quarta-feira, 1 de março de 2017

Torneio Apertura 2017 - Quinta Rodada - 01/03/2017

Sabem por que chamaram o dia de hoje de quarta-feira de cinzas? Porque o Itaquá Dome pegou fogo com os dois jogos que abriram a quinta rodada do Apertura 2017. Os dois líderes enfrentavam os dois últimos colocados, em busca de uma folga maior no topo da tabela, certo? Isso é o que nós vamos ver...

HURACÁN 3x3 RIVER PLATE

Tradicionalmente uma pedra no sapato do River, o Huracán vem pressionado. A equipe ainda não venceu, com dois empates e duas derrotas, sendo estas nas duas últimas rodadas, ambas por 3x1 (Boca e Independiente) e completava o giro contra os times argolados precisando se impor. Já o River é só empolgação. A fácil vitória sobre o Racing (3x0) e o ataque mais positivo do campeonato, somados ao excelente início de temporada de Trezeguet, eram a senha para o voo livre da liderança.

O cansaço das duas equipes (fruto da rodada anterior, ontem) fez o jogo ficar meio lento no início, mas o Huracán tentava se impor desde o início. Com uma inédita marcação tripla sobre Trezeguet, o time tentava impedir que o River armasse sua principal jogada. Marcando bem sobre o meio, também impediam que Gallardo armasse o jogo. Mas o River não é a melhor equipe de futebol de botão do mundo à toa. Aos poucos, a movimentação e o toque de bola da equipe foram desmontando o esquema do Huracán e abrindo o meio para as jogadas de ataque.

O único gol do primeiro tempo saiu aos 3 minutos, na primeira vez em que Trezeguet recebeu sem marcação. Barrientos saiu para tentar jogar e perdeu a bola. O River, daí, fez uma incrível inversão de papéis. Gallardo recuperou como se fosse lateral esquerdo e tocou a Berizzo, que fazia as vezes de volante. O passe do camisa 6 foi na esquerda para Buonanotte, que fez as vezes de armador e deu um lançamento incrível para o outro lado do campo, já dentro da área. Trezeguet recebeu, botou a bola no chão, viu Islas tentando fechar o gol e mandou no ângulo, fazendo River 1x0.

Apesar do resultado, o Huracán não jogava mal, mas precisava ir para cima. Sr Rabina trocou Centurión e Milano no intervalo, colocando Erramuspe e Barrales. A ideia era que Erramuspe apertasse a marcação e liberasse Masantonio para ir ao ataque. Já Francescoli tirou Barrado e Gallardo. Embora o camisa 11 não estivesse mal, havia desperdiçado muitas chances no primeiro tempo. Em seus lugares, entraram Coudet e Funes Mori. O camisa 9 foi jogar na ponta direita e o até então sumido Ortega passaria a armar o jogo.

Francescoli acertou na colocação de Ortega no meio. O time ganhou mais volume de jogo e ampliou o marcador logo a um minuto. Placente reiniciou o jogo tocando a Almeyda na cabeça de área. O camisa 5 abriu na direita para Ferrari, que procurou Ortega no meio. O camisa 10 percebeu que Trezeguet estava sem marcação e tocou no camisa 7, recebendo de volta na direita, próximo à entrada da área. Ortega avançou com a bola dominada e, da entrada da área, chutou bonito, sem chances para Islas, fazendo River 2x0, em jogada muito bem trabalhada.

O Huracán abandonou de vez a estratégia defensiva e se lançou de vez ao ataque, buscando diminuir. Mas esbarrava na marcação do River e nos contra ataques do rival. Mesmo assim, foi se organizando na base da trombada e conseguiu descontar com um lindo gol de seu artilheiro. Aos 5 minutos, Danelon partiu pela direita e tocou a Masantonio no meio. Recebendo de volta, o camisa 2 tocou a Cigogna na direita. O camisa 9 trouxe da ponta para o meio, mas ficou sem ângulo para soltar o scopetazzo. Assim, resolveu chutar de trivela. A bola fez uma curva incrível e entrou no ângulo oposto de Carrizzo, com o Huracán descontando para 1x2.

O River não se importou e ampliou aos 6 minutos, na saída de bola, em mais uma bela jogada coletiva. Ortega tocou a Coudet e correu para a direita. Abruptamente, o camisa 8 trocou para o lado esquerdo e jogou a bola num ponto vazio. José Maria Paz correu feito um louco e recebeu a bola livre, soltando belo chute do bico da área e encobrindo Islas para finalizar essa perfeita jogada ensaiada: River 3x1.

O gol fez o River voltar a dominar o jogo e impor seu ritmo. A equipe tocava bem a bola e fazia uma marcação impecável, mas foi se empolgando no próprio brilhantismo e bateu cabeça aos 8 minutos. Ferrari correu para ajudar Almeyda na marcação e conseguiu impedir que Ruben Masantonio roubasse a bola. A torcida vibrou, mas logo depois viu Ferrari e Almeyda baterem cabeça sobre quem sairia jogando. Os dois trombaram e a bola sobrou para Masantonio livre no bico da área. O camisa 10 chutou cruzado e fez um lindo gol: Huracán 2x3.

Enquanto Ferrari e Almeyda discutiam, o River tentava reiniciar o jogo e errava cada vez mais. Nos acréscimos, Erramuspe abandonou a marcação a Trezeguet e se adiantou. Enquanto Sr Rabina gritava para ele voltar à marcação, o camisa 12 se antecipava à bola que Almeyda tentava passar para Funes Mori. Erramuspe passou atrás para Barrales, que passou mais atrás para Minici, que passou mais atrás para Walter Ferrero. Sr Rabina gritava enlouquecidamente para o time ir para o lado oposto, já que o jogo acabava. Ferrero chutou para o meio de campo, onde Ruben Masantonio meteu a bola no chão e passou a Cigogna. A marcação foi em cima do mito, que devolveu a Masantonio. O camisa 10 recebeu pelo meio, na intermediária, e arriscou um chute de muito longe. A bola ganhou força e altura, Carrizzo se esticou e nada pôde fazer: Huracán 3x3.

As mudanças de Francescoli não surtiram efeito e o River perdeu volume de jogo. Já a mudança de Sr Rabina se mostrou acertada, reequilibrando os setores e fazendo sua equipe arrancar um bom empate, embora a vitória ainda não tenha vindo.

Destaque do jogo: Ruben Masantonio. Até Ferrari e Almeyda baterem cabeça, a discussão era sobre quem seria coroado o melhor em campo, se Buonanotte ou Ortega. Mas o camisa 10 foi se soltando aos poucos (mérito da mudança de Sr Rabina, que lhe deu mais liberdade) e, com dois gols, fez o Huracán empatar um jogo que parecia perdido.

ESTUDIANTES 3x3 INDEPENDIENTE

A pior equipe do campeonato vinha de um bom empate com o Boca (1x1) e usava a proposta de embolar o meio de campo para não deixar o adversário se impor. O problema do Estudiantes é que sempre um dos 3 setores (defesa, meio e ataque) não funcionava. A equipe precisava fazer o time jogar com coesão. Já o Independiente precisava apenas de uma vitória para conseguir a liderança isolada. Atentos ao problema do River no jogo anterior, os comandados de Bayer queriam dominar desde o início.

Mas o que se viu foi um Estudiantes aplicado. Marcando forte, o time não deixava o Independiente se impor e ainda saía em bons contra ataques. O Independiente tentava, mas Gracián se portava mais como atacante do que como armador, o que fazia com que Silvera precisasse sair de sua posição para organizar a equipe.

Assim sendo, o Estudiantes foi impedindo as opções do Independiente e arrancando em contra ataque, até conseguir abrir o marcador aos 5 minutos. Após Rodrigo Braña roubar bola que ia para Parra, a bola chegou aos pés de Verón, que abriu na direita para Enzo Perez. Com um belo passe, o camisa 7 inverteu o jogo para Boselli, que recebeu já dentro da área, ajeitou o corpo e chutou de pé direito, pegando Navarro no contrapé: Estudiantes 1x0.

O gol acendeu o alerta para o Independiente, que precisou sair pro jogo. Mesmo assim, a marcação do Estudiantes fazia com que o time de Avellaneda errasse muitos passes e não conseguisse rondar a área rival. A solução era inverter papéis para confundir a marcação. No último lance do primeiro tempo, Facundo Parra foi jogar de volante e desarmou Boselli, tocando a Fredes, que foi jogar de armador. O camisa 8 viu que Vella foi jogar de atacante e fez um passe em profundidade. O camisa 2 recebeu dentro da área e chutou na saída de Andujar, fazendo Independiente 1x1.

