me voy' com 'figura 8'. Riquelme iniciou a figura 8 com Schelloto, que tocou a Basualdo. Ao invés de correr para a direita e completar a jogada, Schelloto foi para o lado esquerdo, onde o camisa 11 lhe devolveu a bola. Surpreendendo a marcação, Schelloto recebeu com Montenegro à frente, se livrou da marcação do adversário e, da entrada da área, mandou de pé esquerdo e fez Boca 2x3 aos 30 segundos.

O gol era como gasolina no incêndio. A partida pegou fogo de vez com o Boca buscando o empate e o Independiente tentando se segurar. Burruchaga voltou a entrar bem, se movimentou bastante e deu muito trabalho a Basualdo. Schelloto armava o jogo e deixava Riquelme mais próximo dos atacantes, mas teve que recuar e ajudar a marcar o camisa 10 adversário.

E o jogo foi nessa emoção intensa até os 8 minutos, quando Schelloto interceptou bola que ia para Burruchaga e tocou a Arruabarrena na esquerda. O camisa 3 fez ótimo lançamento para Riquelme no meio e, próximo à meia lua, o camisa 10 acertou lindo chute e venceu Navarro, fazendo Boca 3x3.

Silvera ainda teve a chance do hat trick e do centésimo gol, mas Abbondanzieri operou um milagre. Viatri teve a última chance do jogo, mas outro milagre foi operado, desta vez por Navarro. Assim, o campeão da Copa Olé sairia nos pênaltis!

O sorteio definiu que o Independiente bateria primeiro, cobrança que Silvera desperdiçaria...

Na primeira cobrança, Silvera mandou na trave direita de Abbondanzieri; Riquelme acertou o ângulo de Navarro e fez Boca 1x0. Na sequência seguinte, Facundo Parra acertou o canto de Abbondanzieri; Viatri acertou a trave esquerda de Navarro, mantendo a disputa em 1x1. Nas difíceis cobranças do meio, Tuzzio converteu para o Independiente; Navarro voou no canto esquerdo para pegar a cobrança de Palacio, deixando o Independiente com 2x1. Na quarta série de cobranças, Burruchaga cobrou bem no canto direito de Abbondanzieri e jogou a pressão para o lado do Boca, mas Schelloto acertou o ângulo direito de Navarro e descontou: Boca 2x3. Assim, se Montenegro convertesse, não seria necessária a cobrança de Basualdo, pois o Independiente já seria campeão. A cobrança do camisa 5 foi no canto esquerdo de Abbondanzieri, à meia altura. O goleiro se esticou todo, mas não conseguiu alcançar a bola. Final nos pênaltis: Boca 2x4 Independiente.

INDEPENDIENTE CAMPEÃO DA COPA OLÉ 2018

A conquista veio para selar uma reviravolta na estrutura do Independiente. Parece incrível, mas bastou um único reforço para mudar o ambiente, fazer os jogadores trabalharem mais e trazer os torcedores para junto do time novamente. Foram 3 jogos intensos, onde a equipe mostrou maturidade e forte consciência tática para superar os rivais e voltar a erguer um troféu depois de 6 anos. De quebra, o Independiente garantiu vaga na Supercopa FIFUBO no final do ano, onde o Imperatriz já está (como campeão da Copa Rio) e, ao que tudo indica, o Vasco herdará a vaga do Apertura, por ter conquistado a Copa 3 Corações.

PREMIAÇÃO

Por ser um torneio curto (apenas 7 jogos), a Copa Olé não entrega prêmios ao melhor ataque, melhor defesa e melhor jogador, como ocorre nas ligas. Os prêmios são apenas o troféu de campeão e o prêmio de artilheiro. Mesmo assim, foram 33 gols marcados em 7 jogos, o que dá uma média aproximada de 4,7 gols por jogo. Curiosamente, os dois artilheiros do certame, marcaram 4 gols cada. Foram eles Leandro Romagnoli (San Lorenzo) e Nestor Silvera (Independiente.

