quinta-feira, 19 de abril de 2018

Conhecendo as seleções - 19/04/2018

O ambicioso plano da FIFUBO, iniciado em 2017, é montar uma Copa do Mundo de Futibou de Butaum, que seja disputada todos os anos (nos anos de Copa, é chamada de Copa do Mundo; nos anos sem Copa, é chamada de Mundial) e vá se expandindo, adquirindo cada vez mais seleções. Antes de continuar a falar sobre as seleções, uma pequena pausa para explicar o "Projeto Copa do Mundo".

Desde 1998, quando a Coca-Cola lançou a coleção de minicraques para a Copa da França, em toda Copa do Mundo faço o que chamo "Projeto Copa do Mundo". Consiste em fazer uma coleção relacionada ao evento, se possível algo que possa ser jogado e disputado como Copa, com metas bem definidas a serem batidas até a Copa do Mundo de Futebol começar. Em 1998, o projeto consistia em fazer a coleção de minicraques da Coca-Cola. Em 2002, fazer a coleção de minicraques da Coca-Cola, Copa de 1998, da Argentina. Em 2006, a meta era fazer 16 seleções de cinco jogadores, com minicraques da Corinthian, entre Prostars e Microstars (acabei fazendo 19). Em 2010, a meta era fazer uma Copa do Mundo de Subbuteo, com 8 seleções de cinco jogadores cada. Em 2014, a meta era fazer uma Copa do Mundo de Futebol Society com prancheta e botões magnéticos. Eis que faltando exatamente um ano para a Copa do Mundo da Rússia, decidi que o projeto para 2018 consistiria em fazer seleções de futebol de botão e montar um torneio, disputado no mesmo período do de futebol. E assim nasceu aquele que, talvez, seja o Projeto Copa do Mundo definitivo, pois a ideia é ir adquirindo mais seleções para 2022, 2026, etc.

O projeto inicial consistia em 12 seleções. Mas isso implicaria em adquirir uma por mês até o certame, o que se revelou impossível. Então, a meta baixou para 6 seleções e, assim, comecei a correr atrás. Após adquirir o Brasil, com arte já pronta pela www.jogodebotao.com.br, comecei a pensar em uma forma de fazer algo mais bem detalhado do que somente botões com o escudo das seleções. Encontrei um site (desculpe o criador das artes, mas não lembro qual site era), com decoração de seleções com fotos e nomes dos jogadores. Com isso, baixei uma arte da seleção francesa e voltei ao www.jogodebotao.com.br para fazer o time. Mas ainda estava descontente, pois a seleção que mandei fazer não tinha a escalação que considerava ideal. Pois minha esposa veio com a solução. Munida de um editor de arte, ela me pediu as fotos, escudos, nomes, símbolos e cores dos jogadores que eu queria e, juntos, começamos a fazer as seleções ao meu gosto. Junto da França, veio o Japão que eu sempre sonhei, a escalação do desenho Captain Tsubasa (Supercampeões, no Brasil). Depois, vieram a Inglaterra (com Wayne Bridge na lateral direita!) e a Argentina, fechando 2017 com 5 seleções. Só faltava uma para a Copa do Mundo se tornar realidade!

Pois as coisas foram melhorando, melhorando e abril chegou com a possibilidade de adquirir não uma, mas duas seleções. Como a Copa é só em junho, ainda dá para adquirir mais uma seleção e fazer a primeira Copa do Mundo de Futibou de Butaum com 8 equipes. Esta postagem apresenta os dois novos esquadrões, com suas características, estilos e craques. Vamos conhecê-los!

ALEMANHA


Vindos da Europa e com larga tradição no futebol (com 4 títulos mundiais e 3 europeus, uma medalha de ouro em Olimpíadas e uma Copa das Confederações, entre outros), os alemães são dos mais temidos no mundo da bola. Agora, querem repetir o desempenho nas mesas da FIFUBO. Com o escudo da Casa de Hohenzollern, a família real prussiana e alemã, em suas camisas, os germânicos mostram que têm a nobreza aos seus pés. Outrora conhecidos pela força física e pelo futebol robótico, passaram por uma longa reciclagem e valorização dos jovens, o que resultou numa geração habilidosa, que encantou o mundo e culminou com o título mundial de 2014, no Brasil, formando a data base do time que irá jogar na FIFUBO.

A equipe joga no 4-4-2 tradicional, mas com um estilo próximo do futebol total holandês, de 1974. O zagueiro Hummels faz as vezes de lateral direito e Lahm faz a esquerda, mas podendo ir para a direita. No meio, Schweinsteiger e Reus são os volantes, mas podem atuar mais à frente, na armação, onde já se encontram Kroos e Muller (que também joga no ataque). Na frente, Podolski faz companhia a Klose, mas pode voltar e armar o jogo, assim como o reserva Gotze. O outro reserva, Draxler, é meio campista e pode jogar tanto de volante como de armador, mas também pode ser recuado para a lateral. Além disso, a equipe pode variar para o 3-5-2 ou até o 3-4-3 durante os jogos, com Hummels voltando para a zaga e Muller podendo avançar para o ataque. O ponto forte da Alemanha é justamente essa versatilidade, que confunde os adversários e muda num piscar de olhos. O ponto fraco também está na versatilidade, pois atuar fora de posição pode trazer alguns problemas. Como exemplo, ter um zagueiro de 1,93m como Hummels na lateral pode ser bom na hora de recompor o sistema defensivo, mas perde-se em habilidade e velocidade na hora de atacar pelas pontas.

Os jogadores da Alemanha são os seguintes: 1. Manuel Neuer, 2. Per Mertesacker, 3. Phillip Lahm (c), 4. Marco Reus, 5. Holger Badstuber, 6. Mats Hummels, 7. Bastian Schweinsteiger, 8. Toni Kroos, 9. Mario Gotze, 10. Lukas Podolski, 11. Miroslav Klose, 13. Thomas Muller, 14. Julian Draxler. O treinador é Lothar Matthaus, auxiliado por Parraguez.

Antigo líbero do FIFA Stars, Matthaus foi um jogador de muitas classe. Do centro da defesa, comandava todo o time, arrumando o posicionamento de cada jogador. Também atuava no meio de campo, dono de um passe preciso e lançamentos poderosos, além de ser um bom batedor de faltas e pênaltis. Estas características foram trazidas para o time alemão que, além de se posicionar bem em campo, troca muitos passes e lançamentos até encontrar o momento ideal para concluir. E também tem bons especialistas na hora de cobrar reposições de jogo. Este estilo de aproveitar ao máximo a posse de bola e o posicionamento faz com que até o goleiro Neuer atue, mostrando nova tendência para a FIFUBO. Matthaus também foi muito feliz na escolha de seu auxiliar. Parraguez foi recém demitido do Velez Sarsfield, onde cuidou do preparo físico dos jogadores que foram bicampeões da Copa Olé e da Supercopa FIFUBO e só saiu porque a diretoria resolveu dar novos ares ao comando técnico. Agora, com jogadores jovens e fortes, pode levar os alemães a grandes conquistas.

DESTAQUE


Thomas Muller. A camisa 13 alemã é destinada aos grandes nomes e com Muller não é diferente. Bom na condução de bola, bom nos passes e ótimo nas finalizações, pode atuar tanto no meio de campo como no ataque ou até fazer um híbrido das duas funções, levando perigo onde quer que esteja.

HOLANDA


Vindos da Europa, os holandeses representam um dos países mais queridos do futebol mundial. Poucas são as pessoas que não admiram a Laranja Mecânica, que encantou o mundo com os times de Johan Cruyff (vice campeão mundial em 1974), Gullit e Van Basten (campeões europeus em 1988) e, mais recentemente, as gerações de Bergkamp e, posteriormente, Robben. A Holanda é sinônimo de  futebol alegre e bem jogado, mas nem sempre eficiente. O primeiro time da FIFUBO, Imperatriz, sempre prestou tributo a este país, utilizando-o como base para seus times na Era Amadora (com Cruyff, Frank e Ronald de Boer, Gullit, Van Basten e o capitão do time, Reiziger) e na Era Profissional (com Stam, Numan, Zenden, Van Nistelrooy e Makaay). E foi justamente por causa desses atletas da Era Profissional que a seleção holandesa foi uma das primeiras a garantir vaga entre os originais da Copa. É a única seleção que mescla jogadores argolados com os fechados. Oito jogadores foram fabricados pela www.jogodebotao.com.br, três pela Frandian e um de fabricante desconhecido. A família real de Orange coloca seu escudo na camisa holandesa, mostrando o apoio dos monarcas ao selecionado nacional. A data base da equipe é o time de 2002 que, curiosamente, não foi ao mundial, mas deixou ótima lembrança por sua forma de jogar.

A equipe joga no 4-3-3 no estilo do River, com dois volantes e um armador centralizado, mas pode variar para o 4-4-2 tradicional, com dois volantes e dois armadores, já que três dos quatro meiocampistas da equipe são armadores e, invariavelmente, um será recuado para ajudar na saída de bola. O titular que faz esta função é Seedorf, mas ele avança para a armação no 4-4-2 e Jordi Cruyff faz a função de volante neste esquema. No 4-3-3, Bergkamp faz a ponta direita, atuando bem mais recuado e preparando as jogadas para a conclusão de Kluivert, com Overmars fazendo o mesmo do lado esquerdo. Mas no 4-4-2, Overmars vai para o banco e Bergkamp se adianta, fazendo uma dupla de frente com Kluivert. O ponto forte da equipe está na habilidade de seus jogadores de frente, capazes de jogar tanto com trocas rápidas de passes como em jogadas individuais, confundindo o adversário com tamanho repertório. O ponto fraco está no meio de campo que, além de só possuir um volante (exigindo que alguém seja improvisado na função), tem três dos seus quatro jogadores canhotos, o que deixa a equipe meio torta para o lado esquerdo.

Os jogadores da Holanda são os seguintes: 1. Edwin Van Der Sar, 2. Arthur Numan, 3. Johnny Heitinga, 4. Jaap Stam, 5. Giovanni Van Bronckhorst, 6. Edgar Davids, 7. Dennis Bergkamp, 8. Clarence Seedor, 9. Patrick Kluivert, 10. Boudewijn Zenden (c), 11. Marc Overmars, 13. Triton, 14. Jordi Cruyff. O técnico é Johan Cruyff, auxiliado por Ruud Gullit.

