sexta-feira, 1 de maio de 2026

LMC - Abril - 01/05/2026

Com 1/3 do ano preenchido, é hora de vermos como foi o quarto mês de competições de nossas ligas favoritas. Vamos ao resumo de abril!
GIRO D'ITALIA

O mês da LMC já começou com a primeira das 3 Grandes Voltas do Ciclismo Mundial. O resumo do Giro D'Italia você confere aqui.

BABY GIRO

Tão logo terminou o Giro D'Italia, os ciclistas independentes partiram para a disputa do Baby Giro, cujo resumo você confere aqui.

CAMPEONATO EUROPEU

No domingo,19, os ciclistas europeus da LMC e do Circuito Independente se encontraram em Luxemburgo para a edição 2026 do Campeonato Europeu, por conta do título de Andy Schleck em 2025. A prova era de montanha, difícil, com poucos trechos planos e, entre eles, montanhas de 6 a 10% de inclinação, sendo a última em 7%.

Disputado em um dia de céu azul e temperatura agradável, o Campeonato Europeu é a segunda prova do calendário em número de ciclistas (41), só perdendo para a Copa do Mundo (que conta com 52). A corrida desse ano viu um domínio da França antes de sua metade, quando Thibaut Pinot saiu em fuga e foi aumentando a diferença a cada rodada do pedal, sendo perseguido a uma distância por um grupo de três ciclistas em que dois deles eram franceses (Sylvain Chavanel e Julian Alaphilippe).

Porém, imprimir um ritmo alto em uma corrida longa e com subidas inclinadas costuma cobrar um preço alto e foi na penúltima montanha que Pinot percebeu isso. Nesse momento, o único não francês do grupo aproveitou para atacar, encontrou o rival na cabeça de prova e o deixou para trás.

Na última montanha, com 7% de inclinação, o belga da Jumbo Visma não deu chances a ninguém, manteve o ritmo forte e venceu o Campeonato Europeu de 2026. O italiano Michele Scarponi (Lampre) deu um ataque maravilhoso na última subida, se descolou do grupo em que estava e terminou com o vice-campeonato. Na emocionante disputa pela terceira posição, Peter Sagan e Thibaut Pinot disputaram centímetro a centímetro e serviu de consolo ao francês da Française De Jeux, que levou a melhor e completou o pódio, deixando o eslovaco da Bora, campeão em 2020, em quarto lugar.

Foi uma linda história de redenção de Woult Van Aert, após abandonar o Baby Giro e brilhar na corrida com uma média incrível de 15,1 por trecho, conquistando seu primeiro título na LMC. Este foi o segundo título europeu da Bélgica, após a conquista de Remco Evenepoel em 2022, o que garante a edição de 2027 do Campeonato Europeu naquele país.

O então campeão, Andy Schleck, foi bem, mas terminou na vigésima quinta posição, o que mostra que a corrida teve um nível excelente, tanto que não teve abandonos. O Campeonato Europeu não conta pontos para o ranking, apenas para o ranking independente, e neste o único que pontuou foi justamente o campeão.

O pódio do Campeonato Europeu 2026. No alto, com o troféu de vencedor, o belga Woult Van Aert (Jumbo Visma). Abaixo dele, o italiano Michele Scarponi (Lampre), segundo colocado. Abaixo do troféu, o francês Thibaut Pinot (Française De Jeux), terceiro colocado.

CAMPEONATO PANAMERICANO

Ainda no dia 19, os ciclistas das Américas do Norte e do Sul se encontraram na Argentina para a disputa do Campeonato Panamericano 2026, disputado naquele país por conta do título de Francisco Chamorro em 2025. O traçado escolhido era majoritariamente plano, com duas montanhas encadeadas, em 5 e 6% de inclinação, e chegada em sprint.

A prova ocorreu em um dia de céu azul e calor, e foi um exemplo perfeito do duelo entre juventude e experiência. Desde o início, Vinícius Rangel saiu em fuga e aumentou o ritmo a cada rodada do pedal, sendo perseguido por Lance Armstrong, com a distância aumentando ainda mais. Na última subida, Rangel preferiu descansar para ficar com as pernas frescas para o sprint final, quando Lance Armstrong atacou e passou pelo adversário. Quando o terreno voltou ao plano, Rangel atacou novamente e aí foi o seu erro. Na tentativa de se distanciar, gastou energia demais, não conseguiu se desvencilhar de Armstrong e ficou sem pernas para o sprint final.

Assim, o norte-americano da USPS conseguiu superar o adversário e conquistou o Campeonato Panamericano de 2026 pela segunda vez, já que havia sido campeão em 2021, além de vice em 2024 e terceiro em 2020 e 2022. Ao brasileiro da Imperatriz, terceiro em 2025, restou o vice-campeonato e uma lição importante. O argentino Francisco Chamorro (Credite Agricole), atual campeão, vinha muito mal até a metade, andando sempre na última colocação. Mas melhorou, aumentou o ritmo, foi superando os rivais e conseguiu o terceiro lugar, para se somar ao título de 2025, ao vice em 2019 e ao terceiro em 2023.

Este foi o segundo título de Lance Armstrong do Campeonato Panamericano, o primeiro no ano e o sétimo na LMC, em uma corrida de bom nível e que terminou sem abandonos. Com essa conquista, o Panamericano de 2027 será disputado nos Estados Unidos. Assim como Campeonato Europeu, o Panamericano não conta para o ranking da LMC, apenas para o Independente. E o único que pontuou aqui foi Vinícius Rangel.

O pódio do Campeonato Panamericano 2026. No alto, com o troféu de campeão, o norte-americano Lance Armstrong (USPS). Abaixo dele, o brasileiro Vinícius Rangel (Imperatriz), segundo colocado. Abaixo do troféu, o argentino Francisco Chamorro (Credite Agricole), terceiro colocado.

COPA DO MUNDO

No dia 21, chegava a prova magna da LMC. A Copa do Mundo de Ciclismo é a única de todo o calendário que conta com os 52 ciclistas dos dois rankings e tem 12 turnos, sendo a maior de todas as corridas da temporada. Esse ano a disputa foi na França, depois do título de Bryan Coquard em 2025, com duas voltas em um circuito longo, que passava por três montanhas, com 6% (no início) e 8 e 9% antes de retornar ao ponto de partida. Na última volta, ao invés de tomarem o traçado que leva à primeira montanha, os ciclistas desviam para a linha de chegada, em sprint.