Leandro Romagnoli e Nestor Silvera são parabenizados pelo presidente do grupo Olé, Mario Jorge Trasmonte, pela conquista do prêmio de artilharia do torneio.

O Boca amarga o bi-vice campeonato da Copa Olé, já que chegou à final em 2017 e também perdeu, só que naquela ocasião foi para o River. A boa campanha da equipe com o novo treinador mostra que há espaço para recuperação, mesmo com mais uma final perdida. O time não conquista um título desde o Apertura 2014 e, agora, tem tempo para prepara uma cara para o Clausura 2018.

Jogadores e comissão técnica do Boca Juniors posam após receberem a medalha de prata pelo vice campeonato da Copa Olé 2018.
"É um duro golpe. Em pouco tempo, conseguimos montar um esquema para a competição e nos dedicamos muito para estes três jogos. Ir para o intervalo com uma desvantagem de dois gols é ruim, mas é muito pior tirar essa desvantagem e cair nos pênaltis. Mesmo assim, mostramos que podemos disputar títulos. É só ter um pouco de boa vontade e dedicação total" - Tripa Seca, treinador do Boca Juniors.

O Independiente celebra sua conquista e vê nascer um novo ídolo. Mauro Burruchaga saiu de campo nos braços da torcida, mas outros jogadores também foram celebrados, como Nestor Silvera, que terminou a competição como artilheiro, e Hilário Navarro, que foi uma verdadeira muralha.

"Quando especularam meu nome, fiquei honrado. Depois, fiquei meio preocupado, pois jogavam nas minhas costas a responsabilidade de reerguer um clube de tanta tradição, mas aceitei de boa. Meu pai fez história aqui e eu queria o mesmo. Não posso dizer ainda que já fiz, mas sim que este é o começo de minha história no Independiente" - Mauro Burruchaga, camisa 10 do Independiente.
O presidente da FIFUBO, Batistuta, entrega o troféu da Copa Olé ao capitão do Independiente, Eduardo Tuzzio.
"É inegável o impacto de Burruchaga na equipe, mas o Independiente não é só ele. Os jogadores abraçaram o projeto, sabiam da importância de conquistar a Copa Olé e sabem que o trabalho está só no início, para voarmos mais alto e conquistarmos outros títulos" - Bayer, treinador do Independiente.
NOTAS RÁPIDAS

  • O milestone da rodada vai para Guillermo Barros Schelloto. Ao descontar no início do segundo tempo, ele chegou a 40 gols na carreira, mas não tem muitos motivos para comemorar...
  • A próxima competição é a Copa do Mundo de Futibou. A partir de agora, até o início da competição (em meados de junho), as seleções farão partidas amistosas, treinamentos, o apronto final para a maior competição entre seleções do mundo!
  • A FIFUBO está editando regras e deve baixar mais dois atos normativos. Um deles, relativo às cobranças de falta, instituirá uma zona onde tais cobranças poderão ser feitas diretamente a gol. O outro, relativo às disputas de pênalti, delimitará os locais onde ficarão os atletas e repórteres.
Jogadores e comissão técnica do Independiente posam com a taça da Copa Olé 2018. Parabéns ao Independiente pela conquista!

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Copa Olé 2018 - Semifinais - 30/04/2018

O feriadão continua e a Copa Olé também. Nesta segunda, o Itaquá Dome lotou para conhecer os dois finalistas do torneio. Os jogadores sentiram a vibração da torcida e entregaram dois espetáculos de primeira grandeza. Vamos ver quem chegou à final da Copa Olé 2018!

