O décimo mês do ano foi de encerramento de temporadas e outras continuando a pleno vapor, mas muitas competições. Vamos ver como foi o nosso outubro esportivo.
LMC
SETTIMANA CICLÍSTICA INTERNAZIONAL
Ainda em setembro, no dia 21, uma segunda-feira, o Delírio Italiano do Ciclismo atingiu o seu ápice, com um contrarrelógio que é a única etapa plana de uma competição com subidas gradientes a cada nova corrida, começando em 5 e 6% na segunda etapa, 7 e 8 na terceira, 9 e 10 na quarta e 11 e 12 na quinta e na sexta, sendo uma disputa mais para corredores por etapas e montanhistas. O contrarrelógio de abertura terminou com vitória de Luciano Pagliarini (Saunier Duval). Vencedor desta etapa em 2024, segundo em 2019 e terceiro em 2020, o argentino Francisco Chamorro (Credite Agricole) foi o segundo. Fechando a dobradinha brasileira no pódio, Rafael Andriato (Imperatriz) completou o pódio, na terceira posição.
As questões da Matriz Energética atrasaram um pouco a competição, e só no dia 02 de outubro tivemos a última etapa, para coroar os campeões no geral e montanha em uma prova duríssima disputada em um dia frio e chuvoso. Os 40 ciclistas chegaram a esta decisão com metade com chances de título, fruto do grande número de metas volante ao longo do trajeto.
Apesar de ser uma etapa montanha, foram os sprinters que tomaram a dianteira e puxaram o ritmo de uma boa prova. Mas, apesar dos esforços dos sprinters, foi o francês Sylvain Chavanel quem escreveu a história mais maravilhosa dessa Settimana. Ele era um dos 20 que ainda disputavam o título, mas precisava das metas volante e de uma boa classificação final. Manteve-se sempre no grupo da frente, conseguiu os pontos intermediários e chegou à última subida, com 12% de inclinação, precisando do segundo lugar para dividir o título com o maglia azzurra, Oscar Freire. O francês da Quickstep disputava com três sprinters: Marcel Kittel, Francisco Chamorro e Thor Hushovd, esses dois últimos da Credite Agricole. Sozinho e contra uma equipe, Chavanel se esforçou como nunca, se manteve à frente e conseguiu a vitória, com o argentino Chamorro em segundo e o norueguês Thor Hushovd em terceiro.
Oscar Freire sofreu bastante na prova, terminou em décimo oitavo e viu o título que segurou durante tantas etapas escapar na linha de chegada. Já Chavanel era só alegria. O ciclista francês conquistou a Settimana Ciclística Internazionale de forma espetacular, dando à França o seu primeiro título nesta prova tão prestigiosa pelos atletas. Este foi o segundo título de Chavanel na temporada (o outro foi o de montanha na Volta Ciclística ao Algarve) e o seu décimo primeiro na LMC.
Os italianos também tiveram motivos para comemorar, já que Michele Scarponi, campeão em 2024, além de ter ficado em terceiro no geral, conquistou o título de montanha, o seu primeiro na temporada e o quinto na LMC.
O nível da prova foi muito bom e terminou sem abandonos. Após a Settimana Ciclística Internazionale, André Greipel manteve a liderança do ranking, com 161 pontos, e sentenciou o título da LMC 2026.
GP DI INDUSTRIA LARCIANO
No sábado, 03, os ciclistas independentes encerraram o Delírio Italiano do Ciclismo na Toscana, para a edição 2026 do GP Di Industria Larciano, uma clássica voltada aos sprinters em um traçado totalmente plano, à exceção de uma montanha de 10% de inclinação na metade da corrida.
Choveu forte durante todo o percurso, e o pelotão partiu em dois logo no início. Na metade da prova, começaram os ataques individuais, e quem se deu melhor foi o equatoriano Richard Carapaz (Movistar). Segundo no ano passado, aproveitou suas características de montanhista para atacar na única subida da corrida, abrindo uma vantagem que os demais não conseguiram diminuir e vencendo com tranquilidade.
O espanhol Juan Jose Cobo Acebo (Caja Rural) também aproveitou a montanha para se destacar do pelotão e conseguir repetir o segundo lugar de 2022. Vencedor justamente em 2022 e segundo no ano seguinte, o francês Bryan Coquard (Cofidis) foi o terceiro, em corrida que terminou sem abandonos.
Após o GP Di Industria Larciano, Woult Van Aert manteve a liderança do ranking independente, com 95 pontos. Com isso, a disputa do título independente vai ficar para o GP de Hogsmeade, entre Van Aert, Coquard e Pogacar.
CAMPEONATOS NACIONAIS E REGIONAIS
Nos dias 04 e 05, a LMC se espalhou pelos países e regiões com ciclistas em número tal que permitisse a disputa de competições regionais e nacionais. Lembrando que estas competições não contam pontos para o ranking, vamos ver os coroados deste ano.
CAMPEONATO BELGA
Na segunda, 05, os ciclistas belgas partiram para uma típica clássica de primavera, com muito pavê, lama e o temido Muur Kapelmuur e seus 12% de inclinação que caracterizam o Tour de Flandres.
A disputa começou mal e terminou bem, esquentando aos poucos com os diversos ataques e contra ataques que caracterizam uma clássica. Três ciclistas se descolaram dos demais no Muur Kapelmuur, mostrando que o título sairia dali. Ao final, a vitória sorriu para o atual campeão, Tom Boonen (Quickstep), que assim fica com o bicampeonato nacional. Em segundo ficou Axel Merckx (T-Mobile), também vice em 2024, que superou problemas mecânicos na largada para ir ao pódio. Em terceiro ficou Woult Van Aert, vice no ano passado, em prova sem abandonos.
Este foi o segundo Campeonato Belga de Tom Boonen, seu segundo título no ano e o nono na LMC.
CAMPEONATO BRASILEIRO
A segunda foi o dia seguinte às eleições presidenciais no Brasil. Por isso, a edição 2026 do campeonato nacional foi disputada em Brasília, em um trecho totalmente plano.
Disputada em um dia frio e de céu nublado, com ameaça de chuva que não se concretizou, a corrida teve um bom nível desde o início, com os ciclistas se agredindo o tempo todo e emoção até o final, em uma chegada em sprint que coroou Murilo Fischer (Français De Jeux). Luciano Pagliarini (Saunier Duval) ficou em segundo e o atual campeão, Magno Nazaret (Vasco da Gama) foi o terceiro, em prova que terminou sem abandonos.
Vice em 2024 e terceiro em 2025, Murilo Fischer enfim conquista o Campeonato Brasileiro, seu primeiro título no ano e o décimo segundo na LMC.
CAMPEONATO ESPANHOL
Ainda na segunda, os ciclistas espanhois disputaram o título local em Buitrago de Lozoya, Madrid, dando duas voltas em um circuito fechado que tinha uma subida de 10% após a linha de partida.
Foi uma corrida sem história. Oscar Freire (Rabobank) arriscou a fuga desde o início, os demais não reagiram, ele aumentou a diferença a cada volta do pedal e ganhou com uma vantagem absurda, com tempo de sobra para se recuperar para o pódio. Juan Jose Cobo Acebo (Caja Rural) fez uma corrida de resistência e chegou em segundo pelo segundo ano consecutivo. Em terceiro ficou o bicampeão de 2022 e 2023, Oscar Pereiro Sio (Caisse D’Epargne), também terceiro no ano passado.
A repetição do pódio de 2025 deu a Oscar Freire o bicampeonato espanhol, seu terceiro título no ano e o décimo primeiro na LMC, em corrida que terminou sem abandonos.
CAMPEONATO FRANCÊS
Ainda na segunda, a região da Alsácia Lorena foi, novamente, o palco do Campeonato Francês, que é plano até a metade e, depois, tem uma sucessão de montanhas de forma decrescente, começando em 11% e terminando em 9% de inclinação.
Não faltou emoção neste show de estratégia que foi a disputa francesa. Campeão em 2022 e atual bi-vice, Bryan Coquard (Cofidis) sabia que não teria chances nas montanhas, então partiu em fuga enquanto o terreno era plano. Mas não contava com Thibaut Pinot (Française De Jeux), que superou um problema mecânico para acelerar e colar no adversário, deixando-o para trás no terreno inclinado para ficar com o título. A Coquard, restou o tri-vice campeonato. Em terceiro chegou Julian Alaphilippe (Quickstep), terceiro em 2022 e campeão em 2023. A prova teve bom nível e terminou sem abandonos.
Segundo em 2022 e terceiro em 2024 e 2025, Thibaut Pinot finalmente conquista o Campeonato Francês, seu segundo título no ano e o décimo primeiro na LMC.
CAMPEONATO ITALIANO
Única competição nacional que é uma clássica de calendário (mas sem pontos para o ranking), o GP di Lazio ou Roma Maxi Classic é o Campeonato Italiano, que é plano apenas na largada e na chegada, com montanhas de 8 a 10% no meio do percurso.
Também disputada na segunda, a corrida teve um nível muito bom, apesar de alguns atendimentos terem sido solicitados durante o percurso. Foi uma batalha de gato e rato entre Vincenzo Nibali (Astana) e Filippo Ganna, que durou até a última subida, quando Nibali conseguiu abrir uma vantagem e não foi mais alcançado, conquistando o título italiano. Terceiro no ano anterior, Ganna subiu mais um degrau no pódio, e ainda viu Filippo Pozzato, seu companheiro de Acqua & Sapone e campeão em 2022 e 2024, finalizar em terceiro. A corrida terminou sem abandonos.
Segundo em 2020 e terceiro em 2023 e 2024, Vincenzo Nibali finalmente ganha o campeonato nacional, seu primeiro título no ano e o décimo na LMC.
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| O pódio do Campeonato Italiano. No alto, com o troféu de vencedor, Vincenzo Nibali (Astana). Abaixo, uma dobradinha da Acqua & Sapone, com Filippo Ganna em segundo e Filippo Pozzato em terceiro. |
COPA BENELUX
Na quinta, 08, o traçado do Tour de Flandres foi novamente palco de uma disputa, agora a Copa Benelux, fruto do título de Tom Boonen em 2025. Assim, os pavês e o temido Muur Kapelmuur estavam presentes novamente, em uma típica clássica belga.
O dia de sol e temperatura agradável desenhou uma prova maravilhosa, que foi inteiramente belga. Desde cedo, os ciclistas daquele país começaram os ataques e tomaram a dianteira, sem serem incomodados pelos demais. Mas o show mesmo foi dado por Axel Merckx. O ciclista da T-Mobile, terceiro no ano passado, não tomou conhecimento dos adversários, foi avassalador e venceu com uma média absurda de 17.1 pontos de esforço, bem próxima da maior da história da LMC.
A muita distância chegou o então campeão e terceiro em 2022, Tom Boonen (Quickstep), e um pouco mais atrás seu companheiro de Quickstep e campeão no ano retrasado, Remco Evenepoel, completando a tripleta belga numa corrida que teve um nível excelente e terminou sem abandonos.
Esta foi a primeira vez que Axel Merckx conquistou a Copa Benelux, seu primeiro título no ano e o quarto na LMC, um título por ano desde 2023.
CAMPEONATO SULAMERICANO
Após sediar a penúltima etapa do Tour do Rio e o Troféu Brasil, Niterói voltou a ser palco de uma disputa em 2026, o Campeonato Sulamericano, fruto do título de Murilo Fischer em 2025. Os ciclistas partiram da Região Oceânica em direção ao centro da cidade, com chegada em frente à prefeitura, com apenas uma inclinação de 7% na sua metade.