A corrida se deu em um dia de céu azul e muito calor. O pelotão andou junto no primeiro terço, quando chegaram as montanhas mais duras e começaram os ataques. Nesse momento, Rafael Andriato começou a se destacar, imprimindo um ritmo muito alto e buscando se distanciar dos demais. Mas Copa do Mundo é uma prova longa e de estratégia, mais do que de ritmo alto. Aos poucos, Andriato foi cansando e a distância dos rivais diminuía. Quando foram para a última passagem pela linha de largada, um cansado Rafael Andriato já não conseguia reagir e foi nesse momento que Nairo Quintana atacou, abrindo vantagem enquanto um grupo perseguidor com seis atletas tentava lhe dar caça e o pelotão se esticava para tentar apanhar os escapados.

A distância era muito grande e o show continuou mesmo na linha de chegada. O colombiano Nairo Quintana (Movistar) não deu chances aos rivais e conquistou a Copa do Mundo de Ciclismo 2026 com uma estratégia impecável. A alguma distância, o campeão de 2021, Damiano Cunego (Lampre) chegou para ficar com o vice-campeonato. Em terceiro, completando a dobradinha italiana no pódio, chegou Vincenzo Nibali (Astana), que aproveitou o cansaço de Rafael Andriato (mesmo este sendo sprinter) para completar o pódio. O brasileiro da Imperatriz ficou com a quarta colocação. Destaque também para Axel Merckx. O belga da T-Mobile, campeão em 2024, fez ótima corrida e terminou na quinta colocação. Completando o G6, porque a Copa do Mundo conta pontos para os rankings da LMC e Independente, chegou o holandês Mathieu Van Der Poel (Corendon Circus).

Esta foi a primeira vez que Nairo Quintana conquistou a Copa do Mundo, seu primeiro título no ano e o quinto na LMC. Também foi o primeiro título da Colômbia na principal prova da temporada, o que dá ao país o direito de sediar a competição em 2027 e a Nairo Quintana a camisa arco-íris até a próxima Copa do Mundo (depois disso, o arco-íris passa à manga dos campeões pelo resto de suas carreiras). O então campeão, Bryan Coquard, fez boa prova até a metade, mas o cansaço bateu e ele se despediu da camisa arco-íris na trigésima quarta colocação.

A corrida teve um nível razoável, nem ruim, nem bom. Embora alguns ciclistas dessem show, houve um número enorme de quedas e atendimentos, seja mecânico ou médico, o que puxou o ritmo para baixo. Mesmo assim, os 52 ciclistas completaram a corrida. Este foi o terceiro ano seguido que o campeão mundial veio do Circuito Independente, o que mostra a força dos ciclistas daquele calendário.

Após a Copa do Mundo, Greg Van Avermaet permanece na liderança do ranking, com 86 pontos, e Bryan Coquard na do ranking independente, com 64 pontos.

O pódio da Copa do Mundo 2026. No alto, com o troféu de campeão, o colombiano Nairo Quintana (Movistar). Abaixo dele, com o troféu de vice-campeão, Damiano Cunego (Lampre). Abaixo do troféu de campeão, completando a dobradinha italiana no pódio e com o troféu de terceiro colocado, Vincenzo Nibali (Astana).

VOLTA DA COLÔMBIA

No dia 22, um contra relógio dava início à Volta da Colômbia 2026, uma competição que, à exceção da primeira, tinha montanhas em todas as etapas, com algumas delas bem inclinadas e a definição dos campeões no geral e na montanha saindo na última corrida. Por esse motivo, é uma competição muito mais voltadas aos escaladores do que aos ciclistas por etapas. O contra relógio de abertura terminou com vitória do italiano Domenico Pozzovivo (AG2R), com o inglês Mark Cavendish (T-Mobile) em segundo e o holandês Bauke Mollema (Rabobank) em terceiro.

Na quinta etapa, a primeira de montanha, a LMC viu a história sendo feita novamente e quase superada. André Greipel não ligou para não ser o seu estilo, imprimiu um ritmo absurdo de forte, deixou os rivais comendo uma poeira histórica e por um ponto não bateu o recorde da LMC, de Tom Boonen e seus 109 pontos de esforço na Fleche Wallonne de 2025. Com 108 pontos e média de 18 por trecho, Greipel fez a performance do ano até aqui e dificilmente será superado. A vitória onde foi terceiro em 2023 lhe deu as camisas amarela e branca de bolinhas amarelas, azuis e vermelhas, acumulando a liderança tanto no geral quanto na montanha. O segundo nessa prova foi Primoz Roglic e o terceiro, Alberto Contador.

No dia 27, os 37 ciclistas restantes chegaram à última etapa da Volta da Colômbia com a fatura já praticamente liquidada, pois Lance Armstrong, Mark Cavendish e Michele Scarponi teriam que disputar em si a vitória na corrida e nas duas metas volante ao longo do percurso, e ainda torcer para André Greipel não chegar entre os seis primeiros. A disputa da montanha ainda estava em aberto, com Primoz Roglic, Alberto Contador e Francisco Chamorro lutando para superar o ciclista alemão.

Disputada em mais um dia de calor forte, a corrida teve um bom ritmo, com ataques e contra ataques dignos de uma etapa de montanha. O duelo final desta etapa foi o mesmo do ano passado e o seu desfecho, também. O brasileiro Murilo Fischer (FDJ) conseguiu um ataque derradeiro e venceu pelo segundo ano consecutivo, deixando o inglês Mark Cavendish (T-Mobile) para trás. As pernas desse não aguentaram e ele ainda foi superado pelo italiano Michele Scarponi (Lampre), que conseguiu a segunda colocação, deixando Mark Cavendish em terceiro, em uma prova sem abandonos.

O pódio da sexta etapa. No alto, com o troféu de vencedor, o brasileiro Murilo Fischer (Française De Jeux). Abaixo dele, o italiano Michele Scarponi (Lampre), segundo colocado. Abaixo do troféu, o inglês Mark Cavendish (T-Mobile), terceiro colocado.

