sábado, 21 de outubro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Décima Rodada - 21/10/2017

O sábado nublado baixou um pouco a temperatura, trazendo a condição perfeita para o público lotar o Itaquá Dome e assistir a dois jogos emocionantes. Vamos a eles!

RIVER PLATE 4x3 INDEPENDIENTE

O empate na última rodada (3x3 San Lorenzo) pegou muito mal para os jogadores do River. Além de empatarem com o último colocado depois de estarem vencendo por 3x1, viram o Estudiantes se isolar na liderança. Francescoli pediu aos jogadores que tivessem atenção, para evitar que tal coisa se repetisse. Já o Independiente vive um inferno astral. Não venceu ainda no segundo turno e vê cada vez mais longe a zona de classificação. Para piorar, a derrota no Clássico de Avellaneda (0x2 Racing) mostrou um time desinteressado em sair da situação em que se encontra. No primeiro turno, Independiente 2x3 River Plate.

O jogo começou com alguns erros de passe de lá e cá, mas o River foi se arrumando aos poucos, fechando os espaços do Independiente e tentando impor seu jogo. O Independiente tentava ir ao ataque na base da raça e rondou a área do River algumas vezes, mas sem perigo.

Em uma delas, aos 4 minutos, Silvera correu do meio para a direita, recebeu e chutou fraco e sem ângulo. Carrizzo tirou com o pé direito e a bola foi parar na ponta direita para Ortega. O camisa 10 avançou com a bola, driblou Busse com facilidade e rolou no meio para Trezeguet. Marcado por Montenegro, o camisa 7 chutou no canto esquerdo de Navarro e saiu para a comemoração: River 1x0.

O gol serviu para mostrar que a qualidade do River se imporia perante a desorganização do Independiente. O time de Avellaneda se desmontou por completo e aceitou passivamente a marcação do adversário. Assim, aos 6 minutos, Ortega cobrou lateral para Gallardo na meia esquerda e o camisa 11 inverteu pro lado direito em um lançamento magistral. Trezeguet recebeu na entrada da área, invadiu e chutou alto, sem chances para Navarro, fazendo River 2x0.

Daí se percebia a superioridade do River, a goleada era questão de tempo. Mas, tal qual contra o San Lorenzo, os jogadores se acomodaram e deixaram o adversário tomar o campo. Com isso, aos 10 minutos, Gracián passou a Silvera na esquerda, o camisa 11 invadiu a área e chutou no travessão. No rebote, Montenegro passou no meio da zaga e encontrou Facundo Parra livre. O camisa 17 só teve que empurrar para o gol e puxar seus companheiros de volta para o meio de campo: Independiente 1x2.

O River tentou estourar a bola na saída, para o primeiro tempo se encerrar, mas Navarro abafou bem e a bola sobrou para Fredes. O camisa 8 recuou a Montenegro, que passou a Tuzzio na esquerda. O camisa 6 encontrou Mareque na lateral e o camisa 3 deu lindo passe para Busse. O camisa 7 avançou pela meia esquerda sem marcação e, da entrada da área, chutou forte e sem chances para Carrizzo: Independiente 2x2, no último lance do primeiro tempo.

No intervalo, Francescoli tentava juntar os cacos. Tirou Barrado e Buonanotte e colocou Coudet e Funes Mori. Já Bayer mostrava a seus atletas que podiam virar o jogo, bastava acreditarem. Sacou Fredes e colocou Acevedo, visando melhorar a marcação e livrar Busse de vez para ajudar no ataque.

O Independiente voltou melhor e adiantou a marcação. Com isso, Trezeguet teve dificuldades para receber a bola e o time de Avellaneda começou a rondar a área do rival. A pressão deu resultado e, aos 5 minutos, Vella recebeu uma bola roubada por Mattheu e lançou para o lado esquerdo, encontrando Acevedo. O camisa 12 avançou com a bola dominada até o bico da área, onde chutou cruzado e saiu para a comemoração: Independiente 3x2, em uma virada incrível.

A virada pegou pesado nos jogadores do River. Nervosos, erravam muitos passes. Mas o Independiente pecou na soberba e isso custou caro. Aos 8 minutos, Navarro recolheu a bola com muita calma e tocou a Mareque na esquerda. O camisa 3 foi muito displicente no passe a Silvera, que foi mais displicente para dominar a bola, que saiu a lateral. Ferrari repôs rápido a Almeyda, que passou nas costas do lateral adversário. Ortega recebeu no corredor, invadiu a área em diagonal e chutou cruzado, para empatar o jogo: River 3x3.

O gol deu ao time de Buenos Aires uma nova esperança de vencer. O time de Avellaneda, por outro lado, tentou se reorganizar. Com isso, o jogo ganhou em emoção, num toma lá dá cá frenético. O Independiente perdeu uma ótima oportunidade após cruzamento de Vella e cabeçada de Silvera na trave. No rebote, Coudet tocou a Gallardo no meio e o camisa 11 abriu na direita para Ortega. Com extrema habilidade, o camisa 10 trouxe para o meio e rolou perfeita para Trezeguet, que ajeitou a bola e, da meia lua, chutou sem chances para Navarro, fazendo River 4x3, aos 10 minutos.

O Independiente ainda tentou na saída, com boa trama entre Gracián e Busse. O camisa 7 chutou no travessão, a bola quicou na linha e Carrizzo tirou, mas o juiz garantiu que a bola não entrou. Os jogadores do Independiente cercaram o árbitro, que teve que sair escoltado pelos policiais.

Destaque do jogo: David Trezeguet. Após chegar ao centésimo gol na carreira, o camisa 7 não quer parar. Com um hat trick, chegou aos 103 e deu a seu time mais uma vitória na temporada.

RACING 1x2 BOCA JUNIORS

Em ascensão, o time de Avellaneda quer entrar na zona de classificação. A vitória no Clássico de Avellaneda (2x0 Independiente) empolgou os jogadores a buscar mais um triunfo. Já o Boca é outro que vive um inferno astral. Após um bom início de campeonato, onde chegou a liderar, começou a perder oportunidades e cair na tabela. Já são 3 jogos sem vitória e o quarto lugar está a perigo, em mais uma partida de 6 pontos.

Quando a bola rolou, logo se viu a diferença entre os dois times. O Racing, organizado, saía tocando a bola e chegando com perigo, acertando a trave por 2 vezes no primeiro tempo. O Boca, desorganizado, errava passes em profusão e não conseguia chegar ao ataque. Curiosamente, na primeira vez que o fez, saiu o gol. Pena que pro outro lado...

Aos 4 minutos, o Boca finalmente encaixou uma jogada. Arruabarrena tocou a Basualdo, que avançou pela meia esquerda e tocou a Palermo. O camisa 9 dominou a bola e chutou no travessão, com Pocchetino afastando a bola. Pelletieri tocou a Ruben Capria, que avançou pelo meio e passou na direita, no buraco deixado por Basualdo, encontrando Acosta. O camisa 9 dominou com muita categoria, invadiu a área e, com mais categoria ainda, chutou na saída de Abbondanzieri e fez Racing 1x0.

No intervalo, Paralelo tirou Martin Simeone e Latorre para colocar Fariña e Hauche. Ainda alertou aos seus jogadores para matarem o jogo, pois o resultado podia virar em um piscar de olhos. Sr Rússia tirou Basualdo e Schelloto e colocou Battaglia e Palacio, pedindo aos seus jogadores que ocupassem os lugares pré determinados em campo, a fim de organizar melhor a saída de bola.

O Racing continuou jogando muito bem, de forma ordenada, mas não conseguia fazer o segundo gol. Acertou a trave algumas vezes, com Acosta e Ruben Capria, e viu o Boca crescer no jogo, mas a marcação era boa.

Aos 5 minutos, Palermo foi cercado por 4 jogadores do Racing na entrada da área. Com isso, Riquelme pegou no meio de campo e abriu na direita, para Ibarra. O camisa 4 avançou pela ponta e, da entrada da área, chutou cruzado. O lindo chute surpreendeu Saja e a partida se encontrou empatada: Boca 1x1.

Enquanto Paralelo se desesperava, o Boca estava mais que feliz com o empate. Na saída, Ruben Capria foi derrubado a um passo da área. A cobrança de falta foi perfeita, mas Abbondanzieri voou para defender. As defesas do goleiro empolgaram o resto do time, que passou a se empenhar na virada.

Aos 8 minutos, Abbondanzieri afastou um cruzamento da área e Serna despachou para Riquelme. O camisa 10 tocou na direita para Palacio e o camisa 19 foi ao fundo para cruzar. Palermo chegou cabeceando forte e acertou o canto de Saja, fazendo Boca 2x1.

O Racing achava o resultado uma injustiça e fez de tudo para conseguir o empate. No último lance, Ruben Capria chutou de dentro da área e Abbondanzieri defendeu novamente. Não era dia do Racing...

Destaque do jogo: Pato Abbondanzieri. Se o Boca jogou mal e venceu, pode-se creditar a maior parte nas defesas de seu goleiro, que parou o bom ataque do Racing com verdadeiros milagres.

NOTAS RÁPIDAS

  • A rodada não se encerrará neste domingo. Velez x Estudiantes e San Lorenzo x Huracán serão disputados durante a semana, provavelmente na segunda-feira.
  • A grande notícia que a FIFUBO vem segurando nas últimas semanas é um passo gigantesco para a Federação. Com a chegada de mais duas equipes, a FIFUBO avança agora nas competições de seleções. O Imperatriz utiliza jogadores que representam a seleção brasileira e, agora, se juntam ao Brasil as seleções da França e do Japão. Com isso, a FIFUBO chega à metade do seu ousado projeto para o ano que vem: a Copa do Mundo!
  • Também durante a semana (provavelmente na quarta-feira), será disputado o primeiro jogo entre seleções na história da FIFUBO. Brasil e França terão a honra de entrar para a história. Uma postagem especial será feita, para apresentar os três times e os que porventura aparecerem.

domingo, 15 de outubro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Nona Rodada - 15/10/2017

O domingo chegou com chuva e temperatura amena, afugentando o público do Itaquá Dome. Mesmo assim, houve quem comparecesse ao estádio para ver o encerramento da nona rodada do Clausura 2017. Melhor para eles, que presenciaram um momento histórico. Que momento foi este? Leia, para saber!

