domingo, 12 de agosto de 2018

Arte e botões - Oldham Athletic A.F.C. 1996 - 12/08/2018

Domingo, dia dos pais, mais uma arte da FIFUBO para vocês! Desde o início desta seção aqui no blog, é a primeira vez que vamos apresentar uma equipe internacional, com uma história divertida. Senhoras e senhores, aqui está o Oldham Athletic!

Fundado em 1895 em Pine Ville, o Oldham tem 123 anos de idade. É de Oldham, Greater Manchester, um condado metropolitano do nordeste inglês e, atualmente, disputa a quarta divisão do futebol inglês (League Two). Manda seus jogos no Boundary Park, com capacidade para 13.512 torcedores. Foram campeões da terceira divisão na temporada 90-91, da quarta divisão nas temporadas 52-53 e 73-74, da Lancashire Combination (uma liga do nordeste inglês) na temporada 1906-07 e tricampeões da Lancashire Senior Cup, nas temporadas 1907-08, 66-67 e 2005-06.

Mas por que o Oldham ilustrará esta postagem? Aí é que entra a história divertida. Corria o ano de 1996, minha mãe teve a oportunidade de realizar um sonho e, finalmente, pôde conhecer Londres. Antes de ir para o aeroporto, perguntou ao meu irmão e a mim qual camisa de time nós queríamos que ela trouxesse. Meu irmão fez o básico e pediu o atual bicampeão inglês, Manchester United. O diferentão aqui resolveu inovar e pediu do Leeds United, uma simpática equipe, que na época era uma das melhores do país. Minha mãe entrou na loja esportiva e logo viu a camisa do Manchester United, uma bela versão que tinha o Old Trafford decorando o fundo da camisa. Na hora da minha camisa, não lembrava o nome do time de jeito nenhum. Então, perguntou ao vendedor se algum time era patrocinado por aquela loja (JD Sports). O vendedor coçou a cabeça, foi lá dentro e voltou com a camisa do Oldham. Um belo exemplar, todo laranja e com o escudo com a corujinha em azul marinho, com o nome da JD Sports no centro e o símbolo da Umbro no canto. Quando voltou ao Brasil, me entregou aquela camisa e eu fiquei com cara de besta, sem entender por que eu ganhava justo a de um time que jamais ouvi falar na vida.

Acontece que, naquele mesmo ano, o clipe "Garota Nacional" do Skank chegava aos televisores, virava febre e subia rápido nas paradas de sucesso. E o vocalista, Samuel Rosa, cantava a música com uma camisa de time. Qual time? Justamente o Oldham Athletic! Minha mãe atirou no que viu, acertou no que não viu e, até hoje, só vi Samuel Rosa e eu com a camisa deste desconhecido clube inglês.

Na temporada 96-97, o Oldham nem estava tão mal. Jogava a segunda divisão inglesa, chegou à terceira rodada tanto na Copa da Inglaterra quanto na Copa da Liga Inglesa e teve bom público a temporada inteira. Infelizmente, ao final da Liga, terminou 23° e penúltimo lugar, sendo rebaixada para a terceira divisão. Stuart Barlow terminou a temporada com 12 gols e como artilheiro da equipe. Na terceira divisão, fez temporadas medianas, sempre ali entre o décimo terceiro, décimo quarto lugar, jamais ameaçando o grupo de cima e tornando impossível se tornar uma sensação no futebol inglês, como vemos surgir de vez em quando (vide o Leicester campeão inglês recentemente).

Mas a paixão por aquela camisa (que tenho até hoje) e a internet me fizeram procurar os jogadores que atuaram naquela temporada 96-97 para montar a arte. Selecionei o goleiro, os já tradicionais 12 jogadores de linha e, como novidade, o treinador. Assim, quem quiser montar a equipe pode selecionar uma palheta ou um botão que não seja bom de jogar, colar a arte do treinador e o deixar na beira do campo, aumentando a diversão na hora de jogar.

O Oldham que eu montei joga no estilo da maioria dos times ingleses, aquele 4-4-2 em linha, com os laterais e zagueiros formando a linha defensiva, os quatro meiocampistas formando uma linha média e os dois atacantes jogando lado a lado na frente.

O time base fica com 1. Gary Kelly; 2. Scott McNiven, 4. Shaun Garnett, 5. Richard Graham, 3. Carl Serrant; 7. Paul Rickers, 6. Lee Duxbury (c), 8. Lee Richardson, 9. Mark Allott; 10. Andy Ritchie, 11. Stuart Barlow. O técnico Neil Warnock tem como opções no banco 13. Steve Redmond para a defesa e 12. Ronnie Jepson para o ataque.

Escolhi como destaques nesta equipe o capitão Lee Duxbury e os atacantes Stuart Barlow e Andy Ritchie. Duxbury jogou no Oldham, de 1997 a 2003, 248 partidas e 32 gols. Teve outras equipes, mas nenhuma outra tanto quanto no Boundary Park. Um meio campo com características mais defensivas, mas um senso de organização grande. Guardadas as devidas proporções, seu estilo pode ser comparado ao de Steven Gerrard, de jogar mais defensivamente, mas saindo para armar o jogo e pegando bem de fora da área.

Barlow dispensa maiores apresentações. Artilheiro do Oldham naquela temporada, jogou de 1995 a 1998 no Oldham, atuando em 93 partidas e marcando 31 gols. Antes, entre 1990 e 1995, atuou pelo Everton em 71 partidas, marcando 10 gols. Depois, em menores escalões, rodou até encerrar a carreira em 2009. Jogava tanto no meio quanto no ataque, mais como segundo atacante do que como armador. Apesar de ter uma boa movimentação, não era propriamente um artilheiro e isso dinamitou suas chances na Premier League.

Andy Ritchie era, talvez, a maior esperança da equipe. Jogou no Manchester United e no Leeds, chegando ao Oldham cercado de expectativa. No total, teve duas passagens pela equipe do nordeste inglês. Entre 1987 e 1995, jogou 250 partidas e marcou 104 gols. Saiu para o Scarborough e retornou em 1997, encerrando a carreira no Oldham em 1999. Nesta segunda passagem, jogou 32 partidas e fez 3 gols. Conhecido como "Stitches", foi o artilheiro da equipe na mágica temporada de 1989-90, quando a equipe chegou ao vice campeonato da Copa da Liga e às semifinais da Copa da Inglaterra, anotando 28 gols na temporada. Considerado um dos maiores ídolos do Oldham, até hoje tem seu nome lembrado pela torcida, na canção "Andy Ritchie's Magic".

Então, eis a equipe do Oldham Athletic e sua fantástica história. Esta arte está disponível aqui e, um dia, ainda irei fazer a equipe para poder jogar. Quem sabe, um dia, os Latics não dão o ar de sua graça nos campos da FIFUBO?



sábado, 4 de agosto de 2018

Arte e botões - Vasco campeão da Copa do Brasil 2011 - 04/08/2018

Voltamos com a sessão Arte e Botões. A ideia é fazer uma postagem nova a cada final de semana, preferencialmente no domingo. Como não teve jogo neste sábado, vamos adiantar a brincadeira um dia.
O time da vez é o Vasco campeão da Copa do Brasil 2011! Quer dizer, o escolhido é o Vasco de 2011, pois alguns dos jogadores não estavam naquela vitoriosa conquista, mas o tema é a Copa do Brasil, por conta de um antigo sonho. Como bom torcedor do Vasco, já vi meu time do coração conquistar vários títulos. Mas a Copa do Brasil me incomodava, pois parecia que o Vasco não era talhado para esta competição. Enquanto Grêmio, Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras e outros sempre se davam bem, o Vasco entrava no torneio com uma preguiça incrível, parecia que a Copa do Brasil jamais tinha importância para o clube. As eliminações eram traumáticas. Algumas, como o 0x3 para o XV de Novembro (RS) em 2004 e o mesmo placar para o Baraúnas, em 2005, foram humilhantes. Outras, como o 1x1 com o Remo em 91, 0x1 para o CSA em 92, ou 1x2 para o Gama em 2007 (no Maracanã, pronto para o milésimo gol de Romário) não foram tão dilatadas, mas igualmente dolorosas. Em 2006, aos trancos e barrancos o time chegou à final, contra o Flamengo. Com Valdiram e Valdir Papel no ataque, o time da Cruz de Malta jamais ameaçou os rubro negros e perdeu os dois jogos (0x2 e 0x1). Será que a Copa do Brasil jamais iria para São Januário?

Eis que chega o ano de 2011, o campeonato estadual se avizinhava e Roberto Dinamite prometia um ano de glórias para o Vasco. No primeiro jogo, derrota para o Resende (0x1). No segundo, novo revés, agora para o Nova Iguaçu (2x3). No terceiro jogo, perde para o Boavista (1x3) e, com campanha pífia, o clássico contra o Flamengo apresenta a quarta derrota seguida (1x2) e a queda do treinador PC Gusmão. Com o pior início de temporada de sua história, o Vasco precisava de uma sacudida. Ricardo Gomes foi o escolhido e a equipe começou a vencer. A goleada sobre o América (9x0) mostrava que, enfim, o trabalho deslancharia. E é aí que entra a Copa do Brasil.