Bastou passar a primeira meta volante para ninguém mais ter chances de título, restando a André Greipel cruzar a linha de chegada para ser coroado. Ele sentou na bicicleta, andou com calma, cruzou na vigésima primeira posição e ganhou a Volta da Colômbia 2026 tanto no geral quanto na montanha. Com uma vitória na segunda etapa e outra com show na quinta, o alemão da Lotto Belisol não deu chances aos seus rivais para conquistar os dois títulos de forma avassaladora, um feito enorme para quem passou 2025 inteiro sem uma vitória sequer. Aos títulos dessa Volta se soma o da Milan Sanremo no ano e, agora, ele tem 7 na LMC.

Com as conquistas, André Greipel assumiu a liderança do ranking, com 99 pontos.

O pódio da Volta da Colômbia 2026. No alto, com os troféus de campeão geral e de montanha, o alemão André Greipel (Lotto Belisol). Abaixo do troféu de campeão, o inglês Mark Cavendish (T-Mobile), vice-campeão. Abaixo do troféu de montanha, o italiano Michele Scarponi (Lampre), terceiro colocado.

CLÁSSICA DE SAN SEBASTIAN

No dia 30, os ciclistas independentes alinharam no norte da Espanha, para a Clássica de San Sebastian, que é uma corrida que começa e termina no plano, mas tem montanhas de 9 e 11% entre aqueles trechos, mais voltada aos ciclistas de clássicas, mas podendo beneficiar montanhistas e sprinters também.

Foi mais um dia de muito calor, mas os ciclistas entregaram uma prova incrível. Desde o início, Woult Van Aert buscou a fuga, mas foi acompanhado de perto por Axel Merckx e Tadej Pogacar. Na metade da prova, o campeão europeu não aguentou o ritmo e dropou, deixando a disputa para Merckx e Pogacar, que continuaram travando um duelo incrível até a disputa final, em sprint.

Foi palmo a palmo, a cada virada do pedal, deixando o publico na ponta dos pés que os dois protagonizaram uma das melhores disputas da temporada e, ao final, foi o belga da T-Mobile quem conseguiu a vitória, deixando o esloveno da UAE com um amargo tri-vice, já que chegou em segundo também em 2024 e 2025. Muito tempo depois chegou o terceiro colocado, o irlandês Sam Bennet (Bora), em uma corrida de altíssimo nível e que terminou sem abandonos. A vitória de Axel Merckx tem um gosto especial, pois foi aqui, em 2021, que ele conseguiu seu primeiro triunfo na LMC.

Após a Clássica de San Sebastian, Bryan Coquard permanece na liderança do ranking independente, com 64 pontos.

O pódio da Clássica de San Sebastian. No alto, com o troféu de vencedor, o belga Axel Merckx (T-Mobile). Abaixo dele, o esloveno Tadej Pogacar (UAE), segundo colocado. Abaixo do troféu, o irlandês Sam Bennet (Bora), terceiro colocado.

RANKING

1º André Greipel (Lotto Belisol) - 99 pontos;
2º Greg Van Avermaet (CCC) - 88 pontos;
3º Tom Boonen (Quickstep) - 79 pontos.

RANKING INDEPENDENTE

1º Bryan Coquard (Cofidis) - 64 pontos;
2º Tadej Pogacar (UAE) - 59 pontos;
3º Nairo Quintana (Movistar) - 50 pontos.

NOTAS RÁPIDAS
  • Abril termina com 7 competições disputadas, uma a menos que março e duas a mais que abril de 2025. O calendário vai sendo mantido, mas o Giro D'Italia demandou mais tempo e, por isso, diminuiu um pouco as corridas do mês.
  • Foram 10 abandonos nas corridas do mês, um número bem maior que o mês anterior (2) e dois a mais que abril de 2025. O Giro D'Italia, com 6, puxou esse número para cima.
  • A média dos pontos de esforço das competições da LMC foi de 2397, bem inferior a março (372 pontos a menos). No Circuito Independente, a média foi de 741, inferior em 7 pontos a março. Tivemos os campeonatos Europeu, Panamericano e Mundial e, como as duas ligas se misturam, fizemos uma média à parte para esses, que ficou em 3681.

JSL

No sábado e domingo, 25 e 26, o Skatepark do Imperatriz Arena foi palco de mais uma competição do calendário da JSL, o I9 Jam 2026.

Os skatinhos amadores foram para a pista no sábado, em um lindo dia de céu azul e muito calor, ideal para a prática do skate. As voltas, com juízes mais rigorosos e algumas falhas, apresentaram notas um pouco mais baixas. Apenas Dalminho Tadafila, Negro Fumante e Manoel Mau Exemplo conseguiram 8,5. Charlinho Charlô, Fandinho Macaco e Jorge Ben10 fizeram 7,5.

No strawberry milkshake, os erros também foram a praxe. Dalminho Tadafila, Negro Fumante e Manoel Mau Exemplo acertaram 2, Charlinho Charlô fez apenas 1 e Fandinho Macaco e Jorge Ben10 erraram todas. Nos flips, foi a vez de Manoel Mau Exemplo brilhar, errando apenas uma. Jorge Ben10 e Charlinho Charlô acertaram 3, Negro Fumante e Fandinho Macaco conseguiram 2 acertos e Dalminho Tadafila, apenas 1.

Assim, na primeira bateria, os classificados foram Dalminho Tadafila e Charlinho Charlô, ambos com 11,5, mas o líder foi Dalminho Tadafila, por melhor nota na volta (8,5 x 7,5). Com 9,5, Fandinho Macaco foi eliminado. Na segunda bateria, se classificaram Manoel Mau Exemplo (14,5) e Negro Fumante (12,5). Jorge Ben10, com 10,5, foi eliminado. Ele precisava acertar 4 flips para ter alguma chance, mas errou os dois primeiros e só cumpriu tabela, sem pressão, acertando os demais.

