sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Vuelta a España 2026 - 28/08/2026

Enfim é chegado o momento da terceira das Grandes Voltas do Ciclismo mundial. A Vuelta a Espanã é uma competição cheia de subidas, tempo seco em sua grande maioria e muita emoção, voltada aos corredores por etapas. Nessa postagem, você confere etapa a etapa toda a disputa.


É hora da Vuelta a España 2026!

1ª Etapa

No dia 01, uma cronoescalada dava início à Vuelta a España. O trecho era plano até a metade e, dali em diante, se inclinava bem. A corrida se deu em um dia de céu azul e calor, e teve um bom nível, com uma nota de corte pulverizada, mas em média baixa. Tal qual no Tour de France, a competição começa com dobradinha italiana. Damiano Cunego (Lampre), terceiro em 2020, foi o vencedor, e Fabio Aru (Liquigás) foi o terceiro. Entre eles, o colombiano Fernando Gaviria (Quickstep) finalizou em segundo.

A vitória na estreia fez Damiano Cunego ser o primeiro a vestir a camisa vermelha.

O pódio da primeira etapa. No alto, com o troféu de vencedor, Damiano Cunego (Lampre). Abaixo dele, o colombiano Fernando Gaviria (Quickstep), segundo colocado. Abaixo do troféu e fechando a dobradinha italiana no pódio, Fabio Aru (Liquigás), terceiro colocado.

2ª Etapa

No dia 02, chegou a primeira corrida de linha da Vuelta. Sem metas volante, com apenas uma subida de 5% após a metade da prova e chegada em sprint, a corrida se deu em um dia de sol e calor.

Uma fuga se formou desde o início e, numerosa, conseguiu manter boa distância do pelotão, deixando claro que a vitória ficaria entre eles. Se aproximando do trecho final, Marcel Kittel tentou formar a “fuga de la fuga”, mas se cansou à toa, pois foi pego pelos demais e, sem pernas, não pôde se impor no sprint. A vitória ficou com o esloveno Primoz Roglic (Imperatriz), deixando o alemão da Katusha em segundo. O norte-americano Lance Armstrong (USPS) terminou em terceiro.

Mesmo em uma boa prova, ainda tivemos o eterno lembrete de que o nível das corridas vêm caindo cada vez mais e, assim, logo na primeira corrida de linha já tivemos o primeiro abandono, de Bauke Mollema.

Com isso, a segunda etapa se encerra com dois líderes. Damiano Cunego e Primoz Roglic saem da corrida com a camisa vermelha.

O pódio da segunda etapa. No alto, com o troféu de vencedor, o esloveno Primoz Roglic (Imperatriz). Abaixo dele, o alemão Marcel Kittel (Katusha), segundo colocado. Abaixo do troféu, o norte-americano Lance Armstrong (USPS), terceiro colocado.

3ª Etapa

No dia 03, uma etapa quase totalmente plana trazia a primeira meta volante da Vuelta. Trazia, também, uma subida de 5% após a metade da prova e chegada em sprint.

Disputada em mais um dia de céu azul e calor, foi uma corrida assim-assim, com alternância de momentos bons e ruins. Alguns ciclistas se esforçaram pra valer, mas o público presente viu um festival de quedas durante todo o percurso. Com essa divisão, ficou claro que seria mais uma vitória pra fuga.

Ao final, sem ser contestado, o francês Sylvain Chavanel (Quickstep) venceu a etapa, a mesma que vencera em 2019 e fora segundo em 2021. Em segundo ficou o belga Tom Boonen (Quickstep), também segundo em 2022 e 2024. Em terceiro, a primeira alegria espanhola, com Alejandro Valverde (Caja Rural), em uma corrida sem abandonos.

A terceira etapa terminou com três líderes. Sylvain Chavanel se junta a Damiano Cunego e Primoz Roglic como portador da camisa vermelha.

O pódio da terceira etapa. No alto, com o troféu de vencedor, o francês Sylvain Chavanel (Quickstep). Abaixo dele, o belga Tom Boonen (Quickstep), segundo colocado. Abaixo do troféu, o espanhol Alejandro Valverde (Caja Rural), terceiro colocado.

4ª Etapa

No dia 06, duas subidas, com 5% de inclinação na primeira e 6% na segunda e chegada em sprint mostravam como seria a quarta etapa, com muitas metas volante distribuídas ao longo do percurso.

O dia seco e sem nuvens, com muito calor, foi uma dificuldade a mais para os ciclistas, mas eles entregaram a melhor etapa de uma Grande Volta em 2026. Logo após a saída, houve uma quebra de pelotão e, embora o mesmo tivesse voltado a se agrupar na sequência, alguns atletas arriscaram uma fuga, que sempre voltava a ser pega para outros se arriscarem, numa verdadeira briga de gato e rato.

