domingo, 17 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Sexta Rodada - 17/09/2017

O domingo foi igual ao resto da semana, com muito sol, calor, um tempo seco, nenhuma nuvem no céu. Mas o público lotou o Itaquá Dome, pois a única chuva prometida para o final de semana era a chuva de gols que ia cair dentro do estádio. E os jogadores não decepcionaram os torcedores!

INDEPENDIENTE 2x6 ESTUDIANTES

Após perder os três primeiros jogos, o Independiente engrenou duas vitórias e a última (1x0 Boca) mostrou que o futebol não é bonito, mas eficiente, marca do time de Avellaneda. Mas do outro lado estava o Estudiantes, que quer continuar a ótima carreira. O empate com o River (4x4) mostrou aos jogadores que eles podem sonhar mais alto e manter-se na liderança do campeonato.

O jogo começou com muita marcação de lado a lado e erros de passe. Mas o Estudiantes tinha mais organização e buscava girar o jogo para desmontar a marcação adversária. Com um bom sistema defensivo, o time de La Plata forçava o Independiente a errar, como aconteceu aos 2 minutos, quando Enzo Perez se juntou a Angeleri e Desábato para obrigar Silvera a se desfazer da bola. O camisa 11 acabou perdendo para Desábato, que abriu na direita para Angeleri. O camisa 2 foi avançando pelo corredor e, na chegada da marcação, fez um passe em profundidade para Gastón Fernandez. O camisa 10 recebeu já dentro da área e chutou na saída de Navarro, fazendo Estudiantes 1x0.

O Independiente tentou sair e buscar o empate, mas a marcação do Estudiantes estava cada vez melhor, forçando o erro do time de Avellaneda. Aos 5 minutos, Gracián tentou abrir para Gandin na direita, mas Rodrigo Braña estava bem posicionado para roubar a bola, tocando a Federico Fernandez na esquerda. O camisa 4 abriu para Marco Rojo, que procurou Verón no meio. Avançando sem oposição, o camisa 11 teve tempo de levantar a cabeça e observar a movimentação de seus companheiros, optando por um passe para Boselli na esquerda. O camisa 9 invadiu a área e chutou na saída de Hilário Navarro, para fazer Estudiantes 2x0.

Aos 9 minutos, o Estudiantes enganchou um contra ataque com Enzo Perez, que começava a tomar conta do meio de campo. O camisa 7 avançou pela direita e tocou a Leandro Benítez, correndo para receber de volta. Mas o camisa 8, displicente, errou o passe, que foi interceptado por Tuzzio. O camisa 6 tocou a Mareque na esquerda, que procurou Montenegro no meio. O camisa 5 tocou a Busse na esquerda e o camisa 7 procurou Silvera no ataque. De costas para o gol e marcado, o camisa 11 preferiu rolar atrás, onde Montenegro chegou e chutou de pé esquerdo, vencendo Andujar e fazendo Independiente 1x2.

No intervalo, Bayer tirou Fredes e Gandin para colocar Acevedo e Facundo Parra. Já Cristaldo não perdoou o erro de Benítez e o sacou, junto com Mauro Boselli (cansado), para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez. O Estudiantes passaria a jogar com 3 volantes, sendo que Verón iria atuar mais adiantado.

A mudança foi crucial para a equipe arrancar a goleada. Com 30 segundos, Verón fez o 'toca y me voy' com Sanchez, recebeu de frente pro gol, driblou Navarro e, vendo o goleiro se atirar desesperado, deu uma linda cavadinha, fazendo Estudiantes 3x1.

A equipe de La Plata passou a dominar o jogo completamente. Mathias Sanchez se juntou a Rodrigo Braña na entrada da área e impediu qualquer troca de passes que o Independiente tentasse. A bola roubada era entregue a Verón, para reiniciar o ataque, e encontrava Enzo Perez mais à frente, para armar o jogo com liberdade. Foi assim que a equipe começou a goleada, aos 3 minutos. Gracián tentou avançar pelo meio e adiantou demais a bola. Federico Fernandez estourou a bola em cima do camisa 19 e a bola subiu. Verón deu um leve toque de cabeça para a direita e Enzo Perez avançou sem oposição, chutando da entrada da área para fazer Estudiantes 4x1.

O Independiente passou a errar tudo o que tentava e o Estudiantes começou a dar espetáculo. Aos 5 minutos, Angeleri forçou Silver a se desfazer da bola e Desábato pegou a sobra, sendo derrubado por Silvera no campo de defesa. Ele cobrou a falta rápido para Enzo Perez, que tocou no meio para Verón. O camisa 11 abriu na ponta para Hernan Rodrigo Lopez, que foi ao fundo e cruzou rasteiro. Gastón Fernandez chegou chutando no canto esquerdo de Navarro, deslocando o goleiro e fazendo Estudiantes 5x1.

A torcida do Estudiantes gritava 'olé' e a do Independiente começou a deixar o estádio. Não viram quando Silvera descontou aos 9 minutos, após Mareque roubar a bola de Enzo Perez e rolar na esquerda. O camisa 11 recebeu, driblou Angeleri e Desábato antes de desferir ótimo chute cruzado e vencer Andujar: Independiente 2x5.

Mas a tarde era do Estudiantes, que ampliou na saída de bola, aos 10 minutos. Verón fez o 'toca y me voy' com Mathias Sanchez, recebeu na frente e resolveu tocar a bola para passar o tempo. Recuou a Angeleri, que procurou Gastón Fernandez, que tocou a Enzo Perez. O camisa 7 recuou para Rodrigo Braña, que passou a Marco Rojo na esquerda. O camisa 6 avançou pela esquerda, trouxe para o meio e, diante da chegada da marcação, rolou para Verón na direita. O camisa 11 ajeitou e chutou no ângulo de Navarro, completando uma linda jogada e a goleada: Estudiantes 6x2.

Destaque do jogo: Juan Sebastian Verón. No início, atuou mais recuado e ajudou a fechar a entrada da área. No segundo tempo, mais adiantado, ajudou a levar o time à frente e construir a goleada. Além de ditar o ritmo no meio de campo, marcou 2 gols e deu mais um triunfo ao Estudiantes.

SAN LORENZO 3x4 BOCA JUNIORS

O San Lorenzo tenta consolidar seu esquema 4-3-3. Até joga bem as partidas, mas acaba perdendo os jogos e ficando cada vez mais distante da zona de classificação. O Boca, por sua vez, vem numa fase  boa. O treinador, Sr Rússia, considerou como tropeço a derrota na última rodada (0x1 Independiente) e vê nesta partida uma ótima oportunidade para voltar a vencer.

Pode-se dizer que este foi o jogo mais fraco da rodada. Muito pobre tecnicamente, foi um festival de erros de passe, posicionamento equivocado e poucas chances de gol. Mesmo assim, quatro gols saíram no primeiro tempo, a maioria por conta de erros.

O primeiro gol veio aos 3 minutos, após Romagnoli arrancar pela esquerda e errar o passe para Stracqualursi. Escudero tocou a Ibarra na direita e o camisa 4 passou a Schelloto no meio. O camisa 13 procurou Palermo no comando de ataque, mas o camisa 9 não estava lá. Então, Schelloto avançou pelo meio e, da meia lua, chutou colocado para vencer Migliore: Boca 1x0.

O gol foi bom para o jogo, porque o San Lorenzo teve que se abrir para buscar o empate e o Boca ficou com o contra ataque. Mesmo assim, os erros se sucediam. Aos 5 minutos, Tulla desarmou Palermo e saiu jogando, mas errou na hora de passar para Romagnoli. Schelloto pegou a bola e passou a Palermo de volta. Livre, o camisa 9 invadiu a área e foi derrubado por Migliore. O próprio Palermo cobrou o pênalti no canto esquerdo, mas o goleiro do San Lorenzo espalmou para o lado. Palermo pegou o rebote, se atrapalhou com a bola e Ameli mandou a córner. O próprio Palermo cobrou rasteiro para Ibarra, no bico da área. O camisa 4 ajeitou, trouxe para o meio e chutou de pé esquerdo sem chances para Migliore, fazendo Boca 2x0.

O San Lorenzo descontou na saída de bola. Aos 6 minutos, Romagnoli fez o 'toca y me voy' com Stracqualursi, recebeu na entrada da área, driblou Abbondanzieri e empurrou para o gol vazio, batendo no peito, apontando ao chão e fazendo a taunt da Paloma: San Lorenzo 1x2.

A equipe de Almagro se lançou ao ataque e se abriu para o contra ataque. Mas continuou errando muito, dando ao Boca a chance de ir à frente várias vezes. Mas foi só aos 9 que o time de Buenos Aires conseguiu ampliar. Romagnoli esticou a Erviti na esquerda, mas o camisa 11 adiantou demais e Escudero roubou, sendo derrubado por ele. Escudero cobrou rápido na entrada da área para Serna, que abriu a Basualdo na esquerda. O camisa 11 fez um lançamento primoroso para Palacio na ponta direita e o camisa 19 tocou a Palermo. O passe veio atrás e o camisa 9 ficou de costas para o gol, mas fez um lindo giro e a bola ficou no seu pé direito. Com um toque de categoria, chutou cruzado e rasteiro, deslocando Migliore, que esperava a bola alta no outro canto: Boca 3x1.

No intervalo, Nilson tirou Piatti e Johnathan Ferrari para colocar Tellechea e Buffarini. A ideia era fazer Reynoso e Tellechea formarem uma dupla de volantes fixos e Buffarini ir para a lateral quase como um ponta direita. Já Sr Rússia tirou Cagna e Palacio, colocando Battaglia e Riquelme em seus lugares. Schelloto iria para a ponta direita, enquanto Riquelme armaria o jogo.

O San Lorenzo descontou logo a um minuto, quando Romagnoli recebeu de Tellechea e avançou pela esquerda, chutando no travessão. A bola sobrou a Stracqualursi, que empurrou para o gol vazio, fazendo San Lorenzo 2x3.

O jogo ganhou em emoção e a equipe de Almagro foi ao ataque para buscar o empate, mas o Boca estava mais organizado com a entrada de Riquelme. O camisa 10 ditava o ritmo e ajudava a sua equipe a segurar o resultado, que lhes parecia perfeito. O San Lorenzo ganhou terreno e obrigou Abbondanzieri a fazer algumas defesas para evitar o empate, que parecia questão de tempo. Mas Romagnoli não estava bem e uma trapalhada sua pôs tudo a perder. Aos 8 minutos, ele tentou ir numa bola difícil e fez falta tripla, recebendo o cartão vermelho.