Foi uma corrida incrível, de emoção e um show de incompetência. Somente dois ciclistas não venceram na atual temporada, Fabio Aru e Magno Nazaret. O ciclista do Vasco da Gama estava na disputa deste Sulamericano e deu show, saindo em fuga e puxando um ritmo aceleradíssimo para vencer em casa. Mas, antes da chegada em sprint, havia uma curva. E, na empolgação, Nazaret perdeu o controle e foi ao chão. Até se levantar, pegar a bicicleta e voltar a pedalar, o colombiano Egan Bernal (Ineos) já tinha passado e herdado a vitória e o título. A Nazaret, terceiro em 2022 e 2023, restou um amargo segundo lugar. Em terceiro, fechando a dobradinha brasileira no pódio, chegou Rafael Andriato (Imperatriz).
Segundo no ano passado, Egan Bernal finalmente vence o Campeonato Sulamericano, o seu segundo título na temporada e o terceiro na LMC, em corrida de bom nível e que terminou sem abandonos.
TOUR DE HOGWARTS
Na sexta-feira, 09, os ciclistas pegaram o famoso Expresso de Hogwarts, na Plataforma 9 e 3/4 de King’s Cross, para fazerem a mágica mistura do mundo bruxo com o ciclismo. O Tour de Hogwarts é um conjunto de 4 clássicas independentes, cada uma homenageando uma das Casas da famosa escola de bruxaria. O campeão é aquele que somar mais pontos dentro do Tour, mas esses pontos não vão para o ranking.
CORVINAL
Tendo o ar como elemento e a sagacidade e a ousadia como características, a primeira Casa é homenageada com uma difícil prova de montanha, com inclinações entre 8 e 10%.
A corrida se deu em um dia quente e nublado, dificultando mais ainda a vida dos ciclistas, mas foi de bom nível. Uma fuga foi formada logo cedo, com Andy Schleck, Philippe Gilbert e Tom Dumoulin, mas o pelotão controlou bem e os apanhou após a metade. Somente Dumoulin continuou, mas já dando sinais de cansaço. Foi nesse momento que Danilo Di Luca atacou. O italiano da Liquigás aproveitou suas habilidades na montanha e manteve um bom ritmo para vencer a corrida com sobras. Em segundo chegou o brasileiro Murilo Fischer e em terceiro, o francês Thibaut Pinot, ambos da Française De Jeux. A prova teve bom nível e terminou sem abandonos.
LUFA-LUFA
A terra é o elemento, e a aceitação e a cooperação, as características da Casa que traz uma prova passando por belas paisagens naturais, com flores e muita vegetação, além de duas montanhas, com 6 e 8% de inclinação.
A corrida se deu em um típico dia para as bruxas fazerem seus feitiços, escuro e com um verdadeiro temporal desabando durante parte da prova. Mas nada disso tirou o brilho de mais uma corrida emocionante. Até a metade da prova, havia a fuga com Frank Schleck, um grupo perseguidor com Oscar Freire, Marcel Kittel e Francisco Chamorro, e o pelotão controlando de forma segura.
Depois da segunda montanha, os sprinters assumiram a fuga e deixaram claro que a vitória ficaria entre eles, em emocionante chegada em sprint, que deu ao alemão da Katusha a vitória, com o espanhol da Rabobank em segundo e o argentino da Credite Agricole em terceiro. Danilo Di Luca chegou em sexto e somou um ponto que o manteve na liderança da competição. Várias quedas foram vistas ao longo do pelotão, e em uma delas Andy Schleck resolveu abandonar a prova, que manteve o nível altíssimo da competição.
SONSERINA
A água é o elemento, e a astúcia e o foco, as características desta Casa, que traz uma autêntica clássica, com pendentes curtas e acentuadas, lama e pavê, dificuldade amplificada pelo dia frio e chuvoso que se abateu sobre a região.
A corrida de número 150 na temporada foi a pior desta edição do Tour de Hogwarts, com muitos atendimentos ao longo do percurso, mas também teve momentos positivos e polêmica. O principal foi a vitória do luxemburguês Andy Schleck (Saxo Bank), que atacou no primeiro trecho de pavê e se aproveitou de uma letargia geral para aumentar a distância até que, na chegada ao muro, não tinha mais oposição. O holandês Tom Dumoulin (Sunweb) chegou em segundo pelo segundo ano consecutivo.
A disputa pelo terceiro lugar foi a que trouxe a principal polêmica, já que uma disputa entre Mark Cavendish, Domenico Pozzovivo e Michele Scarponi foi acirrada, com direito a toques e desequilíbrio. Scarponi finalizou em terceiro, mas o TCB considerou que suas manobras foram ilegais e, assim, o italiano da Lampre acabou desclassificado, dando o lugar no pódio a outro italiano, Fabio Aru (Liquigás), vencedor em 2023. A Lampre, aliás, tem motivos de sobra para esquecer esta corrida, já que além de Scarponi ser desclassificado, Damiano Cunego sequer largou.
Marcel Kittel chegou em sexto e empatou com Danilo Di Luca na liderança do Tour de Hogwarts.
GRIFINÓRIA
Tendo como elemento o fogo e como características a nobreza e a determinação, a prova desta Casa é totalmente plana, à exceção da pior montanha do Tour de Hogwarts, com 12% de inclinação após a metade.
A prova se deu em um dia frio e nublado, típico da região, e foi de um nível muito bom. O pelotão controlava as tentativas de fuga para preparar uma grande chegada em sprint, mas a montanha abriu distâncias que não puderam ser superadas, e assim a vitória ficou mesmo com os escapados, mas não sem emoção.
Em emocionante disputa, coube ao francês Romain Bardet (AG2R) a vitória, superando o segundo colocado, o esloveno Primoz Roglic (Imperatriz), e o terceiro, o brasileiro Luciano Pagliarini (Saunier Duval). Foi mais uma corrida excelente, coroando uma disputa maravilhosa, e que terminou sem abandonos.
Muitos ciclistas estavam na disputa do título, mas nenhum conseguiu a pontuação necessária para tal. Dessa forma, o Tour de Hogwarts 2026 foi dividido entre o italiano Danilo Di Luca (Liquigás), que chegou em vigésimo sétimo lugar, e o alemão Marcel Kittel (Katusha), o trigésimo.
Di Luca conquistou o Tour de Hogwarts pela primeira vez, seu segundo título no ano e o décimo na LMC, a quarta conquista italiana desta competição. Kittel também conquistou o Tour de Hogwarts pela primeira vez e também foi o seu segundo título no ano, mas o décimo primeiro na LMC. A Alemanha conquistou o seu primeiro Tour de Hogwarts.
ANDRÉ GREIPEL CAMPEÃO DA LMC 2026
O ciclista alemão da Lotto Belisol escreveu um capítulo maravilhoso na história da LMC. Depois de passar por jejum de vitórias, deu a volta por cima em 2026 e terminou com 13 pódios no calendário, sendo 7 vitórias, 5 segundos lugares e 1 terceiro, além de conquistar 5 títulos que, somados aos demais, chegam a 9 na LMC. Essa é a primeira vez que ele conquista o prêmio da temporada e, junto com o de 2023 de Marcel Kittel, o segundo título da Alemanha na LMC.
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| O alemão André Greipel (Lotto Belisol) com o troféu de campeão da temporada 2026 da LMC. |
GP DE HOGSMEADE
No dia 23, os ciclistas independentes alinharam no povoado bruxo de Hogsmeade, para a clássica local que é plano e liso somente na largada e na chegada, com um trecho de pavê encadeado entre duas montanhas, com 7 e 8% de inclinação.
A corrida se deu em um dia frio e de chuva fina, e o pelotão se partiu logo na largada, mas junto novamente quando chegou o pavê. Foi uma clássica no seu melhor sentido. Os ciclistas tiveram dificuldades com a lama, o pavê furou pneus, ataques eram feitos, e no final, o dinamarquês Jonas Vingegaard (Jumbo Visma), segundo em 2024, saiu vitorioso ao surpreender o pelotão com um ataque quando tudo se organizava para uma chegada em sprint. Em segundo ficou o espanhol Juan José Cobo Acebo (Caja Rural), a mesma posição que conquistara em 2022. Em terceiro ficou o irlandês Sam Bennet (Bora), em prova de bom nível e que terminou sem abandonos.
WOULT VAN AERT CAMPEÃO DO CIRCUITO INDEPENDENTE 2026
O belga da Jumbo Visma teve uma arrancada incrível em setembro, que lhe permitiu alcançar a liderança e não perdê-la mais. Até o Tour do Rio, ele não figurava entre os três primeiros, mas uma campanha incrível naquela competição, com duas vitórias e um segundo lugar e que culminou com o título, o alçaram ao topo do ranking independente. No ano, foram 5 vitórias, 3 segundos lugares e 3 terceiros lugares, com 3 títulos. Além do Tour do Rio e do Circuito Independente, ele conquistou o Campeonato Europeu. Esta foi a primeira vez que Van Aert ganhou o prêmio máximo da temporada independente, também a primeira da Bélgica, e o seu terceiro título na LMC.
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| O belga Woult Van Aert (Jumbo Visma) é o campeão do Circuito Independente 2026. |
ROCK & ROLL RACING
No sábado, 24, os 8 melhores colocados do ranking da LMC e os 2 do Circuito Independente se encontraram em Scottsdale, Arizona, para mais uma edição do Rock & Roll Racing, a “copa dos campeões” da LMC.
Participaram desta edição, pela LMC, André Greipel, Greg Van Avermaet, Romain Bardet, Tom Boonen, Sylvain Chavanel, Alejandro Valverde, Luciano Pagliarini e Primoz Roglic. Roglic empatou em pontos com Frank Schleck, mas ficou com a vaga pelo número de vitórias na temporada (6x4). Pelo Circuito Independente, se classificaram Woult Van Aert e Bryan Coquard. Os 10 ciclistas desse ano se dividiram da seguinte forma: 3 sprinters, 5 corredores por etapas e 2 corredores de clássicas. Com essa composição, vamos conferir como foram as duas corridas.
Fender
A primeira das duas corridas foi no Arizona, uma prova de montanha que tinha uma subida em 9% logo após a largada, um trecho plano na metade e, dali, só montanhas, com 7, 6 e 10% na linha de chegada, uma disputa para montanhistas.
A corrida se deu em um dia de sol e calor, típico da região, e teve um bom nível, mas o final não fez jus ao que os ciclistas produziram. Alejandro Valverde saiu em fuga e abriu vantagem desde o início, uma vantagem tal que nem um problema mecânico o fez ser alcançado. Mas o problema persistiu nas montanhas finais e ele acabou alcançado. Após resolver e voltar a andar bem, o ciclista espanhol atacou forte, disputou com outros cinco atletas e venceu, mas na disputa, ele e Coquard acabaram empurrando Primoz Roglic para fora da disputa, obrigando o esloveno da Imperatriz a refazer a linha e terminando na quinta posição.
O que seria uma grande vitória de Valverde se tornou a decepção que marca a abertura do Rock & Roll Racing. O Tribunal decidiu que as manobras dele e de Coquard foram ilegais e desclassificou os dois primeiros da corrida. Assim, a vitória ficou com o alemão Andre Greipel (Lotto Belisol), pulando da terceira posição para o lugar mais alto. Pulando do quarto para o segundo lugar ficou o belga Woult Van Aert (Jumbo Visma), e pulando do quinto para o terceiro, o esloveno Primoz Roglic (Imperatriz), que foi vaiado no pódio.
A corrida foi de um nível técnico muito bom, terminando sem abandonos, mas infelizmente o TCB entrou em cena de novo e roubou o protagonismo para pior.