BOCA JUNIORS 3x1 SAN LORENZO

Após vencer o Velez (2x1), o Boca chegaria a este jogo com a empolgação de precisar dar apenas dois passos e chegar ao paraíso. Mas o treinador, Tripa Seca, tratou de trazer os jogadores de volta à realidade. A vitória veio, mas o time não jogou bem, não dominou o adversário e não mostrou que mereceu a vaga, conquistada graças a dois erros do adversário. Para este jogo, a ordem é ter muito mais foco e se dedicar 110% para conseguir a vitória. Já o San Lorenzo é pura empolgação. Apesar da classificação vir nos pênaltis após empate com o River (4x4), o fato de ter eliminado o atual campeão e ter ficado à frente do placar por 4 vezes é combustível mais que suficiente para alcançar a sonhada final. Para este jogo, Nilson fez duas alterações. Além de Erviti (suspenso no lugar do goleiro Migliore), Buffarini foi sacado. Em seus lugares, iniciavam o jogo os atletas Bordagaray e Piatti. O camisa 12 vinha por opção tática, pois jogava mais adiantado pelo lado esquerdo para marcar Palacio, enquanto Reynoso, mais recuado pelo lado direito, marcaria Palermo.

O jogo começou e o San Lorenzo logo mostrou suas credenciais. A equipe de Almagro joga de forma completamente diferente daquela que o saco de pancadas mostrou até o ano passado. Com bom toque de bola e variação de jogada, envolvia os jogadores do adversário e criava boas oportunidades. O Boca, por sua vez, começa a mostrar uma faceta do que Tripa Seca quer. Atuava fechado e partia em contra ataques.

E foi assim que surgiu o primeiro gol do jogo. Após Reynoso se arriscar no ataque em uma cobrança de córner, Basualdo o desarmou e tocou a Riquelme, que puxou veloz contra ataque. Com um bom passe, ele encontrou Palacio saindo da ponta para o meio. O camisa 19 invadiu a área e tocou na saída de Migliore, fazendo Boca 1x0, aos 3 minutos.

O gol fez com que o San Lorenzo se lançasse mais ainda ao ataque e se abrisse muito mais ainda aos contra ataques do Boca. Para piorar, o time de Almagro se desorganizou e criava jogadas sem um mínimo de ordem. Melhor para o Boca, que ampliou aos 9 minutos em novo contra golpe. Stracqualursi abriu na esquerda para Bordagaray, mas Escudero tirou, tocando a Serna. O camisa 5 tocou para Cagna, que fez lindo passe em profundidade para Ibarra. O camisa 4 invadiu a área pelo lado direito e chutou cruzado na saída de Migliore, fazendo Boca 2x0.

No intervalo, Tripa Seca pedia atenção aos seus jogadores, pois o adversário viria com tudo. Tirou Schiavi e Palermo e colocou Battaglia e Viatri. Já Nilson desmontou o 4-3-3, reforçando a marcação e dando total liberdade a Romagnoli. Sacou Johnathan Ferrari e Raul 'Pipa' Estevez e colocou Tellechea e Buffarini. Formava um 4-4-2 losango e tentava, com dois centroavantes, virar a maré azarenta.

O jogo ganhou em qualidade. Apesar dos jogadores do Boca marcarem Romagnoli de perto (às vezes até cinco jogadores o cercavam!), Piatti e Buffarini criaram jogadas e Stracqualursi e Bordagaray concluíram para boas defesas de Abbondanzieri. O Boca, por sua vez, tinha uma forte marcação e apostava nos contra ataques, que Viatri e Palacio desperdiçavam.

A coisa começou a ficar dramática aos 5 minutos, quando Buffarini desarmou Viatri e tocou a Piatti. Stracqualursi e Bordagaray abriram para as pontas e puxaram a marcação, então o camisa 12 tocou a Romagnoli no meio. O camisa 10 avançou com a bola dominada, invadiu a área e chutou na saída de Abbondanzieri, fazendo San Lorenzo 1x2. Com pressa, Romagnoli pegou a bola e levou ao meio de campo para, só aí, bater no peito, apontar ao chão e fazer a taunt da Paloma.

