domingo, 21 de janeiro de 2018

Copa Rio 2018 - Final jogo de volta - 21/01/2018

Domingo, temperatura alta, Itaquá Dome lotado. Condições perfeitas para a grande final da Copa Rio.

Mera formalidade, já que o Imperatriz praticamente liquidou a fatura na partida de ida. A vitória por 8x1 lhes dá o direito de perder por até 6 gols de diferença, que ainda assim levantará a taça. Com isso, Dircys resolveu dar oportunidades a Roque Junior e Romário, para ver como eles se sairiam no time titular.

O Imperatriz foi a campo com 1. Charlie Brown; 2. Cafu (c), 3. Lucio, 4. Roque Junior, 6. Roberto Carlos; 15. Kleberson, 19. Juninho, 10. Rivaldo; 11. Romário, 9. Ronaldo, 17. Denilson. O time, treinado por Dircys, auxiliado por Buchanan's e Etcheverry, tendo Frômio como preparador físico e MST como médico, tinha ainda no banco de reservas 5. Edmilson, 7. Ronaldinho, 19. Elton, 21. Rodrigo Pimpão e 33. Ramon
O Vasco não admite publicamente, mas já jogou a toalha. Precisando vencer por 8 gols de diferença para ser campeão, não acredita em um milagre tão grande. Por isso, Antonio Lopes levou a campo o time reserva, com o ataque titular. Seu único objetivo neste jogo, além de brindar os torcedores com um bom futebol, era dar a Edmundo a artilharia do torneio.

O Vasco foi a campo com 22. Márcio; 18. Thiago Maciel, 5. Nasa, 14. Rogério Pinheiro (c), 6. Gilberto; 19. Beto, 11. Siston, 28. Allan Delon, 15. Dominguez; 10. Edmundo, 13. Donizete. A equipe treinada por Antônio Lopes e tendo William como auxiliar, contava ainda no banco com 1. Carlos Germano, 2. Maricá, 3. Tinho, 4. Mauro Galvão, 7. Léo Lima, 8. Marcelinho, 9. Marques, 12. Bruno Lazaroni, 17. Alex Alves, 20. Petkovic

IMPERATRIZ 4x3 VASCO

Com estas cartas na mesa, o jogo se iniciou. O Imperatriz armou boa jogada na saída de bola, tocando com inteligência até Rivaldo receber na entrada da área. Mas Márcio saiu e abafou rapidamente. No contra ataque, Nasa despachou para Beto no meio e o camisa 19 tocou a Dominguez. O camisa 15 deu ótimo passe na esquerda para Donizete, que avançou em velocidade e chutou cruzado, sem chances para Charlie Brown, fazendo Vasco 1x0 logo a um minuto.

O empate do Imperatriz não demorou a sair. Logo na saída de bola, aos 2, a equipe armou nova linda jogada coletiva. Rivaldo fez um 'toca y me voy' com Juninho, recebeu na frente, mas recuou o jogo. Ronaldo procurou Roberto Carlos mais atrás e o camisa 6 saiu da ponta para o meio, avançando. A marcação correu para cercá-lo, mas Roberto Carlos abriu na esquerda, para Rivaldo. O camisa 10 recebeu próximo à entrada da área, sem marcação e com ângulo mais aberto. O chute foi perfeito e venceu Márcio, para deixar tudo igual: Imperatriz 1x1.

Mas o Vasco não queria perder a taça sem oferecer resistência. Na saída de bola, uma figura 8 clássica foi armada entre Siston, Dominguez e Gilberto. A jogada confundiu a marcação adversária e o passe de Gilberto, da esquerda, para Siston, na direita, encontrou o camisa 11 livre. Siston girou o corpo para chutar de pé esquerdo e apanhou Charlie Brown no contrapé: Vasco 2x1.

A partir daí, o jogo ganhou em emoção. O Imperatriz criava boas jogadas, principalmente com Juninho e Rivaldo, enquanto o Vasco saía em contra ataques. Aos 6 minutos, Rogério Pinheiro desarmou Denilson e se lançou ao ataque, tabelando com Allan Delon e buscando o passe para Donizete. Kleberson roubou a bola, mas se atrapalhou e acabou mandando para lateral. Edmundo repôs para Rogério Pinheiro, que invadiu a área sem oposição e tocou na saída de Charlie Brown, fazendo Vasco 3x1.

O Imperatriz não queria comemorar um título com uma derrota. Por isso, no intervalo, Dircys tirou Kleberson e Rivaldo e colocou Edmilson e Ronaldinho. Embora Rivaldo fosse o melhor do time, a ideia era testar Ronaldinho na posição de enganche. Já Edmilson entraria na volância, no lugar de alguém que não estava tão bem. Já no Vasco, Antonio Lopes tirou Thiago Maciel e Donizete e colocou Maricá e Marques.

As mudanças de Dircys foram acertadas e, com isso, o Imperatriz ganhou terreno. Bem postado, o time de Niterói não deixava o Vasco trançar jogadas de contra ataque e ainda partia ordenado para o campo do adversário. Assim, conseguiu descontar logo aos 2 minutos. Edmilson desarmou Marques e tocou a Cafu na direita. O camisa 2 procurou Ronaldinho no meio, que tocou a Romário na ponta. Contrariando os ensinamentos de Euller, o camisa 11 não cortou para dentro quando Gilberto apareceu para marcá-lo. Ao contrário, deu um drible para fora e avançou pela ponta, invadindo a área e chutando cruzado para vencer Márcio e fazer Imperatriz 2x3. Tal qual no jogo de ida, Romário não comemorou o gol contra o ex clube.

O Vasco cozinhava o jogo, contente com a vitória, enquanto o Imperatriz tentava empatar. A partida foi assim, com os dois goleiros fazendo defesas e a trave salvando quando possível. Esta situação durou até os 9 minutos, quando uma bola isolada encontrou Marques livre. O camisa 9 avançou, invadiu a área e foi derrubado por Charlie Brown. Edmundo pegou a bola para cobrar o pênalti e encostar em Roberto Carlos na disputa pela artilharia. Mas a cobrança, no canto esquerdo, encontrou as mãos de Charlie Brown, que fez uma defesa espetacular e embalou de vez a equipe. Roberto Carlos pegou o rebote e tocou a Edmilson no meio, enquanto começava a correr pela ponta. Edmilson procurou Ronaldinho, que tentou abrir a Romário na direita. A defesa do Vasco bloqueou os avanços do camisa 11, que voltou a Juninho no meio. O camisa 19 procurou Ronaldo na esquerda e o camisa 9 avançou, atraindo a marcação. Quando ficou sem opções, deu um lindo passe na esquerda, onde Roberto Carlos apareceu, ainda em sua correria. O camisa 6 chutou forte e de primeira e venceu Márcio, empatando o jogo no último minuto: Imperatriz 3x3.

Mas ainda faltava a cereja do bolo. O Vasco tentou desempatar na saída, mas o Imperatriz bloqueou bem, com Edmilson impedindo o 'toca y me voy' de Dominguez para Siston e, depois, desarmando Allan Delon. O camisa 5 do Imperatriz tocou a Ronaldo, que deu mais atrás para Denilson. O camisa 17 inverteu para Juninho e, com isso, foi abrindo o campo, pois os vascaínos corriam para tentar roubar a bola. De lá pra cá, o Imperatriz foi jogando, até Romário receber na ponta e dar um passe para o meio. Quem recebeu ali, livre de marcação, foi Ronaldinho. O camisa 7 avançou e, da meia lua, chutou colocado e venceu Márcio, saindo em disparada na comemoração do título: Imperatriz 4x3.

IMPERATRIZ CAMPEÃO DA COPA RIO 2018

A capacidade do treinador Dircys de perceber rapidamente os defeitos da equipe e corrigi-los mostra o verdadeiro sentimento que faz um time ser campeão. O Imperatriz mudou o esquema tático durante a Copa Rio, ganhou força na defesa e ainda melhorou a chegada ao ataque. Outra excelente iniciativa foi chamar Euller para ajudar Romário em sua nova posição na ponta direita. Desde a chegada do antigo camisa 7, Romário marcou dois gols em dois jogos. Fora isso, o poder de superação de alguns jogadores, criticados na Copa 3 Corações, mostra que o Imperatriz finalmente começa a pegar o ritmo de jogar com uma equipe fechada e, classificado para a Supercopa no final do ano, pode muito bem alçar voos mais altos.

ARTILHARIA

Roberto Carlos se superou, aparecendo de surpresa na ponta esquerda para desferir potentes chutes, que levaram a equipe à final e, depois, lhes deu o título. Com 5 gols, Roberto Carlos leva para o Imperatriz o prêmio de artilheiro.

O vice presidente da FIFUBO, Ruben Paz, parabeniza Roberto Carlos pela artilharia da Copa Rio.
"Eu entendo a posição do torcedor, que esperava já a conquista da Copa 3 Corações. Mas nós estamos nos entrosando ainda, tentando absorver as ideias de um treinador e, além disso, conhecer a posição dos companheiros em campo. Fico feliz pelo prêmio de artilheiro, mas mais feliz ainda pelo reconhecimento do torcedor" - Roberto Carlos, após ser anunciado como artilheiro do campeonato.
Jogadores e comissão técnica do Vasco posam após receberem a medalha de prata
O Vasco jogou a Copa Rio desde o início em ritmo de treino. Não se sabe ao certo se foi a ressaca da Copa 3 Corações ou desinteresse, mas a equipe não se esforçou como alguém que queria vencer. Antonio Lopes, no entanto, deu um panorama diferente: "Nos esforçamos como deu. Demos movimentação a todos os jogadores, mas era muito difícil reverter a situação do primeiro jogo. Parabéns ao Imperatriz, que conseguiu aquele resultado fantástico e, por isso, pôde comemorar o título".

