domingo, 16 de dezembro de 2018

Arte e botões - Cambridge United - 16/12/2018

Quando estou bem, não tenho tempo; quando tenho tempo, estou doente. E nisso já vamos com quase um mês sem jogar, apertando ainda mais o calendário. A Supercopa FIFUBO vai acontecer, nem que seja na marra, mas a Jarra Tropon está cada vez mais próxima de ser realizada somente no ano que vem. Então, sem jogos, vamos de arte e, hoje, é a vez do Cambridge United!

Febre de Bola é considerado um dos melhores (para muitos o melhor) livros sobre futebol já escritos. Nele, Nick Hornby conta um pouco de sua vida, mas sempre entrelaçada pela sua paixão pelo Arsenal. Ao longo de suas 245 páginas, o autor conta detalhes de sua vida através das partidas de seu clube de coração e o sofrimento de torcer para o "Botafogo da Inglaterra". Em dado momento, ele entra para a universidade e descobre outro clube que vira uma paixão, o Cambridge United. E é a partir dos relatos daquele time, muito mais sofrido que o Arsenal, que tive a ideia de montar a arte de hoje.

Fundado em 1912, o Cambridge United FC se situa na cidade universitária de Cambridge, 80 quilômetros a leste de Londres. Manda seus jogos no Abbey Stadium, que tem capacidade para 8127 pessoas, e jamais disputou a primeira divisão. Sua fama vem, principalmente, de ser o time da cidade onde se situa uma das mais prestigiosas universidades do mundo.

Atualmente, o Cambridge United disputa a terceira divisão do futebol inglês (League Two) e está em 22° lugar, num total de 24 equipes. Em 22 jogos, venceu apenas 5, empatando outras 5 e perdendo 12 vezes. Marcou apenas 19 gols e sofreu 35. Essa campanha horrorosa mantém a equipe na zona de rebaixamento desde o início da competição e já provocou mudanças no comando do time. Mas futibou de butaum é magia, é sonho, é arte, então imaginemos que o Cambridge tem uma equipe simpática, esforçada e de jogadores talentosos, ok? Vamos conhecer os eleitos!


O gol é defendido por Davide Ford, um veterano irlandês de 38 anos. A defesa forma uma linha de quatro com o jovem e versátil Brad Halliday na lateral direita, Greg Taylor e Harry Darling na zaga e George Taft na lateral esquerda.

O meio de campo, também em linha, tem Adebayo Azeez aberto na direita, Gary Deegan e George Maris pelo centro e Harrison Dunk aberto na esquerda. Maris é o organizador da equipe, com sua canhota apurada, enquanto Deegan fica mais na proteção à zaga.

O ataque joga no esquema linkup, ou seja, um centroavante na área e um atacante mais recuado atuando mais pelo meio do que pelas pontas. Assim, quando Dunk e Azeez chegam ao ataque, forma uma linha de três logo atrás do centroavante. O atacante que vem de trás é Jevani Brown. O centroavante é o gigante Jabo Ibehre, de 35 anos e um estilo de jogo parecido com o de Adebayor.

O reserva da defesa é Liam O'Neil, volante de origem mas que pode jogar como zagueiro ou lateral direito. Para o meio de campo, o reserva é Emmanuel Osadebe, que pode jogar tanto pelas pontas quanto pelo meio. E, no ataque, o escolhido para compor o elenco é Reggie Lambe, natural de Bermuda e dono de uma velocidade e fôlego incríveis.

O treinador da equipe é Joe Dunne, um ex jogador irlandês que era auxiliar da equipe até o treinador ser demitido. Assim, foi ficando como interino mas não aguentou a péssima campanha e, no início deste mês de dezembro, foi demitido. No seu lugar, Mark Bonner foi efetivado. Mas quando a arte foi feita, Dunne ainda estava lá e, na nossa fantasia, ele é um treinador muito querido pelos jogadores, adepto de treinos intensos e do tipo que coloca a mão na massa para mostrar o posicionamento correto.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Novas equipes

Duas novas equipes chegaram à FIFUBO nesta semana, ou melhor, duas trocas ocorreram naquele que é o melhor ano da História da Federação. Tanto Vasco quanto Imperatriz apresentaram seus novos elencos e entraram de vez nas novas diretrizes da FIFUBO, de atuarem com botões fechados. As novas equipes já estreiam na Supercopa FIFUBO, nos próximos dias, então vamos conhecê-las!

VASCO

Atual campeão da Copa 3 Corações, o Vasco resolveu mudar seu elenco, que data de 2002, quando foi montado para disputar a Liga do BNDES. De lá pra cá, a equipe da Colina conquistou o Apertura (2 vezes), o Clausura (2 vezes), a Copa 3 Corações (5 vezes) e a Supercopa FIFUBO (2 vezes),  conseguindo a Tríplice Coroa em duas ocasiões e montando, ao lado do Imperatriz, a maior dinastia da História da FIFUBO. Aquela equipe, baseada no Vasco do período entre 1998 e 2005, já estava ficando defasada e, por isso, a diretoria traçou o plano para montar um novo time, com menos atletas (a equipe argolada possui 22 botões, contra 12 da nova equipe) e um maior equilíbrio, além de ter reforçado a comissão técnica.


A data base é a equipe que conquistou a Copa do Brasil em 2011 e, por esse motivo, tem a taça impressa no botão. O time base é composto por 1. Carlos Germano; 23. Fagner, 26. Dedé, 25. Anderson Martins, 33. Ramon; 5. Nilton, 8. Juninho (c), 6. Felipe; 7. Eder Luis, 9. Adriano, 10. Diego Souza. O banco de reservas é composto por 22. Márcio, 2. Allan e 11 Bernardo. A comissão técnica tem Antonio Lopes como treinador, William como auxiliar técnico, Buchanan's Deluxe 8 como preparador físico, Buchanan's Deluxe 14 como médico e Pedro Carlos Bregalda como supervisor.

