Se joga na festa e esquece o amanhã, porque fevereiro foi bastante agitado em nosso mundo de competições. Vamos ver como foi o segundo mês do ano na LMC, na JSL e na FIFUBO.
PROTOUR DO BENELUX
Ainda
em janeiro, no dia 30, se iniciava na Holanda o Protour do Benelux 2026, com
uma cronoescalada, que terminou com vitória do . A Holanda ainda sediou a
segunda etapa, enquanto Luxemburgo ficou com as etapas 3 e 4 (de montanha) e a
Bélgica, com a 5 e a 6. Com montanhas em todas as corridas, a competição mais
voltada aos montanhistas do que aos corredores por etapas.
A
cronoescalada de abertura terminou com vitória do primeiro ganhador de uma
etapa no Protour do Benelux da LMC. O italiano Domenico Pozzovivo (AG2R)
repetiu o triunfo na cronoescalada de 2019 e venceu em 2026. Em segundo ficou
colombiano Fernando Gaviria (Quickstep) e, em terceiro, o espanhol Alberto
Contador (Astana), vencedor desta etapa em 2020.
No
dia 07, um sábado, os 36 ciclistas restantes partiram para a última etapa da
competição, com 10 atletas ainda na disputa graças a uma última meta volante. A
corrida foi disputada em um dia parcialmente nublado, mas de muito calor, e
teve um ritmo baixo até a metade, quando o nível aumentou. Após a meta volante
na última subida do percurso, o número de postulantes ao título caiu para 7,
mas a situação era muito complicada e estava quase liquidada.
Era
praticamente impossível tirar a vitória de André Greipel, que deu um show a
corrida inteira e abriu uma vantagem absurda para os demais. Mas o alemão da
Lotto Belisol conseguiu o impossível de cair, rolar, demorar a levantar a
bicicleta e voltar à corrida e, com isso, o norueguês Thor Hushovd (Credite
Agricole) fez o sprint da vida dele e conseguiu a vitória, deixando Greipel com
a segunda posição, em um vexame épico. Mas a emoção ficou no grupo que vinha
atrás, pois Filippo Ganna seria campeão se chegasse em terceiro e vinha bem na
disputa. Mas foi superado pelo esloveno Primoz Roglic (Imperatriz), que
conseguiu o último lugar no pódio e empurrou o italiano da Acqua & Sapone
para o quarto lugar, insuficiente para levá-lo ao título.
Com
isso, quem comemorou foi o trigésimo segundo colocado. Para delírio da torcida
local, o belga Remco Evenepoel (Quickstep) conseguiu completar a prova entre os
últimos e, como nenhuma combinação de resultados ocorreu, saiu com o título do
Protour do Benelux 2026. Este foi um trabalho de toda a equipe, que definiu
Remco como líder para a competição e fez o trabalho todo para dar-lhe as
melhores condições, tanto que fez o terceiro colocado (Fernando Gaviria) e o
quarto (Tom Boonen) na classificação final.
Outro
que teve motivos para celebrar foi o luxemburguês Frank Schleck (Saxo Bank),
que chegou em vigésimo quarto e confirmou o título de montanha da competição,
continuando sua campanha vencedora que já dura três temporadas. Nas duas
competições de montanha até aqui, Schleck saiu vencedor. Campeão do Protour do
Benelux em 2022, ele conquistou o seu segundo título na temporada e o décimo
nono na LMC.
Mas
o grande vencedor foi Remco Evenepoel, campeão de montanha em 2023 e que,
agora, conquista o Protour do Benelux pela primeira vez (também foi a primeira
conquista da Bélgica). Este foi o seu primeiro título no ano e o oitavo na LMC.
Com essa conquista, a estrutura da competição em 2027 será a mesma de 2026, com
a Holanda ficando com as etapas de abertura, Luxemburgo vindo a seguir com as
etapas de montanha e a Bélgica ficando com as duas últimas etapas.
Após
o Protour do Benelux, Fernando Gaviria assume a liderança do ranking, com 35
pontos.