No intervalo, Cristaldo trocou o inoperante lado direito. Saíram Angeleri e Gastón Fernandez e entraram Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopes. Já Bayer sacou Fredes e Gracián e colocou Acevedo e Gandin.

Esperava-se que Gandin fosse armar o jogo e se aproximar mais dos atacantes, com Acevedo dando maior proteção ao meio de campo. Mas não foi isso que aconteceu. A equipe insistia em jogar para Acevedo armar o jogo e sair pela direita com Vella, o que ocasionava muitos erros e a bola sempre voltava para o Estudiantes. Assim, o time de La Plata foi se organizando e começando a ter volume de jogo. O segundo gol veio aos 6 minutos, quando Marco Rojo recebeu de Federico Fernandez e tocou a Verón no meio. O camisa 11 tocou nas costas de Boselli, que teve que se virar e fazer o papel de pivô. Com bom passe para trás, ele encontrou Leandro Benítez, que chutou de primeira e acertou o ângulo de Navarro, fazendo Estudiantes 2x1.

O gol foi uma ducha de água fria no time de Avellaneda, que passou a buscar o empate a todo custo. Mas sem organização ficava difícil, pois Acevedo e Vella continuavam errando muito na armação de jogadas. A solução, novamente, foi mandar a bola para Silvera. O camisa 11 foi jogar de volante e mandou Busse ir para o ataque em seu lugar. Assim, já nos acréscimos, após Montenegro lhe passar a bola, Silvera foi avançando pelo meio e deu lindo passe para Busse, já dentro da área. Andujar saiu em cima do camisa 7, que rolou para Facundo Parra. O camisa 17 só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio e fazer Independiente 2x2.

O empate estava praticamente consolidado, mas é nessas horas que o gênio aparece. Verón deu a saída para Enzo Perez e recebeu de volta na frente. Ele ameaçou invadir a área, Navarro retornou para cobrir o ângulo e, no último instante, Verón deu a quebra de asa e um lindo toque de cobertura. Gol de gênio no último lance do jogo: Estudiantes 3x2.

O Estudiantes começa a consolidar seu esquema de marcação forte no meio e contra ataques pelas pontas. Já o Independiente foi vítima de uma escolha errada, que mostrou que volantes não servem na armação. Esse erro lhes custou a liderança do campeonato.

Destaque do jogo: Mauro Boselli. Criticado inúmeras vezes, o camisa 9 começa a mostrar que talvez não rendesse por jogar fora de sua posição. Aberto na ponta, pode jogar em velocidade e aproveitar os contra ataques. Assim, jogou de forma impecável, fazendo um gol e dando o passe para outro na difícil vitória de seu time.

NOTAS RÁPIDAS

  • A rodada se encerra nesta quinta-feira, se tudo der certo.
  • O campeão do carnaval só será conhecido mais tarde. Mas três jogadores já garantiram lugar na história, com seus milestones. Ao empatar o jogo nos acréscimos do primeiro tempo, Luciano Vella chegou a 10 gols com a camisa do Independiente, Já Cigogna segue fazendo história, marcando contra o River o gol de número 60 com a camisa do Huracán. Mas o grande nome desta quarta-feira de cinzas foi Trezeguet. Coroando seu belo início de temporada, o atacante francês chegou a incríveis 70 gols com a camisa do River.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Torneio Apertura 2017 - Quarta Rodada - 28/02/2017

A terça-feira de carnaval caiu justo no último dia do mês e, por coincidência, no último dia da quarta rodada do Apertura. O clima continuou festivo no Itaquá Dome, que recebeu mais dois jogos inesquecíveis. Vamos a eles!

INDEPENDIENTE 3x1 HURACÁN

Os jogadores do Independiente estão empolgados com a ascensão da equipe, que vem de duas importantes vitórias (4x0 no Racing e 2x1 no River), mostrando que o time vem para brigar pelo título. O empate do Boca no dia anterior foi importante, pois uma vitória colocaria o time de Avellaneda na liderança isolada (ao menos até o jogo do River). Do outro lado, o que era uma promessa de frequentar o grupo de cima virou apreensão após 3 rodadas. O Huracán empatou seus dois primeiros jogos (3x3 com o Velez e 4x4 com o San Lorenzo), mas vinha de uma derrota para o Boca (1x3), o que começava a preocupar. O forte esquema defensivo ainda não deu as caras e Cigogna tem tido dificuldades em receber bolas em condição de marcar e isso resultou que, em 3 rodadas, o Huracán ainda não tinha vencido.

Cientes disso, os jogadores do Huracán começaram marcando forte sobre o meio de campo e saindo rápido em contra ataques. Com Cigogna bem marcado, a opção foi sair pela direita, com Milano. O time desperdiçou algumas boas oportunidades, acertando a trave em duas ocasiões. Com dificuldades para sair pro jogo, o Independiente não conseguia atacar. Gracián precisava entrar no jogo, para a equipe criar. E assim foi aos 7 minutos, quando o camisa 19 enfim resolveu armar uma jogada, passando a Facundo Parra na direita, já dentro da área. Barrientos deu um carrinho e mandou para escanteio. Gracián cobrou rasteiro para Parra, que deu um drible de corpo em Barrientos e chutou cruzado de pé esquerdo, fazendo Independiente 1x0.

No intervalo, Bayer resolveu tirar dois jogadores que não estavam bem. Matheu dava espaços para Cigogna e Silvera não era sombra do protagonista que se espera dele. Em seus lugares, entraram Acevedo e Gandin. Do outro lado, Sr Rabina tirou Danelon e Milano para colocar Erramuspe e Cigogna, visando assim dar mais movimentação ao lado direito e passar o mito para jogar por aquele lado.

As mexidas surtiram efeito no Huracán, que continuou dominando as ações e cedendo pouco espaço para o Independiente. O gol, no entanto, só saiu por falha do time de Avellaneda. Aos 2 minutos, após Barrales fazer falta em Vella no campo de defesa do Independiente, o camisa 2 quis tocar no meio para Gracián (embora tivesse melhores opções mais à frente) e errou fragorosamente, deixando a bola nos pés de Ruben Masantonio. O camisa 10 ajeitou e inverteu o jogo com um passe preciso, no meio de três marcadores. A bola encontrou Cigogna, que invadiu a área e chutou no alto, sem chances para Navarro, fazendo Huracán 1x1.

A torcida do Independiente passou a vaiar Vella. Muitos achavam que ele devia ter saído para a entrada de Acevedo. Mas o camisa 2 acabou se redimindo aos 6 minutos, ao cobrar lateral para dentro da área, surpreendendo a defesa rival. Facundo Parra entrou correndo e chutou na saída de Islas, fazendo Independiente 2x1. Na comemoração, fez questão de mostrar o camisa 2 à torcida, exigindo apoio.

A torcida vermelha passou a apoiar a equipe, que reequilibrou o jogo e conseguiu dominar o ímpeto do Huracán. O time de Buenos Aires não se acertou mais e o Independiente foi deixando o jogo passar. Aos 9 minutos, deu números finais em mais uma jogada de genialidade de Facundo Parra. Navarro cobrou tiro de meta na direita para o camisa 17, que trouxe a bola para o meio, chamou a atenção da marcação e passou na esquerda para Gandin, já dentro da área. O camisa 9 ajeitou o corpo para a bola cair em seu pé direito e o chute cruzado foi preciso, pegando Islas no contrapé e fazendo Independiente 3x1.

Destaque do jogo: Facundo Parra. Com 2 gols e o passe para o terceiro, o camisa 17 liderou sua equipe para a ponta da tabela, ajudando também a redimir o erro de Vella no gol do Huracán.

RACING 0x3 RIVER PLATE

Com apenas uma vitória no campeonato (3x2 no Estudiantes, na primeira rodada), o Racing começa a preocupar seu torcedor. As coisas pioraram na segunda rodada, com a derrota no Clássico de Avellaneda (0x4) e não melhoraram na última rodada, com a derrota para o Velez (2x3). O sentimento é o de que se Martin Simeone, Acosta e Ruben Capria começarem a jogar, a equipe pode alçar voos maiores e desafogar o sobrecarregado Latorre. O problema é que do outro lado está o poderoso River Plate, que nem se abalou com a derrota na rodada passada (1x2 para o Independiente), porque goleou nas rodadas anteriores (5x0 no San Lorenzo e 5x1 no Boca), além de ter em Trezeguet o melhor jogador do ano até aqui.