O San Lorenzo partiu em busca do empate e o Boca se fechou mais na marcação. O jogo ficou nesse ataque contra defesa até os acréscimos, quando Arruabarrena afastou a bola da área, Riquelme pegou no meio e abriu para Viatri na esquerda. O camisa 7 deu um corte para dentro, se livrando de Tulla, e chutou cruzado, sem chances para Migliore, levando o Boca à final: 3x1.

ESTUDIANTES 1x3 INDEPENDIENTE

Para muitos, este jogo deveria ser a final do campeonato, mas as ironias do sorteio os colocou nas semifinais. O Estudiantes apresentou o melhor futebol até aqui, despachando o Huracán de forma arrasadora (5x1) e reeditou o slogan do Clausura 2017 ("deixem-nos sonhar"), para buscar a inédita final. Já o Independiente, apesar de só passar nos pênaltis (1x1 com o Racing), apresentou um futebol consistente e soube segurar um adversário de ímpeto parecido com o rival de hoje. Para facilitar mais ainda, a torcida vive uma lua de mel com o time como há nunca se via, graças ao impacto da primeira partida de Mauro Burruchaga com a camisa da equipe. Mesmo assim, Bayer sente que o camisa 10 ainda precisa de maior entrosamento e, por isso, manteve Gracián no time e Burruchaga, no banco.

Tudo aquilo que se esperava dos dois times em uma final foi visto nesta semifinal. Um jogo incrível, eletrizante, um toma lá dá cá fabuloso. As duas equipes jogavam com uma inteligência poucas vezes vista, marcando bem e se virando para criar jogadas. Os dois goleiros faziam seu trabalho, afastando quando as defesas não conseguiam marcar. Em um lance, Verón deu um lançamento incrível para Gastón Fernandez e Navarro salvou com a ponta dos dedos. Em outro, Silvera ajeitou para Parra chutar e Andujar mandar a córner.

Quando parecia que o primeiro tempo iria terminar desta forma, veio o primeiro gol. Aos 9 minutos, Tuzzio desarmou Gastón Fernandez e tocou a Gracián no meio. O camisa 19 procurou Silvera que, por estar próximo a Facundo Parra, foi tabelando com o camisa 17 e envolvendo toda a marcação do Estudiantes. Quando Parra rolou para Silvera já na entrada da área, o camisa 11 viu Andujar e percebeu que ele cairia para o lado direito, então chutou do lado esquerdo e venceu o goleiro adversário: Independiente 1x0.

No intervalo, Cristaldo tirou Angeleri e Boselli, colocando Mathias Sanchez e  Hernan Rodrigo Lopez em seus lugares. A intenção era reforçar a marcação pelo lado direito e liberar Verón para ajudar na armação. Já Bayer fez a torcida se levantar quando mandou Burruchaga entrar. Junto com ele, Acevedo veio e os dois renderam Gracián e Fredes.

O jogo continuou espetacular, com as duas equipes se alternando em jogadas fantásticas. O empate do Estudiantes veio aos 2 minutos. Verón tabelou com Leandro Benítez, invadiu a área e caiu. O juiz, Dula Rápio, viu leve toque do goleiro no camisa 11 e marcou o pênalti. Verón cobrou do lado direito e Navarro foi para o outro lado: Estudiantes 1x1.

Com a igualdade (e justiça) no placar, as duas equipes se lançaram mais ainda em busca da vitória, mas de forma organizada, sem se descuidar da parte defensiva. O nível da partida subiu e, com isso, os dois times precisaram se esforçar mais, criar jogadas mais elaboradas para conseguir chegar ao ataque.