E3 HARELBEKE
No
domingo, 08, os ciclistas independentes abriram a temporada de clássicas da
região de Flandres com o E3 Harelbeke, recheada de pavês e muros que tinham
entre 10 e 12% de inclinação, mais voltada aos ciclistas de clássicas do que a
qualquer outro estilo.
Disputada
em um típico dia de clássica de primavera, nublado e muito quente, a corrida
foi a pior da temporada até aqui, disparada. Um festival de quedas e problemas
mecânicos ocasionou muitas paradas e diminuiu o ritmo, levando inclusive ao
abandono de Magno Nazaret pela segunda prova consecutiva.
Como
alguém tem que vencer, que seja o que havia vencido aqui no ano passado (e
terceiro em 2022). Pela segunda corrida consecutiva, o colombiano Nairo
Quintana se destacou dos demais e foi o primeiro a cruzar a linha de chegada.
Em segundo, fechando a dobradinha da Movistar, chegou o equatoriano Richard
Carapaz, terceiro nos dois anos anteriores. Em terceiro chegou o espanhol Juan
Jose Cobo Acebo (Movistar). Para piorar ainda mais essa prova horrível, Axel
Merckx buscava um lugar no pódio e acabou tocando Sam Bennet, que vinha em
segundo, se desequilibrou e terminou na sétima posição. O TCB decidiu punir
Merckx pela manobra e o desclassificou. Assim, do quarto lugar, ele caiu para o
décimo primeiro.
Após
um E3 Harelbeke para esquecer, Nairo Quintana é o líder do ranking
independente, com 20 pontos.
STRADE BIANCHI
No
dia 09, os ciclistas se encontraram na região central da Itália, na Toscana,
para a primeira clássica do ano. A Strade Bianchi é famosa por seus inúmeros
trechos de sterrato, além da subida de 7% de inclinação no meio do percurso,
sendo voltada aos ciclistas de clássicas, aos sprinters e aos contra
relogistas.
A
chuva que caiu em alguns trechos serviu como dificuldade extra para os
ciclistas, mas não interferiu no ótimo nível da corrida, uma típica clássica
com grupos se formando à medida que os trechos de sterrato se descortinavam. Ao
final, teve lugar um emocionante sprint, que terminou com vitória do eslovaco
Peter Sagan (Bora), que bateu o belga Remco Evenepoel (Quickstep), deixando
este para repetir o segundo lugar que havia conquistado em 2021. Em terceiro
chegou o espanhol Oscar Freire (Rabobank). Em disputa por posições, Fernando
Gaviria vinha bem para buscar um lugar no pódio quando foi tocado, se
desequilibrou e terminou em décimo terceiro, mas o TCB não considerou ninguém
culpado, de maneira que não puniu ciclista algum.
Este
foi o primeiro título de Peter Sagan na temporada e o quarto na LMC. O título
do Protour do Benelux e o segundo lugar na Strade Bianchi deram a Remco
Evenepoel a liderança do ranking, com 38 pontos.
GIRO DE LAIGUEGLIA
No
dia 10, os ciclistas independentes alinharam na Ligúria, região norte da
Itália, para o Giro de Laigueglia, uma clássica que se iniciava em uma montanha
com 8% de inclinação, depois dava duas voltas em um circuito que passava por
uma montanha com 9% de inclinação até a chegada em sprint. Por isso, é uma
prova para os montanhistas, com os ciclistas de clássicas tendo um leve
favoritismo também.
Choveu
durante toda a corrida, o que prejudicou o ritmo. Mas o francês Bryan Coquard
(Cofidis) não quis saber disso, atacando desde cedo, aumentando a distância a
cada giro do pedal e vencendo com uma sobra absurda. Depois de muito tempo, em
emocionante disputa, o vencedor em 2023, o equatoriano Richard Carapaz
(Movistar), conseguiu superar o belga Woult Van Aert (Jumbo Visma) para ficar
com a segunda colocação, deixando aquele em terceiro. Apesar do ritmo menor, a
prova foi boa e terminou sem abandonos.