A equipe joga no 4-3-3 com grande equilíbrio, pois os armadores Juninho e Felipe atuam mais recuados, auxiliando Nilton na volância, com Eder Luis e Diego Souza abertos nas pontas, mas voltando para ajudar na armação, fazendo com que a equipe monte um hexágono desde o primeiro volante até o centroavante. Allan pode jogar como lateral, volante ou armador, enquanto Bernardo pode entrar como volante, armador ou segundo atacante, podendo empurrar Diego Souza para centroavante ou rearrumar a equipe no 4-4-2 losango.

A jogada de mestre de Antonio Lopes foi ter agido rápido na contratação de Adriano. Alecsandro já era certo como camisa 9, mas o treinador correu na diretoria com um projeto para o Imperador. A idolatria com a camisa vermelha e preta fez com que os dirigentes não medissem esforços para contratá-lo e fazê-lo ídolo com a camisa do Vasco.


Apesar de toda a expectativa em cima de Adriano, o destaque da equipe é Diego Souza. O camisa 10 tem a missão de substituir Edmundo com aquele número e encostar nos atacantes, seja pela ponta esquerda, seja pelo meio na armação. Pode, inclusive, jogar como centroavante. Muito se espera do condutor do Trem Bala da Colina.

IMPERATRIZ

A primeira equipe da FIFUBO, montada em 1990, segue viva e com a mesma sede de títulos. Atual campeão da Copa Rio, o Imperatriz F.B. tem, pela primeira vez em sua História, botões com o uniforme do Imperatriz, com o escudo, as cores em verde, branco e dourado, e o logo da Guess, fornecedora do material esportivo do clube. Já venceu o Torneio Apertura (3 vezes), o Clausura (1 vez), a Copa 3 Corações (4 vezes) e a Supercopa FIFUBO (3 vezes), levando a Tríplice Coroa em duas ocasiões. Sua rivalidade com o Vasco é a maior da FIFUBO, tendo protagonizado embates épicos, principalmente em decisões de títulos.

O Imperatriz já teve botões panelinha, de acrílico, embutidos e uma equipe montada com argolados até fechar, em 2017, uma parceria com a CBF para utilizar seus jogadores no clube quando não defendessem a seleção. Porém, a divisão nas duas comissões técnicas, a confusão com competições de clubes e seleções e outras coisas levaram a parceria ao fim e, com isso, a diretoria correu atrás de montar uma nova equipe. Uma comissão, composta por 10 membros, ficou responsável por analisar nomes que pudessem levar o nome do Imperatriz ao topo do mundo do futibou de butaum e os 12 jogadores escolhidos refletem o gigantesco trabalho de prospecção.


O time é composto por 1. Charlie Brown; 2. Claudio Winck, 3. Victor Ramos, 4. Luan, 6. Juan; 5. Emerson, 14. Mendieta, 10. Douglas; 7. Robinho, 9. Suker e 17. Maikon Leite. O banco de reservas é composto por 8. Yago Pikachu e 11. Dagoberto. A comissão técnica tem Dircys como treinador, Buchanan's e Etcheverry como auxiliares, Frômio como preparador físico e MST como médico.

O tradicional esquema 4-3-3 está mantido. Mas, com o aumento do campo de jogo, fez-se necessário tirar um armador e colocar um segundo volante. Mesmo assim, a comissão técnica trabalhou para escolher um volante que soubesse sair pro jogo e ajudar na armação. A diretoria ousou forte ao contratar Mendieta para essa função. O sonho de consumo do Imperatriz para a camisa 10 sempre foi Alex, mas ele preferiu ir para a seleção e, por esse motivo, Douglas foi contratado para o seu lugar e a ele caberá a organização da equipe. No ataque, a diretoria deu o troco na seleção e trouxe Robinho para a ponta direita. Apesar de não ter a velocidade de um Euller, tem habilidade de sobra para jogar pela ponta e municiar o ataque, além de concluir. A parte da velocidade fica na ponta esquerda, com Maikon Leite. O camisa 17 foi um pedido de Dircys, que bateu o pé na aposta deste jogador. Aliás, Dircys fincou o pé em muitas apostas, como Claudio Winck para a lateral, Victor Ramos para a zaga central, Maikon Leite e Dagoberto. O camisa 11, aliás, foi contratado justamente por poder jogar tanto como centroavante como segundo atacante ou até armador. Yago Pikachu também foi escolhido pela versatilidade, por poder jogar nas laterais, de volante, armador ou atacante.

Apesar desse elenco altamente qualificado, a jogada de mestre de Dircys foi de ir atrás de Davor Suker. Após perder Adriano para o Vasco, a diretoria pensou em contratar Alecsandro para retaliar. Outros centroavantes brasileiros e argentinos foram ventilados, mas Dircys quis Suker e, mesmo com as críticas por apostar em um croata para se virar no futebol brasileiro.


E o destaque da equipe é justamente Davor Suker. Ao camisa 9 caberá a missão de marcar gols e isso ele já provou ser capaz. Com sua presença de área, categoria na finalização e uma canhota afiada, o croata é extremamente qualificado para dar alegrias à torcida.

SELEÇÃO BRASILEIRA

O Brasil também tem mudanças. A pedido da comissão técnica, dois jogadores foram trocados. Saíram Juninho Paulista e Romário (que não renderam e atuavam fora de posição) e entraram Alex e Zé Roberto.


A saída de Juninho se deu por conta da concorrência. Em seu lugar já jogam Rivaldo e Ronaldinho. Com isso, o camisa 19 tinha que atuar recuado, como volante, função em que não conseguia se destacar. Já Romário não teve jeito. Contratado para atuar na ponta direita, o camisa 11 jamais rendeu, se omitindo dos jogos e conturbando o ambiente.


Alex é sonho antigo da FIFUBO e, embora não possa vestir a camisa 10 (que já pertence a Rivaldo), tem como missão ser o criador de jogadas da seleção. Pode atuar no meio de campo ao lado de Rivaldo ou Ronaldinho, ou atuar centralizado como único armador. Zé Roberto, por sua vez, vem para ser titular como volante, ao lado de Kleberson. Fechará o lado esquerdo, permitindo que Roberto Carlos avance, além de ajudar na saída de bola. Pode atuar também na armação e como lateral.