Pode-se dizer que o clássico da rodada foi também o melhor jogo deste carnaval. As duas equipes jogaram com técnica, com inteligência, criaram grandes jogadas, deram dribles e desarmes sensacionais e acertaram a trave algumas vezes. Faltava apenas o gol e ele só veio aos 7 minutos. O Racing foi tomando a iniciativa e isso dificultava ao River impor seu toque de bola, então a solução foi jogar no contra ataque. Após linda jogada que passou pelos pés de Martin Simeone, Ruben Capria e chegou a uma conclusão de Acosta na trave, Placente pegou o rebote e tocou na direita para Ferrari. O camisa 2 tocou a Gallardo no meio e o camisa 11 abriu na direita para Ortega. O camisa 10 procurou Trezeguet no meio, mas o camisa 7 era marcado por Gamboa e Quiroz. Então, Ortega recuou para Gallardo e correu para receber na frente. O dois-um deu resultado e Ortega recebeu já dentro da área. O chute forte tocou no travessão e morreu no fundo das redes de Saja, fazendo River 1x0.

No intervalo, Paralelo conversou com seus jogadores. A equipe produzia bem, seus atletas se movimentavam e marcavam Trezeguet de perto. Mas ele precisava mudar e os escolhidos para sair foram Diego Capria e Latorre, que deram lugar a Fariña e Hauche. A ideia era melhorar a marcação e a saída de bola na direita e ter uma opção mais avançada do outro lado. Já Francescoli, também feliz com a movimentação de sua equipe, sacou Almeyda e Buonanotte, para colocar Coudet e Funes Mori (Ferrari passou a ser o capitão). Embora os dois atuassem bem, a ideia era melhorar o passe e dar opção para o contra ataque.

O jogo continuou de altíssimo nível e, com menos de um minutos, os dois goleiros já tinham feito duas defesas excelentes, em chutes de Ruben Capria e Trezeguet. O goleiro do River, Carrizzo, se destacou em algumas oportunidades de Ruben Capria, Acosta e Hauche. O Racing mostrava movimentação e um repertório variado de jogadas, tanto pelas pontas quanto pelo meio. O River também criava e, como o Racing foi se abrindo, aos poucos a jogada característica do time de Nuñez foi aparecendo. Mas o contra ataque ainda era a melhor opção.

Aos 6 minutos, após uma blitz do River, o time do Racing mandou a bola para lateral. Ortega gritou para Berizzo não cobrar que ele, Ortega, faria a cobrança. O camisa 10 percebeu que Trezeguet ficou livre na entrada da área e foi lá que ele mandou a reposição manual. Trezeguet recebeu livre dentro da área e só esperou Saja sair do gol para tocar por baixo e fazer River 2x0.

O gol deu tranquilidade ao River, mas o Racing ainda era uma ameaça. O problema é que quando o River está inspirado, ninguém consegue batê-lo. Na saída de bola, o Racing criou uma boa jogada com Ruben Capria e Pelletieri, mas Placente estava atento para desarmar o camisa 10 antes do chute fatal. Abrindo na direita com Ferrari, Placente iniciou a jogada mais bonita de toda a partida. De Ferrari, a bola foi para Coudet no meio, que tocou mais à frente para Gallardo. O camisa 11 recuou na esquerda para Berizzo, que tocou mais à frente para Funes Mori. O camisa 9 tocou a Trezeguet na intermediária e, com a defesa do Racing desmontada após essa troca de passes, o camisa 7 foi avançando, até desferir potente chute da entrada da área e vencer Saja, fazendo River 3x0.

O resultado pode ter mostrado a superioridade do River, mas foi injusto com o belíssimo jogo que o Racing apresentou. A vitória poderia até ter sorrido para o time de Buenos Aires, mas o placar foi dilatado demais para o equilíbrio visto em campo.

Destaque do jogo: David Trezeguet. Não tem jeito. Trezeguet é o grande nome da FIFUBO neste ano de 2017. Bem marcado, pouco produziu no primeiro tempo e até a metade do segundo. Mas bastou um vacilo na marcação para o camisa 7 fazer dois gols e decidir a partida.

CLASSIFICAÇÃO
1° River Plate - 9 pontos, 14 gols pró
2° Independiente - 9 pontos, 9 gols pró
3° Boca Juniors - 7 pontos
4° Velez Sarsfield - 6 pontos
5° San Lorenzo - 5 pontos
6° Racing - 3 pontos
7° Huracán - 2 pontos, 9 gols pró
8° Estudiantes - 2 pontos, 6 gols pró

ARTILHARIA
1° David Trezeguet (River Plate) - 8 gols
2° Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 6 gols
3° Daniel Cigogna (Huracán) e Federico Insua (Velez Sarsfield) - 4 gols

NOTAS RÁPIDAS
  • O mutirão segue e, se tudo der certo, a quarta-feira de cinzas e a quinta-feira do rebote também terão jogos. Se tudo der certo, até a semana que vem o primeiro turno já vai estar encerrado e os playoffs garantidos.
  • O milestone da rodada vai para Facundo Parra. Ao abrir o marcador contra o Huracán, ele chegou a 30 gols com a camisa do Independiente.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Torneio Apertura 2017 - Quarta Rodada - 27/02/2017

Olha o Torneio Apertura aí gente! Chora cavaco! O que era para ser uma rodada adiada virou um mês de inatividade. Mas a FIFUBO aproveita a segunda-feira de carnaval e bota o bloco na rua, para começar a quarta rodada do Apertura 2017. Vamos ao desfile!

SAN LORENZO 2x2 VELEZ SARSFIELD

Empolgados pelo crescimento do jogo, os jogadores do San Lorenzo querem mais. Depois de adotar de vez o 4-3-3, o time goleou o Estudiantes na última rodada (4x1) e vem embalado. Nilson aproveitou o clima carnavalesco e ousou de vez, colocando Buffarini e Piatti como volantes, adiantando o meio de campo para impedir os avanços de Insua. Do outro lado, embora seja o único invicto do campeonato, o Velez ainda não mostrou o futebol que o fez ser temido. Fez os melhores jogos do campeonato até aqui, mas empatou duas partidas e só conseguiu vencer na última rodada (3x2 no Racing). A preocupação de Tripa Seca estava na defesa...

O San Lorenzo começou o jogo dominando, mostrando que Nilson acertou nas táticas do dia. Avançando os volantes, impedia o Velez de armar jogadas e marcava com ferocidade. E os escolhidos para compor a volância ainda mostraram-se dignos da confiança do comandante. Logo a um minuto, Dario Hussain tentou estourar jogada para trás e mandou a córner. Buffarini cobrou no segundo pau e Romagnoli entrou livre, cabeceando. A bola tocou no travessão e morreu no fundo das redes, enquanto o camisa 10 batia no peito, apontava ao chão e fazia a taunt da Paloma: San Lorenzo 1x0.

A despeito de algumas jogadas de Insua, que encontraram a trave, o Velez não conseguia sair da marcação do time de Almagro e se oferecia para o contra ataque. Aos 5 minutos, após Insua acertar a trave novamente, a bola saiu para lateral. Tulla cobrou para Luciatti, que procurou Piatti mais à frente. O camisa 12 levantou a cabeça e viu Romagnoli livre no outro lado do campo. O lançamento foi cirúrgico e o camisa 10 dominou entrando na área, para chutar na saída de Sosa, bater no peito, apontar ao chão e fazer  a taunt da Paloma novamente: San Lorenzo 2x0.

O novo esquema tático do San Lorenzo não é eficiente só na marcação, também resolveu um problema crônico no ataque. Ao jogar mais centralizado, Stracqualursi pode tabelar mais vezes com Raul 'Pipa' Estevez e foi assim que o camisa 9 tentou três vezes, para defesas milagrosas de Sosa evitarem uma goleada. O Velez se aproveitou uma única vez, aos 9 minutos, quando uma dessas defesas virou jogada de contra ataque. Sabia tocou a Dario Hussain, que procurou Insua no meio. Marcado por 2, o camisa 11 se livrou com habilidade e, de pé esquerdo, deu um perfeito chute de efeito, que enganou Migliore e morreu no fundo de suas redes: Velez 1x2.