Gibson
No domingo, 25, os ciclistas alinharam em Nashville, Tennessee, para a segunda corrida, que era totalmente plana à exceção de uma subida de 5% após a metade, totalmente voltada para sprinters.
A corrida se deu em um dia chuvoso e foi o retrato de uma temporada decepcionante. Os ciclistas resolveram protestar contra a interferência do TCB na corrida anterior e fizeram um passeio ciclístico até a montanha, quer dizer, todos à exceção de Romain Bardet, que atacou desde o início. Após a montanha, Andre Greipel resolveu atacar para se juntar ao francês da AG2R, e os dois foram juntos até a linha de chegada, onde as características de sprinter deram ao alemão da Lotto Belisol a vitória.
A Bardet, campeão em 2022, restou o segundo lugar. Em terceiro, a alguma distância, chegou o belga Woult Van Aert (Jumbo Visma), em uma corrida que terminou sem abandonos e com Alejandro Valverde andando em último, em ritmo muito baixo, em protesto contra a sua vitória retirada pelo Tribunal.
Andre Greipel repete o Juan Jose Cobo Acebo de 2023, vence as duas corridas e conquista o Rock & Roll Racing pela primeira vez, também a primeira da Alemanha. Ele chegou a 9 vitórias, 15 pódios e 6 títulos na temporada, uma marca incrível. O Rock & Roll Racing foi o seu décimo título na LMC.
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| Greipel recebe o troféu de campeão do Rock & Roll Racing das mãos de Ludwig Van Beethoven, lenda eterna da música. |
O Rock & Roll Racing não conta pontos para o ranking, nem para a estatística independente, mas para a estatística geral. Dessa forma, com os campeões coroados, os rankings permanecem como estavam.
EDDY MERCKX CHALLENGE
Na segunda-feira, 26, ocorreu o grande encerramento da temporada, com o Eddy Merckx Challenge. A corrida, que conta com a presença de Eddy Merckx, maior lenda do ciclismo e presidente da LMC, é uma clássica belga no seu melhor estilo, com pendentes curtas e acentuadas, pavê, muro e muito sofrimento.
A edição desse ano, além do próprio Eddy e seu filho Axel Merckx, contou com os campeões da LMC e do Circuito Independente, André Greipel e Woult Van Aert, os vencedores das três Grandes Voltas, Mathieu Van Der Poel (Giro), Tom Boonen (Tour) e Romain Bardet (Vuelta), Nairo Quintana (campeão mundial), e Fabio Aru e Magno Nazaret (os dois únicos a não vencerem na temporada).
A corrida se deu em um dia chuvoso, típico de uma clássica belga de primavera, e teve um nível muito bom. O pelotão andou junto até a montanha, com os ataques começando quando chegou o primeiro trecho de pavê. Alguns resistiam, outros desistiam e a corrida ficou nesse ataque e contra ataque o tempo todo.
Após o muro, muitos não tinham mais pernas para manter o ritmo, mas o belga Woult Van Aert (Jumbo Visma) mostrou por que foi o campeão independente e vice do Rock & Roll Racing. Sem dar chances aos rivais, cruzou a linha de chegada para vencer o desafio, o segundo título da Bélgica no Eddy Merckx Challenge e seu quarto título na temporada e na LMC.
O brasileiro Magno Nazaret (Vasco da Gama) foi outro que se esforçou muito, para não encerrar o ano sem vencer, mas acabou tendo que se contentar com o segundo lugar. Em terceiro chegou o francês Romain Bardet (AG2R). O outro que não venceu na temporada, Fabio Aru, também se esforçou e completou em quarto lugar. Do outro lado da corrida, o anfitrião não conseguiu repetir a excelente corrida do ano passado, quando ficou com a vitória, e chegou em último, bem distante dos demais. Mas a prova teve um nível excelente e terminou sem abandonos.
RANKING
1º Andre Greipel (Lotto Belisol) - 161 pontos;
2º Greg Van Avermaet (CCC) - 150 pontos;
3º Romain Bardet (AG2R) - 137 pontos.
RANKING INDEPENDENTE
1º Woult Van Aert (Jumbo Visma) - 95 pontos;
2º Bryan Coquard (Cofidis) - 90 pontos;
3º Tadej Pogacar (UAE) - 89 pontos.
NOTAS RÁPIDAS
- Outubro se encerra com 8 competições disputadas, um número muito superior ao de setembro (3) e sem comparação com outubro de 2025, pois a temporada passada acabou em setembro.
- A média de pontos de esforço na LMC foi de 2516, inferior em 157 a setembro, que só teve uma prova. Dado o número de competições a média foi excelente. No Circuito Independente, foi de 738, inferior em 24 ao mês anterior. Ainda tivemos as provas extras, com uma média bem variada porque os campeonatos nacionais têm menos ciclistas do que os continentais e as copas de celebração, mas a média ficou em 633, um bom número.
- Foram 2 abandonos no mês, uma média de um a cada quatro provas, mas inferior a setembro, que não teve nenhum. Se levarmos em conta que setembro teve apenas uma prova, é um número excelente.
- A LMC baixa as cortinas da temporada, mas o blog não vai parar. Em novembro e dezembro teremos as competições da JSL e do Baseball Society, além de alguma outra que possa pintar. Ainda há a chance de ter a Copa do Mundo de Streetbbuteo, embora pequena.
- O fato é que o Eddy Merckx Challenge foi a última competição da LMC. Estava consumindo muito tempo arrumar tudo, fazer as corridas (cada vez mais longas) e o pós-corrida, as resenhas, levantar números... o problema não é o gasto de tempo, que é o mesmo, mas a diversão, que fazia muito tempo não estava presente. Foi virando obrigação, as corridas ficavam cada vez piores (só ler como o nível foi caindo ano a ano e como frases começavam como "foi a pior" cada vez mais). Além disso, o Baseball Society começou a ocupar o espaço da diversão e a mostrar que o ciclismo era cada vez menos necessário. Curioso e simbólico que o presidente da LMC, criador do desafio que encerra a temporada, tenha sido o último a cruzar a linha de chegada da última corrida da LMC.
- Assim como o Baseball Society está fazendo com a LMC, a LMC havia feito com a FIFUBO, quando a terceira hérnia de disco acabou de vez com a alegria de jogar futibou de butaum. Assim seguimos com o beisebol e os skatinhos, até alguma coisa vir e tirá-los de circulação.
- Foram 8 anos de muita diversão, muitas histórias maravilhosas e uma dor de ter que encerrar esse capítulo. Na postagem de dezembro, com o balanço do ano, teremos um texto especial sobre o fim da Liga. Mas, tudo o que posso dizer nesta postagem de outubro é uma coisa só: OBRIGADO, LMC!
JSL
No domingo, 18, os skatinhos rumaram para o Imperatriz Arena, para a disputa do Skatopia! As eliminatórias das baterias amadoras e pro se deram em um dia de sol forte e calor., e sob novas regras de manobras, que podem trazer penalidades ou pontos extra.
Nas voltas do amador, Manoel Mau Exemplo, Negro Fumante e Dalminho Tadafila conseguiram 8,5. Charlinho Charlô e Fandinho Macaco fizeram 8, e Jorge Ben10, errando muito, fez 7.
O strawberry milkshake foi desastroso. Negro Fumante e Dalminho Tadafila foram os menos piores, acertando duas vezes, e Fandinho Macaco acertou uma. Charlinho Charlô, Manoel Mau Exemplo e Jorge Ben10 erraram todas. Nos flips, o melhor foi Dalminho Tadafila, com 3 acertos, seguido de Manoel Mau Exemplo e Fandinho Macaco, com 2. Assim como Fandinho Macaco, Negro Fumante já entrou classificado, e acertou apenas 1, o mesmo número que Charlinho Charlô. Jorge Ben10 terminou sua decepcionante competição sem acertar uma manobra sequer e com a menor nota de todas.
Assim, os classificados da primeira bateria foram Negro Fumante (11,5) e Manoel Mau Exemplo (10,5), com Charlinho Charlô (9) eliminado. na segunda bateria, se classificaram Dalminho Tadafila (13,5) e Fandinho Macaco (11), com Jorge Ben10 (7) eliminado.
Depois foi a vez das duas primeiras baterias do pro, com surpresas e decepções. Nas voltas, a maior nota foi a de Cecil Peñarrubia, com 9,5. Raica Leal também entrou para o 9club, enquanto CJ Collins, Aurelien Giraud, Kyle Walker e Nyjah Dallas fizeram 8,5. A decepção ficou por conta de Fabiana Delfino e Brian Reid, dois favoritos, que erraram muito e fizeram 7,5.
No strawberry milkshake, Raica Leal, Fabiana Delfino e Brian Reid acertaram todas. Aurelien Giraud acertou 3, enquanto CJ Collins e Nyjah Dallas tiveram 2 acertos. Kyle Walker, com 1 acerto, e Cecil Peñarrubia, errando todas, foram as decepções. A decisão ficou para os flips, onde Nyjah Dallas roubou a cena ao acertar todas. Fabiana Delfino acertou 3, enquanto Kyle Walker, Cecil Peñarrubia e Brian Reid acertaram 2. Raica Leal, CJ Collins e Aurelien Giraud acertaram apenas 1.
Assim, os classificados na primeira bateria foram Fabiana Delfino (15,5) e Raica Leal (15), com Aurlien Giraud (12,5) e CJ Collins (11,5) eliminados. Na segunda bateria, passaram às semifinais Nyjah Dallas (15,5) e Brian Reid (14,5), com Kyle Walker e Cecil Peñarrubia, ambos com 11,5, eliminados. No que foi uma eliminatória de muita emoção, Fabiana Delfino e Brian Reid foram muito mal nas voltas e deram show nas tricks, com Cecil Peñarrubia sendo a maior decepção ao fazer uma volta quase perfeita e afundar nas manobras.
No dia 24, um sábado de sol e calor, foram disputadas a terceira e quarta baterias do pro. As voltas foram históricas, com vários skatinhos apresentando suas manobras assinatura, mas show maior de Alessandro Dias, que fez a volta perfeita e acertou a bomb trick, conseguindo o inédito 10. Entraram para o 9club Nuno Santamaria (que apresentou sua manobra assinatura, o Terço), Pepe Bala Perdida e Tony Walk. Rovani Fukuoka e Chris Joslin fizeram 8,5, e Will Mart e Mad Dog Krypto erraram muito, apesar de acertarem o Pizza Boy e o Superman (respectivamente), e ficaram com 8.
No strawberry milkshake, a régua continuou altíssima. Will Mart, Alessandro Dias, Mad Dog Krypto, Chris Joslin e Tony Walk só erraram uma. Pepe Bala Perdida acertou 3 e Nuno Santamaria, apenas uma. Pior fez Rovani Fukuoka, que errou todas e praticamente deu adeus à competição. Com tudo embolado, a decisão ficou nos flips, onde Pepe Bala Perdida deu show ao acertar todos. Will Mart, Alessandro Dias, Nuno Santamaria, Chris Joslin e Tony Walk acertaram 2, e Rovani Fukuoka e Mad Dog Krypto, apenas 1.
Com isso, os classificados da terceira bateria foram Alessandro Dias (14) e Will Mart (14), com Nuno Santamaria (12) e Rovani Fukuoka (9,5) eliminados. Na quarta bateria, passaram Pepe Bala Perdida (17) e Tony Walk (15), que acertou o último flip para ficar com a vaga que, até então, estava com Chris Joslin (14,5). Com 13 pontos, Mad Dog Krypto também foi eliminado.