Na estreia, o Vasco bate o Comercial (6x1) e elimina a necessidade de jogo de volta. Contra o ABC de Natal, a eliminação esteve próxima, após o 0x0 no jogo de ida e o empate com gols se avizinhando na volta. Mas Alecsandro e Bernardo fizeram os gols e o Vasco avançou com o 2x1. Contra o Náutico, vitória fora de casa (3x0) e empate em São Januário (0x0), o Vasco ia avançando. Contra o Atlético-PR, um chutaço de Diego Souza decreta o empate fora de casa (2x2) e, em casa, novo drama no empate em 1x1 levava o Vasco às semifinais. Era só passar pelo Avaí e ir para a sonhada final! No jogo de ida, a equipe joga mal e Diego Souza salva o vexame, no empate em 1x1. Teria que vencer fora de casa para avançar à final. Diego Souza novamente chama a responsabilidade e lidera a equipe na vitória por 2x0, levando o Vasco à decisão da Copa do Brasil contra o Coritiba.

São Januário lotou para ver a equipe fazer o jogo de ida da decisão e vibrou quando Alecsandro marcou o gol solitário no 1x0 que dava ao Vasco a vantagem do empate, ou derrota por 1 gol de diferença, desde que marcasse.

No jogo de volta, Couto Pereira lotado e um Coritiba impressionante, amassando o Vasco em seu campo. A equipe errava muito e estava nervosa, com a possibilidade de voltar a ser campeã nacional depois de 11 anos. Em um contra ataque, Diego Souza lançou Eder Luis na ponta direita e o camisa 7 cruzou para a área. Alecsandro desviou e fez Vasco 1x0. Agora, a equipe só não seria campeã se levasse 3 gols! Mas o Coritiba não desistiria fácil e, ainda no primeiro tempo, já tinha virado o jogo.

No segundo tempo, Eder Luis resolveu entrar para a história ao arriscar um chute de muito longe. O goleiro do Coritiba aceitou e a partida ficou em 2x2. Mas, aos 21 minutos do segundo tempo, o Coritiba acertou um chute incrível de fora da área e fez 3x2. O estádio inteiro veio abaixo e o sonho de ver meu time ser campeão da Copa do Brasil parecia desaparecer de vez. Dois dos mais experientes jogadores, Felipe e Diego Souza, foram substituídos e, no banco de reservas, colocaram toalhas na cabeça para não ver o fim do jogo. Bernardo entrou como um veterano de mil competições, liderou a equipe e, no final, a taça finalmente pôde vir para São Januário. Foi um teste para cardíaco, mas eu poderia morrer tranquilo, finalmente tinha visto meu time vencer a Copa do Brasil!

A temporada ainda traria muita emoção. No campeonato brasileiro, o Vasco se manteve sempre no grupo de cima, terminando a competição em segundo lugar. Juninho voltou para a Colina, Ricardo Gomes quase morreu na beira do campo, o Vasco teve em 2011 um dos melhores anos de sua história.

Como se vê, a Copa do Brasil foi a cereja no bolo daquele ano, mas o time era muito mais do que a competição do primeiro semestre. Alguns jogadores chegaram, outros saíram e eu até fugi à regra de fazer o goleiro e doze jogadores de linha. Esse Vasco é tão especial que eu separei quinze jogadores de linha para se juntarem ao goleiro. Vamos à arte e às explicações táticas e sobre a convocação!


Podemos montar o time base com 1. Fernando Prass; 23. Fagner, 26. Dedé, 25. Anderson Martins, 33. Ramon; 5. Nilton, 6. Felipe, 8. Juninho, 10. Diego Souza; 7. Eder Luis, 9. Alecsandro.

Em tese, essa equipe jogaria no 4-4-2 losango. Nilton seria primeiro volante, Juninho e Felipe fariam os lados do meio de campo, como volantes e armadores, e Diego Souza ficaria centralizado mais à frente, como enganche ou ponta de lança. Mas, na prática, acabou jogando num 4-3-3. Nilton, Felipe e Juninho formavam o meio de campo, Eder Luis abria na ponta direita, Diego Souza fazia a ponta esquerda e Alecsandro ficava de centroavante.

Victor Ramos foi escolhido como reserva da zaga, porque tinha potencial. Ao lado de Anderson Martins, no Vitória, foi muito bem. Mas no Vasco não rendeu e não teve muitas oportunidades. Allan também faz parte do elenco por sua versatilidade. Sou fã deste jogador, que podia jogar tanto de volante como na armação. Testado na lateral, também se saiu bem. Eduardo Costa, com passagens pelo futebol europeu e pela seleção brasileira, andou beliscando uma vaga no time titular. Podia jogar tanto de volante como de zagueiro. Bernardo era o xodó da torcida e um dos maiores desperdícios do mundo da bola. Mesmo na reserva, era artilheiro do time. Chegou praticamente dado pelo Cruzeiro, como volante. Passou a jogar mais à frente e até no ataque se saiu bem. Mas não tinha cabeça e, por isso, não foi longe na carreira. Outro problemático também tem vaga nesse elenco. É Carlos Alberto, o craque da série B que foi o embrião desse time. Devia ter uma cabeça melhor, assim sua carreira teria sido brilhante.

Neste time, com tantos craques, gostaria de destacar dois: Eder Luis e Diego Souza. Eder Luis, dono da camisa 7, era uma espécie de "Euller 2.0". Lógico que não jogava metade do que Euller jogou, mas suas arrancadas pela direita, sua habilidade e seus gols fizeram os torcedores lembrarem do Filho do Vento e, mesmo jamais repetindo as atuações daquele longínquo ano de 2011, tem lugar no coração do torcedor vascaíno, principalmente pelo gol que nos deu a Copa do Brasil.

Diego Souza é um capítulo à parte. Chegou num momento de baixa do clube, estreou com a camisa 10 num clássico contra o Botafogo e marcou os dois gols na vitória por 2x0. Ali, já virou ídolo e até hoje a torcida espera ansiosamente seu retorno. Na minha modesta opinião, o melhor camisa 10 que o clube teve desde Edmundo.

Então é isso. Esse é o time/elenco do Vasco de 2011. Espero que gostem. Na próxima semana, vamos internacionalizar a brincadeira!

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Arte e botões - Seleção Feminina de Futebol - 01/08/2018

Virada de mês é uma ótima ocasião para estrear uma nova seção no blog. Como explicado em outras postagens, não haverá liga no segundo semestre e, por isso, as publicações aqui serão mais escassas. Para não deixar o blog parado, resolvi criar uma nova seção, chamada "Arte e botões", onde postarei sobre uma ou mais equipes, um pequeno texto e a arte da equipe escolhida ao final, para ser colocada em botões fechados (ainda não aprendi a fazer para botões argolados). A primeira escolhida é a seleção brasileira de futebol feminino 2018!

Em uma sociedade como a nossa, onde o mimimi impera, é mais do que comum a cada edição da Copa do Mundo de Futebol algumas pessoas infelizes reclamarem que os olhos do mundo estão voltados à competição, enquanto as mulheres estão esquecidas. A comparação entre o salário do Neymar e o da Marta, as informações equivocadas, a reclamação por qualquer coisa... a fila para comparar o futebol feminino com o masculino dá voltas no quarteirão, enquanto a fila para assistir aos jogos de futebol feminino são bem vazias. Por que, ao invés de fazer essas reclamações que não levam a lugar nenhum, as pessoas não começam a assistir os jogos? Seria ótimo termos duas Copas do Mundo (a feminina e a masculina) para assistirmos, fazer festa, pintar ruas...

Mas quem reclama só quer polemizar, só quer algo para dividir ainda mais o país e disseminar o ódio. Essas pessoas que reclamam não sabem que está rolando um campeonato, chamado Torneio das Nações de Futebol Feminino, que termina no dia 02 de agosto. Austrália, Brasil, Estados Unidos e Japão estão na América do Norte, disputando o troféu. Por que não param de reclamar da Copa do Mundo da Rússia e dão audiência para as meninas dos quatro países?

Quem reclama da falta de apoio ao futebol feminino sabe que, ainda neste ano, teremos a Copa do Mundo sub-20? Sim, será na França, entre 05 e 24 de agosto e o Brasil está no grupo B, enfrentando Coreia do Norte, Inglaterra e México. Vamos torcer pelas meninas que levarão nosso país às glórias no futuro?

Por que reclamar da Copa do Mundo 2018 se, em 2019, as meninas também terão seu mundial? Também será na França, entre 7 de junho e 7 de julho. Vice campeã em 2007, a seleção brasileira é favorita dentre as 24 participantes...

Então vamos parar de reclamar e começar a ver as 13 convocadas por mim para esta postagem? Antes de apresentar as jogadoras, uma pequena explicação sobre por que faço sempre 13 jogadores (1 goleiro e mais 12 botões). Além dos 10 jogadores de linha, é sempre bom ter reservas para mudar o rumo da partida. Assim, a FIFUBO exige em suas regras que cada equipe tenha, no mínimo, 2 reservas (um para a defesa e outro para o ataque), já que só 2 substituições podem ser feitas em cada jogo. Explicada a situação, vamos conhecer a seleção brasileira de futebol feminino!