No intervalo, Nilson tirou Luciatti e colocou Tellechea, para aumentar ainda mais a marcação. Já Tripa Seca tirou os inoperantes irmãos Hussain, para colocar Cubero e Lucas Pratto. Aproveitou para combinar uma jogada para a saída de jogo.

E a jogada foi a que deu números finais ao confronto. Ao melhor estilo futebol americano, Insua tocou a Romero, correu pelo meio e, no último instante, abriu em diagonal para a direita. O passe do camisa 7 foi preciso e Insua recebeu dentro da área, driblando Migliore e empurrando para o gol vazio com apenas 20 segundos: Velez 2x2.

O gol empolgou o Velez, que ainda teve ótima chance com Lucas Pratto. Mas o chute foi por cima. Depois disso, o San Lorenzo voltou a dominar o jogo, mas Sosa aproveitou para mostrar sua fantasia de paredão, mantendo a partida empatada.

Destaque do jogo: Federico Insua. O jogo foi dos dois armadores. Romagnoli e Insua marcaram dois gols, mas o camisa 10 se aproveitou de uma equipe que jogou e marcou bem no meio, para que lhe dessem liberdade. Já Insua jogou praticamente sozinho, driblando os adversários, acertando a trave pelo menos três vezes e livrando sua equipe da primeira derrota no campeonato.

BOCA JUNIORS 1x1 ESTUDIANTES

Não é menosprezo, mas Madeirite quer aproveitar que a equipe pega o pior time do campeonato e vencer, de preferência de forma contundente. O Boca vem de vitória (3x1 no Huracán) e quer a bola no chão para decolar de vez. Já o Estudiantes segue batendo na mesma tecla de que os armadores têm que participar do jogo, até para não sobrecarregar Verón, que teria que marcar Romagnoli na partida desta segunda.

O Estudiantes veio com uma proposta de adiantar o time e embolar o meio de campo, deixando os jogadores do Boca impedidos toda hora. O Boca aceitou passivamente esse jogo e o que se viu foi uma partida muito pobre tecnicamente. O primeiro gol só saiu aos 8 minutos, de forma inusitada. Após um lançamento para ninguém, Abbondanzieri saiu do gol e pegou a bola, reiniciando com Serna no meio. O camisa 5 não tinha opção de passe, então Escudero pediu a bola e partiu pela direita, sem marcação. Esperava-se que o camisa 2 fosse ao fundo e cruzasse para trás, para tirar seus companheiros do impedimento, mas Escudero preferiu avançar em diagonal e arriscar um chute cruzado. A bola foi no ângulo oposto de Andujar e o Boca fez 1x0.

Se o gol do zagueiro do Boca foi inusitado, mais ainda foi o gol de empate do Estudiantes. Na saída de bola, uma jogada tipo figura 8 foi armada. Verón tocou para Enzo Perez e correu para a direita. O camisa 7 tocou no vazio, na esquerda. Quem correu para pegar a bola foi Federico Fernandez, que avançou pela lateral, trouxe para o pé direito e chutou cruzado. A bola ganhou efeito e entrou no ângulo oposto de Abbondanzieri, fazendo Estudiantes 1x1 aos 9 minutos.

No intervalo, Madeirite trocou Riquelme e Palermo por Schelloto e Viatri, enquanto Cristaldo tirou Rodrigo Braña e Boselli para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez.

O jogo melhorou um pouco no segundo tempo, com o Estudiantes tomando a iniciativa. Em três ocasiões, acertou a trave, sendo duas com Leandro Benítez e uma com Gastón Fernandez. Mas o nível do jogo foi caindo novamente e o empate acabou sendo um resultado mais justo.

Destaque do jogo: Federico Fernandez. Em um jogo de baixíssimo nível técnico, a entrega do camisa 4 foi essencial. Sem ter a quem marcar, foi ao ataque, organizou jogadas, arriscou e foi premiado com um belo gol.

NOTAS RÁPIDAS

  • O carnaval é bom para fazer mutirão. Assim, aproveitando-se deste clima de feriado, a FIFUBO tentará avançar as 3 rodadas que se perderam até o fim de semana. Nesta terça, se encerra a quarta rodada. A quinta rodada será na quarta e na quinta e, no final de semana, a sexta rodada será disputada.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Torneio Apertura 2017 - Terceira Rodada - 29/01/2017

O domingo foi de sol, mas com um vento forte, que deixou a temperatura amena. Aproveitando esse clima agradável, os torcedores lotaram o Itaquá Dome, para o encerramento da terceira rodada do Apertura 2017. Vamos aos jogos!

ESTUDIANTES 1x4 SAN LORENZO

O Estudiantes vinha empolgado por conquistar seu primeiro ponto no campeonato na rodada anterior (2x2 com o Velez). Cristaldo treinou forte durante a semana as jogadas de armação e exigiu muito de Leandro Benítez e Enzo Perez. O San Lorenzo também conquistara seu primeiro ponto na rodada anterior (4x4 com o Huracán) e celebrava o bom futebol com o 4-3-3. Nesse jogo, Nilson surpreendeu e colocou Bordagaray no lugar de Erviti, sendo criticado, pois com Erviti a equipe faz o 4-4-2 losango quando não tem a bola. Outra crítica é que o fato de jogar com 3 atacantes e sem reposição pede que Tellechea seja o volante ao lado de Reynoso, mas Nilson manteve Buffarini em campo.

Todas as críticas foram por terra com 3 minutos de jogo. Após boa jogada que iniciou com Luciatti cobrando lateral para Romagnoli, o camisa 10 tocou a Stracqualursi na meia lua. De costas pro gol, o camisa 9 devolveu a Bordagaray, que chegou chutando forte, da entrada da área, para vencer a marcação de Andujar: San Lorenzo 1x0.

O time de Almagro foi se soltando e contava com o péssimo futebol que o Estudiantes apresentava. Na única jogada que o time de La Plata conseguiu encaixar, saiu o gol. Aos 6 minutos. Verón tocou na lateral da área para Marco Rojo, que apareceu de surpresa na direita. Trazendo para o meio, o camisa 6 chutou e Migliore fez ótima defesa. No rebote, a bola caiu aos pés de Boselli, que empurrou para o gol vazio e fez Estudiantes 1x1. Na comemoração, o camisa 9 criticou a torcida, que reclamava de seu pobre futebol.

O San Lorenzo ainda conseguiu ir para o intervalo em vantagem, quando Romagnoli se soltou. Após jogada bem tramada que começou na defesa com Tulla, a bola foi para Jonathan Ferrari na direita, que procurou Buffarini no meio. O camisa 8 tocou a Bordagaray na esquerda, que inverteu papéis com Romagnoli, armando o jogo. O camisa 13 viu Romagnoli livre na entrada da área e, com passe no meio da defesa, encontrou o camisa 10 livre. Romagnoli invadiu a área, driblou Andujar e chutou para o gol vazio, para bater no peito, apontar ao chão e fazer a taunt da Paloma: San Lorenzo 2x1.

No intervalo, Cristaldo tirou Rodrigo Braña e Gastón Fernandez para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez. Braña não marcava no meio e Gastón só foi escolhido porque Boselli havia feito o gol do Estudiantes. Já Nilson trocou Jonathan Ferrari e Buffarini por Tellechea e Piatti. A ideia era marcar a ponta esquerda (evitando os avanços de Marco Rojo) e colocando alguém do lado esquerdo para auxiliar na armação a Bordagaray.

O San Lorenzo não precisou de muito para aumentar, apenas 45 segundos. Na saída, Romagnoli tocou a Piatti e recebeu na frente. Driblou Federico Fernandez e, da entrada da área, mandou indefensável para Andujar. Na sequência, bateu no peito, apontou ao chão e fez a taunt da Paloma pela segunda vez no jogo: San Lorenzo 3x1.

A torcida do San Lorenzo foi ao delírio com o jogo perfeito de sua equipe, com toques inteligentes e marcação eficiente. Já a do Estudiantes vaiava a cada vez que a equipe errava, principalmente com Enzo Perez e Boselli, que erravam tudo o que tentavam. Por três vezes seguidas, Perez recebeu a bola e saiu com ela pela linha lateral, irritando a torcida a cada toque de bola.