O presidente da FIFUBO, Batistuta, entrega o troféu da Copa Rio ao capitão do Imperatriz,Cafu
O Imperatriz, realmente, abriu a vantagem que lhes garantiu o título no primeiro jogo. Mas, ao lado do Bangu, foi quem quis jogar esta competição. Tanto o Vasco quanto o CROL pareciam cumprir mera formalidade. Assim, o Imperatriz celebra a competição que lhes escapou no ano passado e foi justamente o motivo que rendeu a renovação da equipe.

Jogadores e comissão técnica do Imperatriz posam com o troféu da Copa Rio 2018
"É uma sensação fantástica. Depois de mais de 15 anos jogando com botões argolados, o Imperatriz mudou o esquema e, hoje, conquista seu primeiro título na Era Fechada. A diretoria percebeu rapidamente e investiu pesado; nós identificamos os problemas da equipe e corrigimos tudo, com muito treino. Assim, fica fácil conquistar um título..." - Dircys, treinador do Imperatriz.
NOTAS RÁPIDAS

  • O Imperatriz é a primeira equipe a se classificar para a Supercopa FIFUBO, em dezembro. Os outros participantes sairão dos Torneios Apertura e Clausura e da Copa Olé.
  • O próximo torneio da FIFUBO é um torneio amistoso entre seleções, a Copa Stanley Rous. Os confrontos foram decididos por sorteio na sede da FIFUBO, na tarde deste domingo. As semifinais serão disputadas em jogo único. Os jogos são os seguintes: Inglaterra x Argentina e França x Brasil. Os vencedores se enfrentam, também em jogo único, na final.
  • Argentina e Japão fizeram, após a final da Copa Rio, um amistoso entre as duas únicas seleções que ainda não venceram na FIFUBO. Os japoneses se saíram melhor e venceram por 3x2, após estarem perdendo por 2x0. Conca e Messi abriram para os sulamericanos, mas Tsubasa e Hyuga (2) viraram para os japoneses.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Copa Rio 2018 - Final jogo de ida - 19/01/2018

Neste verão carioca enlouquecido, onde chove por semanas e faz calor de quase quarenta graus na primeira saída de sol, é comum ter resfriados. Pois um destes malditos se abateu sobre este que vos escreve e, assim, o primeiro jogo da final da Copa Rio foi adiado em cinco dias. Era para ser no domingo passado, mas foi empurrado para a sexta-feira seguinte. Melhor ainda, pois o dia de forte calor fez com que o Itaquá Dome ficasse lotado, à espera de um grande jogo, pois se trata das duas equipes que mais decidiram troféus na História da FIFUBO.

O Vasco, mandante da partida, despachou o CROL com dois resultados espetaculares (3x0 e 5x2) e também vem de triunfo na Copa 3 Corações, quando derrotou seu maior rival para celebrar o bicampeonato. Antônio Lopes quer segurar o Imperatriz e levar a decisão para o jogo de volta e, para isso, aposta na marcação forte característica de seu time. Chegou a cogitar colocar Beto no lugar de Léo Lima, mas mudou de ideia e o camisa 7 foi para o jogo.

O Imperatriz tem um princípio de crise. Após os dois vice campeonatos em 2017 (Copa 3 Corações e Copa Rio), a equipe se renovou, assumiu de vez o estilo fechado para botões, aposentou seus jogadores e investiu pesado na contratação de jogadores de seleção brasileira. Mas, na primeira competição que disputaram, perderam para o Vasco. Para piorar, a equipe passou pelo Bangu literalmente no último lance. Após vencer o primeiro jogo por 4x3, empatou em 2x2 já no estouro do cronômetro. Dircys percebeu que sua equipe ficava muito exposta com um único volante e, assim, colocou Ronaldinho na ponta direita e recuou Juninho para formar dupla de volantes com Kleberson, trazendo o Imperatriz para um estilo próximo ao que o River joga. Romário continua no banco, mas Dircys ainda conta com ele. Para isso, convocou o aposentado jogador Euller para explicar ao camisa 11 como é o estilo de jogo pretendido para ele.

E assim vamos para o primeiro jogo desta final!

VASCO 1x8 IMPERATRIZ

Sim, meus amigos, vocês não leram errado. O jogo foi um sonoro 8x1 para o Imperatriz, a maior goleada da História deste confronto. O Imperatriz dominou do início ao fim, com uma marcação implacável e um ataque espetacular.

Na saída do jogo, Rivaldo tocou a Ronaldinho e procurou receber de volta, mas Léo Lima roubou a bola e tocou na direita para Edmundo. O camisa 10 tocou a Marcelinho no meio e o camisa 8 adiantou a bola, em busca do contra ataque. Com tempo perfeito de bola, Kleberson se antecipou e roubou de Marcelinho, recuando para Charlie Brown, que dominou com os pés e procurou um passe longo para Denilson na esquerda. Mas o goleiro do Imperatriz não é um passador nato e, por isso, a bola foi esticada demais, na direção de Maricá. Denilson não é o principal jogador do Imperatriz atualmente à toa. Ele correu e conseguiu chegar na frente do camisa 2 vascaíno, dando um drible desconcertante em seu marcador e avançando. Da meia lua, desferiu um chute muito bem colocado e, com apenas um minuto de jogo, fez Imperatriz 1x0.

O começou da equipe de Niterói era o melhor possível e ainda tinha espaço para mais. Na saída de bola, Léo Lima fez um 'toca y me voy' com Marcelinho e se deslocou para receber na meia esquerda. Rivaldo percebeu e se adiantou, interceptando o passe do camisa 8 para o 7 vascaíno. Após roubar a bola, o camisa 10 do Imperatriz tocou a Cafu na direita e recebeu de volta na intermediária. O meio de campo do Vasco se posicionou para impedir o contra ataque, mas Rivaldo fez um passe no meio dos marcadores cruzmaltinos e encontrou Ronaldo. O camisa 9 avançou e Bruno Lazaroni correu para roubar-lhe a bola. Sem se importar, Ronaldo rolou a bola para a esquerda e Roberto Carlos, como elemento-surpresa, apareceu e encheu o pé, no seu chute característico, para fazer Imperatriz 2x0. A jogada, concluída aos 3 minutos de jogo, lembrou muito o lance do quarto gol do Brasil na final da copa de 70.

Embora o Imperatriz abrisse uma importante vantagem, os torcedores ficaram apreensivos, pois na final da Copa 3 Corações ocorreu a mesma coisa. Os vascaínos se fiavam nisso, enquanto os jogadores do Imperatriz redobraram a concentração. Assim, quando Léo Lima fez novo 'toca y me voy' com Marcelinho e recebeu na frente, Kleberson se antecipou e roubou-lhe a bola, tocando a Rivaldo no meio. O camisa 10 abriu na esquerda e Ronaldo avançou em velocidade, chutando da entrada da área para Carlos Germano espalmar a córner. O próprio Ronaldo cobrou rasteiro para o bico da área, onde Roberto Carlos recebeu e chutou de primeira, na sua bomba característica, para fazer Imperatriz 3x0, aos 5 minutos.

O Vasco começava a realizar que o raio não cairia no mesmo lugar duas vezes. Tudo o que os jogadores queriam era que o primeiro tempo se encerrasse, para reagrupar o time e tentar diminuir o prejuízo. Mas o Imperatriz estava impossível. Aos 8 minutos, Marcelinho recebeu de Petkovic e avançou pelo meio, tentando driblar Rivaldo. Mas o camisa 10 roubou-lhe a bola com extrema facilidade e tocou na esquerda para Roberto Carlos. O camisa 6 puxou o contra ataque e foi tabelando com Ronaldo até a entrada da área do Vasco,  quando deu um passe que deixou o camisa 9 dentro da área, para tocar na saída de Carlos Germano e fazer Imperatriz 4x0.

O pesadelo vascaíno chegava a uma pausa e Antonio Lopes, desesperado, tentou arrumar uma tática para diminuir o prejuízo. Tirou Bruno Lazaroni e Donizete, colocando Nasa e Alex Alves em seus lugares. Procurava melhorar a marcação e colocar no ataque o seu amuleto.

Já o sonho do Imperatriz parecia não ter fim. Dircys resolveu trocar Edmilson e Ronaldinho para colocar Roque Junior e Romário. Além de dar ritmo ao camisa 4, procurava ver se os conselhos de Euller ao camisa 11 tinham surtido efeito.

Sim, surtiram efeito. O Vasco procurava diminuir o prejuízo e se lançava ao ataque, mas o Imperatriz estava muito bem postado. Após Petkovic tocar a Alex Alves na esquerda e o camisa 17 tentar o drible, Lúcio foi perfeito no desarme e tocou a Kleberson na entrada da área. O camisa 15 tocou a Juninho, que procurou Rivaldo no meio. Com caminho livre para avançar, o camisa 10 preferiu dar uma quebra de asa e abrir na direita para Romário. O camisa 11 agradeceu e não decepcionou. Romário recebeu a bola, cortou a marcação de Gilberto para dentro, olhou o posicionamento de Carlos Germano e chutou uma bola alta, que descreveu um arco e morreu no fundo das redes do goleiro vascaíno. Em respeito ao clube em que jogou, Romário não comemorou o gol. Mas o Imperatriz fazia 5x0 com 2 minutos do segundo tempo.

Não há pesadelo que não possa ficar pior. O Vasco só queria tirar o jogo do caminho, mas o Imperatriz queria deixar um recado forte. Aos 6 minutos, Carlos Germano repôs tiro de meta na entrada da área para Nasa, que abriu na esquerda para Gilberto. O camisa 6 avançou pela ponta e tentou um passe no meio para Petkovic, mas errou e quem recebeu foi Rivaldo. O camisa 10 abriu na direita para Romário, que rolou no meio para Ronaldo. O camisa 9 recebeu dentro da área, de frente para Carlos Germano e escolheu bem o canto para concluir a jogada que ficou eternizada pelo River Plate: Imperatriz 6x0.