Ao final, com um grupo numeroso na disputa, valeu a qualidade do sprinter. O brasileiro Murilo Fischer (Française De Jeux), terceiro em 2020 e segundo em 2024, se impôs a Romain Bardet e Damiano Cunego para finalmente vencer a quarta etapa. O francês da AG2R ficou com a segunda posição e o italiano da Lampre, vencedor em 2022, em terceiro.

Durante a disputa do sprint, Michele Scarponi foi tocado pelo grupo que tinha Fabian Cancellara, Peter Sagan e Greg Van Avermaet. Por isso, o TCB analisou as imagens, mas dessa vez decidiu não punir ninguém, assim a corrida terminou de forma limpa e sem abandonos.

O terceiro lugar no pódio e os pontos em todas as metas volante mantiveram Damiano Cunego com a camisa vermelha, mas agora isolado.

O pódio da quarta etapa. No alto, com o troféu de vencedor, o brasileiro Murilo Fischer (FDJ). Abaixo dele, o francês Romain Bardet (AG2R), segundo colocado. Abaixo do troféu, o italiano Damiano Cunego (Lampre), terceiro colocado.

5ª Etapa

A quinta etapa, quase toda plana, com apenas uma inclinação de 7% antes da chegada em sprint, foi disputada no dia 07.

A corrida se deu em um percurso majoritariamente ensolarado, mas com trechos nublados e com ventos. Com as metas volante concentradas na primeira metade da prova, o pelotão andou junto e disputou cada uma como um mini sprint. No entanto, na única montanha da corrida, valeu a estratégia vencedora.

O brasileiro Rafael Andriato (Imperatriz) atacou na subida e conseguiu uma vantagem que impediu o pelotão de alcançá-lo, logrando sua primeira vitória no ano. Curiosamente, sua última vitória havia sido na Vuelta a España 2025, na décima etapa. O norueguês Thor Hushovd (Credite Agricole) repetiu o lugar que havia conquistado em 2023 e terminou em segundo, com o francês Sylvain Chavanel (Quickstep) na terceira posição.

Foi mais uma prova de bom nível e que terminou sem abandonos. Ao seu final, Damiano Cunego manteve a camisa vermelha.

O pódio da quinta etapa. No alto, com o troféu de vencedor, o brasileiro Rafael Andriato (Imperatriz). Abaixo dele, o norueguês Thor Hushovd (Credite Agricole), segundo colocado. Abaixo do troféu, o francês Sylvain Chavanel (Quickstep), terceiro colocado.

6ª Etapa

O dia 10 marcou a metade da Vuelta, a última antes das montanhas. Com duas subidas no final da prova, com 8 e 5% de inclinação, iriam separar os ciclistas antes da chegada em sprint.

O dia frio e chuvoso trouxe mais uma etapa espetacular, com emoção do início ao fim. Uma fuga foi formada cedo e o pelotão acompanhou de perto, esperando pegá-los para uma chegada em sprint, mas os escapados conseguiram manter o ritmo de ficar com a vitória.

Na reta final, Peter Sagan liderava quando se desequilibrou e acabou ficando de fora da disputa, terminando em quarto lugar. Quem levou a melhor na disputa foi o francês Romain Bardet (AG2R), que se impôs aos demais e ficou com a vitória. Em segundo ficou o espanhol Oscar Pereiro Sio (Caisse D’Epargne) e, em terceiro, o holandês Tom Dumoulin (Sunweb), em uma corrida que terminou sem abandonos.

O TCB analisou as imagens do desequilíbrio de Sagan e concluiu que ninguém foi o causador, mantendo as posições finais. Dessa forma, com os pontos conquistados na meta volante e a vitória, Romain Bardet finalmente consegue destronar Damiano Cunego e veste a camisa vermelha.

O pódio da sexta etapa. No alto, com o troféu de vencedor, o francês Romain Bardet (AG2R). Abaixo dele, o espanhol Oscar Pereiro Sio (Caisse D'Epargne), segundo colocado. Abaixo do troféu, o holandês Tom Dumoulin (Sunweb), terceiro colocado.

7ª Etapa

No dia 12 apareceram as etapas de montanha, começando com uma mais tranquila, com subidas 5 e 7% e o período mais duro no Puerto de Portillo de las Batuecas, antes da metade da prova. Depois disso, ficava em 5 e 6% até a chegada, no Alto de la Covatilla, com 8% de inclinação.

