segunda-feira, 26 de maio de 2014

Torneio Apertura 2014 - Décima Quarta Rodada - 26/05/2014

Com o domingo cheio, a última rodada do Apertura 2014 teve que ser disputada na tarde desta segunda-feira, com tempo instável, mas sem chuva. E não faltou emoção!

RIVER PLATE 3x3 HURACÁN

Pra falar a verdade, o campeonato inteiro dependia deste jogo, de maneira que todas as atenções da última rodada se concentraram aqui. Com 21 pontos e em terceiro, o River Plate só precisava do empate para se classificar, pois manteria o Huracán (o quinto) atrás de si. Francescoli pediu a seus jogadores que se dedicassem ao máximo para conseguir a classificação. Do lado do Huracán, Sr Rabina estava confiante. Com 19 pontos, somente a vitória interessava, pois o Boca (o quarto) tinha 20. Os gols de Cigogna eram a arma. No turno, Huracán 4x4 River Plate.

Quando a bola rolou, o que se viu foi o River do campeonato. À exceção de uma jogada criada antes dos dois minutos, o time não fez mais nada a não ser irritar sua torcida. Trezeguet se arrastava em campo, talvez sabendo que não poderia ser substituído (Funes Mori cumpria suspensão, por expulsão no jogo anterior). Com isso, o Huracán foi se acertando e buscando o ataque, mas Cigogna era marcado de perto e isso afastava a equipe do ataque. Somente aos 7 minutos, conseguiu marcar. Trezeguet foi cobrar lateral no campo de defesa e mandou para a entrada da área. A bola caiu aos pés de Danelon, que chutou sem a menor chance para Carrizzo, fazendo seu primeiro gol com a camisa do Huracán: 1x0.
 
Desesperado, desarrumado e vaiado por sua torcida, o River não conseguia se organizar. Ortega tentava levar o time pela direita, mas não encontrava ninguém à frente para concluir. Para piorar, em nova falha da equipe, o Huracán encontrou as redes. Aos 9 minutos, Trezeguet errou passe e Islas saiu, tocando a Centurión no meio. Com um passe de gênio, o camisa 8 inverteu o jogo e encontrou Danelon livre. O lateral avançou pela direita sem ser incomodado e, da entrada da área, chutou sem chances para Carrizzo, fazendo Huracán 2x0.

No intervalo, um desesperado Francescoli tentava organizar o time. Aos berros, explicava o que queria e falava sobre a eminente ameaça de desclassificação. Sacou Ferrari (que foi muito vaiado) e colocou Coudet, que iria para o meio e empurrava Barrado para a lateral direita. Já Sr Rabina, contente com a atuação de sua equipe, tirou Villarruel e Milano porque cansaram, colocando Erramuspe e Barrales para manter o nível.

O River voltou como outra atitude. A equipe começou a buscar o ataque e pressionar o Huracán para dentro de seu campo. Aos 2 minutos, Ortega fez boa jogada pela esquerda e foi derrubado por Alexis Ferrero. Gallardo cobrou a falta com perfeição e venceu Islas: River 1x2.

O gol assustou o Huracán e incendiou o River, que passou a ser o River consagrado na FIFUBO, forçando o adversário a se desfazer da bola e saindo no toque. Aos 5 minutos, Paz desarmou Barrales e tocou a Placente, que deu a Almeyda no meio, que tabelou com Barrado. Almeyda tocou a Trezeguet, que foi vaiado assim que encostou na bola. Para piorar, estava muito longe da área, mas resolveu arriscar assim mesmo. A bola ganhou velocidade e altura e entrou no ângulo de Islas, fazendo as vaias virarem aplausos: River 2x2.

O resultado já era o suficiente para o River se classificar, mas a torcida começou a apoiar e os jogadores se inflamaram. O Huracán, então, foi cada vez mais pressionado e errou muito. Aos 7 minutos, Barrado roubou bola de Barrales e tocou a Gallardo. O camisa 11 lançou Trezeguet, que deu um leve toque na bola, encontrando Buonanotte livre. O camisa 30 invadiu a área e deu lindo toque de cobertura, vencendo Islas e virando para o River: 3x2.

A torcida já comemorava a classificação quando novo erro do River os deixou apreensivos. Ortega tentou recuar para Almeyda, mas acertou um belo passe para Cigogna. O mito invadiu a área e soltou o escopetazzo para empatar o jogo, mas já era tarde: Huracán 3x3.

Destaque do jogo: Alexis Danelon. Embora o Huracán não tenha conseguido a vaga, os 2 gols do lateral fizeram dele o nome da partida. Além disso, suas constantes subidas pela direita infernizaram a vida do River.

VELEZ SARSFIELD 0x4 BOCA JUNIORS

O último jogo da temporada regular tinha gosto de despedida para o Velez. Após a partida, Valdir Espinoza deixaria o cargo da equipe na qual dirigiu por 6 meses. Para isso, ele queria uma despedida de gala, com uma vitória em jogo que não valia praticamente nada. Já classificado, o Boca precisava da vitória apenas para terminar em terceiro e pegar o Estudiantes, ao invés do Independiente. Paralelo, que também já tem prazo para deixar o comando da equipe, queria dar ritmo aos demais jogadores, pois os playoffs começam ainda essa semana. No primeiro turno, Boca 2x2 Velez.

O Velez até começou bem, com Insua se movimentando e chutando a gol para difíceis defesas de Abbondanzieri. Mas, aos poucos, foi diminuindo o ritmo e o Boca foi ganhando terreno. Aos 6 minutos, saiu seu primeiro gol. Insua fez boa jogada e chutou, para Abbondanzieri espalmar. A bola sobrou para Schiavi, que tocou a Arruabarrena na esquerda. Com visão apurada do jogo, o camisa 3 fez um lançamento para a esquerda, onde Palermo recebeu livre e foi indo até invadir a área e tocar na saída de Sosa: Boca 1x0.

O gol desanimou o Velez, que viu a "despedida de gala" se tornar mais um filme de terror. Com isso, o time parou de produzir e passou a irritar a sua torcida, principalmente com o excesso de toques inúteis dos irmãos Hussain. Já nos acréscimos do primeiro tempo, Dario Hussain tentou chutar de longe, aproveitando Abbondanzieri fora do gol, mas Serna pulou e bloqueou o chute. A bola sobrou para Arruabarrena, que saiu pela esquerda e deu novo passe para Palermo, que recebeu livre. Desta vez, o camisa 9 não entrou na área, chutando de sua entrada e vencendo Sosa: Boca 2x0.

No intervalo, Valdir Espinoza estava sereno e resignado. Apenas trocou Romero e Turco Assad por Cubero e Lucas Pratto, para que os dois reservas também entrassem em campo no último jogo do campeonato. Já Paralelo sacou Schiavi (que já tinha cartão amarelo) e Palácio (nulo em campo) para colocar Battaglia e Viatri. Guillermo Barros Schelloto só não entrou porque a equipe não pode fazer 3 substituições.

O jogo continuou sem a presença do Velez. O Boca só tocava a bola para aguardar o tempo acabar, visivelmente poupando jogadores. Mesmo assim, ainda encontrou o terceiro gol aos 5 minutos. Escudero afastou bola da área e Palermo pegou no meio de campo. O camisa 9 recuou a Arruabarrena, que deu um passe rápido para Basualdo. O camisa 11 avançou sem ser incomodado e, da entrada da área, mandou com efeito para vencer Sosa: Boca 3x0.

Aos gritos de olé, a equipe xeneize tocava a bola e esperava o apito final. O Velez, cansado e desanimado, também esperava o fim de um campeonato melancólico. Mas, sua fama de "rei das goleadas" ainda tinha que aparecer e foi assim aos 8 minutos, quando Battaglia roubou bola de Lucas Pratto, tocou a Serna e recebeu na frente, tocou a Riquelme e recebeu mais à frente, invadiu a área e chutou na saída de Sosa: Boca 4x0.