Jogador de classe mundial, Johan Cruyff atuou pelo Imperatriz durante muito tempo. Sua facilidade em se adaptar a qualquer posição o levou a jogar como zagueiro, uma espécie de Mauro Galvão na Era Amadora da FIFUBO. Além do bom posicionamento e da excelência no desarme, Cruyff também era um excelente armador de jogadas, com seu passe de qualidade, além de aparecer no ataque e finalizar bem. Com especialidade na defesa, no meio e no ataque, além da ótima leitura de jogo, o antigo camisa 14 do Imperatriz se aposentou quando a Era Profissional chegou e passou a atuar nos bastidores, auxiliando na parte tática da equipe e nos três setores do campo. A direção do Imperatriz não queria deixá-lo sair de jeito nenhum, mas o patriotismo falou mais alto e Cruyff foi liberado para aplicar seus conhecimentos na equipe holandesa. De quebra, ainda levou seu antigo companheiro de Imperatriz Gullit, para ser seu auxiliar. A dupla, de técnica apuradíssima, pretende transferir seus conhecimentos e estilos para os jogadores da seleção e levar o time a grandes conquistas. Cruyff ainda conseguiu emplacar seu filho Jordi, dono de um estilo parecido com o do pai (embora não tenha metade da classe dele) e bom nas bolas paradas.

DESTAQUE

Boudewijn Zenden. Um dos primeiros jogadores argolados a chegar à FIFUBO, Zenden foi contratado pelo Imperatriz para jogar a Liga do BNDES e se saiu muito bem. Dono de uma técnica ímpar, logo caiu no gosto da torcida e levou o time a inúmeras conquistas, tanto com jogadas quanto com gols. Os números precisam ser reavaliados, mas estima-se que Zenden possua 82 gols com a camisa do verde e branco de Niterói. A FIFUBO discutirá se permite que ele continue com esse número na seleção. No Imperatriz, Zenden atuava ao lado de Etcheverry, armando o jogo pelo lado esquerdo. Na Holanda, atuará majoritariamente como único armador, centralizado, distribuindo o jogo para os pontas ou, em lançamento, diretamente para o centroavante. Também chegará de trás, quando o centroavante fizer o papel de pivô, para concluir. Assim, utilizará suas principais características a serviço de seu país: o passe, o lançamento, os chutes fortes e colocados, a presença na área. Com tantas características, Zenden foi considerado o Melhor Jogador de Futibou de Butaum do Mundo, no período entre 2002 e 2012. Aposentado no ano passado quando o Imperatriz reformulou sua equipe e entrou de vez na Era Moderna, retornou da inatividade quando a Holanda o convocou e, de quebra, tirou da aposentadoria os antigos companheiros de Imperatriz Numan, Stam e Triton. Os holandeses esperam que ele volte a ser o melhor jogador do mundo e Cruyff, principalmente, aposta em seu talento. Tanto é que o nomeou praticamente o dono do time: capitão, cobrador de faltas e pênaltis.

E assim a FIFUBO apresenta mais duas seleções, chega a sete no total e garante a realização da Copa do Mundo. A próxima seleção deve chegar em meados de maio e, a partir daí, o torneio se tornará realidade de vez!

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Comunicado FIFUBO 18/04/2018

Entre compromissos, viroses e crises de coluna, o que era para ficar parado por duas semanas acabou ficando por oito. Estas oito semanas ou exatos dois meses sem Torneio Apertura  prejudicaram muito o andamento da Liga. No período, apenas uma partida foi disputada, o amistoso onde a Argentina (finalmente) venceu, no 3x1 contra o Brasil, com dois de Messi e um de Di Maria (Ronaldo tinha inaugurado o marcador).

Diante de tanto tempo sem jogos e com o calendário apertado, há duas semanas atrás uma reunião na sede da FIFUBO tinha decidido por aplicar pela primeira vez o Ato Normativo 04, aquele que diz que se uma liga se atrasar de tal maneira que o calendário impedir a sua conclusão, joga-se quantas rodadas forem necessárias para se encerrar o primeiro turno, cancela-se as demais rodadas e parte-se de vez para os playoffs. Se o turno já tiver sido disputado, encerra-se a rodada em curso e parte-se para os playoffs.

Porém, mais duas semanas se passaram e os problemas continuaram impedindo o campeonato de ser retomado. Como restam 8 semanas até o início da Copa do Mundo e, para aplicar o Ato Normativo 04, encerrar a liga e disputar a Copa Olé são necessárias 9 semanas, uma nova reunião na sede da FIFUBO, com os representantes da Federação e dos clubes. Após um bom tempo de debates, um consenso foi atingido e a decisão final foi de cancelar o Torneio Apertura 2018.

É um duro golpe para os planos da FIFUBO, ainda mais depois do sucesso da temporada completa em 2017 e do ambicioso plano de expandir para os torneios de seleções. Mas oito semanas sem jogos, em um campeonato com quatorze semanas de temporada regular, é muito tempo. Se o campeonato tivesse avançado mais, até daria para fazer um esforço, mas somente duas rodadas foram disputadas até aqui.

Assim, o período de oito semanas até a Copa do Mundo serão utilizados para preparação das seleções que irão disputar o torneio. As equipes disputarão partidas amistosas e treinos, visando a melhor forma para fazer um espetáculo no torneio. Em duas semanas, será disputada a Copa Olé e, depois disso, as seleções dominarão o cenário.

Este comunicado se encerra aqui, mas uma postagem será feita até o final da semana, trazendo novidades. Mais duas seleções chegaram e a meta inicial da Copa do Mundo, de seis equipes, foi batida (a FIFUBO conta com sete, atualmente). Em maio, outra seleção deve chegar e o torneio terá oito times. Após a Copa Olé, será realizado um evento no Imperatriz Arena, com o lançamento oficial da Copa do Mundo de Futibou de Butaum, com o sorteio e o regulamento.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Torneio Apertura 2018 - Segunda Rodada - 18/02/2018

Domingo de muito calor e, novamente, dia de praia. E, novamente, os banhistas foram antes da praia ao Itaquá Dome, assistir ao encerramento da segunda rodada do Apertura. Foram dois jogos onde a emoção ficou à flor da pele até o final das partidas. Vamos aos jogos!

ESTUDIANTES 3x3 VELEZ SARSFIELD

As duas únicas que não marcaram ainda neste Apertura vêm pressionadas para recuperar o bom futebol. Vice campeão do Clausura, o Estudiantes perdeu de forma inapelável para o River (0x3), mas teve tempo de treinar e ajustar o posicionamento. Terceiro colocado no mesmo campeonato, o Velez fez pior. Perdeu de forma humilhante para o Independiente (0x5) e jogou pressão sobre a nova comissão técnica, que tem que mostrar resultados imediatamente.

Bastaram 20 segundos para as coisas começarem a ficar emocionantes. Logo na saída, Verón fez o 'toca y me voy' com Enzo Perez, recebeu próximo à entrada da área, deu um lindo giro e chutou forte, no ângulo de Sosa, para fazer Estudiantes 1x0.

O gol foi um alívio para a equipe de La Plata, pois os jogadores não fizeram mais nada no resto do primeiro tempo. Errando muitos passes, mal posicionado, o Estudiantes não conseguia dar sequência às jogadas. Pior fez o Velez que, mesmo perdendo, não tinha um pingo de organização para tentar mudar o quadro. Insua se movimentava no campo inteiro e buscava tabelas, mas os jogadores ou se omitiam ou não davam sequência às jogadas.

Mesmo assim, o Estudiantes tinha mais organização, ainda que muito pouco. E se aproveitou dos erros do adversário para ampliar no último lance do primeiro tempo. Já nos acréscimos, Sebá Dominguez tentou sair jogando, foi ao campo de ataque e perdeu a bola para Angeleri. O camisa 2 tocou a Enzo Perez no meio, que deu um lindo passe em profundidade para Gastón Fernandez. O camisa 10 invadiu a área e tocou na saída de Sosa para fazer Estudiantes 2x0.

No intervalo, Cristaldo tirou Federico Fernandez e Mauro Boselli para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez em seus lugares. Já Pearl Jam perdeu a paciência com Dario Hussain e o tirou, junto com Gago, colocando Cubero e Lucas Pratto.

As mudanças fizeram o jogo ficar um pouco melhor. O Estudiantes voltou mais organizado e conseguiu rondar a área do Velez, que também tinha um pouco mais de organização e atacantes que se movimentavam mais, dando opções para Insua.

Aos 2 minutos, o camisa 11 avançou com a bola pelo meio e tocou a Turco Assad na direita. O camisa 9 procurou Lucas Pratto, mas este estava impedido, então Turco Assad foi obrigado a recuar o jogo, chamando o apoio de Gino Peruzzi. O camisa 2 avançou em velocidade pela ponta, fez o 'dois-um' com Turco Assad e, da entrada da área, chutou cruzado e descontou para o Velez: 1x2.

O gol deu à equipe de Liniers um novo gás e, assim, o Velez passou a buscar o empate de forma frenética. A grande deficiência da equipe é o passe, sempre dado para trás e obrigando os jogadores a terem que girar, atrasando as jogadas. Mas, após o gol de Peruzzi, o time começou a caprichar mais e passar a bola de pé em pé.

Assim, aos 5 minutos, conseguiram chegar à igualdade que fazia justiça à melhora apresentada em campo. Sosa repôs a bola no meio para Insua e o camisa 11 deu um lindo passe na esquerda para Turco Assad, que foi à linha de fundo, trouxe para o pé direito e cruzou no segundo pau. Lucas Pratto apareceu e cabeceou para o fundo das redes: Velez 2x2.

A partir daí, o jogo ganhou em emoção. As duas equipes buscavam a vitória, mas sem se descuidar muito para não levar o contra ataque. Mas, no Velez, sempre terá alguém para colocar tudo abaixo em um lance completamente sem noção. Já nos acréscimos, Verón perdeu o ângulo ao tentar uma jogada na lateral direita da área e usou o corpo para proteger a bola, esperando o contato. Cubero caiu na armadilha do camisa 11 e o atropelou. Verón cobrou a falta com maestria e a bola entrou no ângulo oposto de Sosa: Estudiantes 3x2.