Após
o Giro de Laigueglia, Nairo Quintana manteve a liderança do ranking
independente, com 20 pontos.
VOLTA CICLÍSTICA AO ALGARVE
No
dia 13, a região sul de Portugal abriu suas portas para os grandes nomes do
ciclismo mundial em mais uma edição da Volta Ciclística ao Algarve, uma
competição recheada de montanhas, inclusive na cronoescalada de abertura. Por
esse motivo, os favoritos aqui são os ciclistas por etapas e os montanhistas.
A
cronoescalada foi de um nível excelente, como há muito não se via, e terminou
com vitória do argentino Francisco Chamorro (Credite Agricole), com o alemão
André Greipel (Lotto Belisol) em segundo e o italiano Filippo Pozzato (Acqua
& Sapone), vencedor em 2021, em terceiro.
A
segunda etapa também foi muito boa, com os ciclistas imprimindo um ritmo forte,
ataques e contra ataques e o pelotão buscando os escapados para uma emocionante
chegada em sprint que derrubou o tabu mais antigo da LMC atual, quando o suíço
Fabian Cancellara (Saxo Bank) superou os demais para ficar com a vitória. Ao
lado de Tom Dumoulin, ele havia sido o único a não conseguir vencer em 2025 e
voltou ao lugar mais alto do pódio depois de um longo tempo, já que a sua
última vitória havia sido no meio de 2024, com o contra relógio das Olimpíadas
de Tóquio. Em segundo chegou Fabio Aru (Liquigás) e, em terceiro, Michele
Scarponi (Lampre), fechando a dobradinha italiana no pódio.
No dia 13, a região sul de Portugal abriu suas portas para os grandes nomes do ciclismo mundial em mais uma edição da Volta Ciclística ao Algarve, uma competição recheada de montanhas, inclusive na cronoescalada de abertura. Por esse motivo, os favoritos aqui são os ciclistas por etapas e os montanhistas.
A
cronoescalada foi de um nível excelente, como há muito não se via, e terminou
com vitória do argentino Francisco Chamorro (Credite Agricole), com o alemão
André Greipel (Lotto Belisol) em segundo e o italiano Filippo Pozzato (Acqua
& Sapone), vencedor em 2021, em terceiro.
A
segunda etapa também foi muito boa, com os ciclistas imprimindo um ritmo forte,
ataques e contra ataques e o pelotão buscando os escapados para uma emocionante
chegada em sprint que derrubou o tabu mais antigo da LMC atual, quando o suíço
Fabian Cancellara (Saxo Bank) superou os demais para ficar com a vitória. Ao
lado de Tom Dumoulin, ele havia sido o único a não conseguir vencer em 2025 e
voltou ao lugar mais alto do pódio depois de um longo tempo, já que a sua
última vitória havia sido no meio de 2024, com o contra relógio das Olimpíadas
de Tóquio. Em segundo chegou Fabio Aru (Liquigás) e, em terceiro, Michele
Scarponi (Lampre), fechando a dobradinha italiana no pódio.
No
dia 23, os 38 ciclistas restantes largaram para a última etapa com 12 deles com
chances de título, pois tinha duas metas volante para distribuir os pontos,
sendo a última após a metade do circuito em uma montanha com 7% de inclinação,
a última da competição deste ano. O tempo quente e nublado, com ameaça de chuva
em alguns trechos, a corrida foi disputada em um ritmo mais modesto. Após a
última meta volante, o número de postulantes caiu para 8.
No
final, o pelotão se reagrupou para uma chegada em sprint que se revelou bem
emocionante e terminou com vitória do holandês Tom Dumoulin (Sunweb), com o
alemão Marcel Kittel (Katusha) em segundo e o colombiano Fernando Gaviria
(Quickstep), segundo em 2022, em terceiro. Oscar Pereiro Sio começou bem a
corrida, mas abandonou após uma queda. Outro que abandonou foi Fabio Aru, com
dores musculares.