As 12 jogadoras são as seguintes: 1. Bárbara (goleira), 2. Mônica (zagueira), 3. Daiane (zagueira), 5. Thaísa (meio de campo), 6. Tamires (lateral esquerda), 7. Debinha (atacante), 8. Formiga (meio de campo), 9. Andressa Alves (meio de campo), 10. Marta (meia atacante), 11. Cristiane (atacante), 13. Erika (zagueira), 14. Poliana (lateral direita), 17. Andressinha (meio de campo).

Com uma boa mescla de jogadoras, que atuam tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, na Europa e na China, a seleção feminina de futebol pode ser escalada tanto no 4-4-2 tradicional quanto no losango, variando quase para um 4-3-3. Tudo vai depender da situação de Marta.

Solta em campo, a camisa 10 pode atuar ao lado de Andressa Alves na armação, como pode ser o "enganche" num meio de campo em que Thaísa fica de primeiro volante, Formiga e Andressa Alves fazem a função de volante pelos lados e Marta fica mais centralizada, ou vir como atacante, de duas formas. Na primeira, enquanto Debinha cai pela ponta direita, Marta fica na ponta esquerda e Cristiane vem como centroavante. Na segunda, a camisa 10 vem de trás, com Debinha caindo pela ponta direita e Cristiane, pela esquerda, mais à frente. Lá atrás, Poliana, Mônica, Daiane e Tamires formam a defesa.

Também existe a possibilidade de formar o time num 3-4-3, com Bárbara no gol; uma linha de três zagueiras composta por Mônica, Daiane e Erika (ou Poliana); Thaísa, Formiga, Andressa Alves e Tamires compondo o meio; Debinha, Marta e Cristiane no ataque. Nesta situação, a camisa 10 pode voltar para buscar o jogo e ter mais opções de passe para chegar ao gol adversário.

Desde que comecei a pensar em personalizar o jogo de botão, tive a ideia de montar uma seleção feminina, composta por "botonetas". Esta é apenas a primeira, já há até um projeto para montar a seleção que foi vice campeã olímpica em Atenas 2004. Na Copa do Mundo, uma pesquisa mais detalhada poderá fornecer outras equipes. Mas, até lá, um time feminino pode ser uma ótima oportunidade para fazer as meninas se interessarem não só por Marta e companhia, mas também pelo futebol de botão.

sábado, 28 de julho de 2018

Copa do Mundo de Futibou de Butaum - Relatório Final - 28/07/2018

Há pouco mais de um ano, a FIFUBO fazia a transição da "Era Profissional" para a "Era Moderna", onde desistia de vez de investir em botões argolados e passava a fazer times de botões fechados. O futebol de botão (de mesa ou futibou de butaum) é um passatempo muito divertido, mas as pessoas que o fabricam, distribuem e promovem são muito difíceis de se lidar. Com isso, ficou muito difícil conseguir times argolados de qualidade e a um preço acessível. Por esse motivo, a opção por fazer botões somente com o www.jogodebotao.com, que é de altíssima qualidade, um preço justo, mas também não faz argolados. Tudo bem, qual a diferença de um time argolado para um fechado, além do furo no meio? Nenhuma! Então foi daí que o Imperatriz renovou seu time, contratando a seleção brasileira de 2002, que acabou sendo o embrião do Projeto Copa do Mundo e desembocou no torneio que teve sua primeira versão em 2018 e terá uma nova edição a cada ano (sendo chamada de Mundial de Futibou de Butaum nos anos que não tiver Copa e Copa do Mundo de Futibou de Butaum nos anos de Copa). Esta postagem é para apresentar os números, curiosidades e um relatório de cada equipe.

O torneio começou no dia 16/06/2018 e se encerrou em 22/07/2018. Com oito equipes divididas em dois grupos de quatro equipes e as duas melhores se classificando para as semifinais, a Copa do Mundo teve, no Grupo A, Holanda, Japão, Alemanha e França e no grupo B, Camarões, Brasil, Inglaterra e Argentina. Foram 16 jogos e 72 gols marcados, uma média de 4,5 gols por jogo. Nos 16 jogos, 9 jogos terminaram com um vencedor e 7 terminaram em empate. Só na primeira fase, com 12 jogos, foram apenas 5 com um vencedor e 7 em igualdade. Nas semifinais e decisões, onde o empate levaria diretamente para os pênaltis, não houve igualdade; o vencedor foi definido no tempo regulamentar. Os 72 gols foram divididos por 38 jogadores diferentes; nas 16 partidas, 12 jogadores diferentes foram eleitos como melhor em campo e, nas mesmas 16 partidas, somente 3 levaram cartão amarelo e nenhum foi expulso.

O ataque mais positivo foi o do Japão, com 19 gols marcados, uma média de quase 4 gols por jogo. Do outro lado, Holanda e Camarões tiveram o ataque menos efetivo da competição, com apenas 4 gols marcados. A defesa menos vazada foi a da Argentina, que foi vazada apenas 5 vezes. Do outro lado, a Alemanha conseguiu a proeza de ser a defesa menos vazada e, ainda assim, chegar em quarto lugar. Os alemães sofreram 16 gols.

ANÁLISE DAS EQUIPES

Holanda - Tida como grande favorita ao título, a equipe dos Países Baixos decepcionou. Cabeça de chave do Grupo A, a Holanda estreou empatando com a França (2x2), perdeu para a Alemanha (0x3) e empatou com o Japão (2x2), sendo eliminada em último lugar em seu grupo. Com 2 pontos conquistados, 4 gols marcados e 7 sofridos, aquele futebol envolvente, de tabelas rápidas e inversões jamais foi visto. Difícil dizer um destaque, pois todos os jogadores fracassaram. Mas Dennis Bergkamp foi eleito o melhor contra o Japão, mostrando que se tivesse nas outras rodadas a mesma raça que demonstrou naquela partida, talvez sua equipe tivesse ido mais longe na competição.

Japão - O grande campeão da Copa do Mundo de Futibou de Butaum foi a maior sensação da temporada. Em um grupo com Alemanha, França e Holanda, a única certeza era que os japoneses não avançariam à fase final. Mas uma vitória atrás da outra, com um futebol organizado, mostrou que os japoneses não estavam para brincadeiras. O início foi incrível, batendo a Alemanha (3x1), dominando completamente os rivais. Veio a segunda rodada e a goleada sobre a França (7x3) rendeu não só elogios do mundo do futibou de butaum, mas também a classificação à fase final, o que permitiu poupar jogadores na última rodada, quando empatou com a Holanda (2x2) e terminou em primeiro no grupo A. Nas semifinais, vitória convincente sobre a Inglaterra (3x0) mostrava que o Japão vinha forte para o título, que se confirmou com a emocionante vitória sobre o Brasil (4x2). O Projeto Supercampeões, que começou lá atrás, em sucessivas peneiras para escolher os melhores jogadores, ganhou um toque de futebol arte com Bebeto. As partidas amistosas, empatando e perdendo para as seleções, serviu como aprendizado para os japoneses. Sempre aplicados, colocaram as lições em prática, corrigiram erros e deram um show na Copa do Mundo. O destaque da equipe foi Kojiro Hyuga. Apesar de Jun Misugi ter sido eleito o MVP da competição, foram os gols de Hyuga que levaram o Japão ao título. Com 8 gols em 5 jogos, o camisa 9 japonês alcança seu intento de ser um artilheiro mundialmente reconhecido. Mas é injusto dizer que só ele se destacou. Hoje, o mundo conhece Wakabayashi, Tsubasa, Misugi e tantos outros.

Alemanha - De grão em grão, o futebol de resultados alemão deu as caras neste mundial. Após estrear com uma surpreendente derrota para o Japão (1x3), os alemães venceram a Holanda com autoridade (3x0) e souberam jogar com o regulamento debaixo do braço contra a França (3x3) para garantirem a segunda vaga no grupo A. Na fase final, o desinteresse imperou e a equipe não marcou um gol sequer, perdendo nas semifinais para o Brasil (0x4) e na disputa do terceiro lugar para a Inglaterra (0x3), acabando o torneio na quarta posição. A Alemanha tem uma geração talentosa, de jogadores versáteis, mas precisa se interessar mais pelas competições para ir longe. O destaque da equipe foi Thomas Muller, que se alternou entre o meio de campo e o ataque e marcou 3 gols na competição, liderando a equipe alemã.

França - Outra grande decepção. Com o título da Jarra Tropon e o vice campeonato na Copa Stanley Rous, os franceses entraram com favoritismo para o torneio também por conta do bom futebol apresentado. Coube a Thierry Henry colocar os franceses na história da FIFUBO mais uma vez, ao marcar o primeiro gol da Copa do Mundo. Mas, com o empate com a Holanda (2x2), a derrota pro Japão (3x7) e o empate com a Alemanha (3x3), a França terminou em terceiro no seu grupo e foi eliminada ainda na primeira fase. O futebol dos franceses encantou, mas as falhas defensivas foram cruciais para a equipe não avançar à próxima fase. O gol sofrido para a Alemanha no último lance do jogo, após Pires tentar sair driblando próximo à sua área, mostra como os franceses pareciam desligados do jogo nos momentos decisivos. O destaque da equipe foi Youri Djorkaeff, que saiu do banco para mostrar todo o seu talento e provar que merece ser titular nesta equipe.