Os torcedores do time de La Plata já celebravam a vitória, mas o Velez fez uma mistura de 'toca y me voy' com 'figura 8' na saída de bola e conseguiram a igualdade no último lance do jogo. Insua fez o 'toca y me voy' com Romero e avançou para a entrada da área. A marcação correu para bloqueá-lo e Romero passou por trás dele, recebendo a bola na direita, invadindo a área e chutando forte no ângulo esquerdo de Andujar, para dar números finais ao jogo: Velez 3x3.

Destaque do jogo: Federico Insua. Tá certo que Verón fez dois gols de pura maestria, mas foi o camisa 11 do outro time quem se destacou. Em meio à ruindade que reinava no Velez, Insua buscou o jogo o tempo todo, se movimentando e organizando as jogadas. Participou dos três gols e deu esperanças à torcida de um futuro melhor neste campeonato.

SAN LORENZO 3x4 RIVER PLATE

Com o empate entre Independiente e Racing, quem vencesse aqui iria liderar isolado. Em outros tempos, tal partida seria sinônimo de goleada pro River, mas a conquista do Torneio Início, inclusive com vitória sobre o River (2x1), fez o San Lorenzo mudar de patamar. Uma mudança no time de Almagro foi feita para esse jogo, com a saída de Buffarini e a entrada de Tellechea, para dar mais proteção ao meio de campo. Já o River manteve a equipe, mas Francescoli pediu que o toque de bola característico voltasse ao campo, já que, mesmo vencendo na primeira rodada (3x0 Estudiantes), o time não jogou bem.

Realmente, a conquista do Torneio Início e o centésimo gol de Romagnoli fizeram a equipe de Almagro mudar de patamar. O San Lorenzo dominou o jogo desde o início e inaugurou o marcador com apenas 40 segundos. Barrado recebeu de Gallardo mas, displicente, perdeu a bola para Reynoso, que tocou a Jonathan Ferrari. O camisa 2 fez um lançamento para o meio, onde Stracqualursi recebeu, invadiu a área e chutou na saída de Carrizzo para fazer San Lorenzo 1x0.

Os jogadores do River tentaram não dar importância ao gol sofrido logo no início e buscaram se reorganizar para empatar a partida. Mas algumas peças simplesmente não funcionavam e os erros de passe se sucediam. Para piorar, a marcação do San Lorenzo era muito boa e os contra ataques, perigosos.

Aos 4 minutos, Jonathan Ferrari interceptou passe que ia para Buonanotte e foi agarrado pelo camisa 30 no campo de defesa. O próprio camisa 2 cobrou a falta, fazendo novo lançamento magistral, desta vez para a ponta esquerda. Stracqualursi recebeu, invadiu a área e, de novo, chutou na saída de Carrizzo, para fazer San Lorenzo 2x0.

O River descontou já nos acréscimos, em uma modificação de sua jogada mais tradicional. Carrizzo cobrou tiro de meta, mas a bola foi forte demais para Gallardo, que preferiu não correr. Buonanotte saiu da ponta para o meio e ficou com a bola, tocando a Ortega e recebendo de volta, ainda no meio. Com um leve passe, o camisa 30 deixou a Trezeguet na meia esquerda, próximo à entrada da área. Com Reynoso a marcá-lo, o camisa 7 deu um chute seco, a bola ganhou altura e venceu Migliore: River 1x2.

No intervalo, Nilson resolveu mudar o lado esquerdo, o único setor que não funcionava. Tirou Luciatti e Erviti e colocou Buffarini e Bordagaray em seus lugares. O natural seria Tellechea ir para a lateral e Buffarini ir para o meio, mas Nilson mandou o camisa 8 para a lateral e manteve o camisa 20 na volância, pelo maior poder de marcação que poderia ter. Já Francescoli não pensou duas vezes e tirou Barrado e Gallardo, os dois piores em campo, colocando Coudet e Funes Mori em seus lugares. Coudet entraria de volante, Ortega seria deslocado para a armação e Funes Mori iria para a ponta direita.

O River voltou melhor e passou a ter mais volume de ataque. Mas o San Lorenzo continuava jogando muito bem, principalmente com a movimentação de Stracqualursi pelo campo de ataque. Assim, a equipe de Almagro conseguiu chegar ao terceiro gol aos 3 minutos, quando Funes Mori recebeu de Trezeguet e adiantou demais a bola. Migliore saiu do gol e afastou para Reynoso, que tocou a Romagnoli no meio. O camisa 10 tabelou com Stracqualursi e avançou, chutando da meia lua para vencer Carrizzo, batendo no peito, apontando ao chão e fazendo a taunt da Paloma: San Lorenzo 3x1.

Neste momento, a equipe de Almagro já dava como certa a vitória. Mas o River tem, hoje, o melhor jogador de futibou de butaum do mundo e é nessas horas que ele aparece. Logo na saída de bola, aos 4 minutos, Trezeguet fez o 'toca y me voy' com Coudet, deu um bonito giro para se livrar de Tellechea e chutou sem chances para Migliore, fazendo River 2x3.

O San Lorenzo ainda dominava as ações, mas Trezeguet resolveu que aquele jogo seria dele e, com isso, começou a movimentar-se pelo campo todo, buscando tabelas e levando a equipe à frente. Aos 7 minutos, ele voltou para buscar o jogo e recebeu de Berizzo na esquerda. Com um belo passe, encontrou Buonanotte no comando de ataque, mas o camisa 30 se atrapalhou e não conseguiu avançar. Trezeguet correu e pediu de volta, recebendo o passe e chutando da entrada da área para vencer Migliore novamente: River 3x3.

O hat-trick de Trezeguet assustou os jogadores do San Lorenzo, que tinham uma vitória fácil na mão e viram tudo desmoronar graças à genialidade do centroavante francês. Os jogadores ficaram nervosos e começaram a errar passes. Trezeguet, por outro lado, continuou correndo e incentivando seus companheiros a seguirem em frente. Aos 9 minutos, em reposição de Migliore, o camisa 7 correu e atrapalhou a saída de Tellechea, que tentou virar rápido para Luciatti, mas a bola saiu pela linha lateral. Além de apertar na marcação, Trezeguet aproveitou para já se posicionar próximo à entrada da área. Foi ali que Funes Mori cobrou o lateral e o camisa 7 recebeu invadindo a área e chutando na saída de Migliore, para virar o jogo para a sua equipe: River 4x3.

Destaque do jogo: David Trezeguet. Stracqualursi fez uma partida impecável, mas os quatro gols de Trezeguet o colocam acima de qualquer outro jogador. Virou o jogo sozinho para o River, levou o time à liderança e, de quebra, assumiu a artilharia do torneio. 30 segundos após o quarto gol, começou a chover no Itaquá Dome. Não faltava mais nada para Trezeguet sair nos braços da torcida.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 6 pontos
2° Independiente - 4 pontos, 7 gols pró
3° Racing - 4 pontos, 6 gols pró
4° Boca Juniors - 3 pontos, 6 gols pró, 6 gols contra
5° San Lorenzo - 3 pontos, 6 gols pró, 6 gols contra
6° Estudiantes - 1 ponto, 3 gols pró, 6 gols contra
7° Velez Sarsfield - 1 ponto, 3 gols pró, 8 gols contra
8° Huracán - 0 ponto

ARTILHARIA

1° David Trezeguet (River Plate) - 5 gols
2° Nestor Silvera (Independiente) - 4 gols
3° Martin Palermo (Boca Juniors) - 3 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • O Torneio Apertura dará uma pausa de duas semanas. Os jogos voltam após o dia 4 de março, mas ainda não se sabe se durante a semana ou no final da mesma.
  • Mesmo assim, o futibou de butaum não vai parar. No próximo domingo, as seleções entrarão em campo para partidas de preparação para a Copa do Mundo. O Japão marcou amistoso contra o Vasco, enquanto a Inglaterra aceitou o desafio do CROL.
  • O milestone da rodada vai para David Trezeguet. Não bastasse virar sozinho o jogo para o seu time e fazer chover em Niterói, o segundo gol marcado contra o San Lorenzo foi o de número 120 dele com a camisa do River. Trezeguet é o maior artilheiro da Era Profissional da FIFUBO e está distante somente 30 gols de Van Basten, o maior artilheiro da História da Federação, porém com seus 150 gols marcados na Era Amadora.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Torneio Apertura 2018 - Segunda Rodada - 17/02/2018

As nuvens foram embora, o sol apareceu e o sábado teve calor, condições perfeitas para curtir aquela praia. Mas, antes, os banhistas deram uma passada no Itaquá Dome, para assistir à abertura da segunda rodada do Torneio Apertura, afinal, era dia de clássico!

BOCA JUNIORS 3x2 HURACÁN

A boa partida na rodada anterior não trouxe ao Boca a vitória (3x4 Racing), mas deu esperanças ao torcedor. Tripa Seca gostou do rendimento da equipe e pediu que o bom futebol continuasse, mas com calma, já que o time jogou na noite do dia anterior e, por isso, não teve muito tempo para recuperar a parte física. Já o Huracán, apesar de quase ter conseguido o empate (2x3 San Lorenzo), traz preocupação ao treinador. Sr Rabina não gostou da desorganização da equipe e, assim, pediu que os jogadores se agrupassem melhor, para formar uma boa defesa. Como Centurión não ajuda na marcação e não faz o papel de reiniciar as jogadas, foi barrado e, em seu lugar, Erramuspe ganhou a vaga.

Apesar da mudança e de jogar de forma bem defensiva, o Huracán continuou sem organização e assistiu o adversário dominar o jogo desde o início. Com a dupla de ataque bem afinada, o Boca chegou à trave algumas vezes, com Palermo e Palacio se revezando nas finalizações. Islas salvava como podia, operando verdadeiros milagres. Mas, aos 3 minutos, ele não pôde fazer nada. Primeiro, Palermo chutou da esquerda e o goleiro espalmou, com Cigogna mandando para lateral. Palermo foi para o lado direito para repor a bola e tocou a Palacio, correndo para a área. O camisa 19 devolveu e Palermo chutou cruzado na saída de Islas, para fazer Boca 1x0. Os jogadores correram para abraçar Palermo, por chegar ao centésimo gol de sua carreira.