A
emoção continuou em alta mesmo após os 36 ciclistas cruzarem a linha de
chegada, pois Marcel Kittel e Greg Van Avermaet empataram em pontos e, assim,
foi preciso consultar o Regulamento Geral de Competições da LMC para ver quem
era o campeão e, em sua seção 5, o regulamento diz que caso os ciclistas
empatem em pontos, será campeão aquele que tiver mais vitórias naquela
competição. Caso o empate persista, o título vai para quem tiver mais segundos
lugares e, persistindo o empate, quem tiver mais terceiros é o vencedor. Como
ambos empataram em pontos (21) e vitórias (1), o título foi para aquele que
conseguiu um segundo lugar e este foi justamente Marcel Kittel.
O
alemão da Katusha conquistou o título da Volta Ciclística ao Algarve pela
primeira vez, seu primeiro título no ano e o décimo na LMC.
Decepção
por ter perdido o título na última etapa, mas sem sair de mãos abanando, Greg
Van Avermaet dividiu com Sylvain Chavanel o prêmio de montanha. Chavanel
conquista o seu primeiro título no ano e o décimo na LMC. Já Van Avermaet
conquista o seu segundo título na temporada, o segundo de montanha no Algarve
(também venceu em 2022) e o sexto na LMC.
Após
a Volta Ciclística ao Algarve, Greg Van Avermaet assume a liderança do ranking,
com 60 pontos.
GP DE ESTORIL
No
dia 24, Portugal ainda curtia a emoção do ciclismo, com os independentes
alinhando na sua zona oeste, para o GP de Estoril. A prova era plana até a
metade, quando chegavam as montanhas que tinham de 7 a 9% de inclinação, sendo
esta última na linha de chegada, sendo uma prova voltada mais aos montanhistas.
Disputada
em um dia de sol e muito calor, a corrida teve um bom nível, com o pelotão
andando junto até a metade. Nas montanhas, começaram as tentativas de ataques,
mas os ciclistas andaram relativamente perto uns dos outros. Ao final, o
irlandês Sam Bennet (Bora) conseguiu um “sprint pra cima” e superou seus
rivais, conquistando sua primeira vitória na temporada. O belga Woult Van Aert
(Jumbo Visma) travou um ótimo duelo com o esloveno Tadej Pogacar (UAE),
conseguindo o segundo lugar (mesma posição que conquistara em 2022) e
empurrando o rival para o terceiro, em uma prova interessante que teve o
abandono de Juan Jose Cobo Acebo.
Após
o GP de Estoril, Nairo Quintana manteve a liderança do ranking, com 21 pontos.
TOUR DE FLANDRES
No
dia 26 começava a temporada das Clássicas Monumento, com o Tour de Flandres. A
Mais Jovem, ou Ronde Van Vlaanderen, é disputada no norte da Bélgica e tem
inúmeros trechos de pavê e muros duríssimos, tendo no temido Muur-Kapelmuur o
pior trecho, com 12% de inclinação antes da chegada em sprint, sendo uma prova
principalmente para os sobreviventes, mas com estilo mais de ciclistas de
clássicas.
Se
a primeira impressão é a que fica, as Clássicas Monumento da temporada serão
maravilhosas, porque o Tour de Flandres foi uma prova típica. O pelotão andou
junto até começarem os trechos de pavê, quando os grupos começaram a se formar,
sem que alguém conseguisse uma fuga. Isso foi até o Muur-Kapelmuur, que separa
os meninos dos homens e um grande homem se destacou. Bauke Mollema resolveu
atacar ali para se descolar dos demais e abriu uma boa vantagem, mas um grupo
numeroso, com 17 ciclistas, vinha atrás se revezando e conseguiu preparar tudo
para uma eletrizante chegada em sprint.
No
final, valeu a gordura e o holandês da Rabobank conseguiu segurar a pressão dos
que vinham sprintando e conquistou a Ronde Van Vlaanderen 2026. Em segundo
chegou o argentino Francisco Chamorro (Credite Agricole), campeão em 2023 e
segundo em 2021, que superou um boliche logo no primeiro trecho e um pneu
furado no Muur-Kapelmuur para dar uma bela arrancada. Em terceiro chegou o
francês Romain Bardet (AG2R). A corrida teve apenas um abandono, Andy Schleck.