O jogo estava ganho e o San Lorenzo tocava aos gritos de "olé" de seus torcedores, quando transformaram o jogo em goleada. Aos 9 minutos, uma jogada que começou na defesa com Ameli passou pelos pés de Tulla, Tellechea e Reynoso no campo do Velez. Dali, foi para o meio nos pés de Piatti, que viu Bordagaray se deslocando para a direita. O camisa 13 recebeu o passe e tocou em profundidade para Reynoso, que apareceu como elemento surpresa na área e chutou na saída de Andujar, fazendo San Lorenzo 4x1.

Destaque do jogo: Fabian Bordagaray. Tudo bem que Romagnoli marcou dois gols e que o time inteiro jogou bem. Mas Bordagaray foi o grande nome do jogo. Criticado ao entrar na ponta esquerda, marcou um gol e deu passe para outros dois, além de se movimentar o campo inteiro e ser a melhor opção de ataque para a equipe conseguir sua primeira vitória no campeonato.

VELEZ SARSFIELD 3x2 RACING

Duas incógnitas nesse jogo. Do lado do Velez, a empolgação por ser o único invicto do campeonato dava lugar à apreensão pelo fato da equipe não ter vencido ainda, com dois empates em dois jogos. Do lado do Racing, a apreensão era  por conta da derrota no clássico de Avellaneda (0x4 Independiente). O placar tão dilatado desanimou os jogadores, mas Paralelo os incentivou, dizendo que ainda haviam 12 rodadas para jogar.

O jogo foi eletrizante, disparado o melhor da rodada. O Racing partiu para cima e rondou a área por várias vezes, ainda no primeiro minuto. Porém, na única vez que o Velez pegou a bola, encaixou o contra ataque. Gago tocou a Insua no meio, que abriu na direita para Claudio Hussain. Dario Hussain retornou, puxando a marcação e Juan Sabia apareceu como elemento surpresa na área. O passe de Claudio Hussain foi preciso e o camisa 4 girou dentro da área, para chutar na saída de Saja e fazer Velez 1x0.

O gol fez muito bem ao jogo, que ficou mais quente ainda. As duas equipes chegavam com inteligência ao ataque e desperdiçavam chances. O toma lá, dá cá foi um festival de bolas na trave. Porém, aos 9 minutos, a bola não bateu na trave. Após o Racing reiniciar jogada com Enrique na esquerda, a bola foi para Pocchetino, que abriu na direita a Gamboa. O camisa 4 lateralizou a Diego Capria, que fez um lançamento primoroso para o outro lado do campo, já no ataque. Ruben Capria recebeu na esquerda, tirou Sabia da jogada e chutou da entrada da área, no ângulo de Sosa, fazendo Racing 1x1.

No intervalo, Tripa Seca tirou Gino Peruzzi e colocou Cubero. Já Paralelo sacou Pelletieri e colocou Fariña, para melhorar a marcação.

Logo na saída de bola, o Velez fez 2x1. Insua tocou a Claudio Hussain e correu para a esquerda. O camisa 8 driblou Ruben Capria, Quiroz e, da meia lua, desferiu belo chute para fazer Velez 2x1 aos 40 segundos.

Mesmo assim, a mudança de Paralelo deu resultado e Fariña anulou Turco Assad, que era o melhor do Velez no primeiro tempo. Mas isso fez com que Insua passasse a ter liberdade e corresse o campo armando jogadas e aparecendo para a conclusão. Saja teve que se desdobrar nas defesas e a equipe  se fechou para que Ruben Capria também tivesse liberdade para armar. Aos 5 minutos, conseguiram fazer a marcação perfeita e Quiroz desarmou Dario Hussain, tocando a Ruben Capria no meio. O camisa 10 avançou pelo meio e viu Latorre se deslocando para a esquerda. O passe foi preciso e Latorre driblou Sabia para entrar na área, torcendo o corpo para trazer a bola pro pé direito e chutar cruzado, sem chances para Sosa, fazendo Racing 2x2.

O jogo ficou melhor ainda, com as equipes jogando com mais inteligência e os goleiros salvando as belas jogadas tramadas. Quando parecia que o jogo terminaria empatado, o gênio deu o único toque que decide o jogo. Já nos acréscimos, o Velez partiu em contra ataque na esquerda, após Sebá Dominguez interceptar passe para Acosta. Ele abriu na lateral para Emiliano Papa, que avançou para o campo de ataque. Quando Fariña veio para lhe bloquear, Papa tocou a Turco Assad, que ajeitou na entrada da área e chutou cruzado, fazendo Velez 3x2. De sumido a herói, Turco Assad precisou de só um toque...

Destaque do jogo: Federico Insua. O camisa 11 fez o que não se via desde o Torneio Início, correndo o campo todo com liberdade para armar o jogo e concluir. Deu o passe para um gol e foi a principal opção ofensiva do Velez.

CLASSIFICAÇÃO

1° River Plate - 6 pontos, 11 gols pró
2° Boca Juniors - 6 pontos, 8 gols pró
3° Independiente - 6 pontos, 6 gols pró
4° Velez Sarsfield - 5 pontos
5° San Lorenzo - 4 pontos
6° Racing - 3 pontos
7° Huracán - 2 pontos
8° Estudiantes - 1 ponto

ARTILHARIA

1° David Trezeguet (River Plate) - 6 gols
2° Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - 4 gols
3° José Basualdo (Boca Juniors), Martin Palermo (Boca Juniors), Daniel Cigogna (Huracán), Leandro Gracián (Independiente) e Diego Latorre (Racing) - 3 gols

NOTA RÁPIDA

  • No próximo final de semana, não haverá rodada na FIFUBO. A quarta rodada será disputada durante a semana seguinte.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Torneio Apertura 2017 - Terceira Rodada - 28/01/2017

O verão continua castigando o Rio de Janeiro, mas o sol não foi capaz de afastar o público do Itaquá Dome, onde a terceira rodada do Apertura foi aberta. Vamos aos jogos!

RIVER PLATE 1x2 INDEPENDIENTE

O jogo mais esperado da rodada era justamente o que abria a rodada, com os dois vencedores dos clássicos na semana anterior. O River, empolgado pela vitória sobre o Boca (5x1), entrava em campo se apoiando no ótimo futebol de Trezeguet, artilheiro do campeonato. Já o Independiente, empolgado pela vitória sobre o Racing (4x0), queria mostrar que a vitória não foi um mero acidente.

O jogo foi muito bom, apesar do placar baixo. O Independiente tomou a iniciativa e ocupou os espaços do campo de defesa do River. Mas bastou uma bola ser perdida para tudo ir abaixo. Almeyda desarmou Gracián e tocou a Ferrari na direita. O camisa 2 tocou a Ortega mais à frente e o camisa 10 viu Trezeguet saindo do meio para a ponta. O passe em profundidade foi perfeitoEle j e o camisa 7 recebeu no bico da área, chutando cruzado e fazendo River 1x0 logo a um minuto.

O Independiente não se abalou e voltou a ocupar o ataque do River, mas foi só a equipe de Nuñez recuperar a bola e novamente o contra ataque buscou Trezeguet, que chutou para fora. O susto fez Bayer mudar o posicionamento de seus volantes, que passaram a marcar os pontas, impedindo o River de armar sua principal jogada. O jogo ficou técnico, mas as oportunidades não se concretizavam em gol.

O Independiente continuou pressionando o River no campo de defesa e foi premiado com um erro da defesa. Aos 9, Placente dividiu com Silvera e perdeu a bola. O camisa 11 fez o dois-um com Gracián, recebeu dentro da área e tocou na saída de Carrizzo, fazendo Independiente 1x1.

Quando parecia que o jogo iria para o intervalo assim, novo erro da defesa do River resultou na virada do Independiente. Ferrari perdeu a bola e Paz teve que fazer falta em Facundo Parra, na entrada da área. Gracián cobrou com perfeição, Carrizzo se esticou e não alcançou: Independiente 2x1, nos acréscimos.

No intervalo, Francescoli tirou Gallardo (que não conseguia armar o jogo) e Buonanotte (nulo em campo), para colocar Coudet e Funes Mori. Por outro lado, Bayer tirou os nulos Facundo Parra e Busse, para colocar Gandin e Acevedo em seus lugares.