Ainda no sábado, as semifinais continuaram mantendo a temperatura altíssima. Nas voltas, Alessandro Dias e Brian Reid conseguiram entrar no 9club, e Nyjah Dallas e Fabiana Delfino fizeram 8,5. Raica Leal, Tony Walk, Will Mart e Pepe Bala Perdida erraram mais e ficaram com 8.
No strawberry milkshake, foi 8 ou 80. De um lado, o show de Raica Leal, Alessandro Dias, Nyjah Dallas e Brian Reid, com 4 acertos. De outro, Fabiana Delfino, Tony Walk, Will Mart e Pepe Bala Perdida e seus 2 acertos. Nos flips, Pepe Bala Perdida acertou 3; Alessandro Dias, Fabiana Delfino, Tony Walk, Brian Reid e Will Mart, 2; e Raica Leal e Nyjah Dallas, 1. Com isso, os classificados da primeira semifinal foram Alessandro Dias (15) e Nyjah Dallas (13,5), com Raica Leal (13) e Fabiana Delfino (12,5) eliminadas; e na segunda bateria, Brian Reid (15) e Pepe Bala Perdida (13) foram os classificados, e Tony Walk e Will Mart, ambos com 12, eliminados.
No sábado, 31, último dia do mês, o Skatopia chegou ao fim, com as finais no amador e no pro, em um Skatepark do Imperatriz Arena totalmente lotado e um dia de céu azul e temperatura agradável.
No amador, muito equilíbrio. Fandinho Macaco e Negro Fumante fizeram 8,5, enquanto Manoel Mau Exemplo e Dalminho Tadafila marcaram 8. No strawberry milkshake, show de Negro Fumante, que só errou 1. Manoel Mau Exemplo e Dalminho Tadafila também foram muito bem, acertando 3. Só Fandinho Macaco destoou, acertando apenas 1. Nos flips, Manoel Mau Exemplo foi o primeiro a entrar e jogou a pressão em cima dos demais, errando apenas 1. Fandinho Macaco acertou 2 e deu adeus ao título. Negro Fumante decepcionou, errando todos, deixando apenas Dalminho Tadafila entre Manoel Mau Exemplo e o troféu. Mas Dalminho acertou apenas 2, e assim, o título ficou com Manoel Mau Exemplo.
Com uma fase de manobras impecável, acertando 70% das mesmas, Manoel Mau Exemplo repete a Primavera Skatista e conquista o título da Skatopia 2026, o segundo título seguido e seu terceiro na JSL (o outro foi o I9 de 2025), totalizando 15 pontos na final. Também seguindo a Primavera Skatista, Dalminho Tadafila fica com o vice-camponato, com 13. Então campeão, Negro Fumante pecou ao não acertar um flip sequer e terminou na terceira posição, com 12,5 pontos. O quarto lugar foi de Fandinho Macaco,com 12. Eliminados na primeira fase, Charlinho Charlô foi o quinto e Jorge Ben10, o sexto.
Ao final da disputa amadora, Negro Fumante manteve a liderança do ranking, com 53 pontos, mas somente Fandinho Macaco e Jorge Ben10 não têm mais chances de conquistar o título da temporada.
Chegou a vez dos skatinhos pro na final. O equilíbrio foi visto nas voltas, com Pepe Bala Perdida, Nyjah Dallas e Alessandro Dias fazendo 8,5, e Brian Reid 8. Com isso, as manobras decidiriam o campeão. No strawberry milkshake, o nível foi altíssimo, com Nyjah Dallas, Alessandro Dias e Brian Reid errando apenas uma, e Pepe Bala Perdida, duas. Nos flips, o nível caiu absurdamente e teve polêmica, com Pepe Bala Perdida, Nyjah Dallas e Alessandro Dias acertando apenas 1. Brian Reid entrou precisando acertar dois para ficar com o título e errou as três primeiras tentativas. Na quarta, fez o flip, mas não terminou com os dois pés totalmente no skatinho, mas os juízes consideraram como acerto. Ele precisava acertar a quinta e foi o flip mais perfeito de toda a final. O skatinho girou, caiu de pé e Reid, soberano, conseguiu acertar a manobra.
Assim, Brian Reid é o campeão do Skatopia 2026, com 14 pontos, seu primeiro título na JSL. O vice-campeonato ficou com Alessandro Dias, assim como havia sido na Primavera Skatista, no mês anterior, com 13,5 pontos e 2x1 nos flips de desempate contra Nyjah Dallas, o terceiro colocado. Pepe Bala Perdida terminou em quarto, com 12,5 pontos. O quinto lugar ficou com Raica Leal e o sexto, com Fabiana Delfino, ambas eliminadas nas semifinais, mas com maior pontuação que o sétimo, Tony Walk, e o oitavo e então campeão, Will Mart.
Ao final do Skatopia, Fabiana Delfino manteve a liderança do ranking, com 43 pontos, e não pode mais ser alcançada pelo segundo colocado, Mad Dog Krypto (30). Assim, Fabiana Delfino garante matematicamente o título da temporada da JSL na categoria pro. No Sulamericano, a competição de novembro, Mad Dog, Will Mart, Tony Walk e Pepe Bala Perdida disputarão as outras duas vagas pro no Super Crown de dezembro.
BASEBALL SOCIETY
A Série Caribe continuou no mês de outubro, e ainda neste mês já começaram as novas séries. Vamos ver os jogos.
Narcos 2x11 Apaches
No sábado, 03, o Estádio de La Revolución, em Havana, recebeu o segundo jogo entre Narcos e Apaches, em um frio dia de chuva forte e intensa, que dificultou bastante o jogo, por conta do barro na maior parte do campo e da bola mais pesada e molhada.
O jogo teve história somente na primeira entrada. Os Narcos começaram com Will Warren arremessando e enfrentando Jakob Marsee. Com dois strikes, bastava mais um e ele conseguiria eliminar o primeiro rebatedor, mas insistiu em uma cutter cantada e Marsee acabou conseguindo um home run que anotou a primeira corrida indígena no jogo. Warren se recuperou, mesmo cedendo uma dupla para Rafael Devers, e finalizou a primeira entrada com somente uma corrida cedida. Os Apaches precisaram se acalmar diante da gritaria do torcedor cubano com Lazaro Estrada arremessando em casa, ainda mais que ele conseguiu duas eliminações rápidas, com direito a strike-out em Tyler Freeman. Depois, cedeu a base por bolas para Mike Devereaux e foi para o duelo com Rowdy Tellez, no que foi seu grande erro na partida, porque seu primeiro arremesso, uma change-up, era tudo o que Tellez queria para mandar a bola para fora do estádio e virar para os Narcos, 2x1.
Will Warren perdeu um pouco de confiança na segunda entrada, levando rebatidas sucessivas de Anthony Seigler (uma dupla) e Jakob Marsee (simples), além de um walk que permitiu a Taylor Edwards lotar as bases. Rafael Devers foi para o bastão e foi ali que ocorreu uma das jogadas mais curiosas da partida. O groundball foi para a segunda base e Michael Taylor conseguiu um double play em Taylor Edwards ao pisar na base e no próprio Devers ao jogar para Rowdy Tellez na primeira. Mas isso permitiu que Jakob Marsee fosse para a terceira e Anthony Seigler chegasse ao home plate, empatando o jogo. Um strike-out em Omar Vizquel encerrou a ida dos Apaches ao bastão, passando a vez para os Narcos. Mas Lazaro Estrada jogava em casa, e com um three up, three down, impediu que a equipe criminosa anotasse corridas, finalizando a segunda entrada em 2x2.
Chegou a vez do terceiro inning, os Narcos acionaram o bullpen, chamando Jonah Tong como reliever, e esse foi o seu grande erro na partida. Após Angel Martinez ser eliminado em um groundball, começou uma avalanche incontrolável dos Apaches, que rendeu várias rebatidas, dois home runs e incríveis nove corridas anotadas até um flyball em Omar Vizquel dar fim ao massacre. Os Apaches foram para a defesa com Gavin Williams como closer e ele começou muito bem, com um strike-out em Mike Devereaux e um groundball jogado para a primeira base antes que Rowdy Tellez conseguisse chegar lá. William Contreras ainda conseguiu se colocar em posição de anotar com uma rebatida dupla, mas uma rebatida alta de Josh Smith caiu dentro da luva de Jakob Marsee, ocasionando a terceira eliminação e finalizando o jogo em favor dos Apaches.
Os Narcos vinham fazendo boa partida, novamente liderados por Rowdy Tellez, mas cometeram um erro imperdoável ao colocarem Josh Smith em campo. Seus arremessos não surtiram efeito, entregando 19 bases e 9 corridas para uma das melhores equipes da liga, o que torna praticamente impossível qualquer reação. Já os Apaches tiveram um jogo absurdo em todos os setores, tanto ofensiva quanto defensivamente. Mesmo sofrendo um home run no primeiro inning, a equipe não cedeu bases na segunda entrada e apenas duas na terceira, impedindo qualquer reação do adversário. E ainda conseguiram alguns feitos inéditos para a equipe, como a primeira rebatida válida de Taylor Edwards e o primeiro home run de Jakob Marsee. A série agora está em 1x1.
MVP: Jakob Marsee. Embora Lazaro Estrada tenha cedido apenas 4 bases e saiu de campo ovacionado pelos presentes, e Rafael Devers foi o artilheiro com 4 RBI, a vitória dos Apaches foi construída a partir da excelente partida de Jakob Marsee. Com 100% de aproveitamento nas 4 idas ao bastão, o jardineiro direito de Dearborn, Michigan, oriundo do Miami Marlins, conseguiu duas rebatidas simples, uma tripla e seu primeiro home run no Baseball Society, contribuindo com 3 corridas impulsionadas para empatar a série.
Corsários 4x5 Cafeeiros
Ainda no sábado, 03, a arena montada em Kingston recebia o segundo jogo da Série Caribe Interligas, com seus 5 mil lugares tomados mesmo com a chuva que castigou a capital jamaicana e deixou o campo totalmente enlameado.
Os torcedores que encararam o mau tempo viram um jogo emocionante, pitchers inseguros e mulheres dominando. Os Corsários começaram com o astro Eric Lauer no montinho, encarando Gwen Svekis. Lauer jogou duas bolas fora de zona para testar a temperatura da rebatedora para, no terceiro arremesso, arriscar uma cutter e ser surpreendido pela rebatida de Svekis, que mandou a bola pra fora do estádio e anotou a primeira corrida dos Cafeeiros no Baseball Society. Duas eliminações depois, Dejah Mulipola também conseguia uma rebatida e ia para a primeira base, mas Willie Calhoun foi eliminado por flyball e os Cafeeiros tiveram que passar o bastão. A equipe cafeicultora começou com o colombiano Jose Urquidy no montinho e ele também não passou segurança, começando com uma dupla de Shawon Dunston e, logo a seguir, um home run de Scott Radinski que deu a virada aos Corsários. Gianna Boccagno também conseguiu uma simples, mas com um flyball e dois strike-outs, os Cafeeiros conseguiram encerrar a entrada em 2x1 para os Corsários.
Na segunda entrada, Eric Lauer foi desastroso, com uma sucessão de bolas fora de zona e arremessos mal feitos que eram rebatidos. Cedeu dois walks, levou duas rebatidas simples e cometeu o mesmo erro de tentar uma cutter contra Gwen Svekis só para ver a jogadora anotar outro home run, desta vez com corredor em base. A rotação ocorreu uma vez e meia e Svekis ainda voltou ao bastão para conseguir uma rebatida dupla e anotar mais duas corridas. O bullpen dos Cafeeiros foi acionado, com Todd Stottlemyre entrando como reliever. Os Corsários foram para o bastão e conseguiram ocupar bases com a dupla de Shawon Dunston e a simples de Scott Radinski, mas AJ Pollock foi eliminado antes de chegar à primeira base, e depois, uma rebatida de Gianna Boccagno ocasionou um double play, encerrando o inning em 5x2 para os Cafeeiros.