E com essas mudanças, a FIFUBO encerra o ciclo de aquisições no ano, mas ainda terá competições pela frente. No domingo, o novo Imperatriz enfrenta o CROL, em partida amistosa para dar ritmo aos novos jogadores. Pelo mesmo motivo, o novo Vasco enfrentará o antigo, em partida muito mais com cara de jogo treino do que amistoso. As duas equipes se preparam para a Supercopa FIFUBO, onde disputarão o título em um triangular com o Independiente. A Jarra Tropon está ameaçada, podendo acontecer somente em janeiro.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Arte e botões - Pelada de Fim de Ano - 07/12/2018

Fim de ano, o calendário do futebol brasileiro se encerra, os campeões são coroados, as especulações pro próximo ano começam. Aí, vem aquele papo de como o nosso calendário é apertado, como os jogadores sofrem por terem tantos jogos seguidos... este é o momento em que eles descansam das partidas e aproveitam as férias, certo? Errado! Esse é o momento das famosas peladas de fim de ano.

Impressiona como jogar quarta no Rio de Janeiro e domingo em São Paulo durante a temporada é desgastante, mas, ao final da temporada, jogar segunda no interior de São Paulo, terça no interior de Minas, quarta no Rio Grande do Sul, quinta no interior de São Paulo novamente e etc é relaxante...

Mas é neste momento em que ocorre aquele que, para mim, é o melhor jogo do ano, o famoso Jogo das Estrelas do Zico. O Maracanã abre as portas para muitos craques, principalmente aqueles que brilharam no mesmo estádio nos anos 80 e 90. Então, é baseado nas peladas de fim de ano e, principalmente, no jogo do Zico, que eu apresento a arte desta semana.

Foram escolhidos 30 nomes, entre ex jogadores que brilharam em Vasco, Flamengo, Botafogo e Fluminense, jogadores de futsal e cantores (sim, sempre tem o artista peladeiro) para colocar no time vermelho e no time azul, de forma completamente aleatória. Como qualquer pelada de fim de ano, não há posição fixa. São 15 nomes em cada time, que podem entrar e sair do jogo a qualquer momento. Não é necessário explicar quem é quem, um bom amante do futebol sabe identificá-los pelo nome. Dei preferência a fotos deles hoje, como ex jogadores que são, por isso a maioria vem em trajes que não tem nada a ver com o futebol. Vamos ver como ficaria uma fictícia pelada de fim de ano aqui na FIFUBO.



Vale lembrar que estas artes, com o logo da FERJ (organizadora do evento) e da Carioca (a marca do esporte!) é apenas uma brincadeira com essa prática saudável e divertida das peladas de fim de ano, mas não representa a verdadeira pelada de fim de ano da FIFUBO, que deve acontecer após o natal. Na FIFUBO, temos o famoso jogo "Amigos de Ronaldo x Amigos de Zidane x Amigos de Beckham", onde são selecionados 10 jogadores para atuarem em cada uma dessas equipes (os escolhidos são sorteados para cada time) e jogam partidas de 10 minutos ou 2 gols, fazendo uma tarde inteira de jogos.

Mas a FIFUBO ainda tem duas competições esse ano e continua na dependência da chegada de dois novos times para a Supercopa. Se até a próxima semana não houver novidades (bem provável), a Jarra Tropon passa à frente e terá sua disputa, com Japão, Inglaterra, França e Brasil disputando o famoso troféu. Após a Jarra Tropon, a Supercopa FIFUBO será disputada e sua forma de disputa, revelada no início da competição.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Arte e Botões - Liverpool 2005 - 02/12/2018

Último mês do ano começando e uma penca de artes para serem apresentadas. A ideia inicial era uma arte do Palmeiras, para celebrar a conquista do campeonato brasileiro, mas sabem como são os computadores. Depois de tudo pronto, eles apagam o trabalho e não há nada que se possa fazer. Então, como a ideia era celebrar campeões e campanhas épicas, vamos falar do Liverpool, campeão da UEFA Champions League 2004-05, no que foi conhecido como O Milagre de Istambul.

O Liverpool chegou à UCL vindo da terceira eliminatória, contra o Grazer da Áustria. No primeiro jogo, vitória por 2x0 e, no segundo, a derrota por 0x1 deu aos ingleses a vaga à fase de grupos. No grupo A, enfrentaram Monaco, Olympiakos e La Coruña. Com 3 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 6 gols marcados e 3 sofridos, a equipe inglesa se classificou em segundo (o Monaco foi o primeiro) e indicava mais uma temporada medíocre. Mas aí veio o mata-mata...

Nas quartas de final, duplo 3x1 sobre o Bayer Leverkusen. Nas quartas de final, pegaram o timaço da Juventus, vencendo por 2x1 em casa e segurando o 0x0 na Itália. Nas semifinais, a já existente rivalidade contra o Chelsea de Lampard e John Terry trouxe dois jogos dificílimos. No primeiro, fora, o empate em 0x0. No segundo, em Anfield Road, a vitória por 1x0 os levou à grande final na Turquia.

O problema é que do outro lado estava um dos maiores times do mundo, o poderosíssimo Milan, que liderou seu grupo F (que também tinha o Barcelona), com 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota, 10 gols pró e 3 sofridos, passou pelo Manchester United com duplo 1x0 nas oitavas; pela Internazionale com 2x0 e 3x0 nas quartas; e pelo PSV com 0x2 e 3x1 nas semifinais.

O Liverpool tinha um grande time, que iremos analisar adiante. Mas o Milan era uma legião de craques. Dida no gol; Cafu, Stam, Nesta e Maldini na defesa (que tinha Costacurta e Serginho entre os reservas); Pirlo, Gattuso, Seedorf e Kaká no meio (com Rui Costa na reserva); e um ataque com Shevchenko e Crespo (Tommason era reserva). As bolsas de aposta estavam todas do lado italiano...