Battaglia repôs a bola para Riquelme no meio e o camisa 10 foi tabelando com Schelloto até a meia lua, de onde mandou um chute de extrema categoria para fazer Boca 4x2.

O San Lorenzo ainda descontou na saída de bola, quando Erviti tocou a Stracqualursi e foi para o lado esquerdo, mas o camisa 9 trouxe a bola pro lado direito, driblando Basualdo e Serna antes de chutar forte e vencer Abbondanzieri: San Lorenzo 3x4.

Destaque do jogo: Mauricio Serna. Criticado por deixar um buraco na frente da área nos dois últimos jogos, o camisa 5 era o ponto fraco que o San Lorenzo queria explorar. Mas, desta vez, não abandonou o posto e impediu que o adversário entrasse pelo meio. Interceptou vários passes e desarmou vários ataques do time de Almagro, saindo de campo debaixo de aplausos.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 13 pontos, 22 gols pró
2° Estudiantes - 13 pontos, 20 gols pró
3° Boca Juniors - 12 pontos, 17 gols pró
4° Velez Sarsfield - 12 pontos, 15 gols pró
5° Huracán - 6 pontos, 13 gols pró
6° Independiente - 6 pontos, 11 gols pró
7° Racing - 6 pontos, 10 gols pró
8° San Lorenzo - 3 pontos

ARTILHARIA

1° Daniel Cigogna (Huracán), Nestor Silvera (Independiente) e David Trezeguet (River Plate) - 7 gols
2° Martin Palermo (Boca Juniors) e Dario Hussain (Velez Sarsfield) - 6 gols
3° Juan Sebastian Verón (Estudiantes) e Pablo Ferrari (River Plate) - 5 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • O primeiro turno se encerra no próximo final de semana e, com isso, o Ato Normativo 4 já pode ser aplicado. Diz o referido Ato que se o campeonato atrasar e não puder ser finalizado, as rodadas seguintes serão canceladas e avança-se direto aos playoffs com a classificação do jeito que estiver.
  • Três jogadores atingiram milestones na rodada. Ao comandar sua equipe à goleada, Verón conseguiu chegar a 40 gols com a camisa do Estudiantes. Já Ibarra, ao finalizar ótima jogada de escanteio, chegou a 10 com a camisa do Boca. Finalizando de forma espetacular o primeiro tempo de jogo contra o San Lorenzo, Palermo chegou a 90 gols com a camisa do Boca e abriu a contagem para o centésimo.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Sexta Rodada - 15/09/2017

Por problemas de agenda, o início da sexta rodada do Clausura teve que ser antecipado para esta sexta-feira com cara de verão. Um dia seco e de calor forte, que trouxe um bom público ao Itaquá Dome para assistir à única chuva do dia: uma chuva de gols.

RACING 2x3 VELEZ SARSFIELD

Uma partida interessante, com dois estilos parecidos e a necessidade de afirmação. Esses eram os ingredientes do jogo de abertura da sexta rodada. O Racing vem de vitória (3x1 Huracán), mas a campanha pobre no primeiro turno (2 vitórias e 3 derrotas) já traz críticas. O Velez, por sua vez, quer se afirmar no grupo de cima e buscar a liderança do campeonato.

Foi um jogo de altíssimo nível técnico. O Racing jogou com organização desde o início e partiu ordenadamente para o ataque. O Velez não ficou atrás e conseguiu partir para o ataque com Insua inspirado.

O Racing abriu o marcador logo a um minuto, em boa jogada de contra ataque. Insua abriu na esquerda para Turco Assad, mas Gamboa o desarmou, tocando a Diego Capria na direita. O camisa 2 tocou a Acosta e foi tabelando com o camisa 9 até o campo de ataque. Com um passe preciso, deixou Acosta livre dentro da área para chutar cruzado e vencer Sosa: Racing 1x0.

O Velez não se acanhou e partiu para o campo de ataque, em busca do empate. Aos 6 minutos, Saja repôs no meio para Ruben Capria, que avançou e tocou na direita para Acosta. Mas o passe foi forte demais, a bola bateu no pé no camisa 9 e correu para dentro da área. Sosa pegou e abriu rápido na esquerda para Sebá Dominguez, que procurou Insua no meio. O camisa 11 avançou no contra ataque e fez um lindo toque nas costas da zaga para Dario Hussain, que recebeu já dentro da área e deslocou Saja, fazendo Velez 1x1.

O empate parecia consolidado no primeiro tempo, mas Turco Assad se atrapalhou com a bola nos acréscimos e permitiu um contra ataque ao Racing. Gamboa esticou para Acosta, que fez o 'dois-um' com Pelletieri e recebeu de volta dentro da área, chutando no alto e sem chances para Sosa, fazendo Racing 2x1.

No intervalo, Paralelo ousou. Além de Enrique (que destoava do resto da defesa), tirou Ruben Capria (que jogava muito mal) e colocou Fariña e Hauche em seus lugares. Hauche iria para o ataque e Latorre faria a armação, enquanto a faixa de capitão ia para Diego Capria. Já Tripa Seca tirou Peruzzi e colocou Cubero em seu lugar, continuando sua punição a Lucas Pratto. Além disso, armou uma jogada na saída de bola.

E as mudanças de Tripa Seca deram um efeito incrível ao time. O Velez precisou de 30 segundos para empatar o jogo. Em jogada ensaiada, Insua fez o 'toca y me voy' com Romero, recebendo na frente. Saja saiu para bloqueá-lo, mas o camisa 11 tocou à direita, onde Cubero apareceu de surpresa. Com o gol aberto, o camisa 13 mandou belo chute e empatou o jogo: Velez 2x2.

Não foi só por essa jogada que o Velez melhorou no intervalo. Mais bem posicionado em campo, o time conseguia neutralizar as jogadas do Racing e sair organizadamente para o ataque. O Racing jogava muito bem também, mas as mudanças não surtiram efeito. Em duas ocasiões, Acosta e Latorre fizeram triangulações perfeitas no campo de ataque, mas o terceiro lado desse triângulo era Hauche, que sempre perdia a bola.

O Velez alcançou a vitória aos 7 minutos. Dario Hussain cobrou lateral para Insua e o camisa 11 trouxe para o pé esquerdo para inverter a Turco Assad na esquerda. Mas o passe foi curto e na direção da meia lua. Dario Hussain percebeu e correu para o ponto futuro, onde recebeu livre. Com um toque de cobertura, tirou a bola de Saja e deu a vitória ao seu time: Velez 3x2.

Destaque do jogo: Dario Hussain. Com 2 gols e movimentação constante, o camisa 10 foi o grande nome da partida. Buscou tabelas, se desmarcou e ajudou a equipe a conquistar uma importante vitória.

RIVER PLATE 6x3 HURACÁN

Em outros tempos, este seria um duro desafio para o River. O Huracán sempre foi uma pedra no sapato da equipe de Nuñez, mas nesse ano a realidade é outra. O River aprendeu a marcar o contra ataque adversário e lhe dá a iniciativa de jogo, justamente onde o Huracán é mais fraco. O problema é que já são duas rodadas sem vencer (2x4 Boca e 4x4 Estudiantes) e Trezeguet, destaque absoluto do ano na FIFUBO, não repetiu as boas atuações do primeiro semestre uma vez sequer aqui. O Huracán só venceu duas partidas, mas justamente contra equipes consideradas favoritas ao título (3x2 Boca e 4x1 Velez). O sentimento é o de que, quando Cigogna joga bem, a equipe ganha.

E este foi um jogo em que Cigogna se destacou. A bola rolou e o camisa 9 se mandou para o ataque, se mexendo e procurando o jogo. Foi agraciado logo aos 2 minutos, ao receber de Centurión e arriscar o chute. A bola saiu quicando e Carrizzo se atrapalhou, espalmando para a frente. Ferrari pegou o rebote e girou para sair jogando, mas Cigogna estava logo atrás dele. O mito roubou a bola do camisa 2 e soltou o scopetazzo, desta vez sem chances para o goleiro rival: Huracán 1x0.

O River se assustou com o gol, mas procurou o empate de forma organizada, tocando de pé em pé. E assim conseguiu, aos 4 minutos. Almeyda recuperou bola que ia para Milano e tocou a Gallardo no meio. O camisa 11 abriu na direita para Ferrari, que viu Trezeguet se deslocando do meio para a direita. O passe foi preciso e o camisa 7 recebeu no bico da área, driblando Walter Ferrero para fora e chutando cruzado, sem chances para Islas: River 1x1.

O Huracán não se acanhou e continuou em cima. Aos 6 minutos, Masantonio e Centurión foram tabelando até a entrada da área. Masantonio ia entrar na área quando foi derrubado por Almeyda. A falta era mais para o lado direito da meia lua, mas Cigogna ajeitou assim mesmo, soltando um scopetazzo e vencendo Carrizzo. A bola tocou no travessão antes de morrer no fundo das redes: Huracán 2x1.

O River empatou na saída de bola, aos 7 minutos. Gallardo fez o 'toca y me voy' com Trezeguet e recebeu de costas pro gol. Ao invés de girar, ajeitou para trás, pois Trezeguet vinha correndo. O camisa 7 recebeu e chutou de primeira, colocado, para vencer Islas novamente e fazer River 2x2.

O Huracán voltou a ficar na frente na saída de bola, aos 8 minutos. Ruben Masantonio  fez o 'toca y me voy' com Centurión, recebeu na entrada da área e viu Carrizzo saindo. Deu um lindo drible para dentro e empurrou para o gol vazio: Huracán 3x2.

O River não conseguiu empatar na saída, mas apertou a marcação para buscar a bola e buscar a igualdade. Foi premiado nos acréscimos, quando Gallardo correu atrás de Masantonio e o impediu de passar a bola para Cigogna. O camisa 11 ficou com a bola e correu pelo meio, passando a Ortega na direita. O camisa 10 trouxe da  ponta para o meio e rolou para Trezeguet, que chutou de primeira fez seu hat trick na jogada mais tradicional da equipe: River 3x3.

