sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Bootecon 2014

Nesta sexta-feira foi realizado o Bootecon 2014, o fórum de discussão sobre futebol de botão promovido pela FIFUBO. Foram 7 fóruns discutidos, cada um trazendo um aspecto novo sobre a federação, além de debates sobre o esporte. Vamos a um resumo das atividades e os principais pontos discutidos em cada fórum.

Fórum 1 – Estrutura da FIFUBO para 2014 – Palestrante: Batistuta (Presidente da Federação)

  • Apresentação do calendário – Janeiro: Copa 3 Corações; Fevereiro: Torneio Início Apertura; Fevereiro a Junho: Torneio Apertura; Junho: Copa Olé e Copa do Mundo de Subbuteo; Julho: Torneio Início Clausura; Julho a Novembro: Torneio Clausura; Dezembro: Supercopa FIFUBO. 
  • Copa 3 Corações disputada em turno único, com o perdedor do primeiro jogo jogando a segunda partida. O que fizer mais pontos na competição é o campeão. Empate entre duas equipes acarretará em disputa de pênaltis. Empate entre três equipes acarretará em torneio de pênaltis, respeitando a tabela inicial. Cada equipe será mandante em uma partida, respeitando a ordem da tabela. Suspensão segue a regra da Federação. Critério de pontos, saldo de gols, gols pró, gols contra e confronto direto.
  • Torneio Início – Quartas de final disputadas em um dia, semifinais e final em outro dia. Jogos eliminatórios simples, de 10 minutos. Vence quem marcar mais gols, mais escanteios ou vitória nos pênaltis. Suspensão segue a regra da Federação.
  • Torneio Apertura – Disputado em turno e returno, com as quatro equipes com mais pontos se classificando para os playoffs. Não há mais a classificação por vitórias e derrotas, mas sim pontos corridos. Nos playoffs, equipes de melhor campanha jogam em casa o primeiro e terceiro jogos. Caso os playoffs terminem empatados em pontos, gols pró e contra, disputa de pênaltis no terceiro jogo, somente.
  • Copa Olé – Disputada em sistema eliminatório de jogo único, com o mando de campo respeitando a ordem do sorteio. Em caso de empates, haverá disputa de pênaltis. Haverá novo sorteio nas semifinais e final.
  • Copa do Mundo de Subbuteo – Ainda a decidir, pelo número de participantes. Em caso de 12 participantes, 4 grupos de três seleções, com as 2 melhores se classificando para as quartas de final, havendo sorteio em todas as fases eliminatórias.
  • Torneio Clausura – Disputado em pontos corridos, em turno e returno, classifica as quatro melhores equipes para as semifinais, disputadas em ida e volta, com as equipes de melhor campanha jogando por resultados iguais. Na final, não há vantagem. A equipe melhor classificada terá como única vantagem jogar com o mando de campo.
  • Supercopa FIFUBO – Disputada pelos campeões dos torneios Apertura e Clausura e Copas Olé e 3 Corações, em semifinais e final simples. Em caso de empate, disputa de pênaltis. Em todos os jogos, o campo será neutro, as equipes trocarão de lado no intervalo. Se uma equipe ganhar duas competições, vai direto à final e as outras disputarão uma semifinal para ver quem lhe encontra no jogo decisivo, mas esta é a única vantagem. Se uma equipe ganhar três competições, disputa a final contra a outra ganhadora, com a vantagem de empatar para sair campeã. 
  • Apresentação do novo diretor técnico da FIFUBO, Alemanha – O novo diretor técnico fala da importância do cargo na FIFUBO e das suas atribuições. Cita casos como o Escândalo das Bainhas, a crise das bolas amendoim e outros para argumentar que o diretor técnico é o responsável por observar os aspectos técnicos das partidas e recomendar mudanças à Federação.
Fórum 2 – Mudanças na regra – Palestrante: Ruben Paz (vice-presidente da Federação)
  • Mudança no posicionamento dos jogadores reservas durante o intervalo. Agora, os atletas não terão mais que ficar no meio do campo, devendo ficar no quadrante da grande área durante o intervalo, a fim de ouvirem as instruções do treinador. Somente na hora da substituição devem ir ao meio do campo, para entrar em campo. A não observância destes locais acarretará em cartão amarelo para os reservas.
  • Consolidação da punição a treinadores fora do local a eles destinados. Os treinadores serão advertidos uma vez, levarão um cartão amarelo na segunda vez e o vermelho na terceira. Serão suspensos se levarem três amarelos ou um vermelho na mesma competição. Só lhes será permitido entrar em campo em casos de confusão com árbitros, mas somente para apartar seus atletas.
  • Consolidação do sorteio para suspensão de atletas se a equipe não tiver atletas suficientes para mandar a campo.
 Fórum 3 – Aspectos técnicos – Palestrante: Dircys (Treinador do Imperatriz F.B.)
  • Novo posicionamento de goleiros. O goleiro, posicionado na entrada da grande área, é ótimo para abafar jogadas que cheguem perto da mesma, além de fazerem dele mais um marcador. Porém, a enorme quantidade de gols sofridos em rebatidas, bem como as expulsões por toques fora da área, mostram que a nova tendência é o goleiro ficar dentro da pequena área, senão em cima da linha do gol. Esta tendência já foi aplicada no último Clausura e também está sendo seguida por outras equipes.
  • Novas formações táticas. O 4-4-2 losango, utilizado pelos times argentinos, mostra que pode-se aliar marcação com qualidade na saída de bola e ainda ajudar a dar opções de ataque. A nova ordem do futebol mundial prega que todos devem ajudar na marcação, fechando espaços e forçando o adversário a se desfazer da bola, ao invés de tentar tomá-la.
  • Discussão sobre preparação física, técnica, tática, novas tendências são abertas a qualquer membro da FIFUBO, por meio da Associação de Técnicos. O debate deve ser amplo até que se chegue a um consenso.
 Fórum 4 – Aspectos clínicos e físicos – Palestrante: Tostão (Diretor médico do Imperatriz F.B.)
  • Nova técnica Aqualix e cera. Lixa d’água é utilizada na recuperação de atletas, porém não devolve o brilho. No último ano, percebeu-se que o desgaste provocado pelo atrito não pode ser resolvido só com o lixamento levemente umedecido, mas de um lixamento com água corrente. Após isso, a superfície fica opaca e é aí que entra a cera para polir automóveis, que retira os riscos e devolve o brilho, fazendo com que o botão volte a deslizar, após passar pelo aquecimento com silicone reparador de pontas de cabelo.
  • O Escândalo das Bainhas. No ano passado, o campeonato foi prejudicado, porque três equipes estavam com bainhas fora do padrão, caso que foi difícil de reparar. É necessário uma técnica usando transferidor antes do campeonato começar, para saber se todos estão com a bainha no ângulo certo, a fim de não prejudicar equipes e paralisar o campeonato.
  • O problema das bolas amendoim. Bolas compradas no ano passado, para servirem de reserva, mas que acabaram se revelando de dureza e peso acima do permitido. Foram dirigidas para o Subbuteo e a bola de lã acabou sendo a escolhida para ser reserva. As bolas amendoim podem causar pequenas lascaduras no botão que, com o tempo, passaria a ficar inutilizado.