Destaque do jogo: Martin Palermo. Tudo bem que Arruabarrena deu o passe para os três primeiros gols, com genialidade. Mas os dois gols de Palermo no primeiro tempo deram tranquilidade ao Boca para fechar a temporada regular com goleada.

CLASSIFICAÇÃO

1° Independiente - 33 pontos, 14 jogos, 10 vitórias, 3 empates, 1 derrota, 53 gols pró, 29 gols contra
2° Estudiantes - 25 pontos, 14 jogos, 8 vitória, 1 empate, 5 derrotas, 41 gols pró, 38 gols contra
3° Boca Juniors - 23 pontos, 14 jogos, 7 vitórias, 2 empates, 5 derrotas, 48 gols pró, 39 gols contra
4° River Plate - 22 pontos, 14 jogos, 5 vitórias, 7 empates, 2 derrotas, 44 gols pró, 36 gols contra
5° Huracán - 20 pontos, 14 jogos, 6 vitórias, 2 empates, 6 derrotas, 44 gols pró, 43 gols contra
6° San Lorenzo - 14 pontos, 14 jogos, 4 vitórias, 2 empates, 8 derrotas, 31 gols pró, 41 gols contra
7° Racing - 12 pontos, 14 jogos, 3 vitórias, 3 empates, 8 derrotas, 32 gols pró, 42 gols contra
8° Velez Sarsfield - 6 pontos, 14 jogos, 1 vitória, 3 empates, 10 derrotas, 17 gols pró, 41 gols contra

ARTILHARIA

1° Daniel Cigogna (Huracán) - 20 gols
2° Nestor Silvera (Independiente) - 17 gols
3° José Basualdo (Boca Juniors) e David Trezeguet (River Plate) - 13 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Finalizada a temporada regular, quatro equipes continuam na disputa, nos playoffs. Os jogos são Independiente x River Plate e Estudiantes x Boca Juniors, em melhor de três. Por terem melhor campanha, Independiente e Estudiantes jogam a primeira e terceira partidas em casa, restando a River e Boca serem mandantes apenas no segundo jogo.
  • A equipe de melhor campanha em cada semifinal, ao final dos três jogos, se classifica para o playoff final. Isso significa que vai à final quem fizer mais pontos nesses três jogos. Se houver empate nos pontos, os critérios de desempate são gols pró e gols contra, nesta ordem. Persistindo o empate, haverá disputa de pênaltis no último jogo.
  • Se uma equipe ganhar os dois primeiros jogos, não há necessidade de se disputar uma terceira partida.
  • Em sessão no TJB após a rodada, o árbitro Dula Rápio e seu assistente, Promotor, foram suspensos por um sorteio, por irregularidades na súmula do jogo River Plate 3x3 Huracán.
  • O milestone da rodada vai para dois jogadores do Boca Juniors. O terceiro gol da equipe contra o Velez foi o de número 30 de Basualdo com a camisa xeneize. Já Palermo, com os dois que marcou contra a mesma equipe, chegou a 50 com a camisa do Boca.

sábado, 24 de maio de 2014

Torneio Apertura 2014 - Décima Quarta Rodada - 24/05/2014

Sábado chuvoso e com temperaturas baixas, mas só fora de campo. Dentro das quatro linhas, a temperatura subiu, com dois jogos que eram só para cumprir tabela, mas que trouxeram muita emoção a seus torcedores. Vamos a eles!

ESTUDIANTES 4x3 SAN LORENZO

Ao conseguir a vaga no último minuto de sua partida anterior (2x1 Velez), o Estudiantes entrava em campo mais tranquilo, mas queria a vitória para garantir o segundo lugar no geral e ter vantagem de jogar duas vezes em casa na semifinal. Do outro lado, o aniversário do treinador Nilson e uma despedida honrosa eram o combustível para o San Lorenzo buscar a vitória, em jogo onde Romagnoli voltava ao time após cumprir suspensão e Tellechea atuava no lugar de Johnathan Ferrari, expulso no jogo anterior (0x6 Independiente). No primeiro turno, San Lorenzo 1x3 Estudiantes.

Quando a bola rolou, ficou a impressão de que se o San Lorenzo jogasse assim o campeonato todo, já estava classificado. A equipe se multiplicou em campo, não deixando o Estudiantes jogar e ainda conseguindo sair rápido para o ataque, onde Andujar fazia defesas milagrosas. Mas isso foi somente até os 4 minutos, quando Migliore mandou para o campo contrário e Stracqualursi dividiu com Desábato. Melhor para o camisa 9 do San Lorenzo, que ficou com a bola e, dentro da área, mandou sem chances para Andujar: San Lorenzo 1x0.

O Estudiantes, que já não jogava bem, passou a jogar pior ainda. Ao errar uma saída de bola no meio de campo, aos 6, Enzo Perez entregou nos pés de Romagnoli, que deu lindo passe a Tellechea na direita. Sem ser incomodado, o camisa 20 partiu da intermediária até a área do Estudiantes, quando chutou forte na saída de Andujar e marcou seu  primeiro gol com a camisa do San Lorenzo: 2x0.

As coisas não davam certo e, aos 8 minutos, Reynoso roubou bola de Gastón Fernandez, que fez falta no camisa 5. Ele cobrou rápido para Romagnoli, que deu novo passe em profundidade, desta vez para Buffarini. O camisa 8 tocou a Piatti e recebeu na frente, já dentro da área, quando deu um leve toque e tirou as chances de Andujar alcançá-la: San Lorenzo 3x0.

Dominado completamente, o Estudiantes só descontou nos acréscimos quando Enzo Perez fez boa jogada pela direita, invadiu a área e chutou. Migliore fez linda defesa, mas a bola sobrou nos pés de Rodrigo Braña, que empurrou para o gol vazio e fez seu primeiro gol no campeonato: Estudiantes 1x3.

No intervalo, Bayer sacou Boselli e Braña (mesmo marcando o gol, jogava mal) e pôs Hernán Rodrigo Lopez e Mathias Sanchez. Já Nilson, em primeiro lugar, agradeceu aos artilheiros que foram comemorar seus gols com ele e, em segundo lugar, tirou Piatti (cansado) e Raul 'Pipa' Estevez (nulo) e colocou Erviti e Bordagaray.

O segundo tempo começou e o San Lorenzo parou. Parecia que tinham resolvido dar de presenta a seu treinador um primeiro tempo de sonhos, mas só o primeiro tempo. Com isso, mesmo jogando mal, o Estudiantes foi ganhando terreno e descontou aos 4 minutos. Leandro Benítez recuperou bola na esquerda e deu bom passe em profundidade para Hernán Rodrigo Lopez chutar de primeira, de dentro da área, para fazer Estudiantes 2x3.

O San Lorenzo parou de vez e passou a contar os minutos para o jogo se encerrar e o Estudiantes aproveitou para partir para cima, em busca do empate. Aos 8 minutos, Verón tocou a Leandro Benítez na esquerda e o camisa 8 foi à linha de fundo, cruzando para Hernán Rodrigo Lopez testar forte e vencer Migliore: Estudiantes 3x3.

O empate já era um prêmio maravilhoso, mas o Estudiantes está se especializando em ganhar jogos no último lance, como havia sido contra o Velez e, agora, contra o San Lorenzo. Já nos acréscimos, Gastón Fernandez partiu com a bola dominada e foi desarmado por Reynoso. Enzo Perez pegou o rebote e inverteu o jogo, encontrando Hernán Rodrigo Lopez livre na área para chutar e fazer seu hat trick: Estudiantes 4x3.

Destaque do jogo: Hernán Rodrigo Lopez. Sem o uruguaio em campo, o Estudiantes perdeu por 3x1. Com ele em campo, um hat trick e uma virada espetacular.

INDEPENDIENTE 3x2 RACING

O clássico de Avellaneda não valia absolutamente nada. Já classificado e com o primeiro lugar pra lá de garantido, o Independiente queria apenas continuar a campanha maravilhosa e manter o ritmo para os playoffs. Já do lado do Racing, uma vitória fazia a equipe terminar o campeonato em sexto, além de ser o último jogo de Madeirite à frente da equipe. No primeiro turno, Racing 2x2 Independiente.