O bullpen dos Corsários foi acionado, e Tony Castillo entrou como reliever. A estratégia de Castillo foi forçar o erro do adversário, e deu certo em boa parte. Apesar de Dejah Mulipola, Willie Calhoun e Gwen Svekis conseguirem rebatidas simples, os flyballs nos outros jogadores conseguiram o efeito desejado e os Cafeeiros saíram do ataque sem anotar corridas. Os Corsários foram para o bastão precisando de 3 corridas para empatar o jogo, e sabendo disso, o bullpen dos Corsários foi acionado, com Luis Patiño entrando como closer. Ele foi muito mal, arremessando várias bolas fora da zona de strike e se complicando ao alcançar 3 bolas e nenhum strike em algumas ocasiões. Começou cedendo a base por bolas para Drew Gilbert e, quando Madi Huskey foi para o bastão e acertou um home run, a diferença caiu para um ponto. Após Shawon Dunston ser eliminado por groundball, Scott Radinski conseguiu uma rebatida dupla. Mais uma dupla e o jogo empatava, ou um home run e os Corsários venciam. Nessa hora, Patiño se agigantou, conseguiu um strike-out em AJ Pollock, e quando Gianna Boccagno rebateu uma bola alta para a primeira base, Paul DeJong apanhou no ar e finalizou o jogo.
Em uma partida emocionante até o último momento, os Corsários pagaram caro pelo péssimo jogo de Eric Lauer, que não passou a confiança dos jogos anteriores. Já os Cafeeiros conseguem sua primeira vitória no Baseball Society graças às meninas do softball, que se superaram para conseguir empatar a série.
MVP: Gwen Svekis. A catcher improvisada na segunda base foi 4 vezes para o bastão e conseguiu 100% de aproveitamento, com uma simples, uma dupla e dois home runs, anotando as 5 corridas de sua equipe, em uma partida espetacular, ainda mais levando em consideração que enfrentava o badalado Eric Lauer nos arremessos. Saiu de campo ovacionada.
Isótopos 1x5 Industriais
No dia 07, uma quarta-feira de céu fechado e ameaça constante de chuva não impediu os torcedores de lotarem os 18 mil lugares do estádio Hiram Bithorn para o terceiro e último jogo entre Isótopos e Industriais, pela Série Caribe Sul.
A série já estava liquidada a favor dos Isótopos, por isso a equipe química entrou com Clayton Kershaw como starter, poupando Cristopher Sanchez da partida. Kershaw cometeu erros bobos na primeira entrada. Os dois primeiros rebatedores tinham 2 strikes quando ele forçou uma change-up ao invés de jogar uma bola fora de zona, o que levou a uma rebatida simples de Rick Dempsey e a uma dupla de Max Schuemann. Se recuperou ao eliminar Vladimir Guerrero Jr por strike-out e forçou um erro de Willy Adames, que rebateu uma bola alta pro jardim esquerdo, mas Rick Dempsey estava na terceira base e, por isso, Adames foi eliminado em sacrifice fly, mas impulsionou a primeira corrida dos Industriais. TJ Friedl também foi eliminado por flyball e, assim, o bastão passou para os Isótopos. Os Industriais também pouparam seu arremessador titular, colocando Sonny Gray como starter. Alternando eliminações com rebatidas simples, Fried conseguiu finalizar a entrada sem sofrer corridas, e assim, os Industriais fecharam o primeiro encontro em 1x0.
No segundo inning, Julio Rodriguez logo foi eliminado por flyball, mas Rick Dempsey veio a seguir e Clayton Kershaw insistiu na change-up. Dempsey conseguiu um home run e anotou a segunda corrida dos Industriais. Ali se abriu a porteira, e fazendo a rotação completa até voltar a Dempsey, eliminado por flyball, a equipe industrial anotou mais 3 corridas, com direito a mais um home run, de Vladimir Guerrero Jr, seu primeiro no Baseball Society. Os Isótopos foram para o bastão com um déficit enorme, e apesar do home run de Christian Moore, nada conseguiram produzir. A entrada terminou 5x1 para os Industriais.
O bullpen dos Isótopos foi acionado, Kris Bubic entrou como reliever para o terceiro inning e foi incrível, conseguindo 3 strike-outs seguidos e encerrando a ida dos Industriais ao bastão sem qualquer chance. A equipe industrial também acionou o seu bullpen, colocando Max Fried como closer. Os Isótopos precisavam de 4 corridas para empatar o jogo, mas já começaram com Adolis Garcia sendo eliminado por flyball. A seguir, Ken Caminiti acertou uma rebatida perfeita e foi para a primeira base, dando alguma esperança para a equipe química, mas quando Christian Moore acertou uma rebatida fraca para a terceira base, Max Schuemann arremessou rápido para Willy Adames na segunda base e este arremessou mais rápido para a primeira, encontrando Vladimir Guerrero Jr para completar o double play e encerrar o jogo.
Os Isótopos jogaram mais relaxados com a série liquidada, mas ficou a impressão que se Kris Bubic jogasse desde o início, a varrida teria acontecido. Já os Industriais finalmente apareceram. Sem Payton Tolle, os arremessadores reservas deram conta do recado, e defensivamente a equipe produziu muito bem para encerrar a série com uma vitória que lhe dá esperanças no futuro.
MVP: Rick Dempsey. O criticado veterano catcher de Faytteville, Tennessee, oriundo do LA Dodgers, precisava de uma boa partida para levantar a moral. E conseguiu, com duas rebatidas em três tentativas, um home run e atuação defensiva impecável, inclusive com algumas eliminações por flyball.
Cervejeiros 0x2 Pescadores
No domingo, 11, o estádio Quisqueya Juan Marichal foi palco do terceiro e decisivo jogo da Série Caribe Sul entre Cervejeiros e Pescadores, em um dia quente, nublado e sem vento.
Os 25 mil torcedores que encararam a ameaça de chuva que escurecia a tarde de domingo mereciam um jogo melhor, com duas equipes de ponta do Baseball Society. Mas acabaram vendo um jogo morno demais.
Os Cervejeiros começaram com Sean Burke no montinho apostando na cutter para render groundball e sendo quase perfeito nisso. A única exceção foi com o segundo rebatedor, José Altuve, que acertou um home run e anotou a primeira corrida do jogo. Os demais foram eliminados, e rapidamente o bastão passou para a equipe cervejeira. Os Pescadores começaram com Camilo Doval, que já começou sofrendo uma rebatida dupla de Riley Greene. Mas Tucker Barnhart veio a seguir, e ele rebateu fraco para a terceira base, ocasionando um double play. Bobby Witt Jr foi o terceiro rebatedor e acertou uma bola alta no jardim esquerdo, apanhada no ar por Jacob Melton e encerrando a primeira entrada em 1x0 para os Pescadores.
Na segunda entrada, Sean Burke mudou a estratégia e passou a apostar em change-ups, conseguindo duas eliminações seguidas por flyball. Jacob Melton conseguiu uma rebatida dupla e manteve o inning vivo, mas José Altuve foi eliminado por strike-out e os Pescadores tiveram que passar o bastão para os Cervejeiros. O veterano Bobby Bonilla foi o primeiro a rebater e logo foi eliminado por flyball. A seguir veio Roman Anthony, que finalmente apareceu na série e conseguiu uma rebatida tripla. Mas Camilo Doval não se abateu e eliminou os dois rebatedores seguintes por strike-out, fechando a entrada ainda em 1x0 para os Pescadores.
Os Cervejeiros acionaram o bullpen na terceira entrada, trazendo Chad Patrick para o montinho e ele conseguiu duas eliminações rápidas, por flyball em Christian Yelich, e por groundball em Tim McIntosh. Foi então que chegou Dylan Moore. Ele percebeu a change-up chegando, esperou a bola levantar e acompanhou o movimento, mandando-a para fora do estádio e anotando a segunda corrida dos Pescadores. Um flyball em Gavin Sheets encerrou a passagem da equipe costeira no bastão e levando-os à defesa, onde o bullpen foi acionado para Bubba Chandler atuar como closer. Os Cervejeiros precisvam de apenas duas corridas para empatar, mas sofreram um rápido three up, three down, com um strike-out em Tucker Barnhart, um groundball em Bobby Witt Jr e novo strike-out em Bobby Bonilla, finalizando a partida.
Em um jogo muito pobre ofensivamente, em que apenas 4 dos 10 rebatedores conseguiram acertar alguma rebatida, os Pescadores mostram a força da sua defesa e vencem a Série Caribe Sul por 2x1.
MVP: Camilo Doval. Jogando em casa, o astro de Yamasa e oriundo do NY Yankees fez uma partida impecável, com direito a dois strike-outs e apenas 5 bases cedidas. Saiu ovacionado pelo público local.
Almirantes 6x8 Senadores
Ainda no domingo, Almirantes e Senadores voltaram ao Estádio de La Revolución, em Havana, Cuba, para o terceiro e decisivo jogo da Série Caribe Norte entre ambos.
Se os torcedores dominicanos ficaram decepcionados com o fraco jogo entre Cervejeiros e Pescadores, os 15 mil cubanos que desafiaram a chuva que caía fraca de vez em quando saíram do estádio maravilhados com a partida incrível que testemunharam.
Os Almirantes começaram com Bryan Woo no montinho e ele foi completamente desastroso, cedendo bases em bolas fáceis e vendo a rotação ser completa quase duas vezes. No final, os Senadores largaram o bastão com 6 corridas anotadas e a certeza de que encerrariam o jogo na segunda entrada, por nocaute. Essa certeza aumentou quando, com Jack Leiter arremessando e conseguindo dois strike-outs, variou eliminações com uma rebatida simples e outra dupla, para encerrar a primeira entrada sem sustos, em 6x0.
O bullpen dos Almirantes precisou entrar em ação logo na segunda entrada, e Landen Roupp foi chamado como reliever. Forçando o erro do adversário, Roupp cedeu apenas uma rebatida simples para Addison Barger, eliminando os demais e fechando a passagem dos Senadores no bastão sem corridas anotadas e enganando quem achava que os Almirantes estavam mortos. A equipe naval conseguiu a rotação completa e terminou a entrada com 4 corridas anotadas, com destaque para o home run de Shea Langeliers, que rendeu 3 corridas. O inning terminou 6x4 para os Senadores.
Na terceira entrada, os Almirantes acionaram o bullpen novamente e chamaram Carson Whisenhunt como closer para um trabalho perfeito de three up, three down, impedindo os Senadores de anotarem corridas e passando o bastão para os Almirantes que precisariam anotar 2 corridas para empatar o jogo. Para impedir isso, os Senadores acionaram o bullpen e chamaram Shane Smith, que começou muito bem com duas eliminações e ganhou confiança para uma tragédia que se anunciou a seguir. Primeiro, permitiu que Alex Freeland chegasse à primeira base por bolas. Depois disso, os Almirantes engataram uma sequência de rebatidas perfeitas que adicionavam uma base a cada um em campo, até a simples de Colson Montgomery empatar o jogo. Com as bases ainda cheias e todos de pé no estádio, um groundball em Ozzie Albies causou a terceira eliminação e levou o jogo para as entradas extras.