No intervalo deste eletrizante jogo, Francescoli gesticulava muito e reclamava do posicionamento defensivo. Tirou Almeyda e Buonanotte para colocar Coudet e Funes Mori. Ferrari seria o capitão mais uma vez. Já Sr Rabina tirou Walter Ferrero e Milano para colocar Erramuspe e Barrales. Ele acusou o camisa 4 de ser o responsável pelo hat trick de Trezeguet, mas o camisa 7 marcou um gol de cada ponta e um pelo meio...

As mudanças de Francescoli deram nova cara à equipe. O time passou a marcar melhor e sair ao ataque de forma bem organizada. Já Sr Rabina matou o time com suas mudanças. A pior de todas foi passar Cigogna para o lado direito, onde não recebeu uma bola sequer e, quando tentou voltar ao lado esquerdo, foi cercado por até cinco jogadores.

Além de tudo, Francescoli armou uma jogada na saída de bola. Gallardo fez o 'toca y me voy', mas Trezeguet passou para o lado direito, oposto aonde o camisa 11 tinha ido, transformando a jogada em 'figura 8'. Ferrari recebeu livre, invadiu a área, viu Islas sair e deu um toque para o lado direito. O camisa 1 esticou a perna e derrubou Ferrari. O próprio camisa 2 cobrou o pênalti no ângulo direito, na parede da rede. Islas se esticou todo, mas não alcançou: River 4x3.

Pela primeira vez à frente do marcador, o time de Nuñez ficou á vontade para explorar o desespero do adversário e jogar no contra ataque. O Huracán tentava, mas o River estava tranquilo e roubava a bola sem esforços. O quinto gol veio aos 3 minutos, em mais uma linda jogada. Barrado interceptou passe de Masantonio e tocou a Coudet na direita. O camisa 8 procurou Gallardo na frente e o camisa 11 fez um passe para o lado direito. Trezeguet correu do meio para a ponta e recebeu a bola. Ao invés de girar em direção ao gol, virou de costas e passou atrás, para Ortega. O camisa 10 saiu da ponta para o meio e, da meia lua, desferiu ótimo chute, concluindo uma jogada que mais parecia um tricô: River 5x3.

O Huracán se desesperou e partiu para o ataque de forma desordenada, errando e se abrindo mais ainda para o show do River. A goleada se completou aos 7 minutos, quando Coudet interceptou passe que ia para Cigogna e tocou a Gallardo. O camisa 11 deu na esquerda para Funes Mori, que deu um toque de primeira para Trezeguet. Com um leve toque, o camisa 7 se livrou da marcação de Villarruel e avançou em velocidade, passando por Barrientos e chutando de pé esquerdo na saída de Islas: River 6x3.

Destaque do jogo: David Trezeguet. Criticado antes do jogo, o camisa 7 foi espetacular. Marcou 4 gols, participou dos outros dois, se movimentou o campo inteiro, buscou tabelas e, na contagem regressiva para o centésimo gol, diminuiu para apenas 5.

NOTAS RÁPIDAS

  • Como dito anteriormente, problemas de agenda anteciparam o início da rodada. Neste sábado não haverá jogo. A rodada se encerra no domingo, com Independiente x Estudiantes e San Lorenzo x Boca.
  • O milestone da rodada vai para Cigogna. Apesar da derrota, o mito marcou duas vezes e chegou a 70 com a camisa do Huracán.

sábado, 9 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Quinta Rodada - 09/09/2017

O sábado manteve a sequência de dias bonitos, com temperatura em elevação e céu azul. O público gostou e foi ao Itaquá Dome, para assistir ao encerramento da maratona futebolística do feriadão, com os dois jogos restantes da quinta rodada do Clausura. As equipes entraram em campo dispostas a dar ao torcedor o devido agradecimento pela preferência.

HURACÁN 1x3 RACING

O time do Huracán faz, até o momento, uma campanha irregular. Em quatro jogos, venceu dois e perdeu dois, mas suas duas vitórias foram heroicas, uma sobre o Boca (3x2) na estreia e a outra sobre o Velez (4x1) na última rodada. E é justamente este último jogo que empolga seus jogadores a continuarem a boa carreira. Contra o Velez, a equipe foi sólida na defesa e precisa nos contra ataques. Já o Racing vem à beira de uma crise. Em quatro jogos, só venceu um, justamente o Clássico de Avellaneda (3x2). De resto, três derrotas e um futebol que não lembra, nem de longe, o que os levou ao vice campeonato no Apertura.

Quando a bola rolou, parecia que o Huracán ia repetir a dose do Velez contra o Racing. A equipe atacava bem, com Masantonio distribuindo o jogo e Minici apoiando pelo lado esquerdo, servindo Cigogna. Foi um verdadeiro bombardeio, que Saja teve dificuldades para conter. Já o Racing era a mesma equipe das últimas rodadas. Jogava mal, errava passes e não conseguia levar a bola adiante. Os passes, sempre para trás ou na chamada 'zona morta', irritavam o torcedor, que vaiava desde os 3 minutos de jogo.

Mesmo assim, a equipe se segurou lá atrás e conseguiu ir para o intervalo em vantagem. Aos 9 minutos, o Racing conseguiu encaixar uma única jogada, após Ruben Capria abrir na esquerda e a zaga afastar para lateral. Latorre cobrou para o mesmo Ruben Capria na ponta e os dois foram tabelando, até que Capria levantou a cabeça, calculou a angulação e chutou cruzado, sem chances para Islas: Racing 1x0.

No intervalo, Sr Rabina tirou Centurión e Milano para colocar Erramuspe e Barrales. Já Paralelo tirou Pelletieri e Acosta (que sentiu uma lesão e será reavaliado durante a semana) para colocar Fariña e Hauche.

O Racing não voltou muito diferente, mas as mudanças deram maior presença ofensiva e, com isso, o time pôde arrancar para a vitória. Os volantes jogaram mais abertos e deram opção na frente. Fariña entrou muito bem e dominou a intermediária defensiva com autoridade, distribuindo o jogo e ajudando a equipe a sair.

Assim, o segundo gol surgiu aos 5 minutos. Diego Capria cobrou lateral para Fariña, que avançou pela intermediária e tocou a Ruben Capria no meio. O camisa 10 tocou a Latorre na esquerda e o camisa 11 deixou mais atrás para Enrique. O camisa 3 saiu da ponta para o meio e chutou cruzado, sem chances para Islas, fazendo Racing 2x0.

O time de Avellaneda se soltou e teve o contra ataque à disposição, pois o Huracán teve que sair pro jogo. Aos 7 minutos, Masantonio abriu na esquerda para Barrales, que chutou no travessão. A bola quicou fora do gol e Saja pegou, lançando a Enrique na esquerda. O camisa 3 tocou a Fariña no meio e o camisa 12 procurou Ruben Capria mais à frente. O capitão da equipe puxou o contra ataque com liberdade e tocou a Latorre na esquerda, que avançou até a entrada da área, fez que ia chutar no alto e esperou Islas abrir o corredor, para mandar rasteiro ali, fazendo Racing 3x0.

Com a vitória, o time de Avellaneda tocou a bola à espera do apito final. Mas o Huracán não ia deixar barato e conseguiu descontar aos 9 minutos. Ruben Masantonio tocou a Cigogna no campo de ataque e, de costas pro gol, o mito percebeu que não conseguiria girar, pois a marcação apertou. Com isso, abriu na esquerda, onde Minici recebeu livre e chutou forte, sem chances para Saja, fazendo Huracán 1x3.

Destaque do jogo: Sebastian Saja. Ruben Capria distribuiu o jogo e abriu o caminho para a vitória. Latorre e Enrique infernizaram pela esquerda e deixaram suas marcas. Fariña entrou bem e mudou a cara da equipe. Mas a vitória jamais viria não fossem as defesas milagrosas de Saja. O camisa 1 afastou as bolas que chegavam, algumas com defesas espetaculares, e saiu de campo consagrado.

VELEZ SARSFIELD 4x2 SAN LORENZO

Outra equipe em crise, o Velez precisa vencer para se recuperar no campeonato. Vindos de uma derrota vergonhosa (1x4 Huracán), os jogadores estão sob pressão. Tripa Seca garantiu que Lucas Pratto não iria a campo neste jogo, já que sua displicência custou caro no último jogo. Já o San Lorenzo quer parar de apenas apresentar jogo bonito e não conseguir resultado. O time vinha a campo com uma modificação. Piatti jogava, no lugar de Buffarini, dando maior liberdade a Romagnoli para jogar no campo de ataque.

A escolha de Nilson se mostrou acertada. O San Lorenzo ocupou o campo de ataque e rondou a área do Velez, que não conseguia sair para o jogo. Errando muitos passes, o time de Buenos Aires foi vaiado por seus torcedores desde o início.

O San Lorenzo abriu o marcador aos 6 minutos, quando Tulla recuperou bola isolada e tocou a Reynoso no meio. O camisa 5 abriu na esquerda para Piatti, que lançou Erviti nas costas da defesa, em buraco deixado por Gago. O camisa 11 avançou e, da meia lua, chutou colocado, vencendo Sosa e fazendo San Lorenzo 1x0.

No intervalo, Tripa Seca manteve sua palavra e, mesmo com os atacantes jogando mal, não colocou Lucas Pratto. Mas Cubero entrou no lugar de Gino Peruzzi. Além disso, deu suas instruções aos berros, exigindo que seus jogadores tivessem uma atitude muito diferente no segundo tempo. Já Nilson ousou. Tirou Johnathan Ferrari e Stracqualursi, colocando Buffarini e Bordagaray em seus lugares. Buffarini entraria na lateral direita e seria quase um ponta, já que o time atacava muito por aquele lado.

Os gritos de Tripa Seca surtiram efeito e a equipe partiu para cima do adversário. Com apenas 50 segundos, Claudio Hussain chutou e Migliore espalmou para lateral. Hussain repôs para Insua na entrada da área e o camisa 11 deu um toque de extrema categoria, por cobertura, mandando bola e goleiro adversário para o fundo das redes: Velez 1x1.