O jogo foi muito bom, de pura técnica de ambos os lados. Mas gol mesmo só aos 7 minutos, quando Vella cobrou lateral para Facundo Parra, que girou no bico da grande área e chutou sem chances para Saja: Independiente 1x0.

No intervalo, Bayer resolveu testar opções. Tirou Mareque e Gracián e colocou Acevedo e Gandin, colocando os dois para jogarem fora de posição, a fim de se acostumarem a eventuais improvisos. Já Madeirite trocou o inoperante lado direito do campo, tirando Diego Capria e Acosta e colocando Fariña e Hauche.

O jogo continuou bom, mas emoção mesmo só no final do jogo. Aos 8 minutos, um displicente Silvera perdeu bola no ataque. Fariña tocou rápido a Ruben Capria no meio e o camisa 10 deu passe genial para Hauche, que chutou de primeira de dentro da área e empatou o jogo: Racing 1x1.

Na saída de bola, aos 9, Gandin tocou a Fredes, que driblou Ruben Capria e, antes da chegada de Quiroz, chutou sem chances para Saja: Independiente 2x1.

Na saída de bola, aos 10, Ruben Capria tocou para Martin Simeone, recebeu na direita, ajeitou a bola para o pé esquerdo com extrema categoria e chutou com um efeito impressionante. Navarro voou, a bola passou por cima do seu braço e caiu dentro do gol: Racing 2x2.

Na saída de bola, já nos acréscimos, Gandin tocou a Fredes, recebeu na direita já dentro da área, driblou Saja e empurrou para o gol vazio, no último lance do jogo: Independiente 3x2.

Destaque do jogo: Facundo Parra. Em jogo em que Silvera não levou perigo, coube ao camisa 17 dar o ritmo no ataque. Abriu o marcador, deu passes, se apresentou para o jogo e saiu como o melhor em campo.

NOTAS RÁPIDAS

  • Após a derrota para o Independiente, o treinador Madeirite se despediu dos jogadores do Racing. Em um ano, conquistou duas copas (Copa Olé e Supercopa FIFUBO, ambas em 2013) e um Torneio Início (Apertura 2014), transformando o Racing no maior campeão da Era Argentina na FIFUBO. Madeirite vai treinar o Boca Juniors ao término do campeonato e seu substituto no Racing será o atual treinador do Boca, Paralelo.
  • Também após o jogo, o presidente da FIFUBO, Batistuta, entregou ao capitão do Independiente, Tuzzio, o Troféu Guterres, dado à equipe que termina a temporada regular na primeira competição, como mostra a foto abaixo:
    Tuzzio e demais atletas do Independiente recebem de Batistuta o Troféu Guterres, de melhor equipe da temporada regular do Apertura 2014

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Torneio Apertura 2014 - Décima Terceira Rodada - 22/05/2014

A quinta-feira trouxe um calor inesperado, um vento quente forte, que lembrou as tardes de verão. E foi nesse clima que a penúltima rodada do Apertura se encerrou. Vamos aos jogos!

SAN LORENZO 0X6 INDEPENDIENTE

Com remotíssimas chances de classificação, o San Lorenzo tinha que vencer seus dois jogos, torcer para Boca e Huracán não marcarem mais pontos e ainda tirar uma desvantagem de quase vinte gols. Para piorar, o jogo era contra o líder do campeonato e o time de Almagro não tinha Romagnoli, expulso na partida anterior. Erviti jogaria em seu lugar e Piatti seria o capitão. Do outro lado, a classificação e a liderança garantidas davam ao Independiente um ar de fim de festa. Sem mais nada a almejar como equipe, as baterias voltavam para a artilharia do campeonato, onde Silvera ainda tinha chances. No primeiro turno, Independiente 3x2 San Lorenzo.

Quando a bola rolou, parecia que o líder era o San Lorenzo. Sufocando o Independiente, a equipe de Almagro não saía do campo de ataque e chutava um sem número de bolas, levando Navarro a ser o melhor em campo até então. Foi somente na metade do primeiro tempo que o Independiente começou a jogar e, aos 7 minutos, encontrou o caminho das redes. Mattheu desarmou Raul 'Pipa' Estevez e fez lindo passe em profundidade. Facundo Parra recebeu e, da entrada da área, soltou a bomba para vencer Migliore: Independiente 1x0.

Silvera jogava mal, mas seus companheiros insistiam em lhe passar as bolas, para ver se ele desencantava. E foi assim que, aos 9 minutos, o segundo gol surgiu. Fredes cobrou lateral para Silvera, no bico da área. O camisa 11, de costas para o gol, fez lindo giro e chutou. A bola entrou no ângulo de Migliore e o Independiente fazia 2x0.

A situação da equipe de Almagro não era boa. Precisando vencer e perdendo de 2x0, ficava a sensação de que o time podia tentar o que quisesse, que a sorte estaria para os lados de Avellaneda. Para piorar, Johnathan Ferrari fez falta dupla no meio de campo, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. O Independiente viu a dificuldade do adversário e se apiedou, mas parecia que o San Lorenzo queria tomar mais gols. Erviti dominou mal e fez falta em Gracián no meio de campo. O camisa 19 cobrou rápido e Busse foi avançando sem ser incomodado, até chutar da entrada da área e vencer Migliore nos acréscimos: Independiente 3x0.

No intervalo, Nilson sacou o inoperante Erviti e Raul Estevez, colocando Tellechea e Bordagaray. Com isso, Tellechea faria a lateral, Reynoso se desdobraria na cabeça de área e Buffarini e Piatti jogariam mais à frente, armando o jogo. Bayer, por sua vez, tirou Montenegro (que dava espaços na defesa) e Parra, colocando Acevedo e Gandin.

O segundo tempo começou e o San Lorenzo não voltou a campo. Com Acevedo jogando uma partida absurdamente maravilhosa, o time de Avellaneda dominou o campo todo e chegou ao quarto gol logo aos 2 minutos. Reynoso tentou sair jogando e foi desarmado por Gracián, que tocou a Busse na esquerda. O camisa 7 lançou Silvera, que recebeu a bola com uma avenida no meio para avançar e assim o fez, chutando na saída de Migliore: Independiente 4x0.

O desespero tomou conta do San Lorenzo e, em jogada idêntica, a goleada aumentou aos 4 minutos. Novamente Reynoso quis atacar de armador e, novamente, foi desarmado por Gracián. O camisa 19 tocou a Fredes na direita, que lançou para Silvera no ponto futuro. Silvera invadiu a área pela direita e chutou. Migliore deu rebote e a bola sobrou pro próprio Silvera, que chutou para o fundo das redes com o gol vazio. O gol lhe dava o hat trick e o Independiente chegava a 5x0.

A partir daí, se apiedando do adversário batido, o Independiente tocou a bola e esperou o tempo passar. Mas o San Lorenzo tomou três gols no primeiro tempo e insistia em tomar três no segundo. Para isso, deixava a zaga aberta e foi assim que o time de Avellaneda chegou novamente. Navarro repôs no meio de campo para Gracián, que inverteu o jogo na direita para Fredes. O camisa 8 trouxe a bola para o meio, viu a já tradicional avenida e, da entrada da área, chutou rasteiro e deu números finais ao jogo: Independiente 6x0.

Destaque do jogo: Nestor Silvera. O camisa 11 não jogava bem e dava a Hilário Navarro a honra de ser o melhor em campo. Mas depois de um hat trick, não há como não dar a ele o prêmio de destaque.

ESTUDIANTES 2x1 VELEZ SARSFIELD

O Estudiantes precisava da vitória para conseguir sua classificação antecipada. Jogando um futebol muito pobre no segundo turno, o time de La Plata queria aproveitar que o Velez não tem mais nada a almejar no campeonato para vencer e voltar a entrar na zona de classificação. Do lado do Velez, o desânimo é geral e a expectativa é pela estreia de Tripa Seca no comando do time. Mesmo assim, a equipe ainda queria vencer os dois jogos e tirar 14 gols de desvantagem do Racing para deixar de ser o último colocado e não ser a última equipe a entrar em campo em todas as rodadas do Clausura. No primeiro turno, Velez 0x5 Estudiantes.