O gol fazia justiça à organização da equipe xeneize. Bem distribuído em campo, o Boca jogava com liberdade e criava de ambos os lados. O time teve a oportunidade de ampliar aos 5 minutos, quando Palermo fez linda jogada pelo lado esquerdo, invadiu a área e foi derrubado por Islas. Com moral, Palermo pegou a bola para cobrar o pênalti, mas Islas voou no canto direito e espalmou para longe a cobrança.

No intervalo, Tripa Seca se cansou de Riquelme, o único que não criava nada. Ao lado de Arruabarrena, o camisa 10 foi sacado do time e, em seus lugares, entraram Battaglia e Guillermo Barros Schelloto. Já Sr Rabina só mudou no ataque. Saiu Milano e entrou Barrales.

O Boca continuou bem no segundo tempo, dominando as ações. A entrada de Schelloto deu organização à equipe e o time passou a rondar mais a área adversária. Sua entrada deu tanto poder ofensivo que bastaram 40 segundos para o placar ser ampliado. Schelloto fez boa jogada pelo meio e foi derrubado por Erramuspe na intermediária. Enquanto os jogadores discutiam, o camisa 13 cobrou rápido para Cagna, que invadiu a área pelo meio e tocou na saída de Islas, fazendo Boca 2x0.

O jogo estava perfeito para o Boca, com a torcida cantando os nomes dos jogadores e a equipe trocando passes no campo de ataque. Bastou um erro da arbitragem e tudo foi abaixo. Aos 4 minutos, Cagna chutou a bola em cima de Minici e ela foi para lateral. O árbitro Pedro Carlos Bregalda não viu o desvio e marcou reposição para o Huracán. Enquanto os jogadores do Boca protestavam, Minici repôs rápido para Ruben Masantonio, que tocou a Erramuspe na esquerda. O camisa 12 invadiu a área sem oposição e chutou na saída de Abbondanzieri, fazendo Huracán 1x2.

O gol desconcertou os jogadores do Boca, que demoraram para se acalmar. Eles reclamavam muito da arbitragem e erravam. Melhor para o Huracán, que foi em busca do empate e conseguiu aos 6 minutos, quando Walter Ferrero recuperou bola no campo de defesa e tocou a Barrientos. O camisa 5 tocou a Erramuspe na esquerda e o camisa 12 tocou a Barrales. O camisa 11 avançou, driblou Serna e, da entrada da área, chutou de pé esquerdo e venceu Abbondanzieri, fazendo Huracán 2x2.

Em apenas dois lances, todo o bom futebol do Boca foi destruído e o Huracán já dava graças a Deus pelo milagre em campo. Aos berros, Tripa Seca tentava acalmar seus jogadores e reorganizar o jogo. E, aos poucos, o Boca foi se reorganizando. Schelloto voltou a armar bem, Palacio caiu pelas pontas e Palermo foi para a área. Battaglia chegou ao ataque, auxiliando Schelloto na armação e, com isso, o time voltou a obrigar Islas a fazer boas defesas.

Já nos acréscimos, Schelloto cobrou córner para o bico da área, onde Palacio surgiu. Islas, desesperado, tentou voltar para o gol, mas Battaglia estava atrás dele e foi atropelado pelo goleiro. Schelloto pegou a bola, mas Palermo correu e assumiu a responsabilidade. A cobrança foi no mesmo lado direito e Islas acertou o canto de novo. Mas a bola, desta vez, foi no ângulo e o Boca pôde comemorar a vitória: 3x2.

Destaque do jogo: Martin Palermo. Islas fez excelente jogo e impediu um placar dilatado. Mas no duelo direto acabou perdendo para Palermo, que marcou duas vezes, foi presença constante no ataque e pôde celebrar o centésimo gol de sua carreira.

INDEPENDIENTE 2x2 RACING

E chega a hora do tão esperado Clássico de Avellaneda! As duas equipes de maior destaque na primeira rodada se enfrentavam em igualdade de condições como há tempo não se via. O Independiente conseguiu o resultado mais expressivo (5x0 Velez), com uma organização ímpar e um Silvera inspirado. O Racing apresentou o melhor futebol (4x3 Boca), outra organização ímpar e um Ruben Capria que transformou segundos de vaias em horas de aplauso. Tudo conspirando para ser um excelente jogo.

No início, a empolgação dos torcedores não se refletiu no que acontecia no campo. As equipes estavam desorganizadas e erravam muitos passes. A primeira conclusão, sem o menor perigo, levou dois minutos para acontecer. Mas, aos poucos, os times foram se organizando em campo e criando jogadas. O jogo ganhou em qualidade e as torcidas, enfim, puderam se agitar com gosto.

O primeiro gol veio aos 4 minutos, quando o Independiente ainda estava desorganizado. Em reposição de bola no lado esquerdo, Pocchetino recuou para Latorre, que recebeu próximo ao bico da grande área. O camisa 11 levantou a cabeça e viu 5 jogadores do Independiente tapando a visão do goleiro. Assim, Latorre arriscou um chute cruzado e rasteiro, enquanto Navarro esperava uma bola pelo alto. Quando percebeu, o lado azul e branco da arquibancada já estava comemorando: Racing 1x0.

O gol tranquilizou os jogadores do Racing, que conseguiram se organizar melhor em campo. O Independiente tentava o empate de forma desordenada e até conseguiu chegar ao ataque, mas o seu oponente, bem postado em campo, impedia os avanços. Assim, aos 9 minutos, Gracián cobrou córner e Pocchetino afastou para o lado esquerdo, onde Enrique pegou a bola e passou a Ruben Capria no meio. Avançando em velocidade, o camisa 10 chamou a marcação e, com um belo passe para o lado esquerdo, encontrou Latorre. O camisa 11 invadiu a área e chutou na saída de Navarro para fazer Racing 2x0.

O resultado parecia dilatado para o equilíbrio do primeiro tempo, mas fazia mais justiça ao melhor futebol do Racing. No intervalo, Bayer resolveu sacar Fredes e Facundo Parra, para colocar Acevedo e Gandin. Já Paralelo tirou Enrique (que jogava muito mal) e Acosta (completamente nulo em campo) para colocar Fariña e Hauche.

As mudanças de Bayer melhoraram o Independiente, que passou a jogar com mais organização e liberdade. Fariña, por outro lado, entrou para jogar de lateral esquerdo mas preferia atuar pelo meio, abrindo um enorme buraco por onde os jogadores do Independiente passavam. Porém, tal qual o jogo anterior, a arbitragem deu uma contribuição para tornar as coisas mais emocionantes.

Aos 2 minutos, Fariña foi ao ataque e dividiu com Matheu, com a bola saindo pela linha de fundo. Enquanto Fariña corria para cobrar o córner, o juiz marcou tiro de meta, que Navarro repôs rapidamente para Gracián. Enquanto os jogadores do Racing reclamavam, o camisa 19 avançava pelo meio e, quando a marcação chegou, abriu ótimo passe para Gandin na direita. O camisa 9 invadiu a área e tocou na saída de Saja, fazendo Independiente 1x2.

Os jogadores do Racing reclamavam muito, pois o árbitro José Roberto Wright ainda inverteu algumas marcações, deixando-os muito nervosos. O Independiente, com calma e organização, passou a dominar as ações e o gol era questão de tempo. Saja fez defesas difíceis, evitando o empate.

Mas, aos 9 minutos, nada pôde fazer. Acevedo foi à frente e Diego Capria deu um carrinho, mandando para lateral. O camisa 12 repôs na ponta esquerda para Silvera, que deu um ótimo drible em Gamboa para dentro, trazendo a bola para o pé direito e chutando cruzado da lateral da área. A bola encobriu Saja e entrou no ângulo oposto: Independiente 2x2.

Destaque do jogo: Diego Latorre. Em um clássico muito disputado, com cada equipe dominando um tempo, o camisa 11 do Racing se destacou. Marcou dois gols, ajudou na armação e foi presença constante no ataque.

NOTAS RÁPIDAS

  • Em sessão dupla após a rodada, o TJB deliberou sobre as reclamações do Boca Juniors contra o árbitro Pedro Carlos Bregalda e do Racing contra o árbitro José Roberto Wright. No entanto, os auditores absolveram a arbitragem nos dois casos, causando muita revolta principalmente do lado dos advogados do Racing.
  • Dois jogadores atingiram milestone na rodada. Ao ampliar o marcador contra o Huracán, Diego Cagna chegou a 20 gols com a camisa do Boca. No mesmo jogo, no entanto, as atenções se voltaram para o primeiro gol da partida. Com aquele tento, Martin Palermo chegou a 100 gols com a camisa do Boca e se tornou o quarto da Era Profissional da FIFUBO a alcançar tal marca, atrás de Mike Modano (Dallas Stars), David Trezeguet (River Plate) e Leandro Romagnoli (San Lorenzo). É a História sendo feita na FIFUBO!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Torneio Apertura 2018 - Primeira Rodada - 16/02/2018

Pois é, a previsão era fazer entre duas e três rodadas do Apertura durante o carnaval. Mas quem disse que carnaval é época de ficar em casa? Não houve uma pausa sequer para os jogos e, assim, a primeira rodada só foi encerrada na tarde/noite desta sexta-feira. Mesmo assim, o público compareceu em bom número ao Itaquá Dome, a despeito da ameaça de chuva, para ver dois jogos de muita emoção. Vamos a eles!

RACING 4x3 BOCA JUNIORS

O jogo mais esperado da primeira rodada colocava frente a frente duas promessas. O Racing quer reviver a campanha memorável do Apertura passado, quando terminou com o vice campeonato. O Boca, de treinador novo, quer mostrar que realmente se preparou bem jogando o Torneio Início, onde terminou como vice campeão. Prenúncio de um jogão!

Apesar da expectativa da torcida, o que se viu no início do jogo foi a costumeira falta de ritmo, presente em início de temporada. As duas equipes erravam passes e os jogadores, meio travados, demoraram a engrenar. Curiosamente, quando a torcida protestava contra o maior ídolo, este despertou e levou sua equipe ao gol.

Aos 4 minutos, Ruben Capria não conseguiu dominar uma bola e começou a ouvir vaias do lado azul e branco do estádio. Mas a bola de Serna para Riquelme acabou com um desarme de Pocchetino, que tocou a Enrique na esquerda. O camisa 3 avançou e deu um belo passe em profundidade para Ruben Capria. Desta vez, o camisa 10 dominou, avançou pelo meio e, da meia lua, acertou lindo chute no ângulo de Abbondanzieri e fez Racing 1x0.