Camarões - Última equipe a chegar para a Copa do Mundo, o time africano só teve uma partida amistosa antes de estrear no torneio e foi se conhecendo durante a competição. Talvez isso explique a sua eliminação em último lugar no grupo B, após terminar com apenas um ponto a fase de classificação. Na estreia, contou mais com a soberba argentina para conseguir o empate (2x2). Depois, duas derrotas por 1x4 para Inglaterra e Brasil selaram o destino dos camaroneses. A equipe é alegre e joga um futebol divertido, mas irresponsável. E isso custa pontos para a equipe avançar nas competições que disputa. O destaque da equipe Louis Mfede, o maestro do time. O camisa 10 tem uma categoria impressionante e um senso de organização ímpar. Precisa de jogadores de qualidade ao seu lado, para poder mostrar toda a força do futebol africano.

Brasil - Sob desconfiança, os brasileiros vieram para esta Copa do Mundo precisando mostrar que o talento de seus jogadores pode levá-los ao título mundial. Parece que quando a competição começou, os brasileiros entraram num modo Copa do Mundo e começaram a encantar com seus dribles, jogadas geniais e toda a magia do futebol brasileiro. Mas a defesa falhava e fazia questão de manter a sombra da desconfiança sobre a camisa amarela. A estreia produziu o melhor jogo do ano até aqui, no empate contra a Inglaterra (3x3), mas o que ficou foi a forma como a defesa se posicionou ao entregar o empate depois do Brasil abrir 3x0. Na segunda rodada, novo empate. Desta vez, a igualdade com a Argentina (2x2) trouxe um sabor de vitória, pois os brasileiros perdiam e conseguiram empatar no último instante. Na última rodada, uma vitória sobre Camarões (4x1) com toda a demonstração de força que os brasileiros sabem dar e a classificação em primeiro no grupo B. Nas semifinais, mais demonstração de força e a melhor atuação da equipe na vitória sobre a Alemanha (4x0), inflamando os torcedores para a grande final. Mas, na disputa do título, o Brasil foi envolvido pelo ótimo futebol japonês e a derrota por 2x4 trouxe mais um vice campeonato à equipe, que já havia perdido a final da Jarra Tropon. O Brasil precisa encontrar o equilíbrio defensivo e fazer funcionar alguns setores. Quando isso acontecer, os títulos virão. O destaque da equipe foi Rivaldo, com sua habilidade fora do comum. O camisa 10 organizou a equipe, incentivou os companheiros e terminou a competição como vice artilheiro e um dos melhores.

Inglaterra - Outra favoritíssima ao título, a equipe da Terra da Rainha terminou como uma semi-decepção. Para quem vê o copo meio vazio, decepção; para quem vê o copo meio cheio, a medalha de bronze foi um excelente prêmio de consolação. Os ingleses começaram a competição mostrando um poder de recuperação enorme ao empatarem com o Brasil (3x3) após estarem perdendo por 0x3. Na segunda rodada, bateram Camarões (4x1) mostrando toda a sua superioridade. Na última e decisiva rodada, o drama foi até o último minuto e o empate com a Argentina (1x1) levou a equipe às semifinais em segundo no grupo B. Mas, na fase decisiva, perderam para o Japão (0x3), mesmo equilibrando o jogo na maior parte do tempo. A força do futebol inglês apareceu na disputa do terceiro lugar, com vitória de 3x0 sobre a Alemanha. Com um esquema único, de formação em linhas, o time inglês deixa muitos espaços entre as linhas e é ali que o equilíbrio precisa ser encontrado. Quando os jogadores conseguem compactar as linhas, ninguém bate os ingleses. O destaque da equipe foi David Beckham. Atuando bem em quase todas as partidas, o camisa 7 apareceu bem para as tabelas tanto no meio de campo quanto no ataque e terminou a competição com 3 gols.

Argentina - Um início promissor, dois jogos de dominação, três decepções e uma eliminação precoce. Assim foi a caminhada argentina na Copa do Mundo. Com um time em ascensão e um Lionel Messi pronto para ser protagonista, os argentinos entregavam o ouro e empatavam. Jogaram 3 partidas, dominaram Camarões e Brasil, cederam o empate nesses jogos (ambos terminando em 2x2) e fizeram um jogo de muita emoção contra a Inglaterra, mas o empate (1x1) decretou a eliminação precoce em terceiro lugar no grupo B. Algumas peças da equipe sentiram o peso de jogar uma Copa do Mundo e simplesmente sumiram, casos de Conca, Scocco e Alario. O destaque da equipe foi Lionel Messi, que jogou praticamente sozinho, anotou dois gols e foi eleito um dos melhores da competição.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

1° Japão - 5 jogos, 4 vitórias, 1 empate, 0 derrota, 19 gols pró, 8 gols contra
2° Brasil - 5 jogos, 2 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 15 gols pró, 10 gols contra
3° Inglaterra - 5 jogos, 2 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 11 gols pró, 8 gols contra
4° Alemanha - 5 jogos, 1 vitória, 1 empate, 4 derrotas, 7 gols pró, 16 gols contra
5° Argentina - 3 jogos, 0 vitória, 3 empates, 0 derrota, 5 gols pró, 5 gols contra
6° França - 3 jogos, 0 vitória, 2 empates, 1 derrota, 8 gols pró, 12 gols contra
7° Holanda - 3 jogos, 0 vitória, 2 empates, 1 derrota, 4 gols pró, 7 gols contra
8° Camarões - 3 jogos, 0 vitória, 1 empate, 2 derrota, 4 gols pró, 10 gols contra

ARTILHARIA

1° Kojiro Hyuga (Japão) - 8 gols
2° Denilson (Brasil) e Rivaldo (Brasil) - 4 gols
4° Thomas Muller (Alemanha), Ronaldo (Brasil), Youri Djorkaeff (França), David Beckham (Inglaterra), Michael Owen (Inglaterra), Jun Misugi (Japão) e Oliver Tsubasa (Japão) - 3 gols
11° Angel Di Maria (Argentina), Lionel Messi (Argentina), Ronaldinho (Brasil), Louis Mfede (Camarões), Zinedine Zidane (França), Peter Crouch (Inglaterra), Takeshi Sawada (Japão) e Taro Misaki (Japão) - 2 gols
19° Miroslav Klose (Alemanha), Marco Reus (Alemanha), Mario Goetze (Alemanha), Toni Kroos (Alemanha), Ignácio Scocco (Argentina), Juninho (Brasil), Kleberson (Brasil), Émile Mbouh (Camarões), Roger Milla (Camarões), Stephane Guivarch (França), Thierry Henry (França), David Trezeguet (França), Patrick Kluivert (Holanda), Arthur Numan (Holanda), Giovanni Van Bronckhorst (Holanda), Boudewijn Zenden (Holanda), Jamie Carragher (Inglaterra), Joe Cole (Inglaterra), Frank Lampard (Inglaterra) e Ryo Ishizaki (Japão) - 1 gol

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A sensação de ter realizado um sonho foi incrível. Parecia impossível conseguir juntar todas as equipes e fazer uma Copa do Mundo, mas as peças se encaixaram e o torneio rolou com toda a magia que uma Copa do Mundo ainda traz para mim. Para a próxima, ao menos mais uma equipe deve chegar e o formato deve ser modificado. Mas o certo é que, em 2019, teremos a segunda edição deste torneio.

Outras coisas importantes aconteceram durante o evento. A recuperação do histórico da FIFUBO desde o início da Era Amadora até os dias de hoje mostraram que Zenden é o primeiro jogador de seleções a alcançar a marca de 100 gols. Nesse meio tempo, a FMN entrou na vida da FIFUBO e, com isso, convites para se federar e disputar competições surgiram. As partidas no Praia Clube continuarão, mas os torneios ainda não são a prioridade. A intenção é se divertir, não tornar obrigação e foi por isso que tomamos a decisão de cancelar o Clausura desse ano, para não ter aquela obrigatoriedade de jogar todo final de semana para cumprir o calendário. As competições oficiais darão uma pausa, dando lugar a partidas amistosas, peladas e pequenos torneios, além do trabalho com artes, que será o objeto das próximas postagens.

Este blog terá uma seção para mostra de artes que funcionará da seguinte forma: um tema é escolhido e, dele, surgirá uma postagem falando de uma (ou algumas) equipe(s), com um histórico e, ao final, a arte daquela equipe. Exemplificando: o tema é campeonato brasileiro. A postagem trará dois times, por exemplo, Flamengo e Vasco. O texto falará do Flamengo, como a equipe joga neste brasileiro, talvez a classificação até o momento da postagem e, no final, a arte daquele time do Flamengo, com o goleiro, 12 jogadores de linha (os 10 titulares, um reserva para a defesa e outro para o ataque) e o treinador do momento. O mesmo acontecerá, na mesma postagem, para falar do Vasco.