Seria louco quem não apostasse nos milaneses. Logo a um minuto de jogo, Maldini abriu o marcador. O Milan ampliou aos 39 e 44 do primeiro tempo, com gols de Crespo e praticamente liquidou a fatura. Uma seleção mundial, com 3x0 no primeiro tempo, cheiro de goleada impiedosa, mas um fato mudaria tudo.

Segundo conta em sua autobiografia, Gerrard disse que saía no intervalo quando viu Gattuso no túnel, dando uma piscadela desdenhosa e rindo dos rivais cabisbaixos. Ao chegar ao vestiário, viu seus companheiros de cabeça baixa, perdidos, a toalha no chão. Com um discurso motivador de quem ama o Liverpool desde que nasceu, o capitão levantou o ânimo de seus companheiros e mostrou que se o Milan fez 3 gols no primeiro tempo, o Liverpool poderia fazer o mesmo no segundo.

Com uma nova atitude em campo, coube ao próprio Gerrard descontar aos 9 minutos da etapa final, em cabeçada perfeita. Dois minutos depois, foi a vez de Vladmir Smicer, que entrara no intervalo, encostar no marcador, com um belo chute da entrada da área. A igualdade veio 4 minutos depois, com Xabi Alonso, que cobrou pênalti sofrido por Gerrard, Dida defendeu e o próprio Xabi concluiu no rebote.

Ainda segundo Gerrard, aqueles frenéticos 15 minutos mostraram que o Liverpool poderia virar o jogo. Mas a energia acabou e o Milan tinha Kaká e Serginho, dois jogadores de uma velocidade incrível. Os defensores fizeram a sua parte e a partida foi para os pênaltis. Ali, o Milan tinha jogadores descansados e o pegador de pênaltis Dida. O Liverpool tinha os brios de uma equipe que buscou uma igualdade contra um time muito superior.

Serginho isolou a primeira cobrança dos italianos, enquanto Hamman bateu com perfeição, à meia altura de Dida. Na segunda série, Pirlo chutou para defesa de Dudek, enquanto Cissé deslocou Dida com uma maestria impressionante.

Na terceira série, Tommason deslocou Dudek, enquanto Dida pegou a cobrança de Riise. Na quarta série, gol de Kaká e, também, de Smicer. E aí chegamos à quinta decisiva série. Schevchenko teria que acertar para manter a disputa acesa, mas Dudek pegou novamente e o Milagre de Istambul estava completo. Liverpool 3x2 e campeão da UEFA Champions League.


A equipe aqui representada não é totalmente a que jogou a final. Foram feitas 3 substituições, mas eu coloquei somente 2 reservas. Saiu da equipe o lateral esquerdo Traoré, que jogou a final, mas não me agrada muito. Então, vamos deslocar Riise para lateral, rearrumar umas peças e formar o mesmo 4-4-2 em linha que jogou aquela partida.

No gol, o pegador de pênaltis Dudek, que não se destacou só na UCL, mas nas Copas da Inglaterra e da Liga com defesas que levaram a equipe inglesa a conquistar alguns troféus. A defesa começa com Steve Finnan na lateral direita, um irlandês bom para fechar o lado da área. A dupla de zaga tem o finlandês Sami Hyypia (excelente no jogo aéreo) e o espetacular Jamie Carragher, um ícone do Liverpool. Na lateral esquerda, John Aarne Riise, o norueguês bom na defesa, bom na armação e dono de um chute fortíssimo.

O meio de campo tinha Luis Garcia na extrema direita. O espanhol da camisa 10 era um jogador muito habilidoso, bom condutor de bola. Ao seu lado, o maior ídolo da História do Liverpool, Steven Gerrard. Coube a ele levantar o ânimo no vestiário, marcar o primeiro gol e erguer a taça. Se Dudek não pegasse o pênalti de Shevchenko, ainda caberia a Gerrard cobrar o último penal e se consagrar. Fechando a cabeça da área, outro espanhol muito bom. Xabi Alonso marcava bem a entrada da área, sabia sair jogando e era dono de um chute forte, além de assumir responsabilidade. Na extrema esquerda, Harry Kewell, talvez o maior jogador da História do futebol australiano e grande craque da geração dourada daquele país. Jogador que sabia tratar a bola com habilidade, o camisa 7 se destacava pela sua boa mobilidade e ainda chegava bem na conclusão.

A dupla de ataque começa com Vladimir Smicer, um tcheco de boa habilidade, mas que sofreu muito com contusões ao longo de sua estada em Anfield Road. Chegou para jogar a final e mostrou que sabia circular bem a área e chutar com efeito. Ao seu lado, Milan Baros, outro tcheco bom de bola. O centroavante sabia se posicionar na área para marcar gols, mas também sabia fazer o papel de pivô e foi assim, com um leve toque, que tirou a defesa do Milan da área e deixou Gerrard livre para sofrer o pênalti que resultaria no gol de empate.

A equipe ainda vem com dois reservas. O alemão Dietmar Hamann, um volante de 1,89m de altura que era considerado grosseiro para muitos analistas, mas era um jogador com um senso de posicionamento incrível e consciência suficiente para sair jogando. O típico jogador que era fundamental para a equipe, mesmo que a torcida não visse.

O francês Djibril Cissé só era reserva nesse time porque seu brilhante futuro foi abreviado por algumas fraturas. Surgiu no modesto Auxerre da França, onde jogou de 1998 até 2004 e foi artilheiro do campeonato francês. Ali, chegou ao Liverpool como o novo Zidane, tamanha a habilidade com que tratava a bola. Após uma série de lesões, a habilidade ficou de lado e Cissé passou a ser conhecido como um jogador de velocidade. Por esse motivo, entrou aos 40 do segundo tempo da final, para puxar contra ataques e manter a bola no campo do rival. Quando começava a se destacar em Marselha, para onde foi após ser vendido pelo Liverpool, sofreu fratura exposta e, dali, passou a ser conhecido somente como um centroavante de força. Mas o que interessa mesmo é sua passagem na final pelo Liverpool, onde foi importante também na frieza com que cobrou seu pênalti.