O gol fazia justiça ao melhor futebol do Racing. A equipe estava bem postada em campo e conseguia criar boas jogadas. O Boca não se encontrava, principalmente porque Riquelme não dava sequência às jogadas. Prova disso foi quando, aos 6 minutos, o camisa 10 do Boca foi desarmado por Enrique, que inverteu para Diego Capria. O camisa 2 passou a Acosta na direita e o camisa 9 fez o 'dois-um' com Ruben Capria, recebendo passe açucarado dentro da área e chutando na saída de Abbondanzieri para fazer Racing 2x0.

O Boca descontou na saída de bola. Aos 7 minutos, Riquelme fez o 'toca  y me voy' com Basualdo, recebeu na frente, fez um lindo giro e chutou no ângulo de Saja, descontando para sua equipe: 1x2. Mas o Racing voltou a ampliar na saída de bola, com novo 'toca y me voy'. Ruben Capria fez a jogada com Pelletieri, invadiu a área e foi derrubado por Abbondanzieri. Com as reclamações e tudo o mais, o pênalti só foi cobrado aos 9 minutos, quando Ruben Capria acertou no canto direito de Abbondanzieri, que se esticou, mas nada pôde fazer: Racing 3x1.

No intervalo, Paralelo celebrava o bom momento de sua equipe e preferiu fazer experiências. Tirou Quiroz e Latorre para colocar Fariña e Hauche. Já Tripa Seca dava bronca em seus comandados e exigia uma atuação muito melhor na segunda etapa. Prova de que ninguém tem lugar cativo no time, sacou Cagna e Riquelme para colocar Battaglia e Guillermo Barros Schelloto.

Além disso, Tripa Seca armou uma jogada na saída de bola. Schelloto fez o 'toca y me voy' com Basualdo, mas preferiu recuar o jogo e abrir a defesa do adversário. Ibarra voltou a tocar no meio para Basualdo, que abriu mais na ponta para Schelloto. O camisa 13 trouxe para o meio e chutou cruzado, com força, para acertar o ângulo de Saja e fazer Boca 2x3, aos 20 segundos.

O gol fez a equipe xeneize empurrar o time de Avellaneda para o campo de defesa. O Boca partiu em busca do empate, mas sem se abrir para os contra ataques, tornando o segundo tempo uma intensa pressão contra o Racing. De tanto buscarem, conseguiram o empate aos 5 minutos. Saja cobrou tiro de meta para Ruben Capria, que não conseguiu girar, sendo desarmado por Schelloto. O camisa 13 abriu na direita para Palacio, que tocou no meio para Palermo. O camisa 9 recebeu de costas para o gol, mas deu um giro magistral, que deixou Fariña no chão, invadindo a área e chutando forte na saída de Saja. O goleiro ainda tocou na bola, que bateu no travessão e morreu no fundo das redes: Boca 3x3.

A partir daí, o jogo ficou eletrizante, justificando toda a expectativa do público presente ao Itaquá Dome. Um toma lá, dá cá frenético, chances de lado a lado e o cronômetro se aproximando do final. E foi assim, com emoção até o finalzinho, que o jogo continuou. Aos 9 minutos, Ruben Capria fez linda jogada e chutou, para Abbondanzieri mandar a córner. O próprio Ruben Capria cobrou, para o outro lado do campo, onde Acosta recebeu. O camisa 9 tocou a Diego Capria e correu para a área para receber de volta, chutando alto e forte para vencer o goleiro do Boca e dar números finais ao confronto: Racing 4x3.

Destaque do jogo: Ruben Capria. Vaiado no início, o camisa 10 não se importou e soube dar a volta por cima. Marcou dois gols e participou da jogada dos outros dois, transformando as vaias em aplauso ao final da partida.

HURACÁN 2x3 SAN LORENZO

O jogo entre os últimos colocados do Clausura 2017 poderia ser um jogo desinteressante. Mas o Huracán fez o programa de recondicionamento físico e promete uma atitude diferente neste Apertura. E o San Lorenzo, empolgado pela primeira conquista de sua História na FIFUBO (Torneio Início do Apertura), quer mais. O jogo pode ficar marcado, também, pelo centésimo gol da carreira de Romagnoli.

Com ingredientes mais que suficientes para levar o público ao estádio, o jogo começou a mil por hora e, com apenas 30 segundos, o San Lorenzo já tinha acertado a trave duas vezes, com Romagnoli e Johnathan Ferrari. O camisa 10 do time de Almagro ainda acertaria a trave mais duas vezes no primeiro tempo e passaria a etapa em branco. O Huracán, por sua vez, era desorganizado. Não conseguia marcar e nem encaixar o contra ataque, assim o gol do San Lorenzo era questão de tempo.

E foi mesmo! Aos 6 minutos, o Huracán isolou uma bola para o campo contrário e seus jogadores não guardaram posição. Tulla pegou a bola perdida e tocou a Reynoso no meio, que abriu na direita para Johnathan Ferrari. O camisa 2 trouxe a bola para o meio e foi avançando sem oposição, até chutar da entrada da área e vencer Islas, fazendo San Lorenzo 1x0.

O gol fazia justiça ao melhor futebol da equipe de Almagro, mas o nervosismo para Romagnoli celebrar o centésimo gol começou a fazer os jogadores errarem e discutirem entre si. Quem se aproveitou disso foi o Huracán. Aos 9 minutos, Romagnoli recuperou uma bola e avançou pro contra ataque, tabelando com Stracqualursi. O problema é que o camisa 9 queria cumprir sua função de artilheiro e pedia que Romagnoli lhe passasse a bola. Mas Romagnoli queria cumprir sua função de marcar o centésimo gol e pedia que Stracqualursi devolvesse a bola para ele. Os dois se atrapalharam e a bola saiu para tiro de meta. Enquanto os dois discutiam, Islas repôs rápido, Masantonio rolou para Milano e Ameli tirou a córner. Villarruel cobrou no primeiro pau, Milano subiu mais que a zaga e desviou de cabeça para empatar o jogo: Huracán 1x1.

No intervalo, Sr Rabina comemorava o empate com sua equipe jogando mal. Aproveitou para fazer uma única mudança, tirando Centurión e colocando Erramuspe em seu lugar, para impedir que o San Lorenzo tivesse tanta liberdade na entrada da área. Já Nilson tentava resolver a animosidade entre Stracqualursi e Romagnoli. Ele tirou Raul 'Pipa' Estevez e Buffarini para colocar Bordagaray e Tellechea. Além disso, Nilson conversou duramente com os dois jogadores de frente e exigiu que resolvessem suas animosidades em prol da equipe.

A conversa do treinador deu resultado. No segundo tempo, o San Lorenzo voltou mais focado, com os jogadores se ajudando mais e buscando a virada. O Huracán continuava desorganizado e levou o segundo gol com inteira justiça. Aos 3 minutos, Stracqualursi rolou para Romagnoli, que chutou para Islas espalmar. A bola saiu para lateral e, enquanto Romagnoli se preparava para a cobrança, Stracqualursi correu para a ponta esquerda, puxando a marcação. O camisa 10, então, repôs no meio, onde Tellechea recebeu de frente pro gol. Da meia lua, o camisa 20 chutou no canto direito do goleiro e fez San Lorenzo 2x1.

Novamente, o gol e o excesso de confiança foram os vilões da equipe de Almagro. Aos 6 minutos, Ameli e Luciatti ficaram trocando passes displicentes no campo de defesa, até ficarem rodeados de adversários. Reynoso resolveu a questão, pegando a bola e dando um bico para o campo contrário, onde saiu em tiro de meta. Islas repôs no meio para Ruben Masantonio, que abriu o jogo na ponta para Milano. O camisa 7 foi ao fundo e cruzou no segundo pau, onde Cigogna cabeceou livre e empatou o jogo novamente: Huracán 2x2.

Enquanto os jogadores do San Lorenzo discutiam, a torcida do Huracán comemorava. O mito tinha dado o seu primeiro toque na bola naquela cabeçada e foi ali que saiu o empate da equipe de Buenos Aires. O jogo ganhou emoção. O San Lorenzo partiu em busca da vitória, que entregaria a justiça da partida, enquanto o Huracán tinha o contra ataque à sua disposição. Mas o futibou de butaum é um esporte mágico, onde o melhor do espetáculo é reservado para o final.

Já nos acréscimos do jogo, Erviti tentou jogada pela ponta e perdeu para Barrientos, que isolou a bola para o meio de campo. Tellechea pegou na esquerda, levantou a cabeça e viu Romagnoli livre no meio. O passe foi preciso e o camisa 10 recebeu na meia lua, ajeitando a bola e chutando sem chances para Islas. A torcida veio abaixo enquanto Romagnoli batia no peito, apontava ao chão e fazia a taunt da Paloma: San Lorenzo 3x2.

Destaque do jogo: Leandro Romagnoli. Johnathan Ferrari fez um jogo excelente, assim como Tellechea. Mas foi o camisa 10 quem resolveu a parada, participando das principais jogadas, acertando a trave 3 vezes e decidindo o jogo para a sua equipe, fazendo História na FIFUBO.