Algumas postagens serão bem interessantes, trazendo equipes raras, que não estamos acostumados a ver nem no futebol, nem no futibou de butaum. Como andei recebendo pedidos para fabricação de artes e tive alguns problemas com pessoas tentando ganhar dinheiro fazendo download das minhas artes sem autorização, serei obrigado a colocar marca d'água, mas a original (que não irá na postagem) será sem a mesma. E assim vamos, mantendo o blog em atividade e os botões jogando!

domingo, 22 de julho de 2018

Copa do Mundo de Futibou de Butaum 2018 - Final - 22/07/2018

Domingo, 22 de julho de 2018. Neste dia, a história foi feita na FIFUBO, com a decisão da sua primeira Copa do Mundo de Futibou de Butaum. O dia chuvoso e a temperatura amena não foram obstáculo. O público lotou o Itaquá Dome, para assistir à final, sabendo que a história seria feita.

O Brasil chega à decisão em alta. Após iniciar a Copa empatando com a Inglaterra (3x3), naquele considerado o melhor jogo do ano até aqui, o time voltou a empatar na segunda rodada, contra a Argentina (2x2). Na terceira e decisiva rodada, uma atuação convincente terminou com vitória (4x1) sobre Camarões e a classificação em primeiro no grupo B. Nas semifinais, na sua melhor apresentação, derrotou a Alemanha (4x0) e chega à final com moral para disputar o título.

A equipe vem com o entrosamento em dia, principalmente na parte da frente, onde Rivaldo domina o meio de campo e é candidato sério a craque do mundial. A defesa, no entanto, gera desconfiança. Pesa contra, também, o fato de essa equipe ser considerada fraca em finais. O Brasil fez a decisão do primeiro torneio de seleções da FIFUBO, a Jarra Tropon, mas perdeu para a França (4x5). Agora, querem um final diferente.

O Brasil foi a campo com 1. Carlos Germano; 2. Cafu (c), 3. Lucio, 5. Edmilson, 6. Roberto Carlos; 15. Kleberson, 19. Juninho, 10. Rivaldo; 7. Ronaldinho, 9. Ronaldo, 17. Denilson. O técnico Madeirite, auxiliado por Azulino, tinha no banco 4. Roque Junior e 11. Romário.

O Japão é a grande sensação do torneio. Em um grupo com Alemanha, França e Holanda, a única certeza era que os asiáticos não estariam na fase final. A vitória na estreia (3x1) sobre a Alemanha surpreendeu a todos, mas deixou uma sensação de que aquilo era apenas uma surpresa. Quando o Japão venceu a segunda (7x3) sobre a França e foi a única equipe a se classificar já na segunda rodada, o mundo via que aquilo era pra valer. Na terceira rodada, com time misto, um empate com a Holanda (2x2) selou a classificação com a primeira posição no grupo A e, mais importante, mostrou que a equipe tinha elenco forte para brigar pelo título. O problema era que nas semifinais, os nipônicos pegariam a temida Inglaterra. Que problema? 3x0 com autoridade e vaga na final.

Os samurais chegam à decisão maravilhados por terem ido tão longe, mas com os pés no chão para o voo final. Com um time perfeitamente equilibrado em todos os setores, o Japão quer mostrar que pode bater mais um gigante e trazer o troféu para casa. A inexperiência, no entanto, pode pesar contra.

O Japão foi a campo com 1. Wakabayashi (c); 2. Ishizaki, 3. Hiroshi, 4. Takasugi, 6. Soda; 5. Shingo Aoi, 8. Jun Misugi, 7. Sawada, 10. Tsubasa; 11. Misaki, 9. Hyuga. O técnico Bebeto, auxiliado por Fan Zhiyi, tinha no banco 12. Matsuyama e 13. Shun Nitta.
E, com esses ingredientes, estava pronta a final da primeira Copa do Mundo de Futibou de Butaum da história da FIFUBO! Vamos conferir quem ficou com a taça!

Jogadores e arbitragem, na execução dos hinos nacionais.
 BRASIL 2x4 JAPÃO

A final começou um pouco tensa. As duas equipes estavam temerosas em arriscar muito e se abrir para os contra ataques do rival. Um erro poderia custar caro e, por isso, os times demoraram a se soltar.

Quando as equipes se organizaram, a final começou para valer. Aos 3 minutos, Tsubasa recebeu no meio de campo e tentou ir ao ataque, mas foi desarmado por Rivaldo. O camisa 10 ficou com a bola e puxou o contra ataque, tocando a Ronaldo no centro. Marcado e de costas pro gol, o camisa 9 tocou atrás para Denilson, que saiu da ponta para o meio, se livrou da marcação de Hiroshi e chutou da entrada da área. No meio do caminho, a bola desviou em Shingo Aoi e matou Wakabayashi, que já tinha ido para o outro lado fazer a defesa: Brasil 1x0.

O gol acalmou os jogadores brasileiros e, ao contrário do que se esperava, não desestabilizou os japoneses. O Brasil percebeu que a maior ameaça era Hyuga e destacou pesada marcação para cima dele, com até 3 jogadores em cima do camisa 9. Esse foi o erro brasileiro...

Aos 6 minutos, Lucio afastou para lateral, que Misugi tocou a Soda. O camisa 6 olhou para Hyuga e viu o centroavante marcado. Misugi pedia freneticamente para que Soda lhe devolvesse a bola, o que foi feito. O camisa 8 japonês recebeu na ponta esquerda, avançou em diagonal e, do bico da área, chutou cruzado para vencer Carlos Germano e empatar a partida: 1x1.

O gol dava justiça ao placar e mostrava que o Japão não era só Hyuga. O Brasil tentou se reorganizar e buscar a vantagem no marcador novamente, mas os japoneses foram perfeitos na marcação. Ronaldo tentou passar a Rivaldo, que era marcado por Tsubasa. Em novo duelo dos camisas 10, foi a vez do japonês desarmar o brasileiro e procurar Misugi para puxar o contra ataque. O camisa 8 devolveu a Tsubasa e os dois partiram para o campo brasileiro, que apertou a marcação em cima dos dois. Enquanto Misugi corria do meio para a esquerda, Tsubasa passou para o lado direito, sem olhar. Quem chegou de surpresa foi Ishizaki, que repetiu a jogada de Pelé para Carlos Alberto Torres na Copa de 70 e, da entrada da área, chutou cruzado com força e fez Japão 2x1, aos 8 minutos.

Se o empate surpreendia, estar perdendo era pior. Os brasileiros se lançaram ao ataque e buscaram a igualdade. Nos acréscimos, Ronaldo chutou para Wakabayashi defender e, no rebote, chutou torto para fora. Na cobrança de tiro de meta, Wakabayashi tocou a Tsubasa no meio. O camisa 10 fez o "dois-um" com Misugi, recebeu de volta na meia esquerda e deu ótimo passe no meio da zaga para Hyuga. O camisa 9 recebeu acossado por Lucio, protegeu com o corpo e conseguiu desferir seu Tiger Shot para vencer Carlos Germano, fazendo Japão 3x1.

No intervalo, Bebeto percebeu o nervosismo de Takasugi e Taro Misaki e os tirou, colocando Matsuyama e Shun Nitta em seus lugares. Já Madeirite resolveu ousar. Tirou Cafu e Juninho e colocou Roque Junior e Romário em seus lugares. Lucio passaria a ser o capitão, Roque Junior faria a lateral direita bem defensiva (para ajudar na marcação a Hyuga), Ronaldinho seria recuado para volante e Romário entraria na ponta direita.

As mudanças melhoraram o jogo. O Brasil bombardeou o Japão durante os três primeiros minutos do segundo tempo, mas Wakabayashi defendia uma atrás da outra. Nos contra ataques, o Japão saía em velocidade e os brasileiros tinham que se virar lá atrás para impedir uma goleada.

O placar permaneceu inalterado até os 7 minutos, quando Rivaldo cobrou córner para a área. Ronaldo matou no peito e ia concluir, quando foi atropelado por Wakabayashi. Rivaldo cobrou o pênalti no ângulo esquerdo do goleiro japonês, que se esticou, mas não achou a bola: Brasil 2x3.

Com isso, tínhamos um jogo! O Brasil partiu para cima em busca do empate, enquanto o Japão tentava tocar a bola e fazer o relógio correr. Aos 9 minutos, Ishizaki se empolgou e foi ao ataque novamente, mas fez falta em Edmilson e até levou o cartão amarelo. O Brasil partiu no contra ataque, mas Roberto Carlos esticou demais para Ronaldo, que acabou derrubando Matsuyama, já no campo de defesa japonês. Ishizaki pediu calma aos jogadores e disse que cobraria a falta. Acabou dando um bico para o ataque, que virou um lançamento para Tsubasa. O camisa 10 recebeu na esquerda, partiu para cima da defesa brasileira, se livrou de Roque Junior e Lucio e, já dentro da área, acertou um chute seco no ângulo de Carlos Germano, para dar números finais ao confronto: Japão 4x2.