Chegou o momento da grande final amadora! As voltas melhoraram, mas sem 9club ainda. Negro Fumante e Manoel Mau Exemplo pularam na frente, com 8,5, enquanto Charlinho Charlô e Dalminho Tadafila acompanhavam de perto, com 8. A decisão seria nas manobras! Começando com o strawberry milkshake, um show de Dalminho Tadafila e Negro Fumante, acertando todas, deu uma mostra de quem iria disputar o título, já que Charlinho Charlô (com 2 acertos) e Manoel Mau Exemplo (errando todas) ficaram muito distantes da disputa.

Nos flips, Charlinho Charlô foi o primeiro a entrar e, precisando acertar pelo menos quatro de cinco tentativas, errou todas e deu adeus ao terceiro título em quatro competições na temporada. Dalminho Tadafila entrou a seguir, acertou apenas uma e foi para a liderança. Mas Negro Fumante chegou logo depois, precisando de apenas um acerto para ficar com o título. Acertou duas e sentenciou o título. Manoel Mau Exemplo entrou já sem chance nenhuma de ficar com o bi, acertou apenas uma e encerrou de forma decepcionante a fase final.

Assim, Negro Fumante conquista o I9 Jam 2026 na categoria amador e faz uma interessante alternância de conquistas com Charlinho Charlô. Este conquista um título, Negro Fumante conquista o seguinte e, com duas cada, os dois vão dominando o circuito amador até aqui. Este foi o nono troféu conquistado por Negro Fumante na JSL. Charlinho Charlô manteve a liderança do ranking, com 26 pontos, mas Negro Fumante encosta, com 22. 

A classificação final da categoria amador foi a seguinte:

Campeão - Negro Fumante - 15,5 pontos;
Vice-campeão - Dalminho Tadafila - 14 pontos;
3º lugar - Charlinho Charlô - 10 pontos;
4º lugar - Manoel Mau Exemplo - 9,5 pontos;
5º lugar - Jorge Ben10;
6º lugar - Fandinho Macaco.

Negro Fumante é o campeão amador do I9 Jam. Mas a I9 não tem nada de amadora. Seus produtos são de altíssima qualidade!

No domingo, foi a vez dos skatinhos pro irem para o Skatepark do Imperatriz Arena, em mais um dia de muito calor. A JSL teve nova ampliação, com a chegada de um novo skatinho para a disputa pro, mas ele não foi inscrito a tempo de participar do I9, então a primeira bateria (onde ele ficaria) teve somente quatro skatinhos.

Nas voltas, tivemos um show de alguns atletas, principalmente Mad Dog Krypto, Tony Walk e Nuno Santamaria, que fizeram 9,5 mesmo com os juízes mais rigorosos. Também entraram para o 9club Fabiana Delfino, Pepe Bala Perdida e Kyle Walker, ambos com 9. Rovani Fukuoka, Cecil Peñarrubia, Aurelien Giraud, Raica Leal, Nyjah Dallas e Brian Reid fizeram 8,5. Will Mart fez 8 e Chris Joslin, errando muito, ficou com a pior nota, 7,5.

No strawberry milkshake, muitos erros, mas outros dando show. Fabiana Delfino, Tony Walk e Brian Reid erraram um só, cada. Will Mart, Kyle Walker e Nuno Santamaria acertaram 3. Mad Dog Krypto, Aurelien Giraud e Nyjah Dallas acertaram 2. Rovani Fukuoka, Chris Joslin e Pepe Bala Perdida só acertaram 1, enquanto Cecil Peñarrubia e Raica Leal, como sempre, erraram todas as tentativas.

Nos flips, o erro continuou sendo a regra. O show ficou por conta de Tony Walk e Raica Leal, que só erraram uma. Mad Dog Krypto, Nuno Santamaria e Nyjah Dallas acertaram 3. Fabiana Delfino e Kyle Walker acertaram 2. Chris Joslin, Pepe Bala Perdida, Will Mart, Cecil Peñarrubia, Aurelien Giraud e Brian Reid acertaram uma só e Cecil Peñarrubia, novamente, passou totalmente em branco.

A disputa foi emocionante principalmente na terceira bateria, mas o strawberry milkshake já tinha deixado a fatura meio que liquidada em todas. Assim, se classificaram na primeira bateria Fabiana Delfino (15 pontos) e Pepe Bala Perdida (11). Com 9,5, Rovani Fukuoka e Chris Joslin foram eliminados. Na segunda bateria, os classificados foram Mad Dog Krypto (14,5) e Kyle Walker (14), com Will Mart (12), Aurelien Giraud (11,5) e Cecil Peñarrubia (9,5) eliminados. Na terceira bateria avançaram Tony Walk (17,5) e Nuno Santamaria (15,5), com Nyjah Dallas, Brian Reid (ambos com 13,5) e Raica Leal (12,5) eliminados.

Chegou o momento da grande final, já com a projeção de um duelo entre Nuno Santamaria e Tony Walk. Mas as voltas foram decepcionantes, principalmente esses dois últimos, que fizeram, respectivamente, 7,5 e 8. Kyle Walker e Fabiana Delfino também fizeram 8. Pepe Bala Perdida conseguiu 8,5 e o único que brilhou, fazendo a sua manobra assinatura e levantando o público, foi Mad Dog Krypto, que conseguiu um 9.

No strawberry milkshake, o esperado duelo não aconteceu e, junto com Pepe Bala Perdida, Nuno Santamaria e Tony Walk só acertaram 1. Kyle Walker acertou 2, Mad Dog Krypto fez 3. Mas o show foi de Fabiana Delfino, que pulou para a liderança ao lado daquele último ao errar apenas 1.

A decisão ficou para os flips e, lá, rolou a maior polêmica nesses dois anos de existência da JSL. Kyle Walker decepcionou e errou todas. Pepe Bala Perdida e Nuno Santamaria acertaram 2 e Tony Walk foi o melhor, com 3 acertos. Enquanto Nuno Santamaria dava adeus ao sonho do bi, Mad Dog Krypto e Fabiana Delfino decidiam o título.