Pode-se dizer com inteira tranquilidade que foi o pior jogo do campeonato até aqui. Duas equipes desorganizadas, erros de passe, pouquíssimas chances de gol que terminavam em finalizações bizarras. Assim sendo, o gol teria que ser sobrenatural. Aos 7 minutos, Enzo Perez pegou a bola e partiu sozinho, driblando Gino Peruzzi e Sabia e entrando na área. Ao tentar passar por Sosa, este o derrubou. Pênalti que Federico Fernandez cobrou no canto direito, onde Sosa foi, mas não encontrou a bola: Estudiantes 1x0.

Quando já comemorava a vitória que lhe caía dos céus, o Estudiantes sofreu o empate. No último lance do primeiro tempo, Lucas Romero dividiu com Verón e a bola sobrou para Insua na entrada da área, pela direita. O camisa 11 trouxe a bola pro pé esquerdo e chutou rasteiro. Andujar fez golpe de vista e falhou: Velez 1x1.

No intervalo, aos berros, Cristaldo sacou Rodrigo Braña (que deixava espaços na defesa) e Boselli (que só se movimentou ao ver que ia sair) e colocou Mathias Sanchez e Hernán Rodrigo Lopez. Já Valdir Espinoza sacou os irmãos Hussain (que simplesmente não se mexeram no primeiro tempo) e colocou Cubero e Lucas Pratto. Gago passaria a ser o capitão.

O jogo continuou sofrível, com muitos erros de passe e pouca, quase nenhuma, finalização. Somente aos 9 minutos o Estudiantes foi à frente e encontrou o gol. E novamente com Enzo Perez, que dividiu com Cubero e ganhou, dando lindo passe em profundidade para Gastón Fernandez finalizar na saída de Sosa e dar números finais ao confronto: Estudiantes 2x1.

Destaque do jogo: Enzo Perez. No show de horrores (se é que podemos chamar de "show") visto no Itaquá Dome, somente o camisa 7 fez alguma coisa. Se movimentou, tentou organizar o jogo e foi o responsável pelos dois gols de sua equipe, ao sofrer o penal do primeiro e dar o passe para o segundo.

CLASSIFICAÇÃO

1° Independiente - 30 pontos
2° Estudiantes - 22 pontos
3° River Plate - 21 pontos
4° Boca Juniors - 20 pontos
5° Huracán - 19 pontos
6° San Lorenzo - 14 pontos
7° Racing - 12 pontos
8° Velez Sarsfield - 6 pontos

ARTILHARIA

1° Daniel Cigogna (Huracán) - 19 gols
2° Nestor Silvera (Independiente) - 17 gols
3° José Basualdo (Boca Juniors) e David Trezeguet (River Plate) - 12 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Com a vitória sobre o Velez, o Estudiantes é a segunda equipe a garantir vaga nos playoffs. A equipe ainda pode ser alcançada por River, Boca e Huracán. Porém, River e Huracán se enfrentam e só um pode ultrapassar a equipe de La Plata.
  • A derrota para o Independiente acabou com os sonhos do San Lorenzo. A equipe só pode chegar a 17 pontos, enquanto o Boca (o último na zona de classificação) tem 20.
  • Com isso, três equipes ainda disputam vaga. O vencedor do confronto entre River Plate e Huracán garante a sua vaga, sendo que o River também se classifica com empate. Já o Boca depende de um empate do River para ficar com a vaga, desde que o Huracán não faça três gols.
  • O milestone da rodada vai para Nestor Silvera. Os dois primeiros que marcou contra o San Lorenzo fizeram-no chegar a 30 com a camisa do Independiente.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Torneio Apertura 2014 - Décima Terceira Rodada - 19/05/2014

Na impossibilidade de fazer jogos no final da semana, a segunda-feira tem jogo pela décima terceira rodada. O dia meio nublado foi de dois jogos de pura emoção. Vamos a eles!

HURACÁN 5x6 BOCA JUNIORS

Vindo de uma vitória que o colocou em segundo lugar no campeonato (2x1 no Velez), o Huracán vinha disposto a derrotar seu oponente num "jogo de 6 pontos". Já o Boca, vindo de uma inesperada derrota (2x3 Racing), precisava da vitória para não ter que depender de combinação de resultados na última rodada. No primeiro turno, Boca Juniors 3x6 Huracán.
 
O jogo começou a mil por hora. O Huracán tomou a iniciativa e obrigou Abbondanzieri a fazer difíceis defesas. Mas se expôs a contra ataques e foi assim que, com um minuto, o Boca chegou ao primeiro gol. Schiavi desarmou Milano e tocou a Riquelme. O camisa 10 deu a Basualdo na esquerda e o camisa 11 teve uma avenida para avançar, chutando da entrada da área e fazendo Boca 1x0.

O gol assustou o Huracán e o Boca passou a dominar a partida. Aos 4 minutos, Palermo cobrou falta no meio de campo para Basualdo e correu para receber, no que é chamado na FIFUBO de "toca y me voy". O camisa 9 invadiu a área e soltou a bomba na saída de Islas para fazer Boca 2x0.

Se 1x0 já assustava, o que dirá 2? Desorganizado, o time do Huracán viu o Boca ganhar terreno e tocar bonito, como se espera de um time grande. Aos 7 minutos, Palermo cobrou escanteio e Basualdo testou para mandar a bola no fundo das redes: Boca 3x0.

A partir daí, o jogo virou um massacre. Aos 9 minutos, o gol mais bonito do jogo. Abbondanzieri cobrou tiro de meta para Riquelme no meio. O camisa 10 recuou para Basualdo, que fez lindo lançamento, invertendo a jogada para Palácio. Discreto no jogo, mas eficiente (marcava Cigogna até então), o camisa 19 recebeu e invadiu a área em diagonal, tocando por cobertura na saída de Islas e fazendo um belo gol: Boca 4x0.

Antes do intervalo, o Huracán descontou. Masantonio deu a saída para Villarruel, que driblou Riquelme e viu Serna se aproximar. Antes da chegada do camisa 5, ele chutou. Abbondanzieri, encoberto por Serna, não viu a bola, que entrou em seu canto direito, enquanto Villarruel comemorava seu primeiro gol com a camisa do Globo: Huracán 1x4.

No intervalo, um desesperado Sr Rabina tirou Barrientos e Milano e colocou Erramuspe e Barrales. Já Paralelo, contente com sua equipe, tirou Escudero e colocou Battaglia. Aí começava o drama...

O Huracán voltou partindo para cima e o Boca só contava os minutos para comemorar a fácil vitória. Mas começou a errar na defesa e viu o jogo dar uma guinada. Aos 2 minutos, Battaglia tentou sair jogando, mas Villarruel recuperou a bola e chutou. Abbondanzieri espalmou, a bola bateu no chão, ganhou efeito e entrou, em um frangaço do goleiro xeneize: Huracán 2x4.

Vendo que o jogo podia mudar, o Boca resolveu jogar. Mas ainda era desorganizado e via o Huracán tomar terreno. Cigogna, que passou a jogar do lado direito para segurar Palermo, teve mais movimentação e, aos 4 minutos, recebeu de Masantonio e mandou um belo chute para vencer Abbondanzieri: Huracán 3x4.

O gol desesperou o Boca, mas Basualdo tratou de acalmar os companheiros. Na saída de bola, Riquelme tocou para ele, que driblou Masantonio e Erramuspe antes de chutar da entrada da área e vencer Islas. O gol lhe deu o hat trick e o Boca respirava aos 5 minutos: 5x3.