INDEPENDIENTE 0x2 RACING
Pela oitava vez no ano, o Clássico de Avellaneda daria as caras no Itaquá Dome. Vindo de derrota (1x3 Velez), o Independiente quer vencer para tentar se aproximar da zona de classificação. O treinador Bayer disse aos jogadores para pensarem jogo a jogo e darem tudo para vencer o clássico. O Racing venceu este jogo em cinco das sete partidas no ano e quer mais uma vitória para encostar de vez no Boca Juniors, seu próximo adversário. Além disso, quer se recuperar da derrota na rodada anterior (2x3 River). No primeiro turno, Racing 3x2 Independiente.

Foi um bom jogo, com as duas equipes se lançando ao ataque, porém de forma desorganizada. Ambas pecavam na hora da conclusão. A equipe que se acalmasse e colocasse a bola no chão, teria a vantagem. E foi assim, aos 9 minutos, que Saja cobrou tiro de meta para Ruben Capria, que recuou a Martin Simeone. O camisa 8 assumiu a função de armador e avançou pelo meio de campo, descobrindo Latorre entrando na área. O passe foi preciso, o camisa 11 recebeu no pé direito e chutou colocado, sem chances para Navarro, fazendo Racing 1x0.

No intervalo, Bayer sacou Busse e colocou Acevedo, visando interromper o carnaval protagonizado por Ruben Capria e Acosta naquele lado do campo. Já Paralelo sacou Diego Capria e colocou Fariña, visando maior presença pelo lado direito.

O jogo continuou bom, mas as finalizações continuavam ruins. O Racing chegava com seu trio de frente, trocando passes e levando perigo. O Independiente partia de forma mais desordenada. Apesar de Gracián estar muito bem, Silvera destoava e adiantava demais a bola sempre que recebia. Com isso, o time vermelho de Avellaneda partiu com seus volantes e zagueiros ao ataque, em busca do empate.

O Racing se segurou até que conseguiu encaixar um contra ataque aos 7 minutos. Quiroz se adiantou em um passe para Facundo Parra e o camisa 17 foi pego em impedimento. Ruben Capria cobrou para o próprio Quiroz, que passou a Pocchetino. Com um bom lançamento, o camisa 6 encontrou Enrique passando em velocidade para o contra ataque. O camisa 3 recebeu e avançou sem oposição, chutando da entrada da área e fazendo Racing 2x0 para finalizar o jogo.

Destaque do jogo: Enrique. Em um jogo bem movimentado, com Ruben Capria e Acosta fazendo boas tramas no ataque, quem se destacou foi o lateral esquerdo Enrique, que atuou muito bem no desarme, ajudou na armação e ainda se lançou para o contra ataque para fazer o gol que deu números finais à partida.

RIVER PLATE 3x3 SAN LORENZO

Ninguém em sã consciência apostava em um resultado que não fosse vitória do River. Líder do campeonato, vencedor de todos os campeonatos disputados no ano, vindo de vitória (3x2 Racing) e com Trezeguet em ascensão. Do outro lado, um time em último lugar no campeonato, vindo de uma derrota vergonhosa (2x5 Estudiantes) e com cinco derrotas na sequência. Nilson resolveu trocar Buffarini e Piatti por Reynoso e Tellechea, a fim de marcar forte. No primeiro turno, San Lorenzo 0x4 River.

Mas o jogo trouxe um feito histórico, emoção até o último lance e levou os torcedores ao delírio. Desorganizado, o River não conseguiu chutar antes dos 4 minutos de jogo. Os jogadores pareciam confiantes numa vitória que viria a qualquer momento e, por isso, não se esforçavam muito. O San Lorenzo percebeu e viu que poderia vencer se ousasse um pouco.

Assim, aos 6 minutos, Ortega errou um passe e Romagnoli pegou a bola perdida, ligando rapidamente para Erviti na esquerda. O camisa 11 avançou pela ponta sem ser incomodado e, da entrada da área, chutou no canto de Carrizzo, para fazer San Lorenzo 1x0.

A vantagem para a equipe de Almagro mostrou que o River estava jogando com soberba e que poderia vencer quando quisesse. Logo na saída de bola, Gallardo tocou a Trezeguet, que driblou Romagnoli e Reynoso e chutou para boa defesa de Migliore. Aos 8 minutos, Ortega cobrou lateral para Trezeguet dentro da área. Migliore saiu e derrubou o camisa 7. Ferrari cobrou o pênalti no canto  direito do goleiro, que se esticou mas não achou: River 1x1.

A soberba voltou e quase custou caro ao time de Nuñez. Aos 10 minutos, Romagnoli viu Carrizzo adiantado e chutou por cobertura. O goleiro se esticou e tocou de ponta de dedos, mandando a escanteio. Romagnoli cobrou e Placente rebateu para fora da área, onde Ferrari pegou o rebote e tocou a Barrado. O camisa 19 foi tabelando com Trezeguet até deixar o camisa 7 dentro da área, de frente pro goleiro. Dali, Trezeguet escolheu o canto e deslocou Migliore: River 2x1.

No intervalo, Nilson tirou Johnathan Ferrari e Stracqualursi para colocar Buffarini (que iria para a lateral) e Bordagaray, visando aumentar a presença no campo de ataque. Já Francescoli tirou Barrado e Buonanotte, colocando Coudet e Funes Mori em seus lugares, além de cobrar mais empenho de seus jogadores.

A bronca deu resultado e o River voltou mais ligado, ocupando o campo de ataque. O San Lorenzo recuou ante o bombardeio e o River acertou a trave por 3 vezes. O terceiro e histórico gol veio aos 4 minutos. Carrizzo cobrou tiro de meta e a bola ficou presa em um buraco no campo. Paz pegou-a e tocou a Ortega, que recuou para Almeyda, recebeu de volta e deu um passe perfeito para Trezeguet, na meia lua. Essa variação da jogada clássica do time não mudou o destino. O camisa 7 recebeu de frente, chutou colocado e venceu Migliore, fazendo River 3x1. O gol foi histórico porque foi o centésimo de Trezeguet com a camisa do River.

A equipe não teve muito tempo para comemorar, pois o San Lorenzo aproveitou-se do clima de festa e foi para cima, empurrando o River para o campo de defesa. O time de Almagro roubava a bola ainda na intermediária e partia para o contra ataque e foi assim que, aos 7 minutos, conseguiu descontar. Buffarini roubou de Funes Mori e tocou a Romagnoli. O camisa 10 tocou na frente para Bordagaray, que fez o pivô e deixou atrás para Erviti. O camisa 11 chutou colocado e venceu Carrizzo, fazendo San Lorenzo 2x3.

A equipe de Nuñez passou a tocar a bola para segurar o resultado e conseguiu se segurar até os acréscimos, quando Ferrari errou um passe e agarrou Erviti na intermediária. A falta era de longe, mas Romagnoli ajeitou para chutar. A bola foi forte, passou pela barreira e entrou no canto esquerdo de Carrizzo, enquanto Romagnoli corria para a torcida batendo no peito, apontando ao chão e fazendo a taunt da Paloma: San Lorenzo 3x3.

O River ainda errou a saída de bola e Tellechea arriscou de longe. Carrizzo se esticou e fez a defesa, garantindo o empate.

Destaque do jogo: David Trezeguet. Novamente, o camisa 7 se consagrou. No início do jogo, voltou para ajudar na armação e, empurrado por Ortega, foi para o ataque. Sofreu o pênalti no primeiro gol e marcou os outros dois, atingindo a histórica marca de 100 gols com a camisa do River.

CLASSIFICAÇÃO

1° Estudiantes - 22 pontos
2° River Plate - 20 pontos
3° Velez Sarsfield - 18 pontos
4° Boca Juniors - 13 pontos
5° Racing - 12 pontos
6° Independiente - 9 pontos
7° Huracán - 7 pontos
8° San Lorenzo - 4 pontos

ARTILHARIA

1° David Trezeguet (River Plate) - 12 gols
2° Martin Palermo (Boca Juniors), Enzo Perez (Estudiantes), Juan Sebastian Verón (Estudiantes) e Nestor Silvera (Independiente) - 8 gols
3° Daniel Cigogna (Huracán), Diego Buonanotte (River Plate), Leandro Romagnoli (San Lorenzo) e Dario Hussain (Velez Sarsfield) - 7 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Dois jogadores atingiram milestone na rodada. Ao descontar contra o River, Erviti chegou a 10 gols com a camisa do San Lorenzo. Já a conclusão da linda jogada de Ortega fez Trezeguet chegar a incríveis 100 gols com a camisa do River.
  • Trezeguet entra para um grupo seleto da FIFUBO. Desde que os registros de gols começaram, apenas Van Basten (na Era Amadora) e Mike Modano (já na Era Moderna) haviam chegado a 100 gols. Os registros precisam ser recuperados para saber se Zenden também já atingiu a marca.
  • Mas Trezeguet fez história desde a reestruturação da FIFUBO. Palermo e Romagnoli também estão na contagem regressiva, mas a temporada espetacular do camisa 7 do River fez com que ele atingisse primeiro esta marca e, por este motivo, será homenageado em solenidade na Federação.

sábado, 14 de outubro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Nona Rodada - 14/10/2017

Após uma semana sem jogos, o feriado prolongado chegou e trouxe a nona rodada do Clausura. A primavera com cara de verão trouxe um dia quente, sem nuvens, um clima agradável para lotar as arquibancadas do Itaquá Dome.

ESTUDIANTES 5x1 HURACÁN

Precisando pontuar para dormir na liderança, a pergunta da imprensa é uma só: até quando vai durar a boa fase do Estudiantes? No que depender do treinador Cristaldo, vai continuar para sempre. Para quem tinha a ambição de tentar uma sexta colocação, agora já se fala em título. A goleada na rodada anterior (5x2 San Lorenzo) mostra que o time vem vencendo e convencendo e é isso que eles querem manter. Já o Huracán vive seus altos e baixos costumeiros. O time conseguiu um empate heroico na última rodada (4x4 Boca), mas isso não foi suficiente para tirá-los da penúltima posição, cada vez mais longe da zona de classificação. Ao menos, serviu para mostrar que se a equipe se esforçar, pode vencer. No primeiro turno, Huracán 0x2 Estudiantes.