As mudanças de Francescoli não surtiram efeito, os jogadores entraram muito mal. Já a estratégia de Bayer foi perfeita, com os volantes marcando os pontas e Montenegro grudado em Trezeguet. Assim, o Independiente derrubou o gigante goleador e saiu com sua segunda vitória no campeonato.

Destaque do jogo: Leandro Gracián. Ele já era o destaque da armação do Independiente. Quando Bayer mandou os volantes ficarem na marcação dos pontas, Gracián ficou sozinho para armar o jogo, mas se movimentou o campo todo e conseguiu dar conta do recado, dando o passe para o gol de Silvera e cobrando magistralmente a falta no gol da vitória.

HURACÁN 1x3 BOCA JUNIORS

Considerado um dos favoritos para se classificar às semifinais, o Huracán tem dois empates em dois jogos. A marcação eficiente não vem sendo a chave para vitórias, mas agora as coisas teriam que funcionar, já que Riquelme gosta de jogar com liberdade. Sr Rabina queria o meio de campo marcando forte, para não deixar o camisa 10 armar o jogo. Já o Boca passou uma semana conturbada. Não bastasse perder o Superclássico, tinha que ser de forma humilhante (1x5). A pressão caiu totalmente em cima de Madeirite e os torcedores foram em cima da diretoria, para pedir a substituição do técnico.

O jogo não foi bom. As duas equipes erravam muitos passes e o jogo ficava só na intermediária. As poucas chances de gol eram armadas pelo Boca, que até teve Riquelme se movimentando, mas aos poucos o camisa 10 foi sumindo da partida. Mesmo assim, as chances de gol não eram claras, os jogadores adiantavam demais a bola e o goleiro Islas saía do gol para abafar a jogada.

O intervalo só não aconteceu com placar em branco porque, nos acréscimos, a genialidade de Riquelme aconteceu. Após cobrança de tiro de meta de Abbondanzieri, o camisa 10 recebeu no meio e foi avançando. Quando a marcação foi para cima, ele viu Palermo entrando pela esquerda. O passe, no meio da defesa, foi preciso e Palermo recebeu dentro da área, chutando na saída de Islas e fazendo Boca 1x0.

No intervalo, Sr Rabina mudou o lado esquerdo, tirando os nulos Minici e Milano para colocar Erramuspe e Barrales. Cigogna ficou muito isolado e reclamou dos passes errados do camisa 6, que devia apoiá-lo pela esquerda. Já Madeirite mudou o lado direito, tirando Ibarra e Palacio para colocar Battaglia e Viatri. Já que o Huracán ia sair pro jogo, o Boca teria espaço para encaixar os contra ataques...

Era isso o que Madeirite pensava, mas tudo foi por água abaixo com apenas 15 segundos. Ruben Masantonio deu a saída de bola e correu para a esquerda, mas Villarruel driblou Riquelme para a direita e foi avançando. Serna apareceu para o desarme, mas também foi driblado pelo camisa 13, que foi até a entrada da área e chutou forte, vencendo Abbondanzieri e fazendo Huracán 1x1.

O gol fez o jogo voltar ao seu ritmo fraco. O Huracán não conseguia armar jogadas e o Boca esbarrava na marcação apertada dos adversários. Cigogna teve apenas duas chances no jogo, mas sem condições de transformá-las em gol.

Aos 6 minutos, a mudança de Madeirite deu resultado. Após Schiavi interceptar passe que ia para Cigogna e passar na direita para Battaglia, a ordem era para o camisa 12 não tentar o lançamento, era para sair jogando. Battaglia foi avançando pela direita e viu Viatri se deslocando do meio para a ponta. O passe foi curto, mas Viatri ganhou no corpo de Erramuspe, que ficou pedindo falta. O juiz mandou o jogo seguir (corretamente) e Viatri invadiu a área pela ponta, chutando cruzado e vencendo Islas: Boca 2x1.

A partir daí, o Huracán tentava armar jogadas, mas não conseguia. O Boca saía em contra ataques, mas não conseguia finalizar. O jogo estava fadado ao 2x1 não fosse uma jogada de Viatri pela ponta, em que ele acabou sendo derrubado no bico da área por Walter Ferrero. Riquelme cobrou a falta com perfeição e, no último lance do jogo, deu a vitória ao seu time: Boca 3x1.

Destaque do jogo: Martin Arruabarrena. Curioso notar que Viatri, Palermo e Riquelme fizeram os gols e participaram da jogada dos três, mas o destaque foi o lateral esquerdo Arruabarrena. Com Riquelme marcado e Basualdo se preocupando com a marcação, coube ao camisa 3 assumir a função de armador e municiar tanto Palermo (no primeiro tempo) quanto Viatri (no segundo).

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Torneio Apertura 2017 - Segunda Rodada - 23/01/2017

Na impossibilidade de se fazer jogos no domingo, a segunda-feira se ofereceu para realizá-los e justo os dois clássicos do campeonato, em um mesmo dia! O calor forte e o início de semana não inibiram o público, que foi brindado com muita emoção.

BOCA JUNIORS 1x5 RIVER PLATE

O Superclássico colocava as duas equipes em pé de igualdade. O Boca estreou com vitória (4x0 no Independiente) e tinha a goleada no último Superclássico (4x1, em amistoso) como trunfos. Madeirite comemorou ter mais um dia para trabalhar e arrumar o meio de campo, para dar liberdade a Riquelme. O River também estreou goleando (5x0 no San Lorenzo) e comemorava o bom futebol de Trezeguet, artilheiro do campeonato. Para impedir os avanços do camisa 10 rival, Francescoli destacou Diego Armando Barrado para marcá-lo individualmente.

O primeiro tempo foi muito bom, com as equipes mostrando o futebol apresentado na primeira rodada, com grandes jogadas individuais e coletivas, mas o gol não saía. Carrizzo evitou três vezes que a bola chegasse ao fundo das redes, enquanto Abbondanzieri fez duas defesas milagrosas.

O primeiro gol só saiu aos 6 minutos. Após Berizzo arrancar pela esquerda, o passe foi na ponta para Trezeguet. Saindo do meio, o camisa 7 puxou a marcação e, com um toque de calcanhar, deixou Buonanotte com a bola próximo à entrada da área. Com um chute seco, o camisa 30 evitou a aproximação de Serna e viu a bola tocar no travessão antes de morrer no fundo das redes: River 1x0.

O gol despertou o Boca, que passou a se movimentar mais ainda e puxar as jogadas de ataque. Com Riquelme sendo anulado por Barrado, o time xeneize precisou voltar à tática da primeira rodada, com Basualdo aparecendo na armação. E assim, aos 8 minutos, eles conseguiram o empate. Basualdo recebeu de Schiavi e foi ao ataque, tabelando com Palermo e recebendo de volta no bico direito da grande área. Com um belo chute de efeito, venceu Carrizzo e saiu para comemorar: Boca 1x1.

Mas o River não é considerado uma das melhores equipes em todos os tempos à toa. Na saída de bola, a equipe armou a figura 8, com Gallardo tocando e correndo para a direita. Trezeguet pegou a bola e tocou à esquerda, matando a marcação. Como elemento surpresa, Berizzo apareceu livre e, da entrada da área, desferiu ótimo chute, no canto direito de Abbondanzieri: River 2x1.

No intervalo, Madeirite tirou Cagna (que não marcava) e Riquelme (anulado por Barrado), para colocar Battaglia e Schelloto. Já Francescoli resolveu se segurar na defesa e sair nos contra ataques. Tirou Ortega e Gallardo e colocou Coudet e Funes Mori, passando a jogar com 3 volantes.

A estratégia de Gallardo se mostrou correta e o River dominou todo o segundo tempo, anulando as poucas chances que o Boca criava. Após um perde e ganha no meio de campo, a jogada característica do River surgiu. Almeyda desarmou Palacio e tocou na ponta direita para Funes Mori. O camisa 9 tocou no meio para Trezeguet e o camisa 7, já dentro da área, escolheu o canto e tocou no lado esquerdo de Abbondanzieri: River 3x1, aos 4 minutos.

A torcida do River começou a gritar olé a cada toque que o time dava, enquanto o Boca corria desesperadamente atrás da bola. Com Schelloto muito mal, o time não conseguiu armar uma jogada sequer no segundo tempo. Para piorar, aos 8 minutos Battaglia fez falta em Coudet na intermediária e levou o cartão amarelo. Dali, dava para chutar direto, mas Coudet preferiu tocar para Buonanotte e uma linda jogada se desenhou. O camisa 30 tabelou com Trezeguet, levou para a ponta direita, trouxe para o pé esquerdo e chutou cruzado, fazendo o gol mais bonito do jogo: River 4x1.