Na saída, aos 6, nova apreensão. Masantonio tocou, Villarruel fez o corta luz e Centurión saiu com a bola dominada. Os jogadores do Boca pediram falta em Basualdo, mas Juan Carlos Loustau mandou seguir. Melhor para Centurión, que aproveitou a distração dos adversários, trouxe para o pé esquerdo e chutou com violência para fazer Huracán 4x5.

O jogo virou ataque contra defesa e o Boca, acuado, tentava contra atacar. Somente aos 8 minutos pôde respirar, quando Basualdo sofreu falta no bico esquerdo da área. Riquelme cobrou por cima da barreira e a bola ainda tocou no travessão antes de quicar para dentro do gol: Boca 6x4.

Nos acréscimos, Villarruel tocou para Masantonio, que ajeitou para Cigogna. De muito longe, o mito soltou o escopetazzo e acertou o ângulo de Abbondanzieri, mas era tarde: Huracán 5x6.

Destaque do jogo: José Basualdo. Neste jogo com muitos gols, o Boca jamais sairia vitorioso sem o apoio de seu camisa 11. Autor de um hat trick e de assistência para dois gols, além de sofrer a falta que originouo o sexto, Basualdo participou de todos os gols de sua equipe e saiu consagrado.

RACING 2x4 RIVER PLATE

O resultado do jogo anterior eliminou o Racing da disputa. Por isso, seus jogadores entraram desanimados, prontos a cumprir tabela. O River, vindo de duas derrotas e um empate, precisava voltar a vencer se não quisesse entrar na última rodada dependendo de combinação de resultados. No primeiro turno, River 3x3 Racing.

Quando a bola rolou, o Racing não demonstrava nenhum interesse em jogar, se limitando a marcar. Errando muito e com a apatia imperando, o River também não demonstrava interesse em ganhar. Com isso, o Racing foi se empolgando e dominou a partida. Aos 4 minutos, Paz se mandou ao ataque e o River perdeu a bola. Quiroz tocou a Diego Capria na direita, que tocou a Pelletieri no meio. O camisa 7 tocou para Acosta na direita e o camisa 9 deu a Ruben Capria no meio. Da entrada da área, o camisa 10 escolheu canto e mandou, sem chances para Carrizzo: Racing 1x0.

Vaiado, o River não acertava nada e ainda via o Racing chegar. Por duas vezes, o time de Avellaneda carimbou a trave do River e ainda obrigou Carrizzo a fazer outras defesas para evitar um placar maior. Assim sendo, o River só marcaria se tivesse sorte e foi isso que aconteceu. Aos 9 minutos, Saja repôs a bola e voltou displicente para o gol, derrubando Gallardo na área. O juiz Wilson Neca marcou pênalti, que Ferrari cobrou no canto esquerdo de Saja, que foi para o direito: River 1x1.

No intervalo, visando dar oportunidade a todos os jogadores, Madeirite sacou Diego Capria e Latorre e colocou Fariña e Hauche. Já Francescoli, visando melhorar a qualidade da equipe, tirou Paz e Trezeguet e pôs Coudet e Funes Mori.

O jogo continuou a mesma coisa. O Racing voltou desinteressado, mas ante o desinteresse maior do River (que levou seus torcedores a protestar), tomou conta da partida. E logo aos dois minutos, conseguiu voltar a liderar o placar. Fariña cobrou lateral, Acosta deixou a bola passar e Pelletieri, do mesmo lugar e nas mesmas condições de Ruben Capria, escolheu o canto para tirar a bola do alcance de Carrizzo: Racing 2x1.

A torcida vaiava e o River já fazia as contas para o duelo na última rodada, quando Buonanotte cobrou falta no meio de campo para Ortega, aos 5 minutos. O camisa 10 invadiu em diagonal e, da entrada da área, deu belo toque de cobertura para vencer Saja com um golaço: River 2x2.

No lance seguinte, Funes Mori fez falta tripla e foi expulso, no único lance em que tentou alguma coisa. A partir daí, mais um empate era visto com bons olhos, mas o inesperado voltou a surgir para o River. Aos 8 minutos, Barrado (que foi jogar na zaga na saída de Paz) recuperou bola rifada e tocou para Berizzo na esquerda. O camisa 6 tocou mais à frente para Coudet. O camisa 8 avançou desajeitado, sem conseguir trazer a bola para o pé direito, e chutou de esquerda. A bola ganhou efeito e venceu Saja: River 3x2.

Empolgados com a virada ante o final do jogo, os jogadores do River apertaram a marcação. Na saída de bola, aos 9, Ruben Capria tocou para Martin Simeone, que tentou driblar Almeyda. O camisa 5 o desarmou e recuou para Barrado, que fez um lançamento no corredor esquerdo para Coudet chutar, em situação idêntica à anterior e, novamente, vencer Saja: River 4x2.

Destaque do jogo: Eduardo Coudet. A torcida pede sua troca por Carbonero ou Ledesma, mas a diretoria o mantém no elenco. Vaiado ao entrar no intervalo e trocar de posição com Barrado, Coudet se desdobrou para fechar o lado esquerdo do meio de campo e tentar organizar o time. Saiu do banco para marcar dois gols e terminou nos braços da torcida.

NOTAS RÁPIDAS

  • A vitória do Boca tirou qualquer chance do Racing de chegar aos playoffs, fazendo da equipe de Avellaneda a segunda eliminada no torneio.
  • Expulso contra o Racing, o atacante Funes Mori cumprirá suspensão na próxima rodada.
  • A rodada termina amanhã, com San Lorenzo x Independiente e Estudiantes x Velez. Se tudo der certo, os jogos agora serão quarta, sábado e domingo até o final, com o campeonato se encerrando no dia 08/06.
  • O milestone da rodada vai para dois jogadores. O primeiro gol contra o Boca foi o trigésimo de Cigogna com a camisa do Huracán, enquanto Pelletieri fez o décimo com a camisa do Racing contra o River.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Torneio Apertura 2014 - Décima Segunda Rodada - 14/05/2014

Nesta ótima tarde de quarta-feira, com algumas nuvens a colorir o céu, foi encerrada a décima segunda rodada do Apertura, com dois jogos de pura emoção. Vamos a eles!

BOCA JUNIORS 2x3 RACING

Duas equipes com muito em comum. Não confirmado por ninguém, mas de conhecimento geral, o câmbio de treinadores ao final do campeonato parece irreversível. Além disso, tanto Boca quanto Racing têm como auxiliares os irmãos Buchanans Special Reserve, sendo o 7 o de Boca e o 3 o do Racing. A derrota de Estudiantes e River Plate dá ao Boca o direito de sonhar com a vice liderança, caso vença seu oponente. O bom futebol apresentado até então dava ao time de Paralelo o favoritismo na partida. Já do lado do Racing, um último sopro de esperança para as pouquíssimas chances de classificação. Se não vencesse, a equipe de Avellaneda seria eliminada do campeonato. No primeiro turno, Racing 1x3 Boca Juniors.

Tão logo a bola rolou, o espetáculo e a polêmica deram o ar de sua graça. Com apenas 30 segundos de jogo, Ruben Capria e Martin Simeone fizeram uma estonteante tabela, até o camisa 8 receber próximo à entrada da área e chutar forte. A bola tocou no travessão e Abbondanzieri deu um tapa no ar para tirá-la, mas José Roberto Wright validou o gol, dizendo que a bola já havia passado da linha fatal: Racing 1x0 e confusão com os jogadores do Boca partindo para cima do árbitro.

Contornada a confusão, o relógio voltou a correr e o Boca deu a saída. Em jogada idêntica, a tabela foi entre Riquelme e Basualdo, com o camisa 11 driblando Ruben Capria e chutando antes de Quiroz chegar. A bola entrou no ângulo de Saja e o jogo estava empatado em 1x1 aos 45 segundos.