O Vasco conseguiu descontar na saída de bola. Aos 7 minutos, Léo Lima e Marcelinho finalmente conseguiram acerta um 'toca y me voy' e o camisa 7 recebeu próximo à meia lua, para acertar um bonito chute e vencer Charlie Brown: Vasco 1x6.

Mas aquilo era somente um gol de honra, pois o Imperatriz voltou ao seu massacre na saída de bola. Aos 8, uma linda jogada coletiva se iniciou no meio de campo, com Rivaldo rolando a Ronaldo e recebendo de volta na frente. Ao invés de continuar avançando, ele recuou para Romário, que deixou mais atrás para Cafu. O camisa 2 tocou a Kleberson, que procurou Juninho no meio. O camisa 19 lançou de volta a Rivaldo, que recebeu já na área do Vasco, mas Carlos Germano lhe tirou o ângulo. A genialidade do camisa 10 apareceu quando Rivaldo usou o apertado espaço para dar um drible sensacional no goleiro vascaíno, que esticou a perna e o derrubou. A cobrança do pênalti demorou e foi somente aos 9 minutos que o próprio Rivaldo bateu no ângulo esquerdo de Carlos Germano, que foi para o outro lado: Imperatriz 7x1.

Este resultado é carregado de simbolismos e só isso já significava o que foi o massacre. Os acréscimos rolavam e o Vasco mandou a bola para longe, esperando o fim do jogo. O Imperatriz tocava, também pensando no apito final. Foi quando a bola chegou a Rivaldo, que levantou a cabeça e viu Denilson correndo ensandecidamente para o campo de ataque. O passe do camisa 10 foi preciso e Denilson recebeu sem marcação no meio, invadiu a área e chutou na saída de Carlos Germano, para finalizar o show que ele mesmo começara: Imperatriz 8x1.

Agora, o Imperatriz pode perder por até 6 gols de diferença no domingo, que será campeão da Copa Rio. O jogo mostrou que o novo esquema dá certo e também serviu para afastar as críticas a muitos jogadores, principalmente Roberto Carlos, que foi eleito o melhor em campo e, agora, é o artilheiro isolado da competição. O Vasco não jogou oficialmente a toalha, mas parece que ela escapou de suas mãos. A equipe não sabe como reverter uma goleada tão poderosa e nem o que fará no próximo domingo.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Copa Rio - Semifinais jogos de volta - 13/01/2018

Este sábado foi um dia estranho, nublado e abafado. O Itaquá Dome não recebeu muitos torcedores para as partidas de volta das semifinais, mas os poucos que compareceram viram uma chuva de gols. Vamos conhecer os finalistas!

IMPERATRIZ 2x2 BANGU

Após vencer o jogo de ida (4x3), o Imperatriz pode até empatar para se classificar. Preocupado com a fragilidade defensiva e visando dar ritmo a todos os jogadores, Dircys entrou com reservas e buscou alternativas táticas. Saíram do time Lúcio, Roberto Carlos, Rivaldo e Ronaldo (além de Romário continuar no banco) e entraram Roque Junior, Ramon, Rodrigo Pimpão e Elton. Juninho, mantido no meio de campo, iria jogar mais recuado e deixaria Ronaldinho mais centralizado na armação, próximo da forma como o River joga o seu 4-3-3. Já o Bangu precisa vencer por, pelo menos, dois gols de diferença para ir à final. Se vencer por um gol, a partida vai para os pênaltis. Assim, Buchanan's Deluxe 8 manteve o time titular, para manter vivo o sonho do bicampeonato.

O novo esquema deu equilíbrio ao Imperatriz. A equipe se posicionou bem na defesa e variou muito as jogadas no ataque, chegando inúmeras vezes (acertou a trave do Bangu 7 vezes no jogo todo), mas o placar não se alterou no primeiro tempo.

No intervalo, Dircys percebeu que o Bangu marcava Denilson individualmente e isso prejudicava as opções ofensivas de sua equipe. Assim, tirou Elton e Rodrigo Pimpão e colocou Ronaldo e Romário, visando levar a marcação banguense para lá e liberar Denilson para atacar. Já Buchanan's Deluxe 8 sacou Macula e Arturzinho e colocou Messias e André Biquinho, para reforçar a marcação e liberar os atacantes de vez.

As mudanças de Dircys foram boas e o Imperatriz cresceu mais ainda na partida, mas o gol não saía de forma alguma. Como quem não faz, leva, foi o Bangu quem incendiou o jogo, aos 8 minutos. Após um contra ataque, Mendonça dividiu com Charlie Brown e a bola parou no meio de campo. Messias pegou o rebote e acertou um lindo passe, no meio da zaga do Imperatriz, encontrando Claudio Adão dentro da área. O camisa 9 viu Charlie Brown sair e chutou de primeira, cruzado, para vencer o goleiro adversário, fazendo Bangu 1x0.

O resultado levava o jogo para os pênaltis e o temor de um novo vexame fez os jogadores do Imperatriz saírem com tudo em busca do empate. Nervosos, porém, erravam tudo o que tentavam. Romário, aos berros, fez Cafu correr e roubar a bola de Mendonça, tocando para o camisa 11. Romário rolou no meio para Ronaldo, que percebeu a marcação chegando e abriu na esquerda. Denilson recebeu livre, invadiu a área e chutou cruzado para, enfim, vencer Ricardo Cruz: Imperatriz 1x1, aos 10 minutos.

A partir daí, o jogo virou teste para cardíaco. O Bangu voltou a ficar na frente nos acréscimos. Mendonça fez o 'toca y me voy' com Messias, recebeu na frente e, de cara pro gol, acertou um lindo chute colocado para vencer Charlie Brown e fazer Bangu 2x1.

Enquanto os jogadores do Bangu celebravam, os do Imperatriz pegaram logo a bola e colocaram no meio de campo. O juiz autorizou a saída, Ronaldo fez um 'toca y me voy' desajeitado com Ronaldinho e recebeu próximo à entrada da área. Borçato apareceu para bloquear o chute. Ronaldo chutou assim mesmo, a bola desviou no camisa 5 e matou Ricardo Cruz, entrando mansa no canto oposto ao que o goleiro estava, no último lance do jogo: Imperatriz 2x2.

Os jogadores do Bangu cercaram o árbitro, por autorizar a saída com o jogo já no fim. Do outro lado, os jogadores do Imperatriz comemoravam a vaga na final.

CROL 2x5 VASCO

Depois de perderem o jogo de ida (0x3), o CROL precisava vencer por 4 gols de diferença para avançar à final. Ciente de que a missão era praticamente impossível, Madre Pérola promoveu a entrada dos reservas. TV, Rato, Matthaus e Mosquito iriam jogar nos lugares de Ma Luca, Rafinha, Iverson e André. A ordem é se divertir. Diversão também é a palavra da vez no Vasco. Praticamente classificado, o time reserva inteiro foi para o campo. O único titular era Bruno Lazaroni. Antonio Lopes ainda aproveitou para testar Nasa na zaga.

O início de jogo dava pinta de uma partida emocionante. Com apenas 20 segundos, Beto, Dominguez e Allan Delon fizeram uma linda triangulação na saída de bola, até Allan Delon chutar no ângulo de Hobson e fazer um golaço: Vasco 1x0.

O CROL não se acanhou e empatou na saída de bola. Matthaus rolou para Pablo, que driblou Beto, avançou em velocidade e acertou forte o ângulo de Márcio, para fazer CROL 1x1.

Dois gols em apenas um minuto era prenúncio de um jogão. Mas acabou aí. O CROL, em ritmo de pelada, não fazia nada. O Vasco, do outro lado, tocava a bola pacientemente. O segundo gol veio apenas aos 7 minutos. Marques chutou e Hobson mandou a córner. Hobson voltava para a área com displicência e Marques percebeu isso, atrapalhando a visão do goleiro. Dominguez cobrou o escanteio no bico da área para Siston, que chutou onde Marques estava. O camisa 9 deixou a bola passar e Hobson só percebeu quando ela já estava no fundo das redes: Vasco 2x1.

Nem a derrota parecia capaz de abalar o ritmo de férias dos jogadores do CROL. O Vasco percebeu e foi tocando a bola para fazer o tempo passar. Já nos acréscimos, Nasa saiu da defesa, tabelou com Allan Delon, depois com Alex Alves, abriu na direita para Marques e recebeu de volta no bico da área. O chute cruzado do camisa 5 vascaíno foi no ângulo de Hobson e o Vasco celebrava a vantagem: 3x1.

No intervalo, Madre Pérola promoveu uma mudança tática. Saíram TV e Mosquito e entraram Rafinha e Ma Luca. Rato ia para a lateral direita, Rafinha ia para a zaga e Ma Luca jogaria no ataque. Pelada total. Já Antonio Lopes tirou Bruno Lazaroni e Marques e colocou Gilberto e Edmundo. O camisa 10 entrava a pedido da torcida e o camisa 6, para promover uma mudança tática. Siston sairia da lateral e ia jogar como segundo volante, um reserva perfeito para Léo Lima.

As mudanças de Lopes mostraram que o Vasco tem alternativas. A equipe dominou completamente o jogo e ampliou logo a um minuto. Dominguez roubou a bola de Leozinho e avançou, sendo derrubado pelo camisa 9. O próprio português cobrou a falta para Alex Alves, que invadiu a área e chutou na saída de Hobson, fazendo Vasco 4x1.

