Março foi um mês de poucos dias livres nos finais de semana, agenda apertada, mas muito esporte nas mesas do mundo. Então vamos conferir cada resultado, suas resenhas e emoções, começando pela LMC!
TIRRENO ADRIATICO
Ainda
em fevereiro, no dia 28, os ciclistas se preparavam para uma das melhores
competições do calendário. O Tirreno Adriático corta a Itália de um lado a
outro ao sul da Ilha de Elba, começando na costa do mar Tirreno e terminando na
do Adriático, com montanhas em todas as etapas, aumentando a porcentagem
conforme a competição vai avançando. O campeão de montanha, inclusive, só sai
na última etapa, pois há pontos em disputa até o final. Por esse motivo, é uma
prova muito mais para os escaladores do que para os ciclistas por etapas.
A
cronoescalada de abertura, de altíssimo nível, terminou com vitória do terceiro
colocado em 2022, Alberto Contador (Astana). O segundo foi o belga Tom Boonen
e, o terceiro, fechando a dobradinha espanhola no pódio, Oscar Freire
(Rabobank).
Por
problemas diversos e muitos adiamentos, a última etapa só foi disputada na
sexta-feira 13, com uma etapa de montanha que consagraria os campeões. Por
haver muitos pontos em metas volante, 25 dos 39 ciclistas restantes tinham
chances de título, tanto no geral (cuja maglia azzurra estava com Alberto
Contador) quanto na montanha (cuja camisa branca de bolinhas verdes e vermelhas
estava com Primoz Roglic).
A
chuva que caiu com força deu um refresco, mas foi um desafio a mais que causou
muitas quedas e drama durante todo o percurso. Os sprinters dominaram ao
tentarem uma fuga, mas as montanhas da metade final eram muito inclinadas e
eles logo foram alcançados por ciclistas de maior resistência. Ao final, a
vitória coube ao inglês Chris Froome (Sky), terceiro em 2024, que conseguiu uma
boa vantagem na subida final para vencer. Em segundo chegou o holandês Mathieu
Van Der Poel (Corendon Circus) e, em terceiro, o italiano Filippo Pozzato
(Acqua & Sapone), em uma prova sem abandonos.
Os pontos sendo distribuídos entre os sprinters em sua maioria, um vencedor que não disputava o título, nenhum dos 25 postulantes fazendo algo que pudesse levá-los ao título e um campeão quase medíocre. O espanhol Alberto Contador (Astana) fez uma corrida péssima, com duas quedas e muitas dores, chegando a estar em último várias vezes, mas cruzando em trigésimo sexto lugar para ficar com um título que foi conquistado graças a um ótimo desempenho nas duas primeiras etapas.
Outro que fez corrida ruim, mas teve motivos para comemorar ao final, foi o esloveno Primoz Roglic (Imperatriz), que cruzou em vigésimo terceiro, mas não viu os rivais fazerem pontos suficientes para tirar o seu título de montanha. Este foi o primeiro título de Roglic na temporada, o quinto de montanha e o décimo terceiro para a Imperatriz, que venceu o Tirreno Adriático de 2025 com Rafael Andriato.
Mas
Alberto Contador foi quem fez história mesmo, ao conquistar o cobiçado Tridente
de Ouro pela terceira vez. O tricampeão conquistou o Tirreno Adriático em 2020,
2022 (quando também conquistou na montanha) e 2026, um feito incrível, que é o
seu primeiro título na temporada e o décimo quarto na LMC.
Após
o Tirreno Adriático, Greg Van Avermaet permanece na liderança do ranking, com
60 pontos.
BRABANTE PRIJS
No
dia 14, os ciclistas independentes alinharam na região central da Bélgica para
mais uma clássica duríssima. O Brabante Prijs é um festival de subidas
inclinadas, muros e muito pavê, sendo plana somente na largada e na chegada em
sprint e sendo mais propícia aos ciclistas de clássicas.