A partir daí, a polêmica foi esquecida e o espetáculo voltou a reinar absoluto. Com lindas tramas, tanto Boca quanto Racing chegavam à meta adversária. Mas desarmes espetaculares, defesas de ponta de dedo e a trave evitaram um novo gol, até que o acaso e a genialidade deram as mãos. Palácio cobrou escanteio curto para Riquelme, que devolveu a Cagna na meia lua. O camisa 8 chutou e Saja fez linda defesa. A bola subiu e Quiroz deu de cabeça a Martin Simeone. Vendo que Acosta estava marcado, o camisa 8 apontou para Pelletieri correr pela ponta direita e passou para o camisa 7. Pelletieri recebeu, avançou e, da entrada da área, chutou em diagonal e fez lindo gol: Racing 2x1.

No intervalo, Paralelo sacou Palácio e pôs Guillermo Barros Schelloto, visando dar mais qualidade ao toque de bola. Já Madeirite sacou Pocchetino (que havia falhado em duas ocasiões) e pôs Fariña.

Quando a bola rolou, o nível continuou alto, mas o Racing começou a se sobressair, com lindas jogadas. Aos 4 minutos, Diego Capria cobrou lateral no campo de defesa para Quiroz, que fez um lançamento lindo e primoroso para o outro lado do campo. A bola encontrou Latorre, que invadiu a área e chutou na saída de Abbondanzieri para ampliar: Racing 3x1.

O time de Avellaneda passou a tocar a bola e esperar o tempo passar, enquanto um desarrumado Boca tentava chegar ao campo de ataque. Quando Riquelme resolveu organizar as coisas, o Boca passou a chegar. Aos 8 minutos, Schelloto tocou para Riquelme, que chutou para linda defesa de Saja. Schelloto cobrou o corner na cabeça de Palermo, que testou com força e deu números finais ao jogo: Boca 2x3.

Destaque do jogo: Martin Simeone. Impressiona a qualidade deste jogador, completo. Marcou, armou, fez tabelas, organizou a equipe. Marcou um gol, deu assistência para outro e foi o grande nome da partida.

VELEZ SARSFIELD 1x2 HURACÁN

Já eliminado, o Velez decidiu usar os três jogos finais para começar a aprontar a equipe para a Copa Olé e o restante da temporada. Já o Huracán quer a vitória para voltar ao G4, chegar à vice liderança e espantar o fantasma da rodada (nenhum time entre o segundo e quarto lugares venceu). No primeiro turno, Huracán 4x2 Velez.

Quando a bola rolou, parecia que o fantasma ainda estava circulando o gramado do Itaquá Dome. O Velez tomou a iniciativa do jogo e rondou a área do rival, que teve que contar com as defesas de Islas para não sair perdendo, enquanto buscava o contra ataque.

Aos 3 minutos, uma falha minúscula mostrou que com o mito não há perdão. Emiliano Papa recebeu no bico da sua área e levantou a cabeça para procurar opção de passe e essa pequena olhada foi o suficiente. Cigogna lhe roubou a bola com um toquinho e chutou para vencer Sosa, fazendo Huracán 1x0.

O Velez não desanimou e continuou em cima, mas com o placar a seu favor, o Huracán se fechou na defesa e saiu nos contra ataques com velocidade, o que fez com que as principais ações fossem suas. Já nos acréscimos, Islas cobrou tiro de meta para o meio. Centurión dominou e avançou, dando lindo passe nas costas de Claudio Hussain para Cigogna. De frente para o goleiro, o mito não perdoa e o Huracán fazia 2x0 naquele momento.

No intervalo, Valdir Espinoza tirou Claudio Hussain (Gago passou a ser o capitão) e Turco Assad para colocar Cubero e Lucas Pratto. Já Sr Rabina sacou Milano e Minici e pôs Barrales e Erramuspe.

O jogo caiu um pouco de nível, com o Huracán satisfeito e o Velez desanimado. Somente nos acréscimos, quando Ruben Masantonio fez uma falta na lateral esquerda da área em Papa o placar mudou. Insua cobrou com categoria e a bola entrou no ângulo oposto de Islas, mas já era tarde: Velez 1x2.

Destaque do jogo: Daniel Cigogna. É difícil o melhor jogador da partida não ser o cara que marcou os dois gols da vitória de sua equipe. Com precisão cirúrgica e faro de gol, o mito marcou para sua equipe e garantiu o segundo lugar ao término da rodada.

CLASSIFICAÇÃO

1° Estudiantes - 27 pontos
2° Huracán - 19 pontos, 36 gols pró
3° Estudiantes - 19 pontos, 35 gols pró
4° River Plate - 18 pontos
5° Boca Juniors - 17 pontos
6° San Lorenzo - 14 pontos
7° Racing - 12 pontos
8° Velez Sarsfield - 6 pontos

ARTILHARIA

1° Daniel Cigogna (Huracán) - 17 gols
2° Nestor Silvera (Independiente) - 14 gols
3° David Trezeguet (River Plate) - 12 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • O milestone da rodada vai para Diego Latorre. O gol marcado contra o Boca foi o décimo de sua carreira.
  • Com os resultados da rodada e somente 6 pontos em disputa, o Racing tem pouquíssimas chances de classificação. Tem que vencer seus jogos, fazer muitos gols e torcer contra Boca e River. O River não pode pontuar e o Boca só pode fazer 1 ponto até lá.
  • Já o Independiente só precisa de mais um ponto para garantir o primeiro lugar na classificação.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Torneio Apertura 2014 - Décima Segunda Rodada - 12/05/2014

Como não houve jogos no final de semana passado e nem haverá no próximo sábado, a décima segunda rodada do Apertura começou na tarde desta segunda-feira, de céu limpo e temperaturas baixas, mas com dois jogos de muita emoção. Vamos a eles!

INDEPENDIENTE 5x2 ESTUDIANTES

O duelo do líder contra o vice líder colocava duas equipes distintas em campo. O Independiente, dono de invejável campanha e vindo de goleada sobre o Velez (5x0), queria garantir a classificação com uma vitória nesta rodada. Já o Estudiantes, vindo de 3 jogos sem vitória, a chance de redenção com uma vitória sobre o líder era o combustível. No primeiro turno, Estudiantes 3x4 Independiente.

A bola rolou e o que se viu foi um jogo de altíssimo nível, digno de um duelo entre os dois times que lideram o campeonato. Ambas as equipes jogavam com inteligência e lindas jogadas eram realizadas, com destaque para o Estudiantes, que atacava mais, porém deixava espaços na defesa. E foi assim que, aos 4 minutos, o placar foi inaugurado. Após recuperação de bola, Fredes recuou para Vella, que tocou a Facundo Parra. Como a bola veio atrás, o camisa 17 voltou tudo e deu a Gracián no meio. Com passe de pura maestria, o camisa 19 tocou para Silvera que, mesmo acossado por Desábato e Braña, chutou de pé direito e mandou para o fundo das redes de Andujar: Independiente 1x0.

A resposta do Estudiantes veio na saída de bola. Verón tocou para Leandro Benítez, que driblou Gracián e Montenegro e, da entrada da área, chutou forte e com curva para vencer Hilário Navarro: Estudiantes 1x1.

O Estudiantes continuou jogando bem, principalmente com Verón e Benítez, que armavam boas jogadas para Mauro Boselli e Gastón Fernandez, mas deixavam o time exposto a contra ataques e foi assim que, aos 7 minutos, o Independiente voltou a ficar na frente. Montenegro interceptou passe que iria para Boselli e tocou para Fredes, que lançou para Parra. O camisa 17 chamou a marcação e tocou para Gracián em linda jogada de ultrapassagem. O camisa 19 invadiu a área e chutou forte, de bico, para vencer Andujar e fazer Independiente 2x1.

Antes do intervalo, houve espaço para polêmica. Aos 9 minutos, Angeleri disputou com Busse de forma mais intensa. O árbitro Wilson Neca não deu falta e o camisa 2 tocou para Verón, que girou da intermediária, pela direita. A bola ganhou velocidade e efeito e não deu chances a Navarro: Estudiantes 2x2.

No intervalo, Bayer tirou Mattheu e pôs Acevedo. Já Cristaldo sacou Rodrigo Braña (que devia dar proteção à zaga, mas não o fazia) e colocou Mathias Sanchez em seu lugar.