Finalizando essa arte, o grande arquiteto daquela conquista épica, o treinador espanhol Rafa Benítez. Um projeto que começou em 1998 com o francês Gerard Houllier deu ao Liverpool a base daquela equipe que se consagraria campeã da UCL. Houllier saiu em 2004, dando lugar justamente a Rafa Benítez, que mesclava o estilo amigão com a perfeição nos treinamentos. Sua forma de motivar os jogadores também foi crucial para aquela conquista.

Bom, sem o Palmeiras campeão brasileiro, tivemos que improvisar. Espero que gostem e, quem sabe, poderemos recuperar a arte do Palmeiras e postá-la nas próximas semanas. A FIFUBO fica sem jogos até a outra semana e, dependendo da chegada ou não de alguns times (sim, mais novidades!) teremos a Jarra Tropon ou a Supercopa FIFUBO, as duas competições do ano. E, a partir dali, teremos só peladas de fim de ano.

domingo, 25 de novembro de 2018

Arte e Botões - Sendas - 25/11/2018

Conforme prometido, mais uma arte para alegrar o dia de todos. Vamos fazer um link com a arte de ontem e formar um clássico dos bilhões. Hoje vamos falar do Sendas Esporte Clube!

Criado em 2005 com a mesma ideia do Pão de Açúcar, o Sendas se limitava a ter equipes de categorias de base, com o intuito de fazer um projeto social e revelar jogadores. Só que, ao contrário do seu rival paulista, a base era o subúrbio do Rio, em São João de Meriti. Logo no seu ano de estreia, ficou com o vice campeonato estadual juvenil, ao perder a final para o Madureira. Dois anos depois, o projeto cresceu de tal forma que formou uma equipe profissional. Até 2011, a equipe profissional foi ganhando até subir à segunda divisão estadual, enquanto a base conquistava títulos e vice campeonatos. Em 2011, já com a fusão dos grupos Sendas e Pão de Açúcar, mudou de nome para Audax Rio e, já com este nome, chega à série A do estadual. Em 2013, o grupo Casino (que controla tanto o grupo Sendas quanto o Pão de Açúcar) alegou muitas despesas para os dois Audax, já que ambos disputavam a elite de seus estados. Desta forma, o Bradesco comprou os dois times e formou o que hoje se denomina Grêmio Osasco Audax.

Durante toda a sua trajetória, por lá passaram jogadores como Yamada, Fabiano Eller, Anderson Luis, Wellington Monteiro, Leandro Bonfim e outros. Também teve treinadores conhecidos, como Maurício Barbieri, Valber, Ailton e outros. Até hoje, a equipe tem o estádio Arthur Sendas, também conhecido como Sendolão, com capacidade para mil pessoas. Tal qual o Pão de Açúcar, acho muito interessante esta ideia pioneira de Arthur Sendas, de fazer um projeto social para atender jovens carentes, formar jogadores e manter viva a fonte de grandes craques de nosso futebol.

E já que a ideia é fazer um repeteco da postagem do Pão de Açúcar, a brincadeira é a seguinte: vamos imaginar a grande amizade entre Abílio Diniz e Arthur Sendas. Os dois são ricos, empresários de sucesso, que usaram seus impérios para manter viva sua grande paixão: o futebol. Assim, cada um montou um time, um em São Paulo e outro no Rio. Cada um investe na formação de seus atletas e abastece o futebol profissional em seu estado. Mas, uma vez ao ano, os dois se juntam para um desafio. Com um jogo no Abilião e outro no Sendão, as duas equipes se enfrentam e o vencedor ganha um troféu e a oportunidade de tirar sarro do amigo pelo resto do ano. Essa ideia foi copiada do que os chefes dos cartéis de drogas da Colômbia faziam, quando tiravam seus times do campeonato nacional só para um "jogo contra" pela hegemonia de suas equipes. Mas, ao contrários dos narcos, o Desafio dos Mercados é totalmente lícito e tem como grande objetivo dar ritmo aos seus atletas.

Se o time montado por Abílio Diniz era uma crítica ao sucateamento das divisões de base do Vasco, a equipe de Arthur Sendas é bem diferente. O mecenas, vascaíno de coração mas apaixonado pelos grandes craques do Rio, montou uma equipe com os filhos dos principais jogadores que já passaram pelos nossos gramados, filhos estes que penam por sair da sombra do pai. Vamos ver como ficou o sonho de Sendas?



No gol, aquele que já é realidade no Botafogo. Gatito Fernandez é filho de Gato Fernandez, que jogou no Cerro Porteño e Internacional-RS. No Botafogo, já vem se destacando e os torcedores, cada vez mais maravilhados com suas atuações, começam a esquecer de Jefferson.

Na lateral direita, Claudio Winck. Sobrinho de Luis Carlos Winck (ex lateral de Inter, Vasco, Flamengo e outros), o camisa 2 do Sendas tenta seguir os passos do tio famoso, tanto que iniciou a carreira no Internacional. Mas não teve muitas oportunidades e acabou sendo jogado daqui pra lá, entre Hellas Verona, Grêmio, Chapecoense e Sport, onde está atualmente.

A lateral esquerda tem um dos nomes mais curiosos dessa lista. Trata-se de Josimar Júnior, filho de quem o nome sugere, o ex lateral de Flamengo e Botafogo. Josimar Júnior começou sua carreira no Cruzeiro e já passou por Paulista, CFZ, América, Volta Redonda, Nacional de Patos, Fast Club, Águia Negra, Queimados e Prudentópolis, até chegar ao Batel, do Paraná, onde está até hoje.