Terceiro a tentar, Mad Dog acertou apenas uma e foi para a liderança, obrigando Fabiana Delfino (que vinha na sequência, antes de Nuno Santamaria e Tony Walk) a acertar duas para ficar com o título. Ela errou a primeira tentativa, acertou a segunda e errou as duas seguintes. Era tudo ou nada na última manobra. Foi dado o toque, o skatinho levantou, girou e caiu em pé, faltando apenas a Delfino cair com os dois pés em cima dele. Mas ela caiu só com o de trás, e o da frente chegou a tocar no chão antes de ir para o skatinho. Os juízes desconsideraram esse "erro" e falaram que a manobra foi válida. Enquanto Mad Dog Krypto protestava e o público vaiava, claramente querendo que o campeão fosse aquele, Fabiana Delfino levantava o troféu em meio à polêmica.

A classificação final do I9 Jam na categoria pro foi a seguinte:

Campeã - Fabiana Delfino - 14 pontos;
Vice-campeão - Mad Dog Krypto - 13 pontos;
3º lugar - Tony Walk - 12 pontos;
4º lugar - Pepe Bala Perdida - 11,5 pontos;
5º lugar - Nuno Santamaria - 10,5 pontos;
6º lugar - Kyle Walker - 10 pontos;
7º lugar - Nyjah Dallas;
8º lugar - Brian Reid;
9º lugar - Raica Leal;
10º lugar - Will Mart;
11º lugar - Aurelien Giraud;
12º lugar - Chris Joslin;
13º lugar - Rovani Fukuoka;
14º lugar - Cecil Peñarrubia.

Em meio à polêmica e com o terceiro título em cinco competições no ano, Fabiana Delfino dispara na liderança do ranking, com 33 pontos, e vai se garantir também em maio, já que a distância para o segundo colocado, Tony Walk, é de 13 pontos.

Em meio à polêmica, Fabiana Delfino conquista o I9 Jam na categoria pro. Quem não quer polêmica se garante com produtos de qualidade. E a I9 é certeira nisso!

A JSL se expandiu novamente nesse mês de abril. No mesmo dia do I9 pro, chegou à Liga o mais novo skatinho, para reforçar a armada brasileira frente ao expansionismo norte-americano. Trata-se de Alessandro Dias, o Maneirinho, da equipe Flip, um skatinho especialista em aéreos, que promete encantar o público com suas duas manobras assinatura: o tornado 900 e o triplo flip.

Alessandro Dias, o Maneirinho, é o novo skatinho da  JSL.

SUNDAY LEAGUE

O Subbuteo está passando por um momento difícil. Com o calendário apertado por conta de finais de semana curtos e o tempo que sobra para as atividades principais da FIFUBO (leia-se LMC e JSL), a Sunday League passa semanas sem um jogo sequer. A Copa do Mundo bate às portas, faltam 2 meses para o evento, é hora de começar a ver as seleções, fazer uns amistosos, sortear grupos e se preparar para a grande competição. Então a Sunday League foi suspensa onde parou e, se for retomada ainda esse ano (há uma chance mínima), será mais pro final do ano, junto com a Liesa.

Além disso, outra coisa que ficou parada no final do ano passado está passando por reformulação e será novidade em breve aqui no blog. Sim, o Baseball Society vai voltar! Na postagem de maio teremos as grandes mudanças e, quem sabe, já alguns jogos para contar como foi. Mas o beisebol está voltando e isso é outro ponto que sufoca mais o Subbuteo, dificultando bastante o retorno da Sunday League.

BASEBALL SOCIETY

O beisebol está voltando!

Uma das grandes novidades de 2025, o Baseball Society marcou presença no calendário esportivo quando, em 25/08, a primeira partida de beisebol foi disputada sob o guarda-chuva da FIFUBO. Isótopos e Pescadores entraram em um campo improvisado no estacionamento da Praia de Itaipu, arrastando uma multidão para assistir à magra vitória dos Pescadores, 1x0.

De lá pra cá, foi implementado o sistema de séries. Como só tínhamos essas duas equipes, elas partiam para disputas temáticas melhor de três jogos, só que a última série do ano, a urbana, não chegou a ser concluída. O grande problema de diversificar o jogo é que ele é realizado com miniaturas de Sportsclix, uma tentativa de fazer um jogo esportivo aproveitando a mania dos Mage Knight e Heroclix. Só que a produção terminou em 2005 e é muito difícil encontrar peças por um bom preço e com variedade, o que acabou dificultando a formação de uma nova equipe para variar com os Isótopos e Pescadores. Também havia um outro problema, que é a dificuldade em ter o mesmo jogador com luva e taco, formando a equipe da forma como eu idealizei, em que todos jogam na defesa e no bastão. Assim, ao invés da equipe ter 7 jogadores, acabava ficando com 13. Por esses motivos, o jogo foi abandonado até o ano completar o seu primeiro terço. Mas então veio uma virada no sistema.

Saem as miniaturas de Sportsclix, entram os cards, transformando o jogo em um cardgame. As regras não mudam; continuam seguindo o estilo de um dado de oito lados para o arremessador e outro para o rebatedor e uma tabela dizendo o que a combinação de números representa na partida (strike, bola, rebatidas simples, duplas, triplas, home-run, etc.). O que muda é a representação do jogo. Agora, o card representa o atleta, tanto na defesa quanto na rebatida, formando uma economia de jogadores (finalmente as equipes passam a ter 7 jogadores) e espaço, pois a representação com miniaturas exigia uma distância em forma de cruz do montinho do arremessador até as bases e o home plate de 15 a 20 centímetros, fora mais uns 10 a 20 centímetros atrás da segunda base para formar o outfield, além do dugout das duas equipes, atrás da primeira e terceira bases, com os jogadores formando duas fileiras (de defensores e rebatedores).

Agora, o jogo é posicional. Logo, o tamanho do campo é bem menor, com o jogador de defesa atrás da base e o atacante na frente. Não há dugout nem fileira; os cards são empilhados para formar a ordem dos rebatedores e aquele que irá rebater é retirado do topo do bolinho e, encerrada a sua participação, colocado na parte de baixo do mesmo.

Outra coisa importantíssima é que a economia com os cards é enorme. Pelo preço de um time de Sportsclix, foi comprado um pack com 59 cards, o que permite a formação de 8 times e ainda ter 3 cards para reservas. Com isso, a expansão da liga é inevitável. Novos times devem surgir e as equipes poderão contar com reservas, tudo dependendo da aquisição de novos pacotinhos de cards. Também há a previsão de incorporar os cards de softball, permitindo a inclusão de mulheres e formando equipes totalmente femininas ou mistas, aumentando ainda mais a diversão do jogo.