CLASSIFICAÇÃO

1° Independiente - 3 pontos, 5 gols pró
2° Racing - 3 pontos, 4 gols pró
3° River Plate - 3 pontos, 3 gols pró, 0 gol contra
4° San Lorenzo - 3 pontos, 3 gols pró, 2 gols contra
5° Boca Juniors - 0 ponto, 3 gols pró
6° Huracán - 0 ponto, 2 gols pró
7° Estudiantes - 0 ponto, 0 gol pró, 3 gols contra
8° Velez Sarsfield - 0 ponto, 0 gol pró, 5 gols contra

ARTILHARIA

1° Nestor Silvera (Independiente) - 3 gols
2° Walter Busse (Independiente), Acosta (Racing) e Ruben Capria (Racing) - 2 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • A dificuldade em completar a primeira rodada e o pessimismo quanto aos próximos finais de semana já faz surgir o temor de que o Ato Normativo 4 tenha que ser aplicado. Reza tal regulamento que se o calendário apertar e for impossível encerrar a Liga, faz-se o número de jogos necessários para encerrar o primeiro turno, cancela-se os demais jogos e parte-se diretamente para os playoffs.
  • Mas, até o meio do ano, muita água vai rolar. A segunda rodada está prevista para este sábado e domingo, com o Clássico de Avellaneda agitando os bastidores da FIFUBO!
  • O milestone da rodada já foi cantado diversas vezes nesta postagem. O agraciado é Leandro Romagnoli, que decidiu o jogo para o San Lorenzo e chegou ao centésimo gol na carreira. O camisa 10 do San Lorenzo é apenas o terceiro jogador da Era Profissional a atingir a marca, atrás de Mike Modano (Dallas Stars) e David Trezeguet (River Plate). Foi com o talento e a frieza para decidir que Romagnoli pôde, pela centésima vez na FIFUBO, bater no peito, apontar ao chão e fazer a taunt da Paloma. E foi para a sua amada que dedicou a histórica marca.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Torneio Apertura 2018 - Primeira Rodada - 10/02/2018

O sábado de calor intenso é o dia perfeito para os foliões começarem a celebração do carnaval. Mas também é a ocasião ideal para iniciarmos o Torneio Apertura 2018. As equipes argentinas saúdam o povo e pedem passagem, arrastando uma verdadeira multidão ao Itaquá Dome, para assistir à primeira liga do ano. Vamos aos jogos!

RIVER PLATE 3x0 ESTUDIANTES

A eliminação precoce no Torneio Início foi lamentada em Nuñez, mas não pela perda da oportunidade de começar o ano com um título. Francescoli lamentava o fato de não ter podido utilizar seus reservas e, assim, os jogadores estariam sem ritmo para a estreia. Do outro lado, os torcedores do Estudiantes se enchem de esperança. Após o vice campeonato no Clausura 2017, a equipe espera algo maior para este ano, ou seja, o título do Apertura. Cristaldo pede calma e diz que a meta primária é se manter entre os quatro primeiros e se classificar para os playoffs. Dali, a meta vai sendo reajustada.

Quem vê o placar acha que foi um passeio do River, mas o fato é que ninguém passeou em campo. O primeiro tempo foi uma amostra nítida do que são equipes em início de temporada. Muitos erros de passe, quase nenhuma tática e pouquíssimas conclusões. O River ainda assustou em duas bolas na trave, com Ortega e Buonanotte. O Estudiantes só chutou com perigo no finalzinho do primeiro tempo e Carrizzo mandou a córner. Assim, a primeira etapa terminou num sonolento 0x0.

No intervalo, Francescoli tirou Gallardo e Buonanotte, colocando Coudet e Funes Mori. Pretendia dar nova movimentação na frente e melhorar o passe. Já Cristaldo trocou o lado esquerdo, tirando Marco Rojo e Boselli, colocando Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez em seus lugares. A intenção era melhorar o passe e ter alguém de presença na área.

As palavras de Francescoli mudaram o River. Os jogadores voltaram mais bem distribuídos em campo e conseguiram construir o caminho para a vitória aos 3 minutos, quando Lopez recebeu a bola e tentou avançar, mas foi desarmado por Placente. Bem posicionado, o camisa 3 passou a Ortega, que avançou pela ponta, atraindo a marcação. Quando se viu sem espaços, o camisa 10 rolou no meio, encontrando Trezeguet livre. O camisa 7 não costuma desperdiçar oportunidades e, desta vez, não foi diferente. Ele invadiu a área e chutou na saída de  Andujar, fazendo River 1x0.

O gol era tudo o que o River precisava. O Estudiantes se lançou ao ataque em busca do empate e se abriu aos contra ataques do rival. Aos 5 minutos, Trezeguet recebeu de Coudet, girou e chutou, para Andujar fazer uma linda defesa e mandar a córner. O próprio camisa 7 cobrou e surpreendeu a todos, que esperavam um cruzamento para cabeceio na área. Ao contrário, ele rolou a bola no primeiro pau para Funes Mori. Quando Andujar percebeu, saiu descontroladamente para interceptar e derrubou o camisa 9. Ferrari cobrou o pênalti no ângulo direito de Andujar, que se esticou, mas não alcançou: River 2x0.

Ali, a vitória estava assegurada. O Estudiantes tentava se lançar ao ataque, mas não havia ordem em suas ações. Cansado, devido ao calor e ao início da temporada, o River tocava a bola e esperava o tempo passar. E assim, já nos acréscimos, deu números finais ao jogo. A equipe trocava passes curtos, enquanto a torcida gritava 'olé', com Ferrari, Placente, Barrado, Paz, Coudet, Funes Mori, até chegar a Berizzo. Quando se viu com a bola na intermediária de ataque, o camisa 6 não viu ninguém à frente e resolveu avançar em velocidade. Em um piscar de olhos, já estava dentro da área e tocando na saída de Andujar, para celebrar uma importante vitória logo na estreia: River 3x0.

Destaque do jogo: José Maria Paz. Tá certo que o Estudiantes não chegou muito ao ataque. Mas quando chegou, encontrou no camisa 4 um gigante na defesa. Paz afastou as bolas que chegavam, ajudou a organizar o time e ainda se arriscou no campo de ataque.

VELEZ SARSFIELD 0x5 INDEPENDIENTE

Ainda em início de trabalho, o treinador Pearl Jam e seu auxiliar, Ledbetter, pedem tempo à torcida para conhecer os jogadores. Ao definir como prioridade a recuperação física dos jogadores, a dupla os mandou para o programa de recondicionamento físico e, com isso, os atletas entraram voando em campo. Mas o trabalho de pré-temporada se esqueceu das partes tática e técnica. Já o Independiente, com seu eterno discurso de que "este ano seremos protagonistas", resolveu adotar um tom muito mais cauteloso. À espera de seu prometido reforço para a armação, Bayer mandou os jogadores se concentrarem no campo, a fim de estrearem bem e caminharem tranquilos na temporada.

E a estreia não poderia ser melhor! Logo aos 30 segundos, Insua e Claudio Hussain tentaram um 'toca  y me voy', mas Montenegro estava atento e estourou a bola em cima do camisa 11 adversário. A bola saiu em lateral no campo de defesa do Velez, onde Facundo Parra repôs para o outro lado do campo e encontrou Busse livre. O camisa 7 avançou e, da entrada da área, chutou cruzado e venceu Sosa, fazendo Independiente 1x0.

Nem deu tempo de ver se a parte física dos jogadores do Velez faria a diferença. Com apenas 30 segundos, já perdiam o jogo. Os jogadores tentaram se reagrupar e buscar a igualdade, mas aí apareceu a negligência com as partes tática e técnica. O time não conseguia se encontrar em campo e, pior, viu Silvera liderar o Independiente em uma blitz pelos próximos 3 minutos, com Sosa salvando como podia. Justamente aos 3 minutos, Insua tocou a Turco Assad na esquerda e o camisa 9 perdeu a bola. Ao tentar recompor o meio com a tática conhecida como 'Legião', os jogadores do Velez afunilaram muito a marcação e Fredes, que havia recuperado a bola, tabelou com Gracián, percebeu que as pontas estavam desmarcadas e tocou ali. Silvera recebeu nas costas da zaga, invadiu a área em diagonal e chutou na saída de Sosa, fazendo Independiente 2x0.

A torcida do Velez começou a perder a paciência. Não bastava estar perdendo, o time não tinha um pingo de entrosamento e não chutava a gol. O Independiente foi esperando o erro do adversário e saindo em contra ataques. Aos 7 minutos, Insua perdeu a bola de forma completamente bisonha e viu Montenegro abrir na esquerda com tranquilidade. Busse recebeu e tocou a Mareque, inverteu a bola em um lançamento magistral para Silvera. O camisa 11 recebeu na direita, invadiu a área e chutou cruzado, sem chances para Sosa, fazendo Independiente 3x0.

No intervalo, Pearl Jam sacou Insua (que saiu vaiado) e Turco Assad e colocou Cubero e Lucas Pratto. A equipe passaria a jogar com 4 volantes. Já Bayer mudou o lado direito, sacando Vella e Facundo Parra, para colocar Acevedo e Gandin.

A mudança do Velez até surtiria efeito se os jogadores estivessem a par do que pretende o novo treinador. Melhoraram em campo, mas não tinham tática para seguir e, assim, dependiam do talento individual. Mas o Independiente estava bem arrumado em campo e marcava com maestria ímpar, à espera do contra ataque.

Aos 2 minutos, a jogada esperada veio, quando Acevedo saiu da direita para cobrir Montenegro no meio e interceptou passe que ia para Lucas Pratto. O camisa 12 do Independiente tocou a Gracián no meio e o camisa 19 abriu na esquerda para Silvera. O camisa 11 foi ao fundo e cruzou para a área, onde Busse concluiu de primeira, no canto esquerdo de Sosa e fez Independiente 4x0.

Neste momento, a torcida do Velez começou a deixar o estádio e os jogadores jogaram a toalha. O Independiente tocou a bola, à espera do apito final, pois seus jogadores estavam cansados. Mas ainda tinha tempo para a jogada mais espetacular da partida. Aos 8 minutos, Gracián lançou Silvera na ponta esquerda e o camisa 11 foi ao fundo com a bola, em velocidade. Gino Peruzzi veio para lhe marcar, mas Silvera deu um lindo drible, que fez o camisa 2 parar quase no alambrado. O drible fez Silvera ficar de costas para o gol, na lateral da área, mas o camisa 11 acertou um chute em arco e a bola entrou no ângulo oposto de Sosa, encerrando o jogo em 5x0 para o Independiente.

Destaque do jogo: Nestor Silvera. Além de marcar um hat trick e participar do segundo gol de Busse, o camisa 11 fez de tudo em campo. Armou o jogo, concluiu, ajudou na defesa e, com os 3 gols marcados, precisa de mais 6 para comemorar o centésimo de sua carreira.

NOTAS RÁPIDAS

  • A primeira rodada se encerra neste domingo, com Racing x Boca e Huracán x San Lorenzo. Até o final do carnaval, mais uma ou duas rodadas serão disputadas.
  • O milestone da rodada vai para Walter Busse. Ao anotar o primeiro gol de sua equipe no Apertura, ele chegou a 20 com a camisa do Independiente.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Torneio Início do Apertura 2018 - 04/02/2018

O domingo nublado e de temperatura mais amena não condizia com a constelação de craques que iria brilhar no Itaquá Dome. Os times argentinos pisariam no gramado sagrado pela primeira vez em 2018, no Torneio Início do Apertura. Infelizmente, o torneio preparatório e o tempo ruim não deram ao estádio um bom público. Os que decidiram não prestigiar a competição perderam a história sendo feita.