Aos 5 minutos, o Independiente foi à frente, em linda jogada que começou com Burruchaga abrindo a Silvera na esquerda. O camisa 11 inverteu o jogo para Facundo Parra, que chutou da entrada da área. Andujar se esticou e espalmou e, ao ver Vella chegando para o rebote, deu um tapa para tirar a bola dali, mas acabou atingindo o adversário e, com isso, o juiz marcou outro pênalti. Silvera cobrou no canto esquerdo de Andujar, que se esticou todo, mas não alcançou a bola: Independiente 2x1.

O Estudiantes partiu em busca do empate e o teria feito (e até virado o jogo) não fossem os milagres de Hilário Navarro. O goleiro fez defesas que pareciam impossíveis e foi garantindo a sua equipe na final. O Independiente não ficou atrás e obrigou Andujar a fazer algumas defesas incríveis. Com isso, o jogo ficou aberto e os torcedores prenderam a respiração. E é nessas horas que a estrela brilha.

Já nos acréscimos, um escanteio foi marcado para o Estudiantes. Leandro Benítez mandou para a área, mas Navarro tirou de soco. Montenegro deu um bico para a frente e encontrou Acevedo na intermediária. O camisa 12 tocou no meio para Mauro Burruchaga, que recebeu a bola com Rodrigo Braña a marcá-lo. Com um drible pro lado direito, o camisa 10 conseguiu se livrar da marcação do volante adversário e arrumar ângulo para um chute. A bola, em arco, subiu e desceu no fundo das redes, para delírio da torcida do Independiente, que via seu time chegar a 3x1 e garantir a vaga na final.

NOTAS RÁPIDAS

  • Em sorteio na Federação após os jogos, ficou decidido que o mandante será o Boca. Assim sendo, a final será Boca Juniors x Independiente, mas o mando de campo é meramente protocolar, já que a divisão de torcidas será meio a meio. É jogo único, quem ganhar, leva! Se houver empate, o campeão da Copa Olé 2018 será decidido nos pênaltis.
  • O milestone da rodada vai para Rodrigo Palacio. Ao abrir o marcador contra o San Lorenzo, o atacante chegou a 20 gols com a camisa do Boca.

domingo, 29 de abril de 2018

Copa Olé 2018 - Quartas de final - 29/04/2018

Domingo de sol, temperatura agradável e Itaquá Dome lotado para assistir ao complemento das quartas de final da Copa Olé. Independiente e San Lorenzo já estão nas semifinais, quem fará companhia a estas duas equipes?

HURACÁN 1x5 ESTUDIANTES

Eterna incógnita, o time do Huracán tem feito muitas reuniões para tentar entrosar o time. Boatos de que há ciúmes dos jogadores às regalias de Cigogna sempre aparecem e a comissão técnica faz de tudo para afastar estes rumores. Do outro lado, a meta é voltar a sonhar. Depois da ressaca com o vice campeonato do Clausura 2017, o Estudiantes começou o ano em marcha lenta. Em quatro jogos entre Torneio Início e Apertura, o time de La Plata venceu apenas um e empatou os outros. A ordem é voltar aos dias de glória e tentar a inédita conquista de um troféu na FIFUBO.

Grandes períodos sem jogos prejudicam a parte física. Os jogadores demoram a entrar no ritmo, não conseguem correr atrás da bola e precisam se readaptar ao terreno de jogo. Os mais experientes, ao perceberem essas dificuldades, simplificam o jogo, tocam curto e ficam próximos. E foi assim que o Estudiantes começou. Com apenas 45 segundos de jogo, o Huracán isolou a bola e Angeleri pegou-a, tocando a Enzo Perez. O camisa 7 deu um toque no meio dos jogadores adversários e encontrou Leandro Benítez. Sem pernas para correr, o camisa 8 usou o corpo para proteger a bola, ajeitou da meia lua e acertou um lindo chute, vencendo Islas e fazendo Estudiantes 1x0.

Com a vantagem no placar e o adversário perdido, o Estudiantes começou a pegar ritmo e se sentir à vontade. Do outro lado, as desavenças eram nítidas e os jogadores procuravam resolver sozinhos. Pior, não faziam muito esforço para recompor o esquema e ainda tentavam irritar o adversário, apelando para subterfúgios, que não funcionaram.