O sistema de séries está mantido, mas saem as temáticas e entram as de países. As equipes irão rodar o continente americano em disputas em campos de primeiríssima qualidade, campos medianos, campos de qualidade duvidosa, ruas, parques... abrindo um mundo de possibilidades. Além das séries, podemos ter campeonatos, copas, jogos amistosos, talvez até um All Star Game. Agora, que o jogo saiu do marasmo de apenas duas equipes, o céu é o limite.

OS TIMES

Ficou definido que os oito times originais do Baseball Society seriam os seguintes: Almirantes, Apaches, Cervejeiros, Industriais, Isótopos, Narcos, Senadores e Pescadores, que se dividem em duas ligas.

Na Liga dos Produtores estão os Cervejeiros, os Industriais, os Isótopos e os Pescadores. Na Liga dos Profissionais, estão os Apaches, os Almirantes, os Narcos e os Senadores. A maioria das séries será disputada dentro da própria Liga, mas teremos séries interligas também, e as competições serão com as oito equipes misturadas. Novas equipes entrarão nessas duas Ligas.

O DRAFT

No sábado, 25, foi realizada a apresentação das equipes e o draft, começando do zero a formação daqueles que irão disputar as partidas de beisebol. Os 56 jogadores se dividiam em 24 pitchers, 3 catchers, 15 infielders (jogadores de primeira, segunda e terceira bases) e 14 outfielders (jogadores de jardim direito e esquerdo). Um sorteio definiu a ordem dos times para as escolhas no draft  e ficou assim: 1. Isótopos, 2. Senadores, 3. Cervejeiros, 4. Pescadores, 5. Industriais, 6. Almirantes, 7. Narcos, 8. Apaches.

O draft começou escolhendo um pitcher por equipe. Depois, os 16 pitchers restantes se misturaram aos 3 catchers para a escolha de um por equipe, sendo que os catchers obrigatoriamente teriam que sair ali naquele sorteio. Assim, 5 pitchers se misturaram aos catchers e os 11 restantes foram misturados aos infielders. Para a escolha desses, foram realizadas 3 rodadas de draft (uma por base) e, nove pitchers poderiam ser selecionados, junto com os 15 infielders que obrigatoriamente teriam que sair aqui. Os dois últimos pitchers iriam para as duas rodadas dos outfielders e ali o draft seria encerrado.

O pitcher selecionado no draft de catcher, de infielder e de outfielder seria inscrito naquela posição. Mas, durante o jogo, ele pode substituir o pitcher titular, que irá para a posição dele tanto no campo quanto como rebatedor.

A primeira escolha do draft na história do Baseball Society foi o pitcher Cristopher Sanchez, de La Romana, República Dominicana, oriundo do Philadelphia Phillies. A regra do draft diz que todas as equipes têm que ter três pitchers em suas equipes. Aquelas que tivessem escolhido mais de três em suas rodadas teriam que trocar com as que tivessem menos que aquele número, por jogadores carentes em suas equipes e que sobrassem naquelas. Somente duas equipes ficaram acima do número, os Isótopos tiveram um arremessador a mais e nenhum jogador de infiel, e os Apaches, com incríveis três arremessadores acima do número e sem catcher, dois infielders e um outfielder. Os Pescadores e os Narcos ficaram com um arremessador a menos e os Almirantes, com dois a menos. Somente Senadores, Cervejeiros e Industriais tinham a equipe formada e não precisariam de trocas.

Assim, os Isótopos mandaram Logan Gilbert para os Pescadores e receberam Christian Moore em troca. Os Apaches mandaram dois jogadores aos Almirantes, Carson Whisenhunt e Gavin Williams, e receberam Jakob Marsee e Colson Montgomery. Depois, os Apaches mandaram Jonah Tong e Landen Roupp para os Narcos e receberam Angel Martinez e Anthony Seigler.

AS EQUIPES

Finalizado o draft, é hora de conhecermos as equipes que se formaram a partir dele, com suas características e destaques.

ALMIRANTES

Os marinheiros das cores azul marinho e branco disputam a Liga dos Profissionais e utilizam um jogo equilibrado, com boa média de rebatidas e conquista de bases, mais do que de pontos individuais.

O time dos Almirantes é o seguinte: Pitcher - Bryan Woo, Catcher - Shea Langeliers, Primeira Base - Landen Roupp (arremessador reserva), Segunda Base - Colson Montgomery, Terceira Base - Alex Freeland, Jardineiro direito - Carson Whisenhunt (arremessador reserva), Jardineiro Esquerdo - Dylan Beavers.

O destaque é Dylan Beavers. O jardineiro esquerdo, vindo do Baltimore Orioles após ser draftado pela Universidade da Califórnia é o artilheiro da equipe e também o melhor em roubo de bases. Não se destaca em home runs, mas casa perfeito com o jogo de bases da equipe.

APACHES

Os guerreiros indígenas de vermelho e preto usam as forças de seus ancestrais para se impor na Liga dos Profissionais com rebatidas longas e avanço de bases em velocidade, formando uma combinação de potência e velocidade que, somado ao melhor bullpen dentre as oito equipes, lhes torna uma das equipes mais perigosas do esporte.

O time dos Apaches é o seguinte: Pitcher - Lazaro Estrada, Catcher - Eric Lauer (arremessador reserva), Primeira Base - Gavin Williams (arremessador reserva), Segunda Base - Angel Martinez, Terceira Base - Anthony Seigler, Jardineiro Direito - Jakob Marsee, Jardineiro Esquerdo - Rafael Devers.

O destaque é Eric Lauer. Apesar de draftado para catcher, o experiente pitcher canhoto do Toronto Blue Jays, vindo da Universidade Kent State, e tem números absurdos quando arremessa, se tornando uma arma pronta para ser usada nos momentos mais complicados, além de ter uma leitura privilegiada do jogo por trás do home plate para escolher as melhores jogadas e colher as características de cada rebatedor.