A goleada foi consolidada aos 6 minutos. Alex Alves saiu da ponta esquerda para a direita, recebeu ótimo passe de Allan Delon e chutou cruzado. Hobson espalmou e Alex Alves correu para o rebote. O goleiro, então, agarrou o camisa 17 para impedi-lo de chegar na bola. O juiz Chico Lírio marcou pênalti, que Edmundo cobrou rasteiro no canto esquerdo, deslocando Hobson: Vasco 5x1.

O CROL ainda diminuiu aos 8, em linda tabela de Spina com Pablo. O camisa 11 devolveu ao camisa 3 no meio da zaga e Spina invadiu para chutar de bico e vencer Márcio. Mas era só um gol de honra: CROL 2x5.

NOTAS RÁPIDAS

  • Vasco e Imperatriz começam a decidir a Copa Rio neste domingo, com o jogo de volta (com mando do Imperatriz) no final de semana que vem.
  • Também neste domingo, teremos um amistoso internacional, entre Argentina e Japão.
  • Em sessão no TJB após os jogos, os auditores não acataram a reclamação do Bangu sobre a autorização para o Imperatriz dar a saída de bola (no lance que resultou no gol de Ronaldo) e absolveram o árbitro Pedro Carlos Bregalda e o auxiliar, Rosálvio.
  • Mas, na mesma sessão, os auditores não perdoaram a falta de respeito dos jogadores e do treinador do Bangu, por não darem entrevista aos meios de comunicação, e decidiram multar o clube em R$ 2.300,00.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Copa Rio 2018 - Semifinais jogos de ida - 12/01/2018

Com uma semana de atraso, a Copa Rio dá seu pontapé inicial em uma sexta-feira. Os jogos deveriam ter começado no final de semana passado, mas a única data disponível era o domingo e a  FIFUBO resolveu marcar amistosos entre seleções naquela data. Assim, a Inglaterra derrotou o Japão por 4x2 e a França massacrou a Argentina, por 4x1. A Copa Rio, competição em que atuam quatro clubes nacionais que restaram na FIFUBO (Bangu, CROL, Imperatriz e Vasco), é disputada em semifinais e finais em jogos de ida e volta, sem critério de gol qualificado. Na sua primeira edição, em 2017, o Bangu se sagrou campeão e levantou sua primeira taça na FIFUBO. O campeão da edição 2018 só será conhecido na outra semana, mas até lá, a bola vai rolando e o público vai sendo brindado com bons jogos.

BANGU 3x4 IMPERATRIZ

A reedição da final do ano passado sofreu muitas mudanças neste jogo de abertura. O campeão Bangu, que triunfou ao usar a experiência de seus jogadores para tocar a bola curto, passou pelo programa de recondicionamento físico, mas não teve muito êxito. Então, a ordem é continuar usando a experiência e tocando a bola. O Imperatriz se reformulou justamente após a derrota na Copa Rio de 2017. Os jogadores argolados foram aposentados e a diretoria contratou uma equipe inteira, fechada, que é a base da seleção brasileira. Para esta partida, Dircys barrou Romário e colocou Juninho em seu lugar. O camisa 19 atuaria no meio e Ronaldinho iria para a ponta direita.

A derrota na Copa 3 Corações também ocasionou mudanças no Imperatriz. A equipe passou a jogar com inteligência e tocar a bola em tabelas que deixavam o adversário tonto. Assim, desde o início do jogo, o time de Niterói amassou o Bangu contra o seu campo e teve duas boas chances, com Rivaldo e Ronaldo, que Ricardo Cruz defendeu. Depois destas duas chances, foi a vez de Denilson avançar pela esquerda e chutar cruzado, para mais uma defesa do goleiro banguense. Mas, no rebote, Rivaldo empurrou para o gol vazio e fez Imperatriz 1x0 logo a um minuto.

O Bangu tentou se recuperar do golpe, mas foi só dar a saída para ser pressionado e perder a bola. O Imperatriz se lançou ao ataque e novo fuzilamento à baliza do Bangu foi realizado. Aos 3 minutos, Denilson arrancou pela ponta, tabelou com Ronaldo e chutou para Ricardo Cruz espalmar. No rebote, Roberto Carlos avançou e chutou com a costumeira força para fazer seu primeiro gol com a camisa do Imperatriz que, agora, vencia por 2x0.

O gol do criticado lateral era o reencontro do time com a torcida, que cantava o nome de seus ídolos. Mas, tal qual o jogo da Copa 3 Corações, foi no momento de empolgação da torcida que as coisas começaram a desandar. O Imperatriz tocava bem a bola, principalmente nas tabelas entre Ronaldo e Rivaldo, mas Ricardo Cruz operava verdadeiros milagres e impedia a goleada do Imperatriz.

Aos 6 minutos, Ronaldo fez nova jogada pela esquerda e chutou, para Ricardo Cruz espalmar para o lado. Eduardo Cachaça afastou e Macula pegou livre no meio de campo. Tabelando com Claudio Adão, o camisa 11 recebeu de volta na meia lua, de frente pro gol, e chutou colocado para vencer Charlie Brown e fazer Bangu 1x2.

O pesadelo recomeçava, mas os jogadores do Imperatriz não queriam que isso acontecesse, então continuaram tocando a bola e buscando o ataque. Aos 9 minutos, Denilson inverteu para a direita e encontrou Rivaldo livre. O camisa 10 adiantou a bola, Ricardo Cruz saiu e dividiu com ele. A bola saiu da área e sobrou para Eduardo Borçato, que tocou a Arturzinho na frente. O camisa 8 viu Marinho passando feito um foguete pela direita e lhe passou a bola. O camisa 7 avançou sem oposição, invadiu a área e chutou cruzado na saída de Charlie Brown, para empatar o jogo: Bangu 2x2.

No intervalo, Buchanan's Deluxe 8 tirou Paulo Paiva e Mendonça e colocou Messias e André Biquinho. O camisa 3 tinha muito trabalho com o ataque do Imperatriz e o camisa 10 estava sumido em campo, sobrecarregando Arturzinho. Já Dircys tirou Kleberson (muito exposto) e Ronaldo (que não parecia com o pé bom) e colocou Roque Junior e Romário. Enquanto Edmilson seria um líbero, Romário jogaria pela primeira vez como centroavante.

Mas o gol de empate sofrido no final do primeiro tempo pegou forte nos jogadores do Imperatriz. A equipe voltou a campo debaixo de vaias e não conseguiu criar muitas coisas. Aos 4 minutos, Roberto Carlos saiu da ponta para o meio e buscou a tabela com Romário, mas os dois acabaram se atrapalhando. Enquanto a torcida vaiava, Juninho correu do campo de defesa para recuperar a bola, tocou a Roberto Carlos, que abriu a Romário na direita. O camisa 11 devolveu a Juninho na esquerda, para a conclusão de uma bela Figura 8. Juninho recebeu na entrada da área e acertou um lindo chute colocado para vencer Ricardo Cruz e fazer Imperatriz 3x2.

Se a raça de Juninho foi fundamental para o time de Niterói ficar à frente no marcador, a raça de Messias foi crucial para o empate. Na saída de bola, o Bangu também organizou uma Figura 8 com André Biquinho tocando a Arturzinho e o camisa 8 abrindo na direita para Messias. Mas o toque foi forte demais e ficou mais para Roque Junior. Só que o camisa 16 banguense se atirou na bola e conseguiu chutá-la nas pernas do defensor do Imperatriz, ganhando o córner. O próprio Messias cobrou no segundo pau e viu André Biquinho se antecipar a Lúcio, para cabecear sem chances para Charlie Brown e fazer Bangu 3x3.

Neste momento, a torcida do Imperatriz protestava veementemente, principalmente com Lúcio, que perdeu na cabeçada para um jogador muito menor. Mas hoje é a sexta-feira da redenção, então, nos acréscimos, Roberto Carlos voltou a salvar a equipe de Niterói. O Imperatriz tinha dificuldades para acertar a jogada de ataque. Edmilson tocou a Rivaldo, que procurou os atacantes e não viu ninguém em condições de receber a bola. Roberto Carlos percebeu e partiu em velocidade pela esquerda. Rivaldo lhe passou a bola e o camisa 6 recebeu na intermediária, pronto para soltar o violento chute que lhe é característico. Mas, ao ver Romário atrapalhar a visão de Ricardo Cruz, preferiu um chute colocado e acertou o canto esquerdo do goleiro adversário, em lance que lembrou muito a falta de Branco contra a Holanda em 94: Imperatriz 4x3.

VASCO 3x0 CROL

Campeão da Copa 3 Corações, o Vasco quer uma vitória convincente para encaminhar a classificação e poder usar os reservas no jogo de volta. O CROL também quer uma vitória que lhe permita usar os reservas na partida de volta, mas já há algum tempo o interesse da equipe do Rio do Ouro é ser sparring das seleções.

As duas equipes foram as que obtiveram os melhores resultados no programa de recondicionamento físico, por isso, os jogadores estavam voando em campo e, assim, fizeram um jogo excelente. Quem vê o resultado pensa que foi um passeio do Vasco, mas a verdade é que a equipe do Rio de Janeiro se trancou na defesa, com uma marcação forte envolvendo até os atacantes e o CROL é quem tomou a iniciativa e rondou a área do adversário. Em todo o jogo, o CROL acertou a trave do Vasco por 5 vezes, fora as defesas de Carlos Germano.

Como quem não faz, leva, o Vasco aguentou o massacre e procurou jogar em sua estratégia habitual, de aproveitar os contra ataques. Aos 6 minutos, Bruno Lazaroni desarmou Leozinho e se lançou ao ataque. Com um drible de corpo, o camisa 12 se livrou de Pablo e fez um lançamento magistral para Donizete, que recebeu na direita, girou em cima de Rafinha e chutou cruzado para vencer Hobson e fazer Vasco 1x0.