Os Senadores voltaram ao bastão com Chad Stevens, que foi eliminado por groundball logo no primeiro arremesso. A seguir, Addison Barger conseguiu uma simples. Quando Wander Franco foi para o bastão, Carson Whisenhunt arriscou uma cutter para tentar um double play. Aquele erro custou caro, e a rebatida de Franco mandou a bola para fora do estádio, anotando duas corridas para os Senadores. Dois groundballs, em Masataka Yoshida e James Wood, encerraram a vez da equipe legislativa no bastão. Para impedir o empate ou virada dos Almirantes, o bullpen foi acionado e Trevor Rogers entrou como closer. Ele começou sofrendo rebatidas simples de Alex Freeland e Shea Langeliers, mas o strike-out em Dylan Beavers trouxe a confiança de volta, e esta aumentou quando Colson Montgomery rebateu para a segunda base e Chad Stevens arremessou rápido para a primeira para eliminá-lo. Lane Thomas foi para o bastão com dois eliminados e um déficit de duas corridas. Rogers arremessou uma fastball e Thomas rebateu com força, a bola subiu, subiu, subiu... e Masataka Yoshida se esticou para pegá-la, dando números finais ao jogo.
Naquele que foi adjetivado como a melhor partida da Série Caribe inteira, e uma das melhores do Baseball Society, os Senadores derrotam os Almirantes e vencem a série por 2x1. O único dos dez jogadores a não conseguir uma rebatida válida foi justamente James Wood, um dos astros da equipe. Mas os demais conseguiram suprir essa falta e conquistaram uma vitória chorada. Os três jogos desta série incrível terminaram com o vencedor anotando 8 corridas, um feito que mostra o nível altíssimo da disputa.
MVP: Wander Franco. O veterano dominicano de Bani, oriundo do Tampa Bay Rays, fez exatamente aquilo que se espera de um jogador experiente. Chamou a responsabilidade para si, foi o responsável por cinco das oito corridas da equipe e foi peça fundamental na vitória dos Senadores.
Apaches 6x3 Narcos
Na quinta-feira, 15, o Estádio de La Revolución, em Havana, recebeu o terceiro e último jogo entre Apaches e Narcos, finalizando a Série Caribe Norte. 15 mil torcedores cubanos lotaram as dependências do estádio para esta partida.
Os Apaches começaram com Lazaro Estrada no montinho. Jogando em casa, o arremessador cubano levou o público ao delírio ao começar com um strike-out em Tyler Freeman. Depois, sofreu uma rebatida dupla de Michael Taylor e uma simples de Mike Devereaux que levou Taylor à terceira base. Se recuperou bem ao jogar uma cutter que fez Rowdy Tellez rebater fraco, causando um double play que encerrou a participação dos Narcos no bastão sem anotar corridas. Na sequência, os Narcos foram para a defesa, com Will Warren como starter. O arremessador foi desastroso, vendo todos os jogadores do adversário rebaterem, com direito a home runs de Taylor Edwards e Anthony Seigler e final de inning em 5x0 para os Apaches.
Na segunda entrada, Lazaro Estrada resolveu apostar somente em cutters, algo inexplicável e que resultou em uma rebatida simples de William Contreras, uma tripla de Josh Smith que anotou a primeira corrida dos Narcos, e um home run de Tyler Freeman que anotou mais duas. Só aí Estrada resolveu mudar os arremessos e conseguir as eliminações necessárias para encerrar a vez da equipe criminosa no bastão. Os Narcos acionaram o bullpen, e Bryan Abreu entrou como reliever. Logo no primeiro arremesso, Rafael Devers já acertou um home run, mas Abreu não se abalou e conseguiu finalizar a entrada com direito a dois strike-outs.
Com o placar em 6x3 para os Apaches, os Narcos foram para o terceiro inning precisando anotar 3 corridas para empatar o jogo. Sabendo disso, a equipe indígena acionou o bullpen e chamou Peyton St. George como closer. A arremessadora de softball foi incrível, alternando bolas rápidas, de curva, ascendentes e descendentes. O three up, three down foi mais espetacular porque apenas a primeira eliminação foi em groundball; as duas seguintes foram em strike-out que deixaram os rebatedores perplexos.
Os Apaches mostraram a força dos campeões da Copa do Rei com uma atuação incrível de toda a equipe, tanto ofensiva quanto defensivamente, e vencem a Série Caribe Norte por 2x1. Os Narcos, após vencerem o primeiro jogo, perderam os dois seguintes, e este último se deve a dois fatores: o péssimo jogo de Will Warren na primeira entrada, que rendeu cinco corridas para o adversário, e a partida apagada de Rowdy Tellez, que foi ao bastão duas vezes e não conseguiu rebater em nenhuma.
MVP: Peyton St. George. Em um jogo em que toda a equipe produziu muito bem ofensiva e defensivamente, foi a arremessadora reserva quem deu o maior espetáculo. Entrou para fechar o jogo, eliminou os 3 primeiros rebatedores com uma variedade de arremessos potentes e saiu de campo aplaudida pelos torcedores.
Cafeeiros 11x7 Corsários
No domingo, 18, a arena montada em Kingston, Jamaica, recebeu o terceiro e último jogo da Série Caribe Interligas, entre Cafeeiros e Corsários, com os 5 mil lugares completamente tomados.
A partida começou com tempo seco. Os Cafeeiros vieram com Jose Urquidy como starter, e ele foi muito bem. À exceção de uma dupla de AJ Pollock com dois eliminados, ninguém mais conseguiu rebater. Urquidy conseguiu dois strike-outs e uma flyball para impedir os Corsários de anotarem na primeira entrada. A equipe pirata veio com Eric Lauer como starter e ele foi simplesmente desastroso. Apostando demais em cutters, o arremessador canhoto viu a rotação se completar duas vezes, todos os rebatedores adversários conseguirem ao menos uma rebatida válida, cedeu incríveis 16 bases e saiu de campo cabisbaixo após a entrada terminar 8x0 para os Cafeeiros.
A chuva que caiu após o primeiro inning continuou durante o resto do jogo. Os torcedores que achavam que a fatura estava liquidada acabaram vendo um segundo inning muito emocionante. Quando os Corsários foram para o bastão, foi a vez que Urquidy colapsar, vendo a rotação adversária passar uma vez e meia no batters box e os Corsários encostarem no placar anotando 6 corridas, com todos os rebatedores conseguindo ao menos uma rebatida válida e com direito a home run de Drew Gilbert anotando 3 corridas. Quando finalmente voltaram ao campo de defesa, os Corsários colocaram Mark Portugal como reliever, mas os Cafeeiros continuaram muito bem, conseguindo uma rotação e meia de rebatedores e mais três corridas anotadas para encerrar a entrada em 11x6.
Os Corsários foram para o terceiro inning precisando anotar 5 corridas. Sabendo disso, os Cafeeiros apostaram na experiência, colocando Todd Stottlemyre como closer, e o veterano já começou sofrendo um home run de Scott Radinski, que diminuiu a diferença para 4 pontos. Mas a experiência pesa nessas horas, e Stottlemyre se recuperou, eliminando os 3 rebatedores seguintes, com direito a dois strike-outs para encerrar o jogo e a Série Caribe.
Após perderem o primeiro jogo por 7x0, os Cafeeiros mostraram personalidade e experiência para darem a volta por cima, vencendo os dois jogos seguintes e conquistando a Série Caribe Interligas por 2x1, com direito a um jogo muito forte ofensivamente no último jogo. Os Corsários, por sua vez, pagaram caro por quem devia lhes trazer segurança. Na primeira série desde que trocou os Apaches pela equipe pirata, Eric Lauer foi desastroso. Ao sofrer 8 corridas só na primeira entrada, tornou uma tarefa praticamente impossível uma virada, sendo o principal culpado pela derrota da nova equipe.
MVP: Dan Plesac. O pitcher improvisado na terceira base teve um aproveitamento incrível no bastão, acertando em duas das três oportunidades que foi ao batters box, com uma dupla e um home run que renderam 4 corridas para a sua equipe.
A Série Caribe se encerra com Isótopos e Pescadores vencendo a divisão Sul, Apaches e Senadores foram os vencedores na divisão Norte, e Cafeeiros venceram a divisão Interligas. Os prêmios individuais ficaram assim:
Série Caribe Sul
MVP - Cristopher Sanchez (Isótopos);
Artilheiro - Christian Moore (Isótopos) - 5 RBI;
Slugger - Christian Moore (Isótopos) - 13 bases;
Arremessador - Camilo Doval (Pescadores) - 4,6 MBC;
Reliever - Kris Bubic (Isótopos) e Bubba Chandler (Pescadores) - 0,5 MBC.
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| Os premiados da Série Caribe Sul. Cristopher Sanchez (MVP), Christian Moore (artilheiro e slugger), Camilo Doval (arremessador) e Kris Bubic e Bubba Chandler (reliever). |
Série Caribe Norte
MVP - Masataka Yoshida (Senadores);
Artilheiro - Wander Franco (Senadores) - 9 RBI;
Slugger - Jakob Marsee (Apaches) e Masataka Yoshida (Senadores) - 17 bases;
Arremessador - Jack Leiter (Senadores) - 7,0 MBC;
Reliever - Gavin Williams (Apaches) - 2,0 MBC.
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| Os premiados da Série Caribe Norte. Jack Leiter (arremessador), Masataka Yohsida (MVP e slugger), Wander Franco (artilheiro), Jakob Marsee (slugger) e Gavin Williams (reliever). |
Série Caribe Interligas
MVP - Gwen Svekis (Cafeeiros);
Artilheiro - Gwen Svekis (Cafeeiros) - 6 RBI;
Slugger - Gwen Svekis (Cafeeiros) e Scott Radinski (Corsários) - 15 bases;
Arremessador - Eric Lauer (Corsários) - 12,3 MBC;
Reliever - Mark Portugal e Tony Castillo (Corsários) - 3,0 MBC.
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| Os premiados da Série Caribe Interligas. Gwen Svekis (MVP, artilheira e slugger), Eric Lauer (arremessador), Scott Radinksi (slugger), Mark Portugal e Tony Castillo (reliever). |
SÉRIE AMÉRICA CENTRAL
A próxima série interligas do Baseball Society foi na América Central, com Industriais e Narcos jogando no Panamá, Nicarágua e Guatemala.
Industriais 3x5 Narcos
O primeiro jogo da série foi no sábado, 24, no Panamá, no Estádio José Antonio Remón Cantera, com seus 6 mil lugares totalmente tomados. As duas equipes de pior retrospecto na temporada se enfrentaram diante de um público apaixonado por beisebol e que viu uma partida emocionante.
Os Industriais começaram com Payton Tolle no montinho, e ele logo sofreu uma rebatida simples, mas conseguiu duas eliminações a seguir, com um groundball em Michael Taylor e um strike-out em Mike Devereaux. O rebatedor seguinte, Rowdy Tellez, conseguiu uma rebatida dupla e se posicionou na segunda base, com Tyler Freeman na terceira. Quando William Contreras conseguiu uma rebatida simples, os Narcos anotaram a primeira corrida do jogo. Na jogada seguinte, Josh Smith foi eliminado por strike-out. O bastão passou aos Industriais e os Narcos, com Will Warren arremessando, foram para a defesa. Warren forçou bem os erros dos adversários com cutters bem arremessadas, que rendiam eliminações por groundball, e num three up, three down, encerrou a entrada sem sofrer corridas.
Na segunda entrada, o Tolle do Velho Testamento apareceu novamente. Depois de duas eliminações, começou a sofrer rebatidas fáceis, e as bases foram se enchendo. A simples de Josh Smith e a tripla de Tyler Freeman renderam 4 corridas para os Narcos, que entregaram o bastão vencendo por 5x0 para uma equipe industrial perdida. Willy Adames conseguiu uma rebatida simples, mas os três rebatedores seguintes foram eliminados por flyball e os Industriais passaram em branco pelo segundo inning consecutivo.