JAPÃO CAMPEÃO DA COPA DO MUNDO DE FUTIBOU DE BUTAUM 2018

Um conto de fadas, um sonho, a história sendo feita... é difícil descrever o que se passou no Itaquá Dome. No início da competição, ninguém diria que o Japão sequer se classificaria para a fase final, o que dirá levar o título. Mas o talento dos japoneses, a disciplina e a capacidade de aprender fizeram a diferença e a Ásia vê a primeira Copa do Mundo da FIFUBO ir para o continente.

O Brasil jogou bem e dificultou a vida dos campeões. Mas algumas peças sentiram o peso de jogar uma final e isso foi crucial para a derrota. O vice campeonato está de bom tamanho para o que o Brasil produziu na Copa do Mundo e um longo trabalho surge pela frente, para fazer a equipe voltar ao caminho das vitórias.

Destaque do jogo: Jun Misugi. Em um jogo nervoso como a final de uma Copa do Mundo, com os dois principais jogadores da equipe bem marcados, coube ao camisa 8 japonês encarnar o mestre Didi de 1958, colocando a bola debaixo do braço após sofrerem o primeiro gol e chamar seus companheiros para a virada. Misugi se multiplicou em campo, ajudando na defesa, armando o jogo e aparecendo na frente para concluir. Marcou o primeiro gol, participou do segundo e do terceiro, sendo fundamental para a impressionante conquista.

PREMIAÇÃO

MVP - Jun Misugi (Japão). Ao ser eleito o melhor em campo na final, o camisa 8 japonês se igualou a Messi, Rivaldo e Hyuga, com duas indicações como destaque do jogo na Copa. Pelas regras da FIFUBO, o jogador com mais indicações é o MVP. Se houver empate, o presidente da FIFUBO, seu vice, o diretor de seleções e o diretor técnico votam entre os empatados para escolher o MVP. Misugi recebeu três votos, contra um de Hyuga, e recebeu o merecido troféu.

O presidente do Imperatriz F.B., Brasil, entrega o troféu Lothaire Bluteau, de MVP da Copa do Mundo, ao atleta japonês Jun Misugi.
"É uma honra receber o troféu de MVP das mãos de um monstro sagrado do esporte, como é o Brasil. Trabalhamos duro para chegar até aqui e acho que seria injusto não dividir o prêmio com meus companheiros. Quando um ganha, todos ganhamos. E vai ser assim para sempre!" - Jun Misugi, após receber o troféu Lothaire Bluteau.

Artilheiro - Kojiro Hyuga (Japão). Após passar em branco na primeira rodada, o camisa 9 japonês anotou 4 vezes contra a França e entrou de vez para a história. Depois disso, foi decisivo outras vezes e, na final, não foi diferente. Terminou a Copa do Mundo com 8 gols em 4 jogos e mostrou ao mundo seu faro de artilheiro.
O lendário artilheiro do Dallas Stars, Mike Modano, entrega o troféu Mike Modano, de artilheiro da Copa do Mundo, ao centroavante japonês Kojiro Hyuga.

"Eu disse quando comecei que queria ser o maior artilheiro do mundo! A artilharia da Jarra Tropon foi apenas um cartão de visitas; eu queria mesmo era brilhar na Copa do Mundo e consegui! O mundo, hoje, sabe quem é Kojiro Hyuga, mas eu quero mais e mais!" - Kojiro Hyuga, após receber o troféu Mike Modano.

Medalha de bronze - Inglaterra. Com uma vitória e dois empates na fase de classificação, terminou em segundo lugar no grupo B e, após perder para o Japão nas semifinais, fez 3x0 na Alemanha para conquistar o terceiro lugar na Copa do Mundo.

Jogadores e comissão técnica da Inglaterra posam com a medalha de bronze.

"É lógico que fica um gosto amargo. Queríamos conquistar o título. Derrotados nas semifinais, não poderíamos escolher outro caminho que não ficar com a medalha de bronze. Estou orgulhoso de meus jogadores." - David English, treinador da Inglaterra, após receber a medalha de bronze.

Medalha de prata - Brasil. Os sulamericanos venceram uma partida e empataram duas na fase de grupos, ficando com a primeira posição no grupo B por terem mais gols marcados que a Inglaterra. Após despacharem a Alemanha nas semifinais, perderam o título para o Japão.

Jogadores e comissão técnica do Brasil posam com a medalha de bronze.
"Perder uma final é sempre complicado, mas nós fizemos um bom trabalho. Jogamos bem desde o início da competição e conseguimos alcançar a final. Acho que temos que exaltar o bom jogo do rival, antes de criticarmos o nosso jogo. O Brasil fica triste pela perda do título, mas feliz com a campanha." - Madeirite, treinador do Brasil, após receber a medalha de prata.

Campeão - Japão. Surpreendendo o mundo do futibou de butaum, os japoneses venceram duas partidas e empataram outra na fase de grupos, terminando em primeiro no grupo A. Nas semifinais, despacharam a Inglaterra e transformaram o sonho em realidade ao baterem o Brasil na final. Com o título, o Japão coroa de vez o projeto Supercampeões.

O presidente da  FIFUBO, Batistuta, entre o troféu de campeão do mundo ao capitão do Japão, Wakabayashi.
"Quando me apresentaram o projeto, logo vi que daria bons resultados. Uma geração ótima de jogadores talentosos, encontrados após inúmeras peneiras, jogos e torneios, formou esta equipe campeã. Com vontade de aprender, muita aplicação e humildade, foram tomando lições dos maiores craques do mundo e, hoje, chegam ao topo do esporte com essa conquista. Eles merecem!" - Bebeto, treinador do Japão, após receber a medalha de ouro pelo título da Copa do Mundo de Futibou de Butaum.
Jogadores e comissão técnica do Japão posam com a taça e as medalhas de ouro.
E assim se encerra a Copa do Mundo de Futibou de Butaum 2018, o ambicioso projeto da FIFUBO que pôde ser realizado em sua plenitude. Foram semanas de ótimos jogos e muita emoção. Os japoneses erguem o título e comemoram, mas  quem tem mesmo a celebrar foram os torcedores, que lotaram o Itaquá Dome em todos os jogos e ajudaram a abrilhantar ainda mais esse evento!

NOTAS RÁPIDAS

  • Durante a semana, será apresentado o relatório final da Copa do Mundo, com postagem própria e os números da competição.
  • A FIFUBO dará uma pausa de competições, já que não fará o Torneio Clausura esse ano. A Supercopa FIFUBO acontecerá no final do ano, com os campeões da Copa 3 Corações (Vasco), Copa Rio (Imperatriz) e Copa Olé (Independiente). Mas as seleções continuarão disputando jogos amistosos e competições, além de partidas na FMN. Mas o blog não ficará parado. Serão feitas postagens com notícias, competições que vierem a ser marcadas e artes para botões, uma novidade da FIFUBO para este segundo semestre!
  • Nem tudo foi ruim para o Brasil. Os dois artilheiros do jogo chegaram a milestones. Rivaldo e Denilson chegaram a 10 gols com a camisa da seleção.


Foto oficial dos campeões e troféus.
Os campeões mundiais dão a volta olímpica com o troféu.

sábado, 21 de julho de 2018

Copa do Mundo de Futibou de Butaum - Disputa do Terceiro Lugar - 21/07/2018

O sábado de inverno mais parece um de verão, com temperatura alta e muito sol. Mas o público não quer saber de estações do ano; querem é lotar o Itaquá Dome para verem a decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo de Futibou de Butaum. Após perderem nas semifinais, Alemanha e Inglaterra voltam a campo para verem quem fica com a medalha de bronze.

As equipes de Alemanha e Inglaterra e a dupla de arbitragem, na execução dos hinos nacionais.
A Alemanha estreou sendo surpreendida pelo Japão (1x3), mas se recuperou na segunda rodada e, com autoridade, derrotou a Holanda (3x0). No último jogo do grupo, a França tinha a classificação até o último lance da partida, quando Mario Goetze chutou cruzado para empatar em 3x3 e levar os alemães às semifinais como segundo do grupo. Nas semifinais, uma derrota para o Brasil (0x4) acabou com a ascensão alemã e o sonho de chegar ao título.

A Alemanha foi a campo com 1. Neuer; 6. Hummels, 2. Mertesacker, 5. Badstuber, 3. Lahm (c); 7. Schweinsteiger, 4. Reus, 8. Kroos, 13. Muller; 11. Klose, 10. Podolski. O técnico Lothar Matthaus, auxiliado por Parraguez, tinha no banco 9. Goetze e 14. Draxler.

A Inglaterra estreou com um empate heroico contra o Brasil (3x3), onde chegou a estar perdendo por 0x3 e conseguiu empate, naquele que é considerado o melhor jogo da FIFUBO no ano. Depois, venceu Camarões (4x1) e segurou o empate contra a Argentina (1x1). Nas semifinais, caiu diante do Japão (0x3) e vem com um sentimento amargo para a disputa do bronze, já que após conquistar a Copa Stanley Rous, chegou como a principal favorita ao título mundial.