Relembrando o regulamento, o Torneio Início é a competição que serve como apresentação dos times antes das duas ligas da FIFUBO (Apertura e Clausura). Não há premiação ao campeão, mas o título entra para as estatísticas. Disputado em tempo único de 10 minutos, vence quem marcar mais gols. Se houver empate, quem tiver mais escanteios avança e, persistindo o empate, a disputa vai para os pênaltis. Os duelos nas quartas de final são definidos com base na classificação final da liga anterior, com o campeão enfrentando o oitavo, o vice enfrentando o sétimo, o terceiro enfrentando o sexto e o quarto enfrentando o quinto. Vamos ver como foi a competição!

RIVER PLATE 1x2 SAN LORENZO

Campeão de tudo em 2017, o River é o único time que não se importa com conquista de Torneio Início. O único intuito da equipe é avançar até as semifinais e dar ritmo a todos os jogadores. O grande desafio de Francescoli é incentivar os jogadores. O San Lorenzo, por outro lado, participou do programa de recondicionamento físico e quer mostrar que o sistema funciona. Além disso, Romagnoli tem 98 gols e uma boa campanha no Torneio Início pode fazê-lo chegar aos 100 na carreira.

O início do jogo foi muito ruim. Sem ritmo, as duas equipes erravam passes e os jogadores não corriam, visivelmente fora de forma. A primeira oportunidade do River veio somente aos 3 minutos, quando Trezeguet concluiu torto, para fora.

O San Lorenzo estava melhor fisicamente e seus jogadores tocavam bem a bola, fazendo-a ir de um lado a outro do campo e conseguindo criar boas situações. Assim, uma linda jogada foi armada aos 6 minutos, quando Piatti tocou a Romagnoli no meio e o camisa 10 encontrou Erviti livre na esquerda. O camisa 11 invadiu a área em velocidade e foi derrubado por Carrizzo. Romagnoli cobrou o pênalti no ângulo de Carrizzo e bateu no peito, apontou ao chão e fez a taunt da Paloma para comemorar San Lorenzo 1x0.

O River estava em desvantagem e, por isso, precisou se abrir para buscar o empate. Mas o primeiro jogo da temporada é difícil, pela falta de ritmo. Com isso, o time de Nuñez não conseguiu ameaçar o gol adversário. Melhor para o San Lorenzo, que esperava os erros do River para contra atacar. Aos 9 minutos, Reynoso roubou bola de Trezeguet e tocou a Romagnoli. O camisa 10 recuou a Johnathan Ferrari, que tocou no corredor para Raul 'Pipa' Estevez. O camisa 7 viu o deslocamento de Stracqualursi, do meio para a direita, e tocou a bola no ponto futuro. Stracqualursi recebeu, invadiu a área, fez que ia soltar uma bomba e acabou mandando o chute conhecido como 'bola fubá'. Quando Carrizzo percebeu, o adversário já comemorava: San Lorenzo 2x0.

O River descontou na saída de bola. Aos 10 minutos, Gallardo fez o 'toca y me voy' com Trezeguet, recebeu na área, driblou Migliore e empurrou para o gol vazio: River 1x2. Mas já era tarde para buscar o empate.

ESTUDIANTES 0x0 HURACÁN

Vice campeão do Clausura, o Estudiantes quer alçar voos mais altos. A equipe sonha com a conquista de títulos, para coroar sua recuperação. Já o Huracán quer provar que os problemas extra campo foram resolvidos e a equipe pode voltar a ter o equilíbrio entre seu sistema defensivo e os contra ataques.

O fato é que o jogo foi muito ruim tecnicamente. Os jogadores das duas equipes estavam sem ritmo e erravam muitos passes. Mas o Estudiantes conseguiu avançar porque teve um escanteio no jogo, coisa que o Huracán não conseguiu.

VELEZ SARSFIELD 1x2 BOCA JUNIORS

Um duelo muito esperado. O Velez não fez má campanha no ano passado, com um quarto lugar no Apertura e um terceiro no Clausura. Mas a impressão deixada foi péssima, diante da expectativa de títulos. A humilhante derrota para o San Lorenzo no Clausura (3x4, depois de estar vencendo por 3x0) fez a comissão técnica entregar o cargo. Para 2018, os estreantes Pearl Jam e Ledbetter assumem o comando da equipe, com o primeiro como técnico e o segundo, auxiliar. Mas é o primeiro jogo da equipe, então se espera muita falta de entrosamento.

O Boca também passou um vexame em 2017, mas gigante. A equipe conseguiu um feito negativo ao ser o primeiro time argolado a não se classificar para uma semifinal de liga, no Apertura, repetindo o vexame no Clausura. Na Copa Olé, o vice campeonato poderia até ser considerado uma consolação, mas a derrota foi para o River, o que fez os torcedores protestarem veementemente. Assim, o treinador Sr Rússia foi demitido e, ironicamente, o contratado para o seu lugar foi justamente Tripa Seca, que pediu demissão do Velez.

Um jogo que tinha tudo para ser tenso acabou como uma partida de altíssimo nível técnico. Apesar dos treinadores não conhecerem bem as suas equipes, os dois times fizeram de tudo para impressionar os novos comandantes e, com movimentação constante, boas jogadas e conclusões perigosas, Velez e Boca protagonizaram um espetáculo de primeira.

A falta de ritmo também se notou nas conclusões. Apesar das grandes jogadas criadas, o primeiro gol foi sair somente aos 4 minutos. Após cobrança de tiro de meta, Abbondanzieri deixou com Riquelme no meio. O camisa 10 recuou a Cagna, que lançou na ponta para Palacio. O camisa 19 foi ao fundo e cruzou para a área, onde Palermo apareceu bem posicionado e cabeceou no canto de Sosa, fazendo Boca 1x0. Foi o 98° gol de Palermo.

O Velez fez de tudo para buscar o empate, mas Abbondanzieri fazia defesas impressionantes, como quem quisesse dar uma resposta às vaias dos torcedores, que criticavam o fato dele estar com a seleção até este domingo. O goleiro só não pôde evitar o gol aos 10 minutos, quando Insua recebeu de Claudio Hussain, avançou pelo meio puxando a marcação e deu um lindo passe no meio da zaga para Dario Hussain. O camisa 10 recebeu dentro da área e tocou na saída de Abbondanzieri, fazendo Velez 1x1.

Com 1x1 em escanteios, parecia que o jogo ia para os pênaltis, mas ainda tinha acréscimos a correr e o Boca se aproveitou disso para vencer. No último lance do jogo, Riquelme se atirou para roubar a bola e tocou para Serna. O camisa 5 tocou a Basualdo, que abriu na esquerda rápido. Arruabarrena apareceu em velocidade, invadiu a área e chutou cruzado para fazer Boca 2x1, levando o time à próxima fase.

INDEPENDIENTE 2x2 RACING

O último duelo das quartas de final era justamente o Clássico de Avellaneda. Quarto colocado no Apertura e terceiro no Clausura, o Independiente poderia dizer que teve um 2017 interessante, mas a verdade é que a equipe decepcionou. Sempre favorito, o time faz campanhas irregulares e só consegue se classificar na bacia das almas, caindo sempre nas semifinais. A promessa da diretoria de contratar um novo meia empolgou os jogadores, que creem em dias melhores para o lado vermelho da província.

Já o Racing quer recuperar os melhores dias. Grande sensação do Apertura, quando terminou com o vice campeonato, o time cansou e caiu de produção, decepcionando na Copa Olé e no Clausura, onde nem se classificou para as semifinais. As promessas de dias melhores estão presentes do lado azul e branco da província e eles querem mostrar logo no Torneio Início.

Se Velez e Boca fizeram um jogo técnico, o Clássico de Avellaneda foi muito superior. Com emoção de sobra até o último instante, as duas equipes se revezavam em lindas jogadas e muita técnica. O primeiro gol saiu aos 3 minutos, em linda jogada ensaiada. Latorre cobrou o córner para fora da área, onde Ruben Capria recebeu. O camisa 10 abriu na ponta esquerda para Martin Simeone e correu para a meia lua, onde recebeu de volta do camisa 8 e, de primeira, chutou no canto de Navarro, fazendo Racing 1x0, com muita categoria.

O Independiente não se acanhou e foi em busca do empate. Aos 5 minutos, Gracián fez boa jogada no campo de ataque e rolou na esquerda para Silvera, próximo à entrada da grande área. O camisa 11 era marcado por Quiroz, mas mesmo assim chutou. A bola atingiu o camisa 5 e subiu. Saja poderia pegá-la no ar, mas preferiu esperar para ver o que iria acontecer quando a bola caísse e, após a pelota quicar, encobriu o goleiro, que engoliu um frango incrível: Independiente 1x1.

A falha do goleiro fez os jogadores do Racing perderem a concentração por um instante e errar na jogada seguinte de ataque. O Independiente se aproveitou disso e partiu em busca da virada. Aos 8 minutos, Gracián fez boa jogada e chutou, mas a defesa bloqueou e a bola saiu em lateral. Vella repôs rápido para Facundo Parra, que invadiu a área pela direita e chutou na saída de Saja, fazendo Independiente 2x1.

Agora, a pressão era toda em cima do Racing e, com isso, o time se lançou desesperadamente ao ataque. A pressão foi até o último lance do jogo, quando Enrique inverteu da esquerda para a direita e encontrou Martin Simeone. Ruben Capria percebeu que o camisa 8 ia chutar e correu para a área, para atrapalhar a visão de Navarro. O goleiro, desesperado, empurrou o camisa 10 para ver o lance e o juiz Wilson Neca marcou pênalti. A inteligência de Ruben Capria foi imensa, já que Martin Simeone isolou a bola e o jogo se encerraria. Mas uma partida não pode se encerrar se houver uma falta direta ou pênalti para ser cobrado. Ruben Capria cobrou o penal no ângulo esquerdo de Navarro, que foi para o outro lado: Racing 2x2. Em escanteios, o empate foi em 1x1, então a partida seria decidida nos pênaltis!