Mas bastou a bola rolar para a pergunta inicial não encontrar resposta. O Estudiantes continuou jogando muito bem e só precisou de 50 segundos para abrir o marcador. Após erro na saída de bola, Alexis Ferrero pegou a sobra e tentou fazer um lançamento para Cigogna na esquerda. Mas errou o passe, a bola tocou nas costas de Barrientos e sobrou para Angeleri livre na entrada da área. O camisa 2 estava ali para a jogada ensaiada do Estudiantes, que deu errado, e ficou surpreso com o presente inesperado. Matou a bola, trouxe para dentro da área e chutou com categoria, na saída de Islas, fazendo Estudiantes 1x0.

O erro no gol mostrou o nível baixo de organização do Huracán. Novamente, a equipe se limitou a ficar no campo de defesa. Quando Masantonio pegava a bola, não tinha a quem passar, era cercado e acabava perdendo. O Estudiantes, por sua vez, era muito bem organizado. Quando um jogador pegava a bola, sabia exatamente onde o outro estaria para receber o passe.

E foi assim que a equipe ampliou, aos 4 minutos. Após Masantonio isolar a bola para o campo do Estudiantes, Desábato pegou a sobra e tocou a Rodrigo Braña. O camisa 5 abriu na direita para Angeleri, que tocou a Verón no meio. O camisa 11 abriu a Gastón Fernandez na direita, que tocou a Enzo Perez no meio, já na meia lua. Esse zigue-zague do Estudiantes deixou os jogadores do Huracán tontos e quando Perez pegou a bola, de frente pro gol, só tinha Islas à frente. O chute foi rasteiro no canto direito e o goleiro nada pôde fazer: Estudiantes 2x0.

Perdido, o Huracán continuava se desfazendo da bola e o Estudiantes reiniciava o ataque com organização. Assim, aos 7 minutos, Walter Ferrero mandou a bola pro outro lado do campo e Federico Fernandez pegou, tocando a Marco Rojo. O camisa 6 tocou no meio para Leandro Benítez, que abriu na esquerda para Boselli. Trazendo da ponta para o meio, o camisa 9 tocou a Verón, que abriu na direita para Enzo Perez. O camisa 7 recebeu marcado por Minici e Walter Ferrero, mas passou pelo meio da marcação com dois lindos toques, invadindo a área e chutando na saída de Islas: Estudiantes 3x0.

Contente com o resultado, Cristaldo resolveu fazer experiências. Sacou Boselli e Rodrigo Braña para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez. Já Sr Rabina tirou Minici e Cigogna para colocar Erramuspe e Barrales.

O jogo reiniciou e nada mudou. O Estudiantes continuou jogando bem e botando o perdido Huracán na roda. Aos 2 minutos, Angeleri avançou pela direita e tocou a Verón no meio. O camisa 11 abriu novamente na direita, desta vez para Gastón Fernandez. O camisa 10 avançou, adiantou demais a bola e se aproveitou da indecisão de Walter Ferrero para chutar forte e cruzado. Islas nem foi na bola: Estudiantes 4x0.

E assim chegamos a um ponto final no jogo, pois se com 0x0 o Huracán não tinha forças, sendo goleado era pior ainda. Mesmo assim, encontraram um gol de honra aos 7 minutos, em jogada de contra ataque. Barrientos roubou bola de Gastón Fernandez e tocou a Erramuspe na esquerda. O camisa 12 procurou Ruben Masantonio, que ligou rápido a Centurión na esquerda. O camisa 8 tabelou com Barrales, recebeu de volta na entrada da área e chutou forte, sem chances para Andujar, fazendo Huracán 1x4.

Daí em diante, o Estudiantes tocou a bola pro tempo passar. Mas ainda conseguiu encontrar mais um gol nos acréscimos. Tocando de pé em pé, a bola passou por Mathias Sanchez, Enzo Perez, Verón, Leandro Benítez e Marco Rojo, até chegar a Hernan Rodrigo Lopez no bico direito da grande área. O camisa 13 avançou, driblou Alexis Ferrero e chutou forte, sem chances para Islas, para fazer Estudiantes 5x1.

Destaque do jogo: Enzo Perez. Com 2 gols e presença constante do meio para a frente, o camisa 7 conseguiu se consagrar novamente e levar sua equipe a uma goleada que os faz dormir na liderança do campeonato.

BOCA JUNIORS 2x4 VELEZ SARSFIELD

Sempre decepcionando e sempre prometendo que a partida seguinte será diferente, o Boca vai avançando no campeonato. Desta vez, enfrenta um adversário direto na classificação (o Boca está em quarto e o Velez, em terceiro) e, por isso, a ordem é encarar como uma partida de 6 pontos para avançar na tabela. O problema é enfrentar a desconfiança da torcida, que não aguenta mais as promessas não cumpridas. Já o Velez, com a mesma consciência de que é uma partida de 6 pontos, quer a vitória para se distanciar do rival e acompanhar de perto os líderes, na esperança de um tropeço. Vindos de uma boa vitória sobre o Independiente (3x1), querem repetir a boa fase e arrancar de vez para a classificação. No primeiro turno, Velez 2x3 Boca.

O Boca deu a maior das esperanças logo na saída de bola. Bastaram 22 segundos para Riquelme e Cagna fazerem uma versão diferente do 'toca y me voy', com a bola indo para a ponta. Riquelme ganhou ângulo, recebeu já no pé direito e acertou um lindo chute no ângulo oposto de Sosa, fazendo Boca 1x0.

Mas foi só isso. Riquelme jogou sozinho. Com vontade de mostrar serviço, o camisa 10 se movimentava pelo meio de campo e dava um toque de classe para levar o Boca à frente. Mas seus companheiros não se mexiam e, por isso, não haviam jogadas de perigo. O Velez não era diferente. Insua finalmente deu o ar de sua graça, movimentando-se em pêndulo pelo campo de ataque, mas sem ter a quem passar.

O empate do Velez veio em uma falha do Boca (novidade!). Aos 7 minutos, Riquelme acionou Arruabarrena na esquerda, o camisa 3 foi ao fundo e cruzou para Palermo na área. Disperso, o camisa 9 não conseguiu o domínio e foi desarmado por Gago, que puxou o contra ataque nas costas do lateral. Romero recebeu na direita e Riquelme fez a falta ao tentar roubar a bola. Insua cobrou no lado oposto da barreira e surpreendeu Abbondanzieri, fazendo Velez 1x1.

No intervalo, Sr Rússia sacou Schelloto e Palermo, que saíram debaixo de vaias, para as entradas de Palacio e Viatri. Palacio iria jogar na ponta esquerda, invertendo a ordem do ataque do Boca. Já Tripa Seca tirou Gino Peruzzi e Turco Assad para colocar Cubero e Lucas Pratto.

Não foi só a mudança de jogadores, o treinador do Velez mudou a forma de jogar e, com isso, o time ganhou volume de jogo. Bem distribuído em campo, o time conseguia ocupar o meio de campo e sair jogando com qualidade. Foi assim que conseguiu a virada aos 2 minutos. Riquelme lançou Palacio na esquerda, mas Juan Sabia chegou antes e roubou a bola, tocando a Gago. O camisa 5 tocou a Insua, que foi correndo pelo meio. Quando a marcação chegou, um leve toque do camisa 11 deixou Claudio Hussain livre para invadir a área e chutar forte, sem chances para Abbondanzieri, fazendo Velez 2x1.

O Boca bem que tentou sair pro jogo, mas não haviam opções de ataque. Riquelme continuava jogando sozinho. Os jogadores do Velez perceberam e acabaram cercando-o. Os outros jogadores do Boca saíram de suas posições para tentarem ajudar e foi aí a ruína de sua equipe.

Aos 5 minutos, Serna abandonou seu posto de primeiro volante e se lançou na armação, tocando a Basualdo. O camisa 11 foi displicente para a bola e acabou perdendo para Sebá Dominguez, que acionou Emiliano Papa na esquerda. O camisa 3 avançou, foi ao fundo e cruzou para trás, exatamente onde Serna deveria estar marcando. Como o camisa 5 não estava, Lucas Pratto recebeu livre e chutou forte. A bola tocou no travessão, bateu nas costas de Abbondanzieri e entrou: Velez 3x1.

Neste momento, a torcida do Boca já vaiava seus jogadores, que tentavam no desespero ir ao ataque. O Velez botou a bola no chão e controlou o jogo, se aproveitando do nervosismo do adversário. Assim, com o contra ataque à disposição, o Velez matou o jogo aos 8 minutos. Riquelme fez boa jogada pelo meio e tocou a Viatri, que procurou Palacio na esquerda. Claudio Hussain interceptou o passe e tocou atrás para Sebá Dominguez, que abriu na esquerda para Papa. O camisa 3 avançou, tocando no corredor para Lucas Pratto. O camisa 12 chamou a marcação e deu um toque atrás para Insua, que recebeu na entrada da área e chutou com muita categoria, na saída de Abbondanzieri, para fazer Velez 4x1.

Com a goleada consolidada, a torcida do Boca começou a deixar o estádio e nem viu sua equipe descontar no último lance do jogo. Em boa jogada coletiva, Serna tocou a Arruabarrena, que procurou Riquelme no meio. O camisa 10 chamou a marcação e, com um toque de gênio, abriu na esquerda para Palacio. O camisa 19 recebeu nas costas da defesa, invadiu a área e chutou forte, sem chances para Sosa, fazendo Boca 2x4. Mas era tarde...

Destaque do jogo: Federico Insua. Finalmente apareceu o futebol do camisa 11! Fez a famosa movimentação em pêndulo pelo campo de ataque, buscando opções de passe. Se no primeiro tempo não houve para quem passar, ele resolveu em uma cobrança de falta magistral. No segundo tempo, já com opções, liderou a equipe e ainda conseguiu marcar outro gol, saindo consagrado de campo.