No intervalo, Antonio Lopes tirou Maricá e Léo Lima para colocar Thiago Maciel e Nasa, levando o time mais para trás ainda. Já Madre Pérola sacou Rafinha e Pablo para colocar Rato e Matthaus.

Antonio Lopes também armou uma jogada na saída, que foi executada à perfeição. Petkovic fingiu um 'toca y me voy' e levou a marcação para o lado esquerdo. Marcelinho trouxe a bola pro lado direito, driblou o marcador e acertou um chute com a sua marca, cheio de efeito, para encontrar o cantinho de Hobson e fazer Vasco 2x0, com apenas 13 segundos de jogo.

Com a vitória encaminhada, o time da Colina começou a tocar a bola e isso irritava o torcedor. Thiago Maciel, principalmente, jogava de forma displicente e entregava a bola pro rival. E aí, era torcer para a trave fazer o seu papel. O CROL tentou de todas as formas e foi cansando, até que o Vasco deu o golpe de misericórdia aos 7 minutos. Nasa desarmou Leozinho e tocou a Petkovic, que deu um lindo passe pelo meio da zaga e encontrou Edmundo. O camisa 10 invadiu a área e esperou a saída de Hobson para dar uma cavadinha e encobrir o goleiro adversário: Vasco 3x0.

NOTAS RÁPIDAS

  • Os jogos de volta das semifinais serão disputados neste sábado. O Imperatriz se classifica se empatar com o Bangu e o Vasco, até com derrota por 2 gols de diferença para o CROL irá à final. Se houver igualdade em saldo nos jogos (o Bangu vencendo o Imperatriz por um gol de diferença e o CROL, o Vasco por 3), os finalistas serão conhecidos nos pênaltis.
  • O primeiro jogo da final será neste domingo e o segundo, no domingo seguinte. No dia do primeiro jogo da final, a partida de fundo será um amistoso entre Argentina e Japão, as duas únicas seleções que ainda não venceram na FIFUBO. No jogo de volta, não há ainda previsão de jogo de fundo.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Copa 3 Corações 2018 - 03/01/2018

Após os debates no Bootecon, é hora de deixar as palavras de lado e jogar a bola para dentro do campo! A primeira competição do ano chega com força e mudanças no regulamento. A Copa 3 Corações foi criada como um torneio para reunir minhas 3 paixões: Vasco (futebol), Imperatriz (escola de samba) e Dallas Stars (time de hóquei). Chegou a ter 4 equipes, com a chegada da Juventus de Turim. O time italiano deixou a FIFUBO e a Copa voltou a ter 3 equipes. Porém, com a aposentadoria do Dallas Stars no fim de 2017 fez com que o torneio tivesse apenas Vasco e Imperatriz a partir de 2018. Assim, a Copa 3 Corações deixou de ser um torneio triangular por pontos e passou a ser jogo único, sem classificar para a Supercopa, servindo como torneio de abertura do calendário (espécie de Charity Shield da FIFUBO). Desta forma, as duas equipes disputaram o campeonato em partida única, com mando dividido e troca de lado no intervalo. Em caso de empate, o campeão seria decidido nos pênaltis.

O Vasco, atual campeão, venceu a competição 4 vezes (2004, 2005, 2014 e 2017). Após a recuperação física, os jogadores estão voando como se fossem novos e isso traz esperança ao torcedor cruzmaltino, de que possam derrotar seus eternos rivais e levantarem a taça mais uma vez.

O Imperatriz também venceu a competição 4 vezes (2003, 2012, 2015 e 2016) e, após o vexame na temporada passada, reformulou totalmente a equipe, saindo do sistema argolado e "arrendando" a seleção brasileira. Por este motivo, o torcedor da verde e branco de Niterói está esperançoso de que os "craques do penta" possam fazer a equipe voltar a ter a hegemonia deste tradicional torneio.

VASCO 3x3 IMPERATRIZ

E foi com este clima especial que o Itaquá Dome lotou para ver quem ficaria com a hegemonia do cobiçado troféu de cristal. A saída pertenceu ao Vasco, que logo armou a sua tradicional jogada 'toca y me voy', que repete há 16 anos. Léo Lima recebeu de Marcelinho na entrada da área e chutou com força, mas a bola tocou no travessão, quicou e saiu.

Após o susto, o Imperatriz começou a se soltar, mas Ronaldo estava visivelmente fora de forma e perdia na corrida para os marcadores vascaínos. Logo aos dois minutos, perdeu a bola e o Vasco se lançou ao ataque. Marcelinho fez o passe para Edmundo, mas Kleberson se antecipou e roubou a bola, tocando a Rivaldo no meio. O camisa 10 abriu na esquerda para Denilson, que fez a figura oito com Rivaldo e Ronaldo, passando por trás do camisa 9 para sair da ponta para o meio e receber de volta. De frente pro gol, na entrada da área, Denilson chutou rasteiro no canto esquerdo de Carlos Germano, que se esticou mas não achou: Imperatriz 1x0.

O Vasco tentou dar uma resposta imediata, mas o 'toca y me voy' de Léo Lima e Marcelinho bateu no travessão novamente. O Imperatriz, mais calmo com a vantagem, buscou se organizar para ampliar o marcador, mas o Vasco estava voando em campo e pressionou o adversário. Aos 5 minutos, Petkovic tocou a Donizete na esquerda, mas Lucio desarmou o camisa 13 e tocou a Cafu na direita. O camisa 2 procurou Ronaldinho no meio de campo e o camisa 7 inverteu o jogo para Denilson, mas a bola foi forte demais. Rivaldo correu a ficou com a bola, avançando pela esquerda e chutando cruzado da entrada da área para vencer Carlos Germano e ampliar: Imperatriz 2x0.

Neste momento, os torcedores do Imperatriz festejavam a constelação de craques que brilhava em campo e levava sua equipe a uma fácil vitória. Mas, como dito anteriormente, os jogadores do Vasco estavam voando e se negaram a entregar a partida. Aos 8 minutos, Marcelinho fez boa jogada pelo lado esquerdo, mas foi desarmado por Lúcio, que saiu jogando. Petkovic correu, se atirou na bola e conseguiu desarmar o camisa 3, invadindo a área pela lateral esquerda, trazendo a bola pro pé direito e mandando um chute incrível, em arco, no ângulo oposto de Charlie Brown: Vasco 1x2.

O gol serviu para mostrar que o Imperatriz não jogava contra uma equipe pequena. O Vasco cresceu no jogo e foi em busca do empate. Já nos acréscimos, Denilson avançou e tentou o passe para Ronaldo, mas Tinho conseguiu se antecipar, tocando a Maricá na direita. O camisa 2 tocou a Edmundo na ponta, que recuou a Marcelinho. O camisa 8 percebeu Kleberson vindo na marcação e jogou por cima para o meio. Petkovic recebeu na meia lua e chutou com categoria para vencer Charlie Brown e empatar, em linda jogada de contra ataque: Vasco 2x2.

No intervalo, Antonio Lopes resolveu reforçar a defesa. Tirou Tinho e Bruno Lazaroni e colocou Rogério Pinheiro e Nasa. Já Dircys não teve escolha senão tirar duas de suas apagadas estrelas. Saíram Roberto Carlos e Ronaldinho e entraram Roque Junior e Juninho. Roque iria para a zaga, com Edmilson indo para a cabeça de área e Kleberson fazendo a lateral esquerda, visando deixar o time menos exposto na defesa.

O jogo ficou melhor ainda no segundo tempo, num eletrizante toma lá dá cá. O Imperatriz conseguiu voltar a ficar em vantagem aos 6 minutos, em uma jogada que ficou eternizada pelo River Plate, mas poucos sabem que começou no Imperatriz. Charlie Brown cobrou tiro de meta para Juninho no meio de campo e o camisa 19 abriu na direita para Romário. O camisa 11 recebeu na ponta e rolou no meio para Ronaldo, por entre a zaga. De frente pro gol, o camisa 9 não perdoou e fuzilou a baliza de Carlos Germano para fazer Imperatriz 3x2.

Nem deu para comemorar, já que o Vasco empatou logo na saída. Após nova tentativa de 'toca y me voy', Léo Lima foi bloqueado por Roque Junior e preferiu recuar para Petkovic, que foi derrubado por Ronaldo próximo à entrada da área. O próprio camisa 20 se apresentou para a cobrança e, percebendo que Charlie Brown foi para trás da barreira, jogou do outro lado. O goleiro do Imperatriz só percebeu quando Petkovic já comemorava seu hat trick: Vasco 3x3. Com isso, o campeão seria decidido nos pênaltis!

Na primeira série de cobranças, Rivaldo acertou o ângulo direito de Carlos Germano, que errou o lado, enquanto Petkovic cobrou rasteiro, para tirar Charlie Brown da jogada. Na segunda série, Denilson e Gilberto cobraram da mesma forma, à meia altura e no cantinho dos goleiros. Na terceira série, tanto Kleberson quanto Mauro Galvão cobraram para defesa dos goleiros. Na quarta série, Ronaldo cobrou muito bem á meia altura, enquanto Edmundo surpreendeu com um chute por baixo de Charlie Brown. Com 3x3 no placar, a última série seria decisiva! Romário cobrou na trave esquerda de Carlos Germano e colocou nos pés de Marcelinho Carioca a responsabilidade pelo título cruzmaltino. Com uma cobrança perfeita, o camisa 8 acertou o ângulo de Charlie Brown, que se esticou todo, mas não alcançou, finalizando a disputa de pênaltis em Vasco 4x3 Imperatriz.

VASCO CAMPEÃO DA COPA 3 CORAÇÕES 2018

O Vasco renova o título e conquista a hegemonia, com 5 conquistas, contra 4 do rival. Os jogadores celebraram muito a conquista, que ainda teve Petkovic como artilheiro, com 3 gols. O Imperatriz, por outro lado, amarga nova derrota na final, depois de estar à frente do marcador por 3 vezes.