CERVEJEIROS

A equipe amarela e branca da Liga dos Produtores traz refresco e embriaga seus torcedores com um equilíbrio ímpar na defesa e no ataque. Seu infield é um dos melhores dentre as oito equipes. Com trocas rápidas, dificulta muito o avanço e força o adversário a tentar rebatidas longas.

O time dos Cervejeiros é o seguinte: Pitcher - Sean Burke, Catcher - Chad Patrick (arremessador reserva), Primeira Base - Kyle Freeland (arremessador reserva), Segunda Base - Bobby Witt Jr., Terceira Base - Ronny Mauricio, Jardineiro Direito - Riley Greene, Jardineiro Esquerdo - Roman Anthony.

O destaque é Bobby Witt Jr. O segunda base veio do Kansas City Royals, após ser draftado da Universidade de Oklahoma é um jogador de boa leitura e raciocínio rápido na defesa, além de excelente em roubos de base. Também é o artilheiro e quem consegue mais home runs para a equipe.

INDUSTRIAIS

O cinza e o marrom mostram a força dessa equipe produtora, que promete força bruta para demolir seus adversários na Liga dos Produtores. Os Industriais aliam um bullpen de arremessos fortes com uma equipe de rebatedores de força, o que pode gerar muitos home runs, mas também fraco jogo de corridas.

O time dos Industriais é o seguinte: Pitcher - Payton Tolle, Catcher - Max Fried (arremessador reserva), Primeira Base - Vladimir Guerrero Jr, Segunda Base - Sonny Gray (arremessador reserva), Terceira Base - Max Schuemann, Jardineiro Direito - TJ Friedl, Jardineiro Esquerdo - Julio Rodriguez.

O destaque é Vladimir Guerrero Jr. O primeira base chegou aos Industriais vindo do Toronto Blue Jays, após ótima passagem pelos Leones de Escogido, da República Dominicana, e, com essa habilidade de sua pátria, é disparado o atleta com os melhores números dentre seus companheiros, mas é um jogador de força. Não espere grandes avanços e roubos de base dele, mas sim rebatidas longas e muita força.

ISÓTOPOS

Os químicos da Liga dos Produtores são a equipe número 1 do Baseball Society. A equipe verde e branca já jogou algumas séries contra os Pescadores em 2025 e venceu todas, aliando uma técnica altíssima com jogadores inteligentes e completos, muitos deles oriundos do beisebol latino, como o cubano Adolis Garcia, o venezuelano Ronald Acuña Jr e o dominicano Cristopher Sanchez. A equipe conta com um outfield fortíssimo, o que garante defesas espetaculares e rebatidas incríveis.

O time dos Isótopos é o seguinte: Pitcher - Cristopher Sanchez, Catcher - Bo Naylor, Primeira Base - Clayton Kershaw (arremessador reserva), Segunda Base - Christian Moore, Terceira Base - Kris Bubic (arremessador reserva), Jardineiro Direito - Ronald Acuña Jr, Jardineiro Esquerdo - Adolis Garcia.

O destaque é Ronald Acuña Jr. O polêmico jardineiro direito venezuelano oriundo do Atlanta Braves  gosta de provocar os arremessadores adversários, o que frequentemente se traduz em boas rebatidas. Quando chega em base é um perigo, pois rouba a base seguinte com a maior facilidade. Se o arremessador piscar, ele já não está mais onde estava antes.

NARCOS

A equipe amarela e preta da Liga dos Profissionais segue uma carreira baseada na velocidade. Rebatidas curtas não são um problema para os jogadores, que chegam rapidamente em bases. Na defesa, contam com um catcher muito bom em leitura de cada rebatedor, orientando o arremessador na melhor escolha para cada um.

O time dos Narcos é o seguinte: Pitcher - Will Warren, Catcher - William Contreras, Primeira Base - Jonah Tong (arremessador reserva), Segunda Base - Bryan Abreu (arremessador reserva), Terceira Base - Josh Smith, Jardineiro Direito - Julio Rodriguez, Jardineiro Esquerdo - Tyler Freeman.

O destaque é o dominicano Julio Rodriguez, o artilheiro da equipe, líder em home runs e, disparado, o melhor ladrão de bases da equipe. O jogador, oriundo do Seattle Mariners após se destacar pelos Leones de Escogido de seu país natal, traz no sangue o beisebol dominicano, uma das maiores escolas de jogadores técnicos no mundo.

PESCADORES

O azul e branco do mar trazem a força desta equipe da Liga dos Profissionais, que são perigosos no bastão, mas não tão bom no arremesso, com um bullpen que não é o ponto forte da equipe. Assim, a equipe tem que compensar com uma defesa bem postada e veloz. Mesmo assim, seu arremessador titular consegue segurar as pontas para os rebatedores terem mais tranquilidade quando a equipe ataca.

O time dos Pescadores é o seguinte: Pitcher - Camilo Doval, Catcher - Bubba Chandler (arremessador reserva), Primeira Base - Gavin Sheets, Segunda Base - Logan Gilbert, Terceira Base - Jose Altuve, Jardineiro Direito - Drew Gilbert, Jardineiro Esquerdo - Jacob Melton.

O destaque é Camilo Doval. O pitcher oriundo do New York Yankees é mais um jogador da escola dominicana e traz em seu sangue um jogo técnico que o faz se destacar em um bullpen fraco.

SENADORES

O azul escuro e o branco dão o tom da equipe que disputa a Liga dos Profissionais, que promete ditar as regras do jogo. Com números bem equilibrados tanto nos arremessos quanto nas rebatidas, os Senadores formam uma equipe completa, que alia juventude e experiência na dose certa e muita competitividade.

O time dos Senadores é o seguinte: Pitcher - Jack Leiter, Catcher - Shane Smith (arremessador reserva), Primeira Base - Trevor Rogers (arremessador reserva), Segunda Base - Chad Stevens, Terceira Base - Addison Barger, Jardineiro Direito - Masataka Yoshida, Jardineiro Esquerdo - James Wood.

O destaque é Masataka Yoshida. O astro japonês é a grande estrela internacional do Baseball Society e veio do Boston Red Sox sempre se destacando por onde passou, seja no Japão, pelo Orix, seja nos Estados Unidos, pela equipe de Boston. A expectativa é altíssima em vê-lo mostrar no campo os excelentes números em home runs, corridas impulsionadas e rebatidas consistentes.