Assim, aos 6 minutos, Islas cobrou tiro de meta para Ruben Masantonio, que pegou a bola com muita má vontade. Boselli percebeu e correu, roubando a bola do camisa 10. Só aí Masantonio tentou recuperá-la, mas levou um drible desmoralizante de Boselli, que ainda fez um toque ao estilo Ronaldinho para Gastón Fernandez. O camisa 10 do Estudiantes recebeu nas costas da zaga, invadiu a área e tocou na saída de Islas, fazendo Estudiantes 2x0.

Neste momento, o time de La Plata era senhor absoluto da partida e o adversário só queria que o jogo acabasse logo, para colocarem mais uma eliminação na conta. Com o placar dando-lhes a vantagem, os atletas do Estudiantes tinham liberdade para tocar e se posicionavam com perfeição para receber o passe. Assim, aos 9 minutos, uma linda jogada foi de pé em pé com Angeleri, Verón, Leandro Benítez e Enzo Perez, que deu o último passe para Gastón Fernandez já dentro da área. Se cada jogador só podia dar um toque na bola, Gastón não fez diferente. De primeira, pegou Islas no contrapé e fez Estudiantes 3x0.

No intervalo, Cristaldo fez uma mudança polêmica. Ninguém entendeu quando o artilheiro do jogo, Gastón Fernandez, e o capitão do time, Verón, foram sacados para as entradas de Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez, com Federico Fernandez passando a ser o capitão. Mas Cristaldo explicou, após o jogo, que queria poupar os principais jogadores e ver como a equipe se comportaria sem eles. Já Sr Rabina, perdido e desesperado, sacou Centurión e Cigogna e colocou Erramuspe e Barrales. Puxou o time mais para trás quando precisava atacar.

As mudanças do Huracán não surtiram efeito nenhum. Mesmo com Sanchez no lugar de Verón, o Estudiantes continuou em cima. Embora Sanchez seja mais defensivo e forme uma dupla de volantes bem recuada com Rodrigo Braña, isso deu a Enzo Perez e Leandro Benítez maior liberdade para avançar. O camisa 8, com as pernas travadas no início, se soltou no segundo tempo e foi um dos principais jogadores da partida.

O Estudiantes teve a melhor atuação destas quartas de final, mas não é necessário fazer muito quando se enfrenta um adversário tão ruim. O próprio Huracán faz questão de se auto destruir. Aos 3 minutos, Enzo Perez estava com a bola nas cercanias da área, mas sem a menor condição de transformar o lance em algo perigoso. Mesmo assim, Erramuspe o atropelou, numa falta completamente desnecessária. O próprio Enzo Perez cobrou com perfeição e venceu Islas, fazendo Estudiantes 4x0.

Nesse momento, a torcida do Huracán passou a vaiar Erramuspe cada vez que ele tocava na bola e, para piorar, ele recebeu-a várias vezes, pois os outros jogadores não se apresentavam. E Erramuspe continuou errando. Ao tentar um passe para Milano, a bola foi para o outro lado e Rodrigo Braña reiniciou o jogo. Marco Rojo recebeu na esquerda e tocou mais à frente para Enzo Perez. O camisa 7 inverteu para a direita, onde encontrou Leandro Benítez sozinho na área. O camisa 8 girou e chutou contra um Islas perdido, fazendo Estudiantes 5x0, aos 6 minutos.

Debaixo de gritos de 'olé' de sua torcida, o Estudiantes tocou a bola e esperou o tempo passar. Foi nesse momento que os jogadores relaxaram e abandonaram suas posições. Aos 9 minutos, Federico Fernandez se arriscou no ataque e perdeu a bola. O Huracán encaixou um contra ataque e Ruben Masantonio, livre dentro da área, concluiu a jogada, fazendo o gol de honra de sua equipe, em uma eliminação sem honra alguma: Huracán 1x5.