NOTAS RÁPIDAS

  • O milestone da rodada vai para Lucas Pratto. Ao marcar seu primeiro gol no campeonato, ele atingiu 20 com a camisa do Velez.
  • A FIFUBO tem um grande anúncio ainda para este mês. A intenção era dar tal anúncio nesta rodada, mas alguns problemas burocráticos surgiram e, com isso, a notícia foi adiada, mas ainda acontecerá. Provavelmente na décima rodada já teremos alguma movimentação.

domingo, 1 de outubro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Oitava Rodada - 01/10/2017

Outubro chegou, a chuva se foi e um lindo domingo se desenhou para o encerramento da oitava rodada do Clausura, a primeira do returno. O público lotou o Itaquá Dome e, tal qual na primeira rodada do turno, foi brindado com dois jogos emocionantes. Vamos a eles!

HURACÁN 4x4 BOCA JUNIORS

Ao terminar o primeiro turno na penúltima colocação, o Huracán viu a necessidade de começar a pontuar no segundo turno, tal qual fez no Apertura (onde engrenou sequência de vitórias). Para isso, basta encaixar o contra ataque, já que quando a bola chega aos pés de Cigogna, o time consegue encontrar o caminho das redes. Já o Boca vem com sua eterna pressão. Ao prometer uma nova atitude no Clausura, a equipe terminou o primeiro turno em terceiro, mas com uma campanha muito irregular. Derrotas para o próprio Huracán e para o Independiente mostraram esta irregularidade e, agora, a ordem é esquecer isso e dominar desde o início, para pegar os times que estão acima na tabela. Barrado durante boa parte do primeiro turno, Riquelme voltava à equipe. Schelloto se manteve na equipe, agora jogando no ataque. No primeiro turno, Boca 2x3 Huracán.

Riquelme mostrou que a temporada no banco lhe fez bem e abriu o marcador com apenas 30 segundos. Na saída de bola, fez o 'toca y me voy' com Basualdo, recebeu na frente, deu um giro curto e viu Islas tentando fechar o ângulo oposto. Assim, com um toque de efeito, Riquelme chutou entre o goleiro e a trave e fez Boca 1x0.

O Huracán se assustou com o gol, mas contou com os erros do Boca (presentes em todos os jogos) para chegar à igualdade aos 2 minutos. Riquelme puxou contra ataque e tocou a Schelloto, que adiantou demais a bola e perdeu para Walter Ferrero, que estourou a bola no camisa 13 e ganhou um lateral, já no campo de defesa do Boca. Danelón repôs para Ruben Masantonio, que trouxe para o pé direito e chutou forte e cruzado, sem chances para Abbondanzieri: Huracán 1x1.

Riquelme estava bem no jogo e não se acanhou com o erro de seu time no empate. Aos 5 minutos, Milano puxou contra ataque, mas esticou demais e Abbondanzieri saiu do gol, ficando com a bola. O camisa 1 repôs rápido para Basualdo, que tocou a Riquelme no meio. O camisa 10 avançou e, com um passe magistral, encontrou Palermo já dentro da área. O camisa 9 recebeu, viu Islas sair e, com muita calma, tocou na saída do goleiro, colocando o Boca na frente: 2x1.

Não importa o quanto jogue bem, sempre terá alguém no Boca para estragar tudo. E isso apareceu novamente nos acréscimos. Ibarra quis sair jogando, se atrapalhou e perdeu a bola para Minici, que tocou a Ruben Masantonio no meio. O camisa 10 abriu na esquerda para Cigogna e o mito fez uma inversão magistral para Milano na direita. O camisa 7 recebeu no bico da área e chutou forte, sem chances para Abbondanzieri, fazendo Huracán 2x2.

No intervalo, Sr Rabina tirou Centurión e colocou Erramuspe. Se o camisa 8 não ajudava na armação, que ao menos entrasse alguém com maior poder de marcação. Já Sr Rússia, muito irritado, tirou Serna e Ibarra, colocando Battaglia e Viatri, promovendo uma enorme mudança tática. Basualdo iria para a lateral, Viatri formaria dupla de ataque com Palermo (que também seria o capitão), Battaglia entraria como primeiro volante, Schelloto seria o segundo volante.

Mas o time do Boca continuou falhando muito. A enorme mudança fez o time demorar a pegar o entrosamento e, com isso, o Huracán se aproveitou. Aos 3 minutos, Palermo tentou inverter para Viatri e tocou forte demais. Minici recuperou e tocou a Erramuspe, que tocou a Masantonio no meio. O camisa 10 abriu na direita para Villarruel, que tabelou com Milano e recebeu de volta no bico da área. Invadindo a zona de gol, o camisa 13 tocou por baixo, na saída de Abbondanzieri e fez Huracán 3x2.

Perdendo pela primeira vez no jogo, o Boca teve que se abrir e buscar a igualdade, deixando o jogo perfeito para os contra ataques do Huracán. Assim, aos 6 minutos, Walter Ferrero afastou da área e Barrientos passou a Masantonio no meio. O camisa 10 abriu na direita para Danelon, que avançou pela ponta. Com um passe em profundidade, encontrou Milano e o camisa 7 deu a quebra de asa, trazendo para o meio e chutando sem chances para Abbondanzieri, fazendo Huracán 4x2.

Nesse momento, a torcida do Boca começou a vaiar seus jogadores e o treinador Sr Rússia se desesperou. Gesticulando muito, o comandante via sua equipe novamente jogar bem e perder para um rival que não está na zona de classificação.

Mas o Boca tinha Riquelme. O camisa 10 voltou ao time para ser o articulador de jogadas e seria em seus pés que viveria a esperança do time de não perder. Aos 8 minutos, Escudero roubou de Cigogna e tocou a Battaglia, que tocou rápido no meio para Riquelme. O camisa 10 colocou a bola no chão e avançou pelo meio. Palermo correu da ponta para o meio, puxando a marcação. Com isso, Riquelme tocou na esquerda, onde Schelloto entrou livre, invadiu a área e chutou alto na saída de Islas, fazendo Boca 3x4.

O gol deu novo ânimo à equipe, mas sempre tem alguém disposto a botar por terra todo o trabalho. Desta vez foi Abbondanzieri, que não fez a cobertura na saída de bola e viu Masantonio invadir a área e chutar. Mas o goleiro se recuperou e fez linda defesa, enquanto ouvia toda sorte de xingamentos vindos de seu treinador atrás do gol. O jogo ganhou emoção e era impossível dizer se o Boca ia empatar ou o Huracán ampliar.

Já nos acréscimos, Masantonio abriu na direita para Milano. O camisa 7 dominou com Schelloto marcando a ponta e, por isso, resolveu vir para o meio e tocar a Cigogna. Mas Battaglia se posicionou bem e interceptou o passe, tocando a Riquelme no meio. O camisa 10 puxou o contra ataque pelo meio e, mesmo marcado por Masantonio, conseguiu ótimo passe para Palermo na esquerda. Marcado por três, o camisa 9 recebeu e avançou em velocidade, chutando da entrada da área para vencer Islas e dar números finais a um emocionante jogo: Boca 4x4.

Destaque do jogo: Juan Roman Riquelme. Barrado no primeiro turno, o camisa 10 recebeu nova chance no início do segundo turno e não decepcionou. Precisou de apenas 30 segundos para fazer seu gol e participou dos outros 3. Sempre que a bola caía em seus pés, o time se ajeitava e conseguia criar. Uma tarde de gala.

SAN LORENZO 2x5 ESTUDIANTES

Último colocado no primeiro turno, o San Lorenzo resolveu apostar em uma tática suicida. Romagnoli retornava de suspensão e o escolhido para sair foi Reynoso. Com isso, a dupla de volantes seria Buffarini e Piatti, muito mais ofensivos que o camisa 5. A mudança, além de mostrar que a melhor defesa é o ataque, tinha um sentido: o adversário ataca pelas pontas e os dois volantes escolhidos são conhecidos por jogarem mais abertos. Já o Estudiantes vive um sonho. Vice líder do campeonato empatado com o líder, o time de La Plata mudou suas metas e, agora, quer garantir vaga nas semifinais o quanto antes.

Se Riquelme voltou ao Boca em grande estilo, Romagnoli não poderia deixar por menos. Logo na saída de bola, o camisa 10 fez o 'toca y me voy' com Buffarini e fez um salseiro na área do Estudiantes. Com Desábato e Braña cercando e com medo de roubar a bola, foi Andujar quem se atirou para tentar afastar, mas acabou atingindo o adversário e o juiz Chico Lírio marcou pênalti. O próprio Romagnoli cobrou no ângulo de Andujar, que se esticou mas só pôde ver o camisa 10 bater no peito, apontar ao chão e fazer a taunt da Paloma: San Lorenzo 1x0, logo a um minuto.

O Estudiantes se assustou com o gol relâmpago e tentou se reorganizar, mas Romagnoli estava enlouquecido em campo. Ocupando o campo de ataque, o camisa 10 levava o San Lorenzo a rondar a área do adversário e fez Andujar aparecer com ótimas defesas. O problema é que o time de Almagro jogava muito aberto, se expondo aos contra ataques. Assim, aos 4 minutos, Rodrigo Braña interceptou passe de Piatti para Stracqualursi e tocou a Angeleri na direita. O camisa 2 tocou a Enzo Perez no meio e o camisa 7 fez ótimo passe em profundidade para Gastón Fernandez. Sem a marcação de Piatti, o camisa 10 avançou, invadiu a área e chutou na saída de Migliore, fazendo Estudiantes 1x1.

O gol acalmou o time de La Plata para buscar a virada, mas o San Lorenzo ainda estava jogando muito bem. Assim, foi o time de Almagro quem voltou a ficar na frente, aos 6 minutos. Buffarini tocou a Raul 'Pipa' Estevez e o camisa 7 procurou Stracqualursi no meio. Atraindo a marcação, o camisa 9 deu um leve toque para a esquerda, onde encontrou Romagnoli livre. O camisa 10 driblou Desábato, driblou Andujar e empurrou para o gol vazio, batendo no peito, apontando ao chão e fazendo a taunt da Paloma novamente: San Lorenzo 2x1.