A zaga começa com Ricardo Rocha Filho, cujo pai também dispensa apresentações. Zagueiraço de São Paulo, Vasco, Fluminense, Flamengo, capitão de seleção, o folclórico jogador nos apresenta seu filho, que começou a carreira no Náutico e passou por Rio Claro, Red Bull, CFZ e Juventude até chegar ao Valletta, de Malta, seu último clube.

Ao seu lado, Matheus Mancini, filho de Wagner Mancini, ex jogador da Portuguesa. Matheus começou a carreira no Comercial-SP e passou por Grêmio, Botafogo-SP e Atlético-MG até chegar ao Londrina, onde está até hoje.

O primeiro volante é Fábio Braga, filho do técnico Abel Braga. Ex jogador de Fluminense, América-RN, CSMS (Romênia), Coritiba e Ponte Preta, não teve muito sucesso no futebol.

Ao seu lado, um dos maiores desperdícios da base vascaína. Andrey é filho de Geovani, o Pequeno Príncipe que tanto sucesso fez com a camisa cruzmaltina. Não herdou do pai apenas a cara, mas também o trato com a bola. Quem o viu jogar nas divisões de base sabe das suas habilidades. Em 2013, o então treinador do time de cima, Ricardo Gomes, o chamou para completar uns treinos e ficou impressionado com a forma como ele jogava. Mas o Vasco acabou achando melhor deixá-lo treinar separadamente (e por conta própria) em Vitória-ES, enquanto esperavam o que fazer com ele. Um desperdício sem paralelo...

Na armação, começamos com Renan. O meia atacante é filho de Donizete Pantera e, aproveitando do sucesso do pai, começou sua carreira na base do Vasco. Mas Donizete arrumou tanta confusão lá que acabou levando o filho para o Flamengo. De lá, o clube rubro negro o emprestou para Boavista e América e não parece disposto a dar-lhe chance no time principal.

Completando o meio de campo e encostando nos atacantes, Rodrigo Dinamite também trai quem é seu pai. Roberto brilhou com a camisa do Vasco, entre outras tantas, e se despediu dos gramados num amistoso em São Januário, contra o La Coruña (0x2). No vestiário, antes de entrar em campo, posou para fotos com um bebê recém nascido. Era Rodrigo, que no Vasco, no Oeste-SP, no Duque de Caxias e no River-PI, ainda não conseguiu mostrar que talento vem de sangue.

Se a equipe já empolgou até aqui, esperem a dupla de ataque! O camisa 7 é ninguém mais, ninguém menos que Mattheus Oliveira. Quem não reconheceu pelo nome basta ver a comemoração de Bebeto ao marcar contra a Holanda na copa de 94, que já se encontra rapidinho na história. Após fazer a base inteira pelo Flamengo se sustentando com o nome, acabou desistindo do futebol. Seu pai conseguiu levá-lo para o Estoril Praia, de Portugal, e ele se manteve por lá, jogando por Sporting Lisboa e Vitória de Guimarães.

Seu companheiro de frente é Romarinho, filho de quem o nome sugere. Depois de tentar, sem sucesso, trilhar o caminho no Vasco, acabou indo para o Brasiliense. De lá, foi para o Zweigen Kanazawa do Japão, Macaé, Tupi e Figueirense, sempre com pouquíssimos (ou nenhum) gols, mostrando que é bem diferente de seu pai.

A equipe ainda tem um reserva, que joga de meia atacante. Seu nome é Lucas Surcin e ele é filho de Marcelinho Carioca. Dizem ter um talento para cobrar faltas, mas nem de longe lembra o pai. Lucas jogou no São Caetano, Marília, Tupã, Maracaju, Vitória das Tabocas, CSA, Gama, Taboão da Serra e, vejam que coincidência, Audax Rio.

E como não podia deixar de ter nesse jogo tão importante, o dono do time faz as vezes de treinador ou fica lá na sede social, tomando um uísque com Abílio Diniz, enquanto a bola rola no gramado lá embaixo. Arthur Sendas dá as caras nesta arte e nós temos pronto o Desafio dos Mercados.

Lógico que a maioria desses jogadores já não é jovem de divisão de base. Alguns, inclusive, já se aposentaram. Mas o tempo para no futibou de butaum e, por esse motivo, todos os jogadores citados acima ainda estão saindo da base. Coloque a imaginação para funcionar, não custa nada!

sábado, 24 de novembro de 2018

Arte e Botões - Pão de Açúcar - 24/11/2018

Período sem jogos na FIFUBO, mas não sem movimentação no blog. Mais uma arte e um grande exercício de imaginação. Vamos apresentar um fictício time do Pão de Açúcar, misturando com uma triste realidade de nosso futebol: as divisões de base!

A ideia original do texto era para criticar mais um rebaixamento do Vasco à série B. Mas o time conseguiu uma heroica vitória sobre o São Paulo (2x0) e está praticamente livre do descenso, mas a crítica continua. Entra ano, sai ano, entra diretoria, sai diretoria, troca treinador, volta treinador e o que manda são os interesses de uma minoria. A culpa é sempre a crise financeira e a famigerada Lei Pelé, que acabou com o patrimônio do clube. Mas a dita lei comemora 20 anos em 2018 e não é possível que o Vasco, até hoje, não tenha se recuperado disso! E é o único que não consegue se recuperar?

Pois é, o patrimônio do clube foi dilapidado, mas não pela Lei Pelé e sim pelos dirigentes, que preferem contratar reservas que atuam nas séries C e D e em campeonatos de menor escalão, "revelações" e "destaques" de campeonatos que ninguém viu, infelizmente. Se há uma crise financeira, por que não olhar para a própria divisão de base? Eles conhecem a realidade do clube, são dedicados à causa, podem segurar as pontas lá e até render algum dinheiro em transferências. Mas o Vasco insiste em dispensá-los, principalmente se forem bons. Vale lembrar que Luan era reserva nos juniores mesmo sendo capitão das seleções de base. Hoje, está a passadas largas para ganhar o título nacional com o Palmeiras. E o que o Vasco lucrou com isso? Pois é...