O gol fez bem à equipe, que começou a se espalhar em campo e dominar as ações. Melhor ainda, o treinador mudou o posicionamento de sua equipe, anulando as principais jogadas do adversário. Lucas Romero adiantou-se e impediu os avanços pelo lado direito, anulando tanto Raul 'Pipa' Estevez quanto Buffarini; Gago e Insua impediam que Romagnoli tivesse liberdade pelo meio; Cubero marcava bem e não deixava Erviti avançar pelo outro lado. Com isso, o Velez induzia o San Lorenzo ao erro.

Aos 3 minutos, veio a virada. O San Lorenzo saiu jogando pela direita, com Romagnoli tocando a Bordagaray. O camisa 13 voltou para buscar o jogo e tentou passar para Estevez, mas Romero se adiantou e recuperou a bola, passando rápido a Turco Assad. O camisa 9 trouxe da ponta para o meio e inverteu na direita para Dario Hussain, que invadiu a área e chutou na saída de Migliore, fazendo Velez 2x1.

O San Lorenzo se assustou e ficou sem opções. Mas a equipe tem Romagnoli, que joga sozinho quando necessário. Aos 6 minutos, o camisa 10 avançou pelo meio, se livrou de Insua e ameaçou o chute. No último momento, fez o 'fake' e driblou Gago, invadindo a área. Sosa saiu feito um louco e atropelou Romagnoli. O próprio camisa 10 cobrou no canto direito de Sosa, que se esticou todo, mas não achou. Com isso, Romagnoli bateu no peito, apontou ao chão e fez a taunt da Paloma: San Lorenzo 2x2.

O Velez empatou na saída de bola. Insua tocou a Claudio Hussain, que driblou para o outro lado e avançou. Quando a marcação chegou, o camisa 8 fez um passe para a esquerda e encontrou Insua livre  do lado esquerdo. O camisa 11 ajeitou e mandou belo chute colocado, vencendo Migliore e fazendo Velez 3x2.

O San Lorenzo partiu enlouquecidamente em busca do empate, se abrindo aos contra ataques, e foi assim que o Velez fechou o jogo. Romero interceptou mais um passe que ia para a ponta direita e tocou no ponto futuro para Claudio Hussain. O camisa 8 deixou atrás para Insua, que inverteu na direita para Dario Hussain. O camisa 10 avançou, invadiu a área e chutou cruzado na saída de Migliore, fazendo Velez 4x2.

Destaque do jogo: Claudio Hussain. Insua e Dario Hussain fizeram 2 gols, cada; Romero se adiantou e tomou conta do campo defensivo. Mas Claudio Hussain foi o grande nome do jogo. Quando percebeu que Insua não vinha bem, se lançou ao campo de ataque e se movimentou o jogo inteiro. Distribuiu bolas e fez seus companheiros aparecerem. Participou de 3 dos 4 gols da equipe e saiu nos braços da torcida.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 10 pontos, 16 gols pró
2° Estudiantes - 10 pontos, 14 gols pró
3° Boca Juniors - 9 pontos, 13 gols pró
4° Velez Sarsfield - 9 pontos, 12 gols pró
5° Huracán - 6 pontos, 10 gols pró
6° Racing - 6 pontos, 9 gols pró
7° Independiente - 6 pontos, 8 gols pró
8° San Lorenzo - 3 pontos

ARTILHARIA

1° Nestor Silvera (Independiente) - 6 gols
2° Martin Palermo (Boca Juniors) e Daniel Cigogna (Huracán) - 5 gols
3° Diego Buonanotte (River Plate), Pablo Ferrari (River Plate), Dario Hussain (Velez Sarsfield) e Federico Insua (Velez Sarsfield) - 4 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • A rodada se encerrou neste sábado, pois no domingo não teremos jogos. Com isso, o feriado teve uma maratona futebolística, com duas rodadas jogadas em três dias e parte do tempo perdido recuperado. A sexta rodada será disputada no próximo final de semana.
  • Três jogadores atingiram milestones nesta rodada. O gol de honra contra o Racing foi o de número 10 de Minici com a camisa do Huracán. No mesmo jogo, Enrique chegou a 10 gols e Diego Latorre completou 30 gols com a camisa do Racing.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Quinta Rodada - 08/09/2017

Um lindo dia abriu esta sexta-feira, com céu azul e temperatura em elevação. O feriado enforcado estava perfeito para o público lotar o Itaquá Dome, na abertura da quinta rodada do Clausura. Os dois jogos eram muito interessantes, o que contribuiu bastante para o estádio ficar cheio.

BOCA JUNIORS 0x1 INDEPENDIENTE

Embalados pela vitória no Superclássico (4x2 River), por engrenar a terceira vitória seguida e pela liderança no campeonato, os jogadores do Boca entraram com favoritismo para este jogo. Apesar do clamor popular, Sr Rússia manteve Riquelme no banco. Mas o Independiente também vinha embalado. Após conseguir a primeira vitória no campeonato (2x1 San Lorenzo), o time de Avellaneda quer continuar a boa carreira e seguir adiante. A grande surpresa foi a escalação de Gandin no lugar de Facundo Parra, barrado por deficiência técnica.

O único erro do Boca no Superclássico foi Serna. O capitão da equipe abandonava o posto na entrada da área para se arriscar na armação e foi por ali que o River abriu o marcador. Por este motivo, Serna foi sacado no intervalo da partida. Aqui, o problema voltou a ocorrer. O jogo nem começou e Serna já se apresentava para armar o jogo, abandonando sua posição. Com isso, aos 50 segundos, foi fazer um passe para Ibarra, chutou forte demais e a bola saiu para lateral. Mareque cobrou exatamente onde o camisa 5 devia estar. Gracián se apresentou ali, recebeu a bola, invadiu a área e chutou na saída do goleiro, fazendo Independiente 1x0.

A partir daí, o que se viu foi um Independiente muito aplicado. Marcando bem, forçavam o Boca ao erro e ainda saíam em boas jogadas. Gracián se movia com liberdade pelo campo, armando o jogo. Gandin entrou muito bem e se fartou de desperdiçar boas chances. Silvera também levava perigo. Abbondanzieri acabou como a grande figura do Boca, fazendo defesas milagrosas. O Boca, por sua vez, tentava sair jogando, mas a marcação forte do Independiente levava a equipe de Buenos Aires sempre a situações onde o chute saía torto e para longe.

No intervalo, Sr Rússia tentou mudar as coisas. Tirou Palermo e Serna, colocando Viatri e Battaglia (Schiavi seria o capitão). Já Bayer, contente com a boa forma da equipe, trocou somente Matheu por Acevedo.

O panorama da partida não mudou e, quando ficou claro que o Boca não ameaçaria, o Independiente tocou e garantiu a magra, porém importante, vitória.

Destaque do jogo: Leandro Gracián. Além de ter marcado o gol da vitória, foi peça fundamental para sua equipe. Movimentou-se o campo todo, buscou o jogo, distribuiu e apareceu na frente para concluir. Começa a entrar em forma e os resultados vão aparecendo.

ESTUDIANTES 4x4 RIVER PLATE

Sensação do Clausura, o Estudiantes vem embalado. Ao vencer o Racing na última rodada (2x1), provaram que não vieram só fazer figuração. Mas a equipe tem pela frente aquele que é, talvez, o seu pior adversário. O River vem desanimado pela derrota no Superclássico, mas quer se recuperar. Ainda mais que o Boca perdeu, a chance de assumir a liderança é o combustível que os jogadores precisam para vencer.

Pode-se dizer, tranquilamente, que foi o melhor jogo deste Clausura. As duas equipes jogaram para a frente, com técnica e qualidade. O Estudiantes começou melhor e acertou a trave com Enzo Perez, logo aos dois minutos. A bola saiu para lateral e Ferrari cobrou para Almeyda, que passou no meio para Gallardo. O camisa 11 inverteu rápido e encontrou Buonanotte na esquerda. O camisa 30 avançou sem oposição e chutou bem da entrada da área para vencer Andujar: River 1x0.

O Estudiantes não se encolheu e foi em busca do empate. Leandro Benítez acertou a trave aos 3, mesma situação de Trezeguet, aos 4. Aos 5, Ortega esticou novamente a Trezeguet, mas Andujar saiu e abafou a bola, que sobrou para Federico Fernandez. O camisa 4 mandou para a frente e o time de La Plata fez uma linda jogada coletiva. A bola foi de pé em pé, com Rodrigo Braña procurando Verón no meio. O camisa 11 abriu na direita para Angeleri, que deu a quebra de asa e passou pelo meio, encontrando Leandro Benítez na esquerda. O camisa 8 tocou a Enzo Perez, que se livrou da marcação de Gallardo e Almeyda, chutando bonito da entrada da área e empatando: Estudiantes 1x1.

O jogo ganhou emoção e as duas equipes se abriam para buscar a virada. Melhor para o River, que encontrou o campo aberto aos 9 minutos. Ferrari roubou a bola de Boselli e tocou a Gallardo, que passou no meio para Trezeguet. O camisa 7 fez o papel de pivô e tocou a Ortega, que passou por trás dele, invadiu a área e chutou no ângulo de Andujar, fazendo River 2x1.

O Estudiantes empatou na saída de bola. Verón fez o 'toca y me voy' com Enzo Perez, recebendo na entrada da área e dividindo com Carrizzo. A bola sobrou nos pés de Enzo Perez, que só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio: Estudiantes 2x2.

No intervalo, Cristaldo tirou Rodrigo Braña e Mauro Boselli, colocando Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez em seus lugares. Já Francescoli sacou Barrado e Gallardo, colocando Coudet e Funes Mori. O camisa 9 iria para a ponta direita e Ortega faria a armação.

Se o jogo foi bom no primeiro tempo, o segundo tempo seria melhor ainda. As duas equipes jogaram para a frente e a partida ficou eletrizante. O Estudiantes conseguiu virar o jogo aos 3 minutos, quando Angeleri desarmou Buonanotte e reiniciou o jogo com Verón. O camisa 11 abriu na direita para Enzo Perez, que fez o passe em profundidade para Gastón Fernandez. Nas costas de Almeyda, o camisa 10 saiu da ponta para o meio, invadiu a área, driblou Carrizzo e tocou para o gol vazio, fazendo Estudiantes 3x2.