Disputada em um dia frio, chuvoso e de muito vento, a prova que iniciou a segunda metade da Vuelta não teve um bom nível. O ritmo caiu bastante, os ciclistas preferiram andar mais em pelotão e isso favoreceu a fuga. Mas teve coisas boas também, como o man on a mission Romain Bardet. Terceiro em 2020 e 2024, o ciclista da AG2R corria de vermelho e não deu chances aos rivais. Atacou cedo, manteve o bom ritmo em todo o percurso e venceu a solo a segunda etapa seguida.

A alguma distância, o argentino Francisco Chamorro (Credite Agricole) chegou em segundo. Completando a dobradinha francesa no pódio, Thibaut Pinot (Française De Jeux) repetiu o terceiro lugar de 2023, além de ter vencido esta etapa em 2024.

Mark Cavendish sequer largou e se tornou o segundo a abandonar a Vuelta. O show de Romain Bardet o consolidou com a camisa vermelha, mas também lhe deu a branca de bolinhas azuis.

O pódio da sétima etapa. No alto, com o troféu de vencedor, Romain Bardet (AG2R). Abaixo dele, o argentino Francisco Chamorro (Credite Agricole), segundo colocado. Abaixo do troféu e completando a dobradinha frances no pódio, Thibaut Pinot (FDJ).

8ª Etapa

No dia 14, chegava uma etapa com montanhas de 6 e 7% no início, a passagem pelo Puerto de la Rasa, com 8% de inclinação, e dali só piorando até a chegada, no Alto de Moncalvillo, com 10% de inclinação.

O pelotão andou junto até a metade do percurso, marcado por nevoeiro constante e temperatura um pouco baixa. Após a metade, começaram os ataques, transformando a corrida em um autêntico jogo de gato e rato, com muita emoção.

No final, a vitória sorriu para o inglês Bradley Wiggins (Sky), que atacou no Puerto de La Rasa, manteve um ritmo constante e não foi mais incomodado. Em segundo chegou o norte-americano Lance Armstrong (USPS), vencedor em 2023. Em terceiro ficou o belga Greg Van Avermaet (CCC).

A prova teve um nível muito bom e terminou sem abandonos. Ao seu final, Romain Bardet manteve as camisas vermelha e branca de bolinhas azuis.

O pódio da oitava etapa. No alto, como o troféu de vencedor, o inglês Bradley Wiggins (Sky). Abaixo dele, o norte-americano Lance Armstrong (USPS), segundo colocado. Abaixo do troféu, o belga Greg Van Avermaet (CCC), terceiro colocado.

9ª Etapa

No dia 20, as montanhas pioraram, com inclinação de 7 a 8% até a metade da prova, depois uma passagem pelo Alto de la Mozqueta, com 9% de inclinação e chegada ao Alto de L’Angliru, com 11% de inclinação.

O dia de céu azul e calor estava pronto para mais uma grande corrida, mas uma queda massiva tirou vários ciclistas de circulação. E os que permaneceram de pé resolveram protestar, não continuando. 6 dias de descanso e treinamento para um papelão desses levou a direção de prova a cancelar a corrida, pela primeira vez na história da moribunda LMC, mais um vexame protagonizado pelos maiores interessados. Os pontos que seriam distribuídos aqui não foram computados e esta etapa foi pulada, como se não tivesse existido.

10ª Etapa

Quatro dias se passaram desde o cancelamento da nona etapa e a Etapa Rainha da Vuelta, fruto de intensas reuniões onde chegou-se a cogitar o cancelamento da Vuelta e o encerramento da temporada. Um pacto foi firmado para a Vuelta continuar e esta décima etapa, sem subida com menos de 9% de inclinação, que piorava após sua metade, começando pelo Alto de la Cobertoria (10%), passando pelo Puerto de San Lorenzo (11%) e chegando no Alto de la Farrapona (12%), foi disputada em um dia frio e chuvoso.

Os ciclistas aderiram ao pacto e entregaram uma prova emocionante, com tentativas de fuga e o pelotão pegando os escapados só para ver outros saírem, uma autêntica luta de gato e rato durante todo o percurso. Mas o Alto de la Farrapona divide os homens dos meninos, e foi ali que houve o ataque daqueles que disputaram a vitória.

Ao final, quem venceu foi o italiano Filippo Ganna (Acqua & Sapone), com o luxemburguês Andy Schleck (Saxo Bank) em segundo por meia roda. O francês Thibaut Pinot (Française De Jeux) repetiu o pódio de 2021 e chegou em terceiro, em uma corrida de bom nível e que terminou sem abandonos.

Romain Bardet sofreu bastante nesta etapa e terminou na última colocação, mas conseguiu manter a camisa vermelha. Thibaut Pinot pontuou bem na etapa e ficou com a camisa branca de bolinhas azuis.