Fórum 5 – Aspectos disciplinares e o papel da arbitragem – Palestrantes: José Roberto Wright (árbitro e presidente do Conselho de Arbitragem da FIFUBO) e Paraguaio (Presidente do TJB)

  • Equívocos de arbitragem são comuns, porém não há como pedir anulação de partida ou reversão de resultado. O árbitro será julgado pelo TJB e punido, se for o caso.
  • O TJB mantém sua forma de punir, com votação dos três membros para decidir pela punição e pelo número de partidas, sendo três o máximo e advertência o mínimo. São decisões irrecorríveis.
  • O TJB está sempre disposto a discutir novas formas jurídicas de interpretação de normas e para ajudar seus membros.
Fórum 6 – O papel da imprensa – Palestrante: Jorge Mário Trasmonte (Diretor de telecomunicações da FIFUBO, narrador e presidente do Grupo Olé)
  • A imprensa tem como papel fundamental cobrir os acontecimentos da FIFUBO para os torcedores, dentro dos limites a ela impostos, mas com liberdade para buscar a notícia.
  • O local de repórteres nos jogos é atrás do banco de reservas, porém foram do campo de jogo, atrás da mureta de proteção, devendo entrar no jogo após as partidas para entrevistas enquanto tiverem atletas em campo.
  • Toda imprensa cadastrada na FIFUBO tem o direito de cobrir qualquer evento relacionado à mesma, não havendo nenhuma preferência quanto a qualquer veículo.
 