O River se assustou com a virada e começou a jogar de forma atabalhoada. O Estudiantes se aproveitava nos contra ataques. Aos poucos, o time de Buenos Aires foi se acalmando e colocando a bola no chão. E foi assim que conseguiram o empate. Aos 6 minutos, Ferrari recebeu na direita e avançou, tocando a Ortega no meio. O camisa 10 viu Funes Mori na ponta direita e lhe passou a bola. O camisa 9 recebeu, se livrou de Marco Rojo e chutou cruzado, da entrada da área, para fazer River 3x3.

O jogo ficou emocionante de vez e as duas equipes se lançaram em busca da vitória. Um festival de chutes de lado a lado obrigou os dois goleiros a operarem milagres. Quando o empate parecia certo, a sorte começou a sorrir para as bandas de La Plata. Aos 9 minutos, Marco Rojo recebeu de Verón na esquerda e se lançou ao ataque. Ele passou para Leandro Benítez, recebeu de volta e passou a Hernan Rodrigo Lopez. O camisa 13 devolveu mal, mas Almeyda não conseguiu cortar. Rojo ficou com a bola na entrada da área e, com belo chute, venceu Carrizzo, fazendo Estudiantes 4x3.

O River saiu desesperado em busca do empate. Trezeguet fez o 'toca y me voy' com Coudet, mas Verón isolou para longe. O jogo já estava nos acréscimos quando Placente pegou o rebote e tocou a Ferrari. Trezeguet voltou ao meio de campo para buscar o jogo, girou bem em cima de Leandro Benítez e, da intermediária, arriscou. A bola ganhou velocidade e entrou no ângulo de Andujar, dando números finais a um jogo espetacular: River 4x4.

Destaque do jogo: Enzo Perez. O camisa 7 esteve numa forma genial, anotando dois gols e participando dos outros. Se movimentou pelo campo de ataque, buscando tabelas e organizando o jogo. Aparecia nas pontas e no meio, conseguindo extrair o máximo de seus companheiros.

NOTAS RÁPIDAS

  • Em sessão após a rodada, o TJB decidiu absolver o árbitro Wilson Neca da reclamação do Boca Juniors, de um suposto pênalti não marcado contra o Independiente.
  • O milestone da rodada vai para Ariel Ortega. Ao completar a linda tabela com Trezeguet, ele chegou a 50 gols com a camisa 10 do River.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Quarta Rodada - 07/09/2017

Feriado de 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, dia de ir ao Itaquá Dome, assistir rodada cheia do Clausura. Todos os 4 jogos da rodada foram disputados no mesmo dia e, em cada um deles, foi dado um grito diferente de independência.

VELEZ SARSFIELD 1x4 HURACÁN

Após vencer o surpreendente Estudiantes na rodada anterior (3x2), o Velez quer continuar a boa carreira e entrar de vez na zona de classificação. Já o Huracán quer apenas afastar a sequência ruim, que culminou com uma derrota (2x4) para o San Lorenzo na rodada passada.

O Velez até começou bem, ocupando o campo de ataque e com Insua se movimentando, dando a impressão de que venceria a qualquer momento. Mas o Huracán é um time que joga fechado e busca o momento certo para encaixar o contra ataque. Quando isso dá certo...

E deu certo, logo aos 2 minutos. Insua tentou passe para Turco Assad, mas Villarruel afastou para o campo de defesa do Velez. Emiliano Papa gritou que a bola era dele, mas demorou muito a chegar. Quem correu e pegou foi Centurión. O camisa 8 se lançou ao ataque, tabelando com Cigogna. O último toque foi na entrada da área e o mito preparou o scopetazzo, mas surpreendeu Sosa com um chute colocado e, quando o goleiro percebeu, já era tarde: Huracán 1x0.

O Velez tentou se reorganizar e buscar o empate, chegando bem ao ataque, mas concluindo mal, longe do gol. Com isso, aos 4 minutos, Islas cobrou o tiro de meta no meio para Ruben Masantonio e o camisa 10 foi levando a bola para a esquerda. Com um passe no corredor, encontrou Cigogna, que deu um drible desmoralizante em Sabia e chutou cruzado, sem chances para o goleiro: Huracán 2x0.

Desse jeito, a coisa estava feia para o Velez, mas a equipe conseguiu encaixar uma boa jogada aos 8 minutos. Insua recebeu de Claudio Hussain no meio e lançou Dario Hussain na ponta direita. O camisa 10 foi ao fundo e cruzou para Turco Assad cabecear sem chances para Islas, fazendo Velez 1x2.

Ainda teve tempo do Huracán ampliar e isso aconteceu nos acréscimos. Após boa trama no campo de ataque, Gago mandou a lateral. Danelon cobrou rápido e Ruben Masantonio recebeu na direita, adiantou a chutou cruzado, sem chances para Sosa, fazendo Huracán 3x1.

No intervalo, Tripa Seca tirou Emiliano Papa e Dario Hussain, para pôr Cubero e Lucas Pratto. Já Sr Rabina tirou Villarruel e Milano, colocando Erramuspe e Barrales em seus lugares. Barrales ia jogar do lado direito, pois Cigogna destruía do outro lado.

O Velez não acertou mais nada no segundo tempo. A equipe errava os passes mais simples e irritava o torcedor. Já o Huracán, cansado, apenas esperava o tempo passar. Mesmo assim, os jogadores do Velez queriam irritar mais o torcedor e conseguiram aos 6 minutos. Claudio Hussain pegou a bola e viu que os jogadores não se mexiam para receber e, pior, ainda se posicionavam mal, bloqueando os caminhos para o campo de ataque. Ele reclamou com Lucas Pratto, que se virou de costas e andou, fechando o único espaço livre. O passe de Hussain bateu nas costas do camisa 12 e saiu em lateral. Minici cobrou para Cigogna, que puxou o contra ataque e, da entrada da área, mandou o scopetazzo, fazendo Huracán 4x1.

Neste feriado, o Huracán mostrou-se independente e conseguiu derrotar um dos favoritos ao título.

Destaque do jogo: Daniel Cigogna. Com movimentação constante e chutes precisos, o mito foi o grande nome da partida. Anotou um hat trick e levou sua equipe a uma incrível goleada.

RACING 1x2 ESTUDIANTES

Favorito ao título, o Racing ainda não decolou. Tá certo que pegou as 3 equipes argoladas, mas só venceu uma e perdeu as outras duas. Pior, na última rodada, tomou um sonoro 4x1 do Boca, mesmo jogando bem. Já o Estudiantes quer mostrar que suas duas vitórias iniciais não foram fogo de palha e que a derrota para o Velez (2x3) já foi superada. Os jogadores treinaram forte a parte física nesta meia semana.

Foi um jogo muito bom, de técnica apurada e marcação forte. Os dois times marcavam bem no meio de campo e impediam o adversário de atacar. Com isso, tinham que buscar alternativas e conseguiam, com seus coadjuvantes participando das jogadas de frente. Mesmo com toda essa técnica, o primeiro tempo teve só um gol.

E foi aos 8 minutos, em linda jogada coletiva. Acosta chutou e Andujar fez uma bonita defesa, reiniciando o jogo para Leandro Desábato. O camisa 3 inverteu o jogo e encontrou Verón. O camisa 11 passou a Leandro Benítez, que deu um leve toque para Mauro Boselli. O camisa 9 só encostou na bola para deixá-la mais atrás e Verón veio de surpresa, dando um toque de chapa, de muita categoria, para vencer Saja: Estudiantes 1x0.

No intervalo, Paralelo tirou Pelletieri e Latorre, colocando Fariña e Hauche em seus lugares. Já Cristaldo tirou apenas Marco Rojo e colocou Mathias Sanchez, para melhorar a marcação a Acosta.

A mudança de Paralelo foi importante, pois Gastón Fernandez era um perigo constante pelo lado direito, mas Hauche o anulou. Já a entrada de Fariña parecia ser uma forma de marcar Boselli, mas o camisa 12 entrou mesmo como arma secreta.

Aos 3 minutos, o Racing se mandou para o ataque pelo lado direito com Fariña, Ruben Capria e Acosta, montando uma blitz que o Estudiantes tinha dificuldades para afastar. Após Acosta chutar e a bola bater na zaga, o próprio camisa 9 pegou o rebote pela direita. A marcação veio em cima dele e de Ruben Capria, mas o passe foi para Fariña, que entrou como elemento surpresa pelo bico da área e chutou na saída de Andujar, fazendo Racing 1x1.

O jogo ganhou em emoção e as duas equipes se fartaram de perder gols. Mas, quando parecia que o jogo terminaria empatado, eis que Andujar faz um milagre em chute de Acosta e a bola sobra para Verón. O camisa 11 despachou para o meio e encontrou Leandro Benítez, que avançou e tocou para o lado esquerdo. Boselli recebeu, invadiu a área e chutou forte, sem chances para Saja, fazendo Estudiantes 2x1.

Para quem pensava que o Estudiantes só venceria San Lorenzo e Huracán, o grito de independência foi forte. A equipe de La Plata vence a terceira e traça novos planos no campeonato.

Destaque do jogo: Mariano Andujar. A equipe venceu pelos pés de Verón e Boselli, mas foram as mãos milagrosas do camisa 21 que garantiram o triunfo. Andujar foi simplesmente fantástico hoje.

RIVER PLATE 2x4 BOCA JUNIORS

Líder do campeonato, com 3 vitórias em 3 jogos. Campeão de todos os campeonatos disputados pelos argentinos em 2017. Apenas duas derrotas no ano, sendo a última em 14 de abril. O River voa em céu de brigadeiro rumo a mais um título. Mas do outro lado, há uma equipe em ascensão. O Boca perdeu a primeira partida do campeonato (2x3 Huracán) e, desde então, vem crescendo. A vitória sobre o Racing (4x1) mostra que o time xeneize não vem para figurar no campeonato, vem para ser protagonista.

Superclássico é um jogo à parte. O público lotou o Itaquá Dome e vibrou com este duelo. No início, muita marcação e as duas equipes tentando encontrar soluções ofensivas. No que um errava, o outro acertava e foi assim que o placar foi aberto.

Aos 2 minutos, Palermo recebeu de Schelloto na entrada da área e chutou forte. A bola tocou no travessão e quicou fora do gol. Carrizzo pegou a bola e abriu na direita para Ferrari. O camisa 2 avançou pelo corredor e tocou em diagonal para Ortega. O camisa 10 saiu da ponta para o meio e se aproveitou do buraco deixado por Serna. Ortega invadiu a área e tocou na saída de Abbondanzieri para fazer o lado vermelho e branco da arquibancada explodir: River 1x0.