Mas vamos esquecer um pouquinho essa história triste e falar de uma história de sucesso. O Pão de Açúcar Esporte Clube foi criado em 1985 pelo empresário Abílio Diniz, dono do Grupo Pão de Açúcar. A ideia era fazer um trabalho social de formação de atletas, sem vínculo profissional. O time de futebol foi criado em 2003 e ia até o time de juniores. Ao estourarem a idade, os jogadores eram encaminhados para outros times, onde poderiam iniciar sua vida profissional. Com a alcunha de clube formador, o projeto do Pão de Açúcar era uma iniciativa importante para lapidar as pedras preciosas que brotam no nosso futebol todos os dias. Alguns anos mais tarde, o Pão de Açúcar montou uma equipe profissional e começou a jogar as divisões de acesso do futebol paulista. Em 2011, a fusão com o clube do Sendas (objeto de futura postagem) resultou na mudança de nome. Ali nascia o Audax-SP que, hoje, se chama Grêmio Osasco Audax.

A ideia da postagem é exaltar o clube formador, o Pão de Açúcar que dá oportunidades aos jovens talentos de desenvolverem seu futebol e se tornarem nossos futuros craques. Sempre quis uma ideia para fazer uma arte do Pão de Açúcar e, vendo como o Vasco não dá oportunidade para seus jovens valores, juntei as duas coisas.

A brincadeira aqui é a seguinte: empresário de sucesso e homem com olhar aguçado para grandes oportunidades, Abílio Diniz peneirou nas divisões de base do Vasco um grupo de jogadores talentosos, levou-os para o Pão de Açúcar e, lá, deu a eles todas as condições de, enfim, virarem os grandes jogadores que se espera. Vamos ver como ficou?



No gol, Jordi foi o escolhido. Considerado o novo Helton, o goleiro foi muito bem na base e chegou a ter oportunidades no time principal. Mas era considerado inexperiente e o Vasco contratou outros nomes para seu lugar, inclusive promovendo outros juniores e deixando-o cada vez mais sem espaço no clube. Jordi chegou a ser emprestado para um time do Irã e, até hoje, continua sem sequer sentar no banco.

Na lateral direita, Richard. Talvez uma das maiores revelações do clube nos últimos anos, capitão do time de base, bom na defesa e no apoio, joga de cabeça em pé e tem ótimo senso de colocação. Estourou a idade e foi dispensado do clube. A lateral esquerda fica com Alan Cardoso. Não é um projeto de craque, nem de longe, mas tem pernas largas, que ajudam no desarme, e chega bem ao ataque.

A dupla de zaga está no time principal hoje. Luiz Gustavo é versátil e, apesar de zagueiro, tem jogado muito bem na lateral direita. Contra o São Paulo, foi o melhor em campo, impedindo o último passe do adversário. Ricardo Graça era considerado a grande revelação da zaga, começando o ano como titular, mas andou falhando e perdeu vaga no elenco. Em sua defesa, vale ressaltar que dar a um garoto que acabou de subir a missão de substituir Anderson Martins e Breno e colocá-lo para segurar as pontas numa Libertadores não é uma forma muito legal de se formar um bom zagueiro...

A dupla de volantes vem jogando. Bruno Cosendey é um jogador voluntarioso. Precisa melhorar a marcação, mas é bom na saída de bola e chega bem como elemento surpresa. Andrey é o típico caso de como a base é mal aproveitada. Bom volante, bom no passe, chega bem ao ataque, chuta forte, mas perdeu muito espaço com as contratações de Raul, William Maranhão, Bruno Silva e outras dragas.

A dupla de armação é um misto de não aproveitamento e malandragem de empresários. Mosquito era  da geração de ouro da base, um jogador que joga mais encostado nos atacantes, tem habilidade e sabe concluir bem. Mas foi aconselhado por seu empresário a criar clima ruim em São Januário e forçar uma saída para o Atlético-PR, onde chegou a fazer parte do elenco que disputou a Libertadores, mas o Vasco recorreu à Justiça e prejudicou a carreira do jogador. Voltou a São Januário com o rabo entre as pernas e quando começava a recuperar o futebol foi negociado com o Arsenal de Sarandí (Argentina) e, hoje, está escondido no Deportivo Maldonado, da segunda divisão do Uruguai.

O seu companheiro de armação é um desperdício ímpar no futebol brasileiro: Matheus Índio. Chegou a ser emprestado, ainda na base, para o Arsenal da Inglaterra. Quando se preparava para chegar ao time de cima do Vasco, fez o mesmo que Mosquito, sumiu do clube e apareceu com contrato assinado na Penapolense, um contrato de fachada para ir para o Santos. A disputa judicial prejudicou sua carreira e, na mesma época de Mosquito, voltou ao Vasco (também com o rabo entre as pernas), de onde saiu para o Estoril de Portugal. Atualmente, está emprestado ao Boavista de Saquarema. É um desperdício grande, pois é o típico camisa 10. Meia canhoto de habilidade, visão de jogo, sabe organizar a equipe e é muito bom em cobranças de falta.

No ataque, a última dupla de sucesso dos juniores. Paulo Vitor é um jogador de extrema habilidade e um futuro brilhante, tanto é que foi alvo de uma disputa entre Vasco e Fluminense ainda na base. Mas, com a concorrência de Andrés Rios, Kelvin, Caio Monteiro e tantos outros, sobrou para o garoto habilidoso, que foi emprestado ao Albacete, da Espanha. Ao seu lado, Hugo Borges é outro desperdício enorme do Vasco. Artilheiro das divisões de base, vê todo mundo subir menos ele. Com problemas no ataque, o Vasco poderia buscá-lo e ver no que dá. Mas prefere mantê-lo até na reserva dos juniores, para que "ganhe experiência".