A Inglaterra foi a campo com 1. Robinson; 2. Bridge, 5. Ferdinand, 6. Terry (c), 3. Ashley Cole; 7. Beckham, 4. Gerrard, 8. Lampard, 11. Joe Cole; 10. Owen, 9. Rooney. O técnico David English, auxiliado por Marcelo Balboa, tinha no banco de reservas 12. Carragher e 15. Peter Crouch.

E assim, os dois rivais europeus foram a campo para decidirem o terceiro lugar, diante de um Itaquá Dome lotado. Vamos ver quem ficou com a medalha de bronze!

Jogadores no campo de jogo, a saída pertenceu à Inglaterra.

ALEMANHA 0x3 INGLATERRA

A disputa do terceiro lugar é, vulgarmente, conhecida como "final dos perdedores". O sentimento amargo de chegar às semifinais, ver o título de perto e, ao final, ter que se contentar em decidir a medalha de bronze longe dos holofotes da grande decisão. Fica difícil para os jogadores manter a empolgação e lutarem pela vitória. O que se viu no Itaquá Dome foram duas seleções desinteressadas, correndo pouco e errando muitos passes. A Alemanha não buscava o jogo. A Inglaterra, ao menos, tinha dois jogadores dispostos a um fim honroso no torneio. E foi isso que fez a diferença.

Aos 3 minutos, Muller esticou a bola na área para Podolski, mas Robinson saiu e afastou. Ferdinand pegou o rebote e tocou a Gerrard na cabeça de área. O camisa 4 levantou a cabeça e viu Rooney correndo pela ponta esquerda. Foi ali que Gerrard fez o lançamento magistral. Rooney avançou pela ponta, marcado por Schweinsteiger e, da linha de fundo, cortou para dentro, para trazer a bola para o pé direito. O cruzamento foi no segundo pau e encontrou Owen livre. O camisa 10 cabeceou para o chão, sem chances para Neuer, fazendo Inglaterra 1x0.

A desvantagem no placar não surtiu efeito na Alemanha, que continuava desinteressada do jogo. A Inglaterra também não tinha interesse e, como vencia, tratou de tocar a bola no campo de defesa para segurar o placar.

Aos 9 minutos, no entanto, Owen resolveu fazer alguma coisa. Vendo que Kroos se mandava para o campo de ataque, o camisa 10 inglês correu atrás, desarmando o camisa 8 adversário e ficando com a bola. Owen puxou o contra ataque, driblou Reus e tocou para Beckham, que partia da ponta direita para a meia esquerda. O camisa 7 recebeu, trouxe para o pé esquerdo e, da entrada da área, chutou colocado para vencer Neuer, fazendo Inglaterra 2x0.

No intervalo, Matthaus tirou Lahm e Kroos para colocar Draxler e Goetze. Enquanto Muller se tornava o capitão da equipe, o esquema passaria para o 3-4-3. Hummels se juntaria a Mertesacker e Badstuber na zaga; Draxler, Schweinsteiger, Reus e Muller formariam uma linha no meio de campo; Podolski e Goetze abririam nas pontas e Klose ficaria de centroavante. Já David English preferiu tirar os dois Waynes. Saíram Bridge e Rooney e entraram Carragher e Crouch. Carragher faria a lateral direita para impedir os avanços de Podolski.

A Alemanha voltou bem melhor no segundo tempo, ocupando mais o campo de jogo e conseguindo construir algumas coisas. Mas a defesa inglesa estava bem postada e, quando a bola passava, Robinson fazia ótimas defesas para segurar o placar. No contra ataque, Lampard e Gerrard armavam o jogo e Beckham encostava nos atacantes.

O placar só foi finalizado aos 7 minutos, quando Beckham cruzou para Crouch cabecear e Neuer fazer ótima defesa, mandando para lateral. O próprio Crouch cobrou para Owen, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro, fazendo Inglaterra 3x0.

A Alemanha chegou à fase decisiva com a fama de estar crescendo, mas é fato que não produziu nada. Tomou 7 gols e não fez nenhum nos dois jogos, terminando com um quarto lugar que foi até demais para o pouco que a equipe fez. A Inglaterra termina com um sorriso amarelo, mas uma ótima e merecida vitória, que fez a medalha de bronze luzir forte.

Destaque do jogo: Michael Owen. Dois gols e o passe para o outro. Presença constante no campo de ataque como finalizador de jogadas, mas também na marcação e na armação pelo resto do campo. Owen fez uma ótima partida e mostrou que se tivesse entrado em forma antes, a Inglaterra teria ido muito mais longe.

NOTAS RÁPIDAS


  • A Copa do Mundo se encerra neste domingo, com a grande final entre Brasil e Japão.
  • A FIFUBO está participando da FMN, a Federação de Futebol de Mesa em Niterói. Na última terça-feira, os times do River e da França foram enviados para partidas no Praia Clube São Francisco. Cada uma saiu derrotada (o River por 1x2 e a França, 1x3), mas com ritmo as equipes vão começar a jogar melhor. A regra 12 toques mudou completamente desde a última vez que a FIFUBO enviou equipes para jogos externos e até a bola mudou. A adaptação vai ser difícil, mas é ótimo poder voltar a jogar contra outras pessoas. Essa parceria tem tudo para produzir ótimos frutos, inclusive com a aquisição de uma nova mesa, com as dimensões oficiais da regra 12 toques. A conferir.

domingo, 15 de julho de 2018

Copa do Mundo de Futibou de Butaum - Semifinais - 15/07/2018

Domingo de céu azul, temperatura agradável e Itaquá Dome lotado de torcedores, ávidos por conhecerem os finalistas da Copa do Mundo de Futibou de Butaum. Ao contrário das Ligas da FIFUBO, aqui não há vantagem para quem ficou em melhor situação na classificação, a não ser no mando de campo. Se não houver vencedor no tempo regulamentar, a passagem à final será decidida nos pênaltis! Mas não foi necessário. O público vibrou com os dois jogos e ganhou uma semana de especulações e mais especulações sobre quem levantará a taça no próximo domingo. Vamos conhecer os finalistas!

JAPÃO 3x0 INGLATERRA

Quem resolvesse apostar nesta partida até o início da Copa, diria que a Inglaterra era a favorita. Mas a Copa chegou e inverteu tudo. Primeiro colocado no grupo A, com uma campanha irretocável, o Japão é, hoje, o time a ser batido na Copa do Mundo. Bebeto promoveu a volta dos titulares (poupados contra a Holanda) e pediu a seus jogadores que continuassem a encarar os jogos com concentração e seriedade. A Inglaterra conseguiu uma classificação sofrida, com direito a bola na trave no último minuto, terminando em segundo no grupo B. David English acredita que sua equipe está em ascensão e é hora de dar a arrancada final rumo ao título. Peter Crouch seguia no time titular, deixando Rooney no banco.

Quem vê o placar acha que foi um passeio do Japão, mas se engana. Foi um jogo igual, com muitas chances de lado a lado, uma partida de altíssimo nível técnico. A diferença é que os japoneses aproveitaram as chances que tiveram, ao contrário dos ingleses. Wakabayashi se virou lá atrás para defender as bolas que vinham de todos os lados do campo, em tramas onde Lampard, Gerrard, Beckham, Joe Cole e Peter Crouch apareciam. O meio de campo e o ataque inglês funcionaram muito bem. Do outro lado, Paul Robinson tinha que operar verdadeiros milagres, pois Tsubasa atuou mais próximo de Misaki e Hyuga, promovendo triangulações e fazendo um verdadeiro bombardeio ao arco inglês.

Com tantas chances assim de lado a lado, o primeiro gol só saiu aos 9 minutos. Hyuga cobrou lateral no campo de ataque para Misaki, na ponta direita. O camisa 11 viu Tsubasa na meia lua e tocou a bola para ele. O camisa 10, de costas pro gol e vendo a marcação chegar, rolou para trás, onde Hyuga apareceu feito um raio e mandou seu famoso Tiger Shot para vencer Robinson e fazer Japão 1x0.

No intervalo, Bebeto reforçou a marcação e apostou nos contra ataques. Tirou Ishizaki e Misaki para colocar Matsuyama e Shun Nitta. Já David English tirou Ferdinand e Owen para colocar Carragher e Rooney. Crouch passaria para o lado direito de ataque e entraria mais na área, enquanto Rooney atuaria fora da área, pelo lado esquerdo.

As mudanças melhoraram muito o time inglês, que amassou o Japão desde o início. A entrada de Carragher deu mais consistência à defesa e permitiu a Lampard e Beckham atuarem como verdadeiros atacantes. A dupla infernizou os japoneses, com trocas de passe que puxavam a marcação e deixavam a sobra para Crouch finalizar. Mas Wakabayashi defendia tudo que chegava ao seu gol. Ele fez três defesas quase impossíveis. Em duas cobranças de falta de Beckham, uma no bico direito e outra de frente pro gol na entrada da área, o goleiro japonês voou e tocou de ponta de dedos para escanteio. Em uma jogada de escanteio conhecida como "elevador de rugby", o goleiro se esticou todo para espalmar a cabeçada de Lampard. E também foi arrojado ao sair aos pés de Crouch, aos 7 minutos, para evitar mais um gol.