O Boca continuou jogando e buscando o gol de empate. De tanto tentar, foi premiado. Aos 6 minutos, Schelloto fez jogada pelo lado esquerdo, trouxe para o pé direito e cruzou para a área. Palermo fez a jogada conhecida como 'elevador de rugbi' e puxou a marcação. Cagna ficou livre da marca do pênalti e cabeceou sem chances para Carrizzo, fazendo o lado azul e amarelo da arquibancada explodir: Boca 1x1.

O empate parecia um resultado justo, mas já foi dito anteriormente que o erro de um é o acerto do outro. Aos 10 minutos, Gallardo recuou para Almeyda sair jogando, mas o camisa 5 adiantou demais e se atrapalhou. Arruabarrena correu e deu um toquinho com o pé esquerdo, para tirar de Almeyda. Com isso, a bola sobrou para Palermo na meia lua e o camisa 9 não pensou duas vezes, mandando no ângulo de Carrizzo e fazendo Boca 2x1.

No intervalo, Francescoli não perdoou o erro de Almeyda e o tirou, junto com Buonanotte, para colocar Coudet e Funes Mori (Ferrari passaria a ser o capitão). Já Sr Rússia tirou Serna (que deixava um buraco na entrada da área) e Palacio, para colocar Battaglia e Riquelme (Palermo passaria a ser o capitão). Depois de dois jogos, o camisa 10 voltaria a campo e Schelloto iria para a ponta direita.

O jogo continuou bom no segundo tempo, mas o River precisou se expor aos contra ataques. E foi assim que o Boca chegou à vitória. Aos 4 minutos, Riquelme recebeu no meio e avançou, atraindo a marcação de Barrado. Com isso, o camisa 10 abriu na ponta e Schelloto recebeu, indo ao fundo e cruzando. Palermo escorou de pé esquerdo e ampliou a vantagem xeneize: Boca 3x1.

O River descontou na saída de bola. Aos 5 minutos, Gallardo fez a 'figura 8', tocando para Coudet e indo para o lado esquerdo. O camisa 8 tocou na direita para Ferrari e o camisa 2 recebeu livre, sem oposição. Da entrada da área, acertou lindo chute e fez River 2x3.

O jogo ganhou emoção e o River partiu com tudo em busca do empate. Mas o Boca foi se segurando com bravura e tocava a bola para passar o tempo. Nos acréscimos, Ibarra afastou, Cagna dominou e abriu na direita para Schelloto. O camisa 13 não quis avançar e recuou o jogo para Riquelme. Aí, o camisa 10 começou a mostrar que pode ser útil ao time. Cadenciou o jogo, tabelando com Arruabarrena e Basualdo. Quando percebeu, tinha desmontado a defesa do River inteira e, com um toque genial, encontrou Palermo livre, da meia lua. De novo, o camisa 9 não perdoou e mandou forte, sem chances para Carrizzo, fazendo Boca 4x2.

Foram 11 jogos oficiais em 4 anos até o grito de independência do Boca ser dado. Desde aquele 4x3 em 27/07/2013, o Boca não vencia um Superclássico e conseguiu isso com autoridade desta vez.

Destaque do jogo: Martin Palermo. A transformação desse time do Boca se deve, em muito, ao seu camisa 9. Com um hat trick, ele acabou com uma invencibilidade do River de quase 6 meses e levou seu time a vencer o maior rival após 4 anos. Foi uma tarde de gala.

SAN LORENZO 1x2 INDEPENDIENTE

O último jogo ia colocar frente a frente as duas piores equipes do campeonato. O San Lorenzo conseguiu sua única vitória até aqui na última rodada (4x2 Huracán) e precisava afastar a ideia de que o melhor esquema tático é justamente aquele que não vem sendo utilizado. Já o Independiente, criticado por ter quase 50% de aproveitamento no Apertura (8 vitórias e 6 derrotas), quer justamente isso aqui no Clausura. Após ter perdido os 3 primeiros jogos, o time precisa vencer. Silvera conversou com a comissão técnica e pediu treinos mais fortes para a defesa, pois ele garante o ataque.

O jogo foi o pior da rodada. As duas equipes estavam mal fisicamente e erravam muitos passes. O San Lorenzo continua dependendo de Romagnoli e, hoje, o camisa 10 esteve mal. Já o Independiente até tinha boa chegada na frente, com Gracián e Silvera, mas Fredes estava mal lá atrás e era por ali que o San Lorenzo criava.

E foi assim que o time de Almagro chegou ao gol, aos 5 minutos. Erviti roubou a bola de um displicente Fredes e tocou a Buffarini. O camisa 8 abriu na direita para Raul 'Pipa' Estevez, que procurou Romagnoli no meio. O camisa 10 recebeu de costas e recuou para Erviti que, sem a marcação de Fredes, chegou chutando de primeira e fazendo San Lorenzo 1x0.

O erro do camisa 8 foi grave, mas o Independiente tem Silvera para consertar os problemas. Aos 10 minutos, Gracián recuou a Busse, que se lançou ao ataque para tocar para Silvera, mas se atrapalhou e tocou curta demais. O camisa 11 correu, disputou com Buffarini e ficou com a bola. Após se livrar do camisa 8, Silvera invadiu a área, passou por Tulla e chutou na saída de Migliore, para fazer Independiente 1x1.

No intervalo, Nilson tirou Johnathan Ferrari e Buffarini, colocando Tellechea e Piatti em seus lugares. Com isso, Reynoso faria a volância pelo lado direito e ajudaria Tellechea na marcação a Silvera. Já Bayer sacou Fredes e Parra, colocando Acevedo e Gandin em seus lugares.

As mudanças de Bayer fizeram efeito. Com Acevedo marcando, Erviti e Romagnoli já não conseguiam jogar pelo lado esquerdo e ainda tinham Gandin em velocidade nas costas, criando perigo.

Assim, o Independiente chegou à virada aos 2 minutos, após Acevedo interceptar passe para Erviti e tocar a Montenegro no meio. O camisa 5 tocou mais à frente para Mareque, que lançou Silvera. O camisa 11 recebeu de costas para a zaga e, com um giro, se livrou de Tellechea e Tulla, chutando cruzado de pé direito para vencer Migliore e fazer Independiente 2x1.

Depois de 3 derrotas, Silvera finalmente conseguiu dar o grito de "independiência" e levar sua equipe à vitória.

Destaque do jogo: Nestor Silvera. Durante a semana, ele pediu foco no posicionamento defensivo, prometendo garantir lá na frente. Durante o jogo, cumpriu a sua parte. Se movimentou pelo campo de ataque inteiro, voltou para armar o jogo, buscou tabelas e fez dois gols, para dar o triunfo ao time de Avellaneda.

CLASSIFICAÇÃO

1° Boca Juniors - 9 pontos, 13 gols pró
2° River Plate - 9 pontos, 12 gols pró
3° Estudiantes - 9 pontos, 10 gols pró
4° Huracán - 6 pontos, 9 gols pró
5° Velez Sarsfield - 6 pontos, 8 gols pró
6° Independiente - 3 pontos, 7 gols pró
7° Racing - 3 pontos, 6 gols pró, 11 gols contra
8° San Lorenzo - 3 pontos, 6 gols pró, 12 gols contra

ARTILHARIA

1° Nestor Silvera (Independiente) - 6 gols
2° Martin Palermo (Boca Juniors) e Daniel Cigogna (Huracán) - 5 gols
3° Pablo Ferrari (River Plate) - 4 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Com o feriado, a quarta rodada inteira foi encerrada. A quinta rodada será disputada na sexta e no sábado.
  • Dois jogadores atingiram milestones na rodada. Ao dar a vitória ao seu time contra o Racing, Boselli chegou a 20 gols com a camisa do Estudiantes. Já Silvera não comemorou só a primeira vitória de seu time no campeonato. O primeiro gol foi o de número 80 dele com a camisa do Independiente.

domingo, 3 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Terceira Rodada - 03/09/2017

Um lindo domingo de sol e temperatura em elevação para o encerramento da terceira rodada do Clausura. O público percebeu o bom tempo e lotou o Itaquá Dome, sendo brindado com uma chuva de gols. Vamos aos jogos!

ESTUDIANTES 2x3 VELEZ SARSFIELD

O jogo mais interessante do domingo oporia estilos e situações no campeonato. O Estudiantes venceu seus dois primeiros jogos e queria continuar a boa carreira, para não deixar o River se isolar na liderança. Já o Velez, vindo de derrota (2x3 Boca), precisava voltar ao bom futebol para reencontrar o caminho das vitórias.

O primeiro tempo foi muito bom e movimentado. O Estudiantes mostrava a organização que lhes trouxe a surpreendente campanha e o Velez, mesmo sem mostrar a costumeira organização, partia para o ataque com boas chances de abrir o marcador.

O primeiro gol veio aos 3 minutos, na jogada mais estranha do campeonato até aqui. Verón tocou a Enzo Perez no meio e o camisa 7 abriu na direita para Gastón Fernandez. O camisa 10 se atrapalhou com a bola, ficou indeciso entre passar a Boselli no meio ou continuar sozinho pela ponta e, quando decidiu pelo passe, o camisa 9 estava impedido. Assim, Gastón resolveu continuar jogando, mas se atrapalhou novamente. Emiliano Papa percebeu isso e correu para isolar a bola. Chutou em cima de Gastón Fernandez, a bola subiu, ganhou efeito e morreu dentro das redes do Velez: Estudiantes 1x0.

O erro de Papa fez os jogadores do Velez ficarem nervosos. Insua se omitia e preferia delegar a função de armação a outros jogadores, incapazes de levar a equipe adiante. Mas, aos 6 minutos, os irmãos Hussain resolveram assumir a obrigação e levaram o time ao empate. Sosa cobrou o tiro de meta para Insua no meio e o camisa 11, mais uma vez, abriu na direita para Peruzzi. Claudio Hussain pediu a bola, avançou pela intermediária e tocou a seu irmão, Dario. O camisa 10 recebeu, tentou o drible e Marco Rojo o desarmou, saindo com a bola pela lateral. Claudio Hussain repôs rápido e Dario recebeu nas costas do lateral adversário, avançando pela ponta e chutando cruzado do bico da área, para vencer Andujar e fazer Velez 1x1.