O ótimo jogo apresentado pelo time de Almagro assustou o Estudiantes, que voltou a se desorganizar. Mas o próprio ímpeto do San Lorenzo foi a sua ruína. Aos 8 minutos, o time se lançou ao ataque e se abriu para o contra ataque novamente. Stracqualursi adiantou demais a bola e Verón roubou, tocando a Rodrigo Braña. O camisa 5 tocou a Enzo Perez, que tabelou com Gastón Fernandez, recebendo de volta na meia lua e chutando colocado, para fazer Estudiantes 2x2.

O jogo era excelente e qualquer equipe poderia ir para o intervalo com a vantagem. A sorte acabou sorrindo para o Estudiantes, que encontrou seu gol no último lance do primeiro tempo. Johnathan Ferrari tentou lançar para Romagnoli, mas Braña pulou e cabeceou para longe. Enzo Perez pegou a bola e lançou na esquerda para Leandro Benítez. O camisa 8 recebeu nas costas da zaga, contornou a marcação de Tulla e chutou do bico da área, acertando o ângulo de Migliore e fazendo Estudiantes 3x2.

No intervalo, Nilson sacou Johnathan Ferrari e Erviti, colocando Tellechea e Bordagaray em seus lugares. Já Cristaldo tirou Desábato e Boselli para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez.

O San Lorenzo cansou, mas ainda assim conseguiu chegar algumas vezes, obrigando Andujar a fazer algumas boas defesas. Em uma forma física excepcional, os jogadores do Estudiantes continuaram com o bom ritmo do primeiro tempo e, assim, conseguiram construir a goleada.

Aos 4 minutos, Mathias Sanchez desarmou Stracqualursi e tabelou no campo de defesa com Rodrigo Braña. O camisa 5 tocou a Enzo Perez no meio de campo e o camisa 7 fez um lançamento magistral para Leandro Benítez na esquerda. O camisa 8 matou no peito, trouxe pro chão, driblou Tellechea, invadiu a área e chutou na saída de Migliore, fazendo Estudiantes 4x2.

Com a vitória assegurada, os jogadores do Estudiantes colocaram a bola no chão e tocaram, à espera do fim do jogo. Mas o San Lorenzo, mesmo sem forças, ainda tentava ir ao ataque. O problema era que não tinham mais forças mesmo e isso prejudicou o passe da equipe. Aos 9 minutos, Tulla recebeu na defesa e tentou inverter para Romagnoli na esquerda. O passe saiu completamente torto e Enzo Perez recuperou a bola, avançando pelo campo aberto até a entrada da área, de onde chutou rasteiro e deu números finais ao confronto: Estudiantes 5x2.

Destaque do jogo: Leandro Benítez. Criticado por não ajudar a equipe nesta volta por cima, o camisa 8 resolveu jogar. Marcou dois gols, armou o jogo, se movimentou o tempo todo no campo de ataque e ajudou a equipe a se manter nos primeiros lugares.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 19 pontos, 30 gols pró
2° Estudiantes - 19 pontos, 29 gols pró
3° Velez Sarsfield - 15 pontos
4° Boca Juniors - 13 pontos
5° Racing - 9 pontos, 18 gols pró
6° Independiente - 9 pontos, 13 gols pró
7° Huracán - 7 pontos
8° San Lorenzo - 3 pontos

ARTILHARIA

1° David Trezeguet (River Plate) - 10 gols
2° Martin Palermo (Boca Juniors), Juan Sebastian Verón (Estudiantes) e Nestor Silvera (Independiente) - 8 gols
3° Daniel Cigogna (Huracán), Diego Buonanotte (River Plate) e Dario Hussain (Velez Sarsfield) - 7 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Na próxima semana, não teremos rodada. Se tudo conspirar a favor, pode ser que tenhamos jogos no domingo, mas é muito difícil. O Clausura deve retornar em duas semanas.
  • Quem alcança milestone na rodada é Leandro Romagnoli. Ao marcar duas vezes contra o Estudiantes, o camisa 10 do San Lorenzo bate no peito, aponta ao chão e faz a taunt da Paloma por 90 vezes e, tal qual Trezeguet e Palermo, entra na reta final para chegar ao centésimo.

sábado, 30 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Oitava Rodada - 30/09/2017

O último dia do mês foi de chuva, mas também foi o dia da abertura do returno do Clausura 2017. Os torcedores driblaram o mau tempo e compareceram em bom número ao Itaquá Dome. Vamos aos jogos!

RACING 2x3 RIVER PLATE

Com uma campanha muito irregular, o Racing decepciona seus torcedores. Em quinto na tabela, com 3 vitórias e 4 derrotas, o relatório da comissão técnica mostrou que é hora dos jogadores começarem a jogar, se quiserem reeditar o bom futebol do primeiro semestre. O problema é que, do outro lado, está o líder do campeonato. O River quer se distanciar cada vez mais dos times abaixo e garantir o quanto antes sua classificação para as semifinais. Aos poucos, a equipe de Nuñez começa a reeditar o bom futebol que lhes permitiu conquistar todos os títulos no ano. No primeiro turno, River 3x1 Racing.

O jogo começou embolado. As duas equipes marcavam no meio de campo e se anulavam, impedindo que uma ou outra saísse para o ataque. Aos poucos, os jogadores foram encontrando seus espaços em campo e, com isso, o jogo melhorou. O primeiro gol do segundo turno veio aos 4 minutos, quando Trezeguet tentou dominar a bola e empurrou Quiroz, na intermediária defensiva do Racing. Ruben Capria voltou para cobrar a falta, passou a Pelletieri e pediu de volta mais à frente. O camisa 10 foi avançando pelo meio de campo, levantou a cabeça e percebeu Latorre livre. O passe foi preciso, nas costas da defesa e o camisa 11 ajeitou o corpo para bater de primeira, no ângulo de Carrizzo, fazendo Racing 1x0.

A essa altura, o time de Avellaneda era melhor em campo. Bem postado, marcava forte as investidas do River e ainda saía organizado nos contra ataques. O River tinha um bom sistema defensivo, mas não conseguia furar a marcação adversária. Mas o time não é líder só por competência, a sorte também dá as caras de vez em quando. Aos 9 minutos, o time de Buenos Aires montou a sua tradicional jogada. Carrizzo cobrou tiro de meta para Gallardo no meio, o camisa 11 girou e abriu o passe na ponta direita para Ortega. O camisa 10 dominou, trouxe para o meio e passou a Trezeguet, mas o passe não foi tão preciso. O camisa 7 teve que correr atrás da bola, conseguiu dominar o passe, mas ficou desequilibrado e chutou fraco. Saja foi encaixar a bola, mas acabou falhando e a mesma passou por entre as suas pernas, em um frango incrível: River 1x1.

No intervalo, Paralelo tirou Pelletieri e Acosta para colocar Fariña e Hauche. Já Francescoli tirou Almeyda e Ortega e colocou Coudet e Funes Mori. Ferrari seria o capitão no segundo tempo.

Não foram só mudanças de jogador. Francescoli armou uma nova tática para o River arrancar de vez para a vitória. Com apenas um minuto de jogo, Gallardo e Buonanotte haviam chutado para Saja defender. No último chute, a bola saiu para lateral. Berizzo repôs no bico da área para Buonanotte, que recebeu sem oposição e chutou colocado, sem chances para Saja, virando o jogo para o River: 2x1.

O Racing não se acanhou e continuou em cima. Fariña e Hauche entraram muito bem e ocuparam o campo de ataque, ajudando Ruben Capria a criar as jogadas de perigo. Aos 4 minutos, Fariña cobrou córner na cabeça de Hauche. O camisa 13 deu uma raspada na bola para trás e Ruben Capria pegou livre, de frente para o gol. Carrizzo saiu, esticou a perna e derrubou o camisa 10. O próprio Ruben Capria cobrou o penal no canto direito, mas Carrizzo se esticou e defendeu.

Com isso, o River se empolgou de vez e partiu para o ataque, criando inúmeras oportunidades. O Racing também partiu pra cima, em busca do empate, mas se abriu para os contra ataques. Em uma jogada de ataque, aos 8 minutos, Latorre foi desarmado por Placente e fez falta no camisa 3. O próprio Placente cobrou para Barrado no meio e o camisa 19 tocou a Coudet na direita. Com um lançamento magistral, o camisa 8 inverteu para Buonanotte na esquerda e o camisa 30 avançou, invadindo a área e rolando para o outro lado, onde Gallardo apareceu e chutou sem chances para Saja, fazendo River 3x1.

A vitória estava assegurada e o Racing acusou o golpe. Mesmo assim, conseguiram uma bela jogada coletiva para marcar o gol de honra. Aos 9 minutos, Ruben Capria deu a saída para Martin Simeone e correu para o lado esquerdo. O camisa 8 inverteu para o lado direito e fez a 'figura  8' com Gamboa, que surgiu como elemento surpresa. Mas o camisa 4 não chutou, preferindo ir ao fundo e cruzar para trás. Ruben Capria recebeu da marca do pênalti e chutou no ângulo, desta vez vencendo Carrizzo: Racing 2x3.

Destaque do jogo: Marcelo Gallardo. O camisa 11 esteve cotado para sair no intervalo, por conta da baixa produtividade. Francescoli bancou sua permanência e não se arrependeu. Com Coudet a lhe ajudar, Gallardo pôde se movimentar pelo campo de ataque e distribuir o jogo. Foi premiado com o gol da vitória.

VELEZ SARSFIELD 3x1 INDEPENDIENTE

Duas equipes que decepcionaram seus torcedores no primeiro turno e prometiam uma atitude diferente no segundo turno. Apesar de tudo, o Velez conseguiu 4 vitórias no primeiro turno e o quarto lugar na classificação, mas o futebol pobre não permite sonhar com voos mais altos. Tripa Seca pediu a seu principal jogador, Claudio Hussain, que não saia para ajudar na armação, pois o Independiente tem um Silvera em excelente fase nas costas de seu camisa 8. Os jogadores do Independiente tiveram uma depressão profunda durante a semana. As palavras do comentarista Quique Wolff de que em todo o campeonato o Independiente promete dominar e vencer, mas acaba decepcionando, pegaram fundo nos jogadores. Para piorar, veio a confirmação de que o prometido reforço para a armação não virá neste Clausura. Bayer, então, disse a seus jogadores que mostrassem no campo que o comentarista da Rádio Olé está redondamente enganado. No primeiro turno, Independiente 1x2 Velez.