A série regular de pênaltis apresentou um festival de erros que não condizia com o grande jogo que tinha sido apresentado anteriormente. A começar por Ruben Capria, quatro jogadores erraram suas cobranças e a série regular terminou em 3x3. Na série alternada, ao contrário, os jogadores começaram a acertar. Foi somente na terceira série extra que a partida se decidiu. Enquanto Gamboa chutou mal no meio do gol e Navarro pegou, Busse chutou no canto esquerdo de Saja e levou o Independiente às semifinais.

SAN LORENZO 1x0 INDEPENDIENTE

Para as semifinais, Nilson promoveu mudanças para dar ritmo aos reservas. Saíram Reynoso, Piatti e Raul Estevez e entraram Tellechea, Buffarini e Bordagaray. Bayer também promoveu mudanças, com as saídas de Fredes e Facundo Parra, para as entradas de Acevedo e Gandin.

Foi um jogo bem nervoso. Logo aos 40 segundos, Romagnoli tentou chegar numa bola e fez falta em Montenegro, levando o cartão amarelo. O camisa 10 era marcado sempre por, no mínimo, dois jogadores. Do outro lado, Silvera era bem marcado por Johnathan Ferrari. Assim, as chances de gol eram escassas. As coisas pioraram para o Independiente quando Silvera tentou fazer uma jogada impossível e cometeu falta tripla, levando o cartão vermelho direto.

Com um a mais em campo, o San Lorenzo começou a se espalhar mais em campo. Romagnoli se lançou ao ataque, levando os marcadores e, com isso, abriu espaços para os companheiros. Aos 9 minutos, uma bola foi esticada para Gandin, mas Tulla apareceu e roubou a bola. Os jogadores do Independiente pediram falta, mas o juiz Pedro Carlos Bregalda mandou continuar o lance. Quem recebeu foi Tellechea, que tocou a Buffarini. O camisa 8 avançou em velocidade e, próximo à entrada da área, arriscou um chute rasteiro. Navarro se esticou, mas a bola foi bem no canto, morrendo no fundo das redes: San Lorenzo 1x0.

Enquanto os jogadores do San Lorenzo comemoravam a vaga na final, os do Independiente cercaram o árbitro, que precisou sair escoltado pelo policiamento.

ESTUDIANTES 1x1 BOCA JUNIORS

Ainda sem ritmo, os jogadores do Estudiantes receberam a ordem de tocar a bola com passes curtos. Cristaldo resolveu dar ritmo aos reservas, sacando Rodrigo Braña e Mauro Boselli para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez em seus lugares. Já Tripa Seca, também disposto a dar ritmo aos reservas, teve que conversar com Palermo para não criar uma crise com seu artilheiro. Ao anunciar que Schelloto e Viatri iriam jogar nos lugares de Palermo e Palacio (além de Battaglia no lugar de Cagna), o camisa 9 argumentou que estavam faltando dois gols pro centésimo. Mas Tripa Seca lhe explicou que queria dar mais ritmo a Riquelme e, por isso, não iria mexer no meio (Schelloto pode jogar tanto no meio quanto no ataque).

O Estudiantes teve uma atuação melhor que a do primeiro jogo. O Boca caiu de ritmo, pois os dois atacantes não funcionaram. Mesmo assim, as escolhas de Tripa Seca mostraram acertadas novamente. Aos 5 minutos, Verón foi ao ataque e tentou tabelar com Enzo Perez, mas Basualdo estava atento e interceptou o passe, tocando a Riquelme, que avançou em velocidade pelo meio e, na chegada da marcação, abriu na esquerda. Schelloto recebeu, deu a quebra de asa e tocou no meio para Viatri. Sem a marcação de Verón, o camisa 7 recebeu livre, invadiu a área e chutou na saída de Andujar, fazendo Boca 1x0.

Com isso, o Estudiantes precisou ir ao ataque, em busca do empate. Mas o ataque parecia sem entrosamento e, com isso, as chances de gol eram escassas. Como sempre, quando a situação aperta, Verón saiu de trás para resolver sozinho. Aos 9 minutos, o camisa 11 viu que Leandro Benítez não tinha a quem passar e, aos berros, deixou o campo de defesa. O camisa 8 percebeu e tocou a bola para Verón, que avançou pela esquerda, deu um lindo drible em Battaglia e chutou com extrema categoria para encobrir Abbondanzieri e fazer Estudiantes 1x1.

O jogo continuou assim até o final, mas o Boca conseguiu um escanteio pouco antes de inaugurar o marcador e, como o Estudiantes não conseguiu nenhum, quem avançou à final foi o time xeneize.

SAN LORENZO 3x0 BOCA JUNIORS

O time de Almagro quer fazer história e conquistar seu primeiro título na FIFUBO. Assim, Nilson trouxe Raul Estevez e Reynoso de volta, nos lugares de Bordagaray e Tellechea, mas manteve Buffarini no lugar de Piatti. Já Tripa Seca parecia não se importar com o resultado. Embora Cagna e Palermo voltassem, Palacio continuou no banco, com Viatri de titular. A ideia do treinador era observar uma formação com dois centroavantes.

A final foi nervosa, o placar não é fiel ao que foi o jogo. O receio de perder o título com Romagnoli fazendo o centésimo gol fez com que os jogadores do Boca apertassem a marcação, com até três jogadores cercando o camisa 10. Já Palermo, que se marcasse dois chegaria também à contagem centenária, era bem marcado por Buffarini e Johnathan Ferrari. As equipes tinham poucas chances de gol e tudo indicava que o campeão seria decidido nos pênaltis.

Mas Romagnoli é um gênio e, em momentos de aperto, os gênios costumam fazer mágica. Aos 6 minutos, o camisa 10 recebeu a bola na intermediária de ataque e viu Serna, Basualdo e Riquelme correrem para marcá-lo. Com um passe espetacular, Romagnoli encontrou Raul Estevez livre. O camisa 7 invadiu a área em velocidade e chutou na saída de Abbondanzieri, fazendo San Lorenzo 1x0.

O gol trouxe confusão ao time do Boca, pois eles só tinham quatro minutos para buscar um empate, mas não podiam deixar Romagnoli livre. Assim, a equipe tentou ir ao ataque de forma ordenada, mas o San Lorenzo se trancou na defesa e esperou um erro do adversário para buscar o contra ataque. Eles resistiram bravamente e, aos 9 minutos, um cruzamento afastado por Ameli acabou com Buffarini abrindo na direita para Raul Estevez. O camisa 7 avançou pela ponta, foi ao fundo e cruzou para a área. A bola passou por todos os jogadores do Boca sem ninguém afastar e, no segundo pau, Stracqualursi completou para o gol e fez San Lorenzo 2x0, deixando o time de Almagro muito próximo do título.

O Boca se desesperou de vez. Com apenas um minuto (fora os acréscimos) para tirar uma desvantagem de dois gols, os jogadores de lançaram ao ataque e perderam a bola. O San Lorenzo começou a tocar para gastar o tempo, enquanto seus poucos torcedores gritavam 'olé'. E assim, de pé em pé, foram passando de um lado a outro do campo, até que Romagnoli rolou para Buffarini chutar cruzado da meia lua e vencer Abbondanzieri mais uma vez, fazendo San Lorenzo 3x0.

SAN LORENZO CAMPEÃO DO TORNEIO INÍCIO DO APERTURA 2018

Apesar de um torneio sem importância, os jogadores do San Lorenzo não conseguiram conter as lágrimas, em sua comemoração efusiva do primeiro título da equipe de Almagro na FIFUBO. Romagnoli não chegou aos 100 gols, que certamente virão no Apertura, mas foi erguido como herói pelos companheiros, na inédita conquista, que também serve para consolidar o método de recuperação física como um dos ingredientes do sucesso na FIFUBO.

Sair do último lugar no Apertura e Clausura de 2017 para a conquista do Torneio Início é um feito extraordinário, que mostra a entrega e a categoria dos jogadores do San Lorenzo, que tiveram que enfrentar os três times argolados da liga, sendo que precisaram desbancar o bicho papão River Plate na primeira eliminatória.
"Quando eu cheguei no Imperatriz, para ser reserva de Etcheverry e Zenden, deixei claro que continuaria ali até o San Lorenzo ser registrado na FIFUBO. Dali, a diretoria me liberou e eu comecei a minha linda história neste clube que amo. É lógico que chegar a 100 gols é uma marca que todo jogador quer, mas para mim é mais importante ver o San Lorenzo ser campeão. Quando eu percebi que o objetivo do adversário era me impedir de alcançar minha marca pessoal, puxei a marcação para longe do gol e abri espaço para meus companheiros se consagrarem. Nada é mais importante do que o San Lorenzo ganhar. Agora? Agora é só comemorar!" - Leandro Romagnoli, a jornalistas após conquistar o Torneio Início.

NOTAS RÁPIDAS 

  • Ruben Capria (Racing), Julio Buffarini (San Lorenzo) e Dennis Stracqualursi (San Lorenzo) terminaram o Torneio Início como artilheiros, com 2 gols cada.
  • Após as semifinais, uma sessão extraordinária do TJB foi convocada para apreciar a petição do Independiente contra o árbitro Pedro Carlos Bregalda. Os dirigentes do clube de Avellaneda alegaram que o gol do San Lorenzo nas semifinais se iniciou de uma falta ignorada pelo árbitro. Como o resultado do jogo não pode ser revertido, eles pediam uma punição ao juiz. Os auditores concordaram e aplicaram um gancho de duas partidas a Bregalda. Como só havia mais um jogo a disputar no Torneio Início, o árbitro foi afastado do sorteio que decidiria o juiz da final.
  • Agora é hora da primeira liga do ano! O Torneio Apertura começa no próximo final de semana. A novidade em 2018 é que o melhor jogador em campo não será mais, obrigatoriamente, do time vencedor. Qualquer jogador pode levar a honraria.
  • Dois jogadores conseguiram milestones no Torneio Início. Ao empatar o jogo contra o Boca, Verón chegou a 50 com a camisa do Estudiantes. Dario Hussain também marcou contra o Boca e, com isso, chegou a 30 com a camisa do Velez.
Jogadores e comissão técnica do San Lorenzo posam para jornalistas após conquistarem o Torneio Início do Apertura 2018