A
corrida foi disputada em um lindo dia de céu azul e temperatura agradável e foi
uma clássica das mais típicas, com cada um buscando o seu ritmo, ataques e
contra ataques sucessivos, mas decidida já no início, quando o belga Axel
Merckx (T-Mobile) tentou a fuga, abriu vantagem e não foi mais incomodado para
finalmente vencer, depois do segundo lugar em 2022 e o terceiro em 2024. O
segundo colocado foi o brasileiro Magno Nazaret (Vasco da Gama), terceiro em
2023 e vencedor em 2024. Em terceiro chegou o colombiano Egan Bernal (Ineos),
vencedor no ano passado, em uma prova de bom nível e que terminou sem
abandonos.
Após
o Brabante Prijs, Nairo Quintana permanece na liderança do ranking
independente, com 30 pontos.
MILAN SANREMO
No
dia 17 chegava a segunda Clássica Monumento do ano. La Classicissima, como é
conhecida a Milan Sanremo, é uma prova duríssima, longa e com um misto de
trechos planos e subidas difíceis, destacando o Paso de Turchino (7%) no
início, o Capo Mele (6%) na metade e o Cipressa (10%) e Poggio (11%) antes da
chegada. Por mesclar plano e subidas, sem pavê nem muros, não há um estilo que
se sobressaia; aqui, o que vale é a estratégia certa.
A
Clássica se deu em um dia de céu azul e temperatura alta, e foi uma corrida
para os sprinters. Desde muito cedo, André Greipel saiu em fuga e manteve o
ritmo alto para continuar a solo, até porque Mark Cavendish também atacou e
manteve o ritmo nas alturas. Outro que fez isso foi Fernando Gaviria, mas o
Poggio foi demais para ele e as pernas reclamaram.
Os
esforços foram recompensados e, ao final, o alemão da Lotto Belisol pôde
comemorar a vitória, sua segunda Clássica Monumento (venceu também a Lombardia,
em 2022), o primeiro título da Alemanha na Classicissima, seu primeiro título
no ano e o quinto na LMC. Ao inglês da T-Mobile restou repetir o lugar no pódio
na primeira Milan Sanremo (2019) e chegar na segunda posição, com um espetáculo
de corrida. Em terceiro, fazendo um esforço monumental na última subida e se
mantendo firme para completar o pódio, o francês Sylvain Chavanel (Quickstep),
em uma prova sem abandonos que manteve o nível altíssimo das Clássicas
Monumento na temporada.
Após
a Milan Sanremo, Greg Van Avermaet manteve a liderança do ranking, com 60
pontos.
OMLOOP HET NIEUWSBLAD
No
dia 20, os ciclistas independentes alinhavam novamente em Flandres, Bélgica,
para mais uma clássica local dificílima, com largada no plano, dois muros
inclinados logo no início, pavê e chegada em uma montanha com 10% de
inclinação, sendo muito mais voltada para os escaladores do que para os
ciclistas de clássicas.
A
corrida foi disputada debaixo de uma chuva forte na maior parte do percurso e a
estratégia vista na Milan Sanremo foi repetida aqui. A Movistar até tentou
fazer o seu jogo de sair em fuga e se revezando cedo, mas Woult Van Aert também
atacou e manteve um ritmo mais forte. A cada passada do pedal, o belga da Jumbo
Visma aumentava a distância até vencer a clássica com uma diferença absurda
para os demais. A batalha pelo segundo lugar foi intensa, com Richard Carapaz
(segundo em 2023) e Bryan Coquard (segundo em 2022, 2024 e 2025) disputando
metro a metro. Como a chegada era em montanha, o equatoriano da Movistar levou
a melhor, deixando o francês da Cofidis em terceiro, em prova de bom nível e
que terminou sem abandonos.
Após
a Omloop Het Nieuwsblad, Nairo Quintana permanece na liderança do ranking
independente, com 33 pontos.
PARIS ROUBAIX
O
dia 25 marcou a chegada da Rainha das Clássicas. A Paris Roubaix é a mais
prestigiada das clássicas monumentos, conhecida também como Inferno do Norte,
por conta de seu traçado duríssimo, recheado de pavês, uma subida com 6% de
inclinação e muita lama, antes da volta final no velódromo de Roubaix. Esta é
uma prova de resistência, com favoritismo para os ciclistas de clássicas. Mas
os sprinters e contra relogistas também têm chances.