No intervalo, Cristaldo tirou Marco Rojo e Gastón Fernandez (este, completamente nulo) para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez. Já Tripa Seca não perdoou os erros de Insua e o tirou, junto com Turco Assad (que não tocou na bola), colocando Cubero e Lucas Pratto. Cubero iria para a cabeça de área e Gago passaria à armação.

Apesar do segundo tempo ter as equipes mais bagunçadas do que no primeiro, a mudança de Tripa Seca fez a diferença e Gago conseguiu armar o jogo com mais maestria que Insua. O Velez ganhou volume de jogo e conseguiu a virada aos 4 minutos. Cubero interceptou passe que ia para Boselli e tocou no meio para Gago. O camisa 5 abriu na direita para Gino Peruzzi, que passou no corredor para Claudio Hussain. O camisa 8 avançou pela ponta, evitou a marcação de Sanchez e, do bico da área, chutou cruzado, como seu irmão havia feito no primeiro tempo: Velez 2x1.

Com a desvantagem no placar, o Estudiantes teve que se lançar ao ataque e até conseguiu chegar com volume, mas Enzo Perez e Leandro Benítez cansaram e não puderam ajudar muito na armação. O Velez, por sua vez, se beneficiou disso para buscar o contra ataque. Aos 8 minutos, Hernan Rodrigo Lopez foi ao fundo e cruzou, mas Cubero afastou. A bola caiu aos pés de Gago, que abriu na direita para Claudio Hussain. O camisa 8 avançou pela ponta direita e, diante da marcação de Federico Fernandez, tocou no meio para Dario Hussain, que recebeu de frente para o gol e tocou na saída de Andujar, fazendo Velez 3x1.

O Estudiantes descontou na saída de bola. Aos 9, Verón fez o 'toca y me voy' com Enzo Perez, viu o goleiro fechar o ângulo e levou a bola mais para o fundo do campo. Sosa voltou rápido e se atirou para evitar o chute, mas Verón mandou a bola alta e no ângulo oposto, no gol mais bonito do jogo: Estudiantes 2x3.

Destaque do jogo: Dario Hussain. Ao lado de seu irmão, o camisa 10 levou um time apático à frente. Se movimentou no campo de ataque, buscou tabelas e conseguiu marcar duas vezes, trazendo a vitória ao Velez.

HURACÁN 2x4 SAN LORENZO

O último jogo da rodada colocaria frente a frente as duas equipes consideradas as mais fracas do campeonato. Embora o Independiente tenha perdido suas 3 partidas, o consenso é o de que, em breve, a equipe vencerá. Como o Estudiantes está bem no campeonato, a aposta é que Huracán e San Lorenzo brigarão nas duas últimas posições do campeonato. O Huracán já conseguiu uma vitória (3x2 Boca, na estreia) e quer voltar a vencer, para pular para a parte de cima da tabela. O San Lorenzo perdeu suas duas primeiras partidas e tomou 4 gols em cada uma delas (1x4 Estudiantes e 0x4 River). Por pegar uma equipe que joga no campo de defesa, o treinador Nilson apostou numa formação ultra ofensiva, com Buffarini e Piatti como volantes encostando em Romagnoli. Com isso, a equipe ataca com 6 jogadores.

Tecnicamente, foi um jogo ruim, mas sobrou emoção. O San Lorenzo buscou ocupar o campo de ataque desde o início e se abriu aos contra ataques. Assim, logo a um minuto, Barrientos interceptou bola que ia para Stracqualursi e tocou a Ruben Masantonio. O camisa 10 percebeu que Piatti se adiantou para roubar a bola e estourou-a no camisa 12, ganhando o córner. Villarruel cobrou o escanteio no primeiro pau e Masantonio desviou de cabeça, fora do alcance de Migliore, fazendo Huracán 1x0.

O San Lorenzo empatou na saída de bola. Romagnoli fez o 'toca y me voy' com Stracqualursi e começou a jogar pela ponta, para tentar tirar do goleiro. Ruben Masantonio o acompanhou e os dois camisas 10 travaram um bom duelo. Romagnoli levou a melhor no pé de ferro, driblou Masantonio e continuou avançando pela ponta, antes de chutar cruzado e vencer Islas. Aos 2 minutos, Romagnoli batia no peito, apontava ao chão e fazia a taunt da Paloma pela primeira vez no campeonato: San Lorenzo 1x1.

O jogo ficou bom e ambas as equipes se fartaram de desperdiçar oportunidades. O San Lorenzo tinha dificuldades para atacar pelas pontas. Romagnoli abria o jogo, mas Raul 'Pipa' Estevez não conseguia acertar os passes e, com isso, passou a ser vaiado pela torcida. Mas, aos 6 minutos, tudo mudaria. Romagnoli abriu para o camisa 7 na direita e os torcedores começaram a protestar. Estevez inverteu o jogo para a esquerda e correu para o meio, fugindo da marcação. Stracqualursi recebeu e devolveu na medida para Estevez, que recebeu de frente e chutou na saída de Islas, fazendo San Lorenzo 2x1.

O Huracán não se acanhou com a derrota e partiu em busca do empate. De tanto tentarem, acabaram sendo premiados aos 10 minutos. Barrientos rebateu bola da área e, no rebote, Masantonio abriu na direita para Danelon. O camisa 2 tocou no corredor para Milano e o camisa 7 avançou, nas costas de Luciatti. Trazendo a bola para o meio, Milano ganhou ângulo e, com um chute rasteiro e cruzado, venceu Migliore, fazendo Huracán 2x2.

No intervalo, Sr Rabina radicalizou. Além de Centurión, tirou Cigogna, que não tocou na bola. Em seus lugares, entraram Erramuspe e Barrales. Já Nilson desfez o 4-3-3, pois Erviti não fez nada em campo. Além do camisa 11, saiu Stracqualursi, que até participava do jogo, mas não fazia a sua função de concluir. Em seus lugares, entraram Reynoso e Bordagaray.

É até difícil dizer isso, mas o 4-4-2 losango funcionou muito melhor que o 4-3-3. A imprensa e os torcedores foram unânimes em pressionar Nilson a adotar a formação com 3 atacantes, mas ao desfazer esse esquema, ele ganhou o jogo. No 4-3-3, Romagnoli é um mero passador de bola e precisa voltar para recompor o meio de campo. No 4-4-2, é protagonista. Se mexe no campo todo, busca tabelas e conclui. Ao entrar em campo, Reynoso impediu os contra ataques do rival e, com isso, Buffarini e Piatti puderam ajudar pelos lados do campo. Ajudou o fato de que o Huracán recuou o time, mas sem uma melhor distribuição em campo, o San Lorenzo jamais chegaria à vitória.

Bem organizado, o time encontrou o seu terceiro gol aos 4 minutos. Após uma blitz, onde Bordagaray, Piatti e Luciatti tentaram e Islas salvou, a bola sobrou na direita para Raul 'Pipa' Estevez. Desta vez, o camisa 7 foi aplaudido ao tocar na bola e, incentivado, se livrou de Erramuspe com um lindo drible, antes de rolar para Romagnoli no meio. O camisa 10 recebeu na meia lua e se aproveitou do fato de ter muita gente na frente de Islas, para chutar rasteiro no canto direito e fazer San Lorenzo 3x2. Novamente, baita no peito, apontava ao chão e fazia a taunt da Paloma...

Com a equipe de Almagro na frente, o Huracán precisou se lançar ao ataque, mas Ruben Masantonio não tinha com quem tabelar. O San Lorenzo anulou completamente as ações do adversário e se lançou no contra ataque. Aos 8 minutos, Masantonio não teve a quem passar e rifou a bola. Reynoso pegou e abriu na esquerda para Piatti. O camisa 12 tocou a Romagnoli no meio e o camisa 10, com liberdade, avançou. Levantando a cabeça, viu Bordagaray livre na esquerda e lhe passou a bola. O camisa 13 recebeu já dentro da área e chutou de primeira na saída de Islas, para dar números finais ao confronto: San Lorenzo 4x2.

Destaque do jogo: Leandro Romagnoli. Com liberdade, o camisa 10 pôde mostrar seu futebol. Armou o jogo, se apresentou como alternativa e marcou duas vezes, homenageando sua amada pela primeira vez no campeonato. Menção honrosa a Raul 'Pipa' Estevez, que transformou as vaias em aplausos, mas não fosse a liderança de seu camisa 10, o San Lorenzo não teria vencido.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 9 pontos
2° Boca Juniors - 6 pontos, 9 gols
3° Estudiantes - 6 pontos, 8 gols
4° Velez Sarsfield - 6 pontos, 7 gols
5° Huracán - 3 pontos, 5 gols pró, 8 gols contra
6° Racing - 3 pontos, 5 gols pró, 9 gols contra
7° San Lorenzo - 3 pontos, 5 gols pró, 10 gols contra
8° Independiente - 0 ponto

ARTILHARIA

1° Nestor Silvera (Independiente) - 4 gols
2° Diego Buonanotte (River Plate) e Pablo Ferrari (River Plate) - 3 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • O feriadão promete. A previsão é que o dia 7 de setembro traga uma rodada cheia, com destaque para o terceiro jogo, o Superclássico River x Boca, envolvendo os dois primeiros colocados. Na sexta e no sábado, rodada normal, metade em cada dia. No domingo, não haverá jogo.
  • O milestone da rodada vai para os irmãos Hussain. Cada um chegou a 20 gols com a camisa do Velez, sendo que Dario marcou duas vezes, mas o milestone foi anotado no primeiro tento.

sábado, 2 de setembro de 2017

Torneio Clausura 2017 - Terceira Rodada - 02/09/2017

As nuvens se afastaram, o céu ficou azul, mas o vento forte e frio ainda era um obstáculo a quem quisesse comparecer ao Itaquá Dome para a abertura da terceira rodada do Clausura. Mesmo assim, o público foi em bom número, pois os jogos eram cercados de grande expectativa. Vamos a eles!