Fórum 7 – Copa do Mundo de Subbuteo – Palestrantes: Luis Carlos Félix (árbitro chefe da divisão de Subbuteo) e Bruninho (atleta de Subbuteo)
  • Estão sendo feitos todos os esforços possíveis para a realização da Copa do Mundo, com 12 seleções. Restam 5 seleções a serem confirmadas, porém depende dos Correios, que atrasaram a entrega das duas primeiras.
  • Caso não seja possível adquirir as 12 seleções, a Copa do Mundo tem uma outra fórmula pronta, mas somente se chegar ao número de 9 equipes confirmadas.
  • Regras para o jogo de Subbuteo devem ser confirmadas através de partidas amistosas, que serão realizadas durante o calendário de jogos da FIFUBO.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Supercopa FIFUBO 2013

Neste domingo foi disputado o último jogo do ano na FIFUBO. E não valia pouca coisa, "apenas" a Supercopa FIFUBO, que é a Copa dos Campeões da nossa Federação. Como as atividades só começaram no segundo semestre, apenas os campeões da Copa Olé e do Torneio Clausura disputaram esta taça, em jogo único, com campo neutro. Se o empate persistisse ao final do tempo regulamentar, teríamos disputa de pênaltis.

RACING 3x3 RIVER PLATE

O Racing, campeão da Copa Olé, vinha a campo disposto a apagar os vexames da final do Torneio Início (quando foi goleado pelo rival Independiente) e do Clausura (quando nem se classificou para os playoffs), apostando tudo na conquista deste último troféu.

A equipe foi a campo com 1. Saja, 2. Diego Capria, 4. Gamboa, 6. Pocchetino, 3. Enrique; 5. Quiroz, 7. Pelletieri, 8. Martin Simeone, 10. Ruben Capria (c); 9. Acosta, 11. Latorre. O treinador Madeirite, auxiliado por Buchanan's Special Reserve 3, tinha no banco 12. Fariña e 13. Hauche.
O River Plate, campeão do Clausura, vinha embalado pela conquista e disposto a se consolidar como melhor equipe da FIFUBO no ano de 2013.
A equipe foi a campo com 1. Carrizzo, 2. Ferrari, 3. Placente, 4. Paz, 6. Berizzo; 5. Almeyda (c), 19. Barrado, 11. Gallardo; 10. Ortega, 7. Trezeguet, 30. Buonanotte. O treinador Francescoli, auxiliado por Blue Steel, tinha no banco 8. Coudet e 9. Funes Mori

É difícil precisar como a partida seria, pois logo aos 20 segundos, Buonanotte acertou Acosta, Quiroz e Ruben Capria, levando o cartão vermelho. Na cobrança de falta, Acosta tocou para Pelletieri, recebeu na frente e, da entrada da área, chutou forte e cruzado para fazer Racing 1x0, logo a um minuto de jogo. Foi o décimo gol de Acosta com a camisa do Racing.

O gol e a expulsão desestabilizaram o River, que levou um tempo a se reorganizar, mas isso foi um grande problema, pois aos 2 minutos, Barrado dividiu com o goleiro Saja e a bola sobrou para Quiroz reiniciar o ataque. Ele tocou para Diego Capria, que lançou para Acosta no ataque. O camisa 9, de costas para o gol, tocou atrás para Ruben Capria, que tabelou com Pelletieri e deu para Acosta na direita, dentro da área. Desta vez de frente, o camisa 9 chutou. A bola explodiu no travessão e no chão atrás de Carrizzo. O juiz, Wilson Neca, assinalou gol e uma grande confusão começou. Enquanto o time de Avellaneda comemorava o 2x0, os jogadores do River partiram para cima do árbitro e foi preciso a polícia intervir.

Malandro, o treinador do River, Francescoli, aproveitou a confusão para redistribuir o time em campo, exigindo uma presença maior dos laterais no lugar dos pontas, enquanto Ortega recuaria mais para ajudar Gallardo na armação, deixando Barrado e Almeyda na marcação, a fim de impedir os avanços de um endiabrado Acosta.

E foi assim que, aos 3 minutos, o River conseguiu reequilibrar o jogo. Com Berizzo, Trezeguet e Gallardo rondando a área do Racing, a bola acabou sobrando para Enrique cometer um erro infantil. Ele tentou inverter o jogo cruzando a bola pela entrada da área. A bola caiu nos pés de Berizzo na esquerda, que tocou para Gallardo e recebeu de volta, chutando de primeira e vencendo Saja: River 1x2.

O gol assustou o Racing, que passou a errar muito e ver o River lhe rondar a área. Com isso, o empate era questão de tempo e ele saiu aos 7 minutos, quando Gallardo tocou a Ferrari na direita, o lateral avançou pela ponta e tocou para Trezeguet na entrada da área. O camisa 7 driblou Quiroz com facilidade, entrou na área e chutou no canto direito de Saja, para fazer River 2x2.