A reserva conta com 3 jogadores, um para cada setor do campo. O da defesa é Jussa. É volante de origem, mas é tão versátil que pode jogar na zaga, nas laterais, armando o jogo ou até no ataque. Emprestado ao Bonsucesso, atualmente joga no São Bernardo. No meio de campo, Dudu é o escolhido. Os profissionais do time de cima do Vasco já estão de olho nele, um talentoso meia armador canhoto, que deve ganhar alguma chance neste fim de ano. E o reserva do ataque é Lucas Santos, também conhecido como Robinho. No estilo de Paulo Vitor, é um jogador que atua pelas pontas, conduzindo a bola com extrema habilidade e servindo o centroavante.

A arte ainda traz o "treinador", que pode ser um "diretor", "incentivador", "mecenas" ou o que for. Mas é o grande responsável por esse projeto e, por esse motivo, está aqui acompanhando seus novos talentos. Abílio Diniz investe pesado nesses jogadores e, com certeza, engordará ainda mais a sua conta bancária em transferências.

Amanhã teremos o outro lado desse projeto de investimento na base. Vai rolar um grande clássico da base!

domingo, 18 de novembro de 2018

Arte e Botões - Leeds United

Final de semana sem jogos, mas não sem postagem. Vamos a mais uma arte especial. Eis o Leeds United!

Fundado em 1919, o time da cidade de Leeds, em Yorkshire (centro norte inglês) foi precedido pelo Leeds F.C. que entrou em crise após suspeita de pagamentos ilegais a jogadores durante a Primeira Guerra Mundial. Dissolvido, o Leeds F.C. deu lugar ao Leeds United, que fez fama na Inglaterra e na Europa.

A equipe venceu três vezes o campeonato inglês (1968-69, 1973-74 e 1991-92), a Copa da Inglaterra (1971-72), a Copa da Liga Inglesa (1967-68), a Supercopa da Inglaterra (1969 e 1992) e a segunda divisão do campeonato inglês (1923-24, 1963-64 e 1989-90), além da Taça das Cidades com Feiras (1967-68 e 1970-71), um torneio entre cidades europeias que tinham feiras com comércio, precursor da UEFA Europa League. Em 1974-75, ainda chegou à final da UEFA Champions League, mas perdeu para o Bayern de Munique. Entre os grandes nomes que vestiram sua gloriosa camisa, Rio Ferdinand, Robbie Fowler, Paul Robinson, Alan Smith, Ian Rush, Robbie Keane e Eric Cantona.

Na virada do século, o Leeds entrou em uma crise financeira fortíssima e, em 2004, foi rebaixado à segunda divisão, chegando a cair para a terceira. Em 2010, voltou à segunda divisão e, desde então, permanece lá. A tradição de sua camisa mostra que divisões inferiores não são o seu lugar. Desde o rebaixamento, diretores e torcedores buscam formas de fazer o Leeds voltar a ser grande e sonham com uma volta à primeira divisão, onde pode enfim reencontrar seus grandes rivais do Manchester United, no chamado Clássico das Flores, devido à rivalidade dos condados de Devonshire e Yorkshire, onde se encontram as equipes.

Atualmente, a equipe está na terceira colocação da Championship, a segunda divisão do futebol inglês, três pontos atrás do líder, Norwich. Em 11/08, a vitória fora de casa sobre o Derby County (4x1) foi um dos melhores jogos do ano no mundo. Muito disso se deve ao fato de o treinador ser Marcelo Bielsa. El Loco conseguiu uma boa geração de jogadores e um esquema que varia do 4-5-1 para o 4-3-3, passando pelo 3-4-3, baseado em bom toque de bola, jogadas pelos flancos e muita gente aparecendo para concluir. A arte a seguir conta com 13 jogadores de linha, o goleiro e o treinador. Vamos conhecer um pouco dos eleitos:

No gol, o jovem Peacock-Farrell é a garantia de segurança. Com apenas 22 anos, mas 1,93m de altura, é bastante ágil e seguro. As laterais estão a cargo de Luke Ayling (direita) e Barry Douglas (esquerda), que podem jogar na linha de quatro ou, no 3-4-3, como meias abertos pelas pontas. Pontus Jansson é o gigante sueco de 1,94m e, ao lado de Liam Cooper, forma uma dupla de zaga que se completa, afastando as ameaças pelo alto e pelo chão.

Os volantes são Kalvin Phillips e o polonês Mateusz Klich. Kalvin é quase um terceiro zagueiro, protegendo a frente da defesa, enquanto Klich é responsável por reiniciar as jogadas, papel que desempenha muito bem. Mais à frente, o espanhol Samu Saiz se encarrega de armar o jogo, enquanto o macedão Ezgjan Alioski é o camisa 10, meia esquerda e craque da equipe. Ele encosta nos atacantes e é a ameaça constante ao adversário.

No ataque, Patrick Bamford veste a camisa 9, mas é um jogador de cair pelas pontas, preparar a jogada. O homem-gol da equipe é Kemar Roofe, um jogador de apenas 1,78m, mas de ótimo posicionamento de área e com um fôlego infinito. Roofe já desperta a atenção de alguns clubes de ponta, entre eles o Chelsea.

A reserva tem três jogadores, um para cada setor do campo. A defesa fica a cargo de Tom Pearce, jovem de 20 anos que é lateral esquerdo de origem, mas pode atuar como zagueiro. Apesar do sobrenome, da posição e da habilidade, não tem parentesco com o ex lateral e treinador Stewart Pearce. Mas já marca presença em seleções de base e pode, num futuro próximo, ter o mesmo destaque que seu xará na equipe principal de seu país.

O reserva do meio é Jamie Schackleton, um inglês de apenas 19 anos, mas que atua pela faixa central do campo e sabe distribuir o jogo muito bem, além de ser bom na recomposição defensiva.

O nome do ataque é Jack Harrison, de 21 anos. Emprestado ao Leeds pelo Manchester City, é um jogador que cai pelas duas pontas, sabe armar um jogo e usa a velocidade como principal arma.

Como se vê, parece que o Leeds tem um bom elenco e um treinador muito bom, que soube dar uma cara à equipe. A posição atual lhes permite sonhar com a primeira divisão e a volta aos dias de glória. Nos resta torcer.