BOCA JUNIORS 2x1 VELEZ SARSFIELD

Após o vexaminoso ano de 2017, o Boca mudou o comando técnico e pegou, justamente, o demitido treinador do Velez. Tripa Seca chegou e começou seu trabalho, sem ainda conseguir dar uma cara à equipe. Palacio ganhou nova oportunidade no ataque, mais recuado e aberto na ponta. Já o Velez vive total incerteza. A troca de toda a comissão técnica trouxe uma junta técnica para comandar a equipe. Os irmãos Pearl Jam e Ledbetter têm sua primeira oportunidade à frente de uma equipe na FIFUBO e a falta de experiência se reflete em campo. Eliminados cedo do Torneio Início, estrearam no Apertura perdendo de forma humilhante para o Independiente (0x5) e, depois, conseguiram um empate contra o Estudiantes (3x3), ou seja, o time ainda não venceu no ano.

Parecia que seria dessa vez. Bem fisicamente, com uma tática de forte marcação e boa presença no ataque, o Velez montou uma blitz para cima do adversário e, durante 3 minutos, bombardeou o gol do Boca, com Abbondanzieri e a trave salvando várias vezes as conclusões de Papa, Turco Assad e Romero. Até que, após uma reposição lateral, Romero recebeu de frente, ameaçou um chute forte e tocou colocado. Abbondanzieri até tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol: Velez 1x0.

Parece que a característica dos times de Pearl Jam é o toque de bola. Ele exigia e os jogadores do Velez davam todos os toques disponíveis, em busca da melhor situação para concluir. Mas treinar passes não faz sentido se não houver um treino de finalização. O Velez era muito melhor no jogo, mas pecava muito na conclusão. Essa situação ocorreu no primeiro tempo inteiro até que, aos 8 minutos, Palermo resolveu se movimentar. Schiavi desarmou Dario Hussain e tocou a Arruabarrena, que procurou Palermo na esquerda. O camisa 9 pegou a bola, partiu em velocidade, fez o 'dois-um' com Basualdo, recebeu de volta na entrada da área e chutou forte para vencer Sosa e empatar o jogo: Boca 1x1.

O intervalo trazia uma imensa injustiça. O Velez dominou o jogo, teve inúmeras chances e não conseguiu transformá-las em gol. Visando melhorar a marcação do lado onde Palermo atacava e a conclusão, Pearl Jam tirou Gino Peruzzi e Dario Hussain, colocando Cubero e Lucas Pratto em seus lugares. Já o Boca celebrava o gol que lhes caiu no colo, pois a equipe não criava nada. Saíram Serna e Riquelme e entraram Battaglia e Guillermo Barros Schelloto.

O Velez deu a saída de bola com Insua e Romero, que ficaram tocando um para o outro sem nenhuma produtividade. Até que Romero tentou fazer uma graça e foi desarmado por Battaglia, que tocou a Palermo na esquerda. O camisa 9 deu um toque de leve na bola e encontrou Basualdo, que avançou em velocidade e pegou a defesa do Velez aberta. Da entrada da área, chutou de pé esquerdo e venceu Sosa, fazendo Boca 2x1 logo a um minuto.

A partir daí, o Velez se desmontou. Outrora o melhor em campo, Romero era vaiado pelos torcedores. Insua tentou se movimentar e buscar os atacantes, mas o Boca marcou forte e conseguiu segurar a vantagem, se classificando na sorte.

NOTAS RÁPIDAS

  • Com os dois últimos classificados, as semifinais foram decididas. Nesta segunda-feira, Boca x San Lorenzo e Estudiantes x Independiente são os jogos que decidirão os finalistas da Copa Olé 2018. O mandante da final será definido através de sorteio, após o encerramento da rodada.