Os torcedores do Boca já deixavam o estádio quando o River ampliou nos acréscimos. Após mais uma tentativa de Basualdo e Schelloto não encontrar Palermo, Placente saiu jogando e tocou no meio para Coudet. O camisa 8 abriu na ponta para Ferrari, que viu Trezeguet saindo do meio para a direita. O passe foi preciso e o camisa 7 invadiu a área já chutando, para fazer River 5x1.

Destaque do jogo: David Trezeguet. 2 gols, 2 assistências, movimentação pelo campo todo e saída nos braços da torcida. Essa foi a tarde de segunda do camisa 7.

RACING 0x4 INDEPENDIENTE

O clássico seguinte foi o de Avellaneda, cercado de mistério. O Racing venceu na primeira rodada (3x2 no Estudiantes), mas a apreensão da torcida era porque a equipe não jogou bem. Mesmo após abrir 3x0 no primeiro tempo, deixou o Estudiantes encostar e por muito pouco não cedeu o empate. Para piorar, a forma técnica de Ruben Capria deixa a desejar, além da pouca movimentação de Acosta. Já o Independiente tem um clima muito pior. Totalmente dominados pelo Boca (0x4), não apresentaram nem sombra do futebol envolvente de 2016. Uma derrota no Clássico de Avellaneda podia comprometer o resto do campeonato.

O jogo começou muito ruim, com as duas equipes errando passes e não criando nenhuma oportunidade clara de gol, no que era o pior jogo do campeonato até aqui. O Independiente, ao menos, tentava criar, mas esbarrava nas limitações de seu armador, sumido em campo. O lance que mudou a partida aconteceu aos 7 minutos. Após uma tentativa de passe para Parra dar errado, Quiroz tocou a Pelletieri no meio de campo. O camisa 7 recuou a Pocchetino, que lançou Latorre na ponta esquerda. O camisa 11 inverteu o jogo para Acosta e o camisa 9 invadiu a área, sendo derrubado por Navarro. Ruben Capria cobrou o pênalti  no canto direito, mas Navarro voou e fez a defesa, mandando para lateral. A cobrança para Ruben Capria foi ruim e o Independiente recuperou a bola com Montenegro, que abriu na direita para Vella. O camisa 2 tocou no meio para Gracián e o camisa 19 pegou decidido a mudar a história do jogo. Ele avançou pelo meio e encarou a marcação de Quiroz, dando um lindo drible e chutando da entrada da área, uma bola em arco que entrou no ângulo de Saja: Independiente 1x0.

No intervalo, Paralelo novamente criou coragem para tirar Ruben Capria. Além dele, saiu Pelletieri, outro sumido em campo. Entraram Fariña e Hauche e Latorre foi para a armação, cabendo a Diego Capria virar o capitão do time. Já Bayer tirou Facundo Parra e Busse e colocou Acevedo e Gandin. Iria jogar fechado e sair em velocidade para os contra ataques...

As mudanças fizeram muito bem ao Independiente, que foi outra equipe no segundo tempo. O Racing continuou assistindo passivamente. O segundo gol do Independiente veio logo aos 2 minutos, em jogada de contra ataque. Matheu desarmou Hauche e tocou no meio para Montenegro. O camisa  5 abriu na ponta para Gandin, que viu Gracián se deslocando. O passe foi perfeito e o camisa 19 entrou na área, tocando na saída de Saja e fazendo Independiente 2x0.

A partir daí, todo o jogo passou a ser do Independiente. O terceiro gol veio aos 6 minutos, em erro da defesa do Racing. Gamboa tentou sair jogando e perdeu a bola para Mareque, que tocou a Silvera. Diego Capria deu um carrinho e mandou para lateral. Na cobrança, Silvera inverteu papéis e  tocou a Mareque, que invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado, fazendo Independiente 3x0.

A torcida já gritava olé quando, aos 9 minutos, o Independiente deu números finais à partida. Após mais um desarme na defesa, Montenegro tocou a Vella, que tocou a Gracián no meio. O camisa 19 lançou Gandin na ponta e o camisa 9 foi até a linha de fundo, cruzando para a cabeçada precisa de Silvera, que fez Independiente 4x0, para delírio da sua torcida.

Destaque do jogo: Leandro Gracián. Sumido até a metade do primeiro tempo, o camisa 19 despertou pro jogo marcando dois belíssimos gols. A partir dali, começou a armar o jogo e levou sua equipe á frente várias vezes.

CLASSIFICAÇÃO
  1. River Plate - 6  pontos
  2. Boca Juniors - 3 pontos, 5 gols pró
  3. Independiente - 3 pontos, 4 gols pró
  4. Racing - 3 pontos, 3 gols pró
  5. Huracán - 2 pontos, 7 gols pró
  6. Velez Sarsfield - 2 pontos, 5 gols pró
  7. Estudiantes - 1 ponto, 4 gols pró, 5 gols contra
  8. San Lorenzo - 1 ponto, 4 gols pró, 9 gols contra
ARTILHARIA
  1. David Trezeguet (River Plate) - 5 gols
  2. José Basualdo (Boca Juniors) e Daniel Cigogna (Huracán) - 3 gols
NOTAS RÁPIDAS
  • O milestone da rodada vai para Nestor Silvera. Ao fechar o marcador no Clássico de Avellaneda, ele chegou a incríveis 60 gols com a camisa do Independiente.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Torneio Apertura 2017 - Segunda Rodada - 21/01/2017

O sábado começou com dia nublado e o sol aparecendo de quando em quando, mesmo assim o calor continuou forte. Nem por isso o público deixou de comparecer ao Itaquá Dome, para assistir à abertura da segunda rodada do Torneio Apertura. Os jogadores reconheceram o carinho do torcedor e os brindaram com dois grandes jogos. Vamos a eles!

VELEZ SARSFIELD 2x2 ESTUDIANTES

Vindos de um empate com o Huracán (3x3), no melhor jogo da rodada, os jogadores do Velez queriam aproveitar o buraco que o Estudiantes deixa no meio, para permitir que Insua atuasse com liberdade para armar o jogo. Do outro lado, apesar da derrota para o Racing na estreia (2x3), os jogadores do Estudiantes tinham motivos para comemorar, já que a equipe encostou após ir para o intervalo perdendo por 3x0, mostrando evolução no futebol apresentado no primeiro tempo. Caberia a Verón fazer a marcação a Insua, o que diminuía muito a capacidade de armação da equipe.

Mas a estratégia de Cristaldo foi correta. Com Verón marcando Insua, o Velez não teve como armar o jogo e não levou perigo à meta do time de La Plata. Já o Estudiantes contava com bom toque de bola, de paciência, para chegar à meta rival. Assim foi aos 4 minutos, quando Federico Fernandez recuperou bola perdida na zaga e tocou a Marco Rojo na esquerda. O camisa 6 procurou Leandro Benítez no meio, que abriu na direita para Enzo Perez. Com lindo toque entre os zagueiros, ele encontrou Boselli livre na esquerda, já entrando na área. O camisa 9 chutou de primeira na saída de Sosa e fez Estudiantes 1x0.

O gol fez maravilhas para o time de La Plata, que passou a jogar com tranquilidade. Já o Velez se afobou, partindo para o ataque de qualquer jeito e vendo suas jogadas morrerem no meio de campo, quando Verón desarmava Insua. Assim foi aos 9 minutos, quando Verón novamente desarmou Insua e tocou a Marco Rojo na esquerda. O lateral inverteu para Enzo Perez na direita, que voltou a inverter para Leandro Benítez na esquerda. Esse estilo de passes em zigue-zague fez a defesa do Velez bater cabeça, o que foi ótimo para Leandro Benítez, que avançou livre até a meia lua e chutou sem a menor chance para Sosa, fazendo Estudiantes 2x0.

No intervalo, Tripa Seca mudou o lado esquerdo. Tirou Romero e Turco Assad, que não saíram do lugar no primeiro tempo inteiro, colocando Cubero e Lucas Pratto em seus lugares. Já Cristaldo, percebendo que essa mudança seria feita, mudou o lado direito de seu campo, tirando Angeleri e Gastón Fernandez para colocar Mathias Sanchez e Hernan Rodrigo Lopez.