Mas nada do que foi prometido apareceu aqui. Foi um dos piores (se não o pior) jogos do ano. As duas equipes erravam passes em profusão, os jogadores não chegavam na bola e os torcedores de ambos os lados vaiavam intensamente. Insua não conseguia dar sequência às jogadas e Claudio Hussain não podia sair para ajudar. Do outro lado, Gracián não conseguia dar sequência a uma jogada e, com isso, Silvera e Parra não recebiam a bola para concluir. À exceção de uma boa trama, que Silvera chutou e Sosa defendeu, o Independiente não concluiu.

O Velez ainda conseguiu seu gol em um golpe de sorte. Sosa cobrou o tiro de meta e Insua passou errado. Mas Gracián não estava em sua posição e não pôde recuperar a bola. Gino Peruzzi correu e se esticou todo para ficar com a bola e abrir um passe na direita. Dario Hussain correu até o fundo e cruzou para a área, onde Turco Assad chutou de primeira e pegou Navarro no contrapé, aos 9 minutos: Velez 1x0.

No intervalo, Tripa Seca tirou Insua, que saiu de campo debaixo de vaias para a entrada de Cubero. Com isso, Gago seria o responsável pela armação e o Velez jogaria com 4 volantes. Também debaixo de vaias saíram os jogadores do Independiente. Bayer tirou Gracián e Facundo Parra para colocar Acevedo e Gandin. Montenegro passaria para a armação e o Independiente também jogaria com 4 volantes.

O jogo melhorou um pouquinho, pois o Independiente teve mais posse de bola e conseguiu chegar mais vezes. Mas toda a empolgação do torcedor (que já apoiava o time) veio por água abaixo aos 5 minutos. Fredes e Busse se adiantaram, para formar uma primeira linha de 3 no meio de campo e, com isso, Cubero tocou a Gago, que lançou nas costas da defesa para Turco Assad. O camisa 9 recebeu no buraco deixado por Fredes, invadiu a área e chutou de pé esquerdo na saída de Navarro, para fazer Velez 2x0, aos 5 minutos.

O torcedor do Independiente se calou e sentou nas arquibancadas para ver o restante da partida. O time acusou o golpe e não conseguiu mais jogar. O Velez passou a tocar a bola e esperar o jogo passar. E foi assim, de pé em pé que Cubero tocou a Gago e o camisa 5 tabelou com Claudio Hussain. Ao receber de volta, Gago lançou a Dario Hussain na direita e viu o camisa 10 ir ao fundo e cruzar para a marca do pênalti, onde Turco Assad chutou de primeira e, numa repetição do primeiro gol, celebrou seu hat trick: Velez 3x0, aos 9 minutos.

Os torcedores do Independiente começaram a deixar o estádio e nem viram o gol de honra de sua equipe. Montenegro fez o 'toca y me voy' com Busse, recebeu na frente, girou e trouxe a bola para o lado direito. Sosa se plantou para o chute no alto, mas Montenegro chutou rasteiro, entre o goleiro e a trave, para marcar nos acréscimos: Independiente 1x3.

Destaque do jogo: Turco Assad. Num jogo tão pobre tecnicamente, em que as duas equipes foram vaiadas, o camisa 9 saiu aplaudido de campo. Marcou um incrível hat trick e ajudou sua equipe a sair com os 3 pontos.

NOTAS RÁPIDAS

  • A rodada se encerra neste domingo, com Huracán x Boca e San Lorenzo x Estudiantes. Mas a próxima rodada não será disputada no final de semana. Há negociações para que os jogos sejam durante a semana.
  • A FIFUBO promete uma grande surpresa para o próximo mês, um projeto grandioso para o próximo ano está em curso.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Resumo do Primeiro Turno

Após 7 rodadas, o Clausura encerra seu primeiro turno. 28 jogos foram disputados e 143 gols foram marcados, com uma média de 5.1 gols por jogo. O ataque mais positivo pertence ao River Plate, com 27 gols marcados, enquanto o Independiente tem o ataque menos positivo, com apenas 12 gols marcados. A defesa menos vazada é a do Estudiantes, com apenas 13 gols sofridos, enquanto o time mais vazado é o San Lorenzo, que tomou 25 gols até aqui. Curiosamente, dos 28 jogos, só um terminou empatado (Estudiantes 4x4 River Plate). A seguir, faremos um resumo de cada time neste turno inicial:

Boca Juniors - Após o vexame no Apertura, sendo a primeira equipe argolada a não se classificar para os playoffs, o Boca se reestruturou. Com novas táticas, o time chegou ao vice campeonato da Copa Olé e prometia uma nova atitude neste Clausura. O novo esquema, que prioriza a posse de bola e o controle do jogo, foi criticado logo na primeira rodada, com uma derrota inexplicável para o Huracán (2x3). A culpa caiu naquele que devia armar o jogo e o treinador, Sr Rússia, teve a coragem de barrá-lo. Riquelme foi para o banco de reservas e, com Schelloto, o time engrenou 3 vitórias, sendo uma no Superclássico (4x2 River), o que não acontecia há quatro anos. Com isso, o time alcançou a liderança e a empolgação bateu forte, mas o time perdeu na rodada seguinte, vencendo na próxima e terminando com um jogo pobre contra o Estudiantes (2x4). Os altos e baixos mostram que o Boca ainda não consolidou seu esquema, nem mostrou a força que se espera para ganhar o título. Mesmo assim, o time terminou o turno na terceira posição, com 12 pontos (4 vitórias, 3 derrotas, 19 gols marcados e 16 gols sofridos). O destaque até aqui é Guillermo Barros Schelloto, que assumiu a função de armar o time e tem conseguido, levando a bola até os atacantes. Apesar de ser o artilheiro da equipe com 6 gols, Martin Palermo oscila bastante. Marcou duas vezes contra o Velez e, no Superclássico, fez um hat trick. Mas passou em branco em outras ocasiões.

Estudiantes - A grande sensação do campeonato. Saco de pancadas nos últimos anos, a equipe de La Plata tinha planos muito modestos para este Clausura: vencer, no mínimo, duas partidas e tentar terminar na sexta posição. A vitória na primeira rodada (4x1 no San Lorenzo) empolgou os torcedores, mas foi o que veio a seguir que encantou a todos. O time venceu a partida seguinte (2x0 Huracán) e cumpriu sua meta. A derrota na terceira rodada (2x3 Velez) parecia indicar que o Estudiantes só tinha vencido as duas primeiras por enfrentar equipes mais fracas, mas o bom momento continuou. Venceu o Racing (2x1), segurou o River Plate (4x4) e, no seu melhor momento no campeonato, atropelou o Independiente (6x2), finalizando com um 4x2 sobre o Boca. Com 5 vitórias, 1 empate e apenas 1 derrota, o time soma 16 pontos e divide a liderança com o River Plate, perdendo no critério de gols pró (24 a 27), além de ter a defesa menos vazada do campeonato (13 gols). Muito se especula sobre o que transformou o Estudiantes tão drasticamente. No primeiro semestre, a tática da equipe era atrapalhar o adversário, embolando o meio de campo e tentando sair no contra ataque, sem eficiência alguma. Agora, além de ter melhorado a parte física dos jogadores, os treinamentos priorizam a finalização a gol, além de cada jogador ter (e cumprir) uma função em campo. O time começa bem lá atrás, com as defesas de Andujar; tem uma boa saída de bola com Verón; arma bem o jogo com Enzo Perez e encontra os atacantes abertos pelas pontas, prontos para a conclusão. Apesar de Verón ser o artilheiro do time no campeonato, com 8 gols, o grande destaque é Enzo Perez. O camisa 7 assumiu a função de articulador do time, organizando o meio de campo e distribuindo o jogo com maestria, fazendo com que os demais jogadores apareçam. A continuar assim, o Estudiantes pode pensar em metas maiores, melhores do que no Apertura de 2014, onde terminou na terceira colocação.

Huracán - A velha tática de ficar fechado na defesa e sair nos contra ataques não tem dado certo por um motivo: o time não sai em contra ataques. Quando consegue encaixar esta jogada, vence e convence, como nas vitórias sobre o Boca (3x2) na primeira rodada e sobre o Velez (4x1) na quarta rodada, em seu melhor momento no campeonato. Pena que foram os únicos triunfos, já que o time perdeu as outras 5 partidas, ocupando o sétimo lugar na competição. Ruben Masantonio é o destaque do time e, muitas vezes, joga sozinho. Nas duas vezes em que a equipe triunfou, além de Centurión lhe ajudar no contra ataque, os laterais avançavam e, com isso, a bola chegava a Cigogna em condições de concluir. O mito é o artilheiro da equipe no campeonato, com 7 gols, mas só marcou em 3 das 4 rodadas. Se Sr Rabina não conseguir encontrar um equilíbrio entre a defesa e o contra ataque, o time vai continuar perdendo e vendo a zona de classificação cada vez mais distante.

Independiente - Todo campeonato é a mesma coisa: a promessa de um novo time e a realidade de muitos vexames. No Apertura, o Independiente conseguiu se classificar para os playoffs em terceiro lugar, mas com uma campanha muito irregular (8 vitórias e 6 derrotas). Aqui, a promessa era da volta da tradicional aplicação tática. 3 rodadas se passaram e 3 derrotas empurraram o time para o último lugar. A primeira vitória veio num suado 2x1 sobre o San Lorenzo e, na rodada seguinte, outro triunfo suado (1x0 Boca), que parecia mostrar que o time de Avellaneda iria engrenar, mas aí veio o vexame sobre o Estudiantes (2x6) e mais uma vitória suada (2x1 Huracán). O prometido reforço para o meio de campo não virá nesse ano, então Gracián precisa começar a jogar. Quando ele participa do jogo, os atacantes são servidos e os gols aparecem. Mas Gracián passa a maior parte do campeonato disperso, escondido numa faixa do campo onde não pode ajudar. Com isso, Nestor Silvera tem se desdobrado e, portanto, é o destaque da equipe. O camisa 11 volta para ajudar na marcação, arma o jogo e aparece para concluir. Com isso, marcou 8 gols até aqui e é, ao lado de Verón, o vice artilheiro da competição. O Independiente precisa de uma grande virada neste returno, se quiser chegar às semifinais. Atualmente, com 3 vitórias, 4 derrotas e o pior ataque da competição (com média inferior a 1 gol por jogo), o sexto lugar parece uma colocação amarga para quem quer brigar pelo título.