A ideia de Cristaldo era, com Sanchez, ter a proteção que Braña não dava. Mas, na prática, nada mudou. O Estudiantes continuou fazendo boas jogadas, mas era exposto a contra ataques. Aos 3 minutos, Facundo Parra recebeu e avançou pela direita, cruzando para a entrada da área. Vella recebeu e chutou forte, sem marcação, para fazer Independiente 3x2.

O gol desestabilizou o Estudiantes, que passou a tentar o ataque desordenadamente. Aos 7 minutos, Angeleri fez falta em Silvera na esquerda, afastado da área. Gracián cobrou com maestria, mesmo de longe, e fez o seu segundo no jogo: Independiente 4x2.

O gol deu ao Estudiantes a certeza que a vitória não chegaria e o time iria para o quarto jogo sem vencer. O Independiente tomou conta do terreno de jogo e chegou ao quinto gol nos acréscimos. Em bola recuperada, Acevedo tocou na esquerda para Mareque, que fez lindo lançamento para Facundo Parra no outro lado do campo. O camisa 17 tocou de primeira para Fredes, que invadiu até a entrada da área e chutou rasteiro para vencer Andujar: Independiente 5x2.

Destaque do jogo: Hilário Navarro. Linda atuação de Facundo Parra (autor de 3 assistências), mas o Independiente só venceu por conta das ótimas defesas de Navarro. O Estudiantes pressionou quase que em toda a partida, mas parou nas mãos do goleiro, com excelente atuação.

RIVER PLATE 2x4 SAN LORENZO

Com péssimas atuações, o River não vence há dois jogos e desperta a desconfiança de sua torcida. Francescoli pediu a seus atletas que voltassem a se concentrar no jogo de passes e não olhassem para o outro lado do campo. Do lado do San Lorenzo, os 8 jogos sem vencer incomodaram. Romagnoli chamou a atenção nos treinamentos e pediu para os jogadores suarem sangue nas últimas rodadas, em um esforço para voltarem ao futebol de alto nível que os levou a serem considerados favoritos ao título nas três primeiras rodadas. No primeiro turno, San Lorenzo 1x1 River Plate.

Quando a bola rolou, não se via o San Lorenzo dos últimos 8 jogos. Tocando bem a bola e puxando a equipe para a frente, o time de Almagro dominava as ações, principalmente nas tabelas entre Romagnoli e Piatti. O River, por sua vez, era o mesmo dos últimos jogos: sem criatividade, sem vontade de vencer, esperando o acaso.

Mas o acaso dá as caras no Apertura várias vezes. Aos 6 minutos, Gallardo fez linda jogada e chutou. Migliore se esticou e mandou a corner. Ortega cobrou no primeiro pau e Trezeguet chegou testando forte, para mandar a bola para o fundo das redes e comemorar o primeiro gol: River 1x0.

Apesar do desanimo por ver que, novamente, jogavam bem e não venciam, os jogadores do San Lorenzo continuaram jogando, incentivados por Romagnoli. E foram compensados aos 9 minutos. Trezeguet recebeu bola esticada e dividiu com Migliore. O goleiro levou a melhor e afastou a bola, que encontrou Reynoso. O camisa 5 deu a Romagnoli na meia esquerda, que tabelou com Buffarini e recebeu de volta já na entrada da área. Romagnoli trouxe para o pé direito e chutou com efeito para vencer Carrizzo. Feito isso, bateu no peito, apontou ao chão e fez a taunt da Paloma: San Lorenzo 1x1.

Se o empate caía dos céus, o que dizer uma virada? O River errou a saída e Reynoso pegou a bola perdida, dando a Romagnoli no meio. O camisa 10 tocou para Piatti, que avançou pela esquerda e chutou próximo à entrada da área para vencer Carrizzo e fazer San Lorenzo 2x1.

No intervalo, Francescoli tirou Buonanotte e colocou Funes Mori. Já Nilson sacou Raul 'Pipa' Estevez e pôs Bordagaray, visando dar mais consistência ao ataque.

O jogo perdeu um pouco do brilho e ficou mais restrito ao meio de campo. Até que, aos 4 minutos, Gallardo tocou a Funes Mori na esquerda. O camisa 9 avançou, driblou dois marcadores, trouxe para o pé direito e chutou da entrada da área para vencer Migliore: River 2x2.

Na saída de bola, o lance que poderia ter resolvido o jogo: Romagnoli tentou chutar e fez falta tripla, recebendo o cartão vermelho. Esperava-se que o River fosse dominar e partir para a vitória, mas o San Lorenzo se multiplicou em campo. Piatti tomou conta da armação e Reynoso se agigantou na entrada da área, como não se via desde a terceira rodada.

Aos 8 minutos, Reynoso roubou bola de Trezeguet e tocou para Piatti. O camisa 12 avançou pela esquerda e, com passe de gênio, inverteu para a direita, onde Bordagaray recebeu, invadiu a área e tocou na saída de Carrizzo: San Lorenzo 3x2.

Desesperado, o River partiu em busca do empate, mas se desorganizou e viu os jogadores do San Lorenzo ganharem todas as disputas. A equipe de Almagro passou a tocar a bola, no estilo do River Plate de outrora, e chegou ao quarto gol já nos acréscimos, em linda jogada coletiva que terminou em passe de Piatti para Stracqualursi concluir de dentro da área: San Lorenzo 4x2.

Destaque do jogo: Ignácio Piatti. Romagnoli seria eleito o melhor em campo se não fosse expulso. Como foi, seu fiel escudeiro levou os louros. Após a expulsão do capitão (Amelli herdou a faixa), o camisa 12 trouxe a responsabilidade para seus pés e se desdobrou tanto na marcação quanto na armação. Fez um gol e deu assistências para tirar o San Lorenzo de uma fila de 8 jogos.

NOTAS RÁPIDAS

  • Com a vitória sobre o Estudiantes, o Independiente é a primeira equipe a se classificar para os playoffs. O time de Avellaneda chegou aos 27 pontos e não pode mais ser alcançado pelo Huracán (o primeiro fora do G4), que só pode chegar a 26.
  • Por outro lado, a derrota do Velez para o mesmo Independiente na rodada anterior fez da equipe a primeira a ser eliminada do campeonato. O Velez tem 6 pontos e só pode chegar a 15, enquanto o Boca (o quarto colocado) tem 17.
  • Após o jogo entre Independiente e Estudiantes, atletas de ambas as equipes reclamaram dos erros de arbitragem, o que levou o juiz Wilson Neca a ser julgado pelo TJB. Os auditores suspenderam o árbitro por uma partida.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Torneio Apertura 2014 - Décima Primeira Rodada - 09/05/2014

Está cada vez mais difícil casar datas para realizar os jogos. Por este motivo, a molhada tarde de sexta-feira foi o dia escolhido para o complemento da décima primeira rodada do Apertura 2014. Vamos aos jogos!

ESTUDIANTES 2x2 RIVER PLATE

Um jogo de duas equipes apreensivas. Vindo de duas derrotas por goleada (1x4 Huracán e 2x5 Boca), o Estudiantes perdeu a liderança e viu o Independiente se distanciar na dianteira. A semana livre de treinos fez Cristaldo preparar melhor a equipe, a fim de reencontrar o rumo das vitórias. O River também vem de derrota (3x4 Independiente), a sua primeira no campeonato. Mas Francescoli está preocupado com o péssimo futebol apresentado até então, com 5 empates em 10 jogos. Atenção na marcação e toque de bola eram a chave da equipe Millonaria. No primeiro turno, River Plate 5x2 Estudiantes.

O jogo começou com o River partindo para cima, mas curiosamente sem a participação de seus atacantes. Logo a um minuto, em boa jogada de contra ataque pela esquerda, a equipe de Nuñez abriu o marcador. Paz tocou na esquerda para Berizzo e o lateral avançou. Com bom passe para a entrada da área, o camisa 6 viu Barrado dominar, trazer para o pé direito e chutar com extrema categoria, fazendo River 1x0.