Disputada
em um dia de céu azul e temperatura em elevação, a corrida foi bem diferente do
que é uma clássica e exatamente o que é a Paris Roubaix: caótica. Houve
tentativas de fuga, mas muitas quedas e problemas mecânicos que fizeram o
pelotão se reagrupar na metade final, justo quando ele se separa. O pelotão foi
junto, se revezando, já preparando uma chegada em sprint, quando os dois
últimos trechos de pavê trouxeram duas tentativas de fuga. A primeira foi de
Julian Alaphilippe, que abriu boa vantagem, mas sofreu um pneu furado logo
depois e foi alcançado. Nesse momento, quem saiu foi Danilo Di Luca, que
começou a se distanciar até a entrada do velódromo com o pelotão vindo com tudo
logo depois.
Ao
final, os esforços do pelotão não foram suficientes e Danilo Di Luca venceu a
Paris Roubaix 2026. No emocionante sprint pelo pódio, o luxemburguês Frank
Schleck (Saxo Bank) chegou em segundo, após ser terceiro no ano passado e
segundo em 2020. Em terceiro chegou o espanhol Alberto Contador (Astana),
repetindo o lugar no pódio que conquistara em 2019. A corrida teve um nível
muito bom, mas também muitos problemas. Após uma queda, Bauke Mollema abandonou
e a Paris Roubaix terminou com 39 ciclistas.
Terceiro
em 2022, Danilo Di Luca conquista a Rainha das Clássicas pela primeira vez, mas
esta é a sua terceira Clássica Monumento (ganhou a Lombardia em 2022 e 2025).
Este foi o primeiro título do italiano da Liquigás no ano e o nono na LMC. A Itália reina absoluta
no Inferno do Norte, com 4 títulos em 8 edições na LMC.
Após
a Paris Roubaix, Greg Van Avermaet manteve a liderança do ranking, ainda com 60
pontos.
GENT WEVELGEN
No
dia 26, os ciclistas independentes se encontraram novamente em Flandres,
Bélgica, para outra clássica local. A Gent Wevelgem é uma corrida duríssima,
com pendentes curtas e acentuadas (11%), muito pavê e um muro antes da chegada,
sendo muito mais voltada aos ciclistas de clássicas.
Disputada
em um dia de céu azul e calor, foi uma corrida de ataques e contra ataques o
tempo todo, mas o muro antes da linha de chegada matou todo mundo, exceto os
sprinters, que souberam se poupar e protagonizaram um duelo emocionante na
linha de chegada. Ao final, a vitória coube ao francês Bryan Coquard (Cofidis),
terceiro em 2022, que bateu o irlandês Sam Bennet (Bora) que, pelo segundo ano
consecutivo, fica na segunda posição. Em terceiro chegou o colombiano Egan
Bernal (Ineos), segundo em 2024, em uma prova de bom nível e que terminou sem
abandonos.
A
vitória deu a Bryan Coquard a liderança do ranking independente, com 38 pontos.
FLECHE WALLONNE
No
dia 27, os ciclistas alinharam para a prova de número 50 da temporada, mais uma
clássica belga, desta vez na região sul, na Valônia, em uma corrida que era um
autêntico sobe e desce, em montanhas de 6, 9 e 11% (este na linha de chegada)
mescladas a trechos planos. Por esse motivo, os montanhistas têm mais chances
que os ciclistas de clássicas aqui.
O
pelotão se partiu logo no início, quando um grupo de ciclistas tentou a fuga e
outros aceleraram para impedir. O ritmo continuou alto com o primeiro grupo e
obrigou o segundo a se esforçar mais para poder reagrupar. Mesmo assim, o ritmo
continuou alto e, na segunda montanha, Oscar Freire já saía em fuga sem
precisar atacar. O espanhol da Rabobank, vencedor uma vez e terceiro duas em
2020, quando a competição era por etapas, conseguiu uma distância boa para
administrar no final e ser o primeiro a cruzar a linha de chegada. Depois veio
um grupo numeroso, imprimindo um ritmo forte para lutar pelas posições
seguintes no pódio e quem se deu melhor foi o alemão André Greipel (Lotto
Belisol), que também havia vencido uma etapa aqui em 2020. Em terceiro chegou o
inglês Chris Froome (Sky), também terceiro em 2020, quando a corrida já era no
formato clássica.