Este
foi o primeiro título de Bauke Mollema na temporada e apenas o terceiro na LMC.
Ele não conquistava um título desde 2020, quando ganhou a Copa do Mundo. Após
o Tour de Flandres, Greg Van Avermaet permanece na liderança do ranking, com 60
pontos.
TOUR DE FLANDRES ESPOIRS
A
vez dos ciclistas independentes no norte da Bélgica foi no dia 27, com o Tour
de Flandres Espoirs. A “Monumentinho” é disputada em um trecho menor do Tour de
Flandres, mas não deixa de passar por pavês e muros (inclusive o
Muur-Kapelmuur), sendo uma corrida para os ciclistas de clássicas.
Disputada
debaixo de uma chuva torrencial e com muito vento, a clássica só não pareceu
uma procissão porque foi cada um por si, mas o que aconteceu na largada decidiu
a corrida. O colombiano Nairo Quintana (Movistar) saiu em fuga, manteve o ritmo
em alta até o muro final e administrou para vencer com extrema facilidade a
corrida que fora segundo em 2023. Outro que saiu em fuga cedo, manteve um ritmo
bom, mas não conseguiu chegar em Quintana foi Bryan Coquard, vencedor em 2023 e
terceiro no ano passado. Desta vez, o francês da Cofidis foi o segundo. O
terceiro colocado foi o equatoriano Richard Carapaz, vencedor em 2022, que teve
um papel importantíssimo para a Movistar ao apoiar Quintana na fuga inicial e,
depois, segurou o esloveno Tadej Pogacar (UAE), que terminou em quarto. Apesar
da chuva forte, nenhum ciclista abandonou a prova.
Após
o Tour de Flandres Espoirs, Nairo Quintana mantém a liderança do ranking
independente, com 30 pontos.
RANKING
1º Greg Van Avermaet (CCC) - 60 pontos;
2º Fernando Gaviria (Quickstep) - 54 pontos;
3º Sylvain Chavanel (Quickstep) - 41 pontos.
RANKING INDEPENDENTE
1º Nairo Quintana (Movistar) - 30 pontos;
2º Bryan Coquard (Cofidis) - 24 pontos;
3º Richard Carapaz (Movistar) - 19 pontos.
NOTAS RÁPIDAS
- Fevereiro se encerra com 8 provas disputadas, 4 a mais que o mês anterior e 3 a mais que fevereiro de 2025. Isso foi impulsionado pela temporada de clássicas.
- Tivemos 10 abandonos no mês, um número elevado se comparado com janeiro (4) e fevereiro do ano passado (5). A média superou 1 por competição, mesma média dos meses em comparação.
- A média dos pontos de esforço do calendário foi de 2530, superior em apenas 3 pontos à média de janeiro. No Circuito Independente, foi de 722, inferior a janeiro (746). Duas coisas ajudam a explicar os números, começando com a média superior do calendário por conta da Clássica Monumento, que tem dois trechos a mais que uma corrida comum (vale lembrar que o contra relógio não entra nessa média). A média ser inferior no Circuito Independente e superior em apenas 3 pontos no calendário com uma corrida com dois trechos a mais ocorreu por conta do número elevadíssimo de abandonos. Com tantos ciclistas deixando a competição, é menos ciclistas na corrida seguinte para puxarem o ritmo. Mesmo assim, a média está estabilizada.