SHUFFLEBOARD

Um dos esportes que giram no mundo da FIFUBO, mas não têm ligas fixas, apenas torneios esparsos, é o shuffleboard. Esse jogo tão divertido, da família da bocha e do curling, aparece de vez em quando no nosso blog e, no mês de abril, marcou presença com o Campeonato Sulamericano. A competição, disputada no Imperatriz Arena, contou com equipes dos 10 países do nosso continente, nas modalidades por pontos (em que o vencedor é quem soma mais pontos nas 3 rodadas do jogo) e nocaute (em que o vencedor de cada rodada é quem soma mais pontos, mas o vencedor da partida é quem vence mais nas 3 rodadas) e, em ambas as competições, 9 seleções se dividiram em 3 grupos de 3 cada, com os vencedores avançando para a semifinal. O Brasil, como país-sede, já estava nas semifinais em ambos os torneios.

O Imperatriz Arena é palco do Campeonato Sulamericano de Shuffleboard.

A disputa da modalidade por pontos foi disputada no dia 01 e não faltou emoção, pois cada rodada pode apresentar uma reviravolta incrível. O jogo de abertura foi entre Bolívia e Peru e terminou com vitória boliviana por 13x9. Ainda pelo grupo A, o Peru venceu a Venezuela (18x17) e, na última rodada, a Bolívia derrotou a Venezuela (13x11), conseguindo a classificação.

No grupo B, a Argentina, campeã olímpica, chegou como franca favorita, mas perdeu pro Equador (11x14). O Uruguai derrotou o Equador (11x7) e, na última rodada, a Argentina venceu por 12x11. Os três empataram com 1 vitória e 1 derrota, mas o Uruguai avançou pelo número total de pontos (22, contra 21 do Equador e 20 da Argentina).

No grupo C, o Chile estreou vencendo a Colômbia (16x15) com uma virada incrível ao chegar na última rodada perdendo de 7x13. Depois, a Colômbia foi eliminada ao perder pro Paraguai (13x14) e, na última rodada, Paraguai e Chile disputaram ponto a ponto quem ficaria com a vaga. No final, vitória chilena por 15x14, na prorrogação, e classificação às semifinais.

Nas semifinais, o Chile não tomou conhecimento do Uruguai e venceu por 16x8. A Bolívia se aproveitou do nervosismo brasileiro para vencer por 13x12. Na disputa do bronze, o Brasil se recuperou e derrotou o Uruguai por 13x11.

A grande final, entre Chile e Bolívia, colocou frente a frente as duas únicas equipes invictas, o poderoso ataque chileno (47 pontos anotados) e a forte defesa boliviana (32 pontos sofridos). As duas primeiras rodadas foram equilibradíssimas. O Chile venceu a primeira, a Bolívia venceu a segunda e assumiu a liderança por um ponto. Na terceira e última, o atleta chileno demonstrou um nervosismo fora do comum, desperdiçou duas pedras e só conseguiu anotar 3 pontos. Já o boliviano, com maestria, quase conseguiu a rodada perfeita, anotando 8 pontos e finalizando o jogo em 22x16 para a Bolívia.

Assim, a Bolívia conquista o Campeonato Sulamericano de Shuffleboard 2026 na modalidade por pontos. O Chile ficou com a medalha de prata e o Brasil ficou com a medalha de bronze. Os dois finalistas tiveram a melhor pontuação total, com 61 cada. A maior decepção foi a Argentina, que era favoritíssima ao título após o ouro nas Olimpíadas de 2024, mas acabou eliminada na primeira fase em último no seu grupo.

No dia 06, foi disputada a modalidade nocaute e os dois primeiros grupos tiveram empate entre as 3 equipes. No grupo A, a Argentina venceu o Peru, o Peru derrotou a Colômbia e a Colômbia bateu a Argentina, todas por 2x1. O desempate era duelo direto de uma pedra. O Peru obteve duas vitórias e ficou com a vaga. A Argentina ganhou só da Colômbia e foi eliminada, junto com a equipe colombiana, que perdeu as duas.

No grupo B, novo empate triplo. A Venezuela derrotou a Bolívia, a Bolívia derrotou o Paraguai e o Paraguai derrotou a Venezuela, todas por 2x1. Na disputa extra, o Paraguai ficou com duas vitórias, a Venezuela uma e a Bolívia, duas derrotas. O Paraguai se classificou.

No grupo C, as coisas foram mais simples. O Chile derrotou o Equador e o Uruguai por 2x1 e garantiu a vaga antecipada. No jogo dos eliminados, o Uruguai fez 2x1 no Equador.

Nas semifinais, o Peru fez o jogo técnico e superou o jogo sujo do Paraguai, ganhando por 2x1 e avançando à final. Empurrado pela sua torcida, o Brasil não tomou conhecimento do Chile, fez o único 3x0 do torneio e também foi à final.

Na disputa da medalha de bronze, o Paraguai continuou no jogo sujo, mas acabou provando do próprio remédio, pois seu jogo consiste em tentar tirar as pedras do adversário do tabuleiro, mas o bate-rebate tirou as pedras paraguaias. O Chile venceu por 2x1 e conquistou o terceiro lugar.

Na grande final, o nervosismo bateu tanto para o Peru quanto para o Brasil. As duas primeiras rodadas terminaram empatadas e foram para a pedra extra. E em ambas o Peru venceu, já liquidando a fatura. O Brasil venceu a última, mas perdeu a partida por 2x1. Assim, o Peru se tornou campeão sulamericano de shuffleboard na modalidade nocaute, com o Brasil ficando com a medalha de prata e o Chile, com o bronze.

A competição mostrou que ao menos na América do Sul os países andinos estão à frente dos demais. A Bolívia conquistou nos pontos e o Peru no nocaute. O Chile e o Brasil saíram da competição com o pódio duas vezes, com uma medalha de prata e outra de bronze, cada. A grande decepção foi a Argentina, campeã olímpica, eliminada na primeira fase em ambas as competições. O shuffleboard continua e ainda esse ano teremos outros torneios. Quem sabe até o mundial!

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