O Estudiantes não se importou com a adversidade e buscou se organizar. Com isso, o empate era questão de tempo. Aos 3 minutos, Almeyda derrubou Enzo Perez na entrada da área. Verón cobrou com extrema categoria e Carrizzo não alcançou: Estudiantes 1x1.

No intervalo, Cristaldo trocou Angeleri por Boselli. Já Francescoli tirou o apagadíssimo Trezeguet e lançou Funes Mori, que recebeu cartão amarelo antes da bola rolar, por ter entrado em campo sem autorização do árbitro.

Com a bola rolando, o Estudiantes fez aquilo que já fazia na última metade do primeiro tempo. Mais bem plantado, o time marcava bem e saía em bons contra ataques, com organização e toque de bola. Aos 4 minutos, a virada. Em boa trama, Enzo Perez tocou para Verón, que deu a Gastón Fernandez. O camisa 10 invadiu a área, tentou driblar Carrizzo, mas foi derrubado pelo goleiro. Pênalti que Federico Fernandez cobrou no canto direito de Carrizzo, que quase chegou nela: Estudiantes 2x1.

O time de La Plata continuou dominando e perdendo oportunidades, enquanto o River era desorganizado e não conseguia sequer criar uma jogada. Mas, aos 9 minutos, a sorte ficou do lado do time millonario e o empate foi selado. Boselli fez falta em Placente, que cobrou na direita para Ferrari. O lateral direito fez um lançamento para o outro lado do campo e encontrou Ortega livre no bico da área. O camisa 10 entrou chutando cruzado e venceu Andujar, para fazer River 2x2.

Destaque do jogo: Juan Sebastian Verón. O camisa 11 voltou a jogar o futebol que levou o Estudiantes à ponta da tabela. Mais adiantado, foi o armador central e principal fonte de ataque do time. Fez um gol em cobrança magistral de falta, iniciou a jogada que culminou no pênalti do segundo gol e foi presença constante no ataque.

INDEPENDIENTE 5x0 VELEZ SARSFIELD

No duelo entre o primeiro e o último colocados, o que menos importava era o que rolava dentro das quatro linhas. Ao Independiente, a vitória o distanciaria na liderança e era um passo importantíssimo rumo à classificação. Contando com o retorno de Gracián (suspenso na última rodada), a ordem era vencer respeitando a dor do adversário. Do lado do Velez é que as coisas estavam agitadas. Rumores indicavam que o novo treinador já tinha acertado contrato e que Valdir Espinoza já havia acertado para dirigir o São Paulo, bastando apenas a desclassificação no campeonato para o anúncio ser feito. No primeiro turno, Velez 1x3 Independiente.

Quando a bola rolou, no entanto, a impressão que dava era a de que os jogadores do Velez tinham uma nova ideia: ganhar todos os jogos e classificar o time. Tocando bem, marcando e chegando ao ataque, a equipe tomou a dianteira do jogo. Uma tabela entre Insua e Gago, onde o camisa 5 acertou o travessão de Navarro mostrava que o Velez era melhor.

Mas o Independiente não é líder à toa. Basta um equívoco e a equipe encontra as redes. E assim aconteceu aos 4 minutos, quando Lucas Romero tentou desarmar Fredes e saiu com bola e tudo pelo lado. Facundo Parra cobrou o lateral para Vella, que invadiu pelo meio sem ser incomodado e chutou na saída de Sosa para fazer Independiente 1x0.

Mesmo perdendo, o time de Buenos Aires ainda jogava bem. Com Insua se movimentando e criando chances, o Velez não parecia estar atrás no marcador e na tabela. Mas foi se desorganizando e um novo erro lhe impôs novo revés. Aos 9 minutos, Sosa colocou a bola no chão para repor, mas não havia para quem tocar. Enquanto ele procurava, Vella lhe roubou a bola e foi atingido pelo goleiro. Quem cobrou o penal foi Nestor Silvera, que bateu no canto direito do goleiro, à meia altura, e fez Independiente 2x0.

Nos acréscimos, ainda tivemos um golpe de crueldade. Insua tocou para Romero e recebeu na frente, mas foi desarmado por Gracián. O camisa 19 tocou para Busse, que tabelou com Silvera e recebeu na frente, perdendo o ângulo. Quando ocorre esse tipo de situação, o indicado é chutar com o lado do pé e torcer para a bola fazer a curva, mas quando se é líder do campeonato, tenta-se o mais difícil que ele se realizará. Busse deu uma cavadinha. A bola subiu, perdeu força e caiu dentro do gol, a despeito dos esforços de Sosa de mandá-la por cima. O golaço levava o Independiente ao intervalo com 3x0.

No intervalo, Bayer sacou Facundo Parra e colocou Dario Gandin. Já Valdir Espinoza sacou Romero e Turco Assad e mandou a campo Cubero e Lucas Pratto.

O Velez não teve forças para reagir e viu o Independiente, mais organizado, dominar o jogo. A equipe passou a tocar a bola e esperar uma chance de ampliar, ou simplesmente esperar o fim do jogo. Aos 3 minutos, em linda tabela pela esquerda, Mareque tocou para Silvera, que deu belo passe para Montenegro. O camisa 5 trouxe para o meio e chutou no canto de Sosa, para fazer Independiente 4x0.

Goleado, o Velez ainda tentou descontar, mas a ótima marcação do líder do campeonato os forçava a se desfazer da bola. Já nos acréscimos, Vella tocou para Fredes, que lançou em profundidade para Gandin. O camisa 9 invadiu a área e foi derrubado por Sosa, em penal que Silvera cobrou da mesma forma que o anterior e deu números finais ao confronto: Independiente 5x0.

Destaque do jogo: Luciano Vella. O camisa 2 se superou na partida de hoje. Como elemento surpresa, fez um gol e sofreu o pênalti que originou o segundo tento. Ainda foi presença constante no ataque, tabelando e servindo aos companheiros.

CLASSIFICAÇÃO

1° Independiente - 24 pontos
2° Estudiantes - 19 pontos
3° River Plate - 18 pontos
4° Boca Juniors - 17 pontos
5° Huracán - 16 pontos
6° San Lorenzo - 11 pontos
7° Racing - 9 pontos
8° Velez Sarsfield - 6 pontos

ARTILHARIA

1° Daniel Cigogna (Huracán) - 15 gols
2° Nestor Silvera (Independiente) - 13 gols
3° David Trezeguet (River Plate) - 11 gols

NOTAS RÁPIDAS

  • Apesar de ainda ter chances remotas de se classificar, a diretoria do Velez apenas esperou o apito final para anunciar seu novo treinador. O escolhido é Tripa Seca, que vinha treinando o Rio Cricket na liga niteroiense.
  • Antigo jogador do Imperatriz e de outras equipes na Era Amadora da FIFUBO, Tripa Seca foi um volante clássico, de boa visão de jogo e senso de marcação apurado. Como treinador, não teve muitos jogos pelo Rio Cricket para mostrar seu estilo.
  • Apesar de a diretoria não ter definido metas com Espinoza (pois a equipe estava estreando e conhecendo a Liga), houve um descontentamento grande com o time, último colocado do campeonato e com algumas goleadas sofridas, o que acelerou a busca por um novo comandante.
  • Valdir Espinoza continuará treinando o Velez até o final do campeonato, enquanto Tripa Seca já estará na concentração, a fim de conhecer os jogadores, o auxiliar Parraguez (que se manterá na equipe após a saída do treinador), a metodologia de trabalho e, também, se fazer conhecer.
  • Ao término da participação do Velez na competição, Espinoza vai dirigir o São Paulo. Rumores indicam que o convite havia sido feito quando as duas equipes se enfrentaram, no amistoso de estreia do Velez na FIFUBO. Mas, ninguém confirma.
  • O milestone da rodada vai para Diego Armando Barrado. O gol marcado contra o Estudiantes foi o décimo do camisa 19 pelo River Plate.