Racing - Talvez a maior decepção do Clausura, o time azul e branco de Avellaneda não conseguiu repetir as atuações do Apertura, quando foi vice campeão e compôs metade da seleção do campeonato. Após perder na primeira rodada (1x3 River), a vitória no Clássico de Avellaneda (3x2 Independiente) parecia indicar uma arrancada. Mas veio a rodada seguinte e uma goleada sofrida diante do Boca (1x4) e, após mais uma derrota (1x2 Estudiantes), entrou em uma gangorra de vitórias e derrotas, terminando o turno na quinta colocação, com os mesmos 9 pontos do Independiente, mas triunfando nos gols pró (16x12). Os jogadores parecem cansados e desinteressados e este é o grande desafio de Paralelo para recolocar a equipe no caminho das semifinais. Com tantos problemas físicos, Ruben Capria não pôde ajudar muito, cabendo a Acosta ser o destaque da equipe. Além de ser o artilheiro do time no campeonato (5 gols), o camisa 9 volta para ajudar na armação e, com isso, consegue levar o time à frente. O Racing precisa recuperar seus atletas e voltar a vencer, para conseguir uma arrancada e fazer jus a toda a fama que amealhou no primeiro semestre. Talento para isso tem. Falta é colocar em prática.

River Plate - Campeão do Torneio Início do Apertura, campeão do Torneio Apertura, campeão da Copa Olá, campeão do Torneio Início do Clausura. Ao vencer todos os torneios disputados pelos times argentinos no ano, o River é a grande equipe a ser batida em qualquer competição e neste Clausura não é diferente, já que é a competição favorita dos comandados de Francescoli (são os atuais bicampeões). Fazendo jus à posição acima dos demais times, o River navega quase que tranquilamente neste Clausura. Só não é completamente tranquilo porque o Estudiantes insiste em os acompanhar nesta jornada. A equipe nem precisou se esforçar para vencer seus três primeiros jogos no campeonato, mas a derrota no Superclássico (2x4 Boca) na quarta rodada acendeu um sinal de alerta em Nuñez, principalmente porque o empate na rodada seguinte (4x4 Estudiantes) fez o time ficar com uma inédita sequência de dois jogos sem vencer no ano. Mas bastou golear nas duas últimas rodadas (6x3 Huracán e 5x2 Velez) para o time terminar o turno no costumeiro primeiro lugar, com o ataque mais positivo da competição. O destaque até aqui é Pablo Ferrari. O lateral virou uma arma ofensiva impressionante, atacando pela ponta direita e ajudando a armar o jogo. Já marcou 5 gols no campeonato, mas o artilheiro ainda é o incansável Trezeguet. Após um início discreto, o francês começou a marcar gols e, após deixar a bola 4 vezes nas redes do Huracán, finalizou o turno na artilharia do campeonato, com 9 gols. O River parece mesmo acima dos rivais, mas o Estudiantes insiste em atrapalhar os planos do tricampeonato.

San Lorenzo - Eterno saco de pancadas, o time de Almagro não parece ter forças para sair dessa situação. Nilson consolidou o esquema no 4-3-3, mas essa tática mata o principal jogador da equipe. Romagnoli deixa de ser o homem chave no ataque e passa a ser um mero (e solitário) armador. Até aí tudo bem, já que sua função é essa. Mas os atacantes não ajudam, principalmente o centroavante Stracqualursi, que insiste em armar o jogo e tentar dribles, ao invés de chutar. Com isso, tirando a vitória na terceira rodada sobre o Huracán (4x2), o San Lorenzo só perdeu. Foram 6 derrotas e o oitavo e último lugar na tabela, com direito a defesa mais vazada (25 gols). Mesmo com tantos problemas e com discretos 4 gols no torneio, Romagnoli ainda é o grande destaque da equipe. Um sopro de talento, quando a bola bate nos seus pés saem as melhores jogadas do time. É pena que não tenha companheiros à altura de seu futebol. O esquema parece cair bem ao San Lorenzo, mas é preciso maior empenho dos atletas para levar o time a voos mais altos. Da forma como estão jogando, nem o Papa pode ajudar.

Velez Sarsfield - O time que roubou do Racing o apelido de Rei de Copas (por conta do bicampeonato na Copa Olé e na Supercopa FIFUBO) prometia voos mais altos para mostrar que é o rei de tudo. Prometiam desbancar o poderoso River Plate e se consagrarem como a maior equipe da FIFUBO. Mas os resultados não apareceram. No Apertura, o futebol bonito não se traduzia em vitórias e, mesmo classificado aos playoffs, o quarto lugar foi bem amargo. Na Copa Olé, eliminação logo na primeira rodada e, com isso, todas as fichas foram jogadas no Clausura. Com uma campanha de altos e baixos, vencia em uma rodada e perdia na outra, mas a dura derrota para o Huracán (1x4) na quarta rodada expôs uma equipe que não tinha o mesmo brilho de outrora. O talento ainda leva o time do Velez à frente, mas a equipe não mostra a mesma coesão apresentada em 2016, onde todos jogavam bem. Aqui, quando metade joga, a outra metade se omite. Na derrota para o Huracán, o desinteresse de Lucas Pratto irritou os torcedores e levou a um bate boca ao final da partida. O camisa 12 foi afastado nas duas rodadas seguintes e retornou na última rodada, sem demonstrar qualquer mudança em sua atitude. Mesmo assim, ainda há quem queira jogar no time e, com isso, a equipe termina o primeiro turno em quarto lugar, com os mesmos 12 pontos do Boca, mas perdendo no critério de gols pró (17x19). O destaque até aqui é Dario Hussain. Impulsionado pelo seu irmão Claudio, o camisa 10 vem aparecendo bem no ataque, recebendo bolas em condições e marcando gols, sendo o artilheiro do time até aqui, com 7 gols. Se Tripa Seca encontrar uma fórmula de fazer todos os jogadores se interessarem pelo campeonato, o Velez volta a ser favorito. Caso contrário, é capaz até de se classificar às semifinais, mas não pode esperar avançar além disso.

E assim se encerra o primeiro turno. O segundo turno deve começar nesta sexta-feira ou no sábado, dependendo de alguns compromissos particulares. Mesmo assim, o Clausura continua a pleno vapor, para delírio de seus torcedores. Em um campeonato tão equilibrado como esse, será que teremos alguém arrancando no segundo turno? Alguma equipe vai perder o fôlego e o encanto se quebrará? Façam suas apostas!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Sétima Rodada - 25/09/2017

Não foi possível encerrar a rodada no domingo, mas a segunda-feira serve para isso. Infelizmente, por ser início de semana, o público não compareceu em grande número ao Itaquá Dome. Mas a temperatura amena e o bom futebol agradaram os presentes neste dia que encerrou o primeiro turno do campeonato.

VELEZ SARSFIELD 2x5 RIVER PLATE

Com uma campanha irregular, mas mantendo-se entre os quatro primeiros, o Velez quer a vitória para se consolidar. O futebol vistoso que os levou ao bicampeonato da Copa Olé ainda não deu as caras esse ano. O sentimento é o de que uma vitória sobre o temido adversário possa dar ânimo para o segundo turno. Já o River, embora esteja voando em céu de brigadeiro, precisa da vitória para encerrar o turno na primeira posição, já que o Estudiantes venceu a sua partida.

No início do jogo, o que se viu foi uma partida ruim, com erros de passe e poucas chances de gol. O Velez até tentou se lançar ao ataque, mas pecou no último passe e o River, bem postado, apenas esperava a oportunidade de se lançar no contra ataque.

Tal chance veio aos 4 minutos, quando Dario Hussain tentou driblar, mas foi desarmado por Paz. O camisa 4 abriu na esquerda com Berizzo, que tocou para Buonanotte. O camisa 30 avançou trazendo para o meio e, da entrada da área, chutou com categoria e venceu Sosa: River 1x0.

O gol era tudo o que a equipe de Nuñez queria. O Velez teria que sair e o River buscaria os contra ataques tocando de pé em pé. E foi assim que encontrou o segundo gol, aos 7 minutos. O Velez se lançou ao ataque em boa trama, mas na hora do passe de Insua para Peruzzi, Paz se adiantou e deixou o camisa 2 em impedimento. O próprio Paz cobrou, invertendo para o outro lado da área, onde encontrou Placente. O camisa 3 tocou a Ferrari na direita, que tocou para Trezeguet mais à frente. O camisa 7 jogou a bola para a ponta direita e correu, indo ao fundo e cruzando para a área, no que parecia estar apenas se livrando da bola. Mas era uma jogada ensaiada. A bola cruzou a área toda e encontrou Gallardo livre no segundo pau, para completar para o gol aberto e fazer River 2x0.

No intervalo, Tripa Seca tirou Gino Peruzzi e Turco Assad para colocar Cubero e Lucas Pratto. Já Francescoli sacou Gallardo (que, embora tenha feito um gol, armava mal o jogo) e Ortega para colocar Coudet e Funes Mori.

O Velez voltou melhor no segundo tempo, com Claudio Hussain se mandando para o ataque e pressionando o rival. De tanto tentar, acabou conseguindo um escanteio. O próprio Claudio Hussain cobrou para a marca do pênalti, onde encontrou seu irmão Dario livre para cabecear e descontar: Velez 1x2, aos 2 minutos.

O River ampliou na saída de bola, aos 3 minutos. Trezeguet fez o 'toca y me voy' com Barrado, recebeu na entrada da área, driblou Sosa e empurrou para o gol vazio, fazendo River 3x1.