INDEPENDIENTE 2x3 RIVER PLATE

Nuvens carregadas pairam sobre os céus de Avellaneda. Duas derrotas em dois jogos, um futebol pobre e reforços que não chegam são os ingredientes para o péssimo início de campeonato do Independiente. Ao menos uma coisa empolga os jogadores, pois sua equipe foi a única a derrotar o River no ano, no Torneio Apertura (duas vitórias por 2x1). Já o River também não voa em céu de brigadeiro. Apesar das duas vitórias e da liderança do campeonato, Francescoli não está feliz com a forma como o time vem jogando. O toque de bola característico do River não deu as caras ainda e o treinador pede que seus jogadores voltem à antiga forma rapidamente.

Quem esperava um jogo de erros de passe do Independiente e acertos do River teve que rever suas notas. O time de Avellaneda jogou para cima, procurando tabelas e criando boas oportunidades. O River também não se acanhou e partiu pra cima, brindando os torcedores com uma partida espetacular.

O primeiro gol veio aos 4 minutos, após o Independiente perder uma bola no campo de ataque. Carrizzo jogou na direita para Almeyda, que procurou Gallardo no meio. O camisa 11 abriu a Ortega na direita, que tocou a Trezeguet no meio. O camisa 7 recebeu já dentro da área e, de frente pro gol, chutou. A bola bateu no travessão e Navarro puxou-a de dentro do gol: River 1x0, em sua jogada mais característica.

O Independiente não se desesperou e continuou com seu plano de jogo, partindo para o ataque em busca do empate. Mas o grande problema desta equipe é que, por mais que jogue bem, alguém sempre irá falhar e pôr abaixo todo o bom jogo da equipe. E isso aconteceu aos 7 minutos. Após uma linda jogada de ataque, Silvera chutou na trave e a bola saiu em tiro de meta. Carrizzo tocou a Gallardo, que recuou a Barrado para abrir a Buonanotte e fazer a jogada característica novamente. Mas os dois se atrapalharam nos passes e, com Trezeguet marcado, Buonanotte resolveu arriscar de longe. Para sua sorte, Navarro quis escolher um canto e foi justamente pro lado errado que ele foi. O chute cruzado entrou manso em seu canto esquerdo: River 2x0.

O Independiente descontou aos 9 minutos, em linda jogada coletiva que encheu os torcedores de esperança. Navarro recuperou bola na área e abriu no meio para Busse. O camisa 7 tocou a Silvera na esquerda e o camisa 11 saiu da ponta para o meio, tabelando com Gracián. O último passe do camisa 19 foi no bico da área e Silvera deu lindo drible em Placente, invadindo a área e tocando na saída de Carrizzo para fazer um golaço: Independiente 1x2.

No intervalo, Bayer sacou Matheu e Facundo Parra, para colocar  Acevedo e Gandin. Já Francescoli mudou por conta de cansaço. Tirou Barrado e Ortega e colocou Coudet e Funes Mori.

O River armou uma linda jogada na saída de bola, em troca de passes curtos entre Gallardo, Coudet e Funes Mori, para tirar a bola do goleiro e ganhar ângulo. Gallardo chutou, a bola tocou no travessão e Navarro deu um tapa para tirar. Apesar da pressão dos jogadores do River, o árbitro Dula Rápio não marcou gol. Navarro pegou e lançou para Montenegro no meio. O camisa 5 abriu a Busse na esquerda, que tocou no meio para Gracián. O camisa 19 viu Silvera saindo da ponta para o meio e lhe passou a bola no ponto futuro. O camisa 11 pegou e chutou da entrada da área, mandando no ângulo de Carrizzo e empatando logo a um minuto: Independiente 2x2.

O jogo ficou frenético. O River sentiu o golpe e passou a errar; o Independiente passou a acertar tudo e rondar a área cada vez mais. A virada era questão de tempo, mas como dito anteriormente, por mais que a equipe jogue bem, sempre alguém irá falhar e pôr abaixo todo o bom trabalho. Aos 7 minutos, Berizzo mandou a bola para a frente visando Trezeguet, mas o camisa 7 estava impedido e não foi no lance. Vella correu e ficou com a bola e saiu jogando, mas, mesmo não ameaçado, resolveu fazer uma jogada de corpo para proteger-se de Berizzo. Como resultado, acabou dando uma ombrada no camisa 6 e, como estava dentro da área, o juiz marcou pênalti. Ferrari cobrou no ângulo esquerdo de Navarro, que foi na bola, mas não achou: River 3x2.

Destaque do jogo: José Maria Paz. Se o Independiente vencesse ou empatasse, os dois gols de Silvera lhe dariam o prêmio. Mas como o vencedor foi o River, um jogador de sua equipe deve ser escolhido e receber a honraria. A despeito dos artilheiros e daqueles que se fizeram presentes no campo de ataque, o melhor foi Paz. O camisa 4 se adiantou e, da  entrada da área, desarmou a maior parte dos lances do Independiente. Sempre bem colocado, afastou o perigo pelo seu lado e ainda ajudou na saída de bola, tanto é que os dois gols do adversário não foram pelo seu lado.

BOCA JUNIORS 4x1 RACING

Um duelo muito interessante marcaria o jogo de fundo. O Boca conseguiu sua primeira vitória no campeonato na rodada passada (3x2 Velez), jogando muito bem no segundo tempo. Sr Rússia ousou na escalação e barrou Riquelme, colocando Schelloto no seu lugar. A ordem era mostrar que a vitória sobre o Velez não foi fogo de palha e que a equipe pode sim jogar na parte de cima da tabela. O Racing também vem embalado, após vencer a sua primeira no campeonato (3x2 Independiente), mas com problemas. Saja recebeu o cartão vermelho no Clássico de Avellaneda e o sorteado para cumprir a suspensão em seu lugar foi Pocchetino. Por esse motivo, Fariña ia para o jogo na lateral direita e Diego Capria ia jogar em sua posição de origem, na zaga.

O primeiro tempo foi um massacre do Racing. A equipe chegou, no mínimo, 10 vezes com perigo ao arco de Abbondanzieri. O time de Avellaneda amassou o Boca em seu campo, não deixando os adversários dominarem a bola sem que alguém roubasse e partisse para o ataque. Acosta, Latorre, Ruben Capria, Martin Simeone e Enrique se fartaram de perder oportunidades.

Ao menos conseguiram um gol aos 2 minutos, quando Abbondanzieri cobrou errado o tiro de meta e a bola caiu aos pés de Ruben Capria. O camisa 10 abriu na direita para Pelletieri, que fez o passe em profundidade, no corredor, para Acosta. O camisa 9 deu um drible desmoralizante em Schiavi e entrou na área, tocando na saída de Abbondanzieri e fazendo Racing 1x0.

A despeito do passeio, o Racing não conseguia ampliar a sua vantagem, mas estava com o jogo controlado. O problema é que, aos 9 minutos, o Boca conseguiu encaixar sua única jogada no primeiro tempo. Abbondanzieri abriu na esquerda para Arruabarrena, que tocou a Basualdo no meio. O camisa 11 procurou Schelloto mais à frente e o camisa 13 deu um passe em profundidade na ponta direita para  Palacio. O camisa 19 correu pela ponta, cortou para o meio e chutou cruzado, surpreendendo Saja e fazendo Boca 1x1.

No intervalo, Sr Rússia levantou as mãos pros céus pelo gol de empate e resolveu ousar mais. Além de Schiavi (que levava um baile de Acosta), tirou Palermo, colocando Battaglia e Viatri em seus lugares. Já Paralelo fez a única mudança que podia, colocando Hauche no lugar de Latorre.

Se o primeiro tempo foi uma blitz do Racing, o segundo foi do Boca. Logo na saída de bola, Schelloto e Cagna começaram a tabelar na frente e chutaram 3 vezes, com Saja mandando a escanteio. Schelloto cobrou a quarta tentativa de ataque para a área e Cagna cabeceou sem chances para o goleiro adversário, fazendo Boca 2x1 aos 50 segundos.

Se o empate já era injusto, a virada do Boca parecia o fim do mundo. Mas a equipe de Buenos Aires mostrou que sua vitória não seria mera sorte. Novamente, Sr Rússia mudou o time no intervalo e a equipe anulou o adversário. Viatri também não tocou na bola, como Palermo havia feito no primeiro tempo, mas colou em Acosta e o impediu de jogar. O Racing tentava sair com Martin Simeone e Ruben Capria, mas Ibarra, Serna e Escudero estavam atentos e impediram os oponentes de chegar perto da área.

Com isso, o Boca tinha o contra ataque à sua disposição e foi assim que chegou a mais um gol. Aos 5 minutos, Enrique foi ao fundo e cruzou para a área, mas Escudero afastou. Serna mandou para Ibarra na direita e o camisa 4 procurou Schelloto no meio. O camisa 13 deu um passe em profundidade para Palacio, que invadiu a área, tocou de lado e foi derrubado por Saja. Schelloto cobrou o pênalti no canto direito do goleiro, que foi para o lado oposto: Boca 3x1.

Neste momento, o Racing jogava no automático, sabendo que a derrota era certa. O Boca aproveitou para tocar a bola e esperar o jogo encerrar. E foi assim, de pé em pé, que chegaram à goleada. Aos 8 minutos, Serna tocou a Basualdo, que abriu a Viatri na esquerda. O camisa 7 recuou a Arruabarrena, que procurou Schelloto no meio. O camisa 13 inverteu para a direita, encontrando Ibarra. O camisa 4 tocou a Palacio na ponta e o camisa 19 deu um leve toque, procurando Cagna como elemento surpresa. O camisa 8 recebeu sem oposição e, da entrada da área, chutou cruzado e encerrou uma linda jogada: Boca 4x1.

Destaque do jogo: Diego Cagna. Com 2 gols e presença constante no ataque, o camisa 8 teve uma tarde de gala e fez os torcedores não sentirem falta de Riquelme.

NOTAS RÁPIDAS

  • Em partida amistosa na sexta-feira, o Imperatriz derrotou o Vasco por 2x1. A equipe da Colina abriu o marcador com Edmundo no primeiro tempo, mas o time de Niterói virou no segundo, com gols de Elton e Rodrigo Pimpão.
  • Dois jogadores atingiram milestones na rodada. Ao cobrar o pênalti com perfeição, Ferrari chegou a 30 gols com a camisa do River. Já o primeiro gol do jogo não só abriu o placar, mas fez Trezeguet chegar a incríveis 90 gols com a camisa do River. A contagem pro centésimo começou!