Este
foi o primeiro título de Oscar Freire no ano e o nono na LMC, em uma corrida de
altíssimo ritmo que terminou sem abandonos. Após a Fleche Wallonne, Greg Van
Avermaet manteve a liderança do ranking, com 60 pontos.
AMSTEL GOLD RACE
No
dia 28, chegava a prova mais deliciosa da temporada. Os ciclistas independentes
se encontraram em Limburgo, sul da Holanda, para tomar uma cerveja e pedalar. A
Amstel Gold Race mescla trechos planos com subidas de 10, 8 e 11% e chegada em
sprint. Aquele que cruzar em primeiro ganha um copo gigantesco, cheio de
cerveja Amstel, e nisso os ciclistas de clássicas têm mais chances.
O
dia de sol e calor não podia ser mais perfeito para fazer os atletas se
esforçarem para ter direito ao copo gigante de cerveja. Alguns ciclistas saíram
em fuga cedo e Juan Jose Cobo Acebo os acompanhou de perto, aguardando até a
metade da prova, pois sabia que um ataque naquela altura só serviria para
cansar. Quando os escapados não conseguiram sustentar o ritmo, o espanhol da
Caja Rural atacou, abriu distância e administrou, usando a experiência de quem
venceu aqui em 2021 e 2023 e foi segundo no ano passado para conseguir a sua
terceira vitória da clássica cervejeira.
Os
demais não fizeram por onde, diminuíram o ritmo e chegaram muito tempo depois,
com o colombiano Egan Bernal (Ineos) em segundo e o dinamarquês Jonas
Vingegaard (Jumbo Visma), segundo em 2024, em terceiro, em uma prova
decepcionante e que terminou sem abandonos.
Após
a Amstel Gold Race, Bryan Coquard manteve a liderança do ranking independente,
com 38 pontos.
RANKING
1º Greg Van Avermaet (CCC) - 60 pontos;
2º André Greipel (Lotto Belisol) - 57 pontos;
3º Fernando Gaviria (Quickstep) - 56 pontos.
RANKING INDEPENDENTE
1º Bryan Coquard (Cofidis) - 38 pontos;
2º Nairo Quintana (Movistar) - 33 pontos;
3º Richard Carapaz (Movistar) - 28 pontos.
NOTAS RÁPIDAS
- Março chega ao final com 8 competições disputadas, o mesmo número de fevereiro, porém menor que março do ano passado (11). O calendário deu uma apertada por conta de alguns dias sem competição.
- Foram 2 abandonos neste mês, uma média de 1 a cada 4 competições. Esse número é infinitamente menor que fevereiro (10) e a metade de março de 2025 (4).
- A média dos pontos de esforço do mês foi de 2769, superior em 239 ao mês anterior, mas com duas Clássicas Monumento no meio para ajudar a explicar. No Circuito Independente, a média foi de 748, superior em 26 ao mês anterior. Mesmo com a Amstel Gold Race puxando os números para baixo, o número baixíssimo de abandonos no mês ajuda a deixar a média de esforço alta.
JSL
O Skatepark do Imperatriz Arena foi palco da edição de 2026 do Campeonato Carioca da JSL em dois finais de semana.
No sábado, 14, os skatinhos amadores foram para a pista e reclamaram muito do traçado escolhido pela organização, com os obstáculos se desmontando e prejudicando as baterias, que foram iguais, com um skatinho conseguindo 9 (Dalminho Tadafila e Jorge Ben10) e os demais fazendo 8,5 (Charlinho Charlô, Negro Fumante, Manoel Mau Exemplo e Fandinho Macaco). No strawberry milkshake, o show foi de Manoel Mau Exemplo, que só errou 1. Charlinho Charlô e Negro fumante acertaram 3, enquanto Jorge Ben10 só conseguiu 1. Dalminho Tadafila e Fandinho Macaco se prejudicaram ao errarem todas as tentativas. Nos flips, Charlinho Charlô acertou 3 e garantiu a vaga após Negro Fumante acertar só 2. Isso obrigava Dalminho Tadafila a acertar 4 e, com 3 acertos e 1 erro, ele foi para o último giro precisando acertar. Bateu o skatinho, ele voou, girou e caiu de pé, com o Dalminho Tadafila em cima a o quarto acerto lhe garantindo na final. Assim se classificaram, na primeira bateria, Charlinho Charlô (14,5 pontos) e Dalminho Tadafila (13). Atual campeão, Negro Fumante fez 12,5 e foi eliminado. Na segunda bateria, todos acertaram 2 das 5 tentativas e os classificados foram Manoel Mau Exemplo (14,5) e Jorge Ben10 (12). Com 10,5, Fandinho Macaco acabou eliminado.