O pódio da décima etapa. No alto, com o troféu de vencedor, o italiano Filippo Ganna (Acqua & Sapone). Abaixo dele, o luxemburguês Andy Schleck (Saxo Bank), segundo colocado. Abaixo do troféu, o francês Thibaut Pinot (FDJ), terceiro colocado.

11ª Etapa

No dia 27, os ciclistas deixavam as montanhas para trás e voltavam ao plano, mas com as últimas duas subidas da Vuelta, encadeadas e com apenas 5% de inclinação, além das duas últimas metas volantes da competição.

A chuva que caiu durante todo o percurso dificultou bastante a vida dos ciclistas e isso impactou a corrida em si, que foi de baixo nível, com o pelotão andando junto para se proteger das  condições adversas. Ao final, o holandês Tom Dumoulin (Sunweb) conseguiu um bom ataque antes do sprint e conquistou a vitória. Logo depois chegou o esloveno Primoz Roglic (Imperatriz) e, a seguir, o italiano Michele Scarponi (Lampre).

Na disputa por sprint, Filippo Pozzato foi tocado e perdeu posições. O TCB analisou as imagens e decidiu desclassificar Andy Schleck e Primoz Roglic da Vuelta a España. O Tribunal assume um protagonismo negativo e desnecessário mais uma vez.

Assim, as duas primeiras posições da etapa em 2021 se inverteram. O holandês Tom Dumoulin (Sunweb), segundo lá, foi o vencedor aqui, e o italiano Michele Scarponi (Lampre), vencedor lá, foi o segundo aqui, após herdar a posição de Primoz Roglic. O francês Thibaut Pinot (Française De Jeux) pulou da quinta para a terceira posição e repetiu o lugar no pódio que conquistou no ano passado.

Apesar de várias quedas durante o percurso, ninguém abandonou. Tivemos apenas Andy Schleck e Primoz Roglic sendo eliminados da competição. Romain Bardet manteve a camisa vermelha e Thibaut Pinot, a branca de bolinhas azuis. Os dois só precisam completar a próxima etapa para confirmarem os títulos, uma vez que não podem mais serem alcançados nas respectivas categorias.

O pódio da décima primeira etapa. No alto, com o troféu de vencedor, o holandês Tom Dumoulin (Sunweb). Abaixo dele, o italiano Michele Scarponi (Lampre), segundo colocado. Abaixo do troféu, o francês Thibaut Pinot (FDJ), terceiro colocado.

12ª Etapa

Sexta-feira, 28 de julho de 2026. Os 36 ciclistas restantes chegavam a Madrid para as 6 voltas em um circuito totalmente plano que marcariam a última etapa da Vuelta a España 2026. A disputa já estava sentenciada, com Romain Bardet como virtual campeão geral e Thibaut Pinot com o título de montanha, mas ambos precisavam cruzar a linha de chegada para confirmar os títulos.

O pelotão chega a Madrid para a última etapa da Vuelta a España 2026.

Um dia gelado e de céu azul brindou os ciclistas, que entregaram uma corrida de altíssimo nível. Para não dar chance ao azar, os dois que precisavam confirmar suas conquistas foram para a cabeça do pelotão e puxaram o ritmo. Mantiveram as coisas no alto de tal forma que acabaram com as duas primeiras posições. Thibaut Pinot (Française De Jeux) foi o vencedor e Romain Bardet (AG2R), o segundo, em uma dobradinha francesa. Em terceiro chegou o italiano Domenico Pozzovivo (AG2R), em uma prova que terminou sem abandonos.

O pódio da décima segunda etapa. No alto, com o troféu de vencedor, Thibaut Pinot (FDJ). Abaixo dele, e completando a dobradinha francesa no pódio, Romain Bardet (AG2R), segundo colocado. Abaixo do troféu, o italiano Domenico Pozzovivo (AG2R), terceiro colocado.

ROMAIN BARDET CAMPEÃO DA VUELTA A ESPAÑA 2026

O francês da AG2R fez uma competição impecável. Assumiu a camisa vermelha na sexta etapa e não largou mais. Da metade da competição pra frente, só deu Bardet, que finalmente conquista uma Grande Volta, seu primeiro título no ano e o décimo segundo na LMC. Este também foi o primeiro título da França na Vuelta.

Thibaut Pinot foi outro que brilhou intensamente. Após a etapa cancelada, engatou uma sequência de 3 pódios, culminando com a vitória em Madrid, que lhe rendeu não só o vice-campeonato, mas também o prêmio de montanha. Este foi seu primeiro título no ano, o primeiro em uma Grande Volta, e o décimo na LMC.