Na terceira entrada, o bullpen industrial foi acionado, e Sonny Gray entrou como um reliever que fez muito mais do que o titular, com um three up, three down que acabou rápido com a vez dos Narcos no bastão e levou a sua equipe ao ataque precisando anotar 5 corridas. Sabendo disso, os Narcos acionaram o bullpen, com Bryan Abreu entrando como closer. A insistência de Abreu nas bolas baixas e de curva deu emoção ao jogo, pois ele já começou cedendo a base por bolas para Max Schuemann. Depois do apagado Vladimir Guerrero Jr ser eliminado por flyball, uma rebatida dupla de Willy Adames anotou a primeira corrida dos Industriais. Após TJ Friedl ser eliminado por flyball, Julio Rodriguez conseguiu um home run de duas corridas que levou o jogo para 5x3, mas o rebatedor seguinte era o veterano Rick Dempsey, que fez mais uma partida ruim. Abreu conseguiu um strike-out, eliminou o último rebatedor e os Narcos saíram com a vitória.
Os Industriais tiveram mais uma noite para esquecer. Payton Tolle não embala como arremessador. Nos dois innings que atuou, viu a rotação adversária inteira ir ao bastão, e substituído no terceiro inning, viu Sonny Gray ir muito melhor. Ofensivamente, a equipe foi pior ainda. Apenas Willy Adames e Julio Rodriguez conseguiram rebater; o resto do time saiu zerado. Já os Narcos fizeram um bom jogo, apesar do placar apertado. Michael Taylor foi o único a não conseguir uma rebatida, mas se destacou defensivamente com assistências para eliminações.
MVP: Will Warren. O arremessador de Brandon, Massachusetts, oriundo do NY Yankees, fez uma partida incrível no montinho. Atuou durante duas entradas, sofreu apenas uma rebatida simples, e apostando em cutters, conseguiu forçar o erro dos rebatedores adversários para encerrar as entradas rapidamente.
SÉRIE MÉXICO
Enquanto a interligas está rolando na América Central, as intraligas são disputadas no México, em duas praças completamente diferentes. As equipes da Liga dos Produtores disputa a Série Metropolitana, nas grandes cidades e nos estádios de primeira do país. A Liga dos Profissionais, por outro lado, disputa a Série Rancheira, no interior do país, em estádios municipais de terra batida, decorados como os ranchos mexicanos, com caveira de gado, cactos e aquele clima árido característico.
Isótopos 7x10 Pescadores
O primeiro jogo da Série Metropolitana foi no Estádio Panamericano, casa dos Charros de Jalisco, com seus 16 mil lugares totalmente lotados em um dia de chuva fina.
Foi um jogo único, briga de cachorro grande, disputado palmo a palmo. Um duelo entre os arremessadores Cristopher Sanchez e Camilo Doval, que levaram os prêmios na Série Caribe, e outro no bastão, com Christian Moore de um lado e José Altuve do outro, decidido em um detalhe na última entrada.
Na primeira entrada, tanto Sanchez quanto Doval viram a rotação completa de seus adversários, mas sofreram somente uma corrida e conseguiram dois strike-outs, cada. Na segunda, o equilíbrio se manteve, com a rotação completa de ambos os lados ocorrendo mais uma vez. Os Pescadores anotaram 3 corridas, mas sofreram 3 strike-outs; os Isótopos responderam com 4 corridas, sofrendo um strike-out e um double play, ambos em rebatidas de Yuli Gurriel. Aí veio a terceira entrada...
Os Pescadores precisavam anotar uma corrida para empatar o jogo, e sabendo disso, os Isótopos acionaram o bullpen e chamaram Clayton Kershaw, que colapsou totalmente ao alternar walks com rebatidas, sofrendo um total de 6 corridas. Os Pescadores viraram para 10x5 e, para impedir a resposta dos Isótopos, também acionaram seu bullpen, chamando Bubba Chandler. Os Isótopos não desanimaram e conseguiram corridas com a simples de Adolis Garcia e o sacrifice fly de Christian Moore. A estratégia dos Pescadores, no entanto, era a de forçar o erro. E com flyballs, os Pescadores conseguiram ficar com uma vitória suada e emocionante.
Em um duelo de altíssimo nível, com duas equipes tão iguais, a estratégia da última entrada pesou. Clayton Kershaw entrou em mau momento e desequilibrou contra a sua equipe.
MVP: Jose Altuve. O jogador de Maracay, Venezuela, oriundo do Houston Astros, ganhou o duelo de artilheiros contra Christian Moore. Com duas rebatidas duplas, uma tripla e um home run, contribuiu com 3 corridas para uma vitória espetacular.
Cafeeiros 1x4 Cervejeiros
Na segunda-feira, 26, foi a vez das duas outras equipes da Liga dos Produtores irem ao Estádio Panamericano, mas o temporal que se abateu sobre Jalisco deixou as bancadas mais vazias.
O placar magro não reflete o que foi o jogo, muito equilibrado no início e no fim, com tudo se decidindo na segunda entrada. José Urquidy foi ovacionado ao ser apresentado como starter dos Cafeeiros. Porém, jogar em casa trouxe uma pressão extra e ele sofreu bastante na primeira entrada, vendo a rotação inteira dos Cervejeiros passar no bastão, o que resultou em duas corridas, com duplas de Bobby Bonilla e Roman Anthony. A equipe cervejeira escolheu Sean Burke como starter e ele também viu a rotação inteira dos Cafeeiros passar no bastão, mas somente uma corrida foi anotada, com a simples de Willie Calhoun quando as bases estavam cheias. O inning terminou 2x1 para os Cervejeiros.
Na segunda entrada, Urquidy levou o público presente à loucura, ao eliminar Tucker Barnhart por strike-out e conseguir a eliminação de Bobby Witt Jr por flyball. Porém, a pressão de atuar diante de sua gente voltou a apertar, e com dois eliminados, o arremessador não conseguiu produzir o necessário para acabar a entrada. Novamente, Bobby Bonilla e Roman Anthony anotaram, desta vez em back to back home runs, que renderam mais duas corridas aos Cervejeiros antes de entregarem o bastão aos Cafeeiros, que até reagiram com uma rebatida dupla de Paul DeJong, mas o jogador ficou parado na segunda base vendo Dan Plesac ser eliminado por strike-out e sofrendo ele mesmo um double play em rebatida de Dejah Mulipola. O inning terminou 4x1 para os Cervejeiros.
Na terceira entrada, o bullpen cafeeiro foi acionado, e o colombiano Luis Patiño entrou como reliever. Alternando cutters e sliders, ele conseguiu forçar um groundball em Riley Greene, mas viu Tucker Barnhart conseguir uma dupla. Se recuperou e eliminou Bobby Witt Jr por strike-out e forçou o erro de Bobby Bonilla, que rebateu uma bola alta para a primeira base e foi eliminado por flyball. Os Cafeeiros foram para o bastão precisando anotar 3 corridas para empatar o jogo, e sabendo disso, os Cervejeiros acionaram o bullpen, chamando Chad Patrick como closer. Ele começou cedendo uma base por bolas para Willie Calhoun, mas conseguiu eliminar os três rebatedores seguintes, sendo um por groundball e dois por strike-out, para dar aos Cervejeiros a primeira vitória na série.
Os Cafeeiros estrearam na Liga dos Produtores com um bom jogo defensivo, mas fracos no bastão. Já os Cervejeiros nem precisaram se esforçar muito para saírem com a vitória. Em um jogo em que Bobby Witt Jr foi totalmente nulo, Bobby Bonilla e Roman Anthony dividiram as quatro corridas da equipe igualmente, com rebatidas duplas e home runs.
MVP: Chad Patrick. Em que pese Bobby Bonilla ter chamado o jogo para si e Roman Anthony ter desencantado, foi o jogo seguro do arremessador reserva que garantiu a vitória. Entrou com uma vantagem curta de sua equipe e mostrou personalidade para eliminar os adversários sem sustos, com direito a dois strike-outs.
Almirantes 14x13 Corsários
Na sexta-feira, 30, Almirantes e Corsários se enfrentaram no Estádio Municipal Sombrerete, em Zacatecas, para o início da Série Rancheira, um estádio acanhado, com capacidade para 5 mil torcedores, campo de terra e aquele clima do interior mexicano.
Pode não ter sido o melhor jogo tecnicamente falando, mas foi um dos mais emocionantes e, com certeza, o mais louco do Baseball Society até aqui. Os Almirantes começaram arremessando com Bryan Woo, e seus três primeiros arremessos renderam três rebatidas duplas, com os Corsários anotando as duas primeiras corridas do jogo. Só aí Woo conseguiu um strike-out em Gianna Boccagno e forçou um double play em Drew Gilbert para encerrar a vez dos Corsários no bastão, que foram para a defesa com o astro Eric Lauer como starter e já acionaram o bullpen logo de cara, pois Lauer também sofreu um festival de rebatidas, vendo a rotação dos Almirantes passar uma vez e meia no bastão e, além do home run de Shea Langeliers que rendeu 3 corridas, a equipe naval finalizou a entrada com 5x2 no placar.
Na segunda entrada, foi a vez de Bryan Woo sofrer. Faltou apenas um rebatedor para os Corsários fazerem a rotação completa duas vezes. Um festival de rebatidas, com direito a home runs de Shawon Dunston e AJ Pollock, rendeu 8 corridas aos Corsários, que entregaram o bastão aos Almirantes e trouxeram Mark Portugal como reliever. Mas se engana quem acha que o reserva foi bem. Se aos Corsários faltou um rebatedor para completar a rotação duas vezes, aos Almirantes faltaram dois, mas todos passaram pelo bastão ao menos uma vez e também conseguiram muitas rebatidas, além de dois home runs, anotando 7 corridas. Quando o segundo inning terminou, o placar apontava 12x10 para os Almirantes.
Na terceira entrada, a equipe naval acionou o bullpen e chamou o badalado Landen Roupp como closer. Os Corsários precisavam de duas corridas para manter o jogo e conseguiram três, graças a uma rebatida simples de Madi Huskey (que rendeu uma) e a outro home run de Shawon Dunston (que rendeu duas), conseguindo nova rotação completa. Os Almirantes foram para o bastão precisando de uma corrida para empatar e duas para vencer nas entradas normais. Para evitar isso, o bullpen dos Corsários foi acionado de novo, e o venezuelano Tony Castillo entrou como closer. Ele não conseguiu eliminar um rebatedor sequer. Alex Freeland conseguiu uma dupla, e Shea Langeliers acertou outra, mandando Freeland ao home plate para empatar o jogo. Dylan Beavers conseguiu uma rebatida simples e foi para a primeira base. Aí chegou Colson Montgomery, que aproveitou uma slider para mandar uma line drive que levou Shea Langeliers ao home plate e anotou a corrida que deu a vitória aos Almirantes.
Foi um jogo absurdo. Em todas as entradas, os Corsários ficavam na frente e os Almirantes devolviam. Simplesmente todos os rebatedores conseguiram rebatidas válidas e os arremessadores afundaram abraçados. Excelente para a estatística de sluggers e artilheiros, péssimo para a de MBC.
MVP: Shea Langeliers. O catcher de Portland, Oregon, oriundo do Oakland Athletics, fez uma partida absurda. Com uma rebatida dupla e dois home runs, impulsionou incríveis seis corridas. Travou um duelo incrível com Shawon Dunston, que conseguiu duas rebatidas duplas, dois home runs e também seis corridas, mas o MVP é sempre do time vencedor, e este foi Langeliers.