Jogadores do Imperatriz posam, após receberem a medalha de prata
"É doloroso perder nos pênaltis, após estar á frente do marcador por 3 vezes. Mas, além de exaltar a ótima forma física dos jogadores do Vasco, devo lembrar que nossa equipe não treinou, pois os jogadores estavam servindo à seleção brasileira até o final do ano. Mesmo assim, o investimento foi alto para não conquistarmos este título. Vamos treinar duro nos próximos dias, para vencer a Copa Rio e voltar no final do ano, na Supercopa FIFUBO". Dircys, treinador do Imperatriz, após receber a medalha de prata.
O presidente da FIFUBO, Batistuta, entrega o troféu da Copa 3 Corações ao capitão do Vasco, Mauro Galvão
 "Muito se falava sobre o estado físico dos nossos jogadores, que já estavam ultrapassados e que o Vasco devia seguir o exemplo do Imperatriz, de renovar o time e passar para os botões fechados. Mas nós acreditamos neste elenco, que tantas alegrias trouxe ao torcedor. William fez um trabalho de recuperação física fantástico e o talento... nós sabemos como é o talento desses atletas. Agora, é só comemorar e nos preparar para voos mais altos!" - Um eufórico Antonio Lopes, treinador do Vasco, falando sobre a conquista da Copa 3 Corações.
Jogadores e comissão técnica do Vasco posam com o troféu da Copa 3 Corações, no gramado do Itaquá Dome
O Vasco inicia o ano dando mais uma alegria ao seu torcedor. A conquista da Copa 3 Corações é o décimo primeiro troféu do time que, além de conquistar esta Copa por 5 vezes, tem dois Torneios Apertura (2004 e 2005) e dois Clausura (2003 e 2004), além de duas Supercopas FIFUBO (2004, 2005). Mas este é só o primeiro de muitos capítulos de emoção que teremos em 2018! Neste final de semana, a Copa Rio terá as suas semifinais e as finais, no próximo final de semana. Dali, partiremos para mais e mais competições, para fazer de 2018 um ano inesquecível!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Bootecon 2018

O tradicional evento que abre o calendário da FIFUBO, o Bootecon, foi realizado no Imperatriz Arena nesta terça-feira, 2 de janeiro. Membros da FIFUBO, treinadores, auxiliares, dirigentes, atletas... todos compareceram ao evento para representar suas agremiações, conhecer o calendário e debater as principais tendências para o ano que se inicia. Vamos ver os principais pontos deste evento!

Abertura – Gabriel Batistuta – Presidente da FIFUBO

Discurso de abertura com Gabriel Batistuta
 O presidente da FIFUBO, Gabriel Batistuta, abriu o fórum, apresentando a mesa e fez o discurso de abertura. Ressaltou o ano que passou, destacando 2017 como um dos melhores anos da História da FIFUBO, com a conclusão do calendário sem necessidade de se apelar ao Ato Normativo 4 e, ainda, com a aquisição de 5 seleções e a criação da Copa do Mundo de Futibou de Butaum, cuja primeira edição será em 2018. A respeito deste tema, Batistuta ressaltou 2017 como um dos melhores anos da FIFUBO ao lembrar o primeiro jogo de seleções já disputado na Federação (Brasil 4x0 França) e o primeiro torneio entre seleções (Jarra Tropon, vencida pela França). Aquele que seria mais um ano difícil para a FIFUBO, acabou sendo um ano de virada, de crescimento, que dá a 2018 o sentimento de que a expansão continuará.

Após o discurso de abertura, Batistuta ressaltou outro fato histórico, que foi a primeira vez que uma equipe conquistou a Tríplice Coroa. Assim, chamou os atletas e a comissão técnica do River Plate, para uma homenagem especial. Batistuta também leu um documento, assinado por todos os treinadores e membros da FIFUBO, agradecendo os 16 anos de serviços prestados pelo Dallas Stars, a primeira equipe argolada da História da Federação, que disputou sua última partida no final de 2017.
Jogadores e comissão técnica do River Plate, com os troféus conquistados no ano de 2018
Após as homenagens, Batistuta procedeu ao recolhimento dos troféus (que são de posse transitória), para voltarem à sede da FIFUBO e, assim, poderem ser distribuídos ao longo do ano. As exceções são a Copa Olé (que será devolvida no final do primeiro turno do Apertura), o troféu do Clausura (que será devolvido no Torneio Início que precede o mesmo) e a Supercopa (que será devolvida no mesmo momento do Clausura). A Tríplice Coroa permanece de posse do River Plate.

Calendário e regulamento de competições – Ruben Paz – Vice presidente da FIFUBO
Ruben Paz discursa sobre a estrutura de competições para 2018
Batistuta chamou, então, o vice presidente da FIFUBO, Ruben Paz, que apresentou o calendário e o regulamento das competições de 2018. A FIFUBO inicia seu calendário oficial com o Bootecon, logo nos primeiros dias de janeiro. A seguir, teremos a primeira competição entre clubes, a Copa 3 Corações. Este ano, a competição contará apenas com Vasco e Imperatriz, que disputarão uma única partida para decidir o campeão. O mando de campo será dividido, com troca de lado no intervalo. Se houver empate, o campeão será decidido nos pênaltis. A partir de 2018, a Copa 3 Corações não classificará para a Supercopa. Será uma espécie de Charity Shield da FIFUBO.

No final de semana seguinte, será disputada a Copa Rio. Um sorteio definirá os confrontos, que continuarão sendo em ida e volta, inclusive nas finais. Permanece o critério de saldo de gols, sem que o gol fora de casa seja utilizado como critério de desempate. O campeão da Copa Rio entrará direto nas semifinais da Supercopa.

Na primeira semana de fevereiro, será disputado o Torneio Início do Apertura, cujos duelos são definidos de acordo com a posição de cada equipe ao final do Clausura 2017. Na semana seguinte, será disputado o Torneio Apertura, que deverá ir até o final de maio ou meados de junho. O regulamento é o mesmo, com critérios de desempate em pontos, gols pró, gols contra, vitórias, empates, derrotas. O regulamento dos playoffs é o mesmo, inclusive nas finais, com a equipe de melhor campanha jogando por resultados iguais em saldo.

Terminado o Apertura, será disputada a Copa Olé, cujo prosseguimento deverá avançar por todo o mês de junho. Sorteio definirá os duelos, que continuam sendo em jogo único durante toda a competição. Em caso de empate, o vencedor será definido nos pênaltis.

Na semana seguinte ao término da Copa Olé, será disputada a Copa do Mundo de Futibou de Butaum, com início provável no mês de julho. A princípio, serão seis equipes, divididas em dois grupos com três equipes cada. Os jogos, dentro dos próprios grupos, apontarão os dois melhores times para avançarem às semifinais, em que cruzarão no formato primeiro contra segundo com os melhores do outro grupo. Definidos os finalistas, haverá disputa de quinto e sexto lugares, decisão da medalha de bronze e a final. O critério na fase de grupos é o seguinte: pontos, gols pró, gols contra, vitórias, empates, derrotas, sorteio. Nos jogos eliminatórios, em caso de empate haverá disputa de pênaltis. Além dos prêmios para o campeão e o artilheiro, há o Troféu Lothaire Bluteau, dado ao melhor jogador da competição. Ao final de cada jogo, será escolhido o melhor jogador da partida, que pode inclusive ser da equipe derrotada. No fim do campeonato, o jogador eleito mais vezes o melhor em campo será o MVP da Copa do Mundo. Se houver empate, a escolha será por votação. Votam nesta eleição o presidente da FIFUBO, o vice presidente, o diretor técnico, o diretor de seleções e os treinadores de todas as seleções participantes. O sorteio dos grupos da Copa do Mundo será feito no mesmo dia do sorteio dos confrontos da Copa Olé.

Ao término da Copa do Mundo, provavelmente em agosto, será disputado o Torneio Início do Clausura, com o mesmo formato do Torneio Início do Apertura. No final de semana seguinte, se iniciará o Torneio Clausura, que terá uma diferença na classificação. Ao contrário do Apertura, se houver empate em pontos, o primeiro critério de desempate será o saldo de gols e, daí, os critérios serão iguais aos do Apertura.

Em dezembro, terminada a temporada de Ligas e Copas, os campeões da Copa Rio, Apertura, Copa Olé e Clausura se enfrentarão na Supercopa FIFUBO, cujo formato é o mesmo dos anos anteriores.
A qualquer momento, em datas que não as de jogos, podem ser disputados amistosos entre seleções e até torneios. Provavelmente, ainda em janeiro, teremos um torneio entre seleções, a Copa Stanley Rous.

Aspectos técnicos de 2017 – Sr Alemanha – Diretor técnico da FIFUBO
Sr Alemanha apresenta os aspectos técnicos de 2017
O diretor técnico da FIFUBO, Sr Alemanha, leu o relatório sobre as inovações táticas, técnicas, físicas e outros aspectos que surgiram nos jogos da FIFUBO em 2017, apresentando novas tendências e explicando os pontos elencados. Destacou o novo processo de enceramento de botões, que faz com que voltem a deslizar como novos, uma tendência para o futuro.

Aspectos disciplinares – José Roberto Wright – Diretor de arbitragem e árbitro da FIFUBO
José Roberto Wright fala sobre a atuação da arbitragem em 2017
O diretor de arbitragem da FIFUBO, o árbitro José Roberto Wright, leu o relatório sobre o papel da arbitragem nos jogos da FIFUBO em 2017, tanto os oficiais quanto as partidas amistosas e destacou a diminuição nos casos de cartões amarelos e vermelhos.