E foi nessa defesa que o jogo mudou. Após a dividida entre o goleiro japonês e o atacante inglês, Takasugi afastou da área para o meio de campo, onde Sawada pegou e abriu na esquerda para Soda. O camisa 6 avançou pelo buraco deixado por Beckham e deu belo passe em profundidade, no corredor, encontrando Hyuga dentro da área. O camisa 9 tinha Carragher na frente, mas chutou assim mesmo. A bola bateu no camisa 12 inglês e matou Robinson: Japão 2x0.

Nesse momento, com dois gols de desvantagem e três minutos para buscar a igualdade, a Inglaterra deixou a tática de lado e foi com tudo para o ataque. Mas o Japão, apesar de ter uma equipe jovem, parecia um time de veteranos, tamanha a calma e experiência com que se seguraram. E assim foi até os acréscimos, quando Hyuga fez o lance mais genial da partida. Beckham avançava pela direita quando o camisa 9 japonês apareceu por trás e lhe roubou a bola de forma limpa. O camisa 7 inglês tentou recuperá-la, mas tomou um drible desmoralizante de Hyuga, que passou a bola a Tsubasa no meio. O camisa  10 tocou a Sawada para gastar o tempo, mas Hyuga não queria saber disso e, correndo, pediu a bola. Sawada lhe passou no campo de ataque e Hyuga avançou até, da intermediária, soltar o Tiger Shot mais uma vez e fazer seu hat trick: Japão 3x0.

O Japão chega à final com inteira justiça. A equipe foi muito equilibrada novamente, teve calma diante de um adversário consagrado e precisão cirúrgica para matar o jogo. À Inglaterra resta lutar pela medalha de bronze, mas com a certeza de que fizeram um bom jogo. O time jogou uma de suas melhores partidas no torneio, mas saiu zerada graças às grandes defesas do goleiro adversário.

Destaque do jogo: Kojiro Hyuga. Até o lance genial do terceiro gol, o prêmio de melhor em campo ia para Wakabayashi e suas defesas salvadoras. Mas não dá para desprezar um camisa 9 que anota um hat trick na semifinal de Copa do Mundo e despacha a atual campeã da Copa Stanley Rous, uma das favoritas ao título mundial. Hyuga se multiplicou em campo, ajudando no desarme, armando o jogo e concluindo. No primeiro tempo, suas tabelas com Tsubasa e Misaki levaram o adversário à loucura e seus três gols, o Japão à final.

BRASIL 4x0 ALEMANHA

O Brasil chegou às semifinais como primeiro de seu grupo, mas um alerta amarelo piscando quase em tons de vermelho. A equipe venceu Camarões (4x1) em placar elástico, mas jogando muito mal e teve problemas nos empates com a Inglaterra (3x3, quando permitiu a igualdade depois de abrir 3x0) e Argentina (2x2, dominada pelo adversário). Ronaldinho foi mantido na ponta direita e o treinador Madeirite pediu atenção total, pois o adversário já aprontou contra outras favoritas. A Alemanha conseguiu a vaga em segundo no seu grupo, com um estilo de ir "esquentando" durante os jogos. O time é dominado, o adversário aperta, mas a Alemanha vai fazendo o seu jogo com calma, envolvendo o oponente até derrubá-lo. Foi assim contra a França, quando os franceses dominaram o jogo e já comemoravam a classificação até perderem a última bola do jogo e os alemães empatarem, conquistando a vaga.

Mas nada disso aconteceu aqui. Os alertas de Madeirite surtiram efeito e o Brasil dominou do início ao fim. O gol relâmpago ajudou. Na saída de bola, Rivaldo fez o "toca y me voy" com Ronaldo e recebeu de volta já dentro da área. Neuer saiu do gol, mas o camisa 10 brasileiro deu um leve toque por cima e saiu para comemorar: Brasil 1x0, com apenas 17 segundos de jogo.

Depois do gol, o Brasil teve um pequeno período idêntico ao jogo contra Camarões. Marcou cedo e se trancou na defesa, embolando o jogo e não produzindo nada. Do lado de fora, Madeirite berrava com seus jogadores e orientava o posicionamento e, assim, a equipe conseguiu se reorganizar e buscar a classificação.

Aos 3 minutos, Ronaldinho desarmou Podolski na ponta direita e tocou a Cafu. O camisa 2 viu uma barreira alemã à sua frente e, assim, preferiu retornar a Rivaldo no meio de campo. O camisa 10 recebeu, levantou a cabeça e viu Ronaldo saindo da ponta para o meio. O passe foi preciso e Ronaldo avançou com a bola dominada e Schweinsteiger a lhe marcar. Com uma quebra de asa, o camisa 9 brasileiro se livrou do marcador e trouxe a bola pro pé direito, na entrada da área e de frente pro gol. Ali, foi só dar o tapa no canto esquerdo de Neuer e celebrar mais um gol: Brasil 2x0.

A Alemanha não conseguia jogar, apesar de ter os jogadores em ótima forma. Kroos, Muller, Klose e Podolski se movimentavam e tentavam as tabelas, mas Cafu, Lúcio, Edmilson, Kleberson e Juninho estavam perfeitos na marcação, impedindo os avanços do adversário. Lá na frente, Rivaldo se movimentava pelo campo de ataque distribuindo o jogo e os atacantes se fartavam de perder oportunidades.

Aos 9 minutos, nada pôde ser feito. Carlos Germano cobrou tiro de meta para Juninho na intermediária e o camisa 19 tocou a Rivaldo no meio. O camisa 10 abriu para Ronaldinho na direita, o camisa 7 trouxe para o meio e rolou a Ronaldo na entrada da área, na jogada que ficou eternizada com o River Plate. O camisa 9 deu um drible de corpo desmoralizante, deixando Schweinsteiger no chão, e deu um chute de trivela perfeito. A bola bateu no travessão e morreu mansa no gol de Neuer: Brasil 3x0.

No intervalo, Madeirite previu os movimentos do oponente e mudou o lado esquerdo. Saíram Roberto Carlos e Denilson e entraram Roque Junior e Romário. Enquanto o camisa 4 ajudaria a reforçar a marcação, o camisa 11 jogaria na posição que mais gosta, pronto para ajudar nos contra ataques. Já Lothar Matthaus resolveu apostar no 3-4-3 que fez sucesso contra a França, mas pecou nas mudanças. Saíram Schweinsteiger e Reus e entraram Draxler e Goetze. Os comentaristas criticaram a mudança, pois Reus seria muito importante no esquema e o escolhido para sair com Schweinsteiger deveria ser Lahm, mas Matthaus apostou no camisa 3 no meio, aberto pela esquerda. Hummels, Mertesacker e Badstuber formariam uma trinca de zagueiros; Draxler e Lahm ficariam no meio, abertos nas laterais; Kroos e Muller fariam o meio de campo pelo centro; Podolski e Goetze abririam nas pontas no ataque e Klose ficaria como centroavante.

A mudança foi interessante, pois os alemães ocuparam melhor o campo de jogo e tiveram mais a bola. Mas o Brasil estava impecável e conseguiu rechaçar todas as tentativas alemãs de chegar perto da área. Os brasileiros cansaram e passaram a tocar a bola, mas ainda tiveram as melhores chances do jogo. Já nos acréscimos, Ronaldo recebeu na lateral esquerda da área, foi levando a bola para a linha de fundo e deu um passe para trás. Roque Junior apareceu de surpresa e iria entrar na área, mas Klose o derrubou. A falta, a um passo da risca da grande área, era perfeita para Ronaldinho. O camisa 7 cobrou com perfeição, por cima da barreira, e colocou o Brasil na final: 4x0.

A excelente exibição leva o Brasil à decisão com inteira justiça. A equipe foi perfeita, tanto do ponto de vista físico, como do tático e do técnico. Dominou do início ao fim. A Alemanha, por sua vez, não conseguiu encaixar seu jogo diante do poderio adversário. Terá uma semana de trabalho para tentar juntar os cacos e se preparar para disputar a medalha de bronze.

Destaque do jogo: Ronaldo. Quando joga no comando de ataque e recebe a bola, é decisivo. Ronaldo não fez isso contra Camarões e, por isso, teve dificuldades. Aqui, foi desde o início para o campo de ataque e conseguiu, assim, marcar duas vezes. Ainda deu o passe para Rivaldo fazer o primeiro gol e iniciou a jogada que resultaria no gol de Ronaldinho.

NOTAS RÁPIDAS

  • A decisão do terceiro lugar, entre Alemanha e Inglaterra, será no sábado. A final, entre Brasil e Japão, será no domingo. A ordem das equipes foi decidida por sorteio, mas o mando será dividido em ambos os jogos, com troca de lado no intervalo.
  • Dois jogadores atingiram milestones na rodada, chegando a 10 gols com a camisa de suas seleções. São eles Ronaldo e Hyuga, que farão um incrível duelo de camisas 9 na grande final.