Apaches 10x2 Senadores
No sábado, 31, foi a vez de Apaches e Senadores estrearem na Série Rancheira, no Estádio Municipal Sombrerete, em Zacatecas. Uma noite seca, de calor, clima típico da região aguardando os dois times.
O placar não diz o que foi o jogo, apenas a segunda entrada. Os Apaches começaram com Lazaro Estrada arremessando só mandando bolas dentro da zona. E com dois strikes, Addison Barger acertou uma rebatida dupla. Foi tudo o que os Senadores fizeram, já que Wander Franco foi eliminado por strike-out e Masataka Yoshida rebateu uma bola alta que Angel Martinez apanhou no ar já pisando na base antes que Barger voltasse, ocasionando o double play. Os Senadores foram para a defesa com Jack Leiter de starter, e ele já começou eliminando Jakob Marsee por strike-out. Na sequência, Taylor Edwards rebateu e foi para a primeira base, mas Rafael Devers e Omar Vizquel foram eliminados por flyball, encerrando a primeira entrada em 0x0.
Na segunda entrada, os Senadores conseguiram fazer a rotação completa e anotaram duas corridas, com a tripla de Chad Stevens e o sacrifice fly de Wander Franco. E aí tudo desandou... Jack Leiter conseguiu duas eliminações, mas simplesmente não conseguiu fechar a entrada. Os rebatedores dos Apaches começaram a acertar uma atrás da outra, lotar as bases e passar a rotação completa duas vezes. O terceiro eliminado foi Angel Martinez, que ia ao bastão pela terceira vez no inning, que terminou 10x2 para os Apaches.
Os Senadores entraram no terceiro inning sabendo que não tinham mais o que fazer. Os Apaches acionaram o bullpen chamando Peyton St. George como closer e ela arremessou muitas bolas fora de zona, mandando Roberto Perez para a base por bolas e vendo Chad Stevens conseguir uma rebatida simples. Mas se recuperou, eliminou Addison Barger e Wander Franco por strike-out e não se acanhou diante de Masataka Yoshida, jogando uma cutter que foi parar nas mãos de Angel Martinez na segunda base, e este atirou rápido para Omar Vizquel na primeira base para encerrar o jogo.
A partida foi bem equilibrada, mas Jack Leiter novamente colapsou. Não é normal ver um arremessador do seu calibre ver o mesmo rebatedor ir três vezes ao batters box na mesma entrada. Isso acabou com a moral da equipe. Já os Apaches souberam aproveitar o terreno que conhecem bem, o campo de terra batida, o vento levantando poeira, e venceram com autoridade.
MVP: Lazaro Estrada. O arremessador de Havana, Cuba, oriundo do Toronto Blue Jays, fez uma partida muito segura. Na primeira entrada, não deu chance aos rebatedores. Na segunda, apesar de sofrer duas corridas, mostrou muita segurança e personalidade para não se abater e passar tranquilidade à equipe para vencer o primeiro jogo da série.
Ao final do mês, a tabela está assim:
1º Apaches - 14 jogos, 10 vitórias, 4 derrotas, 180 bases, 84 RBI;
2º Pescadores - 14 jogos, 10 vitórias, 4 derrotas, 154 bases, 48 RBI;
3º Almirantes - 14 jogos, 8 vitórias, 6 derrotas, 242 bases, 81 RBI;
4º Senadores - 14 jogos, 8 vitórias, 6 derrotas, 219 bases, 68 RBI;
5º Cervejeiros - 14 jogos, 8 vitórias, 6 derrotas, 216 bases, 63 RBI;
6º Isótopos - 14 jogos, 7 vitórias, 7 derrotas, 223 bases, 80 RBI;
7º Narcos - 14 jogos, 3 vitórias, 11 derrotas, 142 bases, 41 RBI;
8º Industriais - 14 jogos, 3 vitórias, 11 derrotas, 136 bases, 40 RBI;
9º Cafeeiros - 4 jogos, 2 vitórias, 2 derrotas, 49 bases, 17 RBI;
10º Corsários - 4 jogos, 1 vitória, 3 derrotas, 83 bases, 31 RBI.
RBI
1º Rafael Devers (Apaches) - 24;
2º Colson Montgomery (Almirantes) - 23;
3º Roman Anthony (Cervejeiros) e Christian Moore (Isótopos) - 22.
Slugger
1º Christian Moore (Isótopos) - 61;
2º Colson Montgomery (Almirantes) - 51;
3º Shea Langeliers (Almirantes) e James Wood (Senadores) - 50.
MBC - Staters
1º Cristopher Sanchez (Isótopos) - 7,66;
2º Camilo Doval (Pescadores) - 7,75;
3º Lazaro Estrada (Apaches) e Jack Leiter (Senadores) - 9,25.
MBC - Bullpen
1º Peyton St. George (Apaches) - 0,33;
2º Kris Bubic (Isótopos) - 0,5;
3º Chad Patrick (Cervejeiros) - 1,33.
SHUFFLEBOARD
No dia 19, uma segunda-feira, a quadra de Shuffleboard do Imperatriz Arena foi palco da Copa do Mundo na modalidade Nocaute. Aqui, ao contrário da modalidade por pontos, cada rodada se encerra nela mesma. O vencedor da rodada é o que somar mais pontos e vence a partida quem somar mais rodadas nas três em disputa. Se houver empate em uma rodada, o vencedor dela é definido na pedra extra.
As 24 nações foram divididas em 8 grupos com 3 seleções cada. Se classificavam para as oitavas de final as 2 melhores equipes de cada grupo, considerando número de vitórias e número de rodadas conquistadas. Se houvesse empate em um grupo, as equipes se enfrentariam novamente, em uma pedra, até termos os classificados.
Assim, a fase de grupos foi feita no dia 19, com os seguintes resultados:
Grupo A
China 2x1 Argentina;
Argentina 3x0 Itália;
Itália 1x2 China.
China e Argentina foram os classificados.
Grupo B
Canadá 0x3 Estados Unidos;
Estados Unidos 2x1 Peru;
Peru 2x1 Canadá.
Estados Unidos e Peru foram os classificados.
Grupo C
Alemanha 2x1 Japão;
Japão 1x2 Dinamarca;
Dinamarca 2x1 Alemanha.
Dinamarca e Alemanha foram os classificados.
Grupo D
Suécia 1x2 Brasil;
Brasil 1x2 Espanha;
Espanha 2x1 Suécia.
Espanha e Brasil foram os classificados.
Grupo E
Austrália 2x1 Inglaterra;
Inglaterra 2x1 Noruega;
Noruega 2x1 Austrália.
Com o triplo empate, foi necessário recorrer às disputas-extra, com Noruega e Inglaterra se classificando.
Grupo F
Chile 2x1 Nova Zelândia;
Nova Zelândia 2x1 Bolívia;
Bolívia 1x2 Chile.
Com o triplo empate, foi necessário recorrer às disputas-extra, que tiveram três rodadas e terminaram com Bolívia e Nova Zelândia classificadas.
Grupo G
Cuba 1x2 Holanda;
Holanda 2x1 Rússia;
Rússia 1x2 Cuba.
Com o triplo empate, foi necessário recorrer às disputas-extra, com Cuba e Holanda se classificando. Este era chamado de grupo da morte, por contar com Rússia e Holanda, respectivamente o campeão e o vice na modalidade por pontos. A equipe holandesa reclamou muito do jogo de compadres entre Rússia e Cuba, mas desistiu de levar a reclamação adiante ao ver que o feitiço virou contra os russos ao perderem no último desempate para Cuba e ficarem de fora.
Grupo H
Áustria 3x0 Egito;
Egito 1x2 França;
França 1x2 Áustria.
Os classificados foram Áustria e França.
No dia 21, quarta-feira, foi disputada a fase final da Copa do Mundo, começando pelas oitavas de final, com os seguintes jogos:
Dinamarca 1x2 Holanda;
Cuba 2x1 Alemanha;
Noruega 1x2 Peru;
Estados Unidos 1x2 Inglaterra;
Bolívia 1x2 França;
Áustria 2x1 Nova Zelândia;
Espanha 1x2 Argentina;
China 1x2 Brasil.
Nas quartas de final, os duelos foram os seguintes:
Argentina 3x0 Áustria;
Cuba 2x1 Peru;
Brasil 2x1 França;
Inglaterra 1x2 Holanda.
Nas semifinais, um europeu e três americanos, com os seguintes duelos:
Cuba 2x1 Brasil;
Holanda 1x2 Argentina.
Após uma competição emocionante, Brasil e Holanda disputaram a medalha de bronze. No primeiro round, o time brasileiro jogou empurrado pela sua torcida, com concentração, enquanto a agremiação holandesa fez seu tradicional jogo de brasinha, de olho no erro do adversário. O primeiro round terminou empatado em 7 e precisou da pedra extra para decidir, indo para a Holanda. No segundo round, a Holanda errou a sua última pedra e o Brasil agradeceu para vencer por 5x3 e levar a disputa para a rodada de fogo. No terceiro round, ambas as equipes desperdiçaram uma pedra e empataram em 4, precisando da pedra extra. O Brasil atirou no 2 e a Holanda fez a perseguição na mesma zona, chegando ao 2, mas atingindo a pedra brasileira, que foi parar no 3. Assim, o Brasil vence a disputa por 2x1 e fica com a medalha de bronze.
E enfim chegou a hora da grande final! De um lado, Cuba, que se classificou graças a um suspeito compadrio com a Rússia que deixou a equipe europeia de fora da fase final. Do outro, a Argentina, que chegou desacreditada após uma péssima disputa no Sulamericano das duas categorias e na Copa do Mundo por Pontos, quando caiu nas oitavas de final, mas com a moral de ser a campeã olímpica.
Em uma disputa tensa e de altíssimo nível, Cuba conseguiu vencer o primeiro round por 7x6. No seugndo round, a Argentina jogava a pedra no 3 e Cuba jogava para eliminá-la, mas acabava eliminando a sua pedra também, e assim o round terminou 3x2 para a Argentina. O campeão mundial sairia na rodada de fogo! A equipe cubana começou nervosa e acertou no 1. A Argentina, majestosa, foi no 3. Cuba se recuperou e acertou as seguintes, totalizando 5 pontos contra 4 dos argentinos, que precisavam jogar uma pedra no 2 para ficar com o título. Fizeram melhor, acertaram no 2 e empurraram outra pedra para o 3, finalizando em 8x5 e conquistando o título mundial.
A Argentina é campeã da Copa do Mundo de Shuffleboard na modalidade Nocaute, seu segundo título major, uma vez que também ganhou nas Olimpíadas de Paris (que só foi disputada na modalidade por pontos). Desacreditada no início após perder logo a primeira partida do mundial, a equipe argentina deu a volta por cima e foi demolindo as equipes adversárias, com direito a 3x0 na Itália e na Austria, além de derrotar as sempre perigosas Espanha (favorita ao título) e Holanda (vice-campeã por pontos) e uma equipe cubana que soube se impor diante de adversários com muito mais favoritismo.
Com o ouro da Argentina, prata para Cuba e bronze para o Brasil, o pódio da modalidade nocaute foi inteiro panamericano. Somado ao bronze do Chile na modalidade por pontos, as Américas saem com 4 medalhas da Copa do Mundo no Brasil, contra 2 da Europa.
Ao final da Copa do Mundo, a Argentina disparou no ranking mundial com 18 pontos, contra 13 da China, a segunda colocada.



























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