Aspectos disciplinares – Paraguaio – Diretor do TJB da FIFUBO
Paraguaio discursa sobre as causas que chegaram ao TJB em 2017
O diretor e auditor do Tribunal de Justiça Botonesca da FIFUBO, Paraguaio, leu o relatório dos casos julgados pelo Tribunal em 2017, tanto os de atletas e treinadores, quanto os de árbitros e seus auxiliares. Tal qual José Roberto Wright, Paraguaio destacou a diminuição de causas que chegaram ao Tribunal, salientando que tal fato mostra que os erros cometidos foram poucos e, por este motivo, o TJB não precisou ser acionado tantas vezes.

O papel da imprensa – Jorge Mario Trasmonte – Diretor de imprensada FIFUBO e do Grupo Olé
Jorge Mario Trasmonte fala sobre a atuação da imprensa em 2017
O diretor de imprensa da FIFUBO, o narrador Jorge Mario Trasmonte, falou acerca do papel da imprensa e elogiou a Federação e os clubes, que permitiram o acesso dos jornalistas que fazem a cobertura dos jogos a todos, levando a informação aos leitores e ouvintes de seus veículos.

A Copa do Mundo de Futibou de Butaum – Sr Concha Marítima – Diretor de seleções da FIFUBO
Sr Concha Marítima apresenta as seleções e competições, novidade da FIFUBO para 2018
O recém empossado diretor de seleções da FIFUBO, Sr Concha Marítima, explicou o novo cargo. Caberá a ele a aquisição e recepção de novas seleções e organizar as partidas entre estas equipes, tanto no futebol quanto no futsal. O grande objetivo é a Copa do Mundo de Futibou de Butaum (Mundial de Futibou de Butaum nos anos em que não houver Copa), mas as seleções são livres para disputar partidas amistosas e torneios quando bem entenderem, desde que não seja em dia de jogos do calendário oficial. Mesmo assim, há torneios que estarão no calendário, mas sem o status de oficiais (as competições extra oficiais). A princípio, somente duas têm este status, a Jarra Tropon e a Copa Stanley Rous, que não têm uma data certa para acontecer, mas serão disputadas sempre que possível. De resto, o regulamento e a estrutura serão os mesmos das competições de clubes.

Mesas redondas
As diversas mesas redondas que debateram os mais variados assuntos da FIFUBO
O Bootecon encerra o seu ciclo de palestras e parte para a sua reta final, com as mesas redondas onde são debatidos os mais diversos assuntos. Batistuta reuniu os treinadores de times em uma mesa, enquanto Ruben Paz e o Sr Concha Marítima reuniram os treinadores de seleções em outra. Os auxiliares, tanto de times quanto de seleções, se reuniram em uma mesa com o Sr Alemanha, para a discussão dos aspectos físicos, táticos e técnicos. Em outra parte do Imperatriz Arena, os membros do TJB e da arbitragem se reuniram, em discussão sobre os aspectos disciplinares. A imprensa se reuniu em uma mesa, enquanto a tradicional mesa dos irmãos Buchanan's foi formada entre as duas.
E assim se encerra o Bootecon 2018. Depois de muita discussão teórica, é hora de entrar em campo e começar a jogar! Assim, ainda durante a semana, teremos o primeiro campeonato da FIFUBO no ano, a Copa 3 Corações 2018!

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Conhecendo as seleções

Final de ano é sempre assim. O calendário oficial se encerra, as peladas de fim de ano vão rolando, mas o que conta para as estatísticas, agora, só no ano que vem. Ainda teremos uma partida amistosa nesta quarta-feira, o jogo entre Inglaterra e Argentina, mas de resto, o pessoal já está de férias.

Em 2018, o grande projeto da FIFUBO será a Copa do Mundo de Futibou de Butaum. Serão, a princípio, 6 seleções disputando o maior prêmio do futibou de butaum mundial. 5 das seleções já estão aqui, treinando, disputando partidas amistosas e torneios, a fim de terem o máximo de entrosamento e darem um grande espetáculo no meio do ano que vem. Então, vamos conhecer as equipes, seus esquemas, curiosidades e destaques!

ARGENTINA


Vindo da América do Sul, o selecionado platino quer mostrar ao mundo a força de seu futibou de butaum. Os times argentinos são os que disputam as ligas e principais torneios da FIFUBO e é com base na popularidade deles que a seleção local quer a força da torcida para triunfar. Porém, daqueles que disputam as competições de clubes, o único que atua na seleção é o goleiro do Boca Abbondanzieri. A data base da seleção argentina é o futebol praticado entre 2014 e a temporada atual

A equipe joga no esquema 4-4-2 losango, tendo como destaques o toque de bola curto e rápido, a velocidade de seus jogadores de frente e a pontaria de seus atacantes. Como pontos fracos, a média de altura dos jogadores pode prejudicar o jogo aéreo e o meio de campo, composto por 3 armadores canhotos, pode fazer com que a equipe jogue pendendo para o lado esquerdo.

Os jogadores da Argentina são os seguintes: 1. Abbondanzieri, 2. Gabriel Mercado, 3. Leonel Vangioni, 4. Martin Demichelis, 5. Matias Kranevitter, 6. Gabriel Milito, 7. Angel Di Maria, 8. Dario Conca, 9. Ignacio Scocco, 10. Lionel Messi, 11. Carlos Tevez, 13. Lucas Alario, 14. Javier Mascherano (c). O treinador é Argentino, auxiliado por Alvaro Recoba.

Antigo lateral esquerdo do Imperatriz, Argentino foi o sonho de consumo das equipes argentinas quando a Liga foi criada, mas o Imperatriz não o liberou de forma alguma. Quando a seleção foi montada, a carga voltou em cima de Argentino que, desta vez, pediu para ser liberado e ter a oportunidade de treinar o time nacional. Adepto de um jogo de velocidade, o treinador gosta de forçar as jogadas pelas pontas, lembrando o seu estilo de quando jogava.

DESTAQUE
 

Lionel Messi. Se a Argentina pretende triunfar, a bola deve passar pelos pés de seu camisa 10. Messi atua como enganche, armando o jogo e se aproximando dos atacantes. Jogador de técnica apurada, gosta de driblar em velocidade, invadir a área e chutar na saída do goleiro. Os argentinos esperam que ele mostre nas mesas a mesma classe dos campos.


BRASIL


Vindo da América do Sul, o time canarinho é considerado a essência do futebol arte. Presente no início da Era Profissional da FIFUBO com suas equipes, o Brasil hoje tem participação apenas com quatro equipes, nas Copas 3 Corações e Rio. Mesmo assim, o goleiro é do Vasco e os jogadores, do Imperatriz. A data base do Brasil é a seleção campeã mundial em 2002, com pequenas modificações.

A equipe joga no 4-3-3 com um volante. Tem como pontos fortes a constelação de craques, que fazem com que o time leve perigo em qualquer lugar em que esteja. Por ter somente um volante, a defesa é considerada o ponto fraco, por conta da vulnerabilidade.

Os jogadores do Brasil são os seguintes: 1. Carlos Germano, 2. Cafu (c), 3. Lucio, 4. Roque Junior, 5. Edmilson, 6. Roberto Carlos, 7. Ronaldinho, 9. Ronaldo, 10. Rivaldo, 11. Romário, 15. Kleberson, 17. Denilson, 19. Juninho. O treinador é Madeirite, auxiliado por Azulino.

Talvez a figura mais folclórica da FIFUBO, Madeirite tem um história que se confunde com a da própria Federação. Na Pré-história da FIFUBO, foi o treinador do time Botões Rogals. Quando veio a Era Amadora, Madeirite foi o treinador da equipe FIFA Stars, que derrotou o Imperatriz em uma final de Primeira Liga (o antigo torneio amador, disputado por 6 equipes, que foi o embrião das atuais ligas). Depois, foi presidente da FIFUBO no início da Era Profissional e, após largar o cargo, voltou para ser treinador do Viradouro. Com a reformulação da FIFUBO e o campeonato argentino, foi o primeiro treinador de um time fechado na Era Profissional (Racing), que trocou para treinar o Boca Juniors. Demitido neste ano, voltou à sua base no Botões Rogals (hoje, celeiro de treinadores e auxiliares) e foi o primeiro nome falado quando a seleção brasileira começou a se organizar. Trouxe do Botões Rogals Azulino, que foi seu centroavante na Pré-história da FIFUBO e, hoje, tem sua primeira oportunidade à beira do campo. De estilo disciplinador e muito observador, Madeirite tem a oportunidade de dirigir uma constelação e quer mostrar que, quanto mais velho, mais apurado fica.

DESTAQUE

Ronaldo. O Fenômeno já mostrou seu faro de artilheiro nas partidas que disputou tanto pelo Imperatriz quanto pela seleção. Jogador de pontaria certeira, ótimo posicionamento e habilidade fora do comum, é a esperança brasileira de marcar muitos gols e levar a seleção às conquistas que levantarão o torcedor.

FRANÇA


Vindos da Europa, os bleus têm a força e a tradição ao seu lado. Com o escudo da família real Bourbon-Valois a lhes proteger, os franceses querem mostrar que fazem parte da nobreza do futibou de butaum e já provaram suas habilidades na conquista da Jarra Tropon. A data base é a equipe campeã mundial em 1998, que traz aos torcedores a lembrança de sua maior conquista.

A equipe joga no 4-4-2 tradicional, com variação para o 4-4-2 losango no decorrer dos jogos. Tem como ponto forte o meio de campo de extrema habilidade, levando a bola para atacantes fortes e habilidosos, com pontaria certeira. O ponto fraco da equipe está no gol, onde o folclórico Barthez não passa confiança, por conta de sua baixa estatura.