A mudança de Tripa Seca se mostrou mais acertada e ainda deu um nó tático no rival. Pratto não entrou para se limitar ao lado esquerdo, aparecendo muito mais pelo meio e pela direita do que pelo lado originalmente destinado a ele. Cubero deu consistência ao meio de campo, com marcação forte e ajudando na saída de bola. Assim, o Velez envolveu o Estudiantes e encontrou seu primeiro gol aos 3 minutos. Após Gago desarmar Hernan Rodrigo Lopez, o passe procurou  Claudio Hussain no meio. O camisa 8 abriu na direita para seu irmão Dario, que viu Lucas Pratto fazendo movimento do centro para a direita dentro da área. O passe foi preciso e o camisa 12 encheu o pé para vencer Andujar, fazendo Velez 1x2.

A partir daí, o jogou ficou eletrizante, com o Velez pressionando e o Estudiantes se defendendo como podia, saindo em contra ataques velozes. Melhor para o Velez que, aos 8 minutos, encontrou o empate. Dario Hussain correu para o meio de campo e conseguiu desarmar Federico Fernandez, que se lançava ao ataque. O camisa 10 levantou a cabeça e viu Insua livre, pela primeira vez no jogo. O passe foi preciso e o camisa 11 recebeu livre, no buraco deixado por Fernandez. Trazendo a bola pro pé esquerdo, Insua ganhou o ângulo que necessitava para desferir chute indefensável e vencer Andujar, fazendo Velez 2x2.

A equipe de Buenos Aires ainda poderia ter saído com a vitória, mas o chute de Dario Hussain, já nos acréscimos, terminou com excelente defesa de Andujar, que espalmou para longe o que seria uma injustiça.

Destaque do jogo: Juan Sebastian Verón. Novamente, o camisa 11 foi o principal jogador do Estudiantes. Desta vez, abriu mão de jogar para anular a principal jogada do temido rival, marcando Insua em cima e ganhando todos os lances. Pena que cansou no segundo tempo e, no final, viu o adversário se desmarcar para empatar a partida, mas saiu de campo como o melhor.

SAN LORENZO 4x4 HURACÁN

Vindos de uma acachapante derrota para o River (0x5), os jogadores do San Lorenzo pegavam uma equipe de defesa forte. Nilson atendeu aos apelos do torcedor e montou a equipe no 4-3-3, montando um esquema em que o time voltava no 4-4-2 losango quando não tinha a bola. A Reynoso se juntava Buffarini na cabeça de área, com Romagnoli armando o jogo. No ataque, além de Stracqualursi de centroavante e Raul 'Pipa' Estevez na ponta direita, Erviti vinha como ponta esquerda, para jogar em velocidade e ajudar na armação. Quando a equipe não estivesse com a bola, Reynoso ficava fixo, com Buffarini de um lado e Erviti do outro, fechando o losango. Já o Huracán tinha motivos para acreditar em um bom jogo. O empate com o Velez (3x3) foi considerado o melhor jogo do campeonato até aqui e a marcação eficiente encontrava um contra ataque mortal, que poderia levar o time à liderança provisória.

É difícil dizer se o esquema de Nilson funcionou, pois antes que qualquer tática pudesse ser montada, sua equipe já vencia por 2x0. O primeiro gol foi marcado logo a um minuto, quando Ruben Masantonio voltava para cobrir o seu espaço na defesa e acabou atingindo Romagnoli. Falta próxima à área, que Romagnoli cobrou com perfeição para bater no peito, apontar ao chão e fazer a taunt da Paloma: San Lorenzo 1x0.

O segundo gol veio aos 3 minutos, quando Centurión e Masantonio foram ao ataque, bateram cabeça e perderam a bola. Tulla recuperou e jogou a Romagnoli no meio, que foi avançando sem oposição. Da intermediária, o camisa 10 percebeu Islas adiantado e deu lindo toque de cobertura, para bater no peito, apontar ao chão e, novamente, fazer a taunt da Paloma: San Lorenzo 2x0.

Com essa desvantagem, o Huracán não conseguiu se organizar. O San Lorenzo estava feliz com o resultado e não se abria para os contra ataques, condição essencial para fazer o jogo do Huracán fluir. Mesmo assim, nos acréscimos, a equipe conseguiu diminuir o prejuízo. Ruben Masantonio foi ao ataque, tabelou com Villarruel e viu a aproximação de Buffarini. Masantonio dividiu com o camisa 8, a bola ganhou efeito e morreu no fundo das redes, matando Migliore em um gol estranho: Huracán 1x2.

No intervalo, Nilson trocou o lado esquerdo, saindo Luciatti (que errava tudo) e Erviti (que não funcionou na ponta esquerda), colocando Tellechea e Bordagaray. Já Sr Rabina tirou o trapalhão Centurión e o inoperante Milano para colocar Erramuspe e Barrales, passando Cigogna para o lado direito.

A marcação ao camisa 9 era eficiente até aquele momento, mas Cigogna não é o mito à toa. Percebendo que não conseguiria ir ao ataque, o camisa 9 recuou para armar o jogo e mandou Erramuspe avançar. Como elemento surpresa, o camisa 12 recebeu do mito na frente e, da entrada da área, mandou um chute indefensável, que venceu Migliore: Huracán 2x2 aos 2 minutos.

O gol tornou as coisas mais interessantes, pois o San Lorenzo se lançou ao ataque e se abriu aos contra ataques do Huracán. Mesmo assim, Cigogna continuava marcado de perto. O San Lorenzo voltou a ficar na frente aos 5 minutos, quando Bordagaray tocou no meio para Romagnoli, que abriu na direita para Raul Estevez. Livre, o camisa 7 avançou pela ponta e, do bico da área, chutou cruzado e venceu Islas, fazendo San Lorenzo 3x2.

O gol voltou a empolgar a equipe de Almagro, que viu o Huracán tomar a iniciativa e se abrir aos contra ataques. Até então, Barrientos era garantia de segurança na entrada da área, mas o camisa 5 também se lançou ao ataque, deixando livre a área para os contra ataques do San Lorenzo. Ali, Bordagaray tocou para Stracqualursi, que chutou para boa defesa de Islas. Na cobrança de lateral, Stracqualursi recebeu novamente livre pelo meio, invadiu a área e mandou um chute, desta vez indefensável, fazendo San Lorenzo 4x2 aos 7 minutos.

Na saída de bola, aos 8, o Huracán voltou a descontar. Masantonio tocou e correu para a direita, mas Erramuspe chamou Barrales na esquerda. O camisa 11 avançou, viu a marcação se aproximar e tocou atrás. Erramuspe recebeu já dentro da área e chutou sem chances para Migliore, fazendo Huracán 3x4.

O jogo voltou a ganhar emoção, com o Huracán partindo com tudo para o empate e o San Lorenzo se trancando na defesa. Para ganhar o jogo, eles não podiam piscar perto do mito, mas a piscadela aconteceu. Aos 10 minutos, no único lance em que estava livre, Cigogna viu uma jogada começar lá atrás, com Romagnoli adiantando a jogada e perdendo para Walter Ferrero. O camisa 4 tocou a Minici na esquerda, que tocou no meio para Masantonio. O camisa 10 abriu no ataque para Barrales, que tocou no meio para Cigogna. Adiantando a bola, o camisa  9 deixou engatilhado o scopetazzo e, com seu tradicional chute, mandou sem chances para Migliore e deu números finais ao confronto: Huracán 4x4.

Tal qual o jogo anterior, a vitória ainda podia ter sorrido a uma das equipes, mas o chute de Stracqualursi encontrou uma defesa de ponta de dedo para Islas, que mandou a córner.

Destaque do jogo: Leandro Romagnoli. O camisa 10 finalmente estreou, participando de lances, armando jogadas e marcando dois gols, homenageando sua amada.

NOTAS RÁPIDAS

  • O jogo entre Velez e Estudiantes marcou a estreia de Rosálvio como auxiliar. Ele cumpre período experimental de 3 rodadas para garantir sua efetividade no cargo e, neste primeiro teste, se saiu bem. Se aprovado, a FIFUBO contará com 4 auxiliares para os árbitros.
  • O milestone da rodada vai para Romagnoli. Ao cobrar a falta no ângulo, contra o Huracán, o camisa 10 chegou a 70 com a camisa do San Lorenzo.