JSL
O carnaval chegou trazendo a segunda competição do calendário da JSL, o Verão Radical. No sábado, 14, os skatinhos amadores abriram a disputa no Skatepark do Imperatriz Arena, com uma volta cheia de defeitos. Na primeira bateria, Manoel Mau Exemplo e Charlinho Charlô tiraram 8,5 e Fandinho Macaco, com muitos erros, conseguiu 7,5. Na segunda bateria, Negro Fumante deu show e conseguiu o seu 9. Dalminho Tadafila fez uma volta ótima, mas cometeu um erro e terminou com 8,5. Jorge Ben10 fez 8. No strawberry milkshake, o show foi de Manoel Mau Exemplo, que acertou todas as cinco tentativas e carimbou sua vaga na final. Fandinho Macaco, Negro Fumante e Dalminho Tadafila só acertaram uma tentativa, e Charlinho Charlô e Jorge Ben10 não acertaram nenhuma. Nos flips, Manoel Mau Exemplo continuou seu show e, junto com Negro Fumante, acertou 4 tentativas. Charlinho Charlô acertou 3; Jorge Ben10, 2; e Fandinho Macaco e Dalminho Tadafila, apenas 1. Dessa forma, os classificados da primeira bateria foram Manoel Mau Exemplo (17,5 pontos) e Charlinho Charlô (11,5) e, na segunda, Negro Fumante (14) e Dalminho Tadafila (10,5). Jorge Ben10 (10 pontos) e Fandinho Macaco (9,5) foram eliminados.
Na final, Dalminho Tadafila deu show na volta, conseguindo um 9, mas a disputa ainda estava apertada, porque Negro Fumante e Manoel Mau Exemplo ficaram com 8,5 e Charlinho Charlô, com 8. No strawberry milkshake, Negro Fumante foi para a liderança ao acertar 3, mas Charlinho Charlô também acertou 3 e ficou meio ponto atrás do líder. Manoel Mau Exemplo acertou 2 e ficou meio ponto atrás do vice-líder. Dalminho Tadafila só acertou 1 e ficou em último, mas meio ponto atrás do terceiro colocado. A disputa foi para os flips totalmente em aberto e, lá, Dalminho Tadafila foi para a liderança ao acertar 2. Charlinho Charlô acertou uma só e empatou com Tadafila, mas este continuou na liderança por conta da maior nota na volta. Negro Fumante entrou a seguir, acertou 2 e assumiu a liderança, obrigando Manoel Mau Exemplo a acertar 3 para empatar com ele. Mas o grande destaque da fase eliminatória errou todas as manobras e, assim, Negro Fumante conquista o bicampeonato do Verão Radical com 13,5 pontos. Dalminho Tadafila terminou com 12 pontos, ficando com o vice-campeonato. Com a mesma pontuação, mas menor nota na volta, Charlinho Charlô terminou em terceiro. Manoel Mau Exemplo decepcionou, após fazer uma primeira fase incrível e terminar com muitos erros na quarta posição, com 10,5 pontos. Jorge Ben10 ficou em quinto e Fandinho Macaco, em sexto.
Após a disputa, Charlinho Charlô permaneceu na liderança do ranking, com 13 pontos.
No domingo, 15, foi a vez dos skatinhos pro desfilarem no sambódromo do Skatepark. E logo na primeira bateria o sarrafo foi elevado ao nível máximo, com Will Mart conseguindo o incrível 10. Cecil Peñarrubia, Nuno Santamaria e Raica Leal fizeram 9,5. Chris Joslin também entrou para o 9club. Tony Walk, Fabiana Delfino, Rovani Fukuoka, Kyle Walker e Pepe Bala Perdida cometeram pequenos erros e conseguiram 8,5. Um pouco abaixo ficaram Aurelien Giraud e Nyjah Dallas, que erraram mais e fizeram 8.
No strawberry milkshake, Tony Walk, Will Mart e Fabiana Delfino só erraram 1. Cecil Peñarrubia, Nuno Santamaria, Nyjah Dallas, Raica Leal e Pepe Bala Perdida acertaram 2. Chris Joslin e Kyle Walker só acertaram 1, enquanto Aurelien Giraud e Rovani Fukuoka se complicaram ao errar todas as tentativas.