No intervalo, Madeirite trocou Enrique e Latorre por Fariña e Hauche, além de conversar bastante sobre marcação e troca de passes. Já Francescoli tirou Barrado e Ortega para colocar Coudet e Funes Mori. A mudança fazia com que a equipe passasse a jogar com dois atacantes mais centralizados, além de redistribuir o time em campo para encolher os espaços.

O segundo tempo ficou chato, com o Racing marcando forte e o River sem saber como sair. A coisa ficou assim até os 7 minutos, quando um erro de Bordagaray na saída de bola, que caiu aos pés de Berizzo. O camisa 6 tocou para Coudet girar e bater forte, surpreendendo Saja e virando para o River: 3x2.

O desespero tomou conta do Racing, mas Ruben Capria e Acosta colocaram a bola no chão e resolveram jogar. Deu certo! Aos 9 minutos, Capria tocou para Acosta livre na direita. O camisa 9 avançou para o meio, chamando a marcação, e tocou para Capria na direita. O camisa 10 avançou e chutou de trivela. A curva fez a bola entrar no ângulo e empatar o jogo: Racing 3x3.
 
Assim, teríamos pênaltis, com o River levando vantagem por ter sido campeão do Clausura justamente na disputa de grandes penalidades. O Racing ainda não tinha disputado assim. Na primeira série, Almeyda perdeu para o River e Bordagaray perdeu para o Racing. Logo na segunda série, tanto Placente quanto Gamboa perderam suas cobranças. Depois disso, mais 6 cobranças alternadas foram feitas até Almeyda perder novamente. A defesa de Saja fechou o placar em 10x9.

RACING CAMPEÃO DA SUPERCOPA FIFUBO 2013

Jogadores do Racing fazendo a volta olímpica com os troféus da Supercopa FIFUBO e da Copa Olé.

A conquista do time do Racing apaga um pouco o fracasso no Clausura, além de consagrar Acosta (o melhor em campo) e Saja (que pegou duas penalidades), além de ser a primeira da equipe.

RESUMO DAS EQUIPES

  • Boca Juniors - A equipe de La Boca decepcionou só pelo fato de ter perdido o título do Clausura. Liderou parte do certame, nunca foi ameaçada e ainda terminou vice-campeã, com o artilheiro do campeonato (Palermo). Por vezes criticado, o time de Paralelo precisa de títulos em 2014 para acalmar sua torcida.
  • Estudiantes - Prejudicado pelo "Escândalo das bainhas" no primeiro turno, se recuperou no segundo e fez uma grande temporada. Mostrou que tem time para brigar por títulos no ano que vem.
  • Huracán - Grande surpresa da temporada, mesmo com o "Escândalo das bainhas" também lhe acertando. Liderou boa parte do campeonato, se classificou para os playoffs e, mesmo sendo goleado nos dois jogos semifinais, sai consagrado e fortalecido para a próxima temporada.
  • Independiente - O título do Torneio Início do Clausura foi o único conquistado pela equipe, que chegou a ser considerado favorito para o Clausura, com um futebol vistoso. Por pouco não se classifica à final, o que mostra que está fazendo um trabalho correto para levantar taças na próxima temporada.
  • Racing - Campeão da Copa Olé de forma surpreendente, entrou como grande favorito para o Torneio Clausura, apesar de ter perdido a final do Torneio Início para o grande rival de forma acachapante (0x3). No entanto, jamais apresentou um bom futebol na Liga e nunca entrou na zona de classificação. Com apenas 3 vitórias em 12 jogos, deixou na sua torcida um sentimento enorme de frustração, mas a vitória na Supercopa FIFUBO deixou o saldo positivo, com duas conquistas em três competições. É uma incógnita para o ano que vem, pois ninguém sabe se o time da Copa Olé ou o do Clausura vai atuar durante o ano.
  • River Plate - O grande campeão do Torneio Clausura colocou metas ambiciosas na Liga e cumpriu todas, se classificando em primeiro, ganhando os dois jogos da semifinal e erguendo a taça em cima do maior rival. O único ponto baixo da temporada foi a derrota para o Boca no primeiro turno do Clausura, quando tomou uma humilhante virada. Vem para 2014 como a equipe a ser batida.
  • San Lorenzo - Também prejudicado pelo "Escândalo das bainhas", entrou no Clausura como favorito e terminou na última posição. Com problemas físicos, técnicos e táticos, o treinador Nilson chegou a colocar o cargo à disposição, mas os jogadores se uniram em torno dele. Romagnoli foi o grande destaque e só não foi eleito o craque do campeonato por ter perdido na votação de desempate. É uma incógnita para o ano que vem, tudo dependerá do trabalho na pré-temporada.