Os jogadores da França são os seguintes: 2. Lilian Thuram, 3. Bixente Lizarazu, 4. Patrick Vieira, 5. Laurent Blanc, 6. Yuri Djorkaeff, 7. Didier Deschamps (c), 8. Marcel Desailly, 9. Stephane Guivarch, 10. Zinedine Zidane, 11. Robert Pires, 12. Thierry Henry, 13. David Trezeguet, 16. Fabien Barthez. O treinador é François Zidane, auxiliado por Paulo Miranda.

Antigo camisa 10 do FIFA Stars, François Zidane era um jogador de classe. Habilidoso na condução da bola e com boa chegada no ataque, o primo de Zinedine absorveu os conhecimentos de seu antigo treinador, Madeirite, e os aplica na seleção francesa junto com os talentos de sua época de jogador. Com isso, exige de seus jogadores a excelência no trato com a bola, com toques inteligentes e poucos chutões.

DESTAQUE

Zinedine Zidane. A classe do camisa 10 é o coração do time francês. Bom condutor de bola, com excelente visão de jogo, chutes tanto fortes quanto colocados, boa presença na área, cabeceador letal, bom cobrador de faltas e pênaltis, um líder nato. Essas são as qualidades de Zidane, que o fazem ser o principal nome da equipe francesa. Com dois gols contra o Brasil, liderou o time à conquista da Jarra Tropon e a esperança dos torcedores é que esta classe apareça também na Copa do Mundo.

INGLATERRA


Vindos da Europa, os súditos da Rainha estão aqui para mostrar que não só inventaram, como mandam no futibou mundial. A Premier League é um exemplo no mundo todo de uma liga bem organizada e rica, atraindo jogadores e torcedores de todos os cantos do planeta. A FIFUBO tem um sonho antigo de ter sua própria Premier League, só para mostrar como este campeonato é um exemplo para todos. E é com os frutos deste projeto sensacional que a Inglaterra chega. A data base do English Team é a seleção de 2006, a primeira desde que a Premier League virou o fenômeno global. Por este mesmo motivo, o escudo da Liga Inglesa está presente na sua seleção, para mostrar que aqueles jogadores são fenomenais.

A equipe joga no 4-4-2 em linha, a tradicional formação inglesa. Os defensores formam uma linha de 4; os meiocampistas, outra linha de 4; e os atacantes jogam em uma linha de 2. Assim, a equipe utiliza muito mais um jogo com lançamentos longos do que toques curtos e velocidade. Os pontos fortes deste time estão no jogo aéreo e na defesa forte. Os pontos fracos são justamente a ausência de velocidade e toques curtos, o que dificulta muito na hora de levar a equipe à frente e recompor. Outro ponto que pode ser considerado vulnerável é o fato do lateral esquerdo Wayne Bridge jogar na lateral direita, mas isso só poderá ser realmente questionado quando a bola rolar.

Os jogadores da Inglaterra são os seguintes: 1. Paul Robinson, 2. Wayne Bridge, 3. Ashley Cole, 4. Steven Gerrard, 5. Rio Ferdinand, 6. John Terry (c), 7. David Beckham, 8. Frank Lampard, 9. Wayne Rooney, 10. Michael Owen, 11. Joe Cole, 12. Jamie Carragher, 15. Peter Crouch. O treinador é David English, auxiliado por Marcelo Balboa.

Outro ex jogador do FIFA Stars, David English atuava pelo lado direito, sendo o responsável pelos lançamentos da equipe. É mais um ex comandado de Madeirite que pegou o estilo de seu antigo treinador e mesclou com sua habilidade para moldar a seleção de seu país. Adepto do estilo tradicional inglês, vai usar e abusar dos cruzamentos para a área e da formação em linha.

DESTAQUE

David Beckham. Se o intuito é jogar com lançamentos longos, é bom ter alguém com uma boa precisão. E ninguém no futebol mundial tem a pontaria mais precisa que o camisa 7 inglês. Atuando aberto na direita, Beckham faz passes com a frieza de um cirurgião, além de chutar muito bem de longe. Se houver uma falta, em qualquer lugar do campo, os ingleses já podem começar a se preparar para comemorar o gol.

JAPÃO


Vindos da Ásia, os samurais são os atletas mais jovens da FIFUBO. A escola japonesa de aprender com os melhores dá as caras aqui, mas eles querem derrotar os professores e mostrar que a lição foi bem absorvida. O Japão desenvolveu o chamado Projeto Supercampeões, que consiste em fazer inúmeras seletivas para conhecer os melhores, mais inteligentes e habilidosos jogadores e formar uma equipe de elite, visando colocar o país no mapa da elite do futebol. Por este mesmo motivo, a data base do Japão é o anime Supercampeões (Captain Tsubasa).

A equipe joga no 4-4-2 losango, mas na prática quem arma o jogo é o volante Misugi. O armador da equipe é praticamente um terceiro atacante, que atua mais recuado que os dois atacantes e promove triangulações com eles. Os pontos fortes dos japoneses são muitos. A geração é a melhor já produzida e isso faz com que o time tenha bons jogadores em todas as posição, mas principalmente no ataque. Kojiro Hyuga é um centroavante que tem o objetivo de ser o maior artilheiro do mundo e, a julgar pelos gols marcados na Jarra Tropon, está caminhando a passos largos para alcançar seu intento. Ele é bem assessorado e isso faz com que o Japão esteja sempre presente no campo de ataque. A defesa é composta por dois jogadores de mais de um metro e noventa e, por isso, não facilita as coisas no jogo aéreo. Os pontos fracos, por outro lado, começam na própria defesa. Justamente por serem altos, são vulneráveis contra equipes que jogam em velocidade. A inexperiência também pesa e muitos dos jogadores, por vezes, ficam intimidados na presença de craques que são considerados ídolos por eles.

Os jogadores do Japão são os seguintes: 1. Benji Wakabayashi (c), 2. Ryo Ishizaki, 3. Jito Hiroshi, 4. Shingo Takasugi, 5. Shingo Aoi, 6. Makoto Soda, 7. Takeshi Sawada, 8. Jun Misugi, 9. Kojiro Hyuga, 10. Oliver Tsubasa, 11. Taro Misaki, 12. Hikaru Matsuyama, 13. Shun Nitta. O treinador é Bebeto, auxiliado por Fan Zhiyi.

Atacante na Era Amadora da FIFUBO, Bebeto jogou pela equipe conhecida como Juniores, composta por jovens jogadores. Ele foi contratado para ser o atacante, capitão e líder daquela equipe, para passar sua experiência aos novatos. Por ser uma equipe jovem, os Juniores jamais triunfaram na FIFUBO, mas Bebeto marcava muitos gols e, quase sempre, terminava o campeonato como artilheiro. Já na Era Profissional, virou treinador do Americano, onde teve muitos problemas com as diversas patotas da equipe de Campos. A pressão foi grande e ele acabou pedindo demissão. Quando o Projeto Supercampeões aportou em Niterói, o coordenador Fan Zhiyi disse que precisava de um ex craque brasileiro para ensinar aos seus jogadores a verdadeira essência do futebol e o nome de Bebeto surgiu. Seu perfil, adepto de um futebol ofensivo e de prática de fundamentos, se encaixava perfeitamente no que os japoneses procuravam e ele foi chamado para dar aos Supercampeões o tempero necessário para brilhar no futibou de butaum. Fan Zhiyi, além de coordenador, virou auxiliar, pois ele também quer aprender estes conceitos e aplicá-lo no Projeto Supercampeões B, da Coreia do Sul, que pode pintar na FIFUBO dentro de 2 anos. O estilo disciplinador de Bebeto já pôde ser notado na apresentação, quando ele chamou os três principais jogadores da equipe (Wakabayashi, Tsubasa e Hyuga) e distribuiu as funções. Para não haver briga entre os dois artilheiros, ficou decidido que o capitão será o goleiro. As cobranças de faltas e pênaltis serão alternadas entre o camisa 9 e o camisa 10.

DESTAQUE

Oliver Tsubasa. De todas as seletivas feitas no Japão, chamou a atenção a habilidade fora do comum de Tsubasa. Jogador de técnica refinada, habilidade, bons passes, chutes fortes e bem colocados, Tsubasa também é muito estudioso e absorve rapidamente aquilo que lhe é ensinado. Por este motivo, o Projeto Supercampeões era conhecido, informalmente, como Projeto Captain Tsubasa. A faixa foi deixada para Wakabayashi, mas Tsubasa continua sendo um líder dentro e fora de campo, buscando sempre incentivar o time e os jogadores quando eles falham. Esperam-se grandes coisas deste jogador.

RESUMO

E assim estão apresentadas 5 das 6 seleções. A sexta seleção, muito provavelmente, será a Holanda. O goleiro e a comissão técnica já estão prontos, além de 4 dos 12 jogadores de linha. Os outros 8 virão até o meio do ano, quando será disputada a Copa do Mundo. Até lá, as seleções prontas vão se aprumando e disputando quantas partidas puderem. O sorteio da Copa do Mundo de Futibou de Butaum deve ser feito ao final do Torneio Apertura 2018. A princípio, serão 6 seleções, mas este número ainda pode aumentar.

E assim, a última postagem de 2017 é publicada. A FIFUBO passou por importantes mudanças neste ano, mas estas serão explicitadas no início de 2018, na postagem de cobertura do Bootecon. O que importa é que as mudanças foram positivas e reacenderam a paixão por este esporte/passatempo, perdida nos últimos 2 anos. Além dos jogos, os 3 amigos que sempre leem estas postagens foram cruciais para que os campeonatos continuassem rolando. Então, de coração, gostaria de agradecer a todos por acompanharem as aventuras desta Federação, que já tentou ter muitas pessoas jogando e, diante da recusa de todas, entrou num "bloco do eu sozinho" e continuou, sempre andando em frente e crescendo cada vez mais. Muito obrigado, um feliz 2018 e que, no ano que entra, tenhamos mais e mais jogos! Pois a FIFUBO é isso, de Butaum para Butaum!