Nos flips, Aurelien Giraud teve o melhor desempenho, acertando 4 de 5 tentativas, e Chris Joslin acertou 3. Cecil Peñarrubia, Tony Walk, Nuno Santamaria, Rovani Fukuoka e Kyle Walker acertaram 2. Will Mart, Nyjah Dallas, Fabiana Delfino e Pepe Bala Perdida acertaram apenas 1 e Raica Leal errou todas as tentativas. Assim, os classificados da primeira bateria foram Will Mart (15 pontos) e Tony Walk (14,5), com Cecil Peñarrubia e Nuno Santamaria eliminados, ambos com 13,5 pontos. Na segunda bateria, avançaram Fabiana Delfino (13,5) e Chris Joslin (13), com Aurelien Giraud (12) e Nyjah Dallas (11) eliminados. Na terceira bateria, se classificaram Raica Leal (11,5 e 9 na volta) e Kyle Walker (11,5, 8,5 na volta e 1x0 no strawberry milkshake), com Pepe Bala Perdida (11,5, 8,5 na volta e derrotado no desempate) e Rovani Fukuoka (10,5) eliminados.
Chegou o momento da grande final, e o show foi de altíssimo nível, com Raica Leal, Chris Joslin e Will Mart alcançando o 10. Fabiana Delfino entrou para o 9club, enquanto Tony Walk fez 8,5 e Kyle Walker, 8. No strawberry milkshake, Kyle Walker se recuperou e errou uma só. Fabiana Delfino e Tony Walk acertaram 3. Will Mart só acertou uma, mas quem decepcionou foram Raica Leal e Chris Joslin, que erraram todas as tentativas. Nos flips, Kyle Walker jogou por terra a sua recuperação, errando todas as tentativas. Raica Leal, Chris Joslin e Will Mart acertaram 2. Tony Walk foi muito bem e acertou 3, mas o show foi de Fabiana Delfino, que só errou uma.
Assim, Fabiana Delfino conquista o título do Verão Radical, com 16 pontos, em uma final avassaladora, tirando 9 na volta e acertando 7 das 10 manobras que tentou. O vice-campeonato ficou com Tony Walk, pela segunda competição consecutiva, com 14,5 pontos. Em terceiro ficou Will Mart, com 13, e, nas 3 posições seguintes, tivemos empate em pontos (12). Raica Leal ficou em quarto após tirar 10 na volta e derrotando por 1x0 Chris Joslin, que também fez os pontos e a nota de volta de Raica, e terminou em quinto. Em sexto ficou Kyle Walker, cuja nota de volta foi menor (8). Completando a classificação, Cecil Peñarrubia foi o sétimo, Nuno Santamaria ficou em oitavo, Aurelien Giraud foi o nono, Pepe Bala Perdida terminou em décimo, Nyjah Dallas foi o décimo primeiro e Rovani Fukuoka terminou em décimo segundo e último lugar pela segunda vez.
Após o Verão Radical, Will Mart manteve a liderança do ranking pro, com 13 pontos.
O Subbuteo também marcou presença no mês, com a Sunday League chegando à terceira rodada cheia de surpresas. Os dois primeiros colocados são times que ninguém jamais apostaria que teriam chances. O líder é o Oldham, que venceu seus 3 jogos, seguido do Blackburn, que tem duas vitórias e um empate. Além deles, estão invictos o Liverpool e o Chelsea, sendo que este último, atual campeão, empatou seus 3 jogos e é o antepenúltimo colocado. A classificação ao término do mês está assim:
1º Oldham - 9 pontos;
2º Blackburn - 7 pontos;
3º Manchester United - 6 pontos;
4º Liverpool - 5 pontos;
5º Everton - 4 pontos, 6 gols pró;
6º Leeds - 4 pontos, 4 gols pró;
7º Manchester City - 3 pontos, 5 gols pró;
8º Tottenham - 3 pontos, 4 gols pró, 6 gols contra;
9º Newcastle - 3 pontos, 4 gols pró, 7 gols contra;
10º Chelsea - 3 pontos, 0 vitória;
11º Arsenal - 1 ponto, 4 gols pró;
12º Aston Villa - 1 ponto, 3 gols pró.
Rob Hightower (Liverpool) e Andy Ritchie (Oldham) são os artilheiros, com 5 gols, seguidos de Gordon Durie (Leeds), com 4.














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