Na volta final, Jorge Ben10 e Manoel Mau Exemplo conseguiram entrar para o 9club, mas Dalminho Tadafila e Charlinho Charlô não ficaram atrás, fazendo 8,5. A decisão foi para as manobras, e o strawberry milkshake foi um festival de erros. Jorge Ben10 e Dalminho Tadafila erraram todos e Manoel Mau Exemplo só acertou 1. Quem se deu bem foi Charlinho Charlô, que acertou 3, disparou na liderança e, como era o último a entrar nos flips, já entraria sabendo do que precisava para ser campeão. Nos flips, Jorge Ben10 entrou acertando 3 e indo para a liderança. Dalminho Tadafila e Manoel Mau Exemplo acertaram só 1 tentativa e não tinham mais chances. Charlinho Charlô entrou na pista precisando de apenas 1 acerto para ser campeão, acertou logo a primeira, depois mais uma, e ficou com o título carioca amador, com 13,5 pontos. Jorge Ben10 conseguiu um excelente vice-campeonato, com 12 pontos. Em terceiro ficou Manoel Mau Exemplo (11) e, em quarto, Dalminho Tadafila (9,5). Eliminados na primeira fase, Negro Fumante foi o quinto e Fandinho Macaco, o sexto.
Este foi o segundo título de Charlinho Charlô na temporada e na JSL e o primeiro Campeonato Carioca. O triunfo não só o manteve na liderança do ranking, com 22 pontos, como o garantiu como líder também no próximo mês, já que os vice-líderes, Negro Fumante e Dalminho Tadafila (ambos com 13 pontos), igualarão a sua pontuação atual se conquistarem o título do I9 Jam no próximo mês. Mas como todos os skatinhos amadores pontuam nas competições, ainda assim Charlinho Charlô ficaria um ponto na frente.
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| Charlinho Charlô comemora o título estadual amador. |
Problemas de calendário fizeram com que a disputa pro ocorresse só no final de semana seguinte, no sábado do dia 21, com novo formato por conta de duas estreias. A JSL tem dois novos skatinhos, ambos dos Estados Unidos. Brian Reid é um skatinho de Massachusetts, cria da Costa Leste e seu estilo de skate de rua, que opta mais por uma linha consistente e fluída. Mad Dog Krypto é o outro representante, natural do Kansas, cria do Centro Oeste e seu estilo street cru, que abusa dos corrimões, mas o grosso de suas manobras são as aéreas, principalmente a sua manobra assinatura: o Superman.
Com essas duas aquisições, a categoria pro da JSL chegou a 14 skatinhos. Na prática não há muita mudança, apenas que as duas primeiras baterias têm 5 skatinhos cada e a terceira, 4. Continuam se classificando os 2 melhores de cada bateria.
O nível foi altíssimo nas voltas, com Nuno Santamaria, Mad Dog Krypto, Chris Joslin e Tony Walk fazendo 9,5, Nyjah Dallas, Fabiana Delfino, Raica Leal, Cecil Peñarrubia e Rovani Fukuoka conseguindo 9, Will Mart, Brian Reid e Pepe Bala Perdida com 8,5 e Aurelien Giraud e Kyle Walker fazendo 8. No strawberry milkshake, o melhor foi Pepe Bala Perdida, que só errou uma. A maioria acertou 3: Nuno Santamaria, Will Mart, Mad Dog Krypto, Chris Joslin, Nyjah Dallas, Aurelien Giraud e Kyle Walker. Brian Reid acertou 2, Fabiana Delfino, Tony Walk e Cecil Peñarrubia só 1, e Raica Leal e Rovani Fukuoka erraram todas. Nos flips, Fabiana Delfino se superou, errando apenas 1. Tony Walk acertou 3. Nuno Santamaria, Will Mart, Chris Joslin, Pepe Bala Perdida e Rovani Fukuoka acertaram 2. Mad Dog Krypto, Nyjah Dallas, Kyle Walker, Brian Reid e Raica Leal acertaram somente 1. Aurelien Giraud e Cecil Peñarrubia erraram todas as tentativas.
Assim, os classificados foram os seguintes: Na primeira bateria, Nuno Santamaria e Chris Joslin (empatados com 14,5); na segunda Fabiana Delfino (14) e Tony Walk (13,5); e na terceira, Pepe Bala Perdida (14,5) e Rovani Fukuoka (11).
Os eliminados foram: Na primeira bateria, Will Mart, Mad Dog Krypto (ambos com 13,5) e Nyjah Dallas (13); na segunda, Kyle Walker (12), Brian Reid (11,5) e Aurelien Giraud (11); e na terceira, Raica Leal e Ceci Peñarrubia (10). As maiores decepções da competição foram justamente a Fatinha, que defendia o título de 2025 e, apesar de um 9 na volta, errou todos os strawberry milkshake e acertou apenas 1 flip, terminando na penúltima posição, e Mad Dog Krypto, que encantou o público presente ao Imperatriz Arena ao executar o Superman pela primeira vez, fez um 9,5 na volta, mandou bem nos strawberry milkshake (3), mas acertou só um flip em uma bateria de altíssimo nível, ficando em sétimo e deixando um gosto amargo nos torcedores, que esperavam vê-lo novamente na fase decisiva.
Chegou o momento da grande decisão! Nas voltas, Fabiana Delfino começou com tudo e cravou 9,5 ao acertar a bomb trick, mas Rovani Fukuoka, Pepe Bala Perdida (este também acertando a bomb trick) e Chris Joslin não ficaram atrás, fazendo 9. Tony Walk e Nuno Santamaria tiveram um errinho e ficaram com 8,5. No strawberry milkshake, Chris Joslin só errou um, que foi retirado pelos juízes porque ele se desequilibrou no final. Tony Walk, Fabiana Delfino e Pepe Bala Perdida acertaram 3 e Nuno Santamaria, 2. Rovani Fukuoka se colocou em uma situação muito difícil, ao errar todos.
A disputa estava apertada e a decisão foi para os flips. Rovani Fukuoka foi o primeiro a entrar e não acertou nada, saindo da disputa logo de cara, pois a nota na volta foi boa, mas ele não acertou uma manobra sequer nas duas baterias. O skatinho seguinte foi Tony Walk, que acertou 2 e foi para a liderança. Mas, a seguir, veio Fabiana Delfino para acertar 3, ir para a liderança e jogar uma pressão sobre os demais. Pepe Bala Perdida acertou apenas 2 e ficou fora da disputa e Nuno Santamaria já entrou eliminado, terminando por acertar apenas 1. Chris Joslin foi o último a entrar e precisava acertar 3 para ser campeão. Acertou apenas 1 e o título carioca pro foi para Fabiana Delfino, que anotou incríveis 15,5 pontos na final. Com dois skatinhos empatados com 14 pontos, foi necessário um mata-mata para decidir o vice-campeão e, no strawberry milkshake extra, Chris Joslin derrotou Pepe Bala Perdida por 1x0 e terminou em segundo, colocando o brasileiro na terceira posição. Em quarto, com 13,5 pontos, ficou Tony Walk. O quinto foi Nuno Santamaria (11,5) e o sexto ficou com Rovani Fukuoka (9).
Eliminados na primeira fase, os demais skatinhos terminaram nas seguintes posições: Mad Dog Krypto foi o sétimo (13,5); Will Mart terminou em oitavo (13,5 e nota menor que Mad Dog na volta); o nono ficou com Nyjah Dallas (13); o décimo foi Kyle Walker (12); em décimo primeiro ficou Brian Reid (11,5); Aurelien Giraud foi o décimo segundo (11); Raica Leal terminou na décima terceira e penúltima posição e Cecil Peñarrubia foi o décimo quarto e último, ambos com 10 pontos, mas Raica venceu no strawberry milkshake de desempate por 1x0.
Esse é o primeiro título carioca de Fabiana Delfino e o segundo seguido na temporada, já que conquistou também o Verão Radical em fevereiro. Com isso, ela pulou para a liderança do ranking pro com 20 pontos, 5 a mais que Tony Walk, o vice-campeão.
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| Fabiana Delfino conquista o Campeonato Carioca 2026 na categoria pro da JSL. |
Março não teve apenas uma competição na JSL, mas duas! Além do Campeonato Carioca, os skatinhos pro voltaram ao Skatepark do Imperatriz Arena no dia 28 para a disputa do Tech Deck Pro, que prometia caos e equilíbrio com baterias recheadas de favoritos e surpresas.
A competição foi aberta pelo campeão do ano anterior, Pepe Bala Perdida, que fez uma volta com uma falha, mas recuperou na bomb trick, entrando para o 9club. Além dele, também conseguiram 9 os skatinhos Brian Reid e Rovani Fukuoka. Fabiana Delfino foi destaque absoluto das voltas com 9,5. Com 8,5 vieram Mad Dog Krypto, Nyjah Dallas e Kyle Walker. Cecil Peñarrubia, Nuno Santamaria, Chris Joslin, Aurelien Giraud, Will Mart e Raica Leal fizeram 8, enquanto Tony Walk foi muito mal e fez apenas 7,5. As poucas notas iguais ou superiores a 9 se deram por dois fatores, sendo o primeiro um elevado número de erros. O outro é que os juízes estão mais rigorosos, justamente para evitar uma profusão de 9club.
No strawberry milkshake, Pepe Bala Perdida e Mad Dog Krypto só erraram 1. Fabiana Delfino, Nuno Santamaria, Chris Joslin, Aurelien Giraud, Will Mart e Kyle Walker acertaram 3. Brian Reid e Tony Walk acertaram 2. Cecil Peñarrubia e Nyjah Dallas só acertaram 1. Mas quem se prejudicou mesmo foram Rovani Fukuoka e Raica Leal, que erraram todas.
Nos flips, o show foi de Pepe Bala Perdida, que acertou 4 e terminou a fase eliminatória com a maior pontuação (17 pontos). Nuno Santamaria acertou 3 e, depois dele, vários acertaram 2: Brian Reid, Mad Dog Krypto, Fabiana Delfino, Nyjah Dallas, Chris Joslin, Will Mart, Kyle Walker e Raica Leal. Cecil Peñarrubia, Aurelien Giraud, Rovani Fukuoka e Tony Walk acertaram apenas 1. Isso causou muita emoção na hora de ver quem avançava.
Na primeira bateria, Pepe Bala Perdida garantiu com sobras a primeira vaga (17). A segunda foi emocionante, pois Mad Dog Krypto e Fabiana Delfino empataram com 14,5. Fabiana Delfino ficou com a vaga pela melhor nota na volta (9,5 x 8,5). Brian Reid (13) e Cecil Peñarrubia (10) também foram eliminados.
Na segunda bateria, Nuno Santamaria se classificou em primeiro (14). Chris Joslin e Will Mart empataram em 13 pontos e na volta (8), tendo que decidir na manobra extra. A sorteada foi o strawberry milkshake e, ali, Will Mart venceu por 1x0 e avançou, deixando Joslin de fora junto com Aurelien Giraud (12) e Nyjah Dallas (11,5).
Na terceira bateria, Kyle Walker se classificou em primeiro (13,5) e a emoção pela segunda vaga ficou literalmente até a última manobra, pois Tony Walk tinha 10,5 e Raica Leal tinha que acertar 3 flips para ultrapassá-lo, mas só acertou 2 acabou com 10 pontos, os mesmos de Rovani Fukuoka, ambos eliminados.
Definidos os finalistas, eles voltaram à pista para as voltas, onde foram vistos mais alguns erros, mas também dois skatinhos indo para o 9club. Nuno Santamaria e Pepe Bala Perdida largaram na frente com os seus 9, mas foram seguidos de perto por Kyle Walker e Fabiana Delfino, que fizeram 8,5. Tony Walk fez 8 e Will Mart, errando bastante, conseguiu um 7,5.
No strawberry milkshake, Kyle Walker e Fabiana Delfino se recuperaram, acertando 3, cada, enquanto Nuno Santamaria e Will Mart acertaram 2 e Tony Walk se complicou bastante ao acertar somente 1. Mas quem deu show foi Pepe Bala Perdida, que disparou na liderança ao errar apenas 1. A decisão foi para os flips. Tony Walk e Will Mart foram os primeiros a entrar e, errando todas, já ficaram de fora da disputa. A seguir entrou Kyle Walker, que acertou duas e foi para a liderança. Nuno Santamaria também acertou duas, mas foi insuficiente para ir para o primeiro lugar. Fabiana Delfino veio a seguir e também acertou duas, empatando com Kyle Walker. Aí entrou Pepe Bala Perdida, precisando acertar apenas uma. O skatinho brasileiro errou as duas primeiras, mas acertou as duas seguintes e, mesmo errando a última, terminou com dois acertos e o título do Tech Deck Pro 2026. Kyler Walker e Fabiana Delfino foram para o desempate, para ver quem ficaria com o vice-campeonato. A manobra sorteada foi o strawberry milkshake e, com 1x0, o vencedor foi Kyle Walker.
Com uma competição avassaladora, fazendo a melhor campanha na eliminatória (17 pontos) e na final (15), errando apenas 2 strawberry milkshakes e 4 flips em 20 tentativas no total, Pepe Bala Perdida conquista o bicampeonato do Tech Deck Pro (2025/26) e, após quatro competições, dá ao Brasil o seu primeiro título na temporada. A classificação final foi a seguinte:
Campeão - Pepe Bala Perdida;
Vice-campeão - Kyle Walker;
3º lugar - Fabiana Delfino;
4º lugar - Nuno Santamaria;
5º lugar - Will Mart;
6º lugar - Tony Walk;
7º lugar - Mad Dog Krypto;
8º lugar - Brian Reid;
9º lugar - Chris Joslin;
10º lugar - Aurelien Giraud;
11º lugar - Nyjah Dallas;
12º lugar - Rovani Fukuoka;
13º lugar - Raica Leal;
14º lugar - Cecil Peñarrubia.
Após o Tech Deck Pro, Fabiana Delfino mantém a liderança do ranking, agora com 24 pontos.
Depois de um mês sem jogos por conta dos finais de semana apertados, o Subbuteo voltou a dar o ar de sua graça com a Sunday League fazendo apenas a quarta rodada, no dia 29. Os resultados foram os seguintes:
Newcastle 3x1 Arsenal
Oldham 2x0 Everton
Manchester United 0x2 Tottenham
Liverpool 3x1 Manchester City
Chelsea 3x0 Leeds
Aston Villa 1x1 Blackburn
A classificação é a seguinte:
1º Oldham - 12 pontos;
2º Liverpool - 8 pontos, saldo de +5;
3º Blackburn - 8 pontos, saldo de +2;
4º Manchester United - 6 pontos, 2 vitórias, saldo de 0;
4º Tottenahm - 6 pontos, 2 vitórias, saldo de 0;
6º Newcastle - 6 pontos, 2 vitórias, saldo de -1;
7º Chelsea - 6 pontos, 1 vitória;
8º Everton - 4 pontos, saldo de -2;
9º Leeds - 4 pontos, saldo de -3;
10º Manchester City - 3 pontos;
11º Aston Villa - 2 pontos;
12º Arsenal - 1 ponto.
A tabela de artilheiros é esta:
1º Rob Hightower (Liverpool) - 7gols;
2º Andy Ritchie (Oldham) - 5 gols;
3º Taitley (Blackburn), Daver Sakre (Chelsea), Gordon Durie (Leeds) e Johs Hoddle (Tottenham) - 3 gols.













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