O italiano Damiano Cunego fechou o pódio em grande estilo. Vencedor da primeira etapa, vestiu a camisa vermelha até a sexta, quando Bardet assumiu em definitivo. Os pontos conquistados na primeira metade da Vuelta foram suficientes para lhe garantir um lugar no pódio.

O pódio da Vuelta a España 2026. No alto, com o troféu de campeão, Romain Bardet (AG2R). Abaixo, com os troféus de vencedor da última etapa, de vice-campeão e de campeão de montanha, completando a dobradinha francesa no pódio, Thibaut Pinot (FDJ). Abaixo do troféu de campeão, com o troféu de terceiro colocado, o italiano Damiano Cunego (Lampre).

“Sim, é uma conquista e tanto. Quem não sonha ganhar uma Grande Volta? O trabalho da AG2R foi fantástico e Pozzovivo, incrível nessa minha conquista. Esse é um prêmio para todos nós!” - Romain Bardet, após levantar o troféu.

NOTAS RÁPIDAS

  • De um modo geral, a Vuelta a España foi muito boa. Embora a competição não tenha existido, isso não é um problema. Quando um ciclista domina de fora a fora, o mérito é dele, e foi isso que vimos nesta edição;
    • O contraste fica ainda maior quando comparamos com o Giro e o Tour desse ano, que foram muito ruins, mas a própria Vuelta não sai totalmente incólume, com as manchas de ter tido a primeira etapa totalmente cancelada e também com a intervenção do TCB;
    • 10 ciclistas diferentes venceram, sendo Romain Bardet o maior vencedor, duas vezes;
    • 22 ciclistas diferentes foram ao pódio, sendo Thibaut Pinot, quatro vezes, o maior frequentador;
    • Oito equipes venceram etapas e dezesseis foram ao pódio. AG2R, Française De Jeux e Imperatriz foram as maiores ganhadoras, duas vezes cada, e a Française De Jeux a que mais apareceu no pódio, cinco vezes;
    • Seis países venceram etapas e dezesseis foram ao pódio. A França viu a sua bandeira tremular no lugar mais alto três vezes e foi ao pódio dez vezes no total, mais do que qualquer outro país;
    • Tivemos três dobradinhas nacionais nesta Vuelta, fora a francesa no pódio final. Na primeira etapa, Damiano Cunego (em primeiro) e Fabio Aru (em terceiro) formaram a dobradinha italiana. Na sétima etapa, com Romain Bardet (em primeiro) e Thibaut Pinot (em terceiro), e na décima segunda com Pinot (em primeiro) e Bardet (em segundo), a França viu sua bandeira tremular duplicada no pódio;
    • Os ciclistas locais foram bem discretos. Tirando o terceiro lugar de Alejandro Valverde na terceira etapa e o segundo lugar de Oscar Pereiro Sio na sexta, não fizeram mais nada e pontuaram muito pouco. A melhor colocação na classificação final foi o décimo segundo lugar de Oscar Pereiro Sio;
    • Foram apenas 2 abandonos nesta Vuelta. Bauke Mollema deixou a competição na segunda etapa e Mark Cavendish não largou na sétima, número bem inferior aos seis de 2025;
    • Infelizmente, o TCB apareceu novamente nesta competição. Depois de ser acionado duas vezes e não punir ninguém, o Tribunal foi chamado para uma decisão na penúltima etapa e tirou Primoz Roglic (que havia sido segundo) e Andy Schleck (quarto) da competição. Mais uma mancha na história do Tribunal;
    • Tivemos poucas decepções nesta edição da Vuelta, mas elas foram bem grandes. A nona etapa foi a primeira cancelada em 8 anos de LMC e isso deu à competição um peso enorme para comparar com as decepções do Giro e do Tour. E a atuação do TCB também é negativa;
    • O calendário e o cansaço com o ciclismo também cobraram um preço. Não é possível que uma competição de 12 etapas leve 28 dias para ser concluída. Isso pesou negativamente;
    • Mas também tivemos destaques, principalmente Romain Bardet, Thibaut Pinot e Damiano Cunego. Mas o nível geral da competição mostrou que os ciclistas se esforçaram;
    • Após a Vuelta a España, André Greipel mantém a liderança do ranking, com 153 pontos.
    A volta dos campeões.Na frente, Romain Bardet, campeão da Vuelta a España. Atrás dele, Thibaut Pinot, vice-campeão, campeão de montanha e vencedor da última etapa. Mais atrás, Damiano Cunego, terceiro colocado.

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário

    A FIFUBO quer te ouvir!