O Velez tentou se organizar e sair pro jogo. Com mais presença na frente, a equipe trocava passes e rondava a área do rival. Aos 5 minutos, Lucas Romero fez boa jogada e deu um lindo passe pelo meio da defesa, onde Insua recebeu livre. O camisa 11 invadiu a área e foi derrubado por Carrizzo. Gago cobrou o pênalti no ângulo direito, sem chances para o goleiro, que se esticou todo mas não achou: Velez 2x3.

Com isso, o jogo ganhou emoção. O Velez pressionou em busca do empate e se abriu aos contra ataques do River, dando ares eletrizantes à partida. O River, bem posicionado defensivamente, conseguia afastar as bolas e se lançar à frente. Assim, aos 7 minutos, Paz desarmou Dario Hussain novamente e tocou a Almeyda no meio. O camisa 5 tocou a Coudet mais à frente e o camisa 8 abriu na esquerda com Buonanotte. O camisa 30 avançou pela ponta e, de longe, resolveu arriscar. Acabou chutando com força e a bola foi no ângulo de Sosa, num lindo gol: River 4x2.

O gol desanimou o Velez de vez. A equipe não teve mais forças para lutar e acabou jogando a toalha. Assim, o River acabou trocando passes e esperando o jogo acabar. Com isso, foi de pé em pé em busca do quinto gol e acabou coroado aos 9 minutos, em sua jogada mais característica. Carrizzo recuperou a bola e tocou a Berizzo, que tocou a Barrado no meio. O camisa 19 abriu na esquerda para Buonanotte, que tocou no meio para Trezeguet. De frente para o gol, o camisa 7 fez o que mais sabe e deu um lindo chute para encerrar o jogo: River 5x2.

Destaque do jogo: José Maria Paz. Embora Buonanotte e Trezeguet tenham feito dois gols cada, foi o camisa 4 quem se destacou. Bem posicionado, roubou as bolas que chegavam perto da área, mantendo a calma nos lances de pressão e conseguindo reiniciar o jogo.

RACING 5x3 SAN LORENZO

O último jogo do turno trazia uma pressão enorme para os jogadores do Racing. A equipe vinha credenciada após o vice campeonato do Apertura, onde apresentou um futebol envolvente, mas o bom jogo sumiu no Clausura e o time foi perdendo pontos importantes ao longo da competição. O San Lorenzo vivia um drama maior. Além de estar em último no campeonato, o time perdeu Romagnoli, expulso no último jogo. Nilson resolveu colocar Buffarini em seu lugar e ir para o jogo com um meio composto por 3 volantes.

Quem esperava uma goleada tranquila do Racing acabou se surpreendendo com o bom jogo do San Lorenzo. Os jogadores queriam mostrar que podiam sobreviver sem seu maior astro e dominaram a partida. O primeiro gol veio aos 2 minutos, após Pelletieri concluir uma boa jogada do Racing e Migliore salvar com o pé. A bola foi parar no outro lado do campo, onde Stracqualursi recebeu ao lado da área, protegeu com o corpo e foi derrubado por Gamboa. Erviti cobrou a falta com perfeição, no ângulo oposto de Saja e fez San Lorenzo 1x0.

O Racing se assustou com o gol e não conseguiu dar prosseguimento às jogadas. O San Lorenzo, por sua vez, levava perigo nos contra ataques. Mas o time de Avellaneda tem jogadores mais talentosos, que podem resolver a parada. Aos 5 minutos, Saja cobrou mal tiro de meta e obrigou Acosta a brigar pela bola, recuando para o meio de campo. O camisa 9 não só conseguiu ficar a bola, como conseguiu também driblar Piatti e acertar um passe de precisão cirúrgica para Latorre, nas costas da zaga. O camisa 11 invadiu a área, driblou para fora tirando Tulla da jogada e chutou de pé esquerdo para vencer Migliore, fazendo Racing 1x1.

O gol devolveu a tranquilidade ao Racing, mas o San Lorenzo não diminuiu o ritmo e, com isso, a partida subiu de nível. Aos 7 minutos, Ruben Capria abriu a Pelletieri na direita e o camisa 7 chutou rasteiro, com Migliore defendendo com o pé. A bola ganhou velocidade e foi parar no meio de campo, onde Piatti recebeu e avançou. Gamboa chegou na marcação, mas o camisa 12 o driblou com extrema facilidade. Na entrada da área, trouxe para o pé direito e chutou cruzado, sem chances para Saja, fazendo San Lorenzo 2x1, em um gol muito parecido com o primeiro.

O sentimento que ficou nos jogadores do Racing foi de frustração. Embora a equipe se organizasse, o San Lorenzo sempre conseguia aproveitar-se dos erros e fazer o seu gol. Alguns jogadores do Racing desanimaram e não conseguiram dar prosseguimento aos lances, errando passes. Mas, aos 9 minutos, um desses erros serviu para a equipe empatar a partida. Ruben Capria tentou passar a Latorre, mas Reynoso afastou. A bola sobrou para Stracqualursi, que se lançou ao ataque. Sem habilidade, o camisa 9 não conseguiu passar por Quiroz, que roubou a bola. Acosta saiu do campo de ataque e pediu, recebendo na intermediária e tabelando com Enrique. Acosta recebeu de volta na intermediária, trouxe para o pé direito e chutou colocado, surpreendendo Migliore: Racing 2x2.

No intervalo, Paralelo ajeitou o posicionamento e fez uma única substituição, colocando Fariña no lugar de Gamboa, que levava um baile em campo. Já Nilson tirou Johnathan Ferrari e Raul 'Pipa' Estevez para colocar Tellechea e Bordagaray. Com isso, podia oscilar do 4-3-3 para o 4-4-2 losango, com Erviti indo para a armação e dois centroavantes ficando no campo de ataque.

Mas o San Lorenzo não conseguiu manter o ritmo do primeiro tempo. A equipe passou a errar passes e, com isso, o Racing foi ganhando terreno. A virada veio aos 3 minutos, quando Martin Simeone tocou a Ruben Capria, que passou nas costas de Latorre. O camisa 11 teve que voltar para virar o jogo e, assim, foi obrigado a devolver para Ruben Capria que, desta vez, acertou o passe. Encontrou Martin Simeone livre e o camisa 8 foi avançando até chutar da entrada da área e vencer Migliore, fazendo um bonito gol: Racing 3x2.

O gol inverteu a lógica da partida, pois foi o San Lorenzo quem teve que se abrir. Com isso, o Racing poderia ditar o ritmo do jogo, mas alguns jogadores (Ruben Capria em especial) estavam muito mal no jogo e foi de um erro do camisa 10 que o time de Almagro empatou. Ruben Capria pegou no meio e abriu na direita para Acosta, mas o passe foi errado e quem pegou foi Reynoso, abrindo na direita para Buffarini. O camisa 8 tocou na ponta para Bordagaray, que procurou Stracqualursi no meio. Sem ter que armar ou passar, o camisa 9 só tinha uma coisa a fazer e era o que sabia de melhor. Chutou forte e no ângulo de Saja para concluir uma jogada à lá River: San Lorenzo 3x3, aos 6 minutos.

Menos mal que o Racing ficou na frente do placar logo na saída de bola. Ruben Capria deu a saída de bola para Martin Simeone e correu para a esquerda. O camisa 8 inverteu o lance para a direita, sinalizando a 'figura 8'. Diego Capria correu feito um louco e conseguiu chegar na bola, driblando Reynoso para dentro e chutando da meia lua, sem chances para Migliore, para fazer Racing 4x3 aos 7 minutos.

O San Lorenzo se desesperou e partiu desordenadamente em busca do empate. Nesse momento, o Racing se organizou e fechou os espaços, esperando o erro do adversário ou o fim do jogo. A primeira opção aconteceu justamente quando a segunda se aproximava. O Racing cercou o campo de defesa e esperou um passe errado de Erviti para Bordagaray, que Quiroz interceptou. Reynoso tentou roubar e fez falta. Quiroz cobrou para Martin Simeone, que olhou para um lado e para o outro, visando gastar o tempo. Foi aí que percebeu que o campo de defesa do San Lorenzo estava aberto e, com um passe para a frente, encontrou Ruben Capria livre. O camisa 10 recebeu, avançou e, da entrada da área, chutou em curva para vencer Migliore e fazer Racing 5x3.

Destaque do jogo: Acosta. Com a equipe jogando mal e sem ter como sair de trás, coube ao camisa 9 voltar e armar o jogo. Organizando o time, Acosta conseguiu dar um passe açucarado para Latorre marcar o primeiro gol e ele próprio empatar a partida.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 16 pontos, 27 gols pró, 16 gols contra
2° Estudiantes - 16 pontos, 24 gols pró, 13 gols contra
3° Boca Juniors - 12 pontos, 19 gols pró, 16 gols contra
4° Velez Sarsfield - 12 pontos, 17 gols pró, 19 gols contra
5° Racing - 9 pontos, 16 gols pró, 18 gols contra
6° Independiente - 9 pontos, 12 gols pró, 16 gols contra
7° Huracán - 6 pontos, 14 gols pró, 20 gols contra
8° San Lorenzo - 3 pontos, 14 gols pró, 25 gols contra

ARTILHARIA

1° David Trezeguet (River Plate) - 9 gols
2° Juan Sebastian Verón (Estudiantes) e Nestor Silvera (Independiente) - 8 gols
3° Daniel Cigogna (Huracán) e Dario Hussain (Velez Sarsfield) - 7 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Com as partidas desta segunda-feira, se encerra o primeiro turno do Clausura 2017. O returno começa neste final de semana.
  • Durante a semana (provavelmente na quarta ou quinta-feira), uma postagem especial será produzida, com a análise do primeiro turno e das equipes.
  • Dois jogadores atingiram milestone na rodada. Ao ampliar a vantagem no primeiro tempo de jogo, Gallardo chegou a 70 gols com a camisa do River. Já a última vez em que empatou a partida contra o Racing rendeu a Stracqualursi chegar a 30 gols